sábado, fevereiro 04, 2023

CGU revisa 234 casos de sigilo no governo Bolsonaro e avalia derrubar maioria

 

Ministro explica que alguns permanecerão por razões técnicas

Neste artigo:
Bolsonaro impôs uma série de sigilos durante seu mandato (REUTERS/Joe Skipper)
Bolsonaro impôs uma série de sigilos durante seu mandato

(REUTERS/Joe Skipper)


A CGU (Controladoria-Geral da União) está revisando 234 casos de sigilo a informações públicas impostos durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). É provável que a maioria caia, mas há casos em que o sigilo será mantido por razões técnicas.

Um exemplo é o cartão de vacinação do ex-presidente, que ainda não tem uma decisão tomada. "Ele envolve reflexões importantes, há uma dimensão sobre a privacidade que não pode ser deixada de lado", disse o ministro da CGU, Vinicius de Carvalho.

Em contrapartida, entre os casos que podem ser divulgados, estão:

  • Entradas dos filhos de Bolsonaro no Palácio do Planalto;

  • Processo disciplinar que inocentou Eduardo Pazuello (PL), por participar de um ato com o ex-presidente enquanto era general da ativa.

A revisão dos sigilos foi uma determinação feita pelo presidente Lula (PT) no dia da posse, em 1º de janeiro. Na época, ele deu 30 dias para que a CGU analisasse quais os casos em que as informações poderiam ser expostas ao público.

De acordo com Carvalho, deve levar de 60 a 90 dias para que o órgão revise e opine sobre cada um dos casos.

Quando os sigilos podem cair?

A CGU determinou 12 enunciados, dentre eles:

  • Registros de entradas e saídas de prédios públicos devem ser fornecidos – exceto quando envolver agenda sigilosa, como criação de um plano econômico ainda não divulgado;

  • Em caso de residências oficiais, são divulgadas as informações que se referem a agendas oficiais;

  • Procedimentos disciplinares de militares serão públicos a partir da sua conclusão;

  • No caso de telegramas, despachos telegráficos e circulares do Ministério das Relações Exteriores, a "proteção das negociações e das relações diplomáticas do país não podem ser utilizadas como fundamento geral e abstrato para se negar acesso", aponta Carvalho.

Recomendações

O órgão também traçou três orientações aos órgãos do Poder Executivo com o intuito de aumentar a transparência no governo:

  • Tornar dados secretos automaticamente públicos quando o prazo vencer, sem necessidade de um novo pedido;

  • Revisar o regimento interno da Comissão que avalia dos pedidos da Lei de Acesso à Informação (LAI), de forma a aumentar o controle sobre determinações de sigilo e impedir abusos;

  • Recomendar que, caso o solicitante da informação recorra após receber uma negativa, o órgão em questão forneça o dado para a CGU, agilizando uma decisão final

  • YAHOO

Jerônimo realiza entrega de 66 ônibus para transporte de estudantes da zona rural


Por Redação

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Foto: Mateus Pereira/GOVBA

O governador Jerônimo Rodrigues entregou 62 ônibus escolares que vão atender a estudantes de 55 municípios baianos, além das unidades da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) de Senhor do Bonfim e Barreiras. Em cerimônia realizada nesta sexta-feira (3), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), Jerônimo informou que os veículos atenderão a estudantes da rede pública que moram na zona rural e precisam de transporte para o deslocamento até a escola mais próxima.

 

Foto: Mateus Pereira/GOVBA

 

“Estamos a três dias do início do ano letivo, então, são mais ônibus para qualificar o transporte escolar. E nós, que queremos fazer educação integral, ajudamos os prefeitos que precisam disso. Vamos investir mais na frota, pois é importante a qualidade desse transporte escolar. É para os estudantes, é para os motoristas e tudo mais”, afirmou Jerônimo Rodrigues, que detalhou que o transporte escolar é feito com recursos da União, estados e municípios.

 

TRANSPORTE ESCOLAR
De acordo com o governo do Estado, foram destinados R$ 100 milhões em 2023 para o Programa Estadual de Transporte Escolar (Pete), executado pela Secretaria de Educação (SEC). A política tem como objetivo transferir recursos financeiros diretamente aos municípios o transporte escolar de alunos de ensino médio da rede pública estadual, residentes no meio rural.

 

Municípios que comprovem a realização de transporte escolar de alunos matriculados no Ensino Médio em área rural para escolas da rede pública estadual localizada em outras cidades também podem solicitar recursos do Pete-BA.

 

A secretária Adélia Pinheiro explicou que todos os investimentos em transporte escolar são fundamentais para a permanência do estudante com dificuldade de acesso na rede pública.

 

“Essa é uma política de Estado, está garantido o investimento, consta no orçamento. Transporte escolar é uma ação que envolve municípios e secretaria estadual com um grande pacto que garante o estudante na escola”, reforçou.

 

MUNICÍPIOS CONTEMPLADOS
Abaré, Adustina, Amargosa, Anagé, Andorinha, Aratuípe, Barra do Choça, Cachoeira, Camamu, Campo Alegre de Lourdes, Candeias, Caraíbas, Casa Nova, Coaraci, Conceição do Almeida, Conceição do Coité, Esplanada, Euclides da Cunha, Ipirá, Ipirá, Itamaraju, Itapebi, Itapicuru, Itatim, Itiúba, Jaborandi, Jacaraci, Juazeiro, Lagoa Real, Madre de Deus, Malhada de Pedras, Muquém do São Francisco, Mutuípe, Nova Soure, Nova Viçosa, Olindina, Palmas de Monte Alto, Pau Brasil, Pilão Arcado, Pojuca, Presidente Jânio Quadros, Rodelas, Santo Antônio de Jesus, Santo Estêvão, Sátiro Dias, Saúde, Sento Sé, Serra Dourada, Sobradinho, Tanquinho, Teixeira de Freitas, Terra Nova, Vitória da Conquista e Xique-Xique.

Bahia Notícias

Ministro Gilmar Mendes abre inquérito para investigar deputada Zambelli

 

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Foto: Reprodução/Redes sociais

Um inquérito para investigar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que perseguiu com arma em punho um homem com quem discutiu nas ruas de São Paulo, foi aberto pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A parlamentar pode receber uma pena de três meses a quatro anos de prisão.

 

No episódio, que ocorrreu em outubro de 2022 na véspera das eleições gerais, a deputada apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), discutiu com um simpatizante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após isso, em janeiro, o ministro Gilmar Mendes autorizou busca e apreensão nos endereços de Zambelli e agentes apreenderam as armas.

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra Zambelli, no dia 25 de janeiro, em razão da perseguição armada. A denúncia representa uma acusação formal do Ministério Público contra a deputada na Justiça. 

Golpe contra a democracia e as eleições: Todos os caminhos levam a Bolsonaro

Publicado em 4 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Episódio reflete uma manobra sinistra e deplorável contra a democracia

Pedro do Coutto

Marcos do Val, Anderson Torres, Daniel Silveira, Valdemar Costa Neto e mais um general, cujo nome ainda não apareceu, são incríveis personagens do golpe que tinha como objetivo violar as urnas e manter Jair Bolsonaro no poder. A entrevista do senador Marcos do Val à GloboNews na tarde de quinta-feira, francamente, foi estarrecedora.

O episódio narrado pelo parlamentar, levado pelo ex-deputado Daniel Silveira ao ex-presidente Jair Bolsonaro com o objetivo de torná-lo o executor de uma manobra tão sinistra, relata uma passagem absolutamente irresponsável.

SILÊNCIO – Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre o assunto, apesar de sua extrema urgência. Afinal de contas, ele queria que Marcos do Val marcasse um encontro com Alexandre de Moraes e, de posse de um aparelho eletrônico, gravasse a conversa a ser conduzida para colher alguma declaração informal capaz de comprometê-lo no processo eleitoral como presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

A história é de um absurdo inédito, alguém receber de um então presidente a ideia de envolver um ministro do STF para ele fizesse alguma declaração que poderia ser interpretada como confissão de um rumo ilegal qualquer.  Os personagens que surgiram até agora eram Anderson Torres, que prestou um longo depoimento à Polícia Federal na tarde de quinta-feira, Daniel Silveira, ex-deputado que está preso e Valdemar Costa Neto, que tentou aparentemente banalizar o texto de decreto encontrado na residência de Anderson Torres, e que seria assinado pelo próprio Bolsonaro numa manobra quase inverossímil.

No O Globo, matéria sobre o assunto de Patrick Camponês, Marianna Muniz, Aguirre Talento, Daniel Gullino, Jussara Soares, Manoel Ventura e Alfredo Mergulhão. Na Folha de S. Paulo, também de ontem, uma entrevista do próprio Marcos do Val a Thaísa Oliveira e João Gabriel na qual ele afirma que no encontro no qual foi levado por Daniel Silveira a Jair Bolsonaro, ele só ouviu o relato do ex-deputado.

NARRATIVA CONFUSA – Mas a ideia era invalidar as eleições e prender o ministro Alexandre de Moraes, afirmação feita literalmente pelo senador. O senador Marcos do Val além de sem complicar, estabeleceu uma narrativa confusa, deixando uma dúvida se o encontro com Bolsonaro foi no Palácio do Alvorada ou na Granja do Torto. O senador parece até um personagem que se encontra em dúvida consigo mesmo, mas confessa ter participado do evento tenebroso.

O plano, contudo, faz sentido porque teria sido desfechado antes da invasão e das depredações de Brasília. Atos, que na visão dos golpistas e do golpismo, seria capaz de mobilizar o Exército e sustentar um golpe militar fraudando o regime democratico e a vitória de Lula da Silva nas urnas de outubro. Não surgiu o nome do general que seria integrante do grupo fanático.

Fanatismo a tal ponto que desencadeou a denúncia e ao mesmo tempo a confissão do senador Marcos do Val. A invasão de Brasília que sucedeu a queima de automóveis e ônibus no dia 12 de dezembro, data da diplomação de Lula,  e que terminou com uma tentativa de invadir o prédio da própria Polícia Federal, confirma a loucura só proporcionada pelo fanatismo da extrema-direita brasileira.

REPERCUSSÃO – Os que projetaram tal solicitação ou concordaram com ela, não tinham realmente noção das consequências desencadeadas. Neste momento, inclusive, a repercussão das declarações de Marcos do Val envolvendo o ex-presidente da República  estão alcançando repercussão mundial e refletindo-se também, é evidente, na permanência  de Jair Bolsonaro nos Estados Unidos. Tanto que o próprio Bolsonaro começou a examinar a hipótese de uma cidadania sua na Itália por descendência familiar.

Logo, Bolsonaro no fundo sente-se ameaçado de qualquer decisão judicial brasileira e está pensando inclusive na hipótese de asilo político. Porém, hipótese improvável, pois ele não foi vítima de qualquer ato do governo Lula ou de medida que pudesse ser interpretada como restrição à sua liberdade e ao seu direito político vigente até agora.

Além disso, ele viajou espontaneamente para Orlando, onde recebeu o ex-ministro Anderson Torres, acusado de ter substituído forças de Segurança da capital do país para facilitar a invasão dos depredadores. A destruição de bens públicos é uma característica do fanatismo da extrema ideológica: ao invés de construir, destrói.

DESDOBRAMENTOS – O episódio marcado por do Val terá desdobramentos, sem dúvida alguma, e a situação de Bolsonaro se complica junto com Anderson Torres e o próprio ex-deputado Daniel Silveira. Valdemar Costa Neto é um enigma. Na minha impressão, ele faz um jogo duplo e no fundo expõe mais do que oculta.  

Mas falta ainda citar o ex-governador de Brasília afastado, Ibaneis Rocha, acusado de omissão e sobretudo conivência com a selvageria que explodiu no Distrito Federal. Ibaneis Rocha, inclusive, reconheceu a própria culpa ao pedir desculpas ao presidente Lula da Silva pelo ocorrido em Brasília. Lula não aceitou as desculpas.


Já é rotina pacientes queixarem-se de má qualidade de serviços no Hospital Geral de Jeremoabo onde até lençol descartáveis faltam para colocar nas macas

 


Os pacientes que acorrem ao Hospital Geral de Jeremoabo clamam por maus-tratos a partir dos bancos de urgências às consultas externas há vários anos, ou melhor desde que o Dr. Luizinho solicitou exoneração do Cargo de Secretário de Saúde para não macular a sua história como cidadão e como médico considerado e respeitado não só em Jeremoabo mas também em Aracaju.

A saúde de Jeremoabo parmance na UTI vegetando, num comportamento muito aquém do exemplo deixado por Hipócrates.
O prefeito que só sabe autopromover-se as custas do dinheiro público não tem uma preocupação  com as pessoas  que precisam de atendimento médico com o minímo de dignidade; não tem  responsabilidade com os milhões que chegam para saúde que evapora-se sem que os próprios vereadores da oposição saibam seu destino que, por mais que insitsram na transparência, a obscuridade campeia solta.
Além da falta de comando, capacitação e desconheciemento em gestão hospitalar, na saúde de Jeremoabo faltam ate´lençóis descartáveis  em unidades de saúde, essa falta já vem sendo denunciada há anos pelos vereadores da oposição.
Um servidor do hospital que não quis se identificar para não ser perseguido e demitido,  informou haver constatado  que diversos leitos estavam sem lençóis e uma maca inclusive sem colchão; para comprovar a infromação do servidor, apresento a foto de uma paciente deitada numa MACA SEM LENÇOL.
 O povo de uma maneira geral não reclama dos funcionários, mas que eles têm dificuldade para trabalhar com a falta de materiais. "É muito difícil trabalhar nessas condições. É complicado. As pessoas que trabalham lá não tem culpa dá administração. A reclamação não é de funcionários" - 
Se tratam os médicos como escravos fossem, quanto mais os servidores paramédicos, que levam calote até nas suas diárias.
Agora nos Fake News do prefeito e na mente doentia dos puxa-sacos e fanáticos, o " hospital pela vivo de Jeremoabo" assemelha-se a um hospital de primeiro mundo, como se esses vermes já tenham pelo menos passado em frente a um hospital de primeiro mundo.

Marcos do Val traiu ou não Bolsonaro? Veja as várias versões do senador sobre o golpe

Publicado em 3 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Marcos do Val conversa com Flávio Bolsonaro antes de mudar a versão sobre tentativa de golpe

Do Val conversa com Flávio Bolsonaro antes de mudar a versão

Weslley Galzo
Estadão

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) está no epicentro de uma nova acusação de tentativa de golpe para impedir a diplomação e posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Na madrugada de quinta-feira, 2, ele foi para as redes sociais anunciar algo que disse ser grave: avisou que iria renunciar ao mandato de senador e que, no final de dezembro, o então presidente Jair Bolsonaro o havia coagido a participar de uma operação para gravar o ministro do Supremo e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.

O plano era obter uma declaração que comprometesse o ministro que estava à frente das eleições para prendê-lo, anular o pleito e manter Bolsonaro na presidência da República.

Depois de receber ligações de Eduardo e Flávio Bolsonaro, filhos do ex-presidente, o senador capixaba mudou a versão. Ao longo do dia foi reajustando seu relato original sempre para tentar eximir Jair Bolsonaro de qualquer participação na frustrada tentativa de golpe.

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1ª VERSÃO: “BOLSONARO QUIS ME COAGIR”

Na madrugada de quinta-feira, 2, o senador Marcos do Val postou um vídeo dizendo-se irritado com quem o chama de senador bolsonarista. E avisou que a revista Veja iria publicar uma reportagem revelando uma “bomba”. Do Val disse que fora coagido por Bolsonaro a participar de uma tentativa de golpe. E assinalou que teria denunciado o caso.

Na mesma madrugada, o senador capixaba escreve em suas redes que iria renunciar ao mandato. Que já tinha sofrido um infarto e iria se cuidar.

Marcos do Val contou à revista Veja que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Daniel Silveira o convidaram para uma conversa no Palácio da Alvorada. Assunto: um plano para impedir a posse do petista Luiz Inácio Lula da Silva. O primeiro contato para a conversa ocorreu no dia 7 de dezembro. Lula já estava eleito, mas não tinha sido diplomado como presidente no TSE.

PLANO DO GOLPE – Na versão original que deu à Veja, Do Val foi categórico: ao chegar no Alvorada ouviu de Bolsonaro e Silveira um plano de golpe.

O então presidente queria que o senador fosse até o ministro Alexandre Moraes com um gravador escondido. Era para gravar Moraes, obter dele uma declaração comprometedora.

O resultado seria uma crise política que poderia anular a eleição de 2022 e garantir a permanência de Bolsonaro no cargo. Na conversa, Bolsonaro ainda teria dito que o aparato para gravar seria cedido pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

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2ª VERSÃO – OS TELEFONEMAS DE COLEGAS

O senador disse que recebeu na manhã do dia 2 (quinta-feira) uma série de ligações de colegas pedindo para que não abrisse mão do mandato. Contou que Eduardo e Flávio Bolsonaro ligaram para ele fazendo o mesmo apelo. Do Val foi para o Senado e, no plenário conversou de novo com o senador Flávio Bolsonaro. A partir daí começou a mudar a versão da denúncia original.

Pouco antes das 12h da quinta-feira, 2, depois de encontrar com Flávio Bolsonaro no plenário, o senador Marcos Do Val recebeu a imprensa em seu gabinete. Ali começou a reajustar sua história.

Disse que quem tinha feito a proposta de gravar Moraes fora Daniel Silveira. Bolsonaro só ficou calado. “O presidente (Bolsonaro) estava numa posição semelhante à minha, ouvindo uma ideia esdrúxula do Daniel”, disse Do Val.

“Quando a imprensa diz que ele me coagiu, isso não confere”, prosseguiu o senador desmentindo as declarações dadas por ele mesmo durante a madrugada, quando afirmou que Bolsonaro o “coagiu para que eu pudesse dar um golpe de Estado junto com ele”.

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3ª VERSÃO – MAIS UMA RECUADA DO SENADOR…

O senador Marcos do Val, em entrevista à Globonews, fez mais um ajuste na sua versão original. Negou que o então presidente Jair Bolsonaro tenha oferecido a estrutura do GSI para um grampo ilegal destinado a gravar o ministro Alexandre de Moraes.

Do Val alegou que ele mesmo é que interpretou que o GSI daria o suporte, mas que a sigla não fora mencionada por Bolsonaro na conversa que tiveram no Alvorada.

Mas no início da noite de quinta-feira, dia 2, a revista Veja divulgou o áudio da entrevista feita com Do Val. Na gravação, o senador é categórico na acusação sobre a participação direta de Bolsonaro na tentativa de golpe para impedir Lula de assumir a presidência.

SUPORTE DO GSI – Do Val ainda relata que o Gabinete de Segurança Institucional daria suporte para fazer a gravação do ministro do STF.

“(Bolsonaro) disse, sim. Que o GSI ia me dar o equipamento para poder montar para gravar. Aí eu falei assim, quando eu falei que ‘mas não vai ser aceito’. ‘Não, o GSI já tá avisado’. Quer dizer, já tinha validado a fala comigo. ‘Eles vão te equipar, botar o equipamento de escuta, de gravação e a sua missão é marcar com o Alexandre e conduzir o assunto até a hora que ele falar que ele, que ele avançou, extrapolou a Constituição, alguma coisa nesse sentido.’ Aí ele falou ‘ó, eu derrubo, eu anulo a eleição, o Lula não toma posse, eu continuo na Presidência e prendo o Alexandre de Moraes por conta da fala dele’.”

CONDUTA DE MORAES – Na mesma entrevista, o parlamentar contou que antes de ir se encontrar com Bolsonaro e Daniel Silveira para ouvir o plano do golpe no Alvorada foi ao Supremo avisar Alexandre de Moraes. Disse que o ministro sugeriu que ele deveria ir lá mesmo “porque toda informação é importante”.

Nesse novo relato, Do Val acabava levantando dúvidas sobre a parcialidade do magistrado que, por essa versão, poderia ter instruído uma testemunha a obter provas contra Bolsonaro.

O senador foi convocado a prestar depoimento no final da quinta-feira,2, e repetiu a versão à Polícia Federal.

SEGUNDO ENCONTRO – Do Val contou ainda que teve um segundo encontro com Alexandre de Moraes para relatar como fora a conversa e revelar o plano golpista de Bolsonaro e Silveira.

Segundo o senador, o ministro do Supremo reagiu como quem achou a história absurda e nada mais disse.

Moraes admite o encontro, mas diz que conversa foi diferente. Foi na manhã desta sexta-feira, dia 3, Moraes confirmou que teve um encontro com Do Val. Disse que o senador relatou o plano de golpe que o magistrado chamou de “Operação Tabajara”. Moraes afirmou que pediu ao senador que formalizasse a denúncia, mas ele se recusou. O caso agora está sob investigação do STF.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Vejam a que ponto chegamos. Segundo esses relatos, todos estão agindo fora da lei  — Jair Bolsonaro, Daniel Silveira, Marcos do Val e Alexandre de Moraes. No caso do ministro do Supremo, deve-se lembrar que nenhum magistrado pode “combinar” ação a se desenvolvida por possível testemunha. Isso é motivo de anulação de inquérito, denúncia ou processo. (C.N.)

Objetivo de Marcos do Val é desmoralizar uma possível delação premiada de Daniel Silveira

Publicado em 4 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Marcos do Val recebe ligação de clã Bolsonaro e muda versão sobre tentativa  de golpe - Estadão

Flávio Bolsonaro e Do Val combinam no Senado a nova versão…

Carlos Newton

Já comentamos aqui na Tribuna da Internet que a confusão é total, bem característica do “novo normal” da política brasileira. Ninguém sabe em quem acreditar, fica parecendo o hospício do conto “O Alienista”, de Machado de Assis. E a única coisa que se sabe é que o senador Marcos do Val (Podemos-ES) é um tremendo mau caráter e isso não vai acabar bem.

O próprio senador já criou quatro versões diferentes do seu relato, a partir da entrevista que deu à Veja, e ele mesmo fez questão de vazar as declarações na quinta-feira, dia 2, um dia antes da publicação da revista, dando um expressivo prejuízo à editora.

OUTRAS NARRATIVAS – Além das quatro versões de Marcos do Val, estão surgindo muitas outras narrativas, cada uma delas defendendo um tipo de interesse, como sempre acontece. Na noite desta sexta-feira, por exemplo, o colunista Valdo Cruz, do g1 Brasília, revelou que a equipe do presidente Lula da Silva chegou a uma inusitada conclusão.

Na visão do Planalto, ao denunciar uma suposta reunião fora da agenda com Jair Bolsonaro e o então deputado Daniel Silveira (PL-RJ), para articular uma ação golpista, o senador Marcos  do Val na verdade teria o objetivo de dar justificativa à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Segundo os assessores de Lula, uma CPI no Congresso sobre o plano golpista seria uma faca de dois gumes, porque teria o potencial de gerar tumultos para o presidente, inclusive contestar as criativas decisões do Supremo que o libertaram e permitiram sua volta à política.

BUSCAR OS FATOS – No meio de tamanha confusão, o bom-senso recomenda que se busquem os fatos e as evidências, para se chegar a uma conclusão mais consistente.

Um fato incontestável, por exemplo: Marcos do Val é bolsonarista, jamais terá objetivo de beneficiar Lula.  Ou seja, tudo indica que foi incumbido de uma missão para defender Bolsonaro, mas deu errado, porque o senador é primário,  despreparado, um idiota completo.

Sua missão era preservar a si próprio e a Bolsonaro na hipótese de uma possível delação de Daniel Silveira. Aí chegamos a outro fato — sem a proteção do mandato, Silveira está liquidado, não tem a menor chance de escapar da cadeia — onde, aliás, já se encontra. Sua única defesa, sem a menor dúvida, é fazer delação.

A CALMA DA FAMÍLIA – Estava tudo combinado entre Marcos do Val e a família Bolsonaro. Tanto assim que nem Eduardo nem Flávio partiram agressivamente contra ele, após ter deixado Bolsonaro em má situação, ao dizer que teria sido “coagido” pelo então presidente.

O senador é um idiota, não sabe o significado das palavras, Por isso, foi procurado por Flávio Bolsonaro, que no plenário lhe pediu amistosamente para reformular a denúncia, de forma a inocentar Bolsonaro e complicar apenas Daniel Silveira, que já está destruído e não tem salvação. Só aí Marcos do Val percebeu a burrice que fizera, e então começou a mudar as versões.

Essa intrincada manobra parte do princípio de que Daniel Silveira jamais trairá Bolsonaro. Por isso, tudo está sendo oferecido a ele, como advogados, emprego altamente remunerado para a esposa, gratidão eterna e o título bolsonarista de “Herói da Pátria”.

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P.S. 1
 – Pode ser que os dois neurônios de Daniel Silveira venham a aceitar essa proposta indecente, para que seja trancafiado sozinho na cadeia, enquanto os amigos curtem a vida aqui fora. Mas pode ser também que ele sinta falta da dolce vitta felliniana que vivia, cheio de prestígio e dinheiro, pois ter R$ 270 mil em casa não é para qualquer um. Bem, como ele está com os bens e as contas bloqueadas há vários meses, certamente alguém colocou o dinheiro na mão dele…

P.S. 2 – Por tudo isso, o suspense é de matar o Hitchcock, como diria o jornalista, publicitário e compositor Miguel Gustavo, nosso vizinho no Edifício Zacatecas. E logo voltaremos ao assunto, com novas traduções simultâneas. (C.N.)


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