sexta-feira, agosto 08, 2025

Ações coordenadas, pressão internacional e o risco da normalização do absurdo


Bolsonaristas tentaram fazer um cerco à democracia

Pedro do Coutto

A recente tentativa de bolsonaristas de ocupar o plenário da Câmara dos Deputados não é um episódio isolado ou casual. Trata-se de mais uma peça de um enredo articulado e cuidadosamente montado para desestabilizar o governo Lula, enfraquecer instituições democráticas e criar um ambiente de pressão contra o ministro Alexandre de Moraes, símbolo da resistência judicial à escalada autoritária do bolsonarismo.

A entrevista de Eduardo Bolsonaro ao jornal O Globo, na qual o deputado licenciado admite atuar diretamente junto ao governo dos Estados Unidos contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), expõe de forma cristalina a extensão dessa cruzada antidemocrática. Não se trata apenas de retórica política – há, sim, uma ação coordenada no tabuleiro institucional e internacional.

OBSTRUÇÃO – A articulação vista no Congresso reflete uma tentativa de obstrução total do funcionamento da Câmara dos Deputados, liderada por um grupo que não reconhece os limites da legalidade e que opera pela chantagem política. A ocupação do plenário, que se estendeu pela madrugada, ultrapassou os limites da oposição parlamentar legítima.

Diferente da obstrução regimental – ferramenta democrática do jogo legislativo –, o objetivo claro era travar qualquer votação, inclusive a de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que poderia anistiar Jair Bolsonaro e restituir-lhe a elegibilidade. A ironia perversa é que os mesmos que insuflam o caos institucional são os que se beneficiariam diretamente de um projeto que ignora a gravidade dos ataques à democracia de 8 de janeiro.

Esse tipo de conduta abre um precedente perigoso: a transformação do Parlamento em campo de batalha para interesses pessoais e antirrepublicanos. O Congresso deixa de ser o espaço do diálogo para se tornar um refém de agendas radicais.

EXTREMA-DIREITA –  Não se pode ignorar o pano de fundo internacional. Eduardo Bolsonaro, com seu histórico de aproximação com a extrema-direita global, tenta novamente instrumentalizar atores externos – no caso, a gestão Donald Trump – para legitimar sua narrativa interna de perseguição. O recente “tarifaço” decretado por Trump confere ainda mais instabilidade ao cenário, embaralhando o xadrez geopolítico e alimentando a retórica conspiratória da direita brasileira.

O que se viu na Câmara não foi um ato espontâneo de indignação política. Foi uma investida calculada, sem a devida lógica jurídica ou institucional. E é justamente essa ausência de lógica, esse desprezo pelas regras do jogo, que torna tudo ainda mais perigoso. Uma democracia não se sustenta apenas pelo rito formal das eleições, mas pelo respeito contínuo às instituições, aos princípios constitucionais e à ordem pública.

É hora de reconhecer os sinais. A tentativa de ocupação do Congresso, o lobby internacional contra o STF e a sabotagem legislativa não são eventos desconexos. São parte de uma estratégia de erosão institucional que precisa ser enfrentada com firmeza, sob pena de nos acostumarmos com o absurdo. A democracia, para continuar sendo mais do que uma formalidade, exige vigilância constante. E coragem.


Bolsonaro pode passar um Dia dos Pais excelente, ao lado de sua família


Jair Bolsonaro tem 'festinha' de aniversário no Palácio da Alvorada com  familiares

Ficar em prisão domiciliar tem muitas vantagens, é claro

Vicente Limongi Netto

“Vô, quero nadar”, vó, estou com fome”. Netos de Bolsonaro correm pelos jardins, brincam no pula-pula. Se agarram nos pés do vovô.  Gritam com energia. Tudo com ternura divertida. Bolsonaro, com chinelos, bermuda e camisa da seleção brasileira, feliz com a algazarra das crianças.

A casa do ex-presidente é ampla e agradável. Dois andares.  O sol forte e alto bate na piscina. Na cozinha, panela grande de feijoada. Na garagem, 3 carros. Na rua, curiosos atentos para visitantes chegando.

ABRIU O CORAÇÃO – Bolsonaristas não podem reclamar do ministro Alexandre de Moraes. O severo e carrancudo ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) abriu o coração.

Permitiu ao ex-presidente, com tornozeleira e prisão domiciliar, receber caravanas de amigos, admiradores e familiares. Moraes também é pai. Domingo é especial dos pais.

Amigos chegando. Ambiente de amizade fraterna. A vice-governadora Celina Leão levou morangos grandes e deliciosos produzidos em Brasília. Governador Tarcisio de Freitas prometeu brindar Bolsonaro com garrafas de vinhos portugueses. O mundo  não conhece tornozeleira mais democrática.
É DIA DELE – Pai é calor humano. Vigilante. Carinhoso. Amoroso. Zeloso. Elogia e puxa as orelhas. Deixa de comer para alimentar os filhos. Vai no posto encher os pneus da bicicleta. Bota carga no celular.
Acompanha o filho nas compras. Incentiva a prática de esportes. Orienta e recomenda boas leituras. Acorda no meio da noite para embalar filho pequeno chorando. Ensina lições de virtudes, respeito ao próximo, decência nas atitudes. Abre conta no banco. Torcem juntos nos estádios. Uniformizados e boné.
Pai sugere, alerta, lamenta, aplaude. Viajam juntos. Pegam cineminha, museus e teatros. Feliz do filho que ainda tem ombro carinhoso e amigo do pai para abraçar, beijar e agradecer.
DECADÊNCIA POLÍTICA – Deploráveis cenas de patetice e idiotice, mostrando senadores e deputados com esparadrapo na boca, ocupando as Mesas do Senado e da Câmara. É a decadência completa do bom senso. É a atividade política entrando no terreno da galhofa e da ordinarice. Vitória de pirro.
No frigir dos ovos desmoralizaram os próprios mandatos. Um  senador capixaba, não digo o nome para não poluir meu texto,  falastrão e evangélico, estava algemado na poltrona. Francamente. Abusaram da tolerância dos justos.  A ânsia de aparecer é medonha. Existem formas mais inteligentes e democráticas de protestar. 

Na democracia, não se deve “comemorar” prisão sem haver julgamento


Vamos ser honestos, não precisa de mais tempo', diz Baleia Rossi sobre  reforma tributária

Rossi diz que absurdo comemorar prisão de Bolsonaro

Deu na CNN

O MDB emitiu posicionamento pedindo “equilíbrio” e “responsabilidade”, após a decretação de prisão domiciliar contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Por isso mesmo, não considera saudável comemorar a prisão de um ex-presidente, ainda sem julgamento”, acrescenta.

SEM JULGAMENTO – A prisão de Bolsonaro foi decretada na segunda-feira (4), pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Embora Bolsonaro seja réu em um processo sobre o que seria um plano golpista contra o resultado da eleição de 2022, o ex-presidente foi preso no âmbito de um inquérito que investiga uma suposta tentativa de obstrução de Justiça.

O processo mira o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair, que está nos Estados Unidos afirmando estar buscando sanções — como a aplicada pela Lei Magnitsky — contra Moraes, que é relator da ação do plano golpista.

Porém, Moraes considerou que, no final de semana, em meio a atos contra o STF, Bolsonaro infringiu as cautelares ao aparecer em vídeo em rede social de outro filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se dirigindo aos manifestantes.

“O MDB insiste que é preciso foco na melhoria da vida do povo brasileiro: garantir comida na mesa, trabalho, saúde, educação e segurança. A instabilidade política só atrapalha tudo isso”, frisa a nota do MDB.

Desde a prisão de Moraes, a oposição no Congresso faz um movimento de obstrução nas duas casas legislativas, cobrando o avanço de projetos que diminuam os poderes do STF e prevejam anistia aos condenados pelos ataques de 8 de Janeiro.

Autoridades pelo mundo reagem ao plano de Israel de tomar a Cidade de Gaza


Joseph Ataman e Catherine Nicholls
da CNN

O gabinete de segurança de Israel aprovou, nesta sexta-feira (8), um plano para ocupar a cidade de Gaza. A aprovação aconteceu após quase dez horas de votação. Enquanto o gabinete votava, protestos em massa aconteciam em Israel devido ao temor de que a decisão de expandir as operações militares colocasse os reféns em perigo, e a crescente pressão internacional sobre Israel para encerrar o conflito e permitir a entrada de mais alimentos no território, à medida que a fome se espalha.

Estes são os cinco princípios do plano israelense: 1) O desarmamento do Hamas; 2) O retorno de todos os reféns – os vivos e os mortos; 3) A desmilitarização de Gaza; 4) O controle de segurança israelense em Gaza; 5) O estabelecimento de uma administração civil que não seja nem o Hamas, nem a Autoridade Palestina

CRÍTICAS SEM PARAR – O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, instou Israel a “reconsiderar imediatamente”. O Reino Unido estava trabalhando para garantir a paz “como parte de uma solução de dois Estados”, disse ele.

O líder da oposição israelense, Yair Lapid, disse que o plano era “completamente contrário à posição das Forças Armadas e do establishment de defesa, sem levar em consideração o esgotamento e a exaustão das tropas de combate”.

O político palestino Mustafa Barghouti afirmou que a decisão de Israel foi uma “declaração de crime de guerra”. Ele afirmou que a medida demonstra que as “verdadeiras intenções” do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e de seu governo eram “a limpeza étnica de todo o povo palestino na Faixa de Gaza”.

OUTROS PAÍSES – A Austrália instou Israel a recuar em seu plano. A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, afirmou que “o deslocamento forçado permanente é uma violação do direito internacional”.

O embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Dmitry Polyanskiy, classificou o plano como um “passo muito ruim na direção absolutamente errada”. Moscou criticou repetidamente as ações de Israel em Gaza, tendo pedido um cessar-fogo desde o início da guerra.

A decisão de Israel de tomar a Cidade de Gaza “constitui uma nova fase de sua política expansionista e genocida na região”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores turco na sexta-feira. “Cada medida tomada pelo governo fundamentalista de Netanyahu para continuar o genocídio contra os palestinos e expandir a ocupação representa um duro golpe para a paz e a segurança internacionais, aumentando a instabilidade regional e aprofundando a crise humanitária”, afirmou o ministério.

MAIS QUEIXAS – O ministro das Relações Exteriores da Suíça afirmou estar “profundamente preocupado” com o anúncio, acrescentando que a intensificação das hostilidades “corre o risco de deteriorar ainda mais a já catastrófica situação humanitária”.

José Manuel Albares, ministro das Relações Exteriores da Espanha, condenou o plano de Netanyahu escrevendo em uma publicação no X que isso “só levaria a mais destruição e sofrimento”.

Ele acrescentou que a paz definitiva na região “só pode ser alcançada através do estabelecimento de uma solução de dois Estados, incluindo um Estado da Palestina realista e viável”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O único apoio é dos Estados Unidos. É bastante compreensível(C.N.)


OPINIÃO: GOLPISMO EXPLÍCITO!

Por`ESTADÃO


O País assistiu, estarrecido, ao sequestro das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado por parlamentares bolsonaristas que decidiram rasgar o Regimento de ambas as Casas, afrontar a Constituição e manchar a história do Congresso fazendo-o refém de uma chantagem. Durante mais de 30 horas – que não deveriam ter durado nem 30 minutos –, os trabalhos legislativos foram suspensos na marra por uma súcia de deputados e senadores que puseram seus mandatos a serviço da impunidade de Jair Bolsonaro, e não do melhor interesse do Brasil. O que se viu não foi nada menos do que uma nova tentativa de golpe no coração da democracia representativa.


Chamemos as coisas pelo nome. Não há outra forma de descrever o que aconteceu em Brasília. Impedir o livre trabalho do Congresso não é outra coisa senão um atentado contra o Estado Democrático de Direito. Pior ainda quando a violência é perpetrada de dentro da instituição democrática por excelência por indivíduos que, malgrado terem sido legitimamente eleitos, agiram como traidores da mesma democracia que os consagrou nas urnas. Um absurdo.


Obstrução parlamentar é prática legítima em todas as democracias maduras. Porém, o que os vândalos bolsonaristas praticaram naquelas horas de caos não foi obstrução, mas coerção. Não foi protesto contra a prisão domiciliar de Bolsonaro, foi delinquência. Em última análise, não foi política, foi seu exato oposto: a imposição de vontades por meio da força bruta.


Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, falharam miseravelmente em impedir o sequestro. A Polícia Legislativa deveria ter sido acionada minutos após a paralisação dos trabalhos legislativos. Ulysses Guimarães, um dos mais altivos deputados a tomar assento na presidência da Câmara, não teria hesitado em fazê-lo. Já Motta e Alcolumbre, lamentavelmente, mostraram-se menores do que suas cadeiras ao se omitirem por tempo demasiado longo enquanto as Casas que presidem eram violadas por uma turba de parlamentares que, na prática, comportou-se como uma facção criminosa a serviço de Bolsonaro.


Passada a tibieza inicial, o único caminho republicano que se abre diante de Motta e Alcolumbre, se preocupados estiverem com suas biografias, é a restauração da autoridade moral e política do Congresso. E isso só será possível por meio de duas ações. Em primeiro lugar, a imediata e rigorosa punição de cada deputado e cada senador que participou do sequestro do Legislativo federal. O que eles fizeram é intolerável para um país que se pretende sério. Em segundo lugar, os presidentes da Câmara e do Senado devem enterrar definitivamente as demandas apresentadas pelos delinquentes a título de resgate. Avançar com a proposta de anistia a Bolsonaro e outros golpistas ou com o impeachment desarrazoado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes equivalerá a uma capitulação. Não se negocia com delinquentes. A democracia não se rende – ou deixa de ser democracia.


Por ora, é desconhecido o inteiro teor da barganha que Motta e Alcolumbre fizeram com os sequestradores travestidos de parlamentares para a retomada de seus assentos. Mas, se há um cálculo político que ambos têm de fazer agora, é este: caso não punam exemplarmente os radicais bolsonaristas, sinalizarão que sua tática bandida é aceitável e, consequentemente, pode ser repetida no futuro. Por óbvio, não pode. Em uma democracia digna do nome, não é normal o que essa gente fez.


O Congresso precisa dar uma resposta clara e firme aos bolsonaristas irresignados com os ritos democráticos: no Estado Democrático de Direito não há espaço para aventuras autoritárias que pretendem subverter as instituições em nome de interesses particulares de quem quer que seja. Deputados e senadores têm o dever de defender os interesses da sociedade e da Federação, e não do líder de um movimento político que cada dia mais se desvela como seita.


É hora de Motta e Alcolumbre, do alto dos cargos que ocupam, fazerem uma escolha entre a leniência que estimula a baderna e a firmeza institucional que a debela. A Câmara e o Senado precisam se erguer em defesa de sua própria autoridade. O País precisa de paz. E ela só virá se o Congresso não se ajoelhar diante dos que pretendem sabotá-lo.

🚨 ENTREVISTA: CONTRADIÇÕES E OMISSÕES DA NOTA DE ESCLARECIMENTO DA PREFE...

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Nota da redação deste BlogO Erro que Merece Aplausos: A Fiscalização de Vereadora em Coronel João Sá

Há uma sabedoria popular que diz que só erra quem trabalha. Se a vereadora de Coronel João Sá se equivocou em sua atuação, ela merece aplausos, pois seu suposto equívoco não foi por omissão ou prevaricação, mas por exercer seu legítimo dever de fiscalizar o erário público. O caso, que envolveu uma licitação de grande vulto, chamou a atenção e exigiu esclarecimentos. A atitude da vereadora demonstra um compromisso fundamental com a transparência e a responsabilidade na gestão pública.

Nesse contexto, também merece aplausos a coragem do professor Marcelão. Numa pequena cidade do interior da Bahia, ele exerce seu direito de cidadania de forma voluntária, sem temer ser injustamente processado ou silenciado por aqueles que utilizam a justiça para amordaçar e calar quem tem a coragem de denunciar improbidades. A sua atuação, assim como a da vereadora, serve de exemplo e inspiração para a população.

A fiscalização dos gastos públicos é um pilar essencial da democracia. É dever de todo cidadão e, principalmente, de todo vereador, estar vigilante e cobrar explicações sobre como o dinheiro do povo está sendo utilizado.


Você acredita que a atuação de vereadores e cidadãos como a vereadora de Coronel João Sá e o professor Marcelão é fundamental para fortalecer a democracia em municípios menores?




O Silêncio dos Bolsonaristas e o Vencedor Brasil

O Silêncio dos Bolsonaristas e o Vencedor Brasil

Na terça-feira, o Brasil viveu 30 horas de tensão com a ação de parlamentares de extrema-direita que se entrincheiraram nos plenários da Câmara e do Senado. O ato, um motim contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes na segunda, teve um desfecho inesperado: durante o período, a paralisação do Congresso permitiu que o Brasil respirasse aliviado.

Enquanto permaneceram calados, o povo agradeceu e o Brasil foi o grande vencedor. A democracia brasileira, que parecia ameaçada, mostrou sua força ao superar o desafio.

Conselho do MP abre processo contra promotor que xingou Moraes em grupo de WhatsApp

 Foto: Antônio Augusto/STF/Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes07 de agosto de 2025 | 17:02

Conselho do MP abre processo contra promotor que xingou Moraes em grupo de WhatsApp

brasil

O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) abriu procedimento disciplinar nesta quarta-feira (6) para apurar ataques de um promotor ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Horácio Luís Bezerra do Coutinho, membro do Ministério Público do Amapá, chamou Moraes de “cabeça de piroca” em comentário feito em um grupo de WhatsApp com novos profissionais

Procurado por mensagem, o promotor disse que não foi notificado pelo CNMP, não teve acesso aos autos do procedimento e que não vai se manifestar. O Ministério Público do Amapá afirmou que ainda não tomou conhecimento do processo disciplinar.

Coutinho é coordenador do Cao-Criminal (Centro de Apoio Operacional Criminal) da Promotoria do Amapá e assessor da Corregedoria-Geral. Ele também lidera grupos de promotores em estágio probatório.

O grupo de WhatsApp “Orientação criminal” era administrado por ele e tinha 22 membros.

Em uma das mensagens, o promotor compartilhou notícia que abordava o entendimento de Moraes sobre inviolabilidade do domicílio em ações policiais.

“Na decisão do Cabeça de Piroca é como se o STF dissesse faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço (pois o que mais fazem atualmente é legislar)”, afirma mensagem atribuída ao promotor.

A corregedoria nacional do Ministério Público instaurou o procedimento disciplinar e determinou que Coutinho preste informações ao processo em até dez dias úteis.

O CNMP pode aplicar pena de suspensão temporária ou definitiva ao promotor.

Yuri Eiras, FolhapressPolitica Livre

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