Nesta terça-feira, o número de mortos subiu para 2.634
Deu na IstoÉ (Agência FP)
No Brasil, o segundo país com mais óbitos pelo coronavírus, a soma da lenta vacinação, reabertura prematura da economia e o potencial da variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia, preveem uma nova onda duríssima da pandemia.
Alguns especialistas falam da chegada de uma terceira onda em junho ainda mais letal que as duas primeiras, visto que parte de um platô muito mais alto, com média móvel de cerca de 2.000 mortes diárias. Nesta terça-feira, dia 8.. chegou a 2.634 mortes, o maior número nos últimos 34 dias.
SEM QUEDA MÍNIMA – Outros antecipam que no Brasil não se pode falar em ondas porque nunca nos 16 meses de pandemia conseguiu-se sufocar o vírus até a queda mínima de mortes e casos, como aconteceu, por exemplo, em países europeus, algo que atribuem ao presidente Jair Bolsonaro e sua campanha contra as quarentenas por seus nocivos efeitos econômicos.
Nos dramáticos meses de março e abril, quando chegou-se a um pico de mais de 4.000 mortos em um único dia, quase todos os governadores voltaram a adotar o fechamento de serviços não essenciais e toques de recolher noturnos.
### NO DF, CRESCE O NÚMERO DE PACIENTES ABAIXO DOS 50 ANOS
Cibele Moreira Correio Braziliense
Enquanto o Distrito Federal avança na imunização da população com 58 anos ou mais, cresce as internações em hospitais públicos de pacientes com covid-19 na faixa-etária abaixo dos 50 anos. Segundo dados da Secretaria de Saúde, cerca de 85 pessoas, entre 0 e 50 anos, estão recebendo cuidados intensivos nas UTIs da rede pública. Desse quantitativo, nove têm 35 anos e seis são bebês com menos de um ano de idade.
Nas unidades de cuidados intermediários (UCI), das 73 internações, 30 são de pacientes com 50 anos ou menos. O número mais expressivo se encontra nos três hospitais de campanha, com 90 pessoas internadas em leitos com suporte ventilatório com idade entre 27 e 50 anos, sendo que a maioria são pessoas na faixa etária dos 40 anos.
### DE CADA 10 ÓBITOS, 4 SÃO ABAIXO DOS 60 ANOS EM ARARAQUARA
Deu em ACidadeON/Araraquara
O agravamento da covid-19 em pacientes mais jovens, que antes não integravam os grupos de risco, vem sendo alertado pelas autoridades de saúde e pode ser confirmado nos números: das 89 mortes pela doença em Araraquara no mês de fevereiro, 34 delas foram de pessoas abaixo de 60 anos. Ou seja, 38%.
No ano passado inteiro, 17 dos 92 óbitos foram de pessoas não idosas, o que representou 18%. Essa mudança de perfil é alertada pelos profissionais de saúde do município desde o final de janeiro, quando se suspeitava que uma nova variante do vírus estivesse em circulação, fato confirmado no último dia 12 pelo Instituto de Medicina Tropical da USP (Universidade de São Paulo).
No plano nacional, as UTIs estão recebendo pessoas mais jovens, entre 30 e 50 anos, em situação mais grave e que estão demandando mais tempo de internação de dois a cinco dias a mais na UTI em relação aos pacientes dos primeiros meses da pandemia, o que prejudica o giro de leitos.
Se isso não é irresponsabilidade, vamos corrigir o dicionário
Deu no Correio Braziliense (Agência Estado)
Após requisição ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo federal justificou as violações de medidas restritivas cometidas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia.
O ministro havia dado cinco dias para que o governo se manifestasse em uma ação movida pelo PSDB para obrigar Bolsonaro a seguir as recomendações sobre uso de máscara e distanciamento social. O partido afirma que o presidente age ‘em flagrante desvio de finalidade’ ao descumprir orientações da própria administração pública federal, como o Ministério da Saúde e a Anvisa.
DIZ O PLANALTO – Em 15 páginas, o governo diz ter adotado ‘diversas ações’ para enfrentamento da covid-19 e defende ser ‘dispensável’ qualquer ordem judicial que se sobreponha aos decretos vigentes.
“A adoção de medidas pelo Governo Federal, capitaneadas pelo Chefe do Poder Executivo Federal, têm por escopo combater o novo coronavírus, o que, por si só, afasta a alegação de irresponsabilidade imputada ao Presidente da República quanto à observância de medidas necessárias ao enfrentamento da pandemia”, diz um trecho do documento.
Um levantamento publicado em março pelo Estadão mostrou que, desde o início da pandemia, o presidente promoveu pelo menos 41 cerimônias com aglomeração no Palácio do Planalto. Nos eventos públicos, Bolsonaro apareceu sem máscara de proteção, item indispensável para evitar a contaminação em massa. No mês passado, em viagem ao Maranhão, ele chegou a ser multado pelo governo Flávio Dino (PCdoB) por descumprir as medidas sanitárias para enfrentamento da pandemia em vigor no Estado.
### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Só pode ser Piada do Ano. A defesa de Bolsonaro é hilária. Ele mente com a velocidade de uma metralhadora, mas as abundantes imagens o contestam previamente. Portanto, sobre essa defesa, só se pode dizer que o papel aceita tudo…(C.N.)
Líder do governo ataca juízes, procuradores e auditores
Vinícius Valfré Estadão
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, reagiu nesta terça-feira, 8, às declarações do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), sobre descumprir decisões judiciais. “O respeito a decisões judiciais é pressuposto do Estado Democrático de Direito”, disse Fux ao Estadão.
Horas antes, em um evento organizado pelo jornal Correio Braziliense e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Barros criticou o Judiciário e disse que “vai chegar a hora” de decisões judiciais deixarem de ser cumpridas.
DISSE O LÍDER – A ameaça de descumprimento surgiu enquanto o parlamentar falava sobre o que ele considerou como “avanços do Judiciário sobre prerrogativas” do Poder Executivo.
Ao comentar a determinação do STF para que o governo realize o censo demográfico em 2022, o parlamentar reclamou de decisões que não têm “nenhum fundamento”.
“O Judiciário vai ter que se acomodar nesse avançar nas prerrogativas do Executivo e Legislativo. Vai chegar uma hora em que vamos dizer (para o Judiciário) que simplesmente não vamos cumprir mais. Vocês cuidam dos seus que eu cuido do nosso, não dá mais simplesmente para cumprir as decisões porque elas não têm nenhum fundamento, nenhum sentido, nenhum senso prático”, afirmou.
REAGIR À JUSTIÇA – No evento, voltado a debater a reforma tributária, o líder do governo na Câmara sugeriu que a legislação tenha mecanismos que permitam que empresários reajam a juízes, promotores de Justiça e auditores fiscais.
Essas categorias, para o deputado, formam uma “classe de inimputáveis” que fazem “ativismo político” e precisam ser enfrentados. O fato de moverem processos e aplicarem multas e penalidades que, mais tarde, acabam sendo revistas deveria resultar em reparações, na opinião do deputado.
“Promotores, juízes, auditores fiscais podem ir na sua empresa, lhe multar em R$ 100 milhões, bloquear seus bens para garantir esses R$ 100 milhões. E, depois de 10 anos, você vai no conselho de contribuintes, ganha, e o que acontece? Nada”, disse.
CITANDO A CONSTITUIÇÃO – Em seguida, disse o líder do governo: “Quando a nossa Constituição diz que todos somos iguais perante a lei, precisamos fazer valer isso porque essa classe de inimputáveis, que faz ativismo político, que prejudica a tantos… para eles é apenas um comentário no cafezinho do fórum: ‘você viu o que eu fiz?’.”
Ao final, Ricardo Barros afirmou: “Isso é uma coisa que o Brasil tem que enfrentar. Se não enfrentarmos, não vamos avançar”.
### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –A resposta de Fux foi burocrática. O líder do governo está pregando desobediência às instituições, e isso é grave, gravíssimo, representa crime contra a segurança nacional, partindo de um representante de um dos Poderes da República. Mas quem se interessa?(C.N.)
Reportagem de Francisco Leali, O Globo desta terça-feira, coloca em grande destaque a decisão do Exército que impôs o sigilo de cem anos para divulgação do processo que avaliou que Eduardo Pazuello não cometeu indisciplina e nem infringiu a lei com a sua presença na caravana de motociclistas no Rio de Janeiro ao lado de Jair Bolsonaro. Participou da reportagem Dimitrius Dantas.
O que os repórteres queriam saber era a respeito do conteúdo que marcou a reunião do Alto Comando que afastou qualquer hipótese de punição ao ex-ministro da Saúde. Pela legislação em vigor existem assuntos que são resguardados, segundo a matéria, pelo período de um século.
URNAS E ARMAS – A meu ver, há um sinal claro de que Bolsonaro avançou na rota militar, passando assim a desenvolver dois projetos políticos: o caminho das urnas e o caminho das armas. É mais do que evidente que o projeto do bolsonarismo é ocupar o poder no Brasil por um largo espaço de tempo. Não que haja algo que possa ser mantido em segredo por um século, não é esse o aspecto mais importante.
O aspecto mais importante está no posicionamento da área militar dando cobertura ao presidente da República ao mesmo tempo em que assegura uma imunidade do estatuto, aplicando-a ao general Eduardo Pazuello. Realmente não há como, pelo menos no momento, como se vencer a barreira estabelecida. A repercussão deverá ser muito grande e não sei porque só o Globo publicou esta matéria. O texto de Francisco Leali e Dimitrius Dantas deveria constar da edição online do jornal. Mas esta é outra questão.
A pesagem da importância das reportagens é um critério exclusivo dos editores. Aliás, a diferença entre o jornalismo, nele compreendidos os jornais impressos e as informações na internet, estabelece uma distância bastante grande. Já focalizei o assunto outras vezes, acentuando que os órgãos de imprensa e as emissoras de televisão seguem critérios traçados pelos respectivos editores. O que não se aplica às redes sociais da internet. Qualquer pessoa pode ter acesso e se manifestar como bem entender. Entretanto, a liberdade de expressão não representa por si só a condição de imunidade aos autores dos textos.
AUXÍLIO EMERGENCIAL – Mas eu disse que Bolsonaro desencadeia sua maratona em dois pólos. O pólo militar, que bloqueou as informações sobre as decisões do Alto Comando, e a determinação do próprio Bolsonaro de prorrogar o auxílio de emergência por mais dois meses porque terminaria no final deste mês a última parcela da emergência que foi destinada aos extremamente carentes que encontram dificuldades de todo tipo até para se alimentar, o que colide com a condição humana.
Mas a condição humana, como objetivo do governo, não é apenas um ato de socorro, trata-se também de um ato político para conter a perda de popularidade do governo, tendência registrada pelas últimas pesquisas do Datafolha. A prorrogação por dois meses para o auxílio de emergência está focalizada em reportagem de Idiana Tomazelli, do Estado de São Paulo de ontem.
Bolsonaro sabe que na primeira vez que se criou a disponibilidade financeira aos segmentos de baixíssima renda, ele melhorou a sua imagem nos redutos atingidos pela fome, o que faz parte da campanha eleitoral de um presidente cuja administração começou em 2019 e já no ano seguinte, em 2020, lançou-se candidato à reeleição nas urnas de 2022.
SEM PROJETO – A movimentação de Jair Bolsonaro revela que ele joga tudo em sua manutenção no poder. A democracia para ele é apenas um caminho, não é um princípio legítimo de governar o país. O seu governo continua sem projeto, permanece sem uma definição ideológica, a não ser a sua consolidação na direita e a sua preocupação em unir sua corrente com todas as outras que se opõem à atuação das faixas de esquerda, 95% das quais vinculadas ao centro-esquerda. Claro, porque ninguém poderá supor, o que seria uma absurdo, que João Doria, Tasso Jereissati, Marina Silva ou Ciro Gomes possam ser incluídos em posições extremistas.
Nessa altura dos acontecimentos, o extremismo é reservado para aqueles que buscam qualquer resultado desde que permaneçam no poder ou cheguem a ele de que forma for. O comunismo no mundo desabou desde o episódio do ultimato do presidente Kennedy ao líder da então União Soviética, Nikita Khrushchov. Foi o caso da retirada dos mísseis russos nas águas cubanas há 40 quilômetros da Flórida. A partir daí houve um encontro de posições, sendo que o capitalismo participou velozmente das decisões de Moscou e de Pequim.
“TIGRE DE PAPEL” – As linhas russas e chinesas cobrem hoje grande volume da riqueza mundial. Veja-se, por exemplo, as compras de obras de arte por empresários russos e chineses. O comunismo virou o “tigre de papel”, antiga expressão proferida por Mao Tsé-Tung no desafio da Guerra da Coreia. A Guerra do Vietnã viria dez anos depois dos mísseis em Havana. Aliás, devo frisar que no mundo só existe um sistema econômico: o capitalismo. A diferença é que uma coisa é o capitalismo privado, exemplo dos Estados Unidos, e o capitalismo praticado em Pequim e em Moscou.
A extrema-esquerda agora só se pratica em Cuba e na Coreia do Norte. De fato, a diferença situa-se entre um plano e outro, mas os métodos de ação são os mesmos, uma aproximação com o poder. A aproximação com o poder explica a influência da constelação de interesses de um lado e de outro.
Em relação à extrema-esquerda pode-se dizer e contrapor o título de Ian Fleming autor do 007: “Os diamantes são eternos”. Foi uma ilusão marxista acreditar que a humanidade pudesse viver sem as jóias da riqueza. Mas isso demonstra o fracasso de uma profecia. A realidade no campo político não é focalizada nitidamente pela profecia, ao contrário.
SUCESSÃO PRESIDENCIAL – O panorama está exposto, iluminado por um segredo de cem anos e que se aplica a um prazo de dois anos, tempo suficiente para ocorrer a sucessão presidencial no Brasil. Bolsonaro e os seus seguidores querem mudar a legislação e impor o voto impresso.
Trata-se de simples pretexto para o caminho e mais um período de poder, cujos defensores temem uma derrota para Lula da Silva. O sinal de alarme tocou e a corrida no convés também. Uma nau chamada democracia, sonho de todos nós, exceção de apenas uns poucos, pode não se confirmar no final da maratona brasileira.
A defesa do político ainda não se manifestou sobre a decisão.
Por G1 SE
A Justiça de Sergipe condenou o ex-deputado federal, Heleno Silva, por crime de improbidade administrativa em ação movida pelo Ministério Público de Sergipe, referente ao período em que ele foi prefeito do município de Canindé de São Francisco. A sentença foi assinada, nesta segunda-feira (7), pelo juiz Paulo Roberto Fonseca Barbosa.
Com a decisão, o político deve fazer o ressarcimento integral do dano causado, devidamente atualizado. Até setembro de 2016, o valor ultrapassa os R$ 28 milhões. Além disso, foi estabelecida uma multa civil correspondente ao dobro do valor do dano. Bem como, a suspensão dos direitos políticos dele por oito anos.
Ficou determinado ainda, a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos. Na mesma sentença, o ex-secretário de finanças do município, na gestão de Heleno, também condenado por improbidade.
Até o fechamento da matéria a defesa do ex-deputado não se manifestou sobre a decisão.
Em reunião, Ministérios Públicos cobram transparência da SES e agilidade da SMS na análise e liberação dos códigos do VacinAju para acelerar a vacinação contra a Covid-19 (Foto: arquivo/Marcelle Cristinne)
O Ministério Público do Estado de Sergipe (MPSE) e o Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) promoveram reunião com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju (SMS) para discutir sobre o andamento da vacinação contra a Covid-19 em Sergipe. Entre os assuntos, os MPs questionaram à SES sobre a transparência e a necessidade de acelerar a distribuição das doses; solicitaram à SMS Aracaju mais agilidade na análise e liberação dos códigos do VacinAju, estratégias para otimizar a imunização por meio do drive thru e celeridade na campanha de imunização na Capital.
Transparência na divulgação das doses
Os Ministérios Públicos explicitaram sobre a necessidade de clareza e transparência em relação aos dados da campanha de vacinação divulgados no site/redes sociais da Secretaria de Estado da Saúde. Pontuaram que no site não estão discriminados os quantitativos recebidos para D1 (primeira dose) e D2 (segunda dose), sendo estes dados fundamentais para indicar se efetivamente todas as D1 recebidas estão sendo imediatamente distribuídas para os Municípios.
A SES reconheceu a necessidade de aprimorar a publicização das informações sobre a vacinação em Sergipe e sinalizou que esses dados serão imediatamente atualizados, inclusive com as especificações indicadas, detalhando o quantitativo recebido do Ministério da Saúde, se é D1, D2 ou reserva técnica. Informou, ainda, que o estoque de vacinas atual é compreendido por D2 e reserva técnica, já que todas as D1 estão em processo de distribuição para os Municípios.
Agilidade na distribuição das vacinas no Estado
Os MPs também questionaram à SES sobre o atraso na distribuição das doses de vacinas recebidas em 02 de junho, uma vez que foram encaminhadas às centrais de distribuição apenas 05 dias após o recebimento. Foi explicitado pelos Ministérios Públicos que, em grande parte dos Estados, essa distribuição ocorre de forma quase imediata e que Sergipe precisa ser ágil neste processo de distribuição e acelerar a campanha, principalmente porque se encontra nas piores posições em relação a índices de ocupação de leitos Covid-19 no Brasil.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 30 Municípios, incluindo Aracaju, efetuaram a retirada das doses no sábado, dia 05, e que por opção da maioria deles, que ainda dispunham de imunizantes em estoque, a distribuição da última remessa de vacinas recebidas pelo Estado de Sergipe ocorreu apenas na segunda-feira, dia 07.
Cadastro e liberação do código do VacinAju
Em relação ao VacinAju, os Ministérios Públicos pontuaram que têm chegado à Ouvidoria do MPSE e vêm observando nas redes sociais oficiais do Município de Aracaju muitas reclamações sobre o tempo de análise dos cadastros para vacinação e liberação dos códigos. Neste sentido, foi oficiado à Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju para apresentação dos dados detalhados relacionados às pendências de análise no VacinAju: portadores de comorbidades (1692 pessoas); e profissionais de educação, que atuam em creches (184), pré-escola (818) e ensino fundamental (1997).
Sobre os portadores de comorbidades, a SMS Aju esclareceu que realizou um mutirão no último final de semana para análise e liberação dos códigos. Foram analisados mais de 1 mil cadastros pendentes. A SMS informou que também foi feito mutirão nos cadastros dos profissionais de educação e que foi acordado com a Federação das Escolas Particulares de Sergipe (Fenem/SE) o envio das listas de todos os profissionais de educação das escolas privadas para agilizar esta análise.
Os Ministérios Públicos explicitaram, ainda, que a cada grupo prioritário e/ou idade liberada para vacinar, é fundamental que todas as pessoas que se cadastraram já estejam com a análise do cadastro efetuada e o código liberado. Após a divulgação do calendário, é inadmissível que o indivíduo não tenha acesso imediato à vacina por falta de análise cadastral e liberação do código.
Vacinação no drive thru
Os Ministérios Públicos ressaltaram sobre a importância do drive thru na agilização do processo de imunização, notadamente por ser um meio de fluxo rápido e com menos exposição dos usuários a aglomeração. De acordo com os MPs, na primeira etapa da campanha, quando imunizados os idosos, a metodologia foi bastante eficaz e responsável pela aceleração da imunização, mas atualmente, segundo os dados apresentados, o serviço está sendo subutilizado, com a redução da procura.
Foi pontuado que um dos possíveis fatores da baixa demanda pode ser o atraso na análise dos cadastros pelo VacinAju, o que deverá ser solucionado.
Encaminhamentos
Após as discussões ficou definido que:
– a SES deverá, no prazo de 05 dias, aprimorar a publicização das informações sobre os dados de vacinação em Sergipe, apontando o quantitativo recebido do Ministério da Saúde e especificando se é D1, D2 ou reserva técnica; detalhar, a cada nova distribuição, os dados relativos às remessas de vacinas para os Municípios, especificando o tipo de vacina (D1 ou D2) e a quantidade enviada de cada tipo aos Municípios;
– a SMS Aju deverá analisar, até a próxima sexta-feira, dia 11 de junho, todos os cadastros para vacinação de portadores de comorbidades (647 pendentes), liberar os códigos aprovados e enviar aos MPs a planilha atualizada do VacinAju;
– a Fenen/SE será oficiada para que envie as listas complementares indicando os profissionais da educação da rede privada e, após o recebimento destas informações, a SMS Aju deverá, no prazo de 03 dias, analisar todos os cadastros pendentes e liberar códigos dos profissionais da educação que laboram em creches, pré-escolas e ensino fundamental;
– no prazo de 48 horas, a Secretaria deverá informar como será resolvida a situação dos profissionais da educação cadastrados no VacinAju, vinculados aos estabelecimentos de ensino não filiados à Fenen/SE;
– para o próximo planejamento do calendário de vacinação, a SMS Aju deverá avaliar estratégias complementares para otimizar a utilização do drive thru, evitando a subutilização do serviço, dada a sua importância para a campanha;
– a SMS Aju, como forma de agilizar a imunização na Capital, deverá avaliar no curso da semana a execução do calendário vigente e se a vacinação do público-alvo está correspondendo aos números planejados, para que, se possível, seja antecipado o calendário de vacinação para grupos prioritários/idades em geral, evitando “saldo de vacinas D1” para a semana subsequente.
SMS
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde reafirmou a transparência aplicada no Plano Municipal de Vacinação contra covid-19 e atua em parceria com os órgãos reguladores para garantir celeridade na vacinação e evitar possíveis fraudes.
Sobre os questionamentos apontados pelo Ministério Público Estadual (MPE), a Secretaria esclareceu que são registrados muitos cadastros de profissionais de Educação que ainda não estão na fase de vacinação, haja vista o Plano contemplar atualmente profissionais de Educação que atuam em creche, pré-escola e primeiro a nono ano do ensino fundamental e médio.
Além disso, conforme a SMS, os códigos são gerados a partir da conferência de dados nas listas enviadas pela Secretaria Municipal de Educação, Secretaria de Estado da Educação e pela Federação dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de Sergipe (Fenem) e que demanda tempo.
Segundo a SMS, é importante destacar que em reunião para debater a vacinação dos profissionais de Educação, com a presença de representantes das Secretarias de Educação do Município, do Estado e Fenem, foi acordado que as informações sobre profissionais de instituições de ensino privada seriam centralizadas na Federação. Portanto, as instituições de ensino que ainda nao enviaram dados para Fenem, devem fazê-lo de imediato.
A atuação das equipes de validação da SMS pode ser mensurada a partir do número de códigos de profissionais da rede municipal e estadual de ensino aguardando validação. Dos 2900 profissionais listados pela rede do Município, não há cadastro em análise, 1918 já foram vacinados e 735 ainda não se cadastraram. O mesmo ocorre com lista enviada pela Secretaria de Educação do Estado, a qual não há pendência de cadastro em análise.
Já em relação aos cadastros de pessoas com comorbidades, a SMS explicou que a documentação é avaliada por uma equipe técnica composta por mais de dez pessoas, a fim de assegurar a lisura da vacinação, e que muitos dos cadastrados ainda em análise apresentaram relatórios médicos de comorbidades não contempladas pelo Plano Nacional de Imunização.
Até o momento, o município de Aracaju vacinou 32.350 pessoas com comorbidades.
Sobre a circulação no drive-thru, a gestão tem percebido movimentação de escolha de imunizante e uma queda na procura pelo drive-thru porque o tipo de vacina disponibilizado nesse ponto de atendimento é AstraZeneca.
A taxa de ocupação dos leitos clínicos para crianças com Covid-19 aumentou consideravelmente na Bahia nos últimos dias e alcançou a marca de 87%. Neste momento, 58 das 67 vagas de enfermaria destinadas a pacientes pediátricos com o novo coronavírus estão preenchidas, conforme dados publicados pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) nesta terça-feira (8).
A ocupação também é alta no caso das unidades pediátricas de terapia intensiva para pacientes com Covid-19. Das 35 UTIs reservadas para crianças no estado, 26 estão ocupadas, representando uma taxa de 74%.
Diferentemente das primeiras versões da Covid-19, que eram mais agressivas em pacientes idosos ou com doenças que agravam a infecção, as novas variantes do vírus têm gerado sintomas mais graves também em jovens.
Mesmo com esses indicadores, desde os primeiros dias de maio, alguns colégios particulares do estado já retomaram aulas presenciais, autorizadas por decretos do poder público.
Em Salvador, colégios tradicionais, como o Antônio Vieira e o Anchieta, já registraram casos da Covid-19 e precisaram suspender as atividades de turmas específicas. No total, a capital registrou pelo menos 120 contaminações diferentes em um mês de aulas presenciais (saiba mais aqui).
ADULTOS
A ocupação das UTIs para adultos com Covid-19 também apresenta um número acima dos 80%. No momento, 1.342 dos 1.588 leitos de terapia intensiva regulares estão ocupados, indicando uma taxa de 85%. As enfermarias, por outro lado, têm uma folga maior, com 68% de vagas preenchidas (1.196 de 1.747).
O TCU (Tribunal de Contas da União) poderá afastar o servidor que inseriu documento com informações distorcidas sobre a Covid dentro do sistema do órgão. Os dados foram usados pelo presidente Jair Bolsonaro para, sem prova, sugerir supernotificação de óbitos pela pandemia no Brasil.
O ministro-corregedor do tribunal, Bruno Dantas, afirma que as informações já levantadas sobre o caso são "graves". A expectativa é que ele proponha a abertura de processo disciplinar.
O auditor Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques incluiu no sistema, no domingo (6), documento não oficial com os dados distorcidos, conforme divulgou a revista Crusoé.
"Os fatos até aqui apurados pela Corregedoria são graves e será necessário aprofundamento para avaliar a sua real dimensão. Ainda é cedo para extrair conclusões, mas se ficar comprovado que o auditor utilizou o cargo para induzir uma linha de fiscalização orientada por convicções políticas, isso será punido exemplarmente", disse Dantas.
Também há requerimento do senador Humberto Costa (PT-PE) para convocar Marques à CPI da Covid.
O TCU desmentiu na segunda-feira (7) a declaração de Bolsonaro de que o tribunal produziu relatório afirmando que "50% dos óbitos por Covid não foram por Covid". O órgão disse, em nota, que não elaborou o documento.
O tribunal informou que será instaurado "procedimento interno para apurar se houve alguma inadequação de conduta funcional no caso".
Segundo o TCU, o documento era uma análise pessoal de um servidor, que havia sido compartilhada para discussão e não integrava processos oficiais. "Ressalta-se, ainda, que as questões veiculadas no referido documento não encontram respaldo em nenhuma fiscalização do TCU", afirmou o órgão. A reportagem não conseguiu contato com o servidor.
Após ser desmentido, Bolsonaro disse nesta terça-feira (8) que errou ao atribuir à corte o documento, mas insistiu que há indícios de supernotificação das mortes por coronavírus no país. Ele disse ter acionado a CGU (Controladoria-Geral da União) para investigar essas suspeitas.
"O TCU está certo, eu errei quando eu falei tabela, o certo é acórdão", disse Bolsonaro em conversa com apoiadores ao deixar o Palácio da Alvorada, a residência oficial da Presidência.
Mais uma vez, porém, ele não apresentou nenhuma prova que embase a afirmação --ao mencionar indícios, citou apenas "vídeos no WhatsApp".
Em seguida, o presidente fez referência a uma lei de 2020 que estabelece que a divisão de parte dos recursos federais enviados a estados e municípios no ano passado deveria seguir o critério de taxa de incidência da doença nas unidades da Federação.
"O próprio TCU dizia que essa lei complementar poderia incentivar uma prática não desejável de supernotificação de Covid para aquele estado ter mais recurso. A tabela quem fez fui eu, não foi o TCU."
O TCU elaborou um acórdão em outubro de 2020 em que afirma que os critérios de transferência de recursos adotados pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios, com base no número de infectados, poderia, em tese, levar algum gestor a elevar artificialmente as notificações.
De acordo com um dos ministros do tribunal, essa parte do texto, feita por técnicos, tratava de uma hipótese jamais comprovada pela realidade.
Além de não questionar o número oficial de óbitos pela Covid no Brasil (hoje superior a 470 mil), o documento do TCU indica em diferentes trechos que pode haver inclusive subnotificação de casos da doença no Brasil.
Nesta terça-feira, em frente ao Alvorada, Bolsonaro insistiu na tese de que há "indício enorme" de supernotificação de casos de Covid no Brasil. O objetivo dos estados, segundo ele, seria acessar mais recursos enviados pelo governo federal.
Ele citou dados de mortes anuais no Brasil e afirmou que pediu uma investigação da CGU sobre o caso. "Isso leva a um indício enorme no sentido de que houve sim supernotificação pela prática indesejável, apontada por acórdão do TCU, que isso poderia acontecer para governadores conseguir mais recursos."
Também para justificar os supostos indícios, o presidente mencionou "vídeos no WhatsApp".
"[Para] a CGU fazer então um trabalho em cima disso aí. É um indício fortíssimo, vocês devem ter visto muitos vídeos no WhatsApp [de] pessoas falando 'meu pai, meu avô, meu tio, meu irmão não morreu de Covid'. E botaram Covid por quê? Poderia estar havendo, como o próprio TCU previu --não tabela, em acórdão-- que isso ia acontecer. Acho que agora está justificado o que foi fal ado ontem, que a gente pode errar. Eu não tenho compromisso com o erro, não tem problema nenhum", concluiu.
Apontado como o autor do “estudo paralelo” do Tribunal de Contas da União (TCU), o qual nega a ocorrência de metade das mais de 500 mil mortes em consequência da Covid-19 no Brasil, o auditor do órgão Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques é amigo dos filhos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, conforme publicação do Blog do Valente, hospedado no portal do Correio Braziliense.
De acordo com o levantamento feito pelo auditor, os governadores inflaram o total de óbitos para obterem mais verbas do governo federal. O “estudo paralelo” foi citado por Bolsonaro na segunda-feira (7) para desqualificar a pandemia do novo coronavírus. Nesta terça (8), o presidente assumiu que o “estudo” não pertence oficialmente ao TCU (reveja).
Alexandre é lotado na secretaria do TCU que lida com inteligência e combate à corrupção. Quando começou a pandemia do novo coronavírus, ele pediu para acompanhar as compras com dinheiro público de equipamentos para o combate à Covid, conta a reportagem, indicando terem sido estes os dados utilizados para o levantamento não oficial.
Ao apresentar os resultados de sua tese aos colegas de trabalho, Alexandre teria sido veemente repreendido, pois ficou claro que ele queria desqualificar os governadores e favorecer o discurso de Bolsonaro. Nenhum outro auditor do TCU endossou o “estudo” por considerá-lo uma farsa.
Assustados com a insistência de Alexandre, os colegas de trabalho comunicaram os ministros da Corte de Contas o que estava acontecendo. Mas o auditor entregou a sua tese aos filhos de Bolsonaro, que a tornou pública. O TCU abriu investigação para apurar a conduta de Alexandre, diz a publicação.