quarta-feira, dezembro 07, 2022

Governo do Qatar aciona embaixada brasileira para tratar de Fábio Rabin

Quarta-Feira, 07/12/2022 - 10h00

Por Adriano Wilkinson | Folhapress

Imagem sobre Governo do Qatar aciona embaixada brasileira para tratar de Fábio Rabin
Foto: Rede social

O Comitê Supremo do governo do Qatar, órgão que organiza a Copa, entrou em contato com a embaixada brasileira em Doha para tratar da detenção do humorista Fábio Rabin na segunda-feira (5), durante a goleada do Brasil sobre a Coreia do Sul. O governo queria saber se o humorista havia feito alguma reclamação formal a respeito do caso.
 

Na segunda, após ser detido a caminho do estádio por embriaguez pública, o humorista fez graves acusações contra a organização da Copa e afirmou ter sentido medo de morrer enquanto estava sob custódia policial. As declarações foram dadas também durante lives transmitidas a seus mais de 800 mil seguidores.
 

De acordo com quem soube da conversa entre os governos de Qatar e Brasil, os qataris foram informados de que o humorista não havia formalizado denúncias. O Comitê Supremo decidiu então não se pronunciar oficialmente sobre o caso.
 

Rabin participou de um "esquenta" com torcedores brasileiros antes de ir ao estádio 974 assistir à partida. Quem estava com ele relatou que, no momento da abordagem, o humorista estava embriagado e não conseguiu se comunicar com a equipe do estádio. A polícia foi acionada e o conduziu até a "tenda da sobriedade", um espaço aonde torcedores são levados se apresentarem sinais de embriaguez.
 

O Qatar tem leis rígidas contra a venda e o consumo de bebida alcoólica. O Artigo 270 do Código Penal do Qatar prevê pena de prisão de até seis meses e/ou multa de 3 mil reais qataris (o equivalente a R$ 4,5 mil) para quem for encontrado embriagado em via pública. Em orientação a seus cidadãos, a embaixada britânica em Doha afirma que britânicos já foram detidos pela polícia qatari por embriaguez pública. Durante a Copa, porém, a aplicação da lei tem sido relativizada, por causa da grande presença de estrangeiros no país.
 

A venda e o consumo de álcool são liberados em alguns estabelecimentos licenciados, como restaurantes e hotéis frequentados principalmente por estrangeiros.
 

Na segunda, após ser liberado e reencontrar seus amigos em Doha, Fábio Rabin afirmou que se desesperou ao se ver na sala da polícia e por isso começou a transmitir uma live lá de dentro. Procurados pela reportagem para comentar o assunto, a embaixada brasileira em Doha e o humorista não retornaram até a publicação da reportagem.
 

O humorista brasileiro Fábio Rabin se tornou o mais novo personagem da Copa do Mundo ao compartilhar sua experiência traumática no Qatar enquanto estava a caminho do estádio 974 para assistir à goleada da seleção brasileira sobre a Coreia do Sul pelas oitavas de final.
 

O artista, que soma 888 mil seguidores no Instagram, ficou detido em uma tenda à qual a polícia leva os torcedores alcoolizados nos arredores do estádio. Vencedor do prêmio de melhor show de stand-up do Risadaria em 2018 e ex-Pânico na TV, Rabin já fez turnês mundiais e tem mais de uma década dedicada a shows de comédia. Após se arriscar no curso de relações internacionais, não concluído, Rabin se apaixonou pelo teatro após fazer um curso com Otávio Martins.
 

"Eu comecei a fazer [o curso de relações internacionais], queria entrar para esse meio de política, nunca soube para o que servia. Quando eu vi que os meandros eram muito corruptos, falei: 'Putz, preciso buscar outro trabalho'", disse Rabin em entrevista ao "Conversa com Bial" em 2019.

Bahia Notícias

Congresso deve aprovar a versão mais light da PEC da Transição (ou Gastança)


O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Jereissati, em seu último mandato, quer limitar a gastança

Merval Pereira
O Globo

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Transição, tachada pela oposição de “PEC da Gastança”, foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, nesta terça-feira, reduzida para R$ 145 bilhões e com prazo de dois anos.

As PECs precisam ser aprovadas nas duas Casas (Câmara e Senado) por maioria qualificada, três quintos dos componentes de cada uma, em duas votações. Tudo com o objetivo correto de dificultar mudanças constitucionais frequentes. Apesar disso, já foram feitas 125 mudanças desde que a Constituição foi promulgada em 1988.

Se aprovada pelo Senado, ela terá de ir para a Câmara, e qualquer mudança que se fizer lá obrigará que volte ao Senado, começando a tramitação novamente.

NA ÚLTIMA HORA – O governo não tem tempo para esperar, pois o novo Orçamento tem de ser aprovado até o dia 22 deste mês para poder valer a partir de 2023. Seu poder de pressão sobre deputados e senadores, portanto, está reduzido pelos prazos.

A proposta original prevê que, por quatro anos, o governo possa colocar fora do teto de gastos nada menos que R$ 198 bilhões, que dariam para pagar o novo Bolsa Família no valor de R$ 600 mensais, mais R$ 150 por criança de até 6 anos, além de fazer investimentos em diversas áreas que as equipes de transição consideram passíveis de sofrer um apagão no final do ano.

O shutdown do governo estaria próximo de acontecer, com a impossibilidade de pagar até mesmo aposentadorias e pensões. HERANÇA MALDITA – À medida que se aproximam as datas fatais para aprovação da PEC, aumentam os reclamos do futuro governo, e vazam informes dando conta de que a situação é pior do que se imaginava.

Parece claro, porém, que, mesmo com os evidentes sinais de que a gastança do governo atual para a tentativa frustrada de reeleição de Bolsonaro provocou sérios danos na estrutura governamental, obrigando cortes em setores vitais como educação ou saúde, a solução não é ampliar o déficit público na amplitude que quer o futuro governo petista, mas resolver no primeiro momento a situação financeira, criando uma nova regra para definir o teto de gastos com vista ao equilíbrio fiscal.

Várias propostas de senadores pretendem enxugar a permissão para gastar fora do teto e também definir limites para futuros orçamentos. As duas coisas têm de vir juntas, para dar uma visão de comprometimento futuro do novo governo com o equilíbrio fiscal.

MESMA PROPORÇÃO – Para defender o pedido original do governo, o ex-ministro Nelson Barbosa (Fazenda e Planejamento no governo Dilma) defende que o governo petista gaste a mesma proporção do PIB do governo Bolsonaro.

Não se fala que são momentos diferentes, assim como são diferentes os momentos de 2003, no primeiro governo Lula, e o terceiro agora, 20 anos depois. Em 2021 estávamos em crescimento, com despesa de juros baixa. Com o aumento da inflação, os juros aumentaram também e contiveram o crescimento agora no final do ano.

A previsão é que continuarão atrapalhando o crescimento em 2023. Portanto teremos, além do déficit operacional, o déficit nominal impactado pelos juros.

CRIANDO PROBLEMAS – O governo Lula 3 começa também criando problemas para si próprio na economia, com medidas ideológicas interferindo nos resultados.

As estatais distribuíram dividendos para o Tesouro em alto volume, por terem tido bom desempenho. Isso se repetirá? Não se sabe se a interferência do novo governo na distribuição de dividendos prejudicará o Tesouro, reduzindo recursos que o próprio governo, como maior acionista das estatais, tem direito a receber.

Se os dividendos governamentais forem reduzidos, o déficit aumentará. Além do mais, não há garantias de que as estatais continuarão tendo bom desempenho.

EFEITO NA BOLSA – O mercado (sempre o mercado), temendo a ação do novo governo, já precifica para baixo o valor dessas ações. Por isso, quando se noticia que propostas para enxugar a PEC da Transição têm chances de ser aprovadas, a Bolsa sobe com o sinal de que há controles para conter a gastança.

Tudo indica que não há chance de a PEC vingar por quatro anos, como pedido pelo PT. Provavelmente terá duração de dois, se não for reduzida a um só, o que parece mais razoável. As propostas dos senadores Tasso Jereissati e Alessandro Vieira limitam o valor aprovado fora do teto de gastos entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões, o suficiente para pagar a diferença entre o novo Bolsa Família e o antigo Auxílio Brasil.

Há quem veja necessidade de abrir um pouco mais os cofres para permitir ao novo governo investimentos essenciais. O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, trabalha com a cifra de R$ 100 bilhões. A negociação de verdade anda nesse trilho.

Tarcísio de Freitas vira alvo de aliados por revelar que nunca foi “bolsonarista raiz”


Tarcísio Freitas, um ministro fora da curva no governo - Mar Sem Fim

Tarcísio passará a ser perseguido pelos bolsonaristas

Andréia Sadi
g1 Brasília

O governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) entrou na mira dos próprios aliado. Ainda na campanha eleitoral, o então candidato já dizia nos bastidores que nunca foi um “bolsonarista raiz”, o que começou a irritar bolsonaristas.

A primeira trinca na imagem de Tarcísio se deu em setembro, durante a campanha eleitoral, quando o deputado estadual Douglas Garcia (Republicanos-SP) atacou a jornalista Vera Magalhães.

CRÍTICA AO DEPUTADO – Na ocasião, Tarcísio alegou que não viu o ocorrido, mas criticou a postura do correligionário, sem citar o nome dele. Depois, em entrevista, classificou de “desnecessário” o que deputado bolsonarista fez.

Nesta segunda-feira (dia 6), o governador eleito disse em entrevista para a CNN “nunca” ter sido “bolsonarista raiz”—e nem Bolsonaro nem bolsonaristas gostaram dessa declaração.

Para o presidente e seu entorno mais radical, Tarcísio quer tentar se distanciar com intenção de virar candidato a presidente em 2026. Para Bolsonaro e bolsonaristas, o governador eleito está traindo quem patrocinou a sua candidatura.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Nada de novo no front ocidental. O governador eleito Tarcísio de Freitas tem luz própria desde a juventude, quando se formou no IME (Instituto Militar de Engenharia), com a maior média histórica da instituição. Fez brilhante carreira no Exército e depois na administração pública, por méritos próprios. Seria de se estranhar se ele não descolasse de Bolsonaro, depois das atitudes despropositadas do presidente que o presidente vem adotando desde a campanha. Como todos sabem, o maior responsável pela vitória de Lula foi o próprio Bolsonaro. Já tocamos neste assunto aqui na Tribuna e vamos voltar a ele. (C.N.)


terça-feira, dezembro 06, 2022

Tarcísio de Freitas começa a se descolar e explica que nunca foi ‘bolsonarista raiz’


Assessoria de Tarcísio nega encontro com Moraes

Tarcísio de Freitas defende a pacificação da política nacional

Vinícius Prates
Estado de Minas

Governador eleito de São Paulo e ex-ministro da Infraestrutura no governo Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse que nunca foi bolsonarista raiz. Em entrevista à CNN, Tarcísio afirmou que não pretende entrar em uma guerra “ideológica” em seu governo e alegou que apenas compartilhava das ideias do presidente.

“Eu nunca fui bolsonarista raiz. Comungo das ideias econômicas principalmente desse governo Bolsonaro. A valorização da livre iniciativa, os estímulos ao empreendedorismo, a busca do capital privado e a visão liberal. Sou cristão, contra aborto e liberação de drogas, mas não vou entrar em guerra ideológica e cultural”, declarou Tarcísio.

PACIFICAÇÃO – O governador eleito defende a “pacificação do país” e disse que um dos erros do governo Bolsonaro foi entrar em conflito com o Poder Judiciário. Tarcísio afirma que, durante seu mandato, vai conversar com ministros do STF.

“O Brasil está muito tenso e dividido. Precisa pacificar. Outro dia morreu o (ex-governador) Fleury. Eu coloco lá uma mensagem nas redes sociais para confortar a família. Trata-se de um ex-governador do estado que eu vou governar. E recebo críticas, Depois, tinha um evento em que teve um jantar com ministros do STF, STJ, TSE e do TCU. E, na divisão das mesas, me botaram ao lado do ministro Barroso. Queriam que eu me levantasse e saísse? Sou governador eleito de São Paulo. Vou conversar com ministros do STF”, declarou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Leonel Brizola diria que  Tarcísio de Freitas já está costeando o alambrado. Na verdade o novo governador paulista é um fenômeno político. Carioca da gema, jamais morou em São Paulo, mas topou o desafio e se elegeu. É um forte candidato à Presidência da República em 2026. Justamente por isso, Gilberto Kassab, criador e dono do PSD, já colou nele, porque tem uma bola de cristal a indicar que nem Lula nem Bolsonaro têm futuro na política. (C.N.)  


Santos Cruz critica a possível demissão de comandantes em repúdio à posse de Lula


Myke Sena/Esp. para o Metrópoles

“Silêncio de Bolsonaro é negócio de covarde”, diz o general

Guilherme Amado e Bruna Lima
Metrópoles

O general Alberto dos Santos Cruz, que foi ministro de Jair Bolsonaro em 2019 e rompeu com o presidente, criticou a possível saída dos comandantes militares para não prestar continência ao presidente eleito Lula, conforme antecipou a coluna.

Em entrevista ao ICL Notícias, nesta terça-feira (6/12), Santos Cruz disse que a obediência a qualquer um dos eleitos faz parte do rol de atribuições dos comandantes.

RESPONSABILIDADE – “Comando exige responsabilidade de ponta a ponta. Você é nomeado e tem que exercer sua função, tem que lidar com seus espinhos. Tem que prestar honras regulamentais, não interessa para quem seja. Isso é funcional”, defendeu o general.

Santos Cruz disse que não é aceitável que haja “interpretação pessoal” em situação funcional.

“Espero que prevaleça o entendimento de que não é pessoal, não tem sentido fazer uma interpretação pessoal. Não se faz isso na vida militar, você vai com o ônus e o bônus disso.”

NEGÓCIO DE COVARDE – O general Santos Cruz considera que o silêncio e a reclusão adotados por Jair Bolsonaro após sua derrota para Lula é um “negócio de covarde”. Em entrevista à coluna, o ex-ministro de Bolsonaro afirmou que é obrigação de um presidente se manifestar após as eleições e promover a “paz social”.

“Tem que olhar para frente, pô, quem ganhou tem que governar direito e quem perdeu tem que se organizar para ser oposição, esse é o padrão. Esse silêncio pode ser interpretado como um negócio de covarde, de você esperar que o circo pegue fogo para ver como pode se beneficiar”, criticou.

Santos Cruz é autor do livro “Democracia na prática”, que escreveu a partir da perspectiva de quem apoiou Bolsonaro, foi seu ministro e foi demitido pelo presidente. Na obra, lançada recentemente pela editora Almedina, o general diz que o presidente e seus apoiadores usam uma “cartilha do totalitarismo” e agem “como seita”.


Justiça Federal anula a vexaminosa condenação de Dallagnol pelo TCU


O deputado federal eleito Deltan Dallagnol

Dallagnol diz que enfim foi corrigido um erro gigantesco

Bianca Gomes
O Globo

A Justiça federal anulou nesta terça-feira o acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) que condenou o ex-procurador e deputado federal eleito Deltan Dallagnol (Podemos-PR) ao pagamento de R$ 2,8 milhões por gastos do Ministério Público em passagens e diárias na época em que Deltan trabalhava na Operação Lava-Jato, em Curitiba. A Advocacia-Geral da União ainda pode recorrer.

Em sua decisão, o juiz federal Augusto César Pansini Gonçalves, da 6ª Vara Federal de Curitiba, afirmou que o ex-procurador não poderia responder pelos gastos do órgão:

SEM IRREGULARIDADE – “O TCU não poderia se voltar contra alguém, como o ex-procurador da República Deltan Martinazzo Dallagnol, que não exerceu papel algum como ordenador de despesas e nem sequer arquitetou o modelo de pagamento das diárias e passagens dos colegas integrantes da força-tarefa relativa à denominada “Operação Lava-Jato””, escreveu o juiz, que depois ainda acrescenta.

“Também convém lembrar que a concepção do modelo de funcionamento de uma força-tarefa, sobretudo a forma como as despesas serão pagas, foge das atribuições de um Procurador da República de primeira instância.”

Em agosto, a 2ª Câmara do TCU confirmou a condenação que obriga procuradores da Operação Lava-Jato a reembolsarem R$ 2,8 milhões aos cofres públicos por gastos com diárias e passagens. Além de Deltan, foram condenados à época o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e João Vicente Beraldo Romão, então procurador-chefe da Procuradoria da República do Paraná.

CASO PREJULGADO – Na sentença de primeiro grau, o juiz ainda apontou atropelos procedimentais na condenação de Deltan. Segundo Gonçalves, o ministro do TCU Bruno Dantas, relator do processo, pareceu “prejulgar o caso”, “denotando, com esse comportamento, uma suposta falta de impessoalidade”.

A anulação da condenação enfraquece os questionamentos judiciais à candidatura de Deltan feitos pela federação Brasil da Esperança, que tenta barrar a eleição do ex-procurador com base na Lei da Ficha Limpa. Em nota, Deltan disse que a Justiça deu um basta à “perseguição” contra ele no TCU.

“A decisão corrige um erro gigantesco do TCU, que tentou punir quem de fato lutou contra a corrupção no país, enquanto que políticos, empresários e empresas corruptos ainda não foram sequer julgados pelo Tribunal em casos que estão parados há vários anos”, disse Deltan.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Parodiando o velho ditado alemão, podemos dizer que ainda há juízes em Curitiba. A condenação de Dallagnol era uma decisão tão vergonhosa quanto o fim da prisão após segunda instância ou a anulação das condenações de Lula, para ele ser libertado e depois poder se candidatar. Foram três julgamentos abjetos e vexaminosos. Um deles já começa a ser anulado, faltam os outros dois. (C.N.)


Comentarista da Jovem Pan chama general de 'melancia' e 'frouxo'


General Soares

Comentarista chamou general de "comunista"

'Melancia' é uma referência a oficiais supostamente 'comunistas'; comentarista disse que está 'defendendo' as Forças Armadas de generais "frouxos"

Por Vinícius Prates

O comentarista da Jovem Pan Paulo Figueiredo Filho, aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), chamou o General Soares, Comandante Militar do Sul, de "frouxo" e "melancia" nas redes sociais. A declaração foi dada após uma suposta reunião do general com um grupo de militares em que o comentarista foi mencionado.

Em uma publicação, Paulo Figueiredo disse que os "comandados" do general tem tanto apreço por ele e pela sua "frouxidão" que vários militares contaram ao comentarista os assuntos da reunião.
 
"Melancia" seria uma referência a oficiais supostamente comunistas ou favoráveis à esquerda, porque seriam "verdes e amarelos por fora e vermelhos por dentro".
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"General Soares, Cmt Militar do Sul, obrigado pela menção a mim na reunião com a tropa, nesta sexta. Seus comandados tem tanto apreço pelo senhor e sua frouxidão, que vieram (vários) me dar detalhes do que foi dito - que terei prazer de compartilhar com o Brasil em vídeo. Selva!", disse.
 
Na publicação, uma internauta disse ao comentarista que não estava entendendo os "ataques" às Forças Armadas. Figueiredo respondeu alegando que estava "defendendo" as Forças Armadas, "a pedido de outros militares". 

"Se críticar general melancia é 'ataque às FFAA', então critica a ministro do STF é ataque à democracia... Se decida. Eu estou defendendo as FFAA - a pedido de outros militares - destes comandantes frouxos", escreveu.

Estado de Minas

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