quinta-feira, julho 08, 2021

Golpe de quem? Nenhum dos lados está interessado em resolver nada sobre voto impresso

Publicado em 8 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Zé Dassilva

Charge do Zé Dassilva (Arquivo NSC)

J.R. Guzzo
Estadão

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, também é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral – e, nesse cargo, o responsável último pelo comando da repartição pública encarregada, entre outros deveres, de contar os votos nas eleições e, no fim das contas, dizer quem ganhou.

Num país normal, deveria ser uma função neutra, mais cerimonial do que executiva, levando-se em consideração que são máquinas que fazem o trabalho – através de sistemas eletrônicos de votação e de apuração dos votos. Mas o Brasil não é um país normal. O que, em qualquer democracia deste mundo, é um absoluto não-assunto, transformou-se aqui no principal problema político das eleições de 2022.  Barroso, hoje, é o militante-chefe de um dos lados desta guerra. O presidente da República é o comandante do lado oposto.

UMA CHATICE – Você já deve estar cansado de ouvir o que dizem os dois e os seus aliados. Barroso é contra qualquer mudança no atual sistema de votação e de apuração dos votos. Mais: ele garante que a campanha da facção adversária é uma tentativa de golpe de Estado.

Bolsonaro é a favor do chamado “voto impresso”, ou “auditável”, ou coisa parecida – que permitiria uma verificação mais segura dos votos. Mais: ele garante que se não for feito isso, vão roubar a eleição.

A coisa toda foi promovida à categoria de grande divisor político e ideológico deste Brasil de hoje. Por que não? Num país capaz de transformar a cloroquina em questão de vida ou morte para determinar quem é de direita e de esquerda, nada mais normal que uma operação digital passe a dividir os “defensores da democracia” dos “golpistas-fascistas”.

“DAR O GOLPE” – Barroso, que será substituído no ano que vem na presidência do TSE por outro ativista do voto-como-está-hoje, o colega Alexandre de Moraes, disse ainda outro dia que entre os adeptos do voto impresso” há gente interessada em armar “confusão” para “melar o jogo” e “dar o golpe”.

Bolsonaro, pouco antes, disse que houve fraude na apuração das eleições de 2018; ele recebeu, com certeza, muito mais votos do que o TSE lhe deu.

Não espere nada de bom desse bate-boca, porque nenhum dos partidos está interessado em resolver nada numa boa – na lógica, na disposição para aceitar a verdade e na serenidade dos fatos. É pena. Seria uma excelente oportunidade, em cima do que dizem, para demonstrar ao público pagante o que realmente estão querendo dizer – e, sobretudo, o que estão querendo fazer.

NOMES DOS GOLPISTAS – Barroso e sua turma têm a obrigação de revelar os nomes dos indivíduos que querem “dar o golpe”. Quem são eles? O presidente da República está nesse bonde?

Não é um probleminha menor; segundo o ministro, os defensores do voto impresso querem liquidar a democracia, nada menos que isso. Por que não informa, então, quem são os golpistas, e quais são as provas que existem contra eles?

Bolsonaro e sua turma, do seu lado, têm a obrigação de mostrar ao público as provas de que houve fraude nas eleições de 2018 – e quem, exatamente, é o responsável por ela. O presidente do TSE da época? Outros? Quais? Quando? Como?

GOLPISTA E CARO – Barroso diz que o “voto impresso”, além de golpista, é caro. Pelos seus cálculos, a mudança vai custar “2 bilhões de reais”. O ministro, ao mesmo tempo, acha perfeitamente normal a fábula de dinheiro que será queimada com o “Fundo Eleitoral”.

Neste ano de 2021, sem eleição nenhuma, os políticos já vão receber do pagador de impostos quase 1 bilhão de reais; imaginem no ano que vem.

O ministro se assusta, também, com “o inferno” que seria licitar a compra de “500 mil impressoras”. E a compra, sem licitação nenhuma, de 500 milhões de vacinas? É nesse nível que está a qualidade do debate.


Governo exonera veterinário que foi diretor do Ministério da Saúde que deu aval para reverendo

 


Laurício Monteiro Cruz assume pasta responsável pela vacinação contra a Covid-19

Laurício afirma que não pedia credenciais aos vendedores

Por G1 — Brasília

O governo federal exonerou o diretor de Imunização e Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde,o veterinário Lauricio Monteiro Cruz. Ele havia dado aval para que um reverendo e a entidade presidida por ele negociassem 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca em nome do governo brasileiro com a empresa americana Davati Medical Supply.

A exoneração foi publicada no “Diário Oficial da União” (DOU) desta quinta-feira (8) e é assinada pelo ministro chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos.

E-MAILS REVELADORES – E-mails obtidos pelo Jornal Nacional, da TV Globo, mostram parte das negociações. Em um deles, que data de 23 de fevereiro, Cruz agradece ao reverendo pela disponibilidade da Senah na apresentação da proposta de 400 milhões de doses da AstraZeneca e diz que “todos os processos de aquisição de vacinas no âmbito do Ministério da Saúde estão sendo direcionados pela Secretaria Executiva”.

A Senah é a Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários, fundada por Amilton Gomes de Paula. A sede fica em Brasília. Dias depois, o reverendo chegou a postar fotos de uma reunião no ministério na qual Cruz aparece. Na postagem, o reverendo escreveu: “Senah faz reunião no ministério para articulação mundial em busca de vacinas e para a consecução de uma grande quantidade dos imunizantes a ser disponibilizada no Brasil”.

AVAL DO MINISTÉRIO – Em outra mensagem do dia 9 de março, Cruz diz a Herman Cardenas, presidente da Davati nos Estados Unidos, que a Senah tem o aval do Ministério da Saúde para negociar a compra de vacinas com a Davati.

O valor negociado pelo reverendo era de US$ 17,50 por dose, três vezes mais do que o Ministério da Saúde pagou em janeiro a um laboratório indiano, como se fosse possível um absurdo desses. Trata-se de um religioso com garganta profunda.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – No dia 6 de julho, esse veterinário de nome estranho que entrou no Ministério da Saúde teve a desfaçatez de gravar um vídeo em que afirma não se dar ao trabalho de conferir as credenciais de vendedores que procuram o Ministério da Saúde. Ah, Brasil… (C.N.)

Supremo acerta ao conter grupos radicais, mas erra ao desmontar o combate à corrupção


Charge do Duke (O Tempo)

Merval Pereira
O Globo

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem se mostrado uma barreira firme contra as tentativas de grupos radicais, estimulados pela postura do presidente da República, de ir contra a democracia, mas está desmontando toda a estrutura jurídica de combate à corrupção.

Uma posição vai de encontro à outra, pois não teremos uma democracia enquanto a corrupção for considerada um delito menor, especialmente a corrupção política, que se transformou do dia para noite em mero crime eleitoral.

PRESIDENTE BOQUIRROTO -A respeito do pedido da Procuradoria-Geral da República de abertura de investigação contra Bolsonaro por prevaricação, o Palácio do Planalto soltou nota de um cinismo absoluto, na qual diz que o Executivo não se pronuncia sobre outros Poderes. Bolsonaro deve se achar um simples blogueiro, e não um presidente, porque, pela boca dele, a Presidência fala todos os dias.

Afronta as instituições, chama de bandidos os senadores opositores da CPI da Covid, fala mal do STF, ameaça com uma “comoção social” se não houver voto impresso, e o mínimo que diz é que não passará a faixa presidencial se “for derrotado por fraude”. Ainda bem que o STF está impondo as regras da lei, porque se deixar Bolsonaro sem controle, ele vai avançando.

O presidente não tem capacidade de entender o que é, ou não gosta da democracia; acha que o sistema de pesos e contrapesos é prejudicial ao seu governo, à sua falsa pretensão de salvar o Brasil da corrupção. Mas o fato é que o governo está cheio dela, e os valores morais agora começam a ser questionados pelos próprios bolsonaristas.

QUANTA HIPOCRISIA – Um blogueiro aliado dispara fogo amigo ao divulgar que supostamente a ministra Damares teve um caso com um homem casado, fazendo com que o pastor Malafaia, um dos “conselheiros” de Bolsonaro, já queira que ela deixe o governo, caso se confirme a “infidelidade”. Quanta hipocrisia.

O pedido da PGR de abertura de inquérito contra o presidente só aconteceu porque não havia alternativa, e depois de muita pressão por uma decisão da ministra Rosa Weber. Assim como a investigação aberta pelo ministro Alexandre de Moraes contra bolsonaristas por organização criminosa é uma resposta à PGR, que, agindo claramente em defesa de Bolsonaro, pediu o arquivamento do inquérito sobre os atos antidemocráticos, tentando barrar as investigações que atingem o presidente e seus aliados. O STF está dando a resposta devida. É um bom sinal que uma instituição democrática fundamental esteja agindo.

O voto impresso está encontrando resistência dentro do Congresso graças ao trabalho do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, que encontrou apoio em Alexandre de Moraes, Luiz Fux, presidente do Supremo, e Gilmar Mendes.

SUSPEIÇÃO DE MORO – Já os componentes da Segunda Turma continuam no trabalho de demolição do arcabouço jurídico que permitiu o maior combate à corrupção já ocorrido no país.

Considerar “suspeito” o ex-juiz Sergio Moro, ação comandada por Gilmar Mendes, acabou tornando-se a chave para liberar praticamente todos os acusados durante a Operação Lava-Jato.

O ministro Ricardo Lewandowski, ao proibir o uso da delação da Odebrecht contra Lula, no caso do Instituto que leva seu nome, ampliou o escopo da decisão, assim como Gilmar Mendes já fizera ao estendê-la liminarmente para os demais processos contra o ex-presidente, anulando-os.

INCOMPETÊNCIA GERAL – Lewandowski entendeu que, ao considerar Moro incompetente para julgar Lula em Curitiba, considerou “implicitamente” a incompetência dos integrantes da força-tarefa responsáveis pelas investigações e apresentação da denúncia. Já a Segunda Turma anulou a condenação do ex-governador de Minas Eduardo Azeredo, que passou a ser apenas um “crime eleitoral”.

Os bilhões devolvidos, roubados à Petrobras e outras estatais, as delações premiadas, as investigações, tudo está indo por água abaixo na interpretação dos ministros da Segunda Turma. Nesse ritmo, logo, logo o Supremo terá acabado com a corrupção no Brasil na base na canetada. E seremos felizes para sempre.


Mais um cidadão vai a obito em Jeremoabo por suposta negligência médica, no entanto os vereados continuam omissos.

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Esse áudio é correspondente a justo protesto de parentes do Capitão que foi a óbito supostamente por um tratamento   ineficiente. 
 Como em Jeremoabo não tem a quem reclamar, isso porque os vereadores da situação só sabem elogiar os desmandos do hospital,  os da oposição apenas falam dentro dos quatro cantos da sala das sessões  e nada mais; por isso que os familiares da vítima denunciou no Bocão News.
Os vereadores de Jeremoabo fogem de uma CPI como o demônio foge da cruz.
Procurei saber qual médico estava no plantão nesse dia, de antemão quero informar que não foi Dr. Célio já que o mesmo tem responsabilidade, é competente e jamais praticaria tal atrocidade.
Dr. Célio presta serviços no PSF da Matriz, nem plantão faz, apenas compareceu naquele dia ao Hospital porque um dos amigos do capitão indignado,  apelou para que o mesmo ajudasse a desvendar o que realmente estava se passando com o seu amigo capitão.
Descobri também que quem estava de plantão no Hospital era dois médicos de Juazeiro.
Enquanto os vereadores não apuram o caso e encaminhar as autoridades competentes, esse está sendo apenas mais um caso diante de tantos desmando e óbitos que gratuitamente aconteceram no Hospital de Jeremoabo.
O prefeito e a secretária de saúde já deveriam ter entendido que gente não e animal; isto é, um animal de estimação tem um tratamento médico muito superior aos dos humanos em Jeremoabo.

Bolsonaro e Braga Netto se equivocam em ataque contra Omar Aziz, presidente da CPI


Omar Aziz criticou os oficiais do Exército envolvidos em acusações

Pedro do Coutto

Na noite desta quarta-feira, o ministro da defesa, general Braga Netto, redigiu uma nota juntamente com o presidente Jair Bolsonaro sustentando que as Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro. Reportagem de Jussara Soares e Julia Lindner, O Globo de hoje, publica um documento que consta também o apoio dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

Acontece que o senador Omar Aziz não atacou de forma alguma as Forças Armadas, e sim criticou os oficiais do Exército envolvidos nas acusações a respeito do episódio da compra de vacinas mediante a atuação do cabo da Polícia Militar de Minas Gerais, Luiz Paulo Dominguetti. Um escândalo tendo como alvo uma aquisição fantástica de 400 milhões de imunizantes.

GENERALIZAÇÃO – Os oficiais citados não só por Omar Aziz, mas também por demais membros da CPI, não representam tanto o Exército quanto as Forças Armadas. Portanto, na minha opinião, o documento redigido no Planalto faz, ele sim, uma generalização que não foi cometida, e que foi usada para, no fundo da questão, defender contraditoriamente o governo no caso do Ministério da Saúde.

Tanto havia suspeitas graves que o governo Bolsonaro demitiu o então diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, do cargo que ocupava em decorrência direta das dúvidas sobre a sua atuação, colocadas em destaques pelo cabo da Polícia Militar.

Em nenhum o senador pelo Amazonas, presidente da CPI, atacou as Forças Armadas. Ele, Omar Aziz, não as desrespeitou. Pelo contrário, restringiu suas críticas a uma corrente que age acima da lei  e que mancha as fardas que vestem. Mas, nem por um centímetro, por sua conduta, agridem o Exército, a Marinha e a Aeronáutica.

NEGOCIAÇÃO –  A citação do senador é evidente e restringe-se aos coronéis que participaram de uma negociação com Dominguetti, cabo da PM que responde a 37 procedimentos administrativos e que surgiu como intermediário de uma empresa, por sua vez também intermediária, da vacina indiana Covaxin.

O presidente Bolsonaro encontra-se desorientado, não pela CPI, mas pelos fatos. Assunto, inclusive, da competência do ministro Marcelo Queiroga que demitiu Roberto Ferreira Dias por sua aproximação com Dominguetti e cuja presença tanto na Saúde quanto no jantar do shopping é inexplicável pelas regras da lei.

EQUÍVOCO – O presidente da República e o general Braga Netto cometeram um equívoco já que o Exército brasileiro não pode ou se dispõe a fazer qualquer movimento capaz de beneficiar atores da corrupção que lutaram pela comissão acreditando estarem imunes tanto á Covid-19 quanto à letra da lei.

No momento em que escrevo esse artigo, está depondo a ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde Francieli Fantinato. Ela foi exonerada ontem pelo ministro da Saúde. Afirmou no início de seu depoimento que foi afastada em consequência da pressão política contra ela e de sua posição a favor da vacinação, mas sem interesses ocasionais de grupos.


A cientista que testou a eficácia da vacina Sinovac morre de Covid-19


As dúvidas sobre a eficácia da vacina chinesa têm aumentado na Indonésia, que enfrenta agora a pior fase da pandemia

A cientista que testou a eficácia da vacina Sinovac morre de Covid-19
Notícias ao Minuto Brasil

08/07/21 07:10 ‧ HÁ 4 HORAS POR NOTÍCIAS AO MINUTO BRASIL



Acientista que liderava equipe que investigou a eficácia da vacina Sinovac na Indonésia morreu nesta quarta-feira (7)  infectada com o novo coronavírus, de acordo com a Reuters, citando meios locais.

A morte de Novilia Sjafri Bachtiar, que tinha em torno 50 anos, ocorre num momento em que as mortes por Covid-19 atingem níveis recordes na Indonésia, um dos países onde a vacina chinesa tem sido mais amplamente utilizada.

Leia Também: "À beira de uma catástrofe", Indonésia enfrenta pior fase da pandemia

Segundo vários meios, a cientista foi enterrada de acordo com os protocolos da Covid-19. 

A morte foi confirmada pelo ministro do Empreendimento, Erick Thohir, que lamentou o sucedido, falando numa "grande perda", não detalhando, contudo, a causa do óbito. 

"Ela foi a cientista-chefe e chefe de dezenas de testes clínicos feitos pela BioFarma, incluindo os testes clínicos da vacina Covid-19 em cooperação com a Sinovac",  disse.

A infecção e as mortes de profissionais de saúde que receberam a vacina Sinovac, na Indonésia, aumentaram as dúvidas sobre sua eficácia na prevenção de internamentos e óbitos. Os especialistas estão inclusive considerando administrar uma terceira dose da vacina para aumentar a eficácia no combate à variante Delta. 

De acordo com dados recentes, desde junho, morreram de Covid-19 131 profissionais de saúde, a maioria vacinada com a  Sinovac. 

Parentes denunciam atendimento precário do Hospital Geral de Jeremoabo, paciente chega na urgência com pré-enfarto, médico diz que é ressaca.

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Foto Divulgação - Redes Sociais.


Estou recebendo esse vídeo que está  sendo divulgado nas redes sociais, verdadeira demonstração da ineficácia de um hospital que só funciona na propaganda paga, que não valoriza a vida humana.
Esse áudio mais uma vez demonstra a temeridade das cirurgias realizadas em Jeremoabo, onde o prefeito e seus aloprados visam apenas as estatísticas, quem morrer que morra.
Acorda povo de Jeremoabo, se um militar graduado veio a óbito por suposta displicência, o que dizer do cidadão comum?
ESTAMOS DIANTE DO CÙMULO DO ABSURDO, UM PACIENTE MILITAR DE ALTA PATENTE, CHEGAR NUM PRONTO SOCORRO COM SINTOMAS DE ENFARTO E O MÉDICO DIZER QEU É RESSACA, NADA MAIS TENHO A COMENTAR, CHEGAMOS DE CORPO E ALMA NO FUNDO DO POÇO.

OAB-BA pede providências ao CNJ para que os prazos físicos voltem a tramitar no TJ-BA

por Mauricio Leiro

OAB-BA pede providências ao CNJ para que os prazos físicos voltem a tramitar no TJ-BA
Foto: Divulgação

A Ordem dos Advogados do Brasil, seção Bahia, entrou com um pedido de Providências no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O desejo da OAB-BA é para que os prazos físicos voltem a tramitar no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

 

Além de requerer o retorno dos prazos dos processos físicos, apontando, inclusive,  que o TRF1 assim já procederá no âmbito da Seção Judiciária da Bahia, apontou também que "não se justifica a manutenção da vedação total de atendimento ao público externo ou de curso dos processos físicos quando as condições epidemiológicas da comarca ou região permitem o funcionamento de serviços considerados não-essenciais".

 

A OAB pediu para que o CNJ tome como exemplo a cidade de Salvador, onde funciona a sede do Tribunal e maior comarca do Estado em número de unidades judiciárias. "Salvador está, desde 13/05, na chamada fase amarela do plano de abertura, a penúltima em nível de rigor", acrescenta. 

 

"Muito já se aprendeu sobre o vírus, e a adoção de medidas profiláticas não medicamentosas, como afastamento social e o uso de máscaras se mostrou bem-sucedida. Já se compreende mais sobre os mecanismos de transmissão do vírus, de modo que ao menos desde julho de 2020 já se sabe que os fômites não aparentam ser relevantes meios de transmissão, o que derruba a principal barreira contra o manuseio dos processos físicos", acrescenta no pedido. 

 

Além dos prazos, a OAB pede também o retorno de sessões do júri em todas as comarcas onde não haja "lockdown ou restrição de serviços essenciais em dias úteis, observando-se os protocolos de biossegurança aplicáveis". 

 

O pedido foi sorteado para o gabinete do conselheiro do CNJ e desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, Rubens de Mendonça Canuto Neto.

Bahia Notícias

Aziz reage à nota dos militares: 'Estão tentando me intimidar. Não aceitarei'

 Quinta, 08 de Julho de 2021 - 09:20

Aziz reage à nota dos militares: 'Estão tentando me intimidar. Não aceitarei'
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A nota conjunta do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, com os comandantes das três Forças Armadas, atacando o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), provocou reações entre os senadores. Houve tensão entre Aziz e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado.

 

Pacheco, ao comentar a reação dos militares, pediu respeito aos mortos pela pandemia em um ambiente mais pacificado e fez homenagens às Forças Armadas.

 

“Nós estamos perdendo a oportunidade, talvez a única que esta pandemia poderia dar ao Brasil, que é de ter solidariedade mútua e recíproca entre nós e entre todos os brasileiros. Então, o acirramento, a intolerância e o desrespeito à divergência são coisas que não calham em lugar algum e em momento algum da quadra histórica do Brasil, muito menos num momento como este, de sofrimento da vida nacional, em que as pessoas querem uma coisa de nós: que nós possamos transmitir a elas esperança, a esperança de que a gente possa ter uma nação verdadeiramente constituída em bases sólidas e constitucionais”, disse.

 

“Portanto, eu tenho, até pelas privações próprias da pandemia, falado pouco a esse respeito, mas eu gostaria que pudéssemos fazer essa reflexão sobre a necessidade que nós temos de uma união maior entre nós senadores para o enfrentamento de um inimigo comum, que não é só um inimigo, mas vários que se apresentam, que são, repito, a fome, o desemprego, a inflação, a doença, que ainda não curou e que precisa realmente dessa união nossa”, continuou Pacheco.

 

No plenário do Senado, Aziz respondeu à nota em que foi acusado de ser "leviano" e irresponsável". "Podem fazer 50 notas, só não me intimidem. Quando estão me intimidando, estão intimidando o Senado", disse o presidente da CPI.

 

Ele também respondeu ao presidente do Senado e avaliou que o discurso foi "moderado demais" e em sua opinião, não deveria aceitar intimidação ao trabalho.

 

Aziz também usou as redes sociais para se manifestar sobre o assunto.

 

Bolsonaro quer aproveitar a irritação dos militares para avançar no golpe de Estado

Publicado em 8 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge Chico Caruso O Globo 6 de junho

Charge do Chico Caruso (O Globo)

Carlos Newton

É ponto pacífico que senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid, errou feio ao dar declarações genéricas criticando a corrupção dos militares no Ministério da Saúde. Vai ser burro assim lá no meio dos presos, como se dizia antigamente. Se alguns militares se corromperam, como esse ridículo coronel Elcio Franco, com seu topete moderninho, isso não significa que os militares são corruptos.

Com certeza, um político de passado nebuloso como Omar Aziz não devia se comportar com tamanha desfaçatez, ao tocar no assunto corrupção. Precisa ser comedido, porque tem telhado de vidro.

O PLANALTO VIBRA – Era tudo o que o presidente Jair Bolsonaro e o general Braga Netto, ministro da Defesa, estavam esperando para avançar no plano de melar o jogo. A nota das militares foi urdida no Planalto, não foi uma reação isolada da Defesa e dos comandos das Forças Armadas. Portanto, todo cuidado é pouco.

O pior foi que, interpelado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o parlamentar amazonense subiu o tom: “Minha fala hoje foi pontual, não foi generalizada. E vou reafirmar o que eu disse lá na CPI. Pode fazer 50 notas contra mim, só não me intimida. Porque, quando estão me intimidando, vossa excelência não falou isso, estão intimidando esta Casa. Vossa excelência não se referiu à intimidação que foi feita”, disse Omar Aziz ao presidente Rodrigo Pacheco

BOLSONARO SE LEVANTA – Depois de levar vários nocautes na CPI da Covid, com essa burrice de Omar Aziz o presidente Jair Bolsonaro consegue se levantar e até se agiganta, pensando que a afirmação de um parlamentar leviano possa ser capaz de motivar as Forças Armadas a acompanharem sua aventura continuísta.

Bolsonaro quer usar a irritação dos comandantes das Forças Armadas para pavimentar um golpe de Estado, que pode até acontecer, a possibilidade de modo algum deve ser descartada. No entanto, se houver uma intervenção militar, não vai ser para mantê-lo no poder e sim para retirá-lo de lá e colocar em seu lugar o general Braga Netto, atual ministro da Defesa.

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P.S. – Em sua ignorância, Bolsonaro pensa que é o comandante-em-chefe das Forças Armadas. Mas acontece que capitão não manda em general. Ao contrário, os oficiais superiores o desprezam, apenas fingem que obedecem a ele. E assim caminha a humanidade. (C.N.)


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