segunda-feira, julho 05, 2021

CPI vai provar facilmente a prevaricação de Bolsonaro e afastá-lo da Presidência por 180 dias


Charge do Luscar (Charge Online)

Carlos Newton

A CPI da Covid já conseguiu importantes avanços. Da mesma forma que está emparedando o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, por sua atuação desastrada e pela omissão declarada, a comissão também vem reunindo provas contra o presidente Jair Bolsonaro no caso da vacina Covaxin, que serão aproveitadas pela Polícia Federal no inquérito aberto pela ministra Rosa Weber.

E não será missão difícil incriminar os dois, porque se trata de figuras intelectualmente primárias. Se continuasse na carreira militar, Bolsonaro jamais chegaria a general, e causa espanto que Pazuello tenha conseguido essa honraria – no mínimo, foi muito bafejado pela sorte.

PUSILANIMIDADE – Pazuello é caça miúda, caiu na armadilha da CPI e já pode ser tido como incriminado de véspera, porque foi vítima de seu principal defeito – o excesso de servilismo, que o levou às últimas consequências da pusilanimidade, ao declarar, às gargalhadas, que “um manda e o outro obedece”, para minimizar o fato de ter sido humilhado publicamente pelo capitão.

Agora, para se livrar da notícia-crime, mais um manda e o outo obedece. Desta vez, Bolsonaro ordenou que Pazuello assinasse uma manifestação espontânea à Procuradoria-Geral da República, inventando ter havido sindicância das denúncias dos irmãos Miranda no Ministério da Saúde e garantindo que nada foi provado.

Como diria Erasmo Carlos, pega na mentira, pisa em cima, bate nela, porque jamais foi aberta sindicância e nunca houve relatório. Assim, o general está autoincriminado por falso testemunho e prevaricação – e de véspera, igual a peru em véspera de Natal.

MAIS MENTIRAS – No tocante a Bolsonaro, o presidente também será fisgado pela própria ignorância. Quando surgiu na CPI a denúncia dos irmãos Miranda, ele ainda tinha o benefício da dúvida, mas ficou calado. Não negou que tivesse ocorrido a reunião no Alvorada (estava na agenda) nem desmentiu que os irmãos tivessem feito a denúncia.

Depois, disse que mandou apurar, mas a Polícia Federal se apressou em desmentir. Restou somente a hipótese de ter mandado o Ministério apurar, conforme determina a Lei 8.112 (“Art. 143.  A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa”)

NADA FOI FEITO – Não houve sindicância ou processo administrativo disciplinar. Pazuello então surgiu dizendo ter dado essa ordem ao coronel Elcio Franco, secretário-executivo da pasta, por ele ter sido “responsável pela negociação, contratação e aquisição de todas as vacinas pelo Ministério da Saúde”, nas palavras do  próprio general à Procuradoria-Geral da República.

Foi mais uma grave irregularidade, porque a mesma Lei 8.112 determina que “a apuração de que trata o caput, por solicitação da autoridade a que se refere, poderá ser promovida por autoridade de órgão ou entidade diverso daquele em que tenha ocorrido a irregularidade, mediante competência específica para tal finalidade”.

Ou seja, o coronel Elcio Franco jamais poderia ter feito a investigação, porque ele era – e ainda é – o principal suspeito das irregularidades.

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P.S.
 – Se ainda existirem juízes em Berlim, digo, em Brasília, não há como Pazuello escapar dos crimes de falso testemunho e prevaricação, nem como Bolsonaro deixar de ser incriminado na prevaricação. Com isso, será aberto processo criminal contra os dois, fato que significa o afastamento do presidente por 180 dias, como determina a Constituição (Art.86, § 1º, inciso I). E vida que segue, diria João Saldanha. (C.N.)

Nomeados para impedir corrupção, militares acabaram alvo de denúncias na CPI da Covid

Publicado em 5 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Duke (domtotal.com)

Jussara Soares e Paula Ferreira
O Globo

Escalados com o argumento de que evitariam irregularidades, militares que ocupavam postos de comando no Ministério da Saúde estão no olho da crise que atinge o governo, ao lado de políticos do Centrão. Além do ex-ministro Eduardo Pazuello, que é investigado, pelo menos quatro oficiais que passaram pela pasta foram envolvidos nas denúncias feitas aos senadores na CPI da Covid.

A teia de relações entre esses nomes fragiliza a estratégia do governo de tentar localizar a crise em servidores ligados ao Centrão e lança desconfiança sobre um dos seus principais grupos de sustentação. A citação de militares em negociações suspeitas para compra de vacinas causa constrangimento no Exército e alerta integrantes da comissão.

SEM DISTINÇÃO — “A CPI tem obrigação de investigar todos, desde que tenha fatos determinados. Não é uma questão de militar ou não militar. Investigamos qualquer pessoa, seja do presidente a qualquer outro funcionário que tem algum indício de envolvimento com coisas erradas” — disse o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), foi na mesma linha: “Ocorreu uma aliança entre velhos negociantes com novos negociantes. Vamos avançar em todas as direções que a investigação apontar”.

Ao chegar no Ministério da Saúde ainda como secretário-executivo em abril do ano passado, Pazuello recorreu aos colegas que fez ao longo de sua atuação no Exército para ocupar cargos estratégicos na pasta. O principal argumento era que os militares, além de especializados em logística e preparados para enfrentar uma guerra como a pandemia, estavam no local para evitar irregularidades no ministério. O órgão, um dos maiores orçamentos do Executivo, é alvo da cobiça de políticos.

E FORAM CHEGANDO… – Foi assim que o tenente-coronel da reserva Marcelo Blanco da Costa acabou sendo indicado para assessor do Departamento de Logística (DLOG) da pasta, então comandado por Roberto Ferreira Dias. O diretor estava no cargo desde o início do governo com a bênção do ex-deputado Alberto Lupion (DEM-PR) e do atual líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

Na última semana, o policial militar Luiz Paulo Dominguetti, que se apresenta como representante da Davati Medical Supply, apontou Blanco como o homem que abriu as portas para ele no ministério. Segundo o PM, o tenente-coronel também esteve presente no jantar em um restaurante de um shopping de Brasília, em 25 de fevereiro.

Na ocasião, Dias teria pedido propina para levar adiante uma negociação para a compra de vacinas. Dominguetti relatou o caso em entrevista à “Folha de S.Paulo” e depois confirmou à CPI, em um depoimento cercado de contradições.

ERA UM APRENDIZ – Dias, que será ouvido na CPI na próxima quarta, nega as acusações. Em nota, o ex-diretor, exonerado na última quarta-feira, afirmou que Blanco foi colocado no departamento para aprender a função dele. Dias diz que Blanco chegou ao restaurante acompanhado de Dominguetti.

Três dias antes desse encontro, o tenente-coronel abriu a empresa Valorem Consultoria em Gestão Empresarial, em Brasília. Blanco havia sido exonerado do ministério em janeiro. Interlocutores de Blanco afirmam que o militar aguarda os desdobramentos para se manifestar.

Em seu depoimento, Dominguetti ainda envolveu outro militar da pasta. O PM, ao ver uma foto, apontou o coronel da reserva Alexandre Martinelli, ex-chefe da Subsecretaria de Assuntos Administrativos do Ministério da Saúde, como a terceira pessoa presente no encontro. Disse, porém, que precisaria vê-lo pessoalmente para ter certeza. Martinelli nega e afirma que estava no shopping em um café.

CASO COVAXIN – Outros dois militares foram envolvidos nas suspeitas de irregularidades na aquisição de vacinas: o tenente coronel Alex Lial Marinho, e o coronel da reserva Marcelo Bento Pires.

Segundo relato do chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, à CPI, Marinho e Pires teriam pressionado para dar andamento ao processo de compra da vacina indiana Covaxin, mesmo sem o aval da área técnica. Essa vacina foi a mais cara contratada pela pasta e teve o trâmite mais rápido.

Os militares citados eram subordinados à Secretaria Executiva, comandada na época pelo coronel Elcio Franco. Hoje ele é assessor especial da Casa Civil e tem como missão justamente rever os atos da gestão Pazuello para preparar a defesa na comissão. O GLOBO procurou os militares citados na reportagem. Martinelli negou as acusações, Lial Marinho não foi localizado e os demais não responderam.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Essa esculhambação tem de acabar o mais rápido possível. O Brasil precisa que os militares voltem a ser a reserva moral do país. No entanto, está acontecendo o contrário(C.N.)

Povo nas ruas contra Bolsonaro, pelo impeachment, pela vacina, contra o golpe e pela democracia

Publicado em 5 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Governo Bolsonaro desmorona e não tem mais tempo para recuar

Pedro do Coutto

O povo voltou às ruas do país, principalmente na Avenida Paulista, no Rio de Janeiro, em Brasília, em diversas outras capitais e até no exterior, reunindo brasileiros que vivem em cidades americanas e na Europa.

Foram manifestações maciças que atingiram profundamente o presidente Bolsonaro e o governo, sobretudo na medida em que eventos tão intensos acrescentam o que estava faltando até há pouco, a voz do povo nas ruas fechando o círculo que isola ainda mais o presidente e o Palácio do Planalto.

ISOLAMENTO – No O Globo de domingo a reportagem é de Alfredo Mergulhão, Camila Zarur, Rodrigo Castro, Guilherme Caetano, Ivan Martínez Vargas e Mariana Muniz. Na Folha de São Paulo a reportagem não é assinada, mas tanto quanto o Globo destaca as manifestações que deixam a administração Bolsonaro isolada e vulnerável a qualquer ofensiva para decretação do seu impeachment.

O repórter Ricardo Balthazar, Folha de São Paulo, relata os diversos pedidos de impedimento contra o presidente e que estão engavetados pelo deputado Arthur Lira, presidente da Câmara  Federal. Lira é a última barreira colocada e voltada para resistir à onda da opinião pública contra um governo sem projeto e sem rumo, cuja atuação a cada dia piora, uma vez que o Planalto apoia-se em setores radicais da direita, nos produtores de mensagens nas redes sociais e no peso da inércia da Mesa Diretora, obstáculo para conter uma iniciativa que luta para afastar Jair Bolsonaro do cargo que ocupa, mas que não sabe agir dentro do espaço da liberdade e do regime democrático.

A pressão contra Bolsonaro aumentou no decorrer da última semana, conforme destaca Bernardo Mello Franco, O Globo. Em matéria de impeachment , acredito que a questão terminará no Supremo Tribunal Federal, quando os que assinaram os pedidos recorrerem contra a atitude de Arthur Lira.

ACIMA DA LEI – Não tem sentido o presidente de uma Casa do Congresso colocar-se acima da legislação e do bom senso, negando o recurso do plenário, o que caracteriza um caso singular. A maioria da Câmara inclina-se por votar a abertura do processo, mas encontra o bloqueio de Lira.

A contradição de tal atitude é evidente porque se a lei em vigor prevê a hipótese de o plenário rejeitar a posição do presidente da Casa, tal hipótese só pode se configurar depois que esse presidente liberar a matéria para a discussão do plenário, pois se não fizer isso estará barrando uma perspectiva legal bastante clara.

Mas como são 120 requerimentos contra o governo, os signatários deverão se reunir, penso eu, e redigir um documento comum para que a corrente possa entregar ao Supremo o desfecho e o destino da questão.

CASO HERZOG – Em um excelente artigo publicado ontem, no O Globo, Míriam Leitão destaca o transcurso dos 80 anos de Clarice Herzog, mãe do jornalista Vladimir Herzog, assassinado nas dependências do II Exército em 1975. Praticaram a farsa do suicídio por enforcamento quando ele de fato foi morto por torturas praticadas pelos órgãos de repressão, marcado por violento impulso de sadismo.

Cerca de duas semanas depois do assassinato de Herzog, um fato sinistro se repetiu com o operário Manoel Fiel Filho, nas mesmas dependências marcadas pelo desespero do jornalista e pelo desespero do operário, duas vítimas do maior crime hediondo da história que é a tortura.

Foi importante Míriam Leitão focalizar o tema em um momento em que, cada vez mais, se aproxima um desfecho que inclui o impedimento de Bolsonaro e a sua substituição por Hamilton Mourão. Isso porque, aceito o pedido de impeachment, o plenário da Câmara votará o afastamento de Bolsonaro pelo prazo de 120 dias. É possível, portanto, que superado o prazo de quatro meses, o afastamento provisório termine tornando-se definitivo.

FHC – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em artigo publicado no O Globo, dentro de seu estilo de não entrar em bola dividida, aconselhou Jair Bolsonaro  a prestar atenção ao que acontece no país, incluindo o acesso aos fundos públicos. Não deveria desviar o olhar, acrescentou, deixando a impressão de que os fundos públicos citados seriam os recursos dos planos de aposentadoria complementar das empresas estatais, como é o caso da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e da Eletrobras.

FHC diz que o presidente Bolsonaro deve atuar positivamente enquanto tem tempo. Discordo, pois não há mais tempo para recuar. O escândalo da compra de vacinas acentuado por Elio Gaspari em seu espaço no O Globo e na Folha de São Paulo deixa o Executivo numa situação de calamidade administrativa.

Conforme já dito aqui anteriormente, a queda livre do presidente foi acelerada pelo episódio estranhamente sombrio da intermediação da Covaxin indiana que não engana ninguém. A proposta foi arquitetada por uma teia de interesses que não dá margem para escapismos. A semana que se inicia aprofundará ainda mais a carga da opinião pública sobre o governo que faz oposição a si mesmo e, portanto, a todo o país.

MUSICAIS DO CINEMA –  Para não dizer que não falei das flores, restringindo-me apenas ao cheiro da pólvora dos levantes políticos, destaco o artigo de Ruy Castro, Folha de São Paulo, sobre os musicais do cinema. Ele citou “Cantando na Chuva” (1952), de Stanley Donen e Gene Kelly, e “My Fair Lady” (1964), de George Cukor.

Concordo, acrescentando “Sinfonia de Paris” (1951), de  Vincente Minnelli, e “La Ronde” (1951),  dirigido por Max Ophüls. Há também que assinalar a beleza da “Noviça Rebelde”. Mas “Cantando na Chuva” e “Sinfonia de Paris”, ambos com Gene Kelly, um gênio da dança, são igualmente inesquecíveis.

Pertencem ao passado e não creio que estilo eterno de sensibilidade e beleza  possa retornar na época de hoje. Deixam saudade e não se encontram nos catálogos da NetFlix, do Now ou da Amazon. Creio que a solução é adquirir os cassetes e também a tela na qual poderão ser exibidos. Ruy Castro, mais uma vez, assinala a sua condição que já lhe atribui de passageiro da história reveladora e tradutor do passado.


domingo, julho 04, 2021

Prefeita de Guaratinga exonera sobrinha, genro e cunhado após denúncia de nepotismo

 


 04 de Julho de 2021 às 17:02  Por: Divulgação  Por: Redação BNews

A prefeita Marlene Dantas (DEM), de Guaratinga, cidade no extremo sul da Bahia, exonerou três parentes que assumiam cargos comissionados na prefeitura, após recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA). A publicação saiu no Diário Oficial de quarta-feira (30).

Os exonerados são: Edney de Almeida Gomes: genro (diretor de departamento de compras); Isabella Dantas da Silva: sobrinha (chefe de divisão - Secretaria de Administração); Raimundo Vicente da Silva: cunhado (coordenador de transporte escolar).

A sobrinha da prefeita, Sônia Marta Moreira Martins, também citada na recomendação, que é diretora do departamento de RH, não consta na lista das exonerações da prefeitura. A prefeita Marlene tem até a terça-feira (6) para fazer a exoneração, sob pena de incorrer em ato de improbidade administrativa. Além disso, ela tem 30 dias para comunicar as exonerações ao MP-BA.

O Ministério Público também recomendou que ela exonere parentes do vice-prefeito, de secretários, do procurador do município e do chefe de gabinete.

Nota da redação deste Blog  - Enquanto isso em Jeremoabo a Lei existe, só que o todo poderoso prefeito não cumpre e fica por isso mesmo.

O prefeito de Jeremoabo tem orgulho de ser um fora da lei.

Bolsonaro, vacinas e simbiose com Centrão incluem militares no esquema da corrupção

Publicado em 4 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge reproduzida do Arquivo Google

Eliane Cantanhêde
Estadão

Há muitas suspeitas sobre a entrada em cena e a dubiedade do policial militar Luiz Paulo Dominghetti, que, de santo, não tem nada, mas uma coisa fica absolutamente clara: a simbiose entre militares e Centrão, particularmente no Ministério da Saúde, em meio a uma pandemia devastadora, joga o Exército e as próprias Forças Armadas, desnecessariamente, no meio do furacão.

Em meio a tantos picaretas, ou nomes duvidosos, como Roberto Dias, Francisco Maximiano, Luiz Miranda, o próprio Dominghetti e seu mentor “Cristiano”, lá estão, ora na CPI, ora na mídia, oficiais como Marcelo Blanco, Alexandre Martinelli e Roberto Criscioli, além de Eduardo Pazuello (da ativa) e Elcio Franco.

BEM LONGE DAQUI – Tenham ou não o que esconder, seria muito melhor para as Forças Armadas e o País que eles estivessem a léguas de distância de tudo isso.

Dominghetti conseguiu uma verdadeira façanha, na CPI: ser pressionado por todos os lados. Pelos governistas, por ter reafirmado o pedido de propina de US$ 1 por dose de vacina, que lhe teria sido feito por Roberto Dias. Pela oposição e pelos independentes, por ter usado o depoimento para plantar um áudio e tentar desqualificar o deputado Luis Miranda, que detonou o esquema da Covaxin e jogou a bomba no colo do próprio Bolsonaro.

Num enredo de filme de espionagem, Dominghetti foi apenas usado contra Miranda, ou é parte de uma sofisticada ação de contrainformação de uma espécie de “Abin paralela”? A dúvida é justa, até pelas origens dele: policial militar, bolsonarista, com coleção de processos e contatos na capital da República. Pau para toda obra. E ele não parece idiota e se expressa bem.

OPERAÇÃO TABAJARA – Para o senador e ex-delegado Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Dominghetti foi apenas usado para detonar Luis Miranda. Não foi uma ação de inteligência, mas de “quem se acha muito esperto”, e resumiu: “uma operação Uruguai, ou Tabajara”, numa referência à patetada para livrar Fernando Collor do impeachment.

O marco dessa nova fase da CPI foi a Covaxin, pois é muito suspeito o governo atacar a Coronavac, desprezar a Pfizer e acertar o lote mínimo da Covax Facility, mas sair em desabalada carreira para fechar negócio com a Covaxin com nota fiscal para uma offshore em paraíso fiscal. E jogou luzes sobre o Departamento de Logística do Ministério da Saúde, dirigido por Roberto Dias.

A Covaxin foi o fio do novelo, puxando as histórias da Davati, da Sputnik e da Convidecia, da China, com o mesmo enredo: vacinas não reconhecidas pela Anvisa, com preços exorbitantes e representantes esquisitões no Brasil.

FECHAR RAPIDINHO – Roberto Dias é acusado de pressionar subordinados para fechar rapidinho, e a qualquer custo, com a Covaxin e de pedir bilhões de reais em propina a Dominghetti e à Davati.

Com tantas vacinas, empresas, nomes, a CPI inverteu a pauta para ouvir o tal Dominghetti, policial militar da ativa em Minas que arranja tempo para sair oferecendo vacinas por aí, ser representante “informal” de uma empresa americana e ser alvo de dezenas de processos, por dar canos em aluguéis e compras de carros ou por indisciplina.

E a Davati também tem muito a explicar. Quer vender 400 milhões de doses, mas seu portfólio nem sequer cita vacinas e oferecia a AstraZeneca, que só negocia diretamente com governos e entidades oficiais e já tinha, inclusive, acordo com o Brasil, via Fiocruz. O Planalto comemorou cedo demais o “desmanche” duplo, de Miranda e do próprio Dominghetti. Se a “Operação Uruguai” foi um fracasso para salvar o pescoço de Collor em 1992, imaginem hoje, com internet, tempo real, quebra de sigilo telemático… Se o governo estava frito antes do depoimento de Dominghetti, continua frito depois. E trazendo militares para a frigideira.

Bolsonaro não tem provas da vulnerabilidade da urna eletrônica e vai ficar embromandoafiará o TSE

Publicado em 4 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Resultado de imagem para urna eletrônica charges

Charge do Alpino (Yahoo Notícias)

Mônica Bergamo
Folha

A afirmação do presidente Jair Bolsonaro de que apresentará as provas que diz ter sobre fraudes nas eleições de 2018 “se eu quiser” foi recebida como mais uma bravata do presidente da República por ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No dia 21, o ministro Luís Felipe Salomão deu o prazo de 15 dias para que Bolsonaro mostre as provas que vive dizendo ter sobre irregularidades (ele chega a afirmar que venceu as eleições de 2018 no primeiro turno). Até agora, nada.

ATÉ AGOSTO – O prazo para que ele mostre algum tipo de evidência concreta do que diz vence Na terça-feira, dia 6 de julho —mas como o tribunal entrará em recesso, o presidente poderá apresentar a confirmação do que afirma em agosto. Os magistrados acreditam que Bolsonaro não desafiará o tribunal, ignorando o pedido de Salomão.

O procedimento foi instaurado para apurar a existência ou não de elementos concretos que possam ter comprometido as eleições de 2018 e 2020, atacadas pelo presidente e por autoridades bolsonaristas.

A inexistência das provas poderia até resultar na inelegibilidade de quem estaria, então, propagando mentiras sobre o sistema eleitoral, que é um dos principais pilares da democracia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Não é difícil imaginar o que fará Bolsonaro. Como não tem nenhuma prova que possa mostrar, ele simplesmente ficará calado e fingirá que o assunto não é com ele. Exatamente como está procedendo em relação de um inquérito que corre contra ele no Supremo. Como não tem como se defender das acusações do ex-ministro Sérgio Moro, o presidente se recusa a depor. E fica tudo por isso mesmo, como se dizia antigamente. (C.N.)


Ministério Público Eleitoral solicita a cassação do diploma e do mandato do prefeito Pequeno Sales

 

 


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S

A Justiça Eleitoral da 129ª Zona Eleitoral em Catu, no Recôncavo baiano, acatou o pedido do Ministério Público Eleitoral que em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), ajuizada pela promotora eleitoral Anna Karina Senna, solicita a cassação do diploma e, consequentemente, do mandato do prefeito Narlison Borges Sales (PTB) e do seu vice-prefeito, José Nardison de Sales (PTB).

Pequeno Sales, como é conhecido, venceu as eleições municipais em 2020 com 52,41% dos votos válidos contra 45,62% do segundo colocado, o candidato André Marques (PSD).

Na época, o MPE acusou Pequeno Sales de realizar atos de campanha presenciais, o que gerou aglomeração de pessoas, ocasionando riscos. “Algo inaceitável e que não pode ser tolerado pela Justiça Eleitoral”, disse a promotora.

O órgão informou ainda que, ao tomar conhecimento das realizações dos atos de campanha para promoção da sua candidatura, em descumprimento às normas vigentes na Bahia acerca da política de combate à pandemia da Covid-19, chegou a realizar reuniões de conscientização e expediu recomendações ao comitê do prefeiturável.

“É forçoso reconhecer que os acionados ultrapassaram, reiteradamente, todos os limites toleráveis, praticando condutas manifestamente contrárias ao ordenamento jurídico-eleitoral, ao propagarem de forma ilícita suas candidaturas, às custas da aglomeração de pessoas em plena pandemia, quando o isolamento social ainda se impunha, em flagrante demonstração de abuso de poder, desacreditando a Justiça Eleitoral e as autoridades sanitárias”, afirma o texto da peça.

Por fim, a promotora pede, além da cassação do diploma do prefeito e vice de Catu, a declaração de inegibilidade de ambos para os próximos oito anos.

Em seu despacho, o juiz eleitoral Fabio de Oliveira Cordeiro determinou que Pequeno Sales e Dr. Nardson, como é conhecido, se manifestem sobre as acusações.

Fonte: A Tarde\Foto Capa: Instagram

Nota da redação deste Blog - Esse caso em comparação ao que aconteceu em Jeremoabo não passa de " um peixe pequeno", de um aprendiz.

Aglomeração foi o mínimo que aconteceu em Jeremoabo, é apenas um pecado capital, e os pecados cabeludos ou mortais praticados pelo atual prefeito?

Porém como os "  os çábios" do grupo do perefito dizem que não irá dá nada, vamos aguardar.

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