terça-feira, julho 06, 2021

Terceira via já tem mais votos do que Bolsonaro e derrota Lula no segundo turno, indica pesquisa


Imagem

Charge do André Dahmer (Folha)

Gabriela Bernardes
Correio Braziliense

Pesquisa do Instituto MDA, encomendado pela Confederação Nacional de Transportes (CNT), mostra que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) alcançou uma desaprovação recorde desde 2019, chegando a 48,2%, e que, em relação às eleições presidenciais de 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vence o presidente Jair Bolsonaro nas simulações de primeiro e segundo turnos.

Nas estipulações da pesquisa, no primeiro turno, Lula (PT) tem 41,3% das intenções de voto, Bolsonaro apresenta 26,6%, Ciro Gomes (PDT) e o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro (sem partido) aparecem empatados, com 5,9% cada um.

OUTROS CANDIDATOS – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), registra 2,1% e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) apresenta 1,8% das intenções de votos. Os votos brancos e nulos somam 8,6%, já os indecisos 7,8%.

Pensando em um potencial segundo turno, o levantamento mostra que Bolsonaro perderia para Lula, por 52,6% a 33,3%. Ciro Gomes também venceria o atual presidente em um eventual segundo turno, por 43,2% a 33,7%. Em um eventual confronto com João Doria, Bolsonaro aparece à frente, mas dentro da margem de erro, por, 36,3% a 33,5%.

DADOS COMPLEMENTARES – A pesquisa também apurou que 61,8% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum. Outros 22,8% disseram que votariam nele com certeza e ainda 11,6% poderiam votar nele. Já, se tratando de Lula, 44,5% dizem que não votariam no petista de jeito nenhum.

Além disso, 40,3% dos entrevistados disseram que preferem que Lula vença, 30,1% afirmaram que preferem que um candidato que não seja ligado nem a Lula nem a Bolsonaro vença, e 25,1% optaram pela reeleição de Bolsonaro.

A pesquisa foi realizada com 2002 pessoas, presencialmente, entre quinta-feira (1º/7) e sábado (3/7). A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Ao que parece o Instituto MDA seguiu a sugestão da TI e pesquisou as chances da terceira via, que não são nadas desprezíveis, muito pelo contrário. Em tradução simultânea, Lula tem 40,3%, Bolsonaro fica com 25,1% e a terceira via (os eleitores que não querem nem Lula nem Bolsonaro) já está na segunda colocação, com 30,1%. Ou seja, somando com os votos de Bolsonaro, que são antiLula, a terceira via chega a 55,2% e ganha a eleição. Quer dizer, não é nenhum sonho, basta que haja uma frente ampla contra Lula e Bolsonaro. (C.N.) 

ESSA É PARA OS ACULTURADOS, PARA OS SEM NOÇÃO QUE APENAS PARA PUXAR O SACO DO PREFEITO, DIZ QUE O BLOG ESTÁ CAINDO.

 

Conheça a versão fake da Tribuna da Internet, postada na web como “Tribuna da Imprensa”

C Newton

Este é o C. Newton fake, como “advogado previdenciário”

Carlos Newton

Elogio em boca própria é vitupério, as aparência enganam e cultivar a modéstia é um dos segredos do sucesso – aqui na Tribuna da Internet a gente acredita na força dos velhos ditados. Todos eles trazem preciosas lições de vida e nos ajudam a seguir em frente, nessa missão de transmitir informações de relevante valor político, econômico e cultural.  

Além das redes sociais, muitos artigos e matérias aqui publicados são transcritos num grande número de blogs e sites, aumentando nossa visibilidade. Há alguns sites, como o de Dedé Montalvão, que republicam praticamente todas as matérias da TI, isso é um orgulho para nós.

NO ENTANTO… – O lamentável é haver sites e blogs que reproduzem artigos e matérias sem citar os autores nem indicar as fontes. Uma das vítimas dessa prática é José Carlos Werneck, um dos mais conhecidos jornalistas de Brasília, onde brilha também como advogado.

Werneck e muitos outros articulistas ficam agastados com essa falta de ética vigente na internet e reclamam comigo. Sempre respondo da mesma maneira: É preciso pagar o preço do sucesso. Essas republicações apenas indicam que a TI é um espaço importante, porque reúne o que de melhor é publicado na grande mídia e inclui artigos próprios de alto nível.

Pedro Coutto

P. Coutto fake é um verdadeiro galã

E existe até uma Tribuna fake, publicada por alguns picaretas que usam nossos nomes para facilitar a venda de “assessoria especializada” a segurados do INSS, fazer investimentos falsos em bancos e corretoras,  etc. e tal.

TEM ATÉ FOTOS – Se você acessar tribunadaimprensa.com.br/carlos-newton/ vai me encontrar junto a Pedro do Coutto, Sebastião Nery, Mauro Santayana e Percival Puggina, além de um colega que já morreu, Carlos Chagas.    

Percival Puggina

P. Puggina aparece uma foto real

Quer dizer, você vai pensar que somos nós, mas as fotos e biografias são de outras pessoas. Eu apareço cinquentão, com uma careca luzidia; Pedro do Coutto, que tem mais de 80 anos, é um jovem galã; Sebastião Nery parece um guru indiano; Carlos Chagas, um jovem barbudo, de ôculos. O único que tem uma foto real, dele mesmo, é Percival Puggina, com biografia verdadeira.

Há quem sugira que devo processar o responsável por essa fraude cibernética. Mas será que a Polícia tomará alguma providência? Tenho minhas dúvidas, como se dizia antigamente.

NOTA DA REDAÇÃO DESTE BLOG - "Respeito não se impõese conquista, É filho da admiração e inimigo do temor". Rogério Carvalho.

Dúvida cruel! Até que ponto o Supremo continuará minando o combate à corrupção no país?

Publicado em 6 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Cazo (Humor Político)

Deu na Gazeta do Povo

Em dois dias, duas novas decisões vindas do Supremo Tribunal Federal impõem novas derrotas no combate à corrupção, reescrevendo o passado e garantindo que as investigações atuais continuem não levando a lugar algum. Na segunda-feira da semana passada, o ministro Ricardo Lewandowski determinou que o acordo de leniência da Odebrecht não poderá mais ser usado no inquérito sobre a sede do Instituto Lula; no dia seguinte, a Segunda Turma anulou a condenação do ex-governador mineiro Eduardo Azeredo no “mensalão tucano”, remetendo o processo à Justiça Eleitoral.

A decisão de Lewandowski é apenas mais uma na enorme lista de atos recentes do Supremo que beneficiam o ex-presidente Lula, que em apenas dois anos passou de presidiário condenado a ficha-limpa e pré-candidato ao Planalto em 2022.

DECISÕES BIZARRAS – À enorme série de decisões equivocadas da corte, que já criou figuras jurídicas bizarras como o recurso que sobrevive à extinção do processo ao qual ele estava ligado, Lewandowski soma, agora, a “suspeição por associação”.

O ministro, em sua decisão, escreveu que “quando o Supremo Tribunal Federal declarou a incompetência do ex-juiz Sergio Moro para o julgamento de Luiz Inácio Lula da Silva, reconheceu também, implicitamente, a incompetência dos integrantes da força-tarefa Lava Jato responsáveis pelas investigações e, ao final, pela apresentação da denúncia”.

Ora, a competência da força-tarefa para realizar as investigações jamais esteve em jogo em toda a discussão sobre a suspeição, cujo alvo era, única e exclusivamente, Moro. Não há “incompetência estendida”, nem explícita nem implicitamente.

ANULANDO A JUSTIÇA – Atos processuais, investigações, acordos de colaboração, processos inteiros são anulados apesar de terem sido realizados na mais completa legalidade, tornando cada vez mais difícil que os corruptos paguem por seus crimes.

Além disso, como lembrou o procurador Deltan Dallagnol ao comentar a decisão em seus perfis nas mídias sociais, Lewandowski também se equivocou ao usar como argumento a maneira como foram feitas as negociações com autoridades estrangeiras para a costura do acordo de leniência.

O ex-coordenador da força-tarefa explicou que a Lava Jato usou um tipo de cooperação internacional que, embora não envolva formalização extrema do entendimento, também é (ou era, a julgar pela decisão de Lewandowski) amplamente aceita pelas autoridades brasileiras, tendo sido empregado até mesmo pelo próprio Supremo em outras ocasiões.

INTERPRETAÇÃO CASUÍSTA – Diante disso, não há como não considerar que estamos diante de uma decisão completamente casuísta, em que certos atos são válidos ou inválidos dependendo apenas de quem é beneficiado ou prejudicado.

Já a anulação da condenação de Azeredo é mais um caso de reversão de atos juridicamente corretos, realizados em perfeita obediência à legislação então vigente. Azeredo tinha sido condenado em primeira instância em 2015, e na segunda instância dois anos depois. Chegou a ser preso, mas saiu da cadeia em 2019 graças ao fim da prisão após condenação em segunda instância, decidido pelo STF.

Naquele mesmo ano, o Supremo já tinha resolvido que qualquer caso de corrupção que envolvesse desvio de recursos para campanhas políticas tinha de ser julgado pela Justiça Eleitoral, não pela Justiça comum.

INTERPRETAÇÃO ILEGÍTIMA – A decisão – que à época classificamos como “derrota avassaladora” do combate à corrupção, com base em uma interpretação que, embora possível, era repleta de “falhas conceituais” – abria precedentes para inúmeras anulações de condenações e atos judiciais.

E foi com base naquele entendimento que a defesa de Azeredo buscou o STF, já que o “mensalão tucano” consistiu no uso de dinheiro desviado de estatais mineiras para bancar a campanha de reeleição de Azeredo em 1998.

(Artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

Nesses 96 anos de emancipação política de Jeremoabo que deveriam ser de alegria, apenas lamento e tenho vergonha.

 
















Lamento e tenho vergonha


Lamento e tenho vergonha de meu país, pois seus políticos, escolhidos democraticamente pelo povo, portanto, por mim também, comportam-se de forma inadequada e em desacordo com a ética. Faltam ao povo e aos políticos a consciência sobre quais são os fundamentos de uma nação.
 
Lamento e sinto vergonha porque outros cidadãos, imitando-lhes o comportamento, justificando-se por causa deles, agem da mesma forma contaminando toda a sociedade da qual faço parte. Falta-lhes o exemplo de personalidades que sirvam de referencial ético, com valores forjados pelo trabalho, pelo empreendedorismo e pela excelência profissional.
 
Lamento e tenho vergonha pela violência que domina o dia a dia das pessoas que vivem com medo, transitando estressadas e fragilizadas, tornando sua vida social um espetáculo digno de um filme de terror. Faltam aos responsáveis pela violência civilidade, compaixão e obediência a autoridade, tanto quanto a paz interior.
 
Lamento e tenho vergonha pela fome que atinge pessoas na cidade em que vivo, que mendigam e anseiam pela misericórdia alheia, desejando que suas vidas magicamente se transformem e encontrem uma saudável felicidade. Faltam melhores condições de vida, empregos e habitação digna.
 
Lamento e tenho vergonha pela falta de escolas, que a educação seja um negócio e que permaneça em plano secundário, sem o protagonismo necessário para promover mudanças significativas na sociedade. Faltam políticas públicas que priorizem recursos para a educação básica e fundamental.
 
Lamento e tenho vergonha pela falta de recursos e pela desorganização na área da saúde, em que as pessoas sofram e sejam deixadas entregues às suas dores, ao descaso sem assistência médica, nutricional e psicológica. Falta aos governantes a inteligência necessária para que entendam a importância de uma boa e bem aplicada previdência.
 
Lamento e tenho vergonha pela falta de esgotamento sanitário que contribui para a proliferação de doenças, degradando a vida humana, sobretudo, nas comunidades menos favorecidas que vivem em habitações de risco. Falta aos governantes e políticos a humildade para que se ocupem do que não aparece nem dá voto.
 
Meu lamento e vergonha devem-se à dificuldade em reverter tais condições e por não vislumbrar em curto ou médio prazo uma mobilização social capaz de fazê-lo.
 
Não é agradável fazer parte de uma sociedade paralisada, estagnada e, por vezes, insensível aos graves problemas que a acometem. Tenho esperança de que meu lamento se junte a outros para que possamos aumentar a massa crítica daqueles que se esforçam, mais do que fazem a própria obrigação, para mudar nossa sociedade.
 
Espero também continuar, enquanto lamento, trabalhando em favor de uma sociedade mais justa, igualitária e feliz.
 
Sei que não estou sozinho.
 
ADENÁUER NOVAES é psicólogo, escritor, filósofo e engenheiro. adenauernovaes@gmail.com

Nota da redação deste Blog - Acrescento e endosso todo conteúdo acima exposto,    lamentando também pela dor dos morreram abatidos pelo COVI-10 por falta de de assistência médica, pois nem respirador existe na cidade.
Lamento pelo desrespeito e perseguição a cultura da nossa terra.
Lamento pela improbidade que apoderou-se do município.
Lamento pelo assassinato de uma uma árvore centenária para implantar um criadouro de mosquito no centro da cidade.

Infelizmente com esse  (des)governo  Jeremoabo está transformando  todos “nefelibatas” – viveremos nas nuvens e anda diz: TENHO CHEIRO DE POVO"

segunda-feira, julho 05, 2021

Tribunal de Justiça da Bahia empossa 48 novos juízes


Tribunal de Justiça da Bahia empossa 48 novos juízes
Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) deu posse, segunda-feira (5), a mais 48 juízes substitutos. Eles foram aprovados no último concurso e nomeados para o cargo no dia 7 de junho. 

 

A cerimônia aconteceu virtualmente e contou com as presenças dos presidentes do TJBA, desembargador Lourival Trindade, e da Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), juíza Nartir Weber.

 

Os novos juízes se juntam aos outros 50, que tomaram posse em dezembro do ano passado. Com as novas nomeações, de acordo com o número de vagas existentes na Lei de Organização Judiciária (LOJ), o Tribunal alcançará a meta de 100 novos juízes nomeados. As outras duas vagas estão reservadas, em razão de decisão liminar, em mandado de segurança, ainda em tramitação no Tribunal.

Bahia Notícias

Em 8 meses, Kassio já se posicionou ao menos 20 vezes em favor de Bolsonaro no STF


por Matheus Teixeira | Folhapress

Em 8 meses, Kassio já se posicionou ao menos 20 vezes em favor de Bolsonaro no STF
Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro Kassio Nunes Marques, primeiro indicado do presidente Jair Bolsonaro ao STF (Supremo Tribunal Federal), já se posicionou ao menos 20 vezes a favor do governo desde que chegou ao tribunal.
 

Além de ter dado decisões que beneficiaram o Palácio do Planalto, o magistrado votou de acordo com os interesses do chefe do Executivo na maioria dos julgamentos importantes dos quais participou.
 

O alinhamento ocorreu em questões políticas, como na análise das ações do ex-presidente Lula (PT) e no veto à reeleição do deputado Rodrigo Maia (sem partido-RJ) no comando da Câmara, e em temas econômicos, como no caso bilionário da inclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins.
 

O ministro chegou ao Supremo há oito meses e, nesse período, se expôs e desagradou colegas internamente ao se alinhar a Bolsonaro. O momento de maior tensão foi quando autorizou a realização de missas e cultos durante a pandemia em todo o Brasil.
 

Na visão de parte da corte, o magistrado passou por cima da jurisprudência consolidada do tribunal de conceder autonomia a governadores e prefeitos para atuar no combate à Covid quando derrubou decretos locais que vetavam celebrações religiosas.
 

O magistrado, porém, afirmou que analisou apenas a constitucionalidade das normas regionais e que não violou o entendimento da corte de dar poderes a estados e municípios para conter a pandemia.
 

Ao final, o plenário da corte, por 9 a 2, revogou a ordem judicial do ministro. Apesar do desgaste interno, ele agradou o presidente, que publicou a decisão nas redes sociais.
 

Em julgamentos tributários, o ministro seguiu a linha que adotava desde a época em que era juiz do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) e votou para evitar prejuízos à União.
 

Na análise do recurso que discutia a chamada "tese do século", o julgamento de maior impacto fiscal da história do Supremo, Kassio votou para que o ICMS a ser retirado da base de cálculo do PIS e da Cofins fosse o destacado na nota fiscal, e não o efetivamente pago.
 

O entendimento do magistrado reduziria significativamente o prejuízo da decisão aos cofres públicos, que poderia ser superior a R$ 230 bilhões, mas ele ficou vencido.
 

No julgamento sobre uma lei de 2004 que permitiu a redução ou o restabelecimento das alíquotas de PIS e Cofins por norma infralegal, que poderia gerar prejuízo de R$ 32,8 bilhões ao governo federal, ele também votou em favor do Executivo.
 

Em conversas reservadas, o ministro costuma afirmar que sempre defendeu a autocontenção do Judiciário e observou a separação entre os Poderes.
 

A interlocutores ele diz que o importante é avaliar sua atuação a longo prazo e comparar se adotará postura diferente em relação a outros governos ou se manterá a coerência em decisões que comprometem atos do Executivo ou do Legislativo.
 

No STF, o ministro adotou essa postura, por exemplo, quando foi o único a votar a favor da manutenção da Polícia Nacional de Educação Especial, que foi instituída por Bolsonaro e invalidada por 10 a 1 no STF.
 

Em relação à CPI da Covid, o ministro deu duas decisões alinhadas aos interesses do governo: suspendeu a quebra dos sigilos de Elcio Franco, ex-número dois de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, e de Hélio Angotti, que foi secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos da pasta.
 

Segundo o magistrado, a CPI não expôs devidamente qual crime eles teriam cometido.
 

Kassio, porém, também desagradou o governo em relação à comissão parlamentar de inquérito. Foi ele quem autorizou o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, inimigo de Bolsonaro, a permanecer em silêncio em seu depoimento na comissão do Senado.
 

O ministro também sinalizou para o governo em julgamentos em que os interesses do Executivo não estavam diretamente ligados.
 

Na ocasião em que a corte julgou o senador Márcio Bittar (MDB-AC) e ampliou o foro especial de deputados federais e senadores nos chamados "mandatos cruzados", ele apresentou uma tese que vai ao encontro do que tem afirmado a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), denunciado pela prática da "rachadinha".
 

A decisão do Supremo se limitou à situação de parlamentares federais, que passaram a manter o foro perante o STF quando trocam um mandato na Câmara por outro no Senado ou vice-versa.
 

O ministro, porém, aproveitou para afirmar que é a favor da manutenção do foro em todas as ocasiões, e não apenas em relação aos integrantes do Congresso.
 

A tese é idêntica à de Flávio, que pede para não ser investigado em primeira instância no caso das "rachadinhas" porque era deputado estadual na época dos delitos que o levaram a ser denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
 

Em junho do ano passado, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu o foro especial para que o processo contra o filho de Bolsonaro tramite em segunda instância e retirou o caso das mãos do juiz Flávio Itabaiana, que vinha dando decisões contra Flávio.
 

O próprio TJ-RJ, um mês depois, reconheceu que a decisão pode ter sido "inédita", mas afirmou que não foi "absurda".
 

O Ministério Público fluminense recorreu ao Supremo sob argumento de violação à jurisprudência do tribunal, mas uma deliberação final sobre o tema ainda está pendente, e Kassio deve participar deste julgamento.
 

Na discussão sobre o Censo, Kassio deu o voto mais favorável ao governo. O ministro Marco Aurélio havia determinado ao governo que desse condições ao IBGE para realizar o levantamento ainda neste ano.
 

A maioria dos ministros, porém, derrubou a decisão do colega e afirmou que o Executivo é obrigado a realizar o Censo apenas em 2022. Kassio, por sua vez, disse que não cabe ao STF neste momento impor qualquer obrigatoriedade ao Executivo.
 

O ministro também adotou posições que impediram eventuais derrotas de Bolsonaro na corte.
 

No julgamento do mandado de segurança em que Marco Aurélio votou para proibir Bolsonaro de bloquear seguidores nas redes sociais, Kassio pediu destaque e interrompeu a análise do tema no plenário virtual. Até o momento, o julgamento não foi retomado.

Bahia Notícias

Senador Alessandro Vieira colhe assinaturas para pedir a instalação da CPI da Rachadinha

 

Alessandro Vieira diz que ninguém pode estar acima da lei

Renato Souza
Correio Braziliense

O senador Alessandro Vieira (Cidadania) informou que está buscando assinaturas para protocolar o pedido para instalação da CPI da Rachadinha. A decisão ocorre após se tornar pública uma gravação em que Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada do presidente Jair Bolsonaro, afirma que ele sabia e cobrava parte do salário dos assessores de seu gabinete quando era deputado federal, entre 1991 e 2018.

A comissão também investigaria outros acusados da mesma prática. O senador destacou que as novas revelações são graves e precisam ser apuradas. “Os fatos são gravíssimos e exigem apuração. O Senado tem legitimidade e estatura para fazer essa investigação, mesmo em um momento tão difícil da nossa história”, diz.

APURAÇÃO AMPLA – Para o parlamentar, as diligências devem ocorrer independentemente de quem está envolvido. “Ninguém está acima da lei. Os fatos narrados são graves e exigem apuração imediata”, completa.

A participação de Jair Bolsonaro foi revelada pelo portal UOL. De acordo com a reportagem, Bolsonaro demitiu um ex-assessor por não repassar integralmente a propina cobrada. No Judiciário, a prática conhecida como rachadinha é enquadrada no crime de peculato, que pode render de 2 a 12 anos de prisão, e geralmente é acompanhada do agravante de formação de quadrilha e organização criminosa.

Muitos parentes da ex-mulher de Bolsonaro participaram do golpe da rachadinha durante anos, recebendo apenas parte dos salários do gabinete do então deputado federal.

Reprovação do governo Bolsonaro sobe para 48,2%, aponta a nova pesquisa CNT/MDA


Charge de Thyagão (Diário do Nordeste)

Deu na Reuters
Folha

A avaliação negativa do governo Jair Bolsonaro cresceu no período de quatro meses e atingiu, em julho, 48,2%, aponta pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (5). O avanço da avaliação negativa ocorreu em meio ao recrudescimento da pandemia de coronavírus no país e o início das investigações da CPI da Covid no Senado.

A pesquisa realizou 2.002 entrevistas nos dias 1º e 3 de julho, em 137 municípios de 25 unidades da federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

AUMENTO EXPRESSIVO – No levantamento anterior, em fevereiro, a avaliação negativa, que soma os que consideram o governo ruim e péssimo, estava em 35,5%. Os 48,2% registrados agora se dividem entre 36,3% que consideram o governo péssimo e 11,9%, ruim.

De forma inversa, no mesmo período, a avaliação positiva do governo, que soma as opiniões ótimas e boas, piorou, passando de 32,9% em fevereiro para 27,7% em julho.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – As pesquisas são sempre contestáveis, porque se trata de prognóstico. Mas quando todas as pesquisas apontam a mesma coisa, é algo a se considerar como verdade absoluta. (C.N.)

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