quarta-feira, agosto 04, 2021

Bolsonaro diz que só tomará vacina aceita na Europa e nos EUA e ironiza a ‘lá de São Paulo’


Bolsonaro exibe uma capacidade enorme de dizer asneiras

Mateus Vargas
Folha

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (4) que só vai tomar uma vacina que permita viajar ao mundo todo e, sem nenhum estudo que comprove sua fala, voltou a desacreditar a Coronavac. Ele ainda repetiu que será o último no país a receber a dose.

“Vou tomar a vacina que possa entrar no mundo todo. Não posso tomar essa vacina… lá de São Paulo, que não está aceita na Europa nem nos Estados Unidos. Eu viajo o mundo todo, tenho de tomar a específica aceita no mundo todo”, disse Bolsonaro à Rádio 96 FM, de Natal (RN).

ALVO DE ATAQUES – O presidente desta vez não citou a Coronavac, mas o imunizante desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac e produzido no Brasil pelo Instituto Butantan já foi alvo de ataques de Bolsonaro em outras ocasiões.

Ele se referiu ao produto como “vacina chinesa de João Doria [o governador paulista do PSDB]” em outubro de 2020. Na ocasião, ele forçou o ex-ministro da Saúde e general da ativa Eduardo Pazuello a desfazer a promessa de compra do imunizante.

Países adotam regras diferentes sobre a entrada de viajantes. Entre os europeus, Espanha e Suíça, por exemplo, já aceitam a Coronavac em certificados de vacinação.

CERTIFICADA PELA OMS – A Aliança Covax, coordenada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), pede que países autorizem a entrada de pessoas que receberam a imunização completa com vacinas que foram certificadas pela entidade, como a Coronavac.

Por causa da alta incidência da Covid no Brasil, os Estados Unidos exigem uma quarentena de 14 dias em outro país para liberar a entrada de viajantes. Há exceções, por exemplo, para autoridades de governos, como é o caso do presidente Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro esteve nos EUA, em junho, acompanhando comitiva do governo, antes de receber a primeira dose da vacina.

VIRUS CHINÊS -Não é a primeira vez que Bolsonaro ataca a Coronavac. No ano passado, disse que não acreditava que a vacina transmitia credibilidade “pela sua origem” e usou como justificativa que “esse vírus [Covid-19] teria nascido” na China. O presidente também t 1)em distorcido informações sobre a eficácia do imunizante.

Coronavac tem taxa de eficácia geral de 50,38%, chegando a praticamente 100% em termos de letalidade. O índice da AstraZeneca é de 70% e o da Pfizer/BioNTech, 95%, mas, segundo especialistas, as taxas de eficácia, divulgadas pelas desenvolvedoras das vacinas, não podem ser comparadas diretamente porque cada estudo tem sua metodologia própria e, principalmente, um período de desenvolvimento do ensaio clínico distinto.​ E uma mesma vacina pode obter dados diferentes se forem feitos estudos com metodologias distintas.

Jogadas políticas ameaçam o acerto das contas fiscais e a contenção da dívida pública

Publicado em 4 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Deu no Estadão

Maior economia da América Latina, o Brasil se destaca também pelo peso da dívida pública, de R$ 6,73 trilhões, equivalente a 84% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Esse endividamento supera de longe a média dos países emergentes e de renda média, estimado em 65% do PIB pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Supera até o valor do PIB de qualquer outra economia latino-americana. Reconhecida no Ministério da Economia como fora dos padrões, essa condição é percebida também, no mercado, pelos financiadores do governo, sempre atentos à situação financeira e ao grau de solvência de seus devedores.

NIVEIS PRUDENCIAIS – É preciso, segundo nota do Tesouro, levar o endividamento brasileiro a “níveis prudenciais” e assim “garantir os fundamentos para o crescimento econômico sustentável”. Pressões políticas e objetivos eleitorais serão os principais obstáculos.

A dívida bruta de R$ 6,73 trilhões aparece nas contas de junho do governo geral. Esse conjunto inclui as finanças da União, dos Estados e municípios e também do INSS. Entre maio e junho o quadro melhorou ligeiramente, com o peso da dívida passando de 84,6% para 84% do PIB, segundo as estatísticas fiscais elaboradas pelo Banco Central (BC), mensalmente.

Mas o Brasil continua muito longe do padrão médio de sua categoria. Além disso, o desafio real, neste ano e nos próximos, é controlar o endividamento e depois tentar reduzi-lo em relação ao PIB. Isso dependerá em parte do crescimento econômico e em parte da condução das finanças públicas.

E O CENTRÃO? – A gestão financeira poderá ser perigosamente afetada pelas pressões do Centrão, agora instalado na Casa Civil da Presidência da República, pelos arranjos políticos do presidente Jair Bolsonaro e pela ação de vários ministros. Alguns deles defendem furar ou alterar o teto de gastos para dar espaço a um aumento do Bolsa Família. Esse aumento, defendido principalmente pelo ministro da Cidadania, João Roma, pode servir à campanha de reeleição do presidente Bolsonaro.

Na contramão das pressões políticas, a equipe econômica tem estudado uma alteração da meta fiscal de 2022, um déficit primário de R$ 170,5 bilhões. Tem-se discutido no Ministério da Economia uma redução desse rombo para algo próximo de R$ 100 bilhões, segundo o Estadão.

A melhora da receita, propiciada principalmente pela retomada econômica, poderia facilitar esse esforço de austeridade. Além disso, a reforma do Imposto de Renda proposta ao Congresso poderá proporcionar um ganho de arrecadação, mas isso ainda é muito incerto, porque há resistência ao projeto.

MAIS ARRECADAÇÃO – Com a recuperação da economia, depois da contração de 4,1% em 2020, o setor público tem arrecadado muito mais que no ano passado e, além disso, tem ficado livre de facilidades fiscais concedidas na pior fase da crise.

Nesse quadro mais favorável, o déficit primário do setor público, no primeiro semestre, foi reduzido de R$ 402,70 bilhões em 2020 para R$ 5,21 bilhões neste ano, de acordo com o levantamento do BC. No caso do governo central, a redução foi de R$ 417,24 bilhões para R$ 55,15 bilhões. Governos estaduais e municipais foram superavitários.

Somados os juros, o resultado geral – ou nominal, pela nomenclatura do BC – foi um buraco de R$ 150,63 bilhões, ou 3,66% do PIB. Em 12 meses esse déficit bateu em R$ 589,69 bilhões, ou 7,36% do PIB. No período encerrado em janeiro a proporção era de 13,57%.

SEM SUPERÁVIT – No começo de 2020, antes da pandemia, o Ministério da Economia fixou para a dívida bruta do governo geral o teto de 80% do PIB. Com a crise, esse limite foi estourado, mas algum avanço ocorreu em 2021.

 Para levar o endividamento a proporções mais aceitáveis, o governo precisará de superávits primários, mas isso, pelas projeções do mercado, só deverá ocorrer depois de 2024. O cenário inclui crescimento econômico de 5,30% neste ano, 2,10% em 2022 e 2,50% em cada um dos dois seguintes.

Está pressuposta, naturalmente, alguma seriedade na gestão pública. O aumento do PIB em 2021 parece garantido. O resto dependerá do dia a dia das jogadas políticas.

Câmara votará projeto que censura pesquisas eleitorais, esvazia cotas e dificulta cassações

Publicado em 4 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Fortuna (O Pasquim)

Ranier Bragon e Danielle Brant
Folha

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pretende colocar em votação nesta quarta-feira (4) um projeto de lei complementar de 372 páginas e 902 artigos que traz diversas alterações na legislação eleitoral, incluindo censura às pesquisas de intenção de voto.

Além de restrições aos levantamentos eleitorais, entre outros pontos, a proposta enfraquece as cotas para estímulo de participação de mulheres e negros na política, esvazia regras de fiscalização e punição a candidatos e partidos que façam mau uso das verbas públicas e tenta colocar amarras ao poder da Justiça de editar resoluções para as eleições.

PASSAR A BOIADA – O projeto, relatado pela deputada Margarete Coelho (PP-PI), aliada de Lira, pretende revogar toda a legislação eleitoral e estabelecer um único código eleitoral. Para entrar em vigor ainda nas eleições de 2022, a medida precisa ser aprovada por Câmara e Senado e ser sancionada pelo presidente da República até o início de outubro, um ano antes da disputa.

Em seus 902 artigos, o projeto estabelece censura a pesquisas eleitorais, para que elas só possam ser divulgadas até a antevéspera da eleição. O texto determina ainda que os institutos que fazem esses levantamentos informem um percentual de acertos das pesquisas realizadas pela entidade ou empresa nas últimas cinco eleições. O dispositivo é criticado por especialistas, que lembram que as pesquisas retratam a realidade de determinado momento, não o voto dado.

Além da condução de Lira, a medida conta com apoio considerável no Congresso, que nos últimos anos tem se empenhado, a cada ano pré-eleitoral, em afrouxar as regras de controle e punição a partidos e candidatos.

TUDO POR DINHEIRO – O atual projeto, por exemplo, dá poder amplo aos partidos para usar como bem entenderem as verbas do Fundo Partidário, que distribui a cada ano cerca de R$ 1 bilhão às legendas. Não raro, siglas têm usado essas verbas para gastos de luxo, na aquisição de carros e aeronaves, e em alguns dos restaurantes mais caros do país.

Ao mesmo tempo, esvazia significativamente o poder de análise da Justiça Eleitoral das contas de partidos políticos, ao delimitar a apuração das prestações de contas entregues anualmente pelas legendas.

Segundo o dispositivo, a análise deverá se restringir a verificar se as siglas receberam recursos de fontes vedadas ou de origem não identificada e se destinaram as cotas estabelecidas na lei para suas fundações e para o incentivo à participação das mulheres na política. O prazo para a Justiça Eleitoral analisar as contas partidárias cai de cinco para dois anos. Se isso não ocorrer, o processo pode ser extinto.

CASSAÇÃO DIFICULTADA – Outro ponto torna muito mais difícil a cassação do mandato de parlamentares por irregularidades na campanha, como a compra de votos—para que haja essa possibilidade, terá que ser provado que o candidato usou de algum meio violento para coagir o eleitor.

O transporte irregular de eleitores é descriminalizado e se torna infração cível, punida com multa de R$ 5 mil a R$ 100 mil. Além disso, o texto revoga crimes como boca de urna e comício no dia da eleição. Eles também passam a ser infração cível punível com multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil.

Um dos grandes avanços de anos recentes da legislação, as cotas para estímulo da participação feminina e de negros na política também sofrerão revés caso o projeto seja aprovado.

MULHERES E NEGROS – Graças a decisões dos tribunais superiores, os partidos hoje são obrigados a distribuir verbas de campanha de forma proporcional entre homens e mulheres, brancos e negros. Essas decisões sempre encontraram oposição nos partidos políticos, que não raro as descumprem.

O projeto da Câmara estabelece que é legal candidatas repassarem verbas da cota para “pagamento de despesas comuns com candidatos do sexo masculino” e para despesas coletivas das campanhas. Não há menção sobre cota proporcional para negros, o que passou a ser regra a partir de 2020 por decisão do Supremo Tribunal Federal.

O Judiciário também é claramente um alvo do projeto. Hoje, os tribunais editam resoluções com base nas leis eleitorais e, com certa frequência, respondem a consultas que acabam virando regra a poucos meses das eleições. Com o projeto relatado por Margarete Coelho, essa possibilidade fica vedada. Caso a nova lei entre em vigor, possivelmente esses pontos serão objetos de análise do próprio Judiciário, que pode derrubá-los.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Nota-se claramente que estamos vivendo um retrocesso político da maior gravidade. É claro que haverá reação dos oposicionistas, mas como a pilantragem campeia em todos os partidos, até mesmo nos terrivelmente evangélicos, a tendência é de o Congresso aprovar essas escatologias(C.N.)  

Por antecipação recebi o melhor presente para o dia dos pais.


João Calixto Montalvão como seu trabalho escolar confeccionou com todo acarinho e amor esse presente para os dias do pais.

Presente esse que não sei calcular o seu valor devido a sua magnitude.

Obrigado João Calixto, que  Deus conserve essa sua sabedoria e bondade!


Os humilhados serão exaltados

 



A bíblia diz que os humilhados serão exaltados.

Pelos meus parcos conhecimentos, a única pessoa que teve um rei na barriga foi a Virgem Maria, os demais quando tem a barriga grande provavelmente será gases ou vermes.

Davi Alves também conhecido como " repórter sem registro", um jovem jeremoabense que desde  cedo vem batalhando na vida através do trabalho honesto na tentativa de sobreviver, já que os jovens de Jeremoabo devido a politicagem mesquinha, arcaica e desonesta não encontra oportunidade de conseguir emprego com dignidade na administração municipal de Jeremoabo por não existir  concurso público; meritocracia não serve para ingressar na prefeitura, já o gestor administra como se fosse sua propriedade particular mal gerida.

Resolver para não se tornar ocioso exercer seu direito de cidadania em beneficio da coletividade jeremoabense,  exercendo a profissão de repórter, documentando todos os desmandos contra a administração pública municipal, compartilhando com esse Blog, isso sem cobrar um centavo sequer.  

Posteriormente compartilhou também com a emissora de Rádio Alvorada FM.

 Ao documentar irregularidades contra  a administração municipal durante o período eleitoral, foi covardemente agredido, fato que de imediato levamos ao conhecimento da Associação Brasileira de Imprensa com representação em Salvador.

Fornecemos ao "repórter  sem registro"  cópia de diversas matérias com fotos, vídeos e áudios de autoria do Davi Alves, para que o mesmo comprovasse sua atuação em Jeremoabo perante  a ABI .

Hoje o Davi Alves não é mais  " repórter sem registro", mas FILIADO A ABI COM DIREITO A VOTO E SER VOTADO PARA ESCOLHER OS MEMBROS DO CONSELHO DELIBERATIVO.

Deus não desampara ninguém, hoje Davi Alves devido ao seu esforço e perseverança é um REPÓRTER COM REGISTRO.

  


Notícias Ao Minuto Brasil

 

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CPI da Covid: Coronel negociou vacinas com empresas privadas antes de lei


CPI da Covid: Coronel negociou vacinas com empresas privadas antes de lei
Marcelo Blanco | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A CPI da Covid recebe nesta quarta-feira (4), Marcelo Blanco, ex-assessor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Durante depoimento, ele disse aos senadores que negociou com o policial militar e vendedor Luiz Paulo Dominguetti, da Davati Medical Supply, a compra de vacinas para empresas do setor privado antes de a lei começar a ser debatida pelo Senado.

 

A CPI busca aprofundar investigações no caso de suposta propina para a aquisição de vacinas na pasta. Blanco teria apresentado Dominguetti ao ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias.

 

Ele também teria participado do jantar em que o ex-diretor teria pedido propina de US$ 1 por dose a Dominguetti. Dias nega o pedido.

 

O tenente-coronel Blanco apresentou prints de conversas com Dominguetti em que as partes negociam a possibilidade de compra de vacinas contra Covid-19 pelo setor privado, conforme divulgado pelo Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

“Dominguetti me procurou no início de fevereiro e sempre deixei muito claro que essa compra seria destinada ao meio privado somente, necessitando de uma liberação do laboratório AstraZeneca”, explicou.

Bahia Notícias

Ipiaú: TJ-BA decide que pontos de lei de contratação temporária são inconstitucionais

por Cláudia Cardozo / Francis Juliano

Ipiaú: TJ-BA decide que pontos de lei de contratação temporária são inconstitucionais
Foto: Reprodução / Giro em Ipiaú

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) considerou inconstitucional artigos da lei de contratação de servidores por prazo determinado aprovada pela Câmara de Vereadores de Ipiaú, no Médio Rio de Contas, Sudoeste baiano. Em decisão desta quarta-feira (4), o Pleno do TJ baiano seguiu a posição da Joanice Maria Guimarães de Jesus, relatora do caso.

 

A magistrada acatou de forma parcial a ação movida pela Procuradoria Geral do Estado, que questionou a Lei em vigor no município. Para a acusação, a lei de Ipiaú fere pontos das constituições do Brasil e da Bahia. Na decisão, Guimarães de Jesus considerou inconstitucional alguns incisos da lei, como a contratação de servidores para atividades essenciais, a exemplo dos serviços de saúde que devem dispor de funcionários efetivos, ou seja, admitidos por concurso público. Outro ponto considerado inconstitucional é de que o Município não deve contratar pessoas antes de nomear aprovados em concurso para o mesmo setor específico.

Bahia Notícias

Barroso diz que ataque ao sistema eleitoral é vertente do autoritarismo contemporâneo


por Ana Luiz Albuquerque | Folhapress

Barroso diz que ataque ao sistema eleitoral é vertente do autoritarismo contemporâneo
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), voltou a dar recados ao presidente Jair Bolsonaro, embora sem citá-lo, durante palestra nesta quarta-feira (4). Ele afirmou que ataques ao sistema eleitoral representam uma vertente do autoritarismo contemporâneo.
 

"Uma das vertentes do autoritarismo contemporâneo é o discurso de que se eu perder houve fraude, que é a inaceitação do outro, de que alguém diferente de mim possa ganhar as eleições", disse Barroso durante o webinário Reforma Política e Eleitoral, promovido pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro.
 

Nos últimos dias, Bolsonaro agravou os ataques ao ministro e acentuou sua campanha de desinformação pela defesa do voto impresso. Na segunda-feira (2), o TSE aprovou a abertura de um inquérito e o envio de uma notícia-crime ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que o presidente seja investigado no inquérito das fake news.
 

As duas decisões foram tomadas por unanimidade pela corte eleitoral em meio à escalada golpista de Bolsonaro, que fez ameaças sobre o pleito de 2022.
 

Nesta quarta-feira, durante sua palestra, Barroso afirmou que a alternância do poder é a grande característica da democracia. "A possibilidade de que quem perde hoje verá respeitada as regras do jogo para tentar ganhar amanhã", disse.
 

Ele afirmou, também, que os ministros do TSE e os presidentes dos TREs defendem o sistema eleitoral não por interesse pessoal, mas para proteger a democracia. Citou que o voto impresso abre espaços para fraudes, representa riscos de quebra de sigilo em um país que convive com a compra de votos, é mais caro e gera danos ecológicos.
 

"É um risco imenso de problemas, porque os 150 milhões de votos vão precisar ser transportados, armazenados e contados à mão (...) Isso leva três semanas", disse.
 

Barroso afirmou que todo o mundo, e não só o Brasil, tenta resolver o problema do ódio, da mentira e das teorias conspiratórias, cujos autores são "extremistas mercenários desinformados" e robôs.
 

Disse, ainda, que é observada uma "erosão democrática" em diversos países, por agentes políticos eleitos pelo voto popular, como presidentes e primeiros-ministros.
 

"Depois de eleitos, tijolo por tijolo, eles desconstroem alguns dos pilares da democracia. Num passo a passo em que cada ato individual não parece grave ou dramático, mas o conjunto é o esvaziamento da democracia", afirmou ele.
 

Segundo Barroso, essa erosão democrática segue uma receita em todos os países, que envolve a concentração de poder no Executivo, a perseguição de líderes da oposição, a demonização da imprensa, a mudança das regras do jogo, e a colonização de tribunais com "juízes submissos".
 

Na segunda-feira, nove ministros do STF e ex-presidentes do TSE divulgaram uma nota para rebater as acusações de Bolsonaro de que há fraude nas eleições e para defender a urna eletrônica. O ministro do Supremo Kassio Nunes Marques, indicado pelo presidente, não foi convidado para assinar a carta por nunca ter integrado o TSE.
 

Posteriormente, o gabinete de Kassio escreveu uma nota afirmando que o magistrado "não foi consultado previamente em nenhum momento a fim de que pudesse concordar, ou não, com o teor da nota publicada pelo TSE".
 

O ministro também disse que "considera legítimo o posicionamento externado" pelos colegas, mas antecipou que votará a favor da mudança do sistema eletrônico de votação caso seja aprovada pelo Congresso e posteriormente julgada pelo Supremo.

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