sexta-feira, janeiro 09, 2026

Marcelo Nilo mira Assembleia e colegas se reúnem para evitar guerra

 

Marcelo Nilo mira Assembleia e colegas se reúnem para evitar guerra

Por Política Livre

08/01/2026 às 12:31

Foto: Reprodução

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Acostumado a bater sem dó nem piedade nos adversários, o ex-deputado Marcelo Nilo (Republicanos) reserva uma bomba de grande proporções para ex-colegas, fala-se, que com capacidade de abalar as estruturas da Assembleia.

Ao tomarem conhecimento dos planos do político, que virou uma espécie de pitbull do candidato a governador ACM Neto (União Brasil), deputados teriam se reunido a fim de tentar firmar um acordo com o parlamentar e evitar o novo conflito.

A maioria teme que a Casa seja enredada numa confusão sem fim!

Politica Livre

Governo Lula publicará medida provisória para reajustar piso de professores acima da inflação

 

Governo Lula publicará medida provisória para reajustar piso de professores acima da inflação

Texto do MEC deve chegar ao Planalto nesta quinta (8) e ato deve ser publicado na próxima semana

Por Paulo Saldaña/Folhapress

08/01/2026 às 18:45

Atualizado em 08/01/2026 às 22:15

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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O presidente Lula e o ministro da Educação, Camilo Santana

O governo Lula (PT) vai editar nos próximos dias uma Medida Provisória para garantir um reajuste do piso salarial dos professores de 2026 acima da inflação.

O ministro da Educação, Camilo Santana, conversou com o presidente na tarde desta quinta-feira (8) para ajustar os detalhes. O MEC (Ministério da Educação) deve enviar ainda nesta quinta o texto para o Palácio do Planalto. A publicação da medida deve ocorrer na próxima semana, de acordo com informações confirmadas com o jornal Folha de São Paulo.

Pela regra atual, com variação vinculada à variação do Fundeb (principal mecanismo de financiamento da educação), o reajuste dos professores neste ano seria de 0,37%, bem abaixo da inflação de 2025, estimada em torno de 4%.

O tema tem causado pressão da categoria e negociações acirradas com municípios e, principalmente, com estados, que temiam a obrigação de aumentos mais amplos.

O ministro disse à reportagem que o reajuste não será de 0,37%. "Nenhum professor pode ganhar menos que a variação da inflação, e estamos trabalhando para um reajuste real para os professores", disse.

O piso dos professores hoje é de R$ 4.867,77, para uma jornada de 40 horas semanais. O reajuste seria de apenas R$ 18 caso a regra atual fosse aplicada.

A medida provisória passa a valer assim que editada e tem no máximo 120 dias para ser apreciada no parlamento. Assim, o governo indica às redes de ensino a garantia de ganho real neste ano e deixa para o Congresso a definição de novas regras para os anos seguintes.

Se o governo decidisse por um projeto de lei, como foi aventado, o trâmite normal impediria um aumento neste ano.

A equipe técnica da pasta MEC trabalha nos cálculos e na definição de qual será o reajuste.

Os cerca de dois milhões de docentes da educação básica pública estão ligados a estados e prefeituras, que arcam com seus salários. O atendimento ao piso tem sido um desafio para os cofres de municípios e estados.

"A gente precisa solucionar o problema de 2026. A solução é através de medida provisória", disse à reportagem o deputado Rafael Brito, presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação. "O ideal seria chegar a um consenso [com estados, municípios e a categoria] para que no Congresso a gente lute para defender e aprimorar".

O deputado avalia ainda que a tendência é de que a maior parte das redes já garantiria ao menos o reajuste pela inflação para todos os servidores públicos, incluindo professores. O ano eleitoral influencia nesse sentido, também na avaliação federal.

Nota da Frente Parlamentar diz que "não é aceitável que uma categoria estratégica para o futuro do Brasil seja submetida a um reajuste tão reduzido, incapaz sequer de recompor as perdas inflacionárias".

A Lei do Piso passou a valer em 2009 e prevê reajuste automático pela variação do Fundeb como forma de valorizar a categoria. Como o valor de referência do fundo varia conforme a atividade econômica, o reajuste do piso também seguiu essa tendência.

No ano passado, a alta foi de 6,27%, mas houve, por exemplo, aumento de 33,24% em 2022 —o governo Jair Bolsonaro (PL) chegou a decidir que não iria seguir o aumento naquele ano, mas depois recuou.

Desde 2020, quando o fundo foi renovado e turbinado com mais recursos federais, há consenso de que a legislação do piso docente precisaria também de alteração. Mas isso não foi feito.

"O problema é não ter resolvido isso até agora. Desde setembro de 2023 temos alertado sobre isso e poderia ter encaminhado. Ficou protelando e chega nessa situação, bem complicada", diz o presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Heleno Araújo.

A entidade tem lutado para garantir reajuste pelo INPC, mais 50% da média das receitas do Fundeb nos últimos cinco anos. O que daria 6,25%.

De acordo com Araújo, as negociações travaram sobretudo porque os governos estaduais têm resistido.

O Consed (órgão que reúne os secretários estaduais de Educação) divulgou nota nesta quinta-feira (8) em que diz que o percentual aplicado segue exatamente o que estabelece a legislação vigente e lembra que nos últimos anos houve aumentos expressivos.

Nem todas as redes de ensino públicas atendem o piso e o salário varia pelo país. Além disso, não é comum que professores consigam 40 horas semanas de carga horária.

"O Consed destaca ainda que, no ano passado, apresentou ao Comitê Nacional de Secretários Estaduais da Fazenda (Comsefaz) e ao Ministério da Educação (MEC) uma proposta construída a partir de estudos técnicos e avaliações fiscais, que prevê a reposição inflacionária acrescida de um ganho real, compatível com a capacidade financeira dos estados", diz nota.

"A iniciativa reafirma o compromisso do Conselho com a valorização do magistério, aliada à responsabilidade fiscal e previsibilidade orçamentária".

O PNE (Plano Nacional de Educação) traçou como meta, até 2024, equiparar os ganhos dos professores a outros profissionais com ensino superior.

Em 2024, os docentes recebiam, na média, 86% dos ganhos dos demais profissionais com a mesma escolaridade –esse percentual era de 65% em 2012, segundo dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

A Lei do Piso não prevê que o governo federal faça alguma publicação oficial sobre o reajuste, mas há uma tradição de o MEC indicar para as redes qual o percentual a ser seguido –essa publicação costuma ocorrer no fim de janeiro.

Politica Livre

Alcolumbre deve segurar votação de nome indicado por Lula à CVM e contesta apadrinhamento

 

Alcolumbre deve segurar votação de nome indicado por Lula à CVM e contesta apadrinhamento

Por Adriana Fernandes e Mariana Carneiro / Folhapress

09/01/2026 às 07:00

Foto: Carlos Moura / Agência Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avisou a aliados que pretende segurar a votação do nome indicado pelo presidente Lula (PT) para a presidência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Em conversas reservadas, o parlamentar contesta informações de que ele seria responsável pela indicação de Otto Lobo, que provocou reação negativa no mercado financeiro.

Otto era presidente interino da autarquia desde o fim de julho. Uma semana após assumir o cargo, na contramão da área técnica, ele tomou uma decisão favorável ao Banco Master, que livrou o banco e os empresários Nelson Tanure e Tércio Borlenghi Junior de um inquérito que apurava suposta "ação orquestrada" para elevar o preço das ações da Ambipar, empresa de gestão de resíduos.

Alcolumbre disse a parlamentares que não levará o nome de Lobo a votação no Senado enquanto não forem revelados aqueles que seriam os verdadeiros padrinhos da indicação. O Ministério da Fazenda se opôs à indicação e trabalhou contra o nome de Lobo, e a escolha do nome dele representa uma derrota para Fernando Haddad.

Segundo relatos de quatro pessoas que atuam no governo e no mercado financeiro, com forte interlocução em Brasília, a indicação de Lobo se deve a um consórcio formado entre parlamentares próximos do banqueiro Daniel Vorcaro, que controlava o liquidado Banco Master, e o empresário Wesley Batista, do grupo J&F. Procurada, a J&F diz que a informação não procede.

Alcolumbre indicou que não pretende assumir a responsabilidade pela escolha de Lobo. Ele teria manifestado a parlamentares próximos que ficou irritado com a atribuição do apadrinhamento, responsabilizando o governo Lula pela informação.

Lobo chegou à CVM em 2022, com indicação atribuída ao presidente do PP, Ciro Nogueira, que também foi relator de sua indicação no Senado. Ciro é também citado como uma das lideranças políticas mais próximas de Vorcaro na teia de influência política que o dono do Master sustentou nos últimos anos.

No mundo político, a decisão de Lula pela indicação de Lobo foi vista como uma tentativa de agradar ao Senado e tentar destravar a indicação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal federal). Alcolumbre negou essa leitura nas conversas que teve com aliados.

Em circunstâncias normais, a mensagem com a indicação de Lobo poderia começar a tramitar no Senado em fevereiro, após o fim do recesso parlamentar. O nome seria levado à CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) para uma sabatina e uma votação, e depois para o plenário.

Otto Eduardo Fonseca de Albuquerque Lobo, 58, é um advogado carioca especializado em direito societário, do mercado de capitais, arbitragem e insolvência. Ele é o atual presidente interino da CVM e foi indicado por Lula na quarta-feira (7) para ocupar o posto de maneira efetiva.

Em sua presidência interina, a CVM teve que lidar com escândalos, como o Banco Master, a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) na Faria Lima e a crise da Ambipar.

Em novembro, o governo do Distrito Federal foi citado e se tornou réu em processo iniciado pela autarquia referente ao BRB (Banco de Brasília) no âmbito dos negócios com o Master.

Lobo não estava entre os mais cotados ao posto de forma definitiva pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como mostrou a Folha, a aposta inicial estava nos advogados Igor Muniz, Marina Copola e André Pitta.

Muniz é presidente da Comissão Especial de Mercado de Capitais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e advogado da Petrobras, e tinha apoio de senadores e de integrantes da Casa Civil.

Pitta é um dos sócios do escritório Trindade Sociedade de Advogados e conta com um perfil de atuação considerado amplo no mercado de capitais, advogando com direito societário de companhia aberta e com passagem pela B3.

Copola é diretora da CVM, indicada pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda), com mandato até dezembro de 2028.

Vinculada ao Ministério da Fazenda, a CVM é responsável pela fiscalização de cerca de R$ 16,7 trilhões em ativos negociados no mercado, como ações, fundos de investimentos e debêntures.

Lobo está na CVM desde 2022, após indicação do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Com a renúncia de João Pedro Barroso do Nascimento do comando da autarquia, em julho de 2025, o advogado, que era o diretor mais antigo da autarquia, passou a ocupar a presidência do órgão de forma interina.

Nascimento renunciou ao cargo em julho do ano passado e Lobo, diretor mais antigo da autarquia até então, foi indicado interinamente para a presidência da CVM na época.

Como a Folha de S.Paulo mostrou, a renúncia do presidente da CVM escancarou pressões políticas que cercam casos polêmicos no órgão regulador do mercado de capitais brasileiros, colocando o colegiado numa crise inédita.

Apadrinhado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), JP, como é conhecido, deixou o cargo em julho do ano passado, a dois anos de terminar o mandato, aumentando o desfalque na diretoria da autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda responsável pela fiscalização de cerca de R$ 16,7 trilhões em ativos negociados no mercado, como ações, fundos de investimentos e debêntures.

Há ainda uma vaga a ser preenchida no colegiado da CVM. Um dos cotados, com influência política, é André Vasconcellos, diretor da Fictor Alimentos. A empresa é vinculada à Fictor Holding, que informou ao mercado uma proposta de compra do Master horas antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal.

Vasconcellos afirmou à Folha que seu nome estava sendo cotado para a diretoria da CVM antes mesmo de assumir o cargo de Relações com investidores da Fictor Alimentos. Segundo ele, caso seja efetivamente indicado e empossado, se declarará imediatamente impedido de julgar qualquer questão envolvendo o Grupo Fictor e ainda o Banco Master, assim como seus controladores e administradores.

A Abrasca (associação das companhias abertas) considerou as indicações de Lobo e Muniz como positivas. "Como é esperado, são dois nomes bastante técnicos, com vasta experiência no mercado e amplamente conhecidos", afirmou Pablo Cesário, presidente-executivo da Abrasca.

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