em 9 mar, 2026 8:42
Adiberto de Souza
Dez em cada dez governistas rezam a todos os santos para a Justiça impedir que o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos), seja candidato a governador. Eles temem que se repita agora o que ocorreu em 2022, quando o político itabaianense teve quase o dobro dos votos do governador Fábio Mitidieri (PSD). Caso o pleno do Superior Tribunal de Justiça mantenha a liminar concedida a Valmir pelo ministro Luis Felipe Salomão, o pedessista terá que ir à revanche contra o político agresteiro. Mesmo dispondo da chave do cofre e do diário oficial nas mãos, o governador sabe que Francisquinho será páreo duro, podendo tirá-lo do 2º turno. Foi o que ocorreu há quatro anos. Apesar de inelegível à época, o prefeito recebeu 457.922 votos na primeira fase da disputa, enquanto Mitidieri foi votado por 294.936 eleitores, bem menos do que os 338.796 sufrágios dados a Rogério Carvalho (PT). Portanto, as orações feita pelos governistas têm razão de ser, pois mesmo perdendo quase a metade da votação obtidos em 2022, Valmir ainda pode deixar o pessedista pelo caminho da campanha eleitoral. Então, rezem senhores. Rezem e façam promessas. Marminino!
Greve de professores
Cansados de esperar uma contraproposta do governo Mitidieri às suas reivindicações, os professores da rede estadual entraram em greve hoje por tempo indeterminado. Os grevistas reclamam do processo de desvalorização da categoria diante das perdas acumuladas, ao longo dos anos. Também condenam o desmonte da carreira, o congelamento de gratificações e, sobretudo, a falta de vontade política do governo em buscar a mudança deste cenário. Do outro lado, o governador Fábio Mitidieri (PSD) diz não ter o que conversar com os professores e prometeu recorrer à Justiça para tornar a greve ilegal. Home vôte!
Corda bamba
O jornal fluminense Extra publicou, hoje, que as exonerações feitas pelo governo do Rio de Janeiro atingem em cheio aliados do presidente afastado da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União/RJ). Entre os exonerados está André Moura (União), defenestrado da Secretaria estadual de Representação em Brasília. “Interlocutores afirmam que a permanência de Moura na função já vinha sendo tratada como incômoda na base do governo”, frisa o jornal. Amicíssimo de André, Bacellar foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de ligação com o Comando Vermelho (CV). Por fim, o Extra publica que, mesmo o sergipano ainda sendo secretário de Governo, este cargo também passou a ser alvo de pressão política. Arre égua!
https://infonet.com.br/blogs/adiberto/a-depender-da-justica-mitidieri-vai-a-revanche-contra-valmir/