sexta-feira, fevereiro 05, 2021

Moraes nega pedido para derrubar decisão que suspendeu criação do juiz das garantias


Charge do Jorge Braga (Arquivo Google)

Camila Bomfim
G1 / TV Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou, nesta quinta-feira, dia 4, o pedido de um grupo de advogados que tentava restaurar a implementação do juiz de garantias no sistema de Justiça do país.

O grupo pedia que o STF derrubasse a decisão do atual presidente da Corte, ministro Luiz Fux, que suspendeu a criação do juiz de garantias em janeiro de 2020. Segundo Moraes, no entanto, “não houve qualquer ilegalidade” nessa suspensão. O juiz de garantias foi incluído por parlamentares no chamado “pacote anticrime” durante a análise da matéria no Congresso e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro no fim de 2019.

COMPETÊNCIA – Segundo a proposta, o juiz de garantias seria responsável por acompanhar uma investigação e autorizar medidas como prisões e quebras de sigilo até que outro juiz analise o caso e julgue se o réu deve ou não ser condenado.

A suspensão determinada por Fux vale até que o plenário do STF analise o caso. A pauta de julgamentos do Supremo para o primeiro semestre não prevê a discussão do tema. Fux pretende fazer audiências públicas para discutir a questão com especialistas. Ainda não há previsão de quando isso vai ocorrer.

A AÇÃO DOS ADVOGADOS –  O Instituto de Garantias Penais, que tem entre os associados advogados que defendem investigados e réus da Lava Jato, apresentou um pedido de habeas corpus ao Supremo a fim de derrubar a decisão de Fux.

Com a figura do juiz de garantias suspensa, não há aplicação da norma nos casos individuais. Com isso, dizem os advogados, há investigações e processos criminais em curso nos quais as prisões são ilegais.

Essas detenções seriam irregulares, na visão dos advogados, porque as justificativas para a manutenção da prisão não foram analisadas pelo juiz competente – o juiz de garantias, segundo o grupo.

DECISÃO DE MORAES – Moraes discordou da tese do instituto na decisão desta quinta. Para o ministro, quando é concedida uma decisão individual em uma ação constitucional, como é o caso do juiz de garantias, “torna-se incabível a realização de qualquer ato com base na norma suspensa”.

O ministro ainda apontou um problema processual porque o pedido de habeas corpus do instituto foi genérico, sem especificar quem seria atingido pelos constrangimentos que apontou na ação.

“A petição inicial conterá o nome da pessoa que sofre ou está ameaçada de sofrer violência ou coação, assim como o de quem exerce essa violência, coação ou ameaça e a declaração da espécie de constrangimento ilegal ao direito de locomoção, ou, em caso de simples ameaça de coação, as razões em que se funda o seu temor”.

PGR abre apuração contra governo Bolsonaro por crise no Amazonas e Pará


Charge do Sidney Falcão (humorpolitico.com.br)

Fernanda Vivas e Márcio Falcão
G1 / Tv Globo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu uma apuração preliminar sobre a conduta do governo Jair Bolsonaro no enfrentamento da crise sanitária no Pará durante a pandemia da Covid-19. O procedimento também reunirá dados sobre a gestão de saúde no Amazonas e pode implicar o próprio presidente na investigação.

A decisão da PGR foi tomada após o PCdoB acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da crise no estado. O partido pede que Bolsonaro e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sejam investigados e responsabilizados pelo agravamento da pandemia em municípios paraenses, como Santarém.

PREVARICAÇÃO – O partido alega que há indícios de que os dois cometeram crime de prevaricação diante da postura “descompromissada em relação às políticas de combate ao novo coronavírus no âmbito do Sistema Único de Saúde”. O PCdoB afirma que a situação em algumas cidades do Pará é semelhante ao que ocorreu em Manaus (AM).

Pazuello já é investigado no STF por suposta omissão no combate ao coronavírus no Amazonas, uma vez que elementos apontaram que o ministro foi alertado do colapso no sistema com a falta de oxigênio que levou pessoas a morte. O inquérito foi aberto na PF no último dia 29.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou ao STF que foi aberta uma apuração preliminar e que, se forem reunidos indícios de irregularidade nas condutas, uma nova investigação pode ser requerida.

INQUÉRITO – “Caso, eventualmente, surjam indícios razoáveis de possíveis práticas delitivas por parte dos noticiados, será requerida a instauração de inquérito nesse Supremo Tribunal Federal”, diz Aras no despacho.

O Pará registrou, no boletim desta quarta-feira (3), mais 10 mortes provocadas pela pandemia do novo coronavírus, além de 1.652 novos casos da doença. Agora, o estado chega a 334.704 casos de Covid-19 e 7.695 óbitos.

O prefeito de Jeremoabo pediu para reconsiderar a rejeição de suas contas, mas de nada adiantou, foi mantida por unanimidade a rejeição.



Nota da redação  deste Blog - Para conseguir a aprovação dessas contas, o prefeito terá que conseguir dois terços dos votos dos vereadores da Câmara Municipal de Jeremoabo; no caso concreto, terá que conseguir 09(nove)votos.
Missão essa, provavelmente impossível!!!

Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

.


 É isso mesmo que vocês estão vendo e acompanhando enquanto estiver acobertado pela impunidade o prefeito manda e desmanda; a Lei que dane-se.
Diante de tamanha prepotência, só resta dizer aos arrependidos:
Apesar de você

Canção de Chico Buarque

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão. "

Senado aprova MP que agiliza autorização emergencial novas vacinas no Brasil


Senado aprova MP que agiliza autorização emergencial novas vacinas no Brasil
Foto: Sputnik V/Divulgação

O Senado aprovou nesta quinta-feira (4) a medida provisória que estabelece prazo de até cinco dias para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorize o uso emergencial no Brasil de vacinas contra a Covid-19 que já tenham aval internacional.

 

O texto segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro, que pode confirmar ou vetar mudanças feitas na versão original da MP. O prazo de cinco dias é uma dessas alterações feitas no Congresso, de acordo com o G1.

 

Segundo o relator da MP na Câmara, deputado Geninho Zuliani (DEM-SP), a medida pode agilizar a importação, a distribuição e o uso da vacina Sputnik V, por exemplo – desenvolvida pelo instituto russo de pesquisa Gamaleya.

 

Eficácia da vacina Sputnik V para Covid-19 é de 91,6%, apontam resultados preliminares publicados na 'The Lancet'
O texto diz também que a aquisição de vacinas pela iniciativa privada para enfrentamento da Covid-19 dependerá de prévia autorização da Anvisa e do Ministério da Saúde, desde que assegurados o monitoramento e a rastreabilidade.

 

Segundo a Anvisa, atualmente, esse prazo só começa a contar se essas agências derem registro definitivo para as vacinas. Autorizações emergenciais, como as que o Brasil deu para a Coronavac e a vacina de Oxford, não contam para as regras atuais.

 

A MP prevê que registros emergenciais também passem a ser considerados, mas a mudança só entrará em vigor se o presidente Jair Bolsonaro sancionar esse trecho nos próximos dias. Rússia e Argentina, que foram incluídas na lista pelo Congresso, já aprovaram o uso da Sputnik V. Segundo resultados preliminares publicados na última terça-feira (2) na revista científica "The Lancet", uma das mais respeitadas do mundo, a vacina da Rússia teve eficácia de 91,6% contra a doença.

 

Nesta quarta (3), o Ministério da Saúde disse que se reunirá na próxima sexta (5) com representantes do instituto russo Gamaleya, fabricante da Sputnik V, e do laboratório indiano Bharat Biotech, fornecedor do imunizante Covaxin. A pasta negocia a aquisição de 30 milhões de doses dessas vacinas.

 

"Nós estamos reconhecendo, por exemplo, que a aprovação pela agência russa da Sputnik dará à agência brasileira a possibilidade de ter um caminho rápido para podermos ter a liberação da Sputnik V", afirmou em plenário o senador Eduardo Braga (MDB-AM), ao defender a aprovação da MP.

 

O anúncio do MS foi feito após a Anvisa retirar a obrigatoriedade do estudo de fase 3 para empresas que desejarem solicitar a autorização para uso emergencial do imunizante. A "fase 3" é o estudo em larga escala, com milhares de voluntários, para testar a segurança e eficácia do imunizante.

 

Com a mudança, a agência diz que, nos casos em que isso ocorrer, o prazo de análise do pedido de uso emergencial será de até 30 dias.

 

A proposta aprovada também afirma que os imunizantes autorizados em caráter emergencial e experimental pela Anvisa estão isentos do "termo de consentimento livre e esclarecido" durante o período declarado de emergência em saúde pública.

 

Esse termo de consentimento era defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, de forma que o próprio vacinado se responsabilize sobre os efeitos do imunizante. Especialistas criticaram a fala do presidente e ressaltaram que a assinatura do termo "não faz sentido" e prejudica o combate à pandemia.

 

Após a polêmica, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, chegou a dizer que o termo seria exigido apenas para as vacinas em uso emergencial – ou seja, sem registro definitivo da Anvisa. Quem se vacina atualmente no Brasil não precisa assinar documentos desse tipo.

 

Inicialmente, a MP foi editada pelo governo para garantir a participação do Brasil na Covax Facility, programa coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para impulsionar o desenvolvimento e garantir a compra de vacinas contra o novo coronavírus.

 

Os outros temas, como a ampliação da lista de agências internacionais consideradas e a isenção do termo de responsabilidade, foram incluídos já durante a tramitação na Câmara. O projeto determina que a imunização contra a Covid-19 será coordenada pelo Ministério da Saúde, ouvindo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

 

A medida prevê que a Anvisa deverá conceder autorização temporária de uso emergencial, em até cinco dias, se a vacina em análise já tiver sido autorizada por uma das seguintes autoridades:

-Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos;
-European Medicines Agency (EMA), da União Europeia;
-Pharmaceuticals and Medical Devices Agency (PMDA), do Japão;
-National Medical Products Administration (NMPA), da China;
-Health Canada (HC), do Canadá;
-The Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency (MHRA), do Reino Unido;
-Korea Disease Control And Prevention Agency (KDCA), da Coreia do Sul;
-Ministério da Saúde da Rússia;
-Administración Nacional De Medicamentos, Alimentos Y Tecnología Médica (ANMAT), da Argentina.

 

As regras em vigor, no momento, são um pouco diferentes: estabelecem prazo de 72 horas para a análise da Anvisa, mas consideram uma lista mais restrita de agências internacionais - apenas as quatro primeiras acima.

Bahia NOtícias

Deputado Negromonte Júnior propõe projeto que criminaliza o mau uso da vacina

 

Deputado Negromonte Júnior propõe projeto que criminaliza o mau uso da vacina
Foto: Reprodução / Sesab

O deputado federal, Mário Negromonte Júnior (PP) propôs um projeto de lei que torna crime qualificado o mau uso da vacina destinada ao enfrentamento da Covid-19, com pena prevista de prisão. O projeto ganhou apoio na câmara nessa quinta-feira (04) durante reunião de líderes.  

 

O PL de Número n° 27/2021 torna uma nova hipótese de dano qualificado para o caso em que a coisa destruída, inutilizada ou deteriorada for vacina, insumo ou qualquer outro bem destinado ao enfrentamento de emergência de saúde pública. A pena prevista é de prisão, de um a cinco anos, e multa. De acordo com o deputado esse PL reforça a responsabilidade e os cuidados dos agentes públicos com a vacina. 

 

"Foi um projeto de consenso durante a reunião dos líderes de hoje. Conseguimos o apoio de todos os líderes para a inclusão na pauta de votação da próxima semana o requerimento de urgência. O principal objetivo do nosso projeto é tornar crime qualificado a ação que resultar na destruição ou inutilização de vacina destinada ao enfrentamento da COVID. Estamos falando de vidas e com isso teremos que ter uma atenção dobrada com esse bem maior que vai salvar a vida de milhares de brasileiros”, disse o deputado.  

Bahia Notícias

Presidente do Senado estima que reforma tributária será concluída em 8 meses


Presidente do Senado estima que reforma tributária será concluída em 8 meses
Rodrigo Pacheco, presidente do Senado | Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado

O novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), estima que a reforma tributária seja votada no Congresso em até oito meses. A previsão foi dada após uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta, e com o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), que preside a comissão mista da reforma tributária.

 

Segundo Pacheco, a previsão é de que o projeto passe a tramitar ainda em fevereiro, e seja concluída em um prazo de seis a oito meses.

 

“Ficou definido, juntamente com o presidente [da Câmara] Arthur Lira (PP-AL), que a comissão mista concluirá seu trabalho até o final de fevereiro, com apresentação do parecer pelo deputado Aguinaldo Ribeiro – ouvindo demais membros”, disse. “Na sequência, se iniciará [a tramitação] por uma das Casas legislativas – isso vai ser amadurecido em fevereiro – e temos uma previsão de que de 6 a 8 meses possamos ter concluída a reforma no Congresso Nacional”, completou.

 

Segundo a CNN Brasil, Lira, por sua vez, destacou a parceria necessária para a aprovação desta e de outras "reformas"."Não vai haver briga por protagonismo entre Câmara e Senado por essas reformas. Elas têm que andar nas duas casas e pouco importa se começará em uma ou findará em outra", disse o presidente da Câmara.

Bahia Notícias

Guedes diz que mais de 30 mi podem ter auxílio emergencial em 2021 se houver ajuste fiscal


por Bernardo Caram | Folhapress

Guedes diz que mais de 30 mi podem ter auxílio emergencial em 2021 se houver ajuste fiscal
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta quinta-feira (4) que eventual pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial depende da criação de um novo marco fiscal que trave outros gastos do governo.

De acordo com o ministro, é possível que um novo pagamento da assistência atenda a metade do público original do auxílio. Desse modo, o número de beneficiados cairia de 64 milhões para aproximadamente 32 milhões.

"Os invisíveis, esses nós estamos focalizando a ajuda. É possível, temos como orçamentar isso, desde que seja dentro de um novo marco fiscal, robusto o suficiente para enfrentar eventuais desequilíbrios", disse.

Guedes afirmou que o governo está preparado para agir se a pandemia piorar, mas não deu parâmetros sobre essa piora.

A ideia da equipe econômica é incluir uma cláusula de calamidade pública dentro da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial, que traz gatilhos de ajuste fiscal em momentos de aperto financeiro.

"Você aperta o botão da calamidade pública e podemos atender algumas coisas, travando outras. [É importante] manter a estabilidade fiscal porque se não vamos prejudicar mais ainda a população com inflação voltando, juros altos, crises", disse.

O ministro afirmou que grande parte das pessoas que receberam auxílio em 2020 retornou para outros programas sociais, como o Bolsa Família. Por isso, não seria necessário pagar a assistência emergencial novamente a todos.

O ministro deu as declarações após reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que cobrou ações do governo na área social.

"A pandemia continua e eu vim ao ministro Paulo Guedes externar a preocupação do Congresso com a assistência social, um socorro que seja urgente para ajudar as camadas mais vulneráveis da população", disse.

ACM Neto nega negociação de ministério por neutralidade do DEM em disputa pelo comando da Câmara


ACM Neto diz que DEM é independente, mas ‘não oposição’ a Bolsonaro

Regina Bochicchio
Estadão

O presidente nacional do DEM, ACM Neto, afirmou que a eleição no Senado, e não na Câmara dos Deputados, era a prioridade do partido durante a definição das Mesas Diretoras do Congresso. Neste sentido, segundo o ex-prefeito de Salvador, o partido conseguiu um “grande feito” com a vitória do senador Rodrigo Pacheco (MG) e deve comemorar, não “buscar culpados” em relação à adesão de parte da bancada ao recém-eleito presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Em entrevista ao Estadão, Neto também negou que o partido tenha negociado a indicação de cargos no governo federal para apoiar o aliado do presidente Jair Bolsonaro  – Lira venceu com o apoio de parte da bancada do DEM, que rachou entre ele e o candidato oficial do bloco, Baleia Rossi (MDB-SP).

“MENTIRA” – “Isso é uma mentira. Podem perguntar a qualquer pessoa do governo se em algum momento eu tratei com qualquer um deles sobre indicação de quem quer que seja. Eu já disse ao presidente da República que não me convide nem para indicar porteiro, imagine ministro. Então, não há hipótese de eu participar de qualquer articulação para indicação de cargos no governo, não existe”, disse Neto.

O DEM já possui dois ministros no governo Bolsonaro: Tereza Cristina (Agricultura) e Onyx Lorenzoni (Cidadania). Às vésperas da eleição, o Estadão revelou que o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, estava ofertando recursos extras a deputados e senadores por votos em Lira, na eleição da Câmara, e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), na disputa do Senado. A reportagem teve acesso a uma planilha que apontava o montante de R$ 3 bilhões, divididos entre 250 deputados e 35 senadores. Na lista, havia nomes de parlamentares do DEM.

“PARTIDO DA BOQUINHA” – Na semana anterior à votação, a negociação envolvendo especificamente a bancada da Bahia levou o agora ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a dizer que o DEM corria o risco de virar o “partido da boquinha”. Maia se queixava na época do fato de Neto não ter evitado com que os parlamentares de seu Estado apoiassem Lira na disputa.

Ao Estadão, Neto diz que está evitando “buscar culpados” no processo. Segundo ele, apesar de o partido apoiar institucionalmente o deputado Baleia Rossi, a opção da maioria da bancada era distinta – daí porque a opção pela neutralidade, tomada pela Executiva Nacional na noite de domingo, véspera da votação.

“Como presidente, cabia a mim, no desfecho do processo, assegurar a unidade do partido. Evitar que o partido saísse fraturado. E isso aconteceu na medida em que a Executiva Nacional apoiou, por unanimidade, a decisão de não blocar nenhum dos dois candidatos”, disse. Mas, segundo ele, o fato de o partido ter dado votos ao então candidato do governo não significa que o DEM passará a ser base de Bolsonaro, como desejam alguns deputados.

INDEPENDÊNCIA – “Nossa posição é e será de independência. Isso sempre foi reforçado por mim depois da eleição do presidente Bolsonaro. Mas ser independente não é ser oposição”, reforçou.  De acordo com ACM Neto, a preferência de um ou outro deputado não significa qualquer tipo de sinalização para 2022. “A decisão na (eleição da) Câmara é da bancada de deputados. Em 2022, a decisão será do diretório nacional do partido. Ora nenhuma eu sentei com os partidos que integravam o bloco de apoio a Baleia para discutir 2022. Isso não está na pauta do DEM”.  

Sobre a possível saída de Maia do partido, após não conseguir emplacar seu sucessor, ACM Neto diz não querer especular sobre o assunto, mas trabalha para evitar. “Eu não tenho desejo nem vontade de que Rodrigo saia do partido.” O presidente do DEM avalia que, apesar de todos os rumores e racha durante a eleição na Câmara, o DEM deve comemorar a vitória de Rodrigo Pacheco para a presidência do Senado.  

“Eu prefiro evitar, nesse momento, a busca de culpados, mas eu, desde o início, fiz o que tinha de fazer. Sou presidente do partido, a minha posição [institucional] sempre foi diferente da de Rodrigo Maia. Rodrigo era presidente da Câmara e tinha naquele momento o papel de trabalhar pelo candidato que ele apoiava. No meu caso, não sendo deputado, eu tinha que cumprir o meu papel, que é de presidente do Democratas, que sai desta eleição com vitória na presidência do Senado, longe de ser a maioria tanto no Senado quanto na Câmara. Portanto, é um grande feito para o partido”, afirmou.

Bolsonaro avisa ao Centrão que antes deseja os votos e só dá os ministérios, depois

 

Resultado de imagem para centrão charges

Charge do João Bosco (O Liberal)

Pedro do Coutto

Na edição de quarta-feira, na Folha, os repórteres Gustavo Uribe, Daniel Carvalho e Tiago Resende revelam que, aconselhado por assessores do Palácio do Planalto, o presidente Bolsonaro avisou ao Centrão que deseja receber primeiro os votos de sua base antes de nomear ministros que forem indicados pelos parlamentares.

O presidente da República quer avaliar até onde vai a fidelidade das bancadas na Câmara e no Senado para votar projetos do interesse do governo.

NO CONTA-GOTAS – Os deputados e senadores do Centrão, entretanto, querem o contrário; primeiro os ministérios, depois os votos. Para resolver o impasse desse verdadeiro jogo de pôquer, Bolsonaro está avaliando substituir ministros à base de conta-gotas.

O senador Eduardo Gomes está indicado para o Desenvolvimento Regional, mas há também parlamentares que têm em vista o ministério da Saúde.

Agora o principal projeto do Palácio do Planalto é aprovar a proposta de privatização do poderoso grupo Eletrobrás.

MAIA SE OPÔS

Reportagem de Anne Warth, Camila Turtelli e Daniel Weterman, no Estadão de quinta-feira, focaliza  o empenho do Executivo em privatizar a Eletrobrás, iniciativa barrada desde o final de 2019 pelo deputado Rodrigo Maia, então presidente da Câmara.

Penso que essa venda da estatal é muito difícil, não só pela resistência dos trabalhadores e de correntes políticas, principalmente no Vale do São Francisco. Mas há também a questão do preço, porque o valor de 16 bilhões de reais é uma brincadeira.

Em meia hora a State Gride (empresa chinesa) efetuaria o pagamento. É só comparar transações realizadas no EUA, cujo valor é muito superior àquele avaliado pelo ministro Paulo Guedes. Além disso, a privatização como está proposta é ilusória. O que haveria apenas era a passagem da parcela majoritária das ações da estatal.

CASO BIA KICIS – O deputado Arthur Lira, a meu ver não tem condições para presidir a Câmara Federal, como ficou flagrante na indicação da deputada Bia Kicis para presidir a Comissão de Constituição e Justiça.

Ela participou de atos públicos na Esplanada dos Ministérios contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Como é possível que o presidente da Casa faça uma indicação desse porte?

E o Estado de São Paulo de ontem publicou entrevista de Bia Kicis à repórter Camila Turtelli voltando a atacar a Corte afirmando que vai apresentar projeto de lei para acabar com o ativismo judicial do STF. A que ponto chegamos…

Impeachment de Bolsonaro deve ser pedido em março pelo ministro Alexandre de Moraes


Resultado de imagem para alexandre de moraes charges

Moraes está concluindo três inquéritos contra Jair Bolsonaro

Carlos Newton

Não me importo quando leio comentários de adeptos de Jair Bolsonaro, ironizando meus artigos sobre o impeachment por conterem previsões que jamais irão ocorrer… Sigo em frente, como diz nosso amigo Pedro do Coutto, porque esse tipo de ataque, seja robotizado ou não, faz parte do jogo político.

Foi assim no início de 2014, quando anunciamos aqui na TI que Lula da Silva e Dilma Rousseff tinham brigado, porque ela se recusava a aceitar a candidatura dele. Muita gente não acreditou, mas era rigorosamente verdadeiro.

MAIORIA NA CONVENÇÃO – Na época, a descrença era justificada, porque Lula tinha praticamente unanimidade na convenção e bastava se candidatar contra Dilma. Mas no dia D e na hora H o ex-presidente teve de recuar, covardemente, e propor à convenção o apoio à adversária, candidata única. Quase foi vaiado, tal a decepção dos convencionais.

Somente quando revelei o motivo é que todos então entenderam o imbroglio. Lula teve de recuar, porque Dilma ameaçou revelar os gastos do cartão corporativo da amante dele, Rosemary Noronha, chefe de gabinete da Presidência da República, nas viagens internacionais de lula-de-mel como clandestina, sem o nome na lista de passageiros.

Lula desabou e pediu penico, como se dizia antigamente. Desde então, ele e Dilma nunca mais foram amigos, apenas se toleravam politicamente.

IMPEACHMENT DE BOLSONARO – Agora estamos revelando com absoluta exclusividade que o Supremo pode aprovar o pedido de impeachment de Bolsonaro, que deve ser apresentado ainda em março, se o relator Alexandre de Moraes respeitar o prazo regimental.

O ministro conduz simultaneamente três inquéritos, e a investigação das “fake news” está interligada aos atos antidemocrático, pois todos os caminham levam ao terceiro andar do Planalto, onde funciona o gabinete do ódio, comandado por Carlos Bolsonaro e Tércio Arnaud, o hacker que é assessor presidencial. E o outro inquérito é sobre interferências de Bolsonaro na Polícia Federal.

###
P.S. – As três apurações envolvem direta e indiretamente o presidente da República em atos nada republicanos, totalmente emporcalhados.  As investigações terminam dia 15 de março. Há, ainda, o inquérito do caso da Abin, que é mais grave ainda, acredite se quiser, e está sendo relatado por Cármen Lúcia. Logo voltaremos ao assunto, que é o mais importante do momento. (C.N.)

Em destaque

Tarcísio se curva a Bolsonaro e afirma: “Meu interesse é ficar em São Paulo”

Publicado em 29 de janeiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Tarcísio atende a Jair Bolsonaro e vai disputar s...

Mais visitadas