sábado, março 06, 2021

FHC faz autocrítica e admite sentir ‘certo mal-estar’ por não ter votado em Haddad contra Bolsonaro em 2018


FHC, que votou nulo no 2º turno, diz acreditar em prévia no PSDB para 2022

Tayguara Ribeiro
Folha

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) demonstrou arrependimento em ter anulado o seu voto durante o segundo turno da eleição presidencial de 2018, disputada entre Jair Bolsonaro e o petista Fernando Haddad.

Segundo FHC, ele sentiu um “certo mal-estar não ter votado em alguém contra” Bolsonaro, diante do que tem sido apresentado pelo atual governo. Ele também admitiu que pode votar no PT em 2022 caso a disputa entre o partido e Bolsonaro se repita.

SEM ESCOLHA – “A pior coisa é você ser obrigado a não ter escolha. Ao não ter escolha, permite o que aconteceu: a eleição do Bolsonaro. Teria sido melhor algum outro? Provavelmente, sim. Pergunta se eu me arrependo? Olhando para o que aconteceu com o Bolsonaro, me dá um certo mal-estar não ter votado em alguém contra ele”, disse FHC em entrevista à revista Época.

O ex-presidente disse que foi a única vez na vida em que votou nulo. A decisão, segundo ele, ocorreu por não acreditar na possibilidade de que o PT pudesse realizar um bom governo. “Embora eu reconheça que o outro lado tinha mais sensibilidade social do que o Bolsonaro. Mas tinha medo que houvesse uma crise muito grande financeira e econômica e rachasse ainda mais o país.”

SEGUNDO TURNO – Questionado sobre um eventual segundo turno em 2022 entre Bolsonaro e um candidato petista, FHC admitiu que poderia votar no PT. De acordo com o ex-presidente, este voto “depende de quem do PT seria capaz de levar o país. Espero que não se repita esse dilema. Pouco provável que se repita”.

Para FHC, o PT perdeu muita presença na política brasileira. “O Lula tinha uma imantação, que era do Lula, e não do PT”, disse.”Não sei quem vai ser o candidato do PT. Mas eu prefiro que seja um candidato saído do PSDB, do centro, não necessariamente do PSDB”, afirmou ele, em referência a um eventual segundo turno nas próximas eleições para presidente.

O tucano voltou a abrir espaço no partido para uma filiação do apresentador da Globo Luciano Huck e disse que a candidatura de Doria à Presidência pelo PSDB não está garantida. “Eu acho que a prévia pode acontecer. É bom que aconteça. Nunca fui contra prévia”, afirmou.

ESTRUTURA – Segundo FHC, caso Huck decida ser candidato à Presidência, ele primeiro precisa ter uma estrutura partidária razoável. “O Luciano não tem nenhuma e vai escolher. Essa escolha é importante para a estruturação da campanha, e não para o voto. Tem de escolher um partido que tenha a capacidade, que seja irrigado por vários setores da sociedade para que você possa chegar a eles”, disse.

O tucano considera positiva a presença do apresentador no partido, mesmo diante de outros pré-candidatos que já existem no PSDB “Acho que o Doria já tem um partido. É suficiente? Não. Há o governador do Rio Grande do Sul, o Eduardo Leite. Ele pode querer ser [candidato a presidente]. Não sei. Acho que seria melhor uma composição entre eles.”

Na avaliação de FHC, uma filiação de Huck ao partido seria positiva para ambos. “Ele vai ter de calcular isso. Se vale a pena para ele. Para o PSDB é um candidato a mais. Mas o Huck vai ter de pensar em outra coisa. Qual é o partido que convém a ele? Será que é o PSDB ? Do meu ponto de vista, é. Mas o que vai prevalecer não é o meu, mas o ponto de vista dele. Nunca conversei com ele sobre isso”, disse.

Prefeituras não podem descumprir decreto estadual

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Prefeituras não podem descumprir decreto estadual


O prefeito Ércio Kriek argumentou sobre as consequências de tomar decisões contrárias às estabelecidas pelo Governo de Santa Catarina

 

O Governo de Santa Catarina publicou decreto a prorrogação, por mais sete dias, das medidas de restrições ao convívio social em todo o estado. O documento preserva todas as limitações já previstas no decreto anterior, nº 525, mas estende seus efeitos até o dia 7 de abril.

Com a medida, muitas entidades que representam comerciantes e empresários demonstraram grande preocupação com a manutenção da cadeia produtiva e dos empregos. Na tarde dessa terça-feira, dia 31, o prefeito de Pomerode, Ércio Kriek, contou que tem sido cobrado por uma posição contrária à adotada pelo governador Carlos Moisés, mas explicou não possuir autonomia para tal. 

http://www.testonoticias.com.br/

"Fomos orientados, inclusive pelo Ministério Público, a cumprir todas as determinações vigentes no decreto estadual. Como prefeitos, podemos apenas adotar medidas mais restritivas, mas não menos. Ou seja, precisamos cumprir o decreto". (Nosso grifo)

Ércio argumentou ainda que, caso o município descumpra, está sujeito a responder criminalmente pelo ato. "Com as indústrias tendo sua força de trabalho reduzida em 50% e o comércio fechado, sabemos que uma crise econômica e financeira nos aguarda no futuro, essa é sim uma grande preocupação e entendemos o apelo de todos para que a economia seja observada com cuidado", pondera. 

Para Ércio, é preciso avaliar que as posições tomadas pelo Governo do Estado têm por objetivo diminuir o ritmo de crescimento da disseminação do novo coronavírus entre os catarinenses. Ou seja, salvar vidas. "Há base técnica e científica para que mantenhamos o isolamento e o distanciamento social". 

Ainda falando sobre as ações de enfrentamento adotadas na cidade, Ércio ressaltou que o objetivo é preparar o município, assim com o acontece na região e no Estado, para um possível aumento exponencial de casos. "A vantagem que estamos tendo é o tempo para nos prepararmos, quanto mais fizermos agora, mais preparados estaremos para enfrentar essa doença se ela chegar com força em nossa região

/Teremos sim desafios à frente, inclusive econômicos, mas tenho a certeza de que conseguiremos superar com união". 

Ainda nessa terça-feira, dia 31, a prefeitura publicou decreto municipal em que mantém a declaração do estado de emergência na cidade.

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Nota da redação deste Blog - Ontem já fiz um comentário a respeito deste projeto de Lei de autoria do Vereador Jairo do Sertão; porém como enviaram esse Vídeo e solicitaram que se possível explicasse com mais clareza, resolvi publicar um caso concreto, onde resumindo todo diz o seguinte:

A questão de fundo reside basicamente no artigo 24, XII, da Constituição: 

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde;

O artigo 30, I, complementa:

Art. 30. Compete aos Municípios:
I - legislar sobre assuntos de interesse local;

O desembargador Pinheiro Franco entendeu que a Constituição estabelece que temas ligados à proteção e defesa da saúde são de competência da União, dos estados e do Distrito Federal. Assim, decretos estaduais prevalecem sobre normas editadas no contexto municipal (Nosso Grifo)

"A competência material reservada para os municípios no trato de questões locais diz respeito aos serviços que lhe são próprios, ou seja, aos assuntos que dizem respeito unicamente a sua comunidade em específico. Entretanto, como é por demais sabido, o combate à Covid-19 ultrapassa, e muito, os limites de circunscrição do Município de Campina Grande, a clamar medidas gerais e unificadas", afirmou o magistrado. 

Ele também ressaltou que, segundo linha norteada pelo STF, diante de conflitos como esse, os direitos à vida e à saúde coletiva se sobrepõem à economia. Assim, o decreto estadual atinge de forma mais eficaz a tarefa determinada pela Constituição: garantir a saúde.(Por  e )

https://www.conjur.com.br/


Acusações de Bolsonaro sem provas sobre fraude eleitoral são risco à democracia

 

Acusações de Bolsonaro sem provas sobre fraude eleitoral são risco à democracia
Foto: Agência Brasil

Ataques ao sistema eleitoral e à urna eletrônica fazem parte da retórica do presidente Jair Bolsonaro desde a campanha. Na véspera do pleito, em outubro de 2018, ele afirmou que só perderia se houvesse fraude. ?

 

“Isso só pode acontecer por fraude, não por voto, estou convencido”, disse em live em outubro de 2018.

 

As acusações infundadas se mantiveram mesmo depois de eleito. Em março de 2020, Bolsonaro disse que teria vencido a eleição ainda no primeiro turno, porém nunca apresentou nenhuma prova disso.

 

Até hoje, não há evidências de que tenham ocorrido fraudes em eleições com uso da urna eletrônica. A urna possui diferentes medidas de segurança e de auditoria.

 

Independentemente disso, há especialistas que defendem que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deveria aumentar a transparência do sistema eleitoral e melhorar as possibilidades de auditoria das eleições. O problema, dizem eles, é que o debate técnico e sério acaba ofuscado pela desinformação e por mentiras.

 

“Em um certo sentido, o presidente Jair Bolsonaro, quando diz que houve fraude nas eleições de 2018, de alguma maneira ele está dizendo: ‘o meu mandato, portanto, é ilegítimo, eu não deveria ter sido eleito", afirma o cientista político José Álvaro Moisés, que é coordenador do grupo de trabalho sobre a qualidade da democracia no Instituto de Estudos Avançados da USP.

 

Em recente entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o ministro do STF Edson Fachin apontou que a depreciação do valor do voto é um dos sete sintomas de um processo de corrupção da democracia no país.

 

As falas de um presidente da República questionando a segurança das eleições tiram valor do voto?

Especialistas do direito e da ciência política ouvidos pela reportagem concordam que falas que questionam a legitimidade de uma votação, no fim, acabam por colocar em xeque a própria democracia.

 

“O voto é o princípio básico de qualquer sistema democrático, isso porque a ideia da democracia é construída em cima desse princípio de que a população escolhe seus governantes. E é isso que os torna legítimos. É o voto que dá legitimidade aos Poderes constituídos”, diz a cientista política e professora da Unicamp Andréa Freitas.

 

Portanto, se o sistema de votação é colocado em dúvida, junto com ele entram em descrédito o poder do eleitor ao votar e, por consequência, a democracia.

 

“Em um país em que a maioria da população é analfabeta politicamente e não acredita na importância do voto, as falas do presidente Bolsonaro aumentam ainda mais a desconfiança contra o principal instrumento da democracia”, afirma a cientista política Joyce Luz, que é doutoranda pela USP e professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fesp-SP).

 

“Um dos instrumentos para o povo exercer a democracia é através do voto. A partir do momento em que você tem um representante político destruindo essa imagem do voto, você tem um ataque à democracia e um ataque ao povo”.

 

?Qual a importância do uso da urna eletrônica no país?

Parte dos especialistas vê na urna eletrônica um avanço no sentido de diminuir a chance de ocorrência de fraude, ao diminuir o contato e o risco de interferência humana na contagem dos votos.

 

Outro aspecto destacado é o de que o sigilo do voto ficaria garantido, pois, ao votar, é proibido que o eleitor esteja acompanhado de uma outra pessoa ou que tire fotos da urna.

 

“Aqui no Brasil temos outros problemas, como o voto de cabresto. A gente já tem pessoas que trocam o voto por dinheiro, cesta básica ou outros favores, mas ainda assim a única segurança é a palavra do eleitor. O comprador do voto precisa confiar na palavra do eleitor, o que de certa forma garante a segurança e integridade física desse eleitor. Se esse eleitor quiser mentir, ele pode, porque não tem nada que precise entregar para comprovar”, afirmou Andréa.

 

Há casos de fraudes a votações com uso da urna no Brasil? De que forma o voto é auditado?

Um dos principais pontos levantados por grupos que criticam o sistema atual é a questão da auditabilidade dos votos, ou seja, como um terceiro pode conferir que o resultado das eleições divulgado pelo TSE de fato corresponde aos votos dos eleitores.

 

Nesse sentido, o TSE sustenta que hoje já há diferentes possibilidades de auditoria, com participação de grupos externos. O tribunal diz ainda que todas as suspeitas ou denúncias de fraudes já feitas foram investigadas e nada foi comprovado.

 

Segundo Volgane Oliveira Carvalho, analista judiciário do TRE-MA, diversas perícias com participação de entidades externas e independentes foram realizadas e não foram identificadas fraudes.

 

“Eu não nego que tenha existido fraude em grande parte da nossa história eleitoral, mas a urna eletrônica surgiu em grande parte para debelar essas fraudes. E nesses quase 25 anos de experiência de votação eletrônica, não temos nenhuma evidência concreta, científica, segura de que esse sistema possa ou tenha sido fraudado.”

 

Por outro lado, Diego Aranha, que atualmente é professor associado da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e que pesquisa votação eletrônica, acredita que o debate no geral não deveria estar tão focado nas fraudes.

 

“Me preocupa a obsessão com fraudes no debate, quando a questão da transparência é muito mais importante, até porque transparência é requisito fundamental para também se investigar fraudes”, disse.

 

A urna eletrônica é segura? Há riscos no uso desse sistema?

Há uma série de dispositivos e medidas de segurança que são adotados pelo TSE. No entanto, quando se fala em sistemas informatizados, é consenso entre os especialistas da área que nenhum sistema é 100% seguro.

 

Como a tecnologia está sempre sendo renovada, é como se fosse uma relação de gato e rato: quando uma falha é identificada e corrigida, quem busca atacar procura novas estratégias. Isso exige uma melhoria constante.

 

As urnas eletrônicas foram usadas pela primeira vez em 1996, apenas em alguns municípios. Sua estreia em todo o país aconteceu nas eleições municipais de 2000.

 

De lá para cá, diversas alterações e melhorias foram feitas para aumentar sua segurança. Parte delas foram identificadas nos “Testes Públicos de Segurança”, ocasião em que especialistas tentam hackear o equipamento e apresentam as falhas encontradas para o TSE corrigir.

 

Uma das pessoas que participou deste processo ao longo dos anos é Diego Aranha. Para ele, o sistema eleitoral brasileiro ainda precisa avançar no tópico transparência. Um dos itens seria a abertura do código-fonte para qualquer pessoa.

 

Atualmente, ele fica disponível por seis meses, antes da eleição, para inspeção de partidos e de especialistas.

 

Aranha argumenta que os seis meses não são suficientes para analisar milhões de linhas de código, ainda mais com um número reduzido de pessoas acessando, em contraponto a toda uma comunidade de programadores.

 

O código-fonte da urna é o conjunto de letras e símbolos que dizem ao sistema como ele deve funcionar, é uma espécie de manual da urna. A gravação desse código em cartões e a instalação deles nas máquinas de votar são feitas em cerimônias públicas, que podem ser acompanhadas por qualquer cidadão.

 

Em nota à reportagem, o TSE afirmou que "estuda ampliar ainda mais o acesso ao código-fonte para as eleições de 2022, dando ainda mais transparência ao processo eleitoral, sem colocar em risco a segurança das informações".

 

No processo, as urnas são lacradas. Com isso, uma adulteração —seja acoplando um aparelho externo a ela ou modificando seus cartões de memória— não poderia ser feita sem a violação do lacre, o que revelaria a tentativa de fraude. Caso um lacre esteja violado, um juiz eleitoral analisa a situação e pode até anular os votos da seção.

 

Heloisa Fernandes Câmara, professora na UFPR e doutora em direito do Estado, considera bastante preocupante que a credibilidade do voto eletrônico seja colocada em xeque sem que haja qualquer embasamento sólido.

 

“Acho que é saudável nós questionarmos se a urna eletrônica é boa o suficiente, se poderia melhorar, se teve eventualmente algum problema em alguma eleição”, afirma ela.

 

“Isso faz parte da democracia: questiona-se sempre para ter uma melhoria. Outra coisa é sem apresentar provas já começar um processo de desacreditar que justificaria uma eventual derrota, colocar em questionamento a própria eleição e me parece que esse movimento tem acontecido.”

 

Para Aranha, as falas irresponsáveis do presidente acabam polarizando o debate “de maneira desproporcional e talvez irrecuperável”.

 

“Esses comentários lamentáveis esvaziam também as tentativas legítimas da comunidade técnica em conduzir um debate apartidário e informado, de forma que o tema se tornou praticamente impossível de ser debatido no país em meio à quantidade de desinformação circulante”, afirmou.

 

Bolsonaro defende a impressão de comprovantes da votação entregues a cada eleitor. Esse sistema é viável? Quais as possíveis consequências?

Um dos artigos da minirreforma eleitoral de 2015 previa a obrigatoriedade de impressão do registro em papel de cada voto realizado na urna eletrônica.

 

Segundo o projeto, o eleitor teria que confirmar que seu voto eletrônico correspondia ao registrado no comprovante impresso, exibido em local lacrado, e que então seria depositado em uma urna de maneira automática.

 

Entre os problemas elencados por críticos à proposta está que pessoas analfabetas ou cegas não teriam como conferir o comprovante impresso, apenas pedindo ajuda de uma terceira pessoa.

 

Outro questionamento é o que ocorreria se uma pessoa intencionalmente disser que o voto impresso difere do que ela digitou, mesmo que esteja correto.

 

Carla Panza Bretas, que é analista judiciária, mestre em direito e autora do livro “Urna eletrônica e (des)confiança no processo eleitoral”, também aponta riscos ao processo em caso de a impressora travar obrigando o mesário a abrir a urna para, por exemplo, tirar um papel engasgado.

 

“Quando isso ocorre, a urna que está recebendo os votos de papel foi manipulada por um homem, só por isso já fragilizou o processo. A urna vai deixar de estar lacrada”, argumenta ela.

 

Aranha admite que há obstáculos práticos para a adoção de um comprovante impresso para conferência, mas, de acordo com ele, nenhum desses problemas é intransponível e experiências internacionais na Índia e nos EUA demonstrariam que parte desses pontos poderia ser resolvida.

 

Por que o Supremo declarou a inconstitucionalidade da impressão do comprovante de votação?

O artigo sobre voto impresso da minirreforma eleitoral foi declarado inconstitucional pelo STF. A corte considerou que a proposta violaria o sigilo do voto.

 

Antes disso, o tribunal já tinha se manifestado sobre uma outra proposta semelhante, a lei 12.034/2009, também declarando sua inconstitucionalidade.

 

Em 2019, uma nova proposta foi apresentada no Congresso. A PEC 135/2019, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), cujo andamento depende do comando da Câmara dos Deputados, presidida por Arthur Lira (PP-AL) —candidato que foi eleito com apoio de Bolsonaro.

 

O que Bolsonaro já disse sobre urnas eletrônicas e fraude em eleição sem apresentar provas?

No início deste ano, Bolsonaro voltou a criticar o voto eletrônico e insinuar que o uso do sistema na eleição presidencial de 2022 resultará em fraudes eleitorais.

 

A declaração foi dada um dia após a invasão do Congresso americano por apoiadores de Donald Trump, que contesta a eleição do democrata Joe Biden.

 

"Se nós não tivermos o voto impresso em 22, uma maneira de auditar o voto, nós vamos ter problema pior que os Estados Unidos", disse Bolsonaro a apoiadores.

 

O voto pelos correios criticado por Bolsonaro não se repete no modelo brasileiro, que adota as urnas eletrônicas —elas foram utilizadas pela primeira vez em todo o país no ano 2000.

 

Em março de 2020, Bolsonaro chegou a prometer mostrar provas "brevemente" de fraude na eleição de 2018 —ele disse que deveria ter sido eleito no primeiro turno, e não no segundo.

 

"Eu acredito, pelas provas que eu tenho nas minhas mãos, que vou mostrar brevemente, eu fui eleito em primeiro turno", afirmou Bolsonaro na ocasião. "Nós temos não apenas uma palavra, nós temos comprovado. Nós temos de aprovar no Brasil um sistema seguro de apuração de votos", disse.

 

Quase um ano depois, porém, Bolsonaro nunca apresentou nenhuma evidência.

 

Pesquisa Datafolha realizada de 8 a 10 de dezembro mostrou que 73% dos brasileiros defendem que o sistema de voto em urna eletrônica seja mantido. Já o voto em papel, abandonado nos anos 1990, tem sua volta pleiteada por 23% da população.

 

Do total de entrevistados, 69% disseram que confiam muito ou um pouco no sistema de urnas informatizadas, que passou a ser adotado gradualmente em 1996. Outros 29% responderam que não confiam.

Bahia Notícias

Cartório oculta dados de Flávio Bolsonaro em escritura pública de mansão


Cartório oculta dados de Flávio Bolsonaro em escritura pública de mansão
Foto: Sérgio Lima/ Poder360

O cartório onde o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) registrou a compra de uma mansão no valor de R$ 6 milhões, em Brasília, escondeu informações da escritura pública do imóvel. O documento contém os dados da compra e deveria estar disponível para qualquer pessoa. No entanto, não está.

 

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, que obteve uma cópia da escritura no 4º Ofício de Notas do Distrito Federal, há 18 trechos com tarjas na cor preta. Por exemplo, foram omitidos os números dos documentos de identidade, CPF e CNPJ das partes envolvidas, assim como a renda de Flávio e de sua mulher, a dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro.

 

De acordo com a publicação, para adquirir o imóvel, o senador financiou R$ 3,1 milhões no Banco de Brasília, com parcelas mensais de R$ 18,7 mil. Essas prestações representam 70% do salário líquido de Flávio no Senado, que é de R$ 24,7 mil.

 

Imagem: Vídeo de divulgação/ RVA Incorporadora

 

Ao ser procurado pelo jornal, o titular do cartório, Allan Guerra Nunes, disse que ocultou informações para preservar dados pessoais do casal. Primeiro, ele não soube dizer em qual norma se baseou. Mas depois, em nota, disse que as informações são protegidas pela Lei 105/2001, que dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras.

 

“Ele (Flávio) não me pediu nada. Quem decidiu colocar a tarja fui eu. Quando eu fui analisar o conteúdo da escritura, acidentalmente tem essa informação da renda”, afirmou, acrescentando que "não há nenhum tratamento privilegiado" ainda que o cartório admita nunca ter feito isso antes. “Se hoje me pedirem cópia de escritura com financiamento bancário eu vou omitir os dados da pessoa”.

 

Segundo a reportagem, a legislação citada por Nunes não se aplica a cartórios de notas. Especialistas consultados defendem que houve, sim, tratamento diferenciado ao filho do presidente da República.

 

Diante da repercussão da compra, junto às discussões sobre o caso das rachadinhas em que Flávio é suspeito de receber salários de seus funcionários, quando era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o hoje senador ressalta que o negócio foi "transparente". Ele afirma que usou "recursos próprios" e um financiamento para comprar a casa.

Bahia Notícias

Ministério da Saúde causa 'revolta' ao colocar presos para vacinar antes de policiais


Ministério da Saúde causa 'revolta' ao colocar presos para vacinar antes de policiais
Foto: Reprodução / Poder360

Secretários estaduais de Segurança acionaram o Ministério da Justiça revoltados com documento da pasta de Eduardo Pazuello (Saúde) sobre grupos prioritários na vacinação contra a Covid-19. No planejamento, presos aparecem na 17º posição, na frente dos agentes que trabalham no sistema carcerário (18º) e também antes das forças de segurança e salvamento (21º).

 

De acordo com informações de O Tempo, o presidente do conselho de secretários estaduais, Cristiano Sampaio, secretário do Tocantins, liderou as discussões. "Aqui no estado nenhum preso vai vacinar antes. Não existe isso. Aqui são 20 mil servidores da força, foram 32 mortes por Covid-19. Temos aqui cerca de 23 mil presos. Foram 5 mortes. Nem estatisticamente isso se justifica. Nossos servidores estão muito mais expostos, sem dúvida", afirmou Rodney Miranda, secretário de Segurança do Goiás. A discussão já havia sido iniciada no início de fevereiro (veja aqui).

Bahia Notícias

Senado aprova novo auxílio emergencial, e a Câmara de Deputados vota na próxima semana


Charge Erasmo Spadotto - Auxílio Emergencial: Ema, Ema Ema! - Portal  Piracicaba Hoje

Charge do Erasmoi

Jorge Vasconcellos e Israel Medeiros
Correio Braziliense

A Câmara dos Deputados deve votar, na próxima semana, a PEC Emergencial, que prevê medidas de ajuste fiscal e mecanismos para garantir a retomada do auxílio emergencial. Com o objetivo de acelerar a tramitação, a matéria será levada diretamente ao plenário, sem passar pelas comissões, segundo ficou definido entre o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e líderes partidários.

Caso a proposta, aprovada em dois turnos pelo Senado — na quarta-feira e ontem —, receba o aval também dos deputados, o governo enviará ao Congresso uma medida provisória com as regras sobre o benefício, como valor e quantidade de parcelas.

VOTAÇÃO – Lira explicou por que a Câmara não analisará a proposta nesta semana. “Não é justo que a PEC saia hoje (ontem) do Senado, e a Câmara tenha de votar hoje (ontem) ou amanhã (hoje) sem discutir. O Senado levou um tempo maior”, disse. O parlamentar acrescentou que a ideia é apresentar o texto aos deputados para a discussão em plenário na terça-feira e, se possível, votar sua admissibilidade.

A ideia é fazer a votação, em dois turnos, na quarta-feira. Para a aprovação, em cada turno, são necessários pelo menos 308 votos, o equivalente a três quintos dos 513 deputados. Se a Câmara não fizer alterações no texto, a PEC poderá entrar em vigor sem precisar retornar para o Senado. O relator na Casa será o deputado Daniel Freitas (PSL-SC).

O governo definiu que o valor do auxílio emergencial será de R$ 250, mas mulheres com filhos terão direito a uma cota maior, de R$ 375. Famílias compostas apenas de uma pessoa, por sua vez, receberão R$ 150. As quatro parcelas do benefício serão pagas, entre março e junho, a apenas um membro da família. Ao todo, 46 milhões de desempregados e trabalhadores informais deverão receber o auxílio. O gasto foi estimado pela equipe econômica entre R$ 35 bilhões e R$ 36 bilhões.

PAGAMENTO – O Executivo federal pretende iniciar o pagamento do auxílio no próximo dia 18, para os que recebem o Bolsa Família. Os demais trabalhadores devem começar a acessar o benefício no fim do mês. Após a promulgação da PEC Emergencial pelo Congresso, o governo enviará uma MP com valores e outras regras do auxílio.

As MPs entram em vigor na data da publicação, mas precisam ser aprovadas pelo Congresso no prazo de 120 dias para não perderem a validade. Como o período do auxílio emergencial não ultrapassará 120 dias, todas as quatro parcelas poderão ser pagas sem a necessidade de aprovação da MP pelos deputados.

Entre parlamentares de oposição, há o temor de que o governo, em articulação com o presidente da Câmara — aliado do Planalto —, envie a MP, mas não a coloque em votação, para evitar modificações no texto que aumentem o valor do auxílio. É grande o número de deputados, de centro e de esquerda, que defendem a volta de parcelas de R$ 600.

“MAIS DIGNO” –  O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse, ontem, que, dentro dos limites impostos pela PEC Emergencial, o Congresso trabalhará por um valor “mais digno” para o benefício. Ele falou sobre o assunto em entrevista coletiva, após a aprovação da PEC em segundo turno na Casa.

“Dentro da responsabilidade fiscal, das limitações agora impostas pela PEC, obviamente, o objetivo do Congresso Nacional é sempre ter o valor mais digno para as pessoas”, frisou, destacando que o Brasil vive um “ápice” da pandemia da covid-19. O parlamentar declarou, também, que, após a aprovação do texto no Parlamento, a prioridade será discutir um novo programa permanente de renda para as pessoas mais necessitadas.

No Senado, o parecer do relator da PEC Emergencial, Marcio Bittar (MDB-AC), foi aprovado em primeiro turno por 62 votos a favor contra 16. No segundo turno, o placar foi de 62 a 14. Entre outros pontos, o parlamentar definiu um limite máximo de R$ 44 bilhões para o montante de despesas que poderão ser excepcionalizadas das regras fiscais, destinado ao pagamento do auxílio emergencial.

APOIO –  Depois de naufragar a tentativa patrocinada pelo presidente Jair Bolsonaro de retirar do teto de gastos despesas do Bolsa Família, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que, “no momento decisivo”, o chefe do Executivo sempre o apoia.

Guedes divulgou vídeo, ontem, em que, com o senador Marcio Bittar (MDB-AC), relator da PEC Emergencial, comemorando a aprovação do texto pela Casa. “A PEC é um compromisso com a saúde do povo e com a responsabilidade fiscal. Agradeço ao presidente Bolsonaro, que, no momento decisivo, sempre nos apoia”, afirmou.

Na contramão de Bolsonaro, que ontem chamou de “idiota” quem pede a compra de vacinas (leia reportagem na página 5), Guedes disse que a vacinação em massa vai permitir manter a economia em funcionamento. “Sem saúde não há economia. Precisamos de saúde, emprego e renda, essa é nossa pauta. Vamos enfrentar esse desafio terrível com a mesma coragem e determinação de sempre”, completou.

DIA IMPORTANTE – O ministro ressaltou, ainda, que o Congresso votou “massivamente” a favor do governo e lembrou que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), adiantou que a Casa não criará novas exceções ao teto de gastos na tramitação do projeto. “É um dia muito importante para o Brasil”, acrescentou.

Guedes agradeceu, também, ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e ao relator e disse que Bittar defendeu “com coragem” o compromisso com a questão fiscal. “É fácil defender só jogar o dinheiro, agradeço a Bittar por defender compromisso duplo. Crise e saúde são crises gêmeas, a solução exige compromisso com gerações futuras”, completou.

PISOS – No vídeo, Bittar enfatizou que a aprovação da PEC não foi uma vitória “tão grande como queríamos”, mas foi boa. Pontos como a retirada dos pisos de saúde e educação acabaram ficando fora do texto aprovado pelo Senado.

“Demos ao presidente Jair Bolsonaro o arcabouço legal para que ele possa reeditar o auxílio emergencial, mas, ao mesmo tempo, com responsabilidade fiscal. Os governos não podem continuar na contramão das famílias. Toda família sabe que quando o orçamento aperta, tem de apertar o cinto”, emendou. Bittar disse, ainda, que a PEC coloca um “freio” na gastança.

Senador Major Olímpio (PSL-SP) vai para a UTI, após agravamento da Covid-19

Publicado em 5 de março de 2021 por Tribuna da Internet

Senador Major Olímpio

Major Olímpio participou da sessão direto do hospital

Tácio Lorran e Marcelo Montanini
Metrópoles

O senador Major Olímpio (PSL-SP) foi transferido na manhã desta sexta-feira (5/3) para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Camilo, em São Paulo (SP), após ser diagnosticado com Covid-19 e ver a doença se agravar.

A assessoria do senador publicou mensagem no Twitter agradecendo as orações pela recuperação do parlamentar e informou que ele não está intubado. “Os médicos o transferiram para a UTI por conta da gravidade do quadro, mas não houve necessidade de intubação”, destaca a postagem.

TESTOU NA TERÇA – O senador anunciou ter testado positivo para a doença do novo coronavírus nessa terça-feira (2/3). Na ocasião, ele disse estar bem, “com sintomas leves e em isolamento domiciliar”.

Na quarta-feira (3/3), contudo, Major Olímpio participou da sessão de discussão da chamada PEC Emergencial, de forma on-line, em uma cama de hospital.

Segundos após ter iniciado sua fala, ele perdeu a conexão de imagem com o sistema do Senado e, diante da dificuldade de ouvi-lo, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), interrompeu a fala do senador alegando problemas com o áudio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A reportagem foi enviada pelo comentarista José Antonio Perez. Daqui enviamos ao Major Olímpio nossos votos de pronta recuperação. Com sua combatividade, Major Olímpio faz muita falta ao Congresso e à política. (C.N.)

Militares acompanham a deterioração da imagem de Bolsonaro e não pretendem interferir

 Publicado em 6 de março de 2021 por Tribuna da Internet

NINGUÉM MERECE ESSE CANDIDATO – Contra o Vento

Charge do Alpino (Yahoo Notícias)

Carlos Newton

Para o presidente Jair Bolsonaro, a estratégia de agradar os militares é proveitosa em todos os sentidos, inclusive eleitoral, segundo uma pesquisa inédita do Instituto Paraná, que jamais tinha sido feita por qualquer órgão. O levantamento indicou que 50% dos entrevistados consideram positiva a presença de integrantes das Forças Armadas na administração pública, enquanto 36,4% avaliam como negativa. Entre os demais consultados, 7,8% se dizem indiferentes e 5,8% não sabem ou não quiseram opinar.

“Os militares têm uma boa imagem porque são associados à manutenção da ordem pública e à intolerância às práticas de corrupção”, diz Murilo Hidalgo, diretor do Instituto Paraná, em entrevista à Veja.

REJEIÇÃO AOS POLÍTICOS – Bolsonaro trabalha sua reeleição com base no sentimento popular de rejeição aos políticos, uma classe cada vez mais desmoralizada, como um todo. Assim, o presidente vem aumentando cada vez mais o número de militares da ativa e da reserva incorporados ao governo e já garantiu novo aumento dos soldos este ano, enquanto os salários dos servidores civis continuam congelados.

Essas iniciativas, porém, não são suficientes para garantir a reeleição, que vai depender de muitos outros fatores, inclusive a evolução da pandemia, a manutenção dos auxílios emergenciais, a retomada do crescimento econômico e tudo o mais, além da crescente desmoralização de Jair Bolsonaro, provocada por seus próprios atos e palavras, sem falar na colaboração dos filhos 01, 02 e 03 para destruir-lhe a imagem.

APENAS UM SONHO – Na verdade, Bolsonaro pensa que pode permanecer no governo até mesmo na marra, caso a situação se deteriore e sobrevenha um pedido de impeachment.

Sonhar ainda não é proibido, todos sabem, mas os militares não pretendem prestigiar um governo apodrecido. No momento, eles apenas aturam Bolsonaro, que não os representa.

Para os militares, é muito mais cômodo aguardar que os civis se entendam sobre o impeachment via Congresso, por crime de reponsabilidade, ou via Supremo, por crime comum. Mas nada acontece, eles fazem olhar de paisagem, enquanto Bolsonaro pensa que está arrasando.

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P.S. – Em tradução simultânea, por enquanto Bolsonaro é apenas um forte candidato para 2022. Mas sua reeleição está longe de ser considerada garantida. Muito pelo contrário, aliás. (C.N.)

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