quinta-feira, novembro 06, 2025

Bolsonaro oscila em soluços e humor antes de ter os recursos julgados no STF, dizem aliados

 

Bolsonaro oscila em soluços e humor antes de ter os recursos julgados no STF, dizem aliados

Renato Bolsonaro diz que irmão contou piadas e está com dieta balanceada e fazendo exercícios

Por Marianna Holanda/Folhapress

06/11/2025 às 18:35

Atualizado em 06/11/2025 às 21:41

Foto: Isac Nobrega/PR/Arquivo

Imagem de Bolsonaro oscila em soluços e humor antes de ter os recursos julgados no STF, dizem aliados

O ex-presidente Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chega às vésperas da análise no STF (Supremo Tribunal Federal) dos seus recursos da condenação da trama golpista com um quadro de saúde e de humor oscilante, segundo aliados.

Ele ainda tem crises de soluço, mas menos frequentes que antes, e tem conseguido conversar. Além disso, mantém uma rotina de alimentação mais saudável, tomando vitamina de proteína, e faz exercícios físicos na área externa de casa —onde está preso desde 4 de agosto.

O ex-presidente continua demonstrando a interlocutores contrariedade com a sua condenação e apreensão com o futuro, referindo-se à prisão como uma humilhação. Mas também tem buscado demonstrar bom humor.

Os relatos foram feitos à reportagem por ao menos três pessoas que estiveram com ele nas últimas semanas e aliados que conversaram com membros da família.

Segundo seu irmão Renato Bolsonaro, que esteve três dias seguidos visitando-o, o ex-presidente contou piadas e anedotas. "Tentei não falar nada desse assunto de recursos. Muito desagradável. Gostei de ver meu irmão, estava há mais de 90 dias sem vê-lo. A situação dele é muito delicada, não é fake news", disse ao jornal Folha de S.Paulo. 

De acordo com ele, Bolsonaro estava bem e sem soluços no primeiro dia. No segundo, teve uma crise. "É um quadro complicado, toma medicamento contínuo. Mas, dentro do possível, até que está esperançoso. Vi ele tomando tipo medicamento popular, produto caseiro, que diz que é bom. Tudo que vai ajudar é bem-vindo", afirmou, sem detalhes de qual seria esse medicamento.

Ele contou ainda que o ex-presidente está com uma dieta "muito balanceada", em contraposição à rotina de alimentação que preocupava aliados antes da prisão domiciliar. Na sede do PL, por exemplo, Bolsonaro tinha hábito de comer miojo.

Segundo Renato, Bolsonaro está tomando uma vitamina de proteína e fazendo exercícios sempre que possível.

O irmão do ex-presidente esteve em Brasília também para se reunir com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de quem recebeu convite para ser candidato a deputado federal no ano que vem.

Ainda que Bolsonaro continue tendo soluços, ele já não apresenta crises como às que levaram-no à internação no hospital nos últimos meses –sendo a última em setembro.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse a interlocutores que retomou viagens nos finais de semana pelo PL Mulher, que preside, porque seu marido está se sentindo mais disposto.

Ela esteve no último dia 25 em Soledade (RS), no dia 1º em Sorriso (MT) e viajará para Londrina (PR) no próximo sábado (8).

Preso desde 4 de agosto, Bolsonaro busca reverter sua condenação de 27 anos e três meses no Supremo. Na sexta-feira, a Primeira Turma começará a analisar os embargos das defesas.

Ao final, se for confirmada a condenação, o ex-presidente pode começar a cumprir pena em regime fechado em presídio comum ou em casa ainda neste ano. O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou na última semana sua chefe de gabinete para uma vistoria na Papuda.

A visita da auxiliar de Moraes acendeu alerta no Governo do Distrito Federal sobre a possibilidade de Bolsonaro ser enviado ao presídio após o fim do processo da trama golpista, previsto para este ano.

Na segunda-feira (3), o secretário de Administração Penitenciária de Brasília, Wenderson Souza e Teles, enviou um ofício ao gabinete do ministro solicitando que Bolsonaro seja submetido a uma avaliação médica antes de sua prisão definitiva.

O objetivo, segundo o documento, é avaliar se ele tem condições de ficar na Papuda diante de problemas de saúde.

A decisão sobre o local em que ficarão presos Bolsonaro e os demais condenados pela trama golpista cabe exclusivamente a Moraes. Essa definição só será anunciada após o Supremo analisar todos os recursos das defesas.

Aliados do ex-presidente oscilam entre avaliar que o magistrado optará por presídio e que vai considerar o quadro de saúde para deixá-lo em domiciliar.

Ministros do Supremo descartam a possibilidade de Bolsonaro ficar preso em uma unidade militar. Um dos motivos apontados é a intenção de evitar que uma eventual detenção do ex-presidente no Setor Militar Urbano, em Brasília, possa provocar uma nova aglomeração de pessoas em frente às instalações militares —como os acampamentos golpistas montados após as eleições de 2022.

Antes mesmo do julgamento da trama golpista, Bolsonaro já planejava pedir para continuar detido em casa, se fosse condenado.

O clima no entorno do ex-presidente é de desânimo. A expectativa com o fim do julgamento é de reações tímidas dos apoiadores. A justificativa é que as restrições impostas a conta-gotas ao ex-presidente acabaram reduzindo os impactos e a mobilização nas ruas.

Bolsonaro foi ao hospital, pela última vez, em 16 de setembro, onde ficou internado por um dia após passar mal. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, disse que nas redes sociais que ele teve "crise forte de soluço, vômito e pressão baixa".

O ex-presidente pode deixar a prisão domiciliar por emergência médica, mas sua defesa precisa apresentar um relatório a Moraes após a ocorrência.

MPF cobra explicações sobre uso de verbas federais em operação no Rio


Megaoperação é considerada a mais letal da história do Rio

Luana Patriolino
Correio Braziliense

O Ministério Público Federal (MPF) requisitou, nesta terça-feira (4/11), ao estado do Rio de Janeiro informações sobre o uso de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para a megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou na morte de 121 pessoas — a mais letal da história. O objetivo é esclarecer se houve uso de verbas federais na força-tarefa, que resultou em graves denúncias de violação de direitos humanos, com elevado número de mortes de moradores das comunidades e de quatro policiais.

A solicitação foi assinada pelo procurador da República Eduardo Benones no âmbito de procedimento do órgão em curso desde abril, que fiscaliza os repasses e a aplicação dos recursos do fundo pelo Rio de Janeiro.

DESTINO DAS VERBAS – A apuração visa atender determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF das Favelas. Por decisão da Corte, cabe ao MPF a tarefa de acompanhar a destinação das verbas federais voltadas à segurança pública no estado, em especial às destinadas a políticas de redução da letalidade policial.

No despacho, Benones lembra que a megaoperação resultou em um número elevado de mortes, além de relatos de uso excessivo da força, mutilações e execuções sumárias. O documento enfatiza que, caso confirmadas as informações, o episódio poderá configurar grave violação de direitos humanos, inclusive, com risco de responsabilização internacional do Estado brasileiro.

Para o Comitê Gestor do FNSP, o Ministério Público Federal solicitou informações sobre o acompanhamento e a fiscalização da aplicação das verbas federais pelo Rio. O órgão deverá esclarecer se a execução dos recursos observou as finalidades previstas em lei.

TRANSPARÊNCIA –  O MPF também pediu informações para a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio. A pasta deverá encaminhar relatórios de planejamento e execução da operação, identificar os órgãos envolvidos, além de detalhar a utilização de equipamentos adquiridos com recursos federais e apresentar as medidas adotadas para garantir a transparência, a integridade e o armazenamento das imagens captadas pelas câmeras corporais dos agentes.

A operação contra o Comando Vermelho levou 2.500 agentes da força de segurança do estado para cumprir 100 mandados de prisão. Ao iniciarem os trabalhos, durante a madrugada de terça-feira da semana passada, os policiais foram recebidos a tiros por traficantes. O caos interrompeu o funcionamento de serviços essenciais em toda a região metropolitana da capital.


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