sábado, agosto 07, 2021

Ao xingar Barroso de “filho da p…”, Bolsonaro deve ser condenado pelo STF e ficar inelegíve

Publicado em 7 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Filhos de Bolsonaro postaram o video e depois apagaram

Jorge Béja

Bolsonaro, o presidente da República, chamou Luiz Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, de “filho da puta”. É uma baita ofensa. Imensa ofensa. A carga ofensiva desta injúria tem peso e consequências de tal ordem porque parte da boca do presidente da República.

E é inacreditável que tanto tenha ocorrido mesmo. Mas ocorreu, sim. O curto vídeo está na internet. Peço ao nosso editor, jornalista Carlos Newton, que não o reproduza neste meu artigo. Nem em artigo algum, porque repercute, dá elasticidade e divulgação.

CRIME DE INJÚRIA – Barroso tem agora o dever de, imediatamente, representar ao Ministério Público Federal para que instaure Ação Penal por crime de injúria, previsto no artigo 140 do Código Penal, que prevê pena de detenção de um a seis meses ou multa.  .

Artigo 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro;

Pena – detenção, de seis meses, ou multa.

E no caso da inércia do Ministério Público Federal, isto é, se a Procuradoria-Geral da República cruzar os braços e nada fizer em 5 dias úteis, então o cabe ao ministro, ele próprio, ingressar com ação penal privada subsidiária à pública. O foro competente é a própria corte que o ministro Barroso integra, o STF.

NÃO EXISTE DEFESA – Não vejo defesa para Jair. A prova é pública. A ofensa, por partir de quem partiu e por ofender quem foi ofendido, ganha proporções gigantescas.

Luiz Roberto Barroso também precisa ingressar na Justiça Federal de primeira instância em Brasília com outra ação. Esta para ir no bolso do Bolsonaro. É a ação reparatória por dano moral. E considerando o baita palavrão que Jair xingou o ministro, a repercussão, e o cargo que Barroso ocupa, a experiência e especialidade nesta área me fazem pensar em não menos de 1 milhão de reais. Daí pra cima.

E tem mais: se Barroso processar criminalmente Jair Bolsonaro e o STF decidiu pela condenação, é certo que Jair se tornará inelegível, na Lei da Ficha Limpa, porque será condenação definitiva e irrecorrível, por ter sido proferida pela Suprema Corte.

Câmara aprovou criminosamente a privatização dos Correios; sem passar por suas comissões

Publicado em 7 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge reproduzida do Arquivo Google

Jéssica Sant’Ana
G1 — Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (5) o projeto de lei que abre caminho para a privatização dos Correios, na forma do parecer apresentado pelo relator, deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA). Foram 286 votos a favor, 173 contra e duas abstenções.

Os deputados rejeitaram todos os destaques – pedidos pontuais de mudança ao texto aprovado. O texto segue para a análise do Senado.

Em seu parecer, o relator incluiu que a empresa que comprar os Correios terá exclusividade mínima de cinco anos sobre os serviços postais, ou seja, carta, cartão postal, telegrama e demais correspondências.

NORMAS CONTRATUAIS – Segundo Cutrim, a medida é necessária para que “não haja atropelos na política de transição do antigo para o novo modelo de serviços postais”. O contrato de concessão do serviço, a ser assinado após a privatização, poderá estipular um prazo superior a cinco anos.

O relator também incluiu em seu texto um dispositivo que prevê a estabilidade por 18 meses para funcionários da estatal após privatização da empresa. Eles só poderão ser demitidos neste período por justa causa.

A empresa que vier a comprar os Correios terá, ainda, que disponibilizar aos funcionários um Plano de Demissão Voluntária (PDV), com período de adesão de 180 dias a contar da privatização. Os funcionários que vierem a aderir ao PDV terão direito a indenização equivalente a 12 vezes a remuneração, manutenção do plano de saúde por 12 meses e plano de requalificação profissional.

INCONSTITUCIONAL – Inicialmente, o texto autorizava a transferência dos empregados dos Correios para qualquer órgão da administração pública que solicitar o funcionário. O governo considera a medida inconstitucional e o relator retirou esse trecho ao emitir parecer sobre as emendas de plenário.

As medidas voltadas aos funcionários foram incluídas no texto para diminuir a resistência à privatização da estatal, considerada uma das “joias da coroa” do governo federal. Até maio, os Correios tinham 90.875 funcionários.

A Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap) afirma que o projeto é inconstitucional, além de trazer “graves riscos para os cidadãos e empresas brasileiras, que podem se ver mais à frente reféns de um modelo de serviço postal mais oneroso e menos presente que o atual”.

ARAS É CONTRA – O caso está em análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifestou no processo contra a privatização dos serviços postais e correio aéreo. O governo diz que não há inconstitucionalidade na privatização.

O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou uma questão de ordem em plenário para interromper a tramitação, mas foi indeferida pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

Durante a sessão, deputados de oposição se manifestaram contra a privatização dos Correios. Eles afirmam que a estatal dá lucro – e por isso, não deveria ser vendida – e que o setor postal deveria ser mantido como monopólio da União.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Paulo Guedes é um mau brasileiro, que se aproveita da ignorância do presidente Bolsonado para entregar os ativos da União. O setor de correios é considerado estratégico em todos os países do mundo. Não existe modelo sem participação nacional nem mesmo na Alemanha, que há décadas tentou privatizar 100% e recuou. Na nossa Matriz, os EUA, o modelo é bipartite, com a preservação da lendária estatal US Mail, mas aqui na sucursal Brazil tudo o que é estatal não vale nada. No entanto, é bom imaginar o que seria de nós sem o Butantan e a Fiocruz. Conclusão: Guedes é um criminoso enganador. (C.N.)


Instituição Fiscal Independente faz denúncia de que a “PEC dos Precatórios é inconstitucional”

Publicado em 7 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Felipe Salto condena o calote do governo nos precatórios

Rosana Hessel
Correio Braziliense

A Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgou um relatório, alertando para a inconstitucionalidade da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que está sendo elaborada pelo governo federal para adiar o pagamento de precatórios — dívidas judiciais da União.

A medida, defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, tem como objetivo arrumar recursos no Orçamento para custear o novo Bolsa Família e, de quebra, criar um fundo que deverá ser contabilizado fora do teto de gastos previsto na emenda constitucional que limita o aumento das despesas à inflação do ano anterior.

CALOTE DA UNIÃO – A proposta vai na contramão dos princípios de austeridade fiscal e é criticada por especialistas e pelo mercado financeiro, porque o governo quer permitir uma espécie de calote da União na Constituição para dívidas que não cabem mais recurso.

“As despesas com precatórios e sentenças judiciais derivam de decisões que não podem ser questionadas. Daí o seu caráter mandatório. Desde a aprovação do teto de gastos, em 2016, com a promulgação da Emenda Constitucional nº 95, os precatórios estão incluídos na regra. Alterações nesse arcabouço para comportar provável aumento expressivo dos precatórios, em 2022, representariam grave risco à institucionalidade das contas públicas”, alerta o relatório assinado pelos diretores da IFI, Felipe Salto e Daniel Couri.

TETO DE GASTOS – Segundo o documento, o teto de gastos sofrerá um “golpe importante”. “Se o parcelamento cogitado avançar, o teto será formalmente preservado, com garantias constitucionais, mas a regra sofrerá um golpe importante. Não serão raros os questionamentos a respeito de novas possibilidades de mudanças para comportar outros eventos que viessem a acometer as contas públicas no futuro”, informa o texto.

Os analistas destacaram que, em agosto de 2020, a IFI já havia alertado para os riscos de mudar a contabilização de despesas, a exemplo da migração do Bolsa Família para o auxílio emergencial, saindo do alcance do teto de gastos, da criação de fundo privado por fora do orçamento e do teto, da exclusão das despesas com a capitalização de estatais, dentre outros.

GASTOS ELEITORAIS – “Esses riscos, agora, surgem, novamente, em um contexto de proximidade das eleições gerais”, informou o relatório, acrescentando que alterações no teto de gastos já foram feitas mesmo antes da pandemia.

A não contabilização do Bolsa Família dentro do teto, por exemplo, abriu espaço fiscal em 2020 e, novamente, em 2021. Esse espaço só pode ser destinado a gastos sociais, mas não deixa de ser um desvio do teto original, segundo os economistas.

“A contabilidade criativa pode ocorrer por dentro das regras do jogo, que acabam sedo alteradas tempestivamente. Essa é a maior preocupação, do ponto de vista dos riscos fiscais, neste momento, derivada do debate sobre o possível parcelamento das despesas com precatórios.”

SITUAÇÕES PREVISÍVEIS –  “O ponto fundamental é que a motivação para alterar as regras fiscais não pode ser conjuntural, sobretudo quando pautada em situações que poderiam ser previstas com antecedência”, acrescenta o relatório.

No estudo, Salto e Couri destacam a evolução dos precatórios nos últimos 12 anos, chegando a R$ 56,4 bilhões, neste ano, dado 102,2% superior ao de 2009, mostrando que é uma tendência o aumento dessas despesas.

Logo, esse aumento de R$ 90 bilhões nas despesas com precatórios que vem sendo noticiado pela imprensa, de acordo com o relatório, poderia ser melhor mapeado se houvesse uma gestão adequada dos riscos fiscais por parte do Ministério da Economia.

A piada sem graça do prefeito de Jeremoabo quando fala em educação.



Era uma escola abandonada...

...não tinha teto, não tinha água para beber,  banheiros em descargas, não tinha nada...









A promessa de desmonte do Parque de Exposição de Jeremoabo além de ser uma piada de mau gosto mantem o abismo de sangrar o desenvolvimento da agropecuária em Jeremoabo, por isso mesmo não pode ser levado a sério.

Um prefeito s que possui um projeto de educação que não respeita a sua evolução histórica e suas conquistas educacionais de décadas, não pode ser levado a sério, basta observar as ruínas ruínas das escolas e dos vestígios da educação perdida.

Porém o lado mais perverso e estupido são os vereadores da situação para justificar o injustificável querem zombar da inteligência de todos os jeremoabenses ao falar que destruindo um Parque de Exposição irá beneficiar as crianças e os pobres.

Quero dizer para esses edis que para beneficiar as crianças, os adolescentes e os pobres, bastaria fazer jus ao dinheiro que recebe todo mês fiscalizando as trambicagens. .

Para comprovar o que estou falando, irei detalhar fatos ,  para isso relatarei alguns casos dentre inúmeros que devido a improbidade campear sem fiscalização, vem colocando Jeremoabo no fundo do poço.

Iniciarei pelos amarelinhos onde o " buraco" não foi maior porque os vereadores da oposição deram um freio de arrumação.

Para inicio de conversa a licitação foi viciada e fraudulenta, para participar da licitação a empresa deveria apresentar documentos com o quantitativo dos ônibus e o ano, já que conforme  resolução do CONTRAN  veículos com mais de 10(dez)anos de uso não poxde transportar alunos. 

A Faculdade Ages a maior riqueza e beneficio que a ex-prefeita Anabel conseguiu implantar em Jeremoabo, foi desativada por falta de incentivo e vontade politica do prefeito. 

Os ônibus escolar sucateados, dinheiro jogado fora através do lixo da improbidade, e o pior consumindo combustível sem rodar, parados.

Parece que só os vereadores da oposição fiscalizaram e denunciaram.

Os vereadores da situação fizeram o que?

As escolas abandonadas, caindo, sem carteiras, sem água, qual a providência tomada pelos vereadores que querem ajudar as crianças e os pobres?

A merenda escolar verdadeira humilhação para os alunos, não fosse os vereadores fiscalizando e denunciando pior ainda seria.

O incentivo que os professores recebem é calote e aumento diferenciado durante período eleitora, verdadeira afronta a Constituição e a Lei Eleitoral.

Para não tornar a matéria cansativa vou parando as omissões e prevaricações por aqui, noutra matéria relacionarei de maneira geral e irrestrita.

Portanto, querer acabar, desativar o Parque de Exposição é uma comprovação que tudo que o prefeito prometeu as vésperas das eleições não passou de um estelionato eleitoral, a começar pelos empregos da Natville e melhoramento do rebanho bovino leiteiro. 

Talvez comece a surgir uma luz no túnel  da moralização da administração municipal de Jeremoabo, se o projeto do  senador Styvenson Valentim (Podemos) foi aprovado, enquanto isso não chega, acaba-se escolas e Parque de Exposição.

O senador Styvenson Valentim (Podemos) apresentou um projeto para caracterizar como ato de improbidade administrativa o abandono de bens móveis e imóveis públicos.

Ele exemplificou, na justificativa da proposta:

“Escolas são apenas um exemplo, ainda que eloquente. Não são raras as que se veem virtualmente abandonadas pela gestão pública, dependendo de ações voluntárias e abnegadas de membros da comunidade em que estão inseridas para que suas crianças tenham condições mínimas de aprendizado, saúde, nutrição e higiene.”

O projeto — confira aqui a íntegra — aguarda designação de relator da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Ironia do destino

 



Tantas Jair Bolsonaro fez que acabou se expondo ao risco de tornar-se inelegível

Por Dora Kramer

O destino é um moleque travesso. Já pregou muitas peças ao Brasil e agora pode pegar de jeito o presidente da República, que repetidas vezes ameaça o Brasil de não ter eleições em 2022 se não for feita a sua vontade de acoplar papel às urnas eletrônicas. Tantas Jair Bolsonaro fez que acabou se expondo ao risco de tornar-se inelegível.

A depender do desenrolar do inquérito do Tribunal Superior Eleitoral, pode não haver eleição mesmo, mas para ele. Já o direito — no nosso país transmutado em dever pelo voto obrigatório — do eleitorado está garantido. Primeiro, porque isso não depende da vontade do presidente. Segundo, porque assim dita a Constituição. Terceiro, porque não há condições objetivas de se impedir a realização do pleito.

Por fim, mas não menos importante, há um obstáculo intransponível: a quantidade de gente que vive de votos. São 513 deputados, 81 senadores, 27 governadores, 1 059 deputados estaduais, 5 568 prefeitos e 57 000 vereadores.

Isso sem contar os candidatos a presidente, os respectivos vices, considerando só os beneficiários diretos, pois existe um enorme contingente de brasileiros envolvidos no processo de votação, fiscalização e apuração, todos integrantes do universo de quase 150 milhões de eleitores do país.

Como se vê, uma parada indigesta a ser enfrentada pelo chefe do governo e seu cercadinho amigo. Jair Bolsonaro não será moderado por ninguém. Não foi pelos militares, não será pelo Centrão. É um imoderado por natureza. Ocorre que as circunstâncias o obrigaram a fazer inflexão em direção à política e, se com os militares há sempre o fantasma do golpe, com os políticos o caso é diferente.

Eles não gostam de manobras radicais que solapem as liberdades por completo, notadamente a de votar, pois é do voto que vivem. Em ditaduras, políticos são meros coadjuvantes. Nas democracias estão no comando. Sob estreita vigilância da sociedade, o que não lhes assegura controle absoluto, mas o papel da política em regimes de liberdade é de protagonista. Às vezes para o mal, mas no conceito do estado de direito, para o bem.

“O Brasil terá eleição, mas em 2022 talvez Bolsonaro é quem não tenha condição de concorrer à reeleição”

Esse é um ponto, mas não o único. Concorre também para a fragilidade da ofensiva em prol da reconfiguração do Estado brasileiro à imagem e semelhança de doutrina regressiva, a volatilidade das pautas. Reivindicações que mudam — nas manifestações de rua, inclusive — ao sabor de circunstâncias e conveniências.

Antes de Sergio Moro virar inimigo, a turma defendia o pacote anticrime proposto pelo então ministro da Justiça. Tema arquivado depois de Moro sair do governo atirando. Passou-se, então, a atacar o Supremo Tribunal Federal, ímpeto arrefecido com medidas judiciais contra militantes mais agressivos. O furor contra o Congresso sumiu assim que Bolsonaro chegou-se ao Centrão, bem como reduziram-se os pedidos de intervenção militar com a investigação sobre os atos antidemocráticos.

A chegada das vacinas e as evidências dos erros do presidente na gestão da pandemia tiraram da agenda a tentativa de desqualificação do programa nacional de imunização, que põe o Brasil à frente de muitos países desenvolvidos, assim como ocorre com o sistema eletrônico de votação, ora em contestação.

O voto impresso foi o que sobrou. E o que provocou a mais robusta reação verbal e material da Justiça. No escopo da investigação aberta no TSE há três pontos já devidamente estabelecidos: propaganda eleitoral extemporânea, abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social. Os dois últimos bem desenhados na utilização de estruturas públicas para disseminar desinformação.

Há, portanto, potencial considerável para que no lugar de Bolsonaro subtrair direitos aos brasileiros fique ele mesmo sem direito à eleição.

DEFEITO DE FÁBRICA. O que esperar de um homem que obriga o filho de 17 anos de idade a disputar uma eleição contra a própria mãe? Foi o que fez Bolsonaro em 2000 quando pôs o filho Carlos para tirar votos da ex-­mulher Rogéria, candidata à Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Nada muito diferente há de esperar do mesmo homem que, para pontuar críticas às restrições sanitárias, agrediu a memória de Bruno Covas ao se referir ao prefeito de São Paulo vítima de câncer em maio último como “o outro que morreu, fechou São Paulo e foi ao Maracanã”.

Revista Veja

Aras sinaliza que não vê crimes e não fará nada para conter ataques de Bolsonaro

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 07-08-2021 00:58

 
  • DO SITE O ANTAGONISTA
    Redação O Antagonista
Postura do PGR vai na contramão da cobrança de subprocuradores-gerais, para os quais ele não pode ‘assistir passivamente’ às ações do presidente
Aras sinaliza que não vê crimes e não fará nada para conter ataques de Bolsonaro

Em meio à crise entre Jair Bolsonaro e a cúpula do Judiciário, Augusto Aras tem sinalizado a interlocutores que não vê crimes por parte do presidente e que a PGR não tomará nenhuma iniciativa para conter Bolsonaro em seus ataques, informa O Globo.

A postura do PGR vai na contramão da cobrança de subprocuradores-gerais da República. Nesta sexta-feira (6), como publicamos, 27 deles divulgaram manifestação afirmando que Aras não poderia “assistir passivamente” aos ataques.

 

“O posicionamento de Aras, manifestado em conversas recentes, é que a PGR irá agir somente quando provocada em processos no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral, mas evitará entrar em confronto com o presidente. Tampouco a PGR assumirá a dianteira em defesa das urnas eletrônicas ou dos ministros do STF. Agirá apenas quando provocada judicialmente”, escreve o jornal carioca.

Para Aras, o papel da PGR é não interferir nas ações do presidente, as quais ele enxerga apenas como manifestações retóricas do mundo político.

O nome disso, claro, é omissão. Bolsonaro deve estar contente com seu engavetador-geral da República.


http://bahiaempauta.com.br/

A construção de uma nova escola hoje será a velha de amanhã

 





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Venho me abstendo de críticas e comentários sobre a administração pública municipal, não por concordar com atos e ações ali praticados, mas por entender que respeitando os princípios da democracia, cada POVO tem o governo que merece.
Com relação ao Parque de Exposição e uma possível escola, o meu entendimento é pela manutenção do Porque, pensamento que fundamento naquilo que somos, um município tipicamente estruturado na agropecuária.
Quanto a ter uma escola bonita, este argumento morre, quando observamos o estado em que se encontram as já existentes, logo, a construção nova do hoje será velha no amanhã, já o Parque do hoje, se EXTINTO, não será velho e muito menos existente no amanhã!
É preciso que o administrador entenda, que de forma natural, novas construções pública fora do perímetro URBANO já degradado e com adensamento populacional, tende a conduzir o crescimento da cidade nessas direções.
Condicionar a construção da escola a extinção do Parque, é no mínimo, desconhecer estudos que mostram a necessidade do Poder Público se fazer presente nas periferias. (José Mário Varjão).
Nota da redação deste Blog - Diante de tamanha insensatez e despreparo para gerir com a responsabilidade a coisa pública, chego a conclusão que a "maldição dos capuchinhos permanece com força total".
Infelizmente somos obrigados a conviver com o Jeremoabo " já foi, já teve, já era", do racionalismo pensamento de um grupo do atraso da Ideologia, atraso esse avassalador com maestria incomparável.

Nem enganar sabem, como é que o prefeito atrasa pagamentos,  desrespeita a lei não pagando  insalubridade, sucateia a saúde onde até dipirona falta nos postos médicos, deixa cortar a energia por falta de pagamentos, a cidade esburacada tapando buracos de asfalto com barro, como irá ter dinheiro para construir um Parque de Exposição.
Deveria consertar primeiro as escolas que estão caindo por falta de manutenção para depois pensar em construir mas escolas.


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Publicado em 7 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Miguel Paiva (brasil247.com)

Pedro do Coutto

Creio que nunca um processo criminal e de responsabilidade será aberto com tanta facilidade como este em que o Supremo Tribunal Federal aceitou as denúncias do TSE contra Jair Bolsonaro, simplesmente porque não há necessidade sequer de inquérito preliminar.

As provas encontram-se para sempre gravadas nas imagens e nos sons de seus próprios discursos contra a Carta Magna do país, a democracia, a liberdade  e as instituições. Suas ameaças repetiram-se por várias vezes até o momento em que escrevo esse artigo. Acentuo esse aspecto porque é possível que do anoitecer de sexta-feira até a  alvorada de sábado, Bolsonaro possa repetir, mais uma vez, as suas formulações autoritárias.

AMEAÇAS – O povo brasileiro é testemunha e ele próprio, ainda presidente da República, se incriminou sucessivas vezes repetindo ameaças antidemocráticas. O processo está praticamente aberto no STF na medida em que o ministro Alexandre de Moraes aceitou as denúncias contra o chefe do Executivo.

Bolsonaro não tem defesa legal. Sua alternativa, que ele  aliás  não oculta, é derrubar a Constituição e com tal movimento fechar o Congresso Nacional e o STF. Acredito francamente que a história brasileira não registra outro episódio com número igual de testemunhas, pois essas formam em bloco o povo brasileiro.

DERROTA –  No pronunciamento que fez na tarde de ontem sobre a questão que envolve o voto eletrônico e o voto impresso, examinando-se bem o conteúdo dos fatos, verifica-se o presidente da Câmara, o deputao Arthur Lira, concretamente ampliou a dimensão da derrota de Jair Bolsonaro na absurda questão do retorno ao voto impresso.  

A matéria foi examinada por uma comissão especial e derrotada por 23 votos contrários, 11 a favor e 9 abstenções. Verifico pela matéria que a GloboNews editou no final da tarde desta sexta-feira. A modificação do sistema de voto dependia de aprovação de Emenda Constitucional, o que exige na Câmara 308 votos a favor.

Portanto, as abstenções são votos contra a iniciativa, uma vez que ele necessita de quórum especial. Assim, o voto branco, a abstenção e o voto contra são no fundo a mesma coisa. Arthur Loira decidiu remeter o projeto da  PEC ao plenário, apesar do resultado dos votos preliminares da comissão.

DERROTA – Tal lance de dados vai contribuir para tornar mais ampla essa derrota fragorosa do presidente da República. Basta confrontar a tramitação da emenda com a exigência de que alcance maioria de dois terços para ser aprovada.

Sem focalizar a segunda votação ou a votação da emenda pelo Senado, verifica-se que o destino de mais esse episódio será o triste arquivo da história do Brasil e o episódio que se desenrola na Esplanada de Brasília que não poderá ser solucionada, conforme já escrevi, por qualquer manobra conciliatória. Isso porque não existe conciliação possível com o presidente Jair Bolsonaro. O ex-ministro Sergio Moro acreditou em tal hipótese e os fatos confirmaram o contrário.

OLIMPÍADA –   Na madrugada de hoje, sábado, duas medalhas de ouro estiveram em disputa com a boxeadora Bia Ferreira e o pugilista Hebert Conceição. O futebol masculino estará em campo agora pela manhã decidindo o título e a medalha de ouro. A medalha de ouro também será decidida pela seleção feminina de voleibol.

Glória eterna aos nossos atletas que deram exemplo de superação em vários momentos, trazendo de volta à população brasileira emoção e orgulho. Fica a certeza de que os nossos esportistas estarão no coração e na memória do país para sempre.

PRIVATIZAÇÃO – Amanda Pupo, Estado de S.Paulo de sexta-feira, publica reportagem sobre a aprovação do projeto de lei que autoriza a venda das ações e a privatização dos Correios. É preciso considerar um aspecto fundamental; a matéria não depende apenas de autorização legal, mas também de autorização moral que se projeta na fixação do preço justo, das condições de pagamento, do resguardo do direito dos funcionários, dos prazos de pagamento e da correção monetária aplicada entre um prazo e outro.

Essa regra não vale apenas para os Correios, mas para todas as privatizações. Não podem se repetir nos Correios e na Eletrobras lances semelhantes aos que marcaram triste e vergonhosamente a maratona de intermediários para a compra de vacinas contra a Covid-19.

Maratona é bem o termo porque nunca surgiram tantos voluntários empenhados em viabilizar as aquisições pensando em salvar vidas brasileiras que se afundam num mar de corrupção e descalabro.


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