domingo, fevereiro 05, 2023

O que se sabe sobre os balões chineses




EUA dizem que artefatos são veículos de espionagem. China nega e afirma tratar-se de aparelhos de pesquisa meteorológica. Incidente abala já tensa relação entre os dois países.

Os Estados Unidos reportaram na noite desta sexta-feira (03/02) um segundo balão chinês suspeito, desta vez sobrevoando a América Latina. Horas antes, a detecção de um objeto semelhante sobre os Estados Unidos havia resultado no cancelamento da visita do secretário de Estado americano, Antony Blinken, a Pequim.

Os EUA afirmam se tratar de veículos de espionagem. A China argumenta que são aparelhos civis de pesquisa meteorológica.

No sábado à tarde, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, informou que o balão que sobrevoava o país foi derrubado "com sucesso"no oceano, próximo à costa da Carolina do Sul. 

Onde os balões foram avistados

O primeiro balão foi avistado sobre os EUA e, na quinta-feira, se movia para o leste, a uma altitude de cerca de 18.600 metros. Ele vagava sobre o estado de Montana, no noroeste do país, justamente onde estão localizadas bases aéreas de alta sensibilidade e mísseis nucleares em silos subterrâneos.

Autoridades americanas afirmaram que o governo de Joe Biden estava ciente do primeiro balão antes mesmo de ele cruzar para o espaço aéreo dos EUA, no Alasca, no início desta semana.

Até o começo da tarde deste sábado (04/02), o Pentágono não havia divulgado nenhuma informação adicional sobre o balão chinês avistado sobre a América Latina – nem mesmo sobre qual país ele estaria.

Embora o Pentágono não tenha dito sobre qual país o segundo balão se encontrava, o jornal La Nación, da Costa Rica, disse que esta seria uma explicação para o grande objeto branco, semelhante a um balão de gás, que muitos costarriquenhos teriam visto nos últimos dias. 

O que dizem os EUA

Os Estados Unidos sustentam que se trata de espionagem. "O propósito do balão é, claramente, de vigilância", disse um oficial americano que não quis se identificar na quinta-feira.

Na primeira declaração pública na noite de quinta-feira, o secretário de imprensa do Pentágono, brigadeiro-general Pat Ryder, disse que o balão não era uma ameaça militar ou física, o que significa que ele não carrega armas.

Além disso, o balão não representaria riscos à aviação civil, segundo informou um oficial da Defesa americana citado pela agência de notícias AFP.

"Avaliamos que esse balão possui valor adicional limitado, da perspectiva de coleta de material de inteligência", disse um oficial sob anonimato. 

O que diz a China

Sobre o balão nos EUA, o Ministério das Relações Exteriores da China afirma que se tratava de um veículo de pesquisa meteorológica. A pasta lamentou o ocorrido e disse que o balão tem capacidade limitada de "autodireção" e "desviou-se muito de seu curso planejado" por causa dos ventos.

"O lado chinês lamenta a entrada não intencional do balão no espaço aéreo dos EUA devido a força maior'', diz o comunicado.

A China informou que continuaria em contato com os EUA para lidar adequadamente com essa "situação inesperada". Sobre o balão na América Latina,a China não confirmou nem desmentiu. 

O Ministério do Exterior da China reforçou que "nunca violou o território e o espaço aéreo de nenhum país soberano". No entanto, "alguns políticos e a mídia dos EUA usaram o incidente como pretexto para atacar e difamar a China", alfinetou.

Pequim minimizou o incidente e suas consequências diplomáticas. O mais alto diplomata chinês, Wang Yi, diretor da Comissão Central de Assuntos Externos do Partido Comunista da China, comentou que "confrontadas com situações inesperadas, ambas as partes precisam manter a calma, comunicar em tempo hábil, evitar juízos equivocados e gerir diferenças".

O que os balões podem fazer

O especialista em segurança internacional Ian Chong disse em entrevista à DW que, embora não se saiba muitos detalhes sobre os balões, eles poderiam ser usados para coletar uma variedade de dados.

"Esses balões de alta altitude em geral têm uma série de funções. Eles podem fazer qualquer coisa, desde imagens até a coleta de amostras do ar e a tentativa de coletar sinais de inteligência", disse Chong, acrescentando que ainda não há informações suficientes em mãos para determinar seu propósito exato.

'Blinken visitaria a China neste fim de semana'

Como os balões afetam a relação entre EUA e China

Após a descoberta do primeiro balão, os Estados Unidos decidiram cancelar a viagem do secretário de Estado americano, Antony Blinken, à China, enquanto o governo de Joe Biden estuda uma resposta ao incidente.

O anúncio foi feito horas antes de Blinken partir de Washington para Pequim e marca um novo golpe nas já tensas relações entre os Estados Unidos e a China.

Um alto funcionário afirmou que a gravidade da violação do espaço aéreo, da soberania e do direito internacional é tanta que a viagem de Blinken não poderia ser mantida.

O funcionário chamou a presença do balão de "inaceitável" e disse que a mensagem foi entregue por Blinken ao conselheiro de Estado chinês Wang Yi nesta sexta-feira. A visita será remarcada assim que as circunstâncias permitirem, disse um alto funcionário do Departamento de Estado em Washington.

A visita de dois dias de Blinken à China ocorreria no domingo e na segunda-feira e incluiria um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping.

Seria a primeira viagem de um chefe da diplomacia dos EUA à China desde 2018. Entre os temas a serem discutidos estariam o abalo das relações bilaterais gerado pelas tensões envolvendo o território insular autogovernado de Taiwan.

Wen-Ti Sung, cientista político da Universidade Nacional Australiana, disse à DW que o incidente mostra "como as relações entre a China e os EUA são instáveis".

"Se mesmo um incidente relativamente pequeno pode atrapalhar uma visita há muito esperada, isso mostra que eles ainda acham difícil confiar uns nos outros como parceiros de longo prazo", destacou.

Ele acrescentou que a China também precisará encontrar maneiras de melhorar suas relações com os legisladores dos EUA, já que a declaração do Departamento de Estado observou que o adiamento da viagem de Blinken ocorreu após consultas ao Congresso.

"Isso sinaliza que a principal razão por trás da decisão dos EUA de adiar a viagem tem a ver com a pressão do Congresso", disse ele, observando que o governo do presidente Joe Biden provavelmente teria enfrentado críticas de legisladores republicanos.

Decisão de abater o balão

Dois pré-candidatos à presidência dos EUA em 2024, o ex-presidente Donald Trump e a ex-governadora da Carolina do Sul Nikki Haley, defenderam desde o começo que o balão fosse abatido. 

Inicialmente, o secretário americano da Defesa, Lloyd Austin, e autoridades militares de alto escalão descartaram abrir fogo contra o objeto. Aviões de combate chegaram a ser enviados para examinar de perto o balão, e caças a jato, incluindo F-22s, estariam prontos para abatê-lo, caso solicitado.

Em um primeiro momento, as autoridades divulgaram que chegaram à conclusão de que, se fosse abatido, o balão poderia colocar em perigo vidas em solo, visto que, mesmo que estivesse sobre uma área pouco povoada de Montana, seu tamanho criaria um campo de detritos grande o suficiente para colocar pessoas em risco.

Por fim, na tarde de sábado,  Austin afirmou que o balão havia sido abatido com dois aviões de combate sobre as águas, ao largo da costa da Carolina do Sul. 

"Na quarta-feira, o presidente Biden deu sua autorização para derrubar o balão de vigilância assim que a missão pudesse ser cumprida sem risco indevido para as vidas dos americanos que se encontram na trajetória do balão", diz comunicado do Departamento de Defesa dos EUA. 

Biden confirmou a jornalistas que havia dado a ordem já na quarta-feira, antes mesmo de a história vir a público. 

De acordo com a Defesa americana, foram desenvolvidas opções para abater o balão "de maneira segura" sobre a água e decidiu-se finalmente realizar a ação neste sábado, em coordenação com o governo canadense. 

"A ação deliberada e legal deste sábado demonstra que o presidente Biden e sua equipe de segurança nacional sempre colocarão a segurança do povo americano em primeiro lugar, enquanto respondem efetivamente à violação inaceitável de nossa soberania por parte da República Popular da China", finaliza o comunicado da Defesa.

Deutsche Welle

A nova vida de Bolsonaro: de presidir o país a discursar nos EUA




O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro durante o "Comício do Poder do Povo", no resort Trump National Doral, em Miami, Flórida, em 3 de fevereiro de 2023

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou de governar a maior economia da América Latina a viver perto do parque Disney World, nos Estados Unidos, onde, apesar de um perfil discreto inicial, fez dois discursos em poucos dias nesta semana.

A vida do líder de extrema direita deu um giro desde que ele deixou Brasília, em 30 de dezembro, dois dias antes da posse de seu sucessor, o presidente esquerdista reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. Em suas primeiras semanas em Orlando, as únicas atividades conhecidas de Bolsonaro foram uma saída ao supermercado e outra para comer frango frito em uma rede de fast-food.

A única aparição do ex-presidente na imprensa foi por conta de uma rápida internação hospitalar devido a um problema decorrente da facada que ele levou em setembro de 2018, pouco antes de ser eleito.

O ex-presidente, 67, tampouco saiu de seu refúgio na Flórida, uma casa que pertence ao ex-lutador brasileiro de MMA José Aldo, no último dia 8 de janeiro, quando milhares de apoiadores de Bolsonaro invadiram as sedes dos três poderes, em Brasília.

Em suas redes sociais, Bolsonaro condenou o ocorrido, e não parecia que iria abandonar o estilo discreto enquanto estivesse na Flórida. No entanto, nesta semana ele fez dois discursos em quatro dias.

Nesta sexta-feira, o homem que até recentemente movimentava multidões no Brasil falou por 20 minutos para cerca de 400 pessoas durante um ato produzido pela organização conservadora americana Turning Point no hotel Trump National de Doral, perto de Miami. "Não há maior satisfação do que a missão cumprida", declarou Bolsonaro sobre a sua presidência.

O ex-presidente também tomou o microfone na última terça-feira, durante uma ato de homenagem em Orlando convocado pela comunidade brasileira na Flórida. Em ambas as ocasiões, Bolsonaro pôde sentir o calor de seus apoiadores mais fiéis.

O líder de extrema direita é investigado no Brasil sobre os atos de 8 de janeiro em Brasília. O ataque lembrou o ocorrido em Washington em 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores do então presidente republicano Donald Trump invadiram o Congresso para protestar contra a vitória do democrata Joe Biden.

Apelidado de "Trump dos Trópicos" devido às suas semelhanças com o ex-presidente americano, Bolsonaro vive hoje a apenas 280 km do magnata, com quem manteve uma relação estreita.

O futuro de Bolsonaro permanece sendo uma incógnita. Após declarar que retornaria ao país no fim de janeiro, pediu um novo visto, para poder ficar mais seis meses nos Estados Unidos.

Em um restaurante de Orlando, o ex-presidente prometeu nesta semana "permanecer ativo na política brasileira". Resta saber se ele continuará fazendo discursos nos Estados Unidos, país que homenageou ontem.

AFP / SWI

De cair o queixo: família Bolsonaro tornou o Alvorada a mansão dos horrores




Michelle e Jair Bolsonaro. Felicidade de fachada

Não foi à toa o descaso com os milhões de famintos do Brasil, o desprezo com os índios yanomâmis, a chacota com os enlutados da Covid

Por Ricardo Kertzman

Com depoimentos gravados por funcionários e ex-funcionários do Palácio da Alvorada, residência oficial dos presidentes da República, o site Metrópoles detalhou o dia a dia da família Bolsonaro a partir, não de fofocas e “dizem que”, mas testemunhas oculares dos fatos. 

Brigas de casal, uma quase agressão da ex-primeira-dama, Michelle, pelo filho 04 (Renan Bolsonaro), roubo de alimentos e bebidas, rachadinhas e ameaças a trabalhadores. Até as moedinhas que os visitantes jogavam no espelho d'água foram levadas pela família

Eu estudei no Colégio Antônio, em Belo Horizonte, e antes disso, no Colégio Marista, em Brasília. Assim, apesar de ser judeu, tive uma educação cristã. Por isso, eu sempre me lembro de algumas passagens bíblicas e citações religiosas que li e ouvi durante a vida:

“Dê comida a quem tem fome”. 

“Dê água a quem tem sede”. 

“De abrigo a quem não tem teto”.  

Os Bolsonaros são ricos e poderosos. Ou melhor, muito ricos e muito poderosos (ainda, infelizmente). Mas dinheiro e poder nem sempre, ou raramente, trazem felicidade. Como é mesmo? Você pode comprar remédios, mas pode comprar saúde. Nessa linha:

- Eles tinham um palácio, mas não tinham uma casa

- Eles tinham filhos e funcionários, mas não tinham uma família

- Eles tinham comida, muita fartura, mas continuaram com fome
 
- Eles tinham vinhos, uma adega cheia, mas nunca mataram a sede

- Eles tinham dinheiro, mas acabaram catando as moedas do Alvorada

Que família triste. Que gente desprezível. Não foi à toa o descaso com os milhões de famintos do Brasil, o desprezo com os índios yanomâmis, a chacota com os enlutados da Covid e tantas outras atrocidade advindas do clã das rachadinhas e das mansões milionárias compradas com panetones e dinheiro vivo.

AFP / Estado de Minas

Lula não mede palavras, mas deveria - Editorial




Em entrevista, Lula lançou mão de generalizações, simplismos e inferências levianas como se estivesse sentado numa mesa de bar, e não na cadeira mais relevante para os destinos do País

Sem incorrer em crime, um cidadão comum pode falar o que bem entender sobre o que bem entender, um militante pode lançar acusações hiperbólicas, um político de oposição pode propor medidas das mais extravagantes. Já um chefe de Estado precisa medir suas palavras, sob o risco de precipitar agitações no mínimo contraproducentes nos mercados, nas arenas políticas e no debate público. Mas o presidente Lula não tem pruridos em colocar seu ego acima do cargo que ocupa. Em entrevista à RedeTV!, Lula especulou sobre política como se estivesse numa bancada de oposição; sobre economia como se estivesse numa assembleia sindical; sobre geopolítica como se estivesse numa conversa de bar; e, claro, sobre eleições como se estivesse no palanque.

Para não perder a viagem, começou repetindo vacuidades sobre a “paz” na Ucrânia, insinuando mais uma vez uma equiparação torpe entre a vítima e seu algoz. Sobre Cuba e Venezuela, tudo se passa como se a única causa da miséria e da opressão que fustigam seus povos fossem os embargos dos EUA. Não é que Lula critique esses bloqueios por serem ineficazes para debilitar ditaduras. Para ele, simplesmente não há ditaduras: “O Fidel Castro já morreu, Raúl Castro já fez a transição tranquilamente para o civil”.

A propósito, Lula desmereceu, como ignorância ou má-fé, a desconfiança em relação à retomada dos empréstimos do BNDES para obras em países companheiros. Recentemente, a propaganda governista veio a público dizer que o BNDES não financia outros países e que não há risco de prejuízo. De fato, os contratos são celebrados com empresas brasileiras e o banco tem garantias. Mas, como os produtos são entregues a outros países e as garantias, ao menos nos projetos encampados pela gestão petista, ficaram todas na conta do Tesouro, quando há calote, como houve de Cuba ou Venezuela, o banco é ressarcido com dinheiro do contribuinte.

Lula não só voltou a falar em termos maniqueístas da relação entre Estado e mercado, como usou o caso das Americanas para maldizer investidores que, com razão, manifestam apreensão com o futuro ante a perspectiva de gastança lulopetista. Depois de acusar um dos sócios das Americanas de fraude, algo que ainda é objeto de investigação, Lula disse que esse empresário “jogou fora R$ 40 bilhões de uma empresa” ao mesmo tempo que o mercado “fica muito nervoso” quando se fala em “melhorar a vida dos pobres”. É impressionante a capacidade de Lula de juntar alhos e bugalhos para justificar sua demagogia.

Como se suas palavras não afetassem as expectativas de todo o País, Lula voltou a atacar o Banco Central por ter mantido a taxa de juros em 13,75% e, cúmulo da irresponsabilidade, tornou a questionar a autonomia do BC. Disse que vai esperar o fim do mandato “desse cidadão”, referindo-se ao presidente do BC, Roberto Campos Neto, para “fazer uma avaliação do que significou o Banco Central independente”.

Antes Lula tivesse se limitado a reiterar que o impeachment constitucional de Dilma Rousseff foi um “golpe”, pois, a esta altura, os brasileiros já se acostumaram à tentativa lulopetista de reescrever a história, agora que Lula voltou ao poder. Mas Lula não resistiu, na entrevista, a flertar com a heterodoxia econômica em nome da salvação nacional – e isso sim preocupa.

Primeiro, Lula afetou escândalo com o fato de que um país que já foi a sexta economia do mundo tenha despencado para fora do grupo das dez, como se as políticas econômicas gestadas em seu governo e consumadas por sua criatura Dilma Rousseff não tivessem nada a ver com a pior recessão da história recente do Brasil. Depois, voltou a recorrer, sem matizes, ao expediente da herança maldita do governo anterior, apesar dos indicadores razoáveis.

Por fim, mas não menos significativo, Lula da Silva foi imprudente a ponto de, com menos de um mês no cargo, admitir que é candidato à reeleição. Lula parece gostar de ouvir a própria voz falando sobre sua suposta indispensabilidade e sugeriu que pode concorrer se a situação estiver “delicada”. Ou seja, Lula já se apresenta como salvador da pátria. Ora, se depois de quatro anos de Lula a pátria precisar ser salva, não será por Lula. 

O Estado de São Paulo

Porto Seguro: Cão da Polícia Militar descobre drogas em carrinho de bebidas na praia


Por Redação

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Foto: Reprodução / Radar 64

A cadela K9 Kira do 8° Batalhão da Polícia Militar descobriu, na tarde de quinta-feira (2), que um carrinho supostamente usado para comercializar bebidas, servia como esconderijo de drogas. O flagrante ocorreu na cidade de Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia.

 

Equipes do 8° BPM promoviam ações de combate ao tráfico de drogas, na Orla Norte, próximo das cabanas de praia, com apoio da K9 Kira. Após varreduras, a cadela sinalizou para uma possível irregularidade no carrinho.

 

Dentro do equipamento, os PMs encontraram 60 porções de maconha e 38 pedras de crack. Os militares seguiram procurando mais drogas e os possíveis donos e, um pouco depois, ainda na praia, a K9 Kira localizou um simulacro de arma de fogo.

 

Os materiais foram apresentados na Delegacia Territorial (DT) de Porto Seguro. As informações são do Radar 64, parceiro do Bahia Notícias.

Com homenagem a Moraes Moreira e show de Daniela Mercury, Carnaval do interior é lançado em Itacaré


Por Redação

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Foto: Mateus Pereira/GOVBA

O Carnaval do interior foi lançado, oficialmente, após cerimônia com o governador Jerônimo Rodrigues, o vice-governador Geraldo Júnior, secretários estaduais e prefeitos de municípios baianos neste sábado (4), no Hotel Aldeia do Mar, na cidade de Itacaré, no Litoral Sul. O encontro foi um momento de anúncio dos investimentos para a folia deste ano, do tema do Carnaval e das cidades que terão apoio do Governo do Estado, depois de dois anos sem festa devido à pandemia. Para abrir os festejos, a cantora Daniela Mercury se apresentou no trio elétrico, na Praça São Miguel. 

 

O governador Jerônimo Rodrigues ressaltou que o Carnaval da Bahia é internacionalmente conhecido e que, além da festa em Salvador, é preciso apoiar e dar visibilidade à programação do interior do estado. “A força maior que o Estado faz é dando segurança no interior quando acontece algum movimento cultural. São homens e mulheres da Polícia Militar, Civil e Bombeiros que trabalham diariamente no Carnaval. Então, resolvemos juntar isso, aportando trabalhos de saúde, segurança pública e apoiando atividades culturais. Estamos trazendo uma homenagem a um artista do interior, Moraes Moreira, que nasceu na Chapada e ganhou o mundo tocando em trio”, detalhou. 

 

Com o tema ‘Balança o Chão da Praça’, em referência à canção de Moraes Moreira, a folia homenageia o cantor, que foi o primeiro da história do trio elétrico. Na ocasião, o secretário da Cultura, Bruno Monteiro, destacou a interiorização do Carnaval como uma ação inédita do estado. “Esta ação, neste ano, que é tão especial, neste Carnaval do retorno, da retomada após esses dois anos de pandemia. Saudade dessa festa popular, dessa festa que atrai tanta gente de fora e, também, que mobiliza os baianos e baianas”, declarou o secretário. 

 

Ele também lembra que Moraes Moreira morreu no primeiro ano de pandemia e como a homenagem celebra ícones da nossa cultura. “Tem a marca da saudade. E a gente está aqui para fazer uma justa homenagem e levar o nome dele, energia dele — o primeiro cantor de elétrico — para todo o Carnaval da Bahia, com ação integrada de todo o governo para que a festa seja linda, seja incrível e inesquecível”, destacou. 

 

A cidade de Itacaré será uma das beneficiadas com os investimentos. Durante o evento, o tema ‘Alegria e Sustentabilidade’ foi anunciado para o Carnaval de 2023, que começa no dia 17 e vai até o dia 21 de fevereiro. O tema destaca os projetos que estão sendo executados para tornar a cidade modelo em preservação ambiental. O programa ‘Lixão Nunca Mais’ é o principal deles, com a criação de uma estação de transbordo com um Centro de Triagem e Econegócio gerido pelos catadores retirados do lixão municipal que existia na localidade. 

 

O prefeito de Itacaré, Antônio de Anísio, explicou que toda a decoração de Carnaval deste ano foi produzida pelos profissionais da reciclagem com os resíduos que vão para o centro de triagem. “Eles já começam a faturar por aí. Eles também vão estar aqui na praça, recolhendo latinhas, recolhendo garrafas PETs. Quer dizer, tudo aquilo que vai gerar renda para eles. Então, realmente é um trabalho organizado, coordenado e a gente se sente alegre, feliz com esse projeto”, disse. 

 

Além de Itacaré, o governador Jerônimo Rodrigues anunciou investimentos para a folia  de mais de 60 cidades, entre as quais estão: Alcobaça, Angical, Barra do Mendes, Belmonte, Bom Jesus da Lapa, Brotas de Macaúbas, Cabeceiras do Paraguaçu, Cândido Sales, Camamu, Caravelas, Correntina, Esplanada, Itabuna, Itacaré, Itiuba, Jussiape, Lapão, Madre de Deus, Lauro de Freitas, Nova Fátima, Palmeiras, Paramirim, Porto Seguro, Prado, Rio do Pires, Santa Bárbara, Tanquinho, Várzea do Poço, Cipó, Paratinga e Itaparica. 

 

Maurício Bacelar, secretário de Turismo do Estado da Bahia, falou sobre a recuperação do turismo através do Carnaval após dois anos de pandemia: “o Governo do Estado se preparou para este momento em que as pessoas voltam a viajar. Agora, que temos uma segurança sanitária na Bahia e no Brasil, fizemos uma promoção regional, nacional e internacional do destino Bahia. Nós estamos prontos para receber as pessoas em mais de 60 municípios. O resultado é que nós vamos ter uma reação em toda a cadeia econômica e isso vai se refletir para todos os baianos, com geração de emprego e renda”. 

 

Durante a reunião, também estiveram presentes o chefe de gabinete do governador, Adolpho Loyola, e os secretários Luiz Caetano (Relações Institucionais), Marcelo Werner (Segurança Pública) e o diretor-superintendente da Superintendência de Fomento ao Turismo, vinculada à Secretaria de Turismo da Bahia (Setur), Diogo Medrado. 

 

A Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA) vai mobilizar mais de 4.500 policiais militares e monitorar a festa através do sistema de inteligência da Polícia Civil e Militar, que terá o reforço de mais 300 câmeras instaladas nos circuitos do interior do estado. Entre os municípios contemplados pelo sistema de segurança vão estar Esplanada (14); Itabuna (73); Itacaré (08); Bom Jesus da Lapa (16); Lapão (12); Lauro de Freitas (120); Nova Fátima (10); Prado (08); Porto Seguro (20); Alcobaça (04); e Madre de Deus (34).

 

A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDH) e a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia (Seades) vão trabalhar conjuntamente, durante o Carnaval, no enfrentamento aos crimes e violências contra pessoas LGBTQIAP+, crianças e adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. Irão, ainda, monitorar e encaminhar denúncias de exploração sexual e trabalho infantil. 

 

A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) vai estar na festa de diversos municípios com a ação ‘Respeita as Mina’, já conhecida no Carnaval de Salvador. A secretária da pasta, Elisangela Araújo, destacou a importância dessa campanha para o combate às violências contra as mulheres durante o período momesco. 

 

“Nós estamos preparando toda uma equipe para fazer uma parceria com as prefeituras municipais. Estaremos em Porto Seguro e em todas as cidades que tiverem Carnaval pra levar a informação, levar a sensibilização e, também, a condição junto com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, pra que a gente possa oferecer a proteção e formar pessoas para que elas sejam agentes multiplicadores da informação”, frisou a gestora. 

 

Nos circuitos da folia na Bahia, serão instalados postos de testagem rápida para diagnóstico de HIV, sífilis e hepatites virais. Haverá, ainda, a distribuição permanente de preservativos durante o Carnaval para prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). 

 

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) também fará um reforço nas equipes de assistência à saúde nos hospitais regionais, entre os quais estão: Hospital Regional Mário Dourado Sobrinho, em Irecê; Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro; Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus; Hospital Regional Dantas Bião, em Alagoinhas; Hospital Regional de Juazeiro, Hospital Regional do Oeste, em Barreiras; Hospital Regional da Chapada, em Seabra; Hospital Regional de Guanambi; e Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana.

Bahia Notícias

Democracia no mundo está estável, não em declínio, sugere novo estudo

 

Democracia no mundo está estável, não em declínio, sugere novo estudo

Por Mayara Paixão | Folhapress

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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Contrariando uma leva de estudos recentes que afirmam que a democracia vive uma erosão no mundo com a proliferação de líderes autoritários, um novo estudo publicado nos Estados Unidos sustenta que, ao que tudo indica, a democracia está estável —quiçá até mais vigorosa.
 

De autoria dos pesquisadores Anne Meng e Andrew T. Little, das universidades da Virgínia e da Califórnia, respectivamente, o artigo se intitula "Subjective and Objective Measurement of Democratic Backsliding" (medição subjetiva e objetiva do retrocesso democrático).
 

O material foi publicado em janeiro como um "pré-print" —ou seja, ainda não foi revisado por outros cientistas, uma etapa importante da produção acadêmica. Mesmo assim, despertou frenesi.
 

A hipótese levantada por ele é de que índices recentes sobre os níveis de democracia na última década têm sido baseados majoritariamente em critérios subjetivos, influenciados por uma espécie de pessimismo de pesquisadores e avaliadores responsáveis.
 

Com isso, dizem Meng e Little, uma versão enganosa sobre a resiliência das instituições democráticas ganha força. A dupla reconhece, de todo modo, que há um processo de enfraquecimento democrático em alguns lugares —mas destaca que não é possível afirmar que isso é uma tendência global.
 

"Não estamos dizendo que não há nenhum retrocesso acontecendo", diz Meng à Folha. "Há cerca de 200 países no mundo; provavelmente em alguns deles líderes então tomando ações antidemocráticas."
 

Para sustentar sua hipótese, a dupla agrupou índices objetivos para medir a qualidade democrática. Por exemplo, a porcentagem de líderes que estão no poder e se reelegem, a existência de multipartidarismo e a presença ou não de medidas que limitem o poder do líder.
 

A ideia, em geral, é observar se houve na última década um aumento do princípio básico das democracias: a alternância de poder. Com base nesses indicadores, Meng e Little concluem que não houve retrocesso —os índices seguiram relativamente estáveis nos últimos anos.
 

Eles dizem que líderes até podem ter tentado desmantelar instituições, mas se fracassaram em conquistar o objetivo-chave de um autocrata —manter-se no poder—, não se pode dizer que há retrocesso. "Alguns já estavam tomando ações antidemocráticas em décadas anteriores", sugere Meng. "Talvez estivéssemos prestando menos atenção. É em parte por isso que as linhas de tendências parecem semelhantes: parte disso esteve acontecendo o tempo todo."
 

A publicação do pré-print parece ter gerado um debate positivo entre pesquisadores da área. O sueco V-Dem, um dos institutos mencionados no estudo, comentou a hipótese e ainda abriu em seu site uma seção com o tema na página de perguntas frequentes.
 

O instituto publica anualmente pontuações da democracia e, com isso, classifica países em regimes políticos —a saber, democracias liberais e eleitorais, autocracias eleitorais e ditaduras. Pelo último relatório disponível, sete a cada dez pessoas no mundo vivem em regimes não democráticos.
 

O V-Dem diz que, embora não existam evidências sobre a hipótese de pesquisadores serem tendenciosos devido a um pessimismo, não é possível descartar esse fator. E que, pensando nisso, o modelo de medição usado já inclui tecnologias para levar em conta que, por vezes, um ou outro pesquisador pode fornecer avaliações tendenciosas.
 

A Folha procurou a Freedom House e o Polity, os outros dois institutos mencionados nominalmente no estudo de Meng e Little, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.
 

Para efeitos de comparação, indicadores subjetivos são aqueles mais difíceis de serem respondidos com um sim ou não. Questões como a confiança em resultados eleitorais, por exemplo —pesquisadores costumam ter uma escala de respostas, como "é possível confiar", "houve suspeita de fraude, mas que não alterou o resultado" ou ainda "houve suspeita de fraude que provavelmente se concretizou".
 

O cientista político brasileiro Fernando Bizzarro, pesquisador associado do WeatherHead Center da Universidade Harvard, destaca que o estudo traz ao debate um paradoxo que já há algum tempo desperta interesse dos acadêmicos da área: "Temos a impressão geral de que a democracia está erodindo no mundo inteiro, mas isso não é capturado nos indicadores objetivos".
 

Ele, porém, considera prosaica a hipótese sobre a subjetividade. "A evidência não é testada", diz. Para embasar o argumento, Meng e Little trazem dados sobre o aumento do número de pesquisas sobre erosão democrática e reportagens de jornais como o americano The New York Times e sugerem que, hoje, pesquisadores estão inseridos em um ecossistema que fala muito mais disso.
 

Meng conta que a ideia para o estudo nasceu quando estudava possíveis temas para um novo livro —ela é autora de "Constraining Dictatorship" (Cambridge University Press, 2020), sem edição em português. "Mas, quando fui olhar para os dados, não encontrei essa 'grande explosão' de retrocesso que pensei que veria."
 

Ela, então, falou sobre o assunto em um simpósio em maio passado no qual também estava Little, que já há algum tempo estuda as tendências de pesquisadores. Meng diz que seu objetivo ao lado do parceiro de pesquisa não é negar o retrocesso democrático, mas alertar para o fato de que muitos dos dados não confirmam isso.
 

"Queremos encorajar pesquisadores a coletarem dados melhores sobre temas como liberdade de imprensa e liberdades civis, além de pensarem melhor sobre suas definições sobre democracia, que influenciam diretamente no tipo de dado que vão coletar", diz ela.

Acusados de financiar atos terroristas em Brasília frequentaram "cercadinho" de Bolsonaro no Alvorada

 

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Foto: Marcos Côrrêa / PR

Três dos 52 suspeitos de financiar os atos golpistas que resultaram na depredação das sedes dos Três Poderes possuem registros de acesso ao chamado “cercadinho” do Palácio da Alvorada. As anotações são de diferentes datas de 2020 e 2021, quando Jair Bolsonaro (PL) ainda era presidente da República e adotava o hábito de receber grupos de apoiadores pela manhã e pela tarde, nos momentos em que saía do Alvorada e regressava à residência oficial.

 

Márcia Regina Rodrigues teve o nome computado nos portões do Alvorada nos dias 20/2/2021 e 10/7/2021, no período da tarde. Já o empresário João Carlos Baldan tem registro de acesso em 31/3/2021 e Pablo Henrique da Silva Santos, em 2/5/2020. Ambos foram cadastrados no início da manhã, por volta das 7h. Geralmente, esse tipo de anotação acontecia pela manhã ou no fim de tarde, horários em que o então presidente parava no local.

 

Os dados foram obtidos pelo Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, via Lei de Acesso à Informação (LAI). A reportagem solicitou registros de acesso aos palácios do Planalto e da Alvorada das 52 pessoas listadas pela Advocacia-Geral da União (AGU) como supostas financiadoras dos atos. As informações foram fornecidas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

 

Segundo a Presidência, não foram encontrados registros sobre a entrada e saída dos nominados no banco de dados do sistema de controle de acesso ao Palácio do Planalto e anexos no período considerado (entre 2019 e 2020).

 

No início do mandato, o espaço era dividido com a imprensa. Bolsonaro respondia a perguntas de jornalistas e cumprimentava e tirava fotos com apoiadores. No entanto, na pandemia de Covid-19, após uma série de ofensas disparadas a repórteres, os jornais deixaram a cobertura in loco e o então mandatário passou a receber apenas os apoiadores em uma área dentro do gramado do Alvorada, longe das câmeras de imprensa.

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