segunda-feira, junho 09, 2025

Após tapas e beijos, essa briga de Trump e Musk não poderá ter vencedor


Briga entre Trump e Musk vira espetáculo com impactos políticos e  econômicos - Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente

Se continuarem brigando, os dois podem se autodestruir

Dorrit Harazim
O Globo

Seria um pastelão de garotos mimados fossem outros os protagonistas, outras as armas. Mas a espetaculosa pancadaria de quinta-feira opôs o ego e o poder do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ego e ao poder do titã bilionário Elon Musk. Coisa grande, portanto. Tratando-se de dois espécimens doentiamente fissurados pelo próprio umbigo, o rompimento vinha sendo dado como inevitável desde a meteórica junção das duas grifes.

O que ninguém previu, porém, foi a vertiginosa sucessão de golpes. De parte a parte foi uma erupção dos demônios que hibernam em cada um. Não houve nocaute, nem poderia haver. Trump e Musk têm estatura (física até) comparável. Quem destruir o adversário destruirá a si também.

DIANTE DO CHANCELER – Para espanto do recém-empossado chanceler alemão, Friedrich Merz, em visita à Casa Branca para tratar de tarifas, Trump aproveitou a tradicional sessão de fotos oficiais no Salão Oval para fazer barulho. No ambiente repleto de jornalistas, decidiu responder às contundentes críticas que Musk fazia à peça-chave de seu governo — a polêmica Lei Orçamentária de 2025 que aguarda votação no Congresso.

Caso venha a ser rejeitada, boa parte do capital político de Trump afunda. Se aprovada, o generoso subsídio do governo americano a fabricantes de carros elétricos (leia-se à Tesla) será uma das primeiras vítimas. Trump começou manso, com um muxoxo de mágoa: — Estou muito decepcionado com Elon… Eu o ajudei muito.

Rapidamente foi tornando tom e conteúdo mais venenosos. Musk, que acompanhava a transmissão em tempo real, foi fiel a seu histórico de sair disparando sem fazer prisioneiros.

CAUBÓIS DE TECLADO – Em pouco tempo, os dois adultos mais poderosos do mundo viraram caubóis de teclado. Musk com 220,2 milhões de seguidores na plataforma X, de sua propriedade, e Trump com 9,8 milhões na emergente Truth Social, criada à sua imagem e veneração.

As postagens eram ora vingativas, ora mesquinhas, pessoais ou teatrais, infantis, perigosas, reveladoras, consequentes ou ameaçadoras.

Enquanto Trump ameaçava cancelar US$ 3 bilhões em contratos de 17 agências federais com empresas de Musk, e as ações da Tesla despencavam mais 14% em Wall Street, o empresário explodiu o barraco sugerindo que o presidente poderia ter tido algum envolvimento na infame rede de exploração sexual dirigida por Jeffrey Epstein. Além disso, Musk aventou a possibilidade de financiar o lançamento de um terceiro partido para as próximas eleições.

SEM TERCEIRA VIA – A história eleitoral americana ensina que terceiras vias sempre afundam diante do rolo compressor de democratas e republicanos. Mas até hoje nenhum terceiro partido teve, no nascedouro, o que somente Musk pode oferecer: financiamento ilimitado e predomínio digital absoluto. Ele já lançou uma pesquisa nacional de uma só pergunta, por meio de sua plataforma: o país deveria ter um terceiro partido para representar os 80% da população que, segundo ele, se situam “no centro” (Musk se considera libertário centrista, o que quer que isso queira significar).

Além disso, ele oferece bancar a campanha de candidatos ao Congresso em novembro próximo para derrotar aqueles que terão aprovado a lei orçamentária, por ele qualificada de “revoltante abominação”.

DESNORTEADOS – Tem sido patética a tibieza da tech right, grupo de empresários ultradireitistas do Vale do Silício que até então abraçava tanto o presidente quanto o agora ex-ídolo da Casa Branca.

Mais desnorteado ainda, só mesmo o Partido Democrata, que conseguiu a proeza de desperdiçar US$ 20 milhões numa pesquisa nacional de 30 grupos para apurar o óbvio: foram derrotados em 2024 porque o voto masculino do trabalhador americano jovem migrou para Trump.

Tudo certo na maior potência do planeta. O dia não acabou antes de o cavernoso Steve Bannon sugerir que Musk, nascido na África do Sul, mas naturalizado americano, pode sofrer processo de deportação, se necessário. A alergia de Bannon a Musk é epidérmica, notória e recíproca. A esculhambação geral, também. Partiu de Dmitri Medvedev, ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança do Kremlin, ralhar na rede: — Meninos, não briguem… Se Musk precisar de novo lar, podemos recebê-lo como asilado político em Moscou.


A NOVELA DA EMANCIPAÇÃO: JEREMOABO E SUA NOVA DATA, OU MELHOR, SUA NOVA DOR DE CABEÇA

 


A NOVELA DA EMANCIPAÇÃO: JEREMOABO E SUA NOVA DATA, OU MELHOR, SUA NOVA DOR DE CABEÇA

E não é que conseguiram? A Câmara de Vereadores de Jeremoabo, sempre atenta às prioridades da população (só que não), resolveu mexer naquilo que estava quieto: a data da emancipação política da cidade. Sim, senhores e senhoras, Jeremoabo, que há décadas sopra velinhas em 6 de julho, agora terá que reaprender sua própria história. E o mais incrível: ainda bem que não foi na marra, já pensou?

A decisão, aprovada pelos nobres edis, já começa a provocar transtornos, especialmente para a população mais humilde, que agora se vê diante de um dilema digno de novela mexicana: como mudar o passado sem roteiro, sem direção e, pior, sem sentido?

Entre as muitas mensagens de indignação que pipocaram nas redes sociais, uma, em especial, nos comoveu pela sinceridade e pelo desespero materno. Uma senhora, visivelmente abalada, fez o seguinte desabafo (com erros e tudo, porque aqui é vida real, sem edição):
"Que saber como vai mudar a cabeça dos meus três filhos, que Jeremoabo não faz aniversário no dia seis de julho, e a minha também que estudei, como é que vou abrir a cabeça dos meus filhos e falar que Jeremoabo não faz aniversário no dia 06 de julho e os outros que já estavam estudando, como é que a gente vai mudar?" (sic)

Prezada senhora, sua angústia é legítima. E, neste caso, só nos resta recomendar o uso do bom senso — isso se ainda restar algum em circulação. Diante da confusão instaurada, sugerimos que a Câmara, além de aprovar essa brilhante ideia, também:

  1. Imprima livros didáticos próprios, revisados por historiadores com habilidades mágicas para mudar fatos;

  2. Distribua tais obras em todas as escolas do município, inclusive para adultos em EJA que, coitados, também terão que reaprender;

  3. Contrate psicólogos escolares, porque o trauma histórico causado por essa “epidemia de falta de cultura e bom senso” pode deixar sequelas graves;

  4. E, quem sabe, consulte um neurologista, já que abrir cabeças, como sugeriu a senhora, pode ser a única forma de reprogramar essa nova realidade que inventaram.

No fim das contas, a história de Jeremoabo, que deveria unir o povo e celebrar conquistas, virou uma novela confusa, com roteiro improvisado e vilões travestidos de autoridades. Enquanto isso, seguimos aqui, aguardando os próximos capítulos desse drama tragicômico.

Porque, minha gente, mudar a data é fácil. Difícil vai ser explicar isso pra quem sempre comemorou com bolo, banda, e o coração cheio de orgulho no dia 6 de julho.

Casarão do Cícero Dantas Martins, Barão de Jeremoabo fazenda carita J...

Visita ao Casarão do Barão de Jeremoabo

Casarão do Barão de Geremoabo - parte 01

Jeremoabo nos seus quase 400 anos de história

Em Defesa da História e da Cultura de Jeremoabo

 


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Nota da redação deste BlogEm Defesa da História e da Cultura de Jeremoabo

Como jeremoabense e profundo conhecedor da história da nossa terra, escrevo este artigo em respeito a todos os nossos antepassados que, com dignidade, honra e compromisso, contribuíram para o engrandecimento de Jeremoabo. Homens e mulheres que, com coragem e espírito público, construíram não apenas um município, mas um legado de cultura, tradição e desenvolvimento.

Há décadas, tenho me dedicado ao estudo da história de Jeremoabo. Não é de hoje que venho publicando neste blog registros, análises e documentos que provam, com clareza e solidez, a importância de preservar a memória de nosso povo. São recortes de jornais da época, leis, moções de deputados, projetos de senadores e até referências na própria Constituição e em obras de historiadores renomados. O que havia para ser explicado, documentado e comprovado, eu já fiz com responsabilidade e compromisso.

Diante disso, é inadmissível que, agora, sem qualquer base legal ou respaldo histórico, tentem apagar ou desrespeitar parte tão importante de nossa memória. Isso não é apenas uma afronta aos nossos antepassados, mas também à legalidade, à cultura e à identidade do povo jeremoabense.

A partir de agora, a responsabilidade está nas mãos dos vereadores. Cabe a eles, como legítimos representantes do povo, se posicionarem com coragem e sabedoria. Ou escolhem defender a história de Jeremoabo, seus fundadores, sua cultura e a legalidade, ou optarão por percorrer o caminho perigoso da ignorância e da ilegalidade — e essa escolha será lembrada pela história.

Que cada vereador reflita sobre o papel que ocupa. Não se trata apenas de um debate político ou administrativo, mas de uma escolha entre o respeito e o descaso, entre a verdade e o apagamento histórico.

Jeremoabo merece respeito. E a história não se apaga.


Parabéns, Prefeito Tista de Deda! Em 09 de junho, Celebramos o Líder que Impulsiona Jeremoabo!


Parabéns, Prefeito Tista de Deda! Em 09 de junho, Celebramos o Líder que Impulsiona Jeremoabo!

Neste 09 de junho, a cidade de Jeremoabo se une em uma calorosa homenagem ao seu prefeito, Tista de Deda, que celebra mais um ano de vida. A data, marcada por alegria e reconhecimento, é um convite para refletir sobre a incansável dedicação de um líder que tem impulsionado o desenvolvimento e o progresso do nosso município.

Que este novo ciclo que se inicia traga consigo ainda mais força e vontade para o prefeito Tista de Deda seguir em sua missão de construir uma Jeremoabo cada vez melhor. Seu compromisso com o bem-estar da população é evidente nas diversas ações e projetos que têm transformado a realidade local, beneficiando a todos.

Desejamos ao prefeito Tista de Deda muitas felicidades, que a paz e a saúde sejam companheiras constantes em sua jornada. Que cada novo dia seja repleto de realizações e que a sabedoria continue a guiar suas decisões, permitindo que o trabalho em prol de Jeremoabo se intensifique e colha frutos ainda mais abundantes.

Neste dia especial, rogamos a São João Batista que continue a proteger e abençoar o prefeito Tista de Deda, livrando-o de todo o mal e de quaisquer obstáculos que possam surgir em seu caminho. Que a luz da fé e a determinação sejam sempre presentes, especialmente diante de desafios que buscam minar a identidade e a história de nossa cidade.

E por falar em identidade, aproveitamos a data para reafirmar um fato: a emancipação política de Jeremoabo é e sempre será celebrada em 06 de julho. Assim como a data de nascimento do nosso prefeito é imutável e inquestionável, a história de Jeremoabo não pode ser alterada por interesses que visam descaracterizar um marco tão importante. Que São João Batista também o proteja daqueles que, de forma indevida, tentam mudar a data de nossa emancipação para 25 de outubro, assim como não podem mudar a data de seu nascimento e aniversário.

Parabéns, Prefeito Tista de Deda! Que esta data se prolongue por muitos e muitos anos, com muita paz, saúde e a certeza de que seu legado de trabalho e dedicação continuará a inspirar o futuro de Jeremoabo.


MP vê abuso político em campanha de prefeito de Campinas e pede cassação do mandato

 Foto: Adriano rosa/Divulgação

Prefeito de Campinas, Dário Saadi, pode perder mandato08 de junho de 2025 | 19:41

MP vê abuso político em campanha de prefeito de Campinas e pede cassação do mandato

brasil

O Ministério Público pediu a cassação do mandato do prefeito reeleito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), por abuso de poder político durante as eleições municipais de 2024. Em parecer, o promotor Guilherme Athayde Ribeiro Franco também pediu que Saadi fique inelegível por oito anos, sob a acusação de ter usado um equipamento público da Prefeitura para promover sua candidatura durante a campanha.

O parecer foi emitido após uma ação movida por Rafael Zimbaldi (Cidadania) e pela coligação “Campinas: uma cidade para todos”, que acusa Dário, seu vice, Wanderley de Almeida (PSB), e outros aliados de terem cometido abuso de poder político e econômico nas eleições. A defesa de Dário Saadi afirma que não houve irregularidade e que a divulgação de sua atuação como prefeito nas redes sociais respeitou as regras eleitorais. O caso será julgado pela Justiça Eleitoral. Se a decisão for pela cassação e inelegibilidade, ainda caberá recurso.

Saadi gravou um vídeo durante uma visita ao Centro Dia do Idoso, equipamento público da Prefeitura, no qual aparece interagindo com funcionários e idosos durante a campanha eleitoral.

“O nosso Centro Dia do Idoso, lá no Jd. do Lago Continuação, é um sucesso. E a gente vai levar essa mesma estrutura para outras regiões de Campinas. Para isso eu preciso do seu apoio. Vem de 10”, escreveu Saadi na época em seu perfil no Instagram. A acusação aponta que o vídeo configura uso da estrutura pública para promoção pessoal durante a campanha.

Para o promotor, a conduta foi irregular e teve impacto na disputa eleitoral. “Em se valendo das facilidades decorrentes do cargo de prefeito, no interior da repartição pública, o representado infringiu a legislação eleitoral, causando, por consequência, desequilíbrio na disputa”, escreveu. Ele afirma que a divulgação de propaganda em redes sociais ampliou o alcance da mensagem e pode ter influenciado um número significativo de eleitores.

Além da perda do mandato e da suspensão dos direitos políticos de Saadi por oito anos, o promotor também pediu que o vídeo seja removido da internet e que seja aplicada uma multa.

O vice-prefeito Wanderley de Almeida (PSB) também pode perder o cargo, mas o promotor reconheceu que não há provas de que ele tenha participado da gravação ou da publicação do vídeo. Ainda assim, defende que ele seja afastado do cargo por integrar a mesma chapa do prefeito.

A ação ainda citava outros dois episódios: o envio de comunicados à imprensa sobre a possível mudança da Câmara Municipal para um prédio do Tribunal de Justiça, e uma visita de campanha à empresa Benassi, onde Dário e o candidato a vereador Felipe Batista Marchesi (PSB) teriam feito discursos a funcionários durante o expediente. Esses episódios foram considerados regulares pelo Ministério Público, que entendeu que não houve ilegalidade comprovada.

No fim do último ano, em outra ação, o prefeito Dário Saadi teve a cassação de sua candidatura revertida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

Na ocasião, a Corte entendeu que, embora tenha havido irregularidades durante a campanha, como o uso de prédios públicos para gravação de vídeos, as condutas não foram graves o suficiente para justificar a cassação ou a inelegibilidade. A decisão manteve apenas a aplicação de multa ao prefeito e ao vice.

Adriana Victorino/EstadãoPolitica Livre
Nota da Redação Deste Blog - Parece que o prefeito de Campinas resolveu seguir o "manual de propaganda oficial" do ex-prefeito de Jeremoabo, só esqueceu que lá a Justiça não dorme no ponto. Usar estrutura pública pra se promover em campanha é um clássico do velho estilo coronelista, mas o Ministério Público tá de olho e já pediu a cassação do mandato e a inelegibilidade por 8 anos. A justificativa do promotor foi certeira: abuso de poder político que desequilibra o jogo democrático.

Agora, qualquer semelhança com a famosa promessa dos 5 mil empregos da Nativill feita em Jeremoabo… é, digamos… mera coincidência — daquelas que até assombra! A diferença é que lá teve reação da Justiça, enquanto aqui em Jeremoabo, durante anos, o que rolou mesmo foi impunidade e propaganda eleitoreira disfarçada de sonho.

No fim das contas, o povo já não se deixa enganar tão fácil. A máscara da velha política vai caindo, uma promessa vazia por vez.

Cobrança autoritária de Rui por presença de prefeita em palanque irrita petistas por medo de afetar Jerônimo; assista

 Foto: Reprodução

O ministro Rui Costa (Casa Civil)08 de junho de 2025 | 17:32

Cobrança autoritária de Rui por presença de prefeita em palanque irrita petistas por medo de afetar Jerônimo; assista

exclusivas

Diferentemente do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que busca atrair a oposição na base do carinho, no que tem sido até certo ponto bem sucedido, o ministro Rui Costa (Casa Civil) adota tom hostil e ameaçador para lidar com prefeitos oposicionistas, atrapalhando, inclusive, uma das estratégias com que o líder governista tenta se fortalecer para 2026.

Em evento recente em Vitória da Conquista para uma entrega governista, Rui fez uma cobrança de forma autoritária pela presença da prefeita Sheila Lemos (União Brasil) no palanque, onde estava rodeado de petistas e aliados, supostamente hostis à gestora, que preferiu cumprir agenda ao lado do correligionário e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil) na cidade, no mesmo horário.

“Eu não sei qual é a agenda da gestora municipal, deve ter uma agenda mais importante do que pedir alguma coisa para Conquista ao ministro da Casa Civil, do governo federal, e ao governador da Bahia. Então, com certeza, ela deve ter uma agenda mais importante, não sou eu que tenho que explicar porque ela não está aqui”, disse o ministro, visivelmente irritado.

Em seguida, no mesmo discurso, Rui disse ter confirmado com o cerimonial do governador Jerônimo Rodrigues (PT) que um convite foi feito à prefeita para participar do evento. Mas, por trás da ira, estava o desconforto do ministro com o fato de ter tido sua presença no município desconsiderada pela prefeita, tipo de situação com que, segundo petistas, ele tem dificuldades de lidar.

Junto com ACM Neto, que deve disputar as próximas eleições estaduais contra Jerônimo, Sheila preferiu visitar as obras da primeira UPA municipal de Conquista e inaugurar o Centro Municipal de Formação Educacional Professor Raymundo Vianna, evitando assim também se tornar alvo de vaias num palanque predominantemente petista.


ACM Neto e Sheila Lemos

Vereadores aliados dela procuraram este Política Livre para declarar que ficaram chocados com o tom do ministro no palanque. “Todos nós que não somos alinhados ao governo municipal nos sentimos intimidados”, disse um deles, preferindo não pronunciar o nome, segundo ele, por motivos óbvios.

E denunciaram o comportamento agressivo e tirânico de Rui, alegando que não é em palanque que um prefeito deve tratar de demandas de sua cidade com um ministro e um governador, ressaltando que o espaço adequado é uma audiência, onde o governo e o ministro talvez não consigam dar a publicidade que gostariam a seus acenos às oposições.

A ocorrência de situações constrangedoras envolvendo prefeitos oposicionistas em palanques governistas só reduziu depois que Jerônimo passou a demonstrar interesse em atrair prefeitos não alinhados para o seu lado dentro de uma estratégia de consolidar seu nome para 2026 e esvaziar o grupo do ex-prefeito. Rui, no entanto, segundo petistas, ainda não teria assimilado a tática, que não utilizou enquanto foi governador da Bahia.

Por isso, usaria um tom ameaçador e hostil para tratar gestores municipais que não são aliados, reproduzindo o mesmo estilo que o tem popularizado em Brasília como o mais ‘destestável’ ministro do presidente Lula. “Rui nunca deu bola para prefeito da forma como Jerônimo faz. Ele precisa entender que agora quem dá as cartas é o governador”, diz um petista sobre a “dessintonia” do ministro com o novo estilo do gestor estadual.

Política Livre

BC pisa no freio em PEC da autonomia diante de agenda conturbada e falta de consenso com governo

 Foto: Divulgação

Reunião do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, com senadores e diretores sobre a PEC que dá autonomia financeira à instituição08 de junho de 2025 | 17:50

BC pisa no freio em PEC da autonomia diante de agenda conturbada e falta de consenso com governo

economia

Diante de uma agenda conturbada e da falta de consenso com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Banco Central decidiu postergar o envio de sugestões para o relatório final da PEC (proposta de emenda à Constituição) que dá autonomia financeira e orçamentária à autoridade monetária.

O relator da PEC, senador Plínio Valério (PSDB-AM), tinha a expectativa de receber a proposta do BC até dez dias depois de uma reunião ocorrida em 20 de maio. Mas o texto nunca chegou e, nos bastidores, há a avaliação de que o momento ficou desfavorável após a crise do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).O imbróglio sobre a elevação do tributo dominou a agenda de membros do Ministério da Fazenda e do Congresso Nacional nas últimas semanas e atrapalhou o andamento das conversas sobre outros assuntos. O tema da PEC, que já não era tido como urgente fora do BC, ficou ainda mais distante na fila de prioridades das autoridades.

Membros do governo avaliam que seria importante o presidente do BC, Gabriel Galípolo, conversar com Lula sobre a PEC antes de dar seguimento à questão. A tarefa esbarra na indisponibilidade de agenda do chefe do Executivo, que está na França em viagem oficial até esta segunda (9) e lidera a cúpula Brasil-Caribe no próximo dia 13.

Apesar de a resistência do Executivo ao tema ter diminuído desde que Galípolo assumiu o posto de Roberto Campos Neto, o governo considera que algumas questões da PEC ainda precisam ser equacionadas —entre elas, a definição do regime de trabalho dos servidores do BC.

O texto da PEC estabelece que os funcionários do BC deixariam de ser regidos pelas normas do RJU (Regime Jurídico Único) e passariam a ser empregados públicos regulamentados pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Durante a tramitação, foram incorporados ao texto elementos para preservar a estabilidade dos funcionários da autoridade monetária e também criadas regras provisórias para aposentadoria, buscando mitigar os impactos negativos gerados pela mudança de regime previdenciário.

De acordo com um interlocutor do governo, não é razoável que os funcionários se tornem celetistas, sem teto de salário, e mantenham o direito à estabilidade garantida a servidores estatutários.

A medida é o ponto central do conflito interno entre os servidores do BC. A ala representada pelo Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) rejeita a proposta em discussão. Já o grupo encabeçado pela ANBCB (Associação Nacional dos Analistas do Banco Central do Brasil) vê a PEC como uma saída para fortalecer a instituição.

Na última segunda (2), em evento em São Paulo, Galípolo disse não se sentir com autoridade para impor um dos caminhos e sinalizou que esse debate ficará nas mãos do Congresso, sem interferência da cúpula do BC.

“Não prestei concurso [público], estou de passagem. […] Fracassei em conseguir produzir um consenso dentro do Banco Central sobre qual dos dois caminhos [deveria ser seguido], e tem um racha ali com divisões, muitas vezes, por causa desse tema específico”, disse.

O presidente do BC ressaltou que tem dialogado com ministros e senadores sobre a PEC, mas também tem visitado as regionais para conversar com os servidores. Nesta sexta (6), Galípolo esteve em Salvador para “despachos internos”.

No fim de maio, Galípolo recebeu os líderes do Senado para um café da manhã no BC, em Brasília. Participaram do encontro os senadores Carlos Viana (Podemos-MG), Efraim Filho (União-PB), Eliziane Gama (PSD-MA) e Weverton Rocha (PDT-MA), além do relator da PEC. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), não pôde comparecer.

Na ocasião, Plínio disse que a reunião serviu para colocar todos os parlamentares a par da discussão e preparar o terreno para o avanço da proposta. Segundo ele, o presidente da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), senador Otto Alencar (PSD-BA), se comprometeu a colocar a PEC em pauta logo que relatório final fique pronto.

O encontro com os líderes ocorreu uma semana depois de Galípolo ter conversado com Plínio, Otto e Vanderlan Cardoso (PSD-GO), autor da PEC, sobre os ajustes no texto.

Além da questão dos servidores, outro impasse foi criado em torno da tentativa de se colocar o Senado como o responsável por autorizar o BC a executar despesas de pessoal acima de determinado limite, quando necessário. Para a autoridade monetária, essa competência deveria ser do CMN (Conselho Monetário Nacional) –colegiado formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente da autarquia.

Para o presidente do Sinal, Epitácio Ribeiro, a PEC “rompe com princípios constitucionais e é uma ameaça ao papel do BC como ente de Estado”.

O sindicato diz reconhecer a necessidade de modernização da instituição e de recomposição do quadro funcional, mas defende que as medidas sejam viabilizadas preservando o vínculo da autarquia com a administração pública federal.

“O que nos preocupa é a tentativa de se alterar o texto constitucional de forma açodada, sem a promoção de amplo debate com a sociedade e com os próprios servidores”, afirma.

A presidente da ANBCB, Vivian Rosadas, diz ver com grande preocupação a postergação da aprovação da PEC e alerta para o risco operacional crescente no BC. Segundo ela, há riscos significativos na área de supervisão, que conta com um quadro mais enxuto e envelhecido, e impacto direto na agenda de inovação da autoridade monetária.

Segundo dados de abril, o BC conta com 3.166 servidores em atividade —menos da metade do total dos 6.470 cargos previstos em lei para a autarquia. O quadro é composto por 2.611 auditores, 401 técnicos e 154 procuradores.

“Adiar a votação para o segundo semestre pode inviabilizar definitivamente a aprovação da medida, dado o calendário parlamentar e eleitoral que se aproxima”, diz.

Nas próximas semanas, as festividades juninas por todo o país tendem a esvaziar o Congresso Nacional. Pelo lado do BC, o foco se volta à reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) nos dias 17 e 18 de junho.

Nathalia Garcia/Thaísa Oliveira/FolhapressPoliticaLivre

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