terça-feira, março 10, 2026

O dinheiro de origem duvidosa. Reflexão após 2 operações da PF em SE

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 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

   “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

Diante da repercussão do editorial publicado ontem nesta coluna, o blog decidiu se aprofundar no tema e ouvir especialistas sobre um personagem que costuma circular com desenvoltura em anos eleitorais: o dinheiro de origem duvidosa.

A motivação é conhecida. Na semana passada, a polícia apreendeu uma grande quantia em dinheiro vivo e duas operações no mesmo dia em Sergipe. No total 1,2 milhão, uma delas em Itabaiana (em ambas nomes não foram revelados). A origem do montante ainda está sob investigação, mas a suspeita levantada pelos investigadores é a de possível lavagem de dinheiro. Em outras palavras, o velho esforço de transformar dinheiro sujo em dinheiro aparentemente respeitável.

Especialistas explicam que a lavagem de dinheiro é justamente esse processo de maquiagem financeira, no qual se tenta ocultar a origem ilícita de recursos por meio de operações que dão aparência de legalidade ao que nasceu no subterrâneo da economia.

Em períodos eleitorais, o alerta costuma soar mais alto. Campanhas movimentam recursos, estruturas crescem da noite para o dia e, não raramente, aparecem malas, envelopes e cifras que desafiam a lógica e, às vezes, a própria contabilidade oficial.

Por isso, com a eleição se aproximando, não seria surpresa se novos episódios viessem à tona. A história recente mostra que, quando a disputa política esquenta, o dinheiro também começa a circular com uma desenvoltura que nem sempre encontra explicação convincente.

Convém, portanto, que o eleitor mantenha os olhos abertos. Campanhas grandiosas demais, gastos exuberantes demais ou mobilizações que surgem como num passe de mágica podem ser apenas entusiasmo político ou algo que mereça perguntas.

Em democracia, voto é escolha, mas vigilância também é dever. E aqui em Sergipe o povo já aprendeu há muito tempo: quando aparece dinheiro demais sem dono certo, é bom acender o candeeiro da desconfiança, porque nem todo brilho é de ouro.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/o-dinheiro-de-origem-duvidosa-reflexao-apos-2-operacoes-da-pf-em-se/

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