sexta-feira, março 13, 2026

TCU investiga presidente do IBGE por suspeita de manipulação do PBI e da inflação

Publicado em 12 de março de 2026 por Tribuna da Internet

Nota de R$ 200 vai facilitar a corrupção, diz procurador do Ministério  Público junto ao TCU - CB Poder |

Procurador Júlio Marcelo pediu a investigação no IBGE

Eduardo Brito
Jornal de Brasília

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu ao Tribunal de Contas da União o afastamento do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Márcio Pochmann (foto). Os resultados da auditoria já foram enviados ao relator, ministro-substituto Marcos Bemquerer Costa.

Como justificativa, o procurador Júlio Marcelo de Oliveira alega risco de uso político dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) em ano eleitoral, situação que “impõe aos dirigentes de instituições técnicas o dever reforçado de cautela, autocontenção e respeito absoluto à autonomia científica, de modo a prevenir qualquer forma de instrumentalização política das estatísticas oficiais”.

DANO POTENCIAL – “O descrédito nas estatísticas oficiais — notadamente no cálculo do PIB e nos índices de inflação — possui elevado potencial de causar dano ao erário”, argumenta, apontando ainda que tal descrédito “já deve estar ocorrendo em alguma medida”.

Economista ligado às ideologias de esquerda, Pochmann escolheu a sede do Sindicato Nacional dos Servidores do IBGE para tomar posse, sob a promessa de que seu mandato daria voz aos técnicos. A principal reivindicação, porém, não foi cumprida.

Os servidores pediram um congresso institucional aos moldes do que ocorre na Fundação Getúlio Vargas (FGV), mas o presidente entregou o que chamou de “Diálogos IBGE”. Na esteira do projeto, Pochmann alegou que havia, ali, a sugestão dos servidores para a criação da Fundação IBGE+, que captaria recursos da iniciativa privada para novos projetos.

POCHMANN MENTIU – O sindicato, no entanto, contesta. A categoria alega que revisou toda a documentação do projeto, e nada foi encontrado sobre a iniciativa. Ou seja, os técnicos do Instituto não aprovaram a proposta de criação do IBGE+;

Em meio à crise, o IBGE+ foi extinto por determinação do TCU. O Ministério Público de Contas alega que só é possível criar esse tipo de fundação por meio de lei.

Mas não foi o que ocorreu. Pochmann foi diretamente a um cartório no Rio de Janeiro e abriu o novo órgão.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A crise é da maior gravidade e acontece justamente quando Pochmann, completamente desprestigiado e desprezado pelo corpo técnico, anuncia que a inflação acumulada no Brasil recuou para 3,81% em 12 meses, ficando abaixo da marca de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. Como diz Délcio Lima, essa bagaça não vai dar certo. (C.N.)

A Globo, em 1964, junto a quem torturou e matou civis e militares, agora apoia anistia para terroristas do 8/1

   Por Emanuel Cancella, ex-presidente do Sindipetro-RJ e ex-Coordenador da Federação Nacional dos Petroleiros – FNP.

A Globo não só apoiou como cresceu à sombra da ditadura empresarial-militar, que perseguiu, prendeu, torturou e matou civis e militares.

E não foi só a Globo: o Estadão e a Folha também apoiaram a ditadura empresarial-militar (10,11)!

Jus Brasil: Globo se desculpa por ter apoiado o golpe militar de 64 (7).

O capitão paraquedista Sergio Macaco, Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, chefe do Para-Sar, grupo especial de paraquedistas, disse um rotundo não ao brigadeiro João Paulo Burnier, que queria explodir o Gasômetro ao lado da Rodoviária Novo Rio:

— Não. Não concordo. E, enquanto eu estiver vivo, isso não acontecerá neste país.

Os atentados seriam atribuídos a organizações de esquerda, para justificar uma nova onda repressiva.

Capitão Sergio Macaco, um herói nacional, foi enquadrado no AI-5 (8).

Bolsonaro, nos anos 80, iria explodir o Guandu e quartéis em busca de aumento salarial (9).

Agora, Bolsonaro está preso, envolvido nos atos de 8/1, cujos participantes foram denominados pela então presidente do STF como terroristas.

"O STF atuará para que os terroristas que participaram desses atos sejam devidamente julgados e exemplarmente punidos. O prédio histórico será reconstruído. A Suprema Corte não se deixará intimidar por atos criminosos e de delinquentes infensos ao Estado democrático de Direito" (1).

Com base na denúncia de Rosa Weber, o PGR denunciou os terroristas, e o STF, com amplo direito de defesa, julgou, condenou e prendeu centenas de delinquentes, generais cinco estrelas e Bolsonaro, este a 27 anos e 3 meses de cadeia!

Agora, os EUA, a Globo e os bolsonaristas querem destruir Alexandre de Moraes, relator do julgamento dos terroristas de 8/1. Os EUA com a Lei Magnitsky (2)!

A Globo com a denúncia do contrato de 129 milhões da esposa de Moraes, que, segundo o Brasil 247, nunca existiu (3).

A esposa de Moraes, Dra. Viviane Barci, advogada, tem contrato com o Banco Master — nada ilegal —, assim como a Globo contratou o banqueiro Vorcaro, do Banco Master, em 2024, para um show em Nova York (4).

Os bolsonaristas queriam matar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes (5).

UOL: Moraes: Havia plano para me prender e enforcar em praça pública após o 8/1 (6).

Não pode haver anistia para quem torturou e matou brasileiros, civis e militares!

Em tempo – 1: estou suspenso no Facebook porque, segundo eles, minha matéria não contempla os interesses da comunidade. Recorri ao MPF. Entendo que qualquer matéria tem que ser respaldada pela  Constituição Federal de 1988, quanto ao direito à liberdade de expressão. E quanto ao “interesse da comunidade”, estou me lixando (12)! 

2 - A justiça, que tarda mas não falha, sustou por prescrição a prisão e a multa de Cancella no processo que envolve Sergio Moro. Graças ao trabalho e empenho do competente advogado Dr. André de Paula, auxiliado pelo “rábula, mestre causídico” Eduardo Banks, João Engenheiro e Bárbara dos Santos, que compõem sua banca, a pena e a multa foram extintas em 15/01/2026 (13).   

3 - Urgente: Meus amigos e amigas, estou sendo bloqueado nas redes sociais. Basta olhar minhas redes para constatar isso: os números não mentem jamais (14)! Divulguem minhas matérias e meus vídeos. A participação de vocês faz a diferença. O Brasil agradece!   

 Fonte: 1 - https://www.conjur.com.br/2023-jan-08/rosa-weber-supremo-nao-intimidado-atos-terroristas/

2 - https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/eua-magnitsky-moraes

3 - https://www.brasil247.com/blog/contrato-de-r-129-mi-da-mulher-de-moraes-nao-existe

4 -  https://www.brasil247.com/brasil/daniel-vorcaro-foi-destaque-em-evento-da-globo-em-nova-york

5 - https://www.brasildefato.com.br/2025/06/19/o-golpe-que-planejou-matar-lula-alckmin-e-alexandre-de-moraes/

6 - https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2024/01/04/entrevista-alexandre-moraes-stf-plano-prender-enforcar.htm

7 - https://www.jusbrasil.com.br/artigos/globo-se-desculpa-por-ter-apoiado-o-golpe-militar-de-64/121932423

8 - https://ensinarhistoria.com.br/sergio-macaco-o-capitao-que-disse-nao-e-evitou-um-banho-de-sangue/

9 - https://veja.abril.com.br/coluna/reveja/o-artigo-em-veja-e-a-prisao-de-bolsonaro-nos-anos-1980/

10 - https://nucleopiratininga.org.br/nao-nos-esquecamos-estadao-apoiou-o-golpe-de-1964/

11 - https://www.brasil247.com/midia/folha-justifica-apoio-ao-golpe-militar-de-64

12 -  https://emanuelcancella.blogspot.com/2024/09/emanuel-cancella-denuncia-ao-mpf-do.html

13 - https://drive.google.com/file/d/1826ef-r0hnF7vMbNT0L6S1wyBohemhkG/view?usp=sharing

14 -  https://emanuelcancella.blogspot.com/2026/02/emanuel-cancella-vitima-da-cultura-do.html

 Rio de Janeiro 12 de março de 2026.

 Em tempo, se você quiser e puder me ajudar, faça um depósito diretamente na conta de uma dessas entidades filantrópicas, podendo abater no imposto de renda, elas estão listadas em http://emanuelcancella.blogspot.com/2020/07/aviso-importante.html 

Pode ajudar por pix, é o que estou fazendo. No RJ, pode solicitar a presença de um mensageiro que irão buscar a doação.

Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, em abril de 2023, pós graduado em Direito Constitucional, pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera.

 Ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP , ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1519072214-livro-a-outra-face-de-sergio-moro/

 (Esse relato pode ser reproduzido livremente)

Meus endereços eletrônicos:

http://emanuelcancella.blogspot.com.

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC9UUcJBWKgDte00tTF4FsHA

Tik Tok: https://www.tiktok.com/@emanuelcancella

Instagram: https://www.instagram.com/emanuelcancella/

Facebook: https://www.facebook.com/emanuelcancella.cancella  

FEMINICÍDIO EM RECORDE E O RETORNO DO BOLSONARISMO: A HERANÇA QUE MATA


Armas, Misoginia e Cortes Sociais: A campanha de Flávio Bolsonaro promete mais sangue feminino.


Flávio Bolsonaro anunciou recentemente que o senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro de Jair Bolsonaro, coordenará sua campanha presidencial para 2026 — uma escolha que reforça a continuidade do projeto bolsonarista na disputa pelo Planalto.


O anúncio ocorre em um contexto de polarização extrema, marcado por episódios de radicalismo político que bloquearam estradas e defenderam intervenção militar após as eleições de 2022. Tais atos, embora coletivos e intensos, não configuram desordem mental generalizada, mas sim uma reação alimentada por desinformação, violência verbal e instrumentalização política e religiosa — fenômenos que demandam análise crítica, sem estigmatizar quem vive com transtornos mentais reais.


O bolsonarismo, em particular, contribuiu para o agravamento da violência de gênero no Brasil. Durante o governo Jair Bolsonaro (2019-2022), a facilitação do acesso a armas, discursos que incentivavam a submissão feminina e frases como “pintou um clima” ou “eu não te estupro porque você é feia” normalizaram a misoginia e a desumanização da mulher.


Dados oficiais mostram escalada nos feminicídios: de cerca de 1.229 casos em 2018 para recordes recentes, com 1.470 em 2025 (média de quatro mulheres mortas por dia por razões de gênero, segundo o Ministério da Justiça), após crescimento significativo a partir de 2020. Pesquisas apontam que o desmonte de políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher — com cortes de recursos e enfraquecimento de redes de proteção — agravou o problema, em paralelo à ascensão da extrema-direita.


Nas bolhas digitais bolsonaristas — influenciadores, podcasts e cursos —, jovens são expostos a ideias retrógradas de inferioridade feminina. Estudos recentes revelam que cerca de 21% dos brasileiros (e até 31% dos homens da Geração Z em média global, com o Brasil próximo disso) concordam que a esposa deve obedecer ao marido, reflexo de uma cultura que o bolsonarismo ajudou a revitalizar.


A integração de figuras como Marinho na campanha de Flávio sinaliza que essa agenda — de retrocessos em direitos trabalhistas, sociais e de gênero — segue como eixo central. O Brasil paga caro por essa normalização da violência e da desigualdade, exigindo resistência democrática e fortalecimento de políticas protetivas.


A nomeação de Rogério Marinho para coordenar a campanha de Flávio Bolsonaro não é mero arranjo eleitoral: é o sinal claro de que a extrema-direita pretende reeditar a receita que, entre 2019 e 2022, facilitou armas, normalizou a misoginia e desmontou políticas de proteção à mulher — resultando no recorde histórico de 1.568 feminicídios em 2025, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com média superior a quatro mulheres assassinadas por dia. Enquanto bolhas digitais seguem doutrinando jovens na submissão feminina e na desumanização da mulher, o Brasil não pode permitir que esse ciclo de violência e retrocesso social volte ao comando do país. A democracia e a vida das mulheres exigem resistência urgente e intransigente.

Por Luis Celso (Adm. Comunidade)

Rapaz, em uma tacada o Reinaldo Azevedo acabou com a linha editorial do Estadão, Folha de São Paulo, CNN Brasil e Organização Globo

 

BILHÕES LAVADOS, PATROCÍNIOS COMPRADOS E UM CADÁVER NA CELA: A VERDADE QUE A GLOBO ENTERROU COM O SICÁRIO DO VORCARO

 



Em maio de 2024, Daniel Vorcaro, o banqueiro bilionário por trás do Banco Master, subiu ao palco em Nova York como estrela e principal patrocinador do Summit Brazil-USA organizado pelo Valor Econômico, do Grupo Globo. Chamado de “amigo” por executivos da emissora, ele posou para fotos e discursos enquanto, nos bastidores, montava uma máquina de influência que misturava fraudes bilionárias, milícia privada e corrupção sistêmica.


O elo mais podre dessa teia é o Nubank, que vendeu agressivamente títulos do Master a milhões de clientes, expondo-se a um colapso catastrófico caso o banco afundasse sem salvação rápida. Para blindar seus interesses — e evitar prejuízos que poderiam abalar sua própria reputação —, o Nubank injetou milhões em patrocínios na Globo, incluindo cifras astronômicas no Jornal Nacional. Em troca, a emissora ganhou uma fatia acionária via Globo Ventures (estrutura “media for equity” que trocou espaço publicitário por participação no banco digital sem envolver dinheiro). Fontes apontam que a família Marinho seria dona de até 25% do Nubank — cifra contestada, mas que explica o alinhamento feroz.


Essa sociedade financeira transformou a Globo em cúmplice interessada: a quebra do Master arrastaria o Nubank para o buraco, e com ele, o patrimônio da própria emissora. Por isso, a cobertura da Globo virou campanha declarada pela venda urgente do Master ao BRB (Banco de Brasília). Jornalistas e analistas da casa — Malu Gaspar, Lauro Jardim e outros — atacaram sem trégua o Banco Central e o STF, acusando diretores como Aílton Aquino e ministros como Alexandre de Moraes de “obstruir” a operação salvadora. Ignoraram alertas do MPF sobre carteiras de crédito fictícias e fraudes em consignados. Pressionaram por uma transação que, no fim, revelaria um rombo de R$ 12–36 bilhões em ativos podres.


A PF expôs o que a Globo tentou maquiar: Vorcaro mantinha uma “milícia privada” chamada “A Turma”, com espionagem, ameaças a jornalistas (inclusive da própria Globo) e propinas a ex-diretores do BC. O ápice da podridão veio com a morte de Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário” de Vorcaro — preso na Operação Compliance Zero em março de 2026, ele tentou enforcar-se na cela da PF em Belo Horizonte horas após a detenção e morreu dias depois por morte encefálica. A PF fala em suicídio; nas redes e na Comissão de Segurança Pública da Câmara, ecoa a suspeita de queima de arquivo clássica — um homem que sabia demais sobre intimidações, dossiês e pagamentos sujos silenciado para sempre. Nenhum velório público, imagens escassas, perguntas sem resposta.


Vorcaro foi preso novamente em 2026, com supostas mensagens trocadas até com ministros do STF via prints de bloco de notas no WhatsApp (mensagens de visualização única que, convenientemente, só ficaram no celular dele). A investigação avança para propinas, lavagem e organização criminosa. Enquanto isso, a Globo — que lucrou com patrocínios do Will Bank (braço digital do Master) e do próprio Nubank — mantém silêncio ensurdecedor sobre seus próprios conflitos de interesse.


Essa não é só uma fraude bancária: é a captura da República por uma aliança tóxica entre mídia, fintech bilionária e banqueiro criminoso. Correntistas lesados, investidores destruídos e a sociedade pagam a conta enquanto a Globo ataca o STF para proteger seus acionistas e ex-parceiros. O silêncio da emissora não é jornalismo — é cumplicidade. E a morte do Sicário grita o que ninguém na cúpula da Globo quer ouvir: quando bilhões e poder se misturam, “suicídios” viram a forma mais conveniente de apagar rastros.


André Mendonça Tranca Vorcaro na Cela Minúscula: Pressão para Delação Direcionada, ao Estilo Moro na Lava Jato?


No dia 4 de março de 2026, o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, decretou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro — o ex-banqueiro bilionário acostumado a mansões de R$ 200 milhões, iates e jatinhos. A decisão atendeu pedido da PF na terceira fase da Operação Compliance Zero, que expôs fraudes bilionárias, milícia privada (“A Turma”), propinas a servidores do BC e ameaças violentas a jornalistas e opositores.


Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima. Lá, ele cumpre regime isolado: primeira cela de inclusão (cerca de 9 m²), depois transferido para outra ainda menor (cerca de 6 m²), com cama de concreto, colchão fino, sanitário, pia, chuveiro, mesa e assento fixo — sem tomadas elétricas. Direito a duas horas diárias de banho de sol e seis refeições precárias. Isolamento total por pelo menos 20 dias iniciais. Um contraste brutal com o luxo que ele ostentava: de palácios a uma caixa de concreto minúscula, sem contato externo inicial.


Mendonça manteve a prisão mesmo após recursos da defesa, que alegava risco à saúde e falta de contato reservado com advogados. O ministro flexibilizou apenas um ponto: autorizou conversas no parlatório sem gravação de áudio ou vídeo — exceção que gerou críticas internas (inclusive da Secretaria de Política Penal) e comparações com privilégios a outros presos no mesmo complexo, como Marcola. A defesa nega qualquer negociação ativa de delação, mas fontes jurídicas e colunistas (como Lauro Jardim e Mônica Bergamo) afirmam que Vorcaro sinalizou interesse à PF antes mesmo da prisão, e a possibilidade voltou com força após a decretação da preventiva.


O planejamento é revelador: Mendonça não costuma recuar de prisões que decreta, e o prolongamento do cárcere em condições duras aumenta a pressão psicológica. Advogados ligados ao caso avaliam que Vorcaro “não suportaria muito tempo na cadeia”, ecoando exatamente o que se dizia na Lava Jato sobre alvos de Sérgio Moro — prisões preventivas longas em presídios federais como ferramenta para forçar delações premiadas, muitas vezes direcionadas a alvos maiores (políticos, autoridades do Judiciário ou do Executivo). Aqui, o risco é ainda maior: Vorcaro detém dossiês, mensagens (inclusive supostos prints de conversas com ministros do STF via WhatsApp em modo visualização única) e conexões que podem explodir escândalos envolvendo o sistema financeiro, o BC, o Congresso e até o próprio STF.


A delação, se vier, pode ser homologada diretamente por Mendonça — ignorando parecer contrário da PGR, em dinâmica incomum entre relator e delegados da PF. O julgamento na Segunda Turma decidirá se a prisão continua ou vira domiciliar; um empate favoreceria Vorcaro, segundo o centrão que mapeia votos para evitar o “pior cenário”: um acordo que exponha a rede de favores.


Isso não é justiça cega — é pressão calculada. Vorcaro, que patrocinou eventos da Globo, injetou milhões via Nubank e montou milícia para calar críticos, agora enfrenta o mesmo manual de procedimentos usado na Lava Jato: isolamento, desconforto extremo e a sombra de uma delação que pode ser seletiva e direcionada. A pergunta que fica: quem Mendonça quer atingir com o silêncio forçado desse bilionário? E quantos “suicídios convenientes” ou vazamentos seletivos virão antes da verdade explodir? A República continua capturada — só mudou o carrasco.

Por Luis Celso (Adm. Comunidade)

quinta-feira, março 12, 2026

Sobre o caso Master, observações de um velho repórter

 Por Marcelo Auler

Já repararam que todo o debate sobre o Caso Master está girando em torno ou se limitam ao papel do Alexandre de Moraes, sua mulher, o contrato dela, e às vezes as questões relacionadas ao Toffoli??

Questiono: eles foram os responsáveis pelos rombos? Eles ajudaram diretamente o banco a lesar milhares de “investidores”? Contribuíram diretamente com o rombo de mais de R$ 50 bilhões?

Enquanto isso quase não se fala daqueles que envolveram dinheiro publico no Banco. Tipos como os governadores Ibanes (DF), Claudio Castro (RJ), o pessoal do Amapá e diversos outros prefeitos e administradores de fundos de previdência públicos? Esses, aliás, nós nem corremos atrás para descobri-los.

Também a mídia praticamente não fala – nem buscou explicações com o próprio – do senador Ciro Nogueira, que apresentou um projeto para ajudar o Vorcaro a roubar mais, respaldado no Fundo Garantidor?

Não se cobra também o Nikolas (PL-MG) que fez campanha para Bolsonaro no jatinho do Master.

Nem se cobra do Bolsonaro e do Tarcísio que receberam doações extraordinárias para suas campanhas

Ou seja, jornalistas novos e antigos estamos fazendo o papel que a direita quer, focando em alvos diversos – como o STF, o Moraes e sua mulher – e deixando de lado aqueles que realmente se beneficiaram diretamente do esquema de roubos.

É preciso pensar em pautas que revertam isso e tragam os demais envolvidos para o noticiário.

https://082noticias.com/2026/03/12/sobre-o-caso-master-observacoes-de-um-velho-reporter/


 Nota da Redação Deste Blog - A verdade que tentam esconder: o escândalo do Banco Master e a manipulação da opinião pública

Por José Montalvão

Nos últimos meses, o debate público no Brasil tem sido marcado por uma mistura perigosa de escândalos financeiros, disputas políticas e, sobretudo, pela tentativa de manipulação da opinião pública. O caso envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro, revelou algo que muitos brasileiros suspeitavam: a existência de uma rede de interesses que envolve setores da política, do sistema financeiro e até da comunicação.

É de conhecimento público que diversas figuras políticas mantiveram relações financeiras ou contatos com estruturas ligadas ao banco. Também se tornou amplamente comentado que recursos e serviços associados ao grupo financeiro teriam sido utilizados no ambiente político, inclusive em períodos eleitorais. Esse cenário levanta questionamentos legítimos sobre transparência, prestação de contas e a necessidade de investigação séria e imparcial.

Entretanto, o que chama atenção não é apenas o escândalo em si, mas a forma como ele vem sendo apresentado ao público. Em muitos momentos, parte da chamada imprensa tradicional prefere concentrar seus ataques em uma única figura: o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Essa narrativa tenta transformá-lo no centro de todas as controvérsias, como se fosse o responsável por um sistema de corrupção que, na realidade, envolve muitos outros atores.

Até o momento, porém, não provas concretas que indiquem participação criminosa do ministro nos fatos investigados. O que se vê, frequentemente, são acusações baseadas em narrativas políticas, especulações e na propagação de desinformação nas redes sociais. Esse fenômeno, amplificado por disputas ideológicas, cria uma cortina de fumaça que acaba desviando o foco das investigações que realmente deveriam interessar à sociedade.

Quando a atenção pública é direcionada apenas a um personagem, corre-se o risco de deixar em segundo plano os verdadeiros elementos que precisam ser apurados: quem recebeu recursos, quem se beneficiou financeiramente e quem participou de eventuais irregularidades. A sociedade brasileira tem o direito de saber a verdade completa, sem filtros seletivos ou agendas ocultas.

Outro aspecto preocupante é que o ambiente de polarização facilita a manipulação da informação. Setores políticos e comunicacionais acabam transformando investigações complexas em narrativas simplificadas, onde se escolhe um “culpado conveniente” para alimentar disputas ideológicas. Enquanto isso, os fatos centrais — aqueles que realmente explicam a dimensão do problema — permanecem obscurecidos.

A história mostra que a verdade costuma aparecer, mesmo quando muitos tentam escondê-la. Investigações sérias, conduzidas com responsabilidade institucional e respeito ao devido processo legal, são o único caminho para separar fatos de boatos. No Estado democrático de direito, ninguém deve ser condenado pela opinião pública nem absolvido pela influência política.

O Brasil precisa de mais transparência, mais responsabilidade institucional e, sobretudo, de uma imprensa que investigue com profundidade todos os lados de um escândalo — e não apenas aqueles que interessam a determinadas narrativas.

Blog do Montalvão: Onde a verdade não tem mordaça.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025).

Criminosos de guerra nas praias brasileiras?

 

Há direito de não viver em guerra?


No artigo de março para o Intercept Brasil, mergulhei no contexto dos israelenses que, após cumprirem suas funções no genocídio em Gaza e na ocupação e limpeza étnica na Palestina, saem de férias, chegam no Brasil e ocupam praias e estabelecimentos com total certeza de impunidade.

O estado de Israel e suas lideranças estão na mira de acusações de crimes de guerra e contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional, mas não há quase nenhum avanço na responsabilização.


O problema é que o direito internacional tem sido desrespeitado não somente pelos mandantes de guerra, como Netanyahu, Trump e Putin.


Países onde se enche a boca para falar de respeito à soberania, seja o Brasil ou a França, também riem na cara de suas obrigações frente ao direito internacional ao normalizar absurdos e resumir sua postura a palavras e declarações em redes sociais.


Mas não é normal que uma escola seja bombardeada, assassinando cerca de 150 crianças e adultos e ferindo outras 100. Não é normal que uma operação de guerra seja retratada por um presidente como se fosse uma mera jogada de videogame.


É nada normal que um estado emita avisos de evacuação para bairros inteiros de outro país, com pouca antecedência, e se espere que povos civis e inocentes simplesmente aceitem a perda de suas residências, pertences, e vidas inteiras. Nada disso é normal, mas está normalizado.

Enquanto o mundo assiste ao horror em Gaza, o Brasil abre as portas para que integrantes das forças que cometeram crimes de guerra circulem livremente pelas nossas praias.


O estado brasileiro é signatário do Estatuto de Roma, mas prefere a conveniência do silêncio à justiça internacional. A análise de Sabrina Fernandes é a nossa ferramenta de pressão e denúncia; é a trincheira que grita o que o governo tenta ignorar.


Sua doação é um ato de solidariedade internacional e de resistência política. Ao apoiar o Intercept, você garante que continuaremos sendo o canal que fura a bolha e exige responsabilidade histórica.


Junte-se a nós nesta luta contra a desinformação e o esquecimento.


Se guerras moldaram a história humana, deixando um legado sombrio do que impérios e colonizadores são capazes de fazer, hoje estamos diante de uma camada ainda maior de banalização dos efeitos de invasões, disputas imperiais e tomada de territórios e recursos. As vidas humanas simplesmente não contam nem mesmo para lamentar a perda de civis ou efeitos colaterais.


Apenas soldados patriotas de exércitos poderosos têm direito a honrarias, mas em regiões desprezadas por racismo e islamofobia, o valor da vida civil é tão baixo, que é comum encontrar cifras em que combatentes oficiais morrem bem menos que pessoas comuns.

No caso do genocídio em Gaza, até dados do exército israelense corroboram isso, onde 
83% dos mortos em Gaza são vítimas comuns. Além disso, há a destruição planejada de infraestrutura civil: residências, hospitais, universidades, museus, templos.


Em 02 de março, Israel e Estados Unidos bombardearam o Palácio Golestan, patrimônio da Unesco no Irã, embora a imprensa insista em noticiar na linguagem passiva, no estilo de “palácio sofre danos” ou “bombardeios atingem". As vítimas não têm direito aos seus nomes, à sua história e nem mesmo à sua cultura. 


Não é coincidência que os autores dos principais ataques militares recentes tenham interesses imobiliários nas regiões alvo. Matar a população civil, expulsar quem resta e o uso de bombardeio de saturação (carpet-bombing) cumprem juntos o papel de limpar o terreno para futura ocupação colonial.


Isso está tão normalizado que Trump foi explícito sobre seu “plano de reconstrução de Gaza” e as oportunidades apresentadas para o turismo de resorts e investimento na região.

O turismo pode ser um forte artefato colonial de normalização da tomada de territórios e da ocupação, principalmente o turismo extrativista. O termo é interessante, porque remete ao sistema de mineração que extrai valor enquanto possível e depois deixa os danos para a população local.


É sobre atrair capital, usar recursos e usufruir do espaço a partir de estruturas de poder que reforçam desigualdades e impunidade. 


Em um mundo em guerra constante – genocídios, guerras inter-imperiais, guerras civis, e o uso da violência estatal contra o próprio povo – o que é frequente se torna apenas mais um detalhe nas atualizações diárias de notícias de quem não está na mira do fogo.


Parece apenas um incômodo em planos de viagem, um obstáculo logístico em trâmites comerciais, ou uma preocupação passageira. O direito à paz é seletivo, assim como o direito à própria humanidade. 


Por isso, embora cansativo e desanimador, não podemos evitar o conhecimento sobre o que há de mau e terrível no mundo. Esse conhecimento pesa, mas enquanto pesar, será um impedimento à normalização completa de tanta morte de destruição.


É parte de nossa tarefa nos manter informados, aprender a interpretar essas informações e, com sorte, conseguir mobilizar a partir disso para que a paz não seja um desejo inocente e distante e sim objetivo estratégico de nossas ações.




Conectando os pontos entre conflitos ao redor do mundo



O Transnational Institute acaba de publicar (em inglês) um dossiê sobre o fascismo no mundo. Há artigos sobre a política anti-imigrante, sobre eco-fascismo, extrativismo autoritário, entre outros.


Gostaria de destacar o artigo de Ylkye, que trata de resistências e a necessidade de organizar para além das aparências, especialmente as digitais (p. 124):


Para ir além da performance, precisamos desaprender o primeiro mandamento do espetáculo: para ser importante, você precisa ser visto. A libertação começa nos lugares que o algoritmo não consegue encontrar. A política, se quiser voltar a ter algum significado, precisa ser reconstruída como infraestrutura. Precisamos reconstruir os circuitos silenciosos de cuidado que sustentam a vida quando os sistemas destinados a fazer isso entraram em colapso sob seu próprio narcisismo.”



Me parece uma boa newsletter para encerrar com Victor Jara e seu clássico, pois realmente parece que tudo que sonhamos depende dele, o direito de viver em paz.


Esta versão conta com vários artistas chilenos, como Mon Laferte e Moral Distraída.


Con genocidio y napalm

La luna es una explosión

Que funde todo el clamor

El derecho de vivir en paz


Nos vemos no mês que vem!Criminosos de guerra nas praias brasileiras?

Em destaque

Justiça Federal determina abertura de inquérito contra prefeito de Cipó por fraude em dados esco

  quinta-feira, 12/03/2026 - 17h41 Por Redação Justiça Federal determina abertura de inquérito contra prefeito de Cipó por fraude em dados e...

Mais visitadas