Como jeremoabense e profundo conhecedor da história da nossa terra, escrevo este artigo em respeito a todos os nossos antepassados que, com dignidade, honra e compromisso, contribuíram para o engrandecimento de Jeremoabo. Homens e mulheres que, com coragem e espírito público, construíram não apenas um município, mas um legado de cultura, tradição e desenvolvimento.
Há décadas, tenho me dedicado ao estudo da história de Jeremoabo. Não é de hoje que venho publicando neste blog registros, análises e documentos que provam, com clareza e solidez, a importância de preservar a memória de nosso povo. São recortes de jornais da época, leis, moções de deputados, projetos de senadores e até referências na própria Constituição e em obras de historiadores renomados. O que havia para ser explicado, documentado e comprovado, eu já fiz com responsabilidade e compromisso.
Diante disso, é inadmissível que, agora, sem qualquer base legal ou respaldo histórico, tentem apagar ou desrespeitar parte tão importante de nossa memória. Isso não é apenas uma afronta aos nossos antepassados, mas também à legalidade, à cultura e à identidade do povo jeremoabense.
A partir de agora, a responsabilidade está nas mãos dos vereadores. Cabe a eles, como legítimos representantes do povo, se posicionarem com coragem e sabedoria. Ou escolhem defender a história de Jeremoabo, seus fundadores, sua cultura e a legalidade, ou optarão por percorrer o caminho perigoso da ignorância e da ilegalidade — e essa escolha será lembrada pela história.
Que cada vereador reflita sobre o papel que ocupa. Não se trata apenas de um debate político ou administrativo, mas de uma escolha entre o respeito e o descaso, entre a verdade e o apagamento histórico.
Jeremoabo merece respeito. E a história não se apaga.