O ainda superpoderoso economista Paulo Guedes, que estava no ostracismo até ser apelidado de ”posto Ipiranga” pelo então candidato Jair Bolsonaro, começou o governo adotando anacrônicas medidas ultraliberais. Fez promessas mil, na casa dos trilhões de economia com reformas malignas, nunca entregues até agora, e somente houve perda de direitos sociais e trabalhistas dos assalariados.
Sob seu comando, a economia brasileira afunda, o desemprego cresce e a carestia bate nas casas das gentes humildes, com a inflação para maio (IPCA) atingindo o maior patamar dos últimos 25 anos.
EXTERMINADOR DO FUTURO – Mitômano contumaz, a falsidade acompanha seus trejeitos, suas falas, suas conversas com empresários, tudo enfim. Demonstra uma fobia antológica aos servidores públicos e aos empregados das empresas estatais, não consegue esconder suas intenções de acabar com essas categorias do Estado.
Trata-se de um homem rico e indiferente aos problemas dos brasileiros, age contra o SUS e o INSS como se fosse um exterminador do futuro social ou um representante do escravismo velado do século XXI.
Pois bem, ao perceber que o Bolsonaro vem despencando nas pesquisas eleitorais, com alta rejeição, na casa dos 59%, ameaçando o projeto da reeleição em 2022, Guedes deu um cavalo de pau, girando 180 graus nas suas ideias liberais, e passou a anunciar camaleonicamente um estranho ”capitalismo social”.
MEDIDAS ILUSÓRIAS – Ao invés de ampliar as medidas sociais, o que Guedes pretende é aumento de gastos públicos, redução do IPI para estimulo ao consumo, perdão fiscal para dividas do empresariado e desistência da reforma tributária, que são medidas para impulsionar o consumo, como se fosse um Pacote do Bem, para beneficiar o povo com mais empregos, depois de quase três anos de maldades sem fim.
Não se enganem, se a farsa der resultado, no segundo mandato virá um massacre dos já reduzidos direitos dos trabalhadores, comandado pelo Guedes, com seu emprego garantido de ministro, para se livrar das acusações de gestão temerária e irregularidades em aplicações de fundos de pensão, uma blindagem que ele realmente necessita e sonha.
Para o espertalhão Guedes, o presidente Bolsonaro é apenas um detalhe, que ele usa e abusa para continuar mandando no governo.
Conforme os esclarecimentos e a análise do Advogado Adelmo, ao detalhando o qeu pede a AIJE concernente a abuso de poder nas eleições passando, há grandes possibilidades de Jeremoabo conviver comandada por outro Prefeito Interino; no caso provavelmente Kaká de Sonso atual Presidente da Câmara., isso porque a Lei existe para ser cumprida, como venho informando há muito tempo, ninguém está acima da Lei.
Otávio Fakhoury fez doação, agora tenta negar, mas é tarde
Rayssa Motta Estadão
O empresário Otávio Fakhoury pediu ao ministro Alexandre de Moraes, Supremo Tribunal Federal (STF), que restabeleça o sigilo do inquérito dos atos antidemocráticos. Seus advogados afirmam que a medida é necessária para ‘proteção da intimidade’.
“Antes de instauração de Ação Penal, deve prevalecer a intimidade do investigado, que também é um valor constitucional”, argumenta a defesa.
EXPOSIÇÃO MIDIÁTICA – “Do contrário, passa a existir, conforme exposto, uma exposição midiática indevida e, principalmente, equivocada a respeito da vida pessoal e profissional do Peticionário, que passa a ser indevidamente associado a crimes, ainda que não se tenha constatado em momento algum qualquer envolvimento na prática de ilícitos”, diz outro trecho do documento.
A defesa sugere ainda a apuração de eventual vazamento de informações e peças processuais relacionadas ao inquérito.
Moraes decidiu tornar o material público na última sexta-feira, 4, quando a Procuradoria Geral da República (PGR) pegou ministros do STF e investigadores de surpresa ao pedir o arquivamento das investigações em relação a parlamentares bolsonaristas.
DISSE MORAES – “O caso dos autos, embora a necessidade de cumprimento das numerosas diligências determinadas exigisse, a princípio, a imposição de sigilo à totalidade dos autos, é certo que, diante do relatório parcial apresentado pela autoridade policial – e com vista à Procuradoria Geral da República, desde 4/01/2021 – não há necessidade de manutenção da total restrição de publicidade”, escreveu o ministro. A decisão serviu para evidenciar o volume do material colhido pela Polícia Federal, que atinge até mesmo o Palácio do Planalto.
A documentação entregue ao STF pela delegada Denisse Dias Rosas Ribeiro indica que Fakhoury bancou R$ 53 mil em material para campanha do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2018. Os gastos não constam na declaração à Justiça Eleitoral. O empresário afirma que as despesas não foram comunicadas a Bolsonaro ou à equipe de campanha dele por não se tratarem de doação eleitoral.
### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Se não se trata de doação eleitoral, como se deve chamar esse procedimento? Bem, se não foi doação, só pode ter sido contribuição, presente, oferta, colaboração, regalo e por aí afora.(C.N.)
A Venezuela continua longe, mas ficou mais perto. Os desastres históricos acontecem aos poucos. Alguns grão-duques russos achavam que podiam viver com os bolcheviques. Afinal, aquela maluquice não haveria de durar. A plutocracia venezuelana levou algum tempo para perceber que o coronel Hugo Chávez e sua turma seriam capazes de tudo para ficar no poder.
As instituições democráticas brasileiras vêm sendo obrigadas a conviver com um novo leão a cada dia. O general Eduardo Pazuello disse que não participou de manifestação política porque Jair Bolsonaro não tem filiação partidária e o comandante do Exército acreditou.
ARQUIVAMENTO? – Em seguida, o procurador-geral da República pediu o arquivamento do inquérito que investigava ações de cidadãos protegidos por foro privilegiado que incitaram atos contra o regime. Demorou cinco meses, pediu novas diligências para outros envolvidos, sem ter pedido providência alguma enquanto ficou com o caso.
Ao fazer isso, o doutor Augusto Aras bateu de frente com o ministro Alexandre de Moraes, um ex-secretário de Segurança que já teve a casa esculachada pela milícia. Má ideia. O ministro respondeu pedindo ao procurador que explique melhor sua posição. Se coisas desse tipo fossem pouco, o ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella foi indicado para a embaixada do Brasil na África do Sul.
BRASIL E VENEZUELA – Caracas continua longe, a 3.600 km de Brasília. A sociedade brasileira tem uma complexidade e um dinamismo que faltavam à Venezuela. O andar de cima de Pindorama produz, enquanto o venezuelano vivia nas tetas das rendas do petróleo.
Ademais, o caminho para Caracas exigirá uma sucessão de crises até a eleição do ano que vem. Bolsonaro tem sido pródigo na criação de encrencas e na distribuição de provocações, uma por semana. Mesmo assim, precisa de um objetivo. Afora a obsessão pela permanência, nada oferece. As reformas liberais de Paulo Guedes estão no estaleiro, sabendo-se que a instabilidade política debilita seu projeto.
Com a conta da pandemia aproximando-se das 500 mil mortos, o Brasil firma-se como um pária bagunçado e incapaz. Se algum caminho venezuelano existe, ele não pode começar pelo desfecho, a ruína de Nicolás Maduro.
MINISTRO SALLES – Bolsonaro pode achar que Ricardo Salles é um excelente ministro. Falta combinar com um mercado internacional cada dia mais desconfortável com a presença de agrotrogloditas e piromaníacos na Amazônia. É improvável que o doutor resista até novembro, quando ocorrerá a reunião do meio ambiente de Glasgow e ele parece sinalizar que pretende cair atirando.
Isso ficou claro quando Salles jogou o ministro Luiz Eduardo Ramos e o Planalto na frigideira de suas conversas com madeireiros. A sorte faltou-lhe quando seu inquérito tramita no gabinete de Alexandre de Moraes.
Com suas crises e sem agenda, Bolsonaro colocou o Brasil numa crise desnecessária. Afinal, nem todo mundo pode seguir o caminho do virologista Paolo Zanotto. Em abril do ano passado ele defendia a cloroquina e a formação de um gabinete paralelo para orientar o governo durante a pandemia. O doutor acaba de pedir uma licença de dois anos para pesquisar no Canadá, “sem prejuízo de vencimento”.
Prefeitura de Aracaju vacinará população acima de 48 anos contra a covid-19 (Foto: Ana Lícia Menezes/PMA)
m 9 jun, 2021 20:12A Prefeitura de Aracaju avançará na vacinação contra a covid-19 e dará início à imunização dos aracajuanos com idade acima de 48 anos, a partir desta sexta-feira, 11. Nesta nova etapa, também poderão receber a primeira dose pessoas com deficiência permanente grave, a partir de 40 anos, e trabalhadores da Educação, que atuam nos ensinos Superior, Profissionalizante, e na Educação de Jovens e Adultos. A atualização do calendário municipal foi divulgada nesta quarta-feira, 9, pelo prefeito Edvaldo Nogueira, através das suas redes sociais. Até o momento, a capital sergipana já vacinou 173.285 pessoas, o que corresponde a 26,06% da população.
“Anunciamos hoje uma grande notícia sobre a vacinação. Vamos ampliar a imunização para as pessoas em geral, acima de 48 anos, trabalhadores da Educação dos ensinos Superior, Profissionalizante e Educação de Jovens e Adultos, além de pessoas com deficiência permanente grave, a partir de 40 anos. Com isso, damos um grande passo na vacinação da nossa cidade. Além disso, aumentamos o número de Unidades Básicas de Saúde, de pontos de apoio e ampliamos as equipes de vacinação, o que nos permitirá ganhar ainda mais agilidade. Basta verificar a sua data, os locais disponíveis, e se vacinar. Quanto mais vacinarmos, mais eficácia teremos no combate ao coronavírus”, destacou Edvaldo.
A vacinação do novo público ocorrerá de forma escalonada e começará nesta sexta-feira, 11, pelos aracajuanos de 55 anos. No sábado, 12, será a vez dos cidadãos de 54 anos e no domingo, 13, daqueles que têm 53 anos. Já na segunda-feira, 14, serão vacinadas as pessoas de 52 anos, na terça-feira, 15, as de 51 anos e na quarta-feira, 16, avançará para as de 50 anos.
Na quinta-feira, 17, serão vacinados os cidadãos de 49 anos e, por fim, na sexta-feira, dia 18, quem possui 48 anos. Todas as pessoas que fazem parte destas faixas etárias deverão apresentar documento de identificação com foto e comprovante de residência.
Para receber a primeira dose da vacina, os profissionais da Educação devem se cadastrar no Portal da Vacina e anexar documentação que comprove o vínculo com a unidade de ensino na qual atuam.
Já as pessoas com deficiência permanente grave (auditiva, visual, motora e mental), que não recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), a partir dos 40 anos, podem optar pelo cadastro no “VacinAju”, ou se dirigir a uma das Unidades Básicas de Saúde disponíveis e pontos de apoio, com apresentação de relatório médico.
Pontos de vacinação
Para organizar o fluxo e evitar aglomerações, a Secretaria da Saúde de Aracaju disponibilizará 17 Unidades Básicas de Saúde para a vacinação deste público: UBS Santa Terezinha (Zona de Expansão); UBS Marx de Carvalho (bairro Ponto Novo); UBS Cândida Alves (rua São João); UBS Adel Nunes (bairro América); UBS Amélia Leite (bairro Suíssa); UBS Joaldo Barbosa (bairro América); UBS Manoel de Souza Pereira (bairro Jabotiana); UBS Anália Pina (conjunto Almirante Tamandaré); UBS Roberto Paixão (bairro 17 de Março); UBS Edézio Vieira de Melo (bairro Siqueira Campos); UBS Oswaldo e Souza (bairro Getúlio Vargas); UBS Hugo Gurgel (bairro Coroa do Meio); UBS Eunice Barbosa (bairro Porto Dantas); UBS Celso Daniel (bairro Santa Maria); UBS Augusto Franco (bairro Farolândia); UBS João de Oliveira Sobral (bairro Santos Dumont); e UBS Carlos Hardman (bairro Soledade).
Os cidadãos poderão se dirigir, ainda, a um dos seis pontos fixos, nos seguintes locais: Colégio CCPA (bairro Grageru); Centro Educacional Futuro Feliz (bairro 18 do Forte); Estação Cidadania (bairro Bugio); Universidade Tiradentes – UNIT (bairro Farolândia); Centro Educacional Professor José Sebastião dos Santos – CEPJSS (avenida Augusto Franco); e Faculdade Pio X (avenida Tancredo Neves). Além disso, a população poderá optar pelo drive-thru, instalado no Parque da Sementeira, e pelo auditório da Escola Municipal Presidente Vargas, bairro Siqueira Campos, ambos após o cadastro no site “VacinAju” e liberação do código autorizativo.
Cada UBS contará com duas equipes de vacinação durante a semana e três equipes de vacinação no fim de semana. Já os pontos de vacinação terão quatro equipes em todos os dias da semana. Com a ampliação das equipes, a imunização ganhará agilidade.
Segunda dose
A Prefeitura também dará continuidade à aplicação da 2ª dose da Astrazeneca, seguindo o intervalo de 90 dias entre as doses. O reforço poderá ser recebido nas seguintes Unidades Básicas de Saúde: UBS Edézio Vieira de Melo (bairro Siqueira Campos); UBS Oswaldo de Souza (bairro Getúlio Vargas); UBS Hugo Gurgel (bairro Coroa do Meio); UBS Eunice Barbosa (bairro Porto Dantas); UBS Celso Daniel (bairro Santa Maria); UBS Augusto Franco (bairro Farolândia); UBS João de Oliveira Sobral (bairro Santos Dumont); e UBS Carlos Hardman (bairro Soledade). A 2ª dose também será disponibilizada nos seis pontos fixos.
Silveira está em prisão domiciliar, usando tornozeleira
Jéssica Sant’Ana G1 — Brasília
O deputado Fernando Rodolfo (PL-PE), relator no Conselho de Ética da Câmara de um processo disciplinar que apura a conduta do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), apresentou nesta quarta-feira (9) parecer e voto pelo afastamento do parlamentar por seis meses. Para que Silveira seja afastado do cargo, o relatório precisa ser aprovado pela maioria do Conselho de Ética. Se aprovado, o deputado poderá recorrer.
Havia a expectativa de que o parecer fosse pela cassação do deputado, o que não se confirmou. Para o relator, Silveira agiu “nos limites do exercício do mandato”.
VISTA COLETIVA – Após a apresentação do parecer, foi concedida vista coletiva para que os membros do conselho possam analisar o documento pelo período de dois dias úteis.
Após esse prazo, uma nova sessão será feita para votar o parecer. Antes da votação, porém, haverá a discussão do voto. Também será permitida a manifestação de Daniel Silveira e de seu advogado.
Silveira foi preso em flagrante em fevereiro por determinação do STF, após fazer vídeo com apologia ao Ato Institucional 5 (AI-5), instrumento de repressão da ditadura militar, e defender a destituição dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ambas as reivindicações são inconstitucionais.
COM TORNOZELEIRA – Desde o meio de março, está em regime domiciliar e é monitorado por tornozeleira eletrônica. Em fevereiro, a Mesa Diretora da Câmara apresentou uma representação contra o deputado por quebra de decoro parlamentar. Essa representação resultou no processo disciplinar que está sendo julgado pelo Conselho de Ética.
Além da mesa, os partidos PSOL, PT, PSB, PDT, PCdoB, Rede e Podemos apresentaram representações contra Silveira. Os pedidos foram unificados à representação da Mesa..
Em depoimento ao Conselho de Ética em maio, Silveira disse que se excedeu e pediu desculpas, mas afirmou que os ministros do STF são “completamente parciais” e atuam como “vítimas, acusadores e julgadores”.
STF AUTORIZOU – A abertura do inquérito foi pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizada pelo STF. Na semana passada, a PGR pediu o retorno de Silveira à prisão por violação no uso da tornozeleira eletrônica.
Além do processo no Conselho de Ética, o deputado é réu no inquérito dos atos antidemocráticos. As investigações apuram o financiamento e a organização de manifestações antidemocráticas realizadas no ano passado.
Em seu voto, o relator afirmou que tem a convicção de que Silveira agiu nos limites do exercício de seu mandato, estando albergado pela imunidade material que lhe é conferida pela Constituição Federal. “Portanto, nossa conclusão é pela inocência de conduta incompatível com o decoro parlamentar que enseje a aplicação de penalidade de perda do mandato”, completou.
POSTURA INCOMPATÍVEL – Porém, o relator reconheceu que o deputado usou de linguagem e postura incompatível com princípios éticos e regras básicas que orientam a conduta parlamentar, por isso propôs a suspensão temporária do cargo.
A líder do Psol, deputada Fernanda Melchionna (RJ), criticou o relatório. “Por muito tempo eu acreditei que esta comissão avançaria para a cassação de mandato, o que deveria ser feito. A liberdade de expressão não pode ser aplicada para fomento de crimes de ódio”, afirmou.
### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O deputado Daniel Silveira é um figura deletéria, que desmoraliza o Poder Legislativo. A Cãmara tem oportunidade de se livrar deles, mas o espírito corporativista fala mais alto, enquanto o interesse público fica em segundo plano.(C.N.)
Vieira é um dos destaques na nova geração do Senado
Alvaro Gribel O Globo
O senador Alessandro Vieira pediu nesta quarta-feira sua desfiliação do partido Cidadania. Ele tomou a decisão depois que o partido retirou uma ação no STF questionando o chamado “orçamento secreto” do governo federal.
“Fui comunicado pelo presidente Roberto Freire de que o Cidadania iria apresentar a desistência da ação, como de fato já apresentou. Os motivos para essa desistência deixo para o próprio Roberto esclarecer. Evidentemente respeito a decisão, mas discordo frontalmente.”
A ação havia sido elaborada pela equipe do senador Vieira, que se sentiu traído pelo partido. Alessandro Vieira é membro suplente da CPI da pandemia e tem sido um dos senadores mais ativos na busca por explicações das medidas do governo federal no combate à covid.
### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Alessandro Vieira, ex-delegado da Polícia Civil de Sergipe, é uma das revelações da nova leva de parlamentares brasileiros. Era presidente regional do Cidadania e decide sair do partido, por causa da prepotência do presidente nacional Roberto Freire, que está destruindo o Cidadania com essas maluquices de paparicar Luciano Huck e tomar decisões verdadeiramente ditatoriais. O senador Alessandro Vieira vai fazer falta ao partido, enquanto Freire deveria se mancar e pedir o boné. Aos 80 anos, já não tem condições de presidir um partido que pode ser alternativa para os homens de bem, como se dizia antigamente. Quando sair, será uma ausência que preenche uma lacuna, como se dizia antigamente.(C.N.)
Terra vai abordar gabinete paralelo e imunização de rebanho
Marcela Mattos, Beatriz Borges e Sara Resende G1 e TV Globo Brasília
A CPI da Covid aprovou nesta quarta-feira (9) uma série de requerimentos de convocação. Entre os convocados para dar depoimento estão o deputado federal Osmar Terra e o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Alexandre Figueiredo Marques. Também foi aprovada a reclassificação de documentos classificados pelo governo federal como sigilosos (veja vídeo acima e lei mais abaixo).
O auditor do TCU convocado produziu a nota que alegava haver “supernotificação” de mortes por Covid no país. Tal relatório foi citado nesta segunda (7) por Bolsonaro, que atribuiu o documento ao TCU e falou em exagero nos números divulgados anteriormente. No mesmo dia, o TCU desmentiu o presidente e negou ter produzido a nota.
OS CONVOCADOS – Confira as convocações aprovadas pela CPI: Osmar Terra, deputado federal; Felipe Cruz Pedri, secretário de Comunicação Institucional do governo; José Alves Filho, empresário; Renato Spallicci, presidente da Apsen Farmacêutica; Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU); Francisco de Araújo Filho, ex-secretário de Saúde do Distrito Federal ; Desenvolvedor (não nominado) do aplicativo TrateCov; Francieli Francinato, coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI)
A comissão quer avançar as apurações sobre o chamado “ministério paralelo”, um núcleo que teria atuado no enfrentamento à pandemia à margem das orientações do Ministério da Saúde e das evidências científicas.
Nesse contexto, o deputado e ex-ministro da Cidadania Osmar Terra (MDB-RS) é apontado como peça-chave sobre aconselhamentos repassados ao governo.
IMUNIZAÇÃO DE REBANHO – Conforme levantamento feito pela GloboNews, Osmar Terra se reuniu desde o início da pandemia de Covid pelo menos 17 vezes com o presidente Jair Bolsonaro. O deputado é contrário a medidas de isolamento como forma de conter a expansão da doença. Ele foi uma das primeiras autoridades a lançar a tese da chamada “imunidade de rebanho”, ou seja, a contaminação generalizada como forma de se alcançar a imunização coletiva.
Na sessão desta quarta, a CPI chegou a discutir a convocação do diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, mas o requerimento para chamá-lo foi rejeitado.
No caso da coordenadora do PNI, Francieli Francinato, a CPI também aprovou uma acareção entre ela e a médica infectologista Luana Araújo, que foi dispensada do Ministério da Saúde dez dias depois e ser anunciada pelo ministro Marcelo Queiroga como secretária de combate à Covid. O tema da acareação serão as medidas de vacinação de gestantes.
RETIRADA DO SIGILO – No início da sessão, os senadores também aprovaram uma reclassificação nos documentos encaminhados à CPI.
Parlamentares reclamaram de documentos encaminhados pela Secretaria de Comunicação da Presidência e pelo Ministério das Relações Exteriores tarjados como sigilosos. Segundo eles, não haveria a necessidade de as informações serem mantidas em sigilo.
Relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) explicou que a ideia é deixar sob sigilo apenas aqueles documentos em que a confidencialidade é exigida por lei, como assuntos de segurança nacional e de interesse do estado brasileiro.
NADA SIGILOSO – “Tudo vem carimbado como sigiloso, quando não é nada sigiloso. Nós vamos acabar com esse negócio”, afirmou o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM). Segundo ele, o sigilo é decretado para “dificultar o acesso dos senadores”.
A CPI também aprovou requerimentos de informações. Entre eles, há um pedido para que o Ministério da Saúde informe se houve contratos firmados entre a pasta e empresas ligadas à médica Nise Yamaguchi, uma das possíveis integrantes do chamado “ministério paralelo”. Ainda sobre Yamaguchi, a comissão solicitou que companhias aéreas encaminhem registros de voos da médica para Brasília durante a pandemia, com o detalhamento sobre o comprador dos bilhetes.
Foi aprovado também requerimento que solicitou que a Polícia Federal faça uma perícia no aplicativo TrateCov para apurar se a plataforma foi alvo de hackers, conforme relatado pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.