sábado, setembro 04, 2021

Na esperança do golpe militar, Bolsonaro está jogando fora o que resta de seu governo

Publicado em 4 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro abre o Planalto a políticos e atende 'no varejo' - Portal Roma  News

Em sua ilusão, Bolsonaro pensa que o palácio lhe pertence

Carlos Newton

Sinceramente, a decepção é tão grande que nem dá vontade de escrever nem comentar, porque se trata de uma novela repetitiva, com capítulos insuportáveis que exibem os piores sentimentos humanos, numa exploração infindável dos sete pecados capitais, que no início dos tempos eram oito, mas um deles – a Melancolia – foi abandonado, e hoje é só o que resta aos brasileiros.

FATO 1 – Temos um presidente da República emocionalmente desequilibrado, que a cada dia diz algum disparate, não respeita o decoro, não se relaciona com os demais Poderes, sequer cuida da Amazônia, é de uma inutilidade completa.

FATO 2 –  No decorrer do mandato, foram surgindo as denúncias de corrupção do presidente e de sua numerosa família, que trafegaram no enriquecimento ilícito por conta de rachadinhas e  transações imobiliárias e comerciais em espécie.

FATO 3 – O chefe do governo é de tal maneira primário, que não consegue sequer manter o apoio dos partidos do Centrão, que passaram a sugar cada vez mais recursos públicos, mesmo assim não demonstram lealdade ao presidente.

FATO 4 – Elegemos um Congresso com maioria de parlamentares envolvidos em corrupção, que então criaram leis lenientes para ajudar o Supremo e o governo a liquidarem com a Lava Jato, e assim evitar novas baixas na classe política.

FATO 5 – Temos um Supremo totalmente escalafobético, que apoiou a Lava Jato enquanto eram presos apenas petistas e membros do Centrão, mas depois mudou de lado porque começaram a ser abertos processos contra tucanos.

FATO 6 – Para evitar a prisão de mais políticos corruptos, o Supremo transformou o Brasil no único país da ONU que não prende criminosos após condenação em segunda instância, e com isso soltou o corrupto-mor Lula da Silva.

FATO 7 – No desespero com o fracasso absoluto do presidente, o Supremo inventou mais uma lei que só existe no Brasil (incompetência territorial absoluta) e conseguiu limpar a ficha de Lula, para evitar a reeleição de Bolsonaro.

FATO 8 – Nem era preciso ressuscitar Lula, porque Bolsonaro entrou em parafuso. Por isso, joga todas as fichas num golpe, a partir dos protestos contra STF e Congresso, convocados por ele próprio e pelo Gabinete do Ódio.

Como caso dos sete pecados capitais, que eram oito, o Brasil também se deparou com esse jogo dos sete erros, que também agora são oito, porque Bolsonaro está apostando seu futuro nos protestos de Brasília e São Paulo, e escolheu logo o Sete de Setembro, uma data consagrada para os brasileiros, especialmente os militares.

Cercado de generais por todos os lados, não aparece um militar de verdade que chegue diante de Bolsonaro e lhe diga para acordar, que não vai haver golpe algum e, se houver, ele será o primeiro a ser afastado do cargo.

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P.S. 
– Parodiando o célebre livro de David Nasser, “Falta Alguém em Nuremberg”, hoje podemos dizer que “falta um homem no Planalto”. (C.N.)


Se não houver golpe após o Sete de Setembro, a derrocada de Bolsonaro será mais rápida


O presidente Jair Bolsonaro anda a cavalo em Uberlândia (MG) durante inauguração de centro de tratamento de água na última terça-feira (31)

Ao invés de governar. Bolsonaro continua em eterna campanha

Malu Gaspar
O Globo

Um extraterrestre que desse uma panorâmica sobre o noticiário brasileiro constataria que as instituições estão em atividade frenética: o Congresso votando pautas importantes, uma CPI produzindo descobertas de impacto em ritmo quase diário, o Judiciário tomando decisões históricas como a que define o marco temporal para a posse das terras indígenas… e o presidente da República em franca campanha pela reeleição.

O alienígena não estaria errado. Mas teria, sem dúvida, uma visão limitada do cenário. Apesar de toda a agitação, o Brasil já completa quatro semanas em suspenso, esperando para ver o que acontecerá no dia 7 de Setembro.

PERGUNTAS SEM RESPOSTAS – Não é só a indicação de André Mendonça para uma vaga no Supremo que espera veredicto para depois das manifestações. Há um mês se discute como o governo poderá arcar com os quase R$ 90 bilhões em precatórios (dívidas judiciais de pagamento obrigatório) sem romper o teto de gastos, e ainda quais serão o valor e as fontes de recursos do novo Bolsa Família.

Das respostas, dependem tanto as projeções econômicas como as movimentações eleitorais para 2022 — e, portanto, também o destino de Jair Bolsonaro.

Num governo normal, tudo teria sido resolvido até a última terça-feira, quando venceu o prazo para a apresentação da Lei Orçamentária Anual. Mas o Orçamento que chegou ao Congresso não só não solucionou nenhum dos impasses, como previu o contrário do que o governo vinha anunciando: o pagamento integral das dívidas judiciais e zero reajuste para o Bolsa Família.

CONVERSAS INÚTEIS – Não é que não se tenham tentado soluções. Num esforço que há muito tempo não se via, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ao presidente da Câmara, Arthur Lira, e ao ministro do Supremo Gilmar Mendes apelar por um acordo. Não conseguiu coisa alguma, porque ninguém quer se comprometer com nada antes do 7 de Setembro.

Foi o próprio presidente da República quem criou essa situação, ao convocar para o feriado da Independência atos contra o Supremo e o Tribunal Superior Eleitoral.

“Pode ter certeza, vamos ter uma fotografia para o mundo do que vocês querem. Eu só posso fazer uma coisa se vocês assim o desejarem”, disse Bolsonaro no mesmo dia em que entregou ao Senado o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes.

SUBINDO O TOM – Dias depois de o pedido ter sido rejeitado, ele subiu o tom: “Digo uma coisa aos senhores. Tenho três alternativas para meu futuro: estar preso, ser morto ou a vitória. Pode ter certeza: a primeira alternativa, preso, não existe. Nenhum homem aqui na Terra vai me amedrontar”.

Está claro que, para o presidente acuado pelo avanço das investigações do STF e da CPI e pelo clima de repúdio a seus gestos golpistas, tornou-se questão de sobrevivência produzir uma demonstração de força para “amedrontar” seus “inimigos”.

Por isso há quem ache que, uma vez feito o show, Bolsonaro poderá se acalmar e negociar o que realmente interessa ao Brasil. Ilusão à toa.

UM NOVO PRETEXTO – Não precisa ser nenhum gênio para deduzir que, sejam os atos grandes ou pequenos, o presidente arranjará um novo pretexto para tumultuar o ambiente antes mesmo que o último manifestante tenha deixado a Avenida Paulista.

O problema é que, a menos que haja uma grave ruptura, quando o dia 8 amanhecer, as dívidas e precatórios, o Bolsa Família e o caso André Mendonça ainda estarão à espera de uma solução.

Ficará ainda mais evidente que estamos diante de um governo fraco, que não sabe negociar nem aprovar seus projetos no Congresso e que, por isso, caminha para romper o teto de gastos.

TEMER DEU SHOW – Como lembrou outro dia um burocrata experimentado no assunto, com R$ 15 bilhões em emendas parlamentares, Michel Temer conseguiu aprovar justamente o teto de gastos e impedir o próprio impeachment. Bolsonaro já tem quase R$ 37 bilhões, R$ 20 bilhões das emendas regulares mais R$ 16,8 bilhões do orçamento secreto, e mesmo assim vive tomando bordoada. Por mais altos que sejam, os gritos que o presidente dará em cima do palanque não mudam essa realidade.

O que Bolsonaro finge não ver é que o preço do 7 de Setembro já começou a ser pago. Quanto mais o tempo passa sem solução para problemas que qualquer governo normal já teria resolvido, piores são as perspectivas para a economia e mais custosas se tornam as negociações políticas. E, claro, mais difícil fica sua busca pela reeleição.

O presidente pode até sair do palanque se sentindo mais forte. Mas, se no dia 8 ele não tiver conseguido dar um golpe, muito provavelmente terá dado mais um passo rumo à própria derrota.

Ao exaltar democracia, Febraban desfecha a mais forte reação contra Bolsonaro e o Centrão

Publicado em 4 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Distanciamento da Febraban ratifica a oposição ao radicalismo do Planalto

Pedro do Coutto

Ao reafirmar o seu apoio ao manifesto em favor da democracia, do respeito à Constituição e às eleições, a Federação Brasileira dos Bancos desfechou o mais forte ataque tanto ao governo Jair Bolsonaro, quanto ao Centrão, sua principal base de apoio no Congresso. O presidente da Febraban, Isaac Sidney Menezes Ferreira, rejeitou o pedido dos presidentes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal para que a federação reanalisasse o seu posicionamento, sob pena de o BB e a CEF se desvincularem da federação

Isaac Sidney não atendeu à solicitação dos presidentes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e manteve o documento, acentuando também ser lamentável o recuo da Fiesp que tinha se comprometido com a manifestação, adiando o seu apoio por alguns dias à posição democrática.

REAÇÃO  – Sob o ângulo político, o distanciamento da Febraban constitui a mais séria reação contrária ao radicalismo do Planalto e ao alinhamento do Centrão com o governo. Isso porque o sistema bancário não só absorve os títulos emitidos pelo Executivo para girar a dívida interna do país que se eleva a R$ 6 trilhões, como também opera o sistema de encomendas, contratos de financiamento, pagamentos e depósitos, tanto do país quanto do exterior, controlados é claro pela federação e pelo Coaf.

Tenho a impressão de que o bloco conservador favorável ao governo no Parlamento encontra-se hoje extremamente preocupado com a firme decisão de Isaac Sidney Menezes Ferreira. Os motivos, sob o ângulo político tradicional, são óbvios e a sua revelação ilumina depósitos na própria rede bancária e também em estabelecimentos de crédito. A principal cisão envolvendo o Executivo e a democracia ocorreu esta semana.

Reportagem de Renato Andrade, Geralda Doca, Ivan Martinéz-Vargas, O Globo desta sexta-feira, destaca muito bem e com objetividade o tema em foco. O que não está em foco no primeiro plano, passa a receber uma clara iluminação logo no plano sequente.

IRONIA – Evandro Éboli, Mariana Muniz e Julia Lindner, O Globo, destacam os preparativos do governo para as comemorações de 7 de setembro, incluindo uma agressiva ironia do presidente da República aos ministros do STF. Afirmou Bolsonaro: “Ninguém precisa temer o 7 de setembro. Basta reconhecer (referindo-se indiretamente ao Supremo) que extrapolou. Portanto, quem quiser subir no carro de som e de cima dele ver duas milhões de pessoas, pode fazê-lo à vontade. Eu também garanto o uso da palavra se eles desejarem falar. Não temos outro grito de Independência porque já somos independentes”.

Esse pronunciamento foi feito a apoiadores na terça-feira, logo após o pronunciamento do ministro Luíz Fux, presidente da Corte Suprema, defendendo uma pacificação entre os poderes. Fux acentuou que as manifestações de 7 de setembro precisam ocorrer sem violência.

Assim, se Bolsonaro ironizou e rejeitou o texto de Fux é porque, no fundo, mantém-se no caminho de se opor a qualquer reaproximação os distensão.Esta última palavra, muito usada pelo presidente Ernesto Geisel e pelo general Golbery do Couto e Silva. De qualquer forma, lembra o repórter Aguirre Talento, O Globo de ontem, o Ministério Público está recomendando reforço no sistema de Segurança Pública em Brasília.

FAKE NEWS – Ao sancionar a nova lei de Segurança Nacional, revelam Jussara Soares, Dimitrius Dantas e Paulo Cappelli, o presidente Jair Bolsonaro vetou dispositivos que tornavam crimes as fake news no campo político e posicionamentos contra as eleições.

No segundo caso, como todos sabem, Bolsonaro se inclui totalmente, pois já ameaçou as eleições de 2022. Quanto às fake news, o dispositivo vetado proíbe a veiculação de comunicação enganosa, o que não afeta o pensamento do presidente da República. Os dois vetos foram também focalizados por Marianna Holanda e Cristina Camargo, Folha de S. Paulo.

Esses vetos, na minha opinião, devem cair pois, inclusive, focalizam matérias já previstas na legislação do país; caso da propaganda enganosa que ultrapassa o campo político e se estende à publicidade comercial e à obstrução das eleições já condenadas pelo texto constitucional. De qualquer forma, Bolsonaro acentuou novamente a sua posição pessoal em relação a esses dois pontos chaves da democracia.

MINIRREFORMA – O ministro Paulo Guedes lamentou a derrubada do que chamou de minirreforma trabalhista pelo Senado Federal. A minirreforma trabalhista de Paulo Guedes previa que jovens desempregados poderiam frequentar empresas para aprender e com isso descortina-se para si a hipótese de virem a ser empregados.

Portanto, pelo que se indica, a frequência seria gratuita. Como explicar tal colocação?

Bolsonaro ataca o Judiciário e o Legislativo, como se o Executivo fosse um primor…


Ataques ao Congresso e ironia a coronavírus marcam atos no DF

Presidente Bolsonaro incentiva esse tipo de comportamento

Roberto Nascimento

Enquanto discutimos voto impresso, eleição de 2022, se vai dar Bolsonaro, se vai ganhar Lula, se Ciro Gomes vem como a terceira via, a crise hídrica explode, a Covid ainda faz vítimas, a inflação sobe, o desemprego piora e o PIB do segundo semestre indica estagnação da economia.

Patética a resposta do governo, quanto ao perigo de apagão elétrico e no abastecimento de água para consumo da população. O presidente, que não conhece nada de administração nem de governar, limitando-se a criar confusão, ridiculamente pede para cada família apagar uma lâmpada.

MINISTRO DESUMANO – Paulo Guedes, o superministro com preocupação social zero, um ser desumano e elitista, diz que a conta de luz vai subir mesmo e não adianta ficar chorando.

O almirante Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, está completamente perdido. Não tomou providências preventivas, a crise energética é cada vez mais grave. Suas maiores preocupações são privatizar a Eletrobrás e fatiar a Petrobras. Não age como um militar nacionalista.

O Brasil está um pandemônio. Alardeava-se que este ano haveria a recuperação do crescimento econômico, mas o que está acontecendo é a retomada da inflação.

ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS – Em 2019 e 2020, a passagem do Sete de Setembro foi tranquila, mas desta vez o presidente Jair Bolsonaro decidiu utilizar a data no mau sentido. Assim, o final do feriadão vai ser usado para mais um ato antidemocrático, em protesto contra os Poderes Judiciário e Legislativo, como se o Executivo fosse primoroso, uma verdadeira exceção à regra.

Recentemente, foi divulgado que o americano Steven Bannon, ex-marqueteiro de Trump, estaria prestando serviços ao governo Bolsonaro, como orientador das fake news propagadas nas redes sociais no Brasil.

Esse manipulador Bannon é um dos mentores da empresa Analytica, especialista em estatística eleitoral, que montou a vitória de Trump. Com o sucesso, foi sendo contratada para prestar serviços a candidatos fora dos EUA. Bannon está atuando no Brasil e não é de hoje.

DISPUTA DE PODER – O que assusta nisso tudo é o silêncio dos inocentes. Grande parte do eleitorado continua acreditando nas afirmações do presidente Bolsonaro, cujo principal projeto político é simplesmente se eternizar no governo.

Bolsonaro até hoje não entendeu que o exercício do poder não é apenas uma benesse e pode até atrair muito mais ônus do que bônus. No seu caso, por exemplo, o envelhecimento precoce e os danos à saúde são um fato incontestável.

O atual governante envelheceu a olhos vistos, mas parece não perceber.

MPPE ajuíza ação civil pública por improbidade administrativa contra prefeito de Flores por promoção pessoal em perfis da Prefeitura nas redes sociais




                                                                          


                                                                           



Hoje pela manhã a ONG-TransparenciaJeremoabo, recebeu um print de suposta propaganda pessoal bancada com o erário público, onde o remetente perguntou se já estava podendo  o prefeito usar o erário público para se autopromover..

Diante da ilicitude, elaboramos e publicamos uma matéria  conforme Link: https://dedemontalvao.blogspot.com/2021/09/senhor-ministerio-publico-estadual-sera.html  onde um cidadão de Jeremoabo enviou mensagem alegando tratar-se de  uma caso normal sem a menor importância, mesmo aceitando seu modo de pensar e agir, aceito porém não concordo.

Para prestar maiores esclarecimentos ao leitor deste Blog, mostrarei as coincidências dessa suposta ilicitude a propaganda abusiva que campeia em Jeremoabo.

Observem que as cores do no PRIT e do PP  AZUL-BRANCO e LARANJA, coincidem com as cores da Casa que pertencia ao Coronel Jesuíno, hoje pertencente a prefeitura, cores também expostas nas Praças Públicas.

Observem também  nos dedos dos beneficiados, o símbolo do PP e o símbolo da campanha eleitoral .

Diante de tantas evidências, será coincidência bancada com o erário público?

Para não alongar muito, demonstrarei "ONDE A COISA FUNCIONA COMO É":


MPPE ajuíza ação civil pública por improbidade administrativa contra prefeito de Flores por promoção pessoal em perfis da Prefeitura nas redes sociais.

29/07/2020 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ajuizou uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o prefeito de Flores, Marconi Martins Santana, que vem utilizando das redes sociais oficiais da Prefeitura para promoção pessoal, violando os princípios da impessoalidade e moralidade administrativa.

O MPPE tomou conhecimento de várias publicações nos perfis oficiais da Prefeitura Flores no Instragram (https://www.instagram.com/prefeituradeflores/) e Facebook (https://www.facebook.com/PrefeituraDeFlores/), onde se constata promoção pessoal da autoridade questionada. A principal forma de agir é através da função stories, onde é feita referência direta ao prefeito Marconi Santana, além de marcar a página do Instagram pessoal dele (https://www.instagram.com/marconimsantana/), pessoalizando a entrega e realização de obras e serviços públicos.

No texto da peça, o promotor de Justiça de Flores citou e anexou imagens de alguns fatos que foram verificados no transcorrer dos últimos dois meses:

No dia 31 de maio de 2020 foi postado storie sobre a aquisição de veículo, sendo marcado o perfil pessoal de Marconi Santana. No dia 1º de junho, foi postada entrega de cestas básicas, também marcado o perfil pessoal do prefeito. No dia 5 de junho, destaca-se a publicidade indicando aquisição de respiradores e ressaltadas a realização de obras e prestação de serviços públicos, em todos sendo utilizada referência direta ao requerido, com foto ou vídeo do prefeito de Flores ou, como rotineiro, com a marcação do perfil dele.

https://www.mppe.mp.br/mppe/comunicacao/noticias/13184-mppe-ajuiza-acao-civil-publica-por-improbidade-administrativa-contra-prefeito-de-flores-por-promocao-pessoal-em-perfis-da-prefeitura-nas-redes-sociais

Qualquer semelhança não será mera coincidência, isso porque, se não fosse triste e vergonhoso, seria até hilariante.

TENHO DITO.



Senhor Ministério Público Estadual Será que usar o dinheiro do povo para promoção pessoal já pode em Jeremoabo?


Senhor Ministério Público,  a ONG-TransparênciaJeremoabo no uso das suas prerrogativas, na defesa da democracia e da nossa Constituição, e principalmente em defesa do dinheiro suado do trabalhador e da moralidade para com a coisa pública, vem respeitosamente através do presente ,  indagar a vossa senhoria se a mesma lei que deixou o ex-prefeito Tista de Deda inelegível por suposta promoção pessoal. já ainda continua em vigor Jeremoabo?

Como está cristalino, estamos diante de uma promoção pessoal bancada com o dinheiro do povo em site da prefeitura Municipal de Jeremoabo, aliás fato que infelizmente já vem se tornando corriqueiro em nosso município.

Esperamos que todos continuem sendo iguais perante a lei, e que em Jeremoabo não "exista os mais iguais".

Que a mesma balança da Justiça que penalizou o ex-prefeito Tista de Deda, atue nesse  caso com o mesmo rigor da Lei.

Será que os vereadores de Jeremoabo irão permanecer omissos?

sexta-feira, setembro 03, 2021

Carlos Bolsonaro recebia R$ 4,5 mil quando comprou imóvel de R$ 150 mil em dinheiro


Vereador no Rio, Carlos Bolsonaro participou de reuniões do governo em Brasília para aquisições de vacinas Foto: Marcio Alves / Agência O Globo

Carluxo alega que é tudo isso é “notícia velha e requentada”

Rayanderson Guerra
O Globo

Alvo de investigação pelo Ministério Público do Rio por suposto envolvimento em esquema de “rachadinha” na Câmara de Vereadores do Rio, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o filho 02 do presidente Jair Bolsonaro, comprou um apartamento de R$ 150 mil, em espécie, na Tijuca, em 2003, com um salário mensal de R$ 4,5 mil. Eleito em outubro de 2000, aos 17 anos, Carlos teria acumulado — caso tivesse poupado todo o salário de vereador durante os dois primeiros anos de mandato — apenas cerca de R$ 108 mil.

O salário de um vereador do Rio entre 2001 e janeiro de 2003 girava em torno R$4,5 mil por mês, sem o acréscimo de benefícios. Em fevereiro de 2003, a remuneração sofreu um reajuste e chegou a R$ 7.155.

EM DINHEIRO VIVO – O cargo no Palácio Pedro Ernesto foi o primeiro e único vínculo empregatício de Carlos. Como mostrado pelo GLOBO, o filho do presidente adquiriu na época um imóvel avaliado em R$ 150 mil, pago em “moeda corrente do País, contada e achada certa”, como diz a escritura que oficializou o negócio.

A discrepância entre valores recebidos e gastos por Carlos na época é uma das linhas de investigação abordadas pelo Ministério Público.

Segundo o MP, ele manteve e utilizou grandes quantias de dinheiro em espécie ao longo dos seis mandatos consecutivos como vereador. Em documentos, o órgão cita pelo menos três situações que se enquadram na prática citada: em 2003, a compra do apartamento na Tijuca, na Zona Norte do Rio; em 2009, o vereador entregou R$ 15,5 mil, também em espécie, para cobrir um prejuízo que teve na bolsa de valores; e no último ano, Carlos declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter R$ 20 mil em espécie guardados em casa.

RACHADINHA – A investigação faz parte do inquérito que apura a contratação de supostos funcionários fantasmas e da prática de “rachadinha” no gabinete do vereador. O caso tramita, em sigilo, na 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro.

Para avançar nas apurações, a Justiça do Rio de Janeiro determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho do presidente. Outras 26 pessoas e sete empresas também tiveram os sigilos quebrados.

A investigação do MP começou a partir de reportagem da Época que revelou que Carlos empregou sete parentes de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro e sua madrasta. Dois admitiram à reportagem nunca ter trabalhado para o vereador, embora estivessem nomeados.

17 FAMILIARES – Segundo levantamento do GLOBO, Carlos Bolsonaro empregou no total 17 pessoas com laços familiares no gabinete na Câmara do Rio, desde 2001.

Quatro funcionários já disseram à revista ÉPOCA e ao GLOBO que não trabalhavam no gabinete dele na Câmara do Rio, mesmo tendo sido nomeados e com os salário em dia. Após dois anos de apuração, o MP aponta ter indícios de que assessores do vereador não cumpriram os expedientes devidos na casa e, por isso, podem ser considerados funcionários “fantasmas”.

Em postagem no Twitter, o filho do presidente Bolsonaro, também conhecido com ’02’, afirma que “na falta de fatos novos, requentam os velhos” que, segundo ele, “não chegaram a lugar nenhum”.

PRÁTICA DA FAMÍLIA – O uso de dinheiro espécie para compra de imóveis faz parte de um modus operandi da família Bolsonaro. Em 24 anos, os integrantes movimentaram R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo, empregado em transações imobiliárias e no pagamento de despesas pessoais.

O montante corresponde à soma de operações em espécie que envolveram o senador Flávio Bolsonaro e Carlos, bem como as duas ex-mulheres do presidente, Rogéria Bolsonaro e Ana Cristina Valle. A conta chega a R$ 2,95 milhões em valores corrigidos pela inflação.

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