Acerto com a Polícia Federal agilizaria o processo e evita entraves da Procuradoria Geral da República; o dono do Banco Master pode ser delator
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|A estratégia jurídica em torno da delação premiada do empresário Daniel Vorcaro tomou um novo rumo. Diferente do rito convencional envolvendo o Ministério Público Federal (MP), as tratativas para o acordo devem ser concentradas na Polícia Federal ( PF), e não na Procuradoria-Geral da República ( PGR). A mudança de interlocutor reflete uma manobra para garantir maior celeridade às investigações e contornar possíveis resistências no órgão ministerial.
A legitimidade da Polícia Federal para celebrar acordos de colaboração premiada, independentemente da anuência prévia do Ministério Público, foi consolidada pelo Supremo Tribunal Federal ( STF) em 2018. Na ocasião, a Corte decidiu que delegados de polícia têm autonomia para firmar esses compromissos, desde que os benefícios concedidos sejam homologados pelo Poder Judiciário.
