sexta-feira, dezembro 11, 2020

Prefeitura de Santa Brígida antecipa 2ª parcela do décimo terceiro salário para esta sexta-feira-feira (16)


Fonte: ASCOM / Marcelo França

Por determinação do Prefeito Gordo de Raimundo, a segunda parte do décimo terceiro estará disponível nas contas dos servidores do município nesta sexta-feira (16), pagamento esse que seria efetuado no dia (20) próxima terça-feira data máxima estipulada por Lei.

"Ao longo de nossa gestão conseguimos pagar os salários e o décimo terceiro sempre em dia, sem a ocorrência de nenhum atraso. Isso demonstra o nosso compromisso e respeito com os servidores. Com muito trabalho e responsabilidade as metas da nossa administração estão sendo cumpridas para oferecer mais qualidade de vida aos nossos servidores e a nossa população", disse o prefeito Gordo de Raimundo..

Nota da redação deste Blog - Enquanto isso, em Jeremoabo  tanto o funcionalismo municipal quanto da Câmara de Vereadores, só Jesus adivinhará ou dirá quando irá ser pago..

Conversando com vereadores da oposição, soube que o lado do prefeito ameaçou só liberar o duodécimo da Câmara em 01 de janeiro de 2021,  fato esse que considero mais uma piada sem graça.

Aproveito para informar ao prefeito de Jeremoabo e seus assessores o entendimento da OAB Mato Grosso do Sul a respeito do Assunto;;;;;

A OBRIGAÇÃO CONSTITUCIONAL DO EXECUTIVO DE REPASSAR O VALOR INTEGRAL DO DUODÉCIMO AO LEGISLATIVO.


André L. Borges Netto Advogado (Campo Grande/MS). Professor Universitário. Mestre e Doutorando em Direito Constitucional (PUC/SP). É frequente verificar o não repasse do duodécimo que pertence à Câmara de Vereadores ou então o repasse parcial do duodécimo, por força de condutas adotadas pelo Prefeito Municipal. Será interessante analisar a juridicidade desta situação. Parece-nos que isto configura uma evidentíssima afronta a vários dispositivos legais e constitucionais, que visam assegurar a necessária autonomia financeira do Legislativo local. Alguns Prefeitos não compreendem o alcance e significado do comando normativo que assegura, na prática, a independência dos Poderes, pretendendo ter sob jugo o Legislativo Municipal, obrigando-o a "mendigar" o duodécimo, impedindo-o de exercer suas funções típicas de fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, além da função básica de legislar. Prescreve a Constituição da República, no seu art. 168, que "os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês...", observando MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, em seus "Comentários à Constituição Brasileira de 1988", Saraiva, 1994, vol. 3, p. 158, que a verdadeira independência do Legislativo jamais estará assegurada se depender ele da boa vontade do Executivo para haver o numerário correspondente à sua dotação orçamentária. A SUPREMA CORTE já teve oportunidade de se manifestar sobre o tema do repasse obrigatório do duodécimo ao Legislativo e ao Judiciário, encontrando-se inúmeros acórdãos a este respeito, colhidos da obra de LUÍS ROBERTO BARROSO ("Constituição da Republica Federativa do Brasil Anotada", Saraiva, 1998, p. 314): "A norma inscrita no art. 168 da Constituição reveste-se de caráter tutelar, concebida que foi para impedir o Executivo de causar, em desfavor do Judiciário, do Legislativo e do Ministério Público, um estado de subordinação financeira que comprometesse, pela gestão arbitrária do orçamento - ou, até mesmo, pela injusta recusa de liberar os recursos nele consignados -, a própria independência político-jurídica daquelas instituições" (RTJ 159/455). "Repasse duodecimal. Garantia de independência, que não está sujeita à programação financeira e ao fluxo da arrecadação. Trata-se de uma ordem de distribuição prioritária de satisfação das dotações consignadas ao Poder Judiciário" (RDA 189/307). Por seu turno, a Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul de 1989, em seu art. 56, garante: "Art. 56. Ao Poder Legislativo é assegurada a autonomia financeira e administrativa e sua proposta orçamentária será elaborada dentro do limite percentual das receitas correntes do Estado a ser fixado na lei de diretrizes orçamentárias. § 1º. No decorrer da execução orçamentária, o montante correspondente ao Poder Legislativo será repassado em duodécimos, até o dia vinte de cada mês, corrigidas as parcelas na mesma proporção do excesso de arrecadação apurado em relação à previsão orçamentária."É induvidoso e inquestionável, portanto, o direito líquido e certo da Câmara de Vereadores em ter à sua disposição, até o dia 20 (vinte) de cada mês, o duodécimo ou as dotações orçamentárias que lhes são destinadas pela lei, proveniente esse seu direito do respectivo dever que a Constituição impõe ao Chefe do Executivo Municipal. Confirmando as disposições legais supratranscritas, a jurisprudência é toda no sentido de que "a desobediência aos dispositivos contidos na Lei Orgânica do Município, no que concerne à liberação mitigada dos créditos, em valores inferiores ao estabelecido pela norma legal, constitui abuso de poder e violação a direito líquido e certo da instituição que é um dos pilares do Poder do Município, no caso a Câmara Municipal" (RT 708/145). No mesmo sentido, merece citação acórdão unânime da Segunda Câmara Cível do E. Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, proferido em 15.03.94, no Reexame Necessário nº 592, Relator o Exmo. Desembargador ATAHIDE MONTEIRO DA SILVA: "REEXAME NECESSÁRIO DE SENTENÇA CONCESSIVA DE MANDADO DE SEGURANÇA - REPASSE DE VERBAS À CÂMARA MUNICIPAL - DIREITO RECONHECIDO - SENTENÇA RATIFICADA. É ilegal ato do chefe do Poder Executivo que se recusa a repassar os recursos orçamentários no quantum, na forma e no tempo previstos em lei, à Câmara Municipal." Por mais que se consulte a jurisprudência do Tribunal de Justiça local, na busca de luz para este assunto, não se encontrará nenhuma outra manifestação discordante do que se sustenta. É o que se vê das ementas que seguem: "REEXAME DE SENTENÇA - MANDADO DE SEGURANÇA - PODER LEGISLATIVO MUNICIPAL - DUODÉCIMO - ATRASO NO REPASSE. O duodécimo deve ser repassado na data determinada por lei, sob pena de a autoridade administrativa ser compelida a fazê-lo, por força de mandado de segurança"(Reexame de Sentença 47.749-2, Rel. Des. Josué de Oliveira)."REEXAME DE SENTENÇA - MANDADO DE SEGURANÇA - RECURSO VOLUNTÁRIO - INTEMPESTIVIDADE - CÂMARA MUNICIPAL - AUSÊNCIA DE REPASSE DE DUODÉCIMO - DIREITO LÍQUIDO E CERTO - SEGURANÇA CONCEDIDA. Não tendo o recurso voluntário sido ofertado dentro do prazo, não deve ser conhecido, devido a sua intempestividade manifesta. É líquido e certo o direito de a impetrante receber até o dia 20 de cada mês o repasse dos recursos, sob pena de comprometer a independência dos Poderes, agravando o regular funcionamento do Legislativo" (Apelação Cível 45.221-1, Rel. Des. José Augusto de Souza). "MANDADO DE SEGURANÇA - CÂMARA MUNICIPAL - AUSÊNCIA DE REPASSE DE DUODÉCIMO - DIREITO LÍQUIDO E CERTO - SEGURANÇA CONCEDIDA. É líquido e certo o direito de a impetrante receber o valor do duodécimo estimado na lei orçamentária, independentemente da maior ou menor arrecadação municipal, devendo o Executivo efetuar o repasse dos recursos, sob pena de comprometer a independência dos poderes, agravando o regular funcionamento do Legislativo" (Apelação Cível 54.537-3, Rel. Des. Elpídio Helvécio Chaves Martins). É importante observar que O VÍCIO DA CONDUTA EM EXAME NÃO É AFASTADO PELO DEPÓSITO PARCIAL DO DUODÉCIMO DEVIDO À CÂMARA DE VEREADORES. Com efeito, firme também é a jurisprudência no sentido de corrigir esse tipo de conduta, em tudo e por tudo inválida juridicamente. É o que se vê dos seguintes julgados: "REEXAME DE SENTENÇA - MANDADO DE SEGURANÇA - CÂMARA MUNICIPAL - DUODÉCIMO - REPASSE - CONCESSÃO - DECISÃO MANTIDA - PROVIMENTO NEGADO. Prefeito municipal. Recusa em colocar à disposição da Câmara parcelas da dotação orçamentária a que ela faz jus. Inadmissibilidade. Aplicação do princípio do repasse do numerário em duodécimo. IMPOSSIBILIDADE DE REPASSE DE QUANTIA ALEATÓRIA, DEPENDENDO DA MAIOR OU MENOR ARRECADAÇÃO MUNICIPAL. Segurança concedida"(Reexame de Sentença 53.959-5, Rel. Des. José Augusto de Souza, sem o destaque no original)."Mandado de Segurança - Ato administrativo - Prefeito Municipal - Recusa em colocar à disposição da Câmara parcelas da dotação orçamentária que faz jus - Inadmissibilidade - Aplicação do princípio do repasse do numerário e duodécimo - Impossibilidade de repasse de quantia aleatória, dependendo de maior ou menor arrecadação municipal - Segurança concedida - Sentença confirmada" (RJTJESP 138/189). Tanto é rigoroso o regime jurídico pátrio no que tange à exigência do repasse do duodécimo que caracteriza crime de responsabilidade o não cumprimento imediato de ordem judicial proferida em mandado de segurança determinando ao Prefeito Municipal o repasse, incontinente, à Câmara Municipal da quota orçamentária a ela destinada (RT 577/416), independentemente de criar-se pressuposto para a intervenção no Município, ante à ameaça ao funcionamento de um de seus Poderes. Impõe-se, por conseguinte, o reconhecimento de plano do direito líquido e certo da Câmara de Vereadores, no sentido de caber a ela, em boa verdade, o repasse imediato do duodécimo integral, assegurando-se, em sua plenitude, o exercício do Poder Legislativo Municipal e o cumprimento da Lei. Pelo que foi exposto, não se deve acolher a tese que normalmente é defendida por Chefes de Executivos Municipais, em que se pretende repassar à Câmara de Vereadores valor aleatório e baseado, segundo normalmente se afirma, na arrecadação variável do Município. Aliás, o que se pretende (por parte da Municipalidade) é deixar de fazer prevalecer os preceitos LEGAIS daquilo que foi objeto de estudo e APROVAÇÃO pela Câmara e de SANÇÃO pelo Prefeito. A LEI ORÇAMENTÁRIA DEVE SER CUMPRIDA. A Câmara de Vereadores assumiu compromissos de acordo com a previsão do que deveria receber no decorrer do ano. Como pode agora ficar sem o repasse integral do duodécimo?;

http://www.santabrigida.ba.gov.br/internas/noticias/read.phppageNum_rsAnteriores=2&totalRows_rsAnteriores=31&id=1559






Coronel Joao Sá: Secretária de Saúde testa positivo para Covid-19.

 ,em 


A secretária municipal de Saúde, Jaqueline Sobral, testou positivo para a Covid-19. O resultado do exame realizado no dia 05/12  apontou o diagnóstico que saiu na tarde desta quinta-feira (10/12), contudo, a secretaria segue em isolamento.


da redaçao

Sem competência para combater a crise sanitária, Bolsonaro se dedica à propaganda pessoal

Publicado em 11 de dezembro de 2020 por Tribuna da Internet

Bolsonaro inaugurou até vitrine com o terno que vestiu na posse

Bruno Boghossian
Folha

Jair Bolsonaro teve uma manhã agitada nesta quinta-feira, dia 10. Perto das 7h, o presidente embarcou no avião oficial e voou para o Rio Grande do Sul. Inaugurou a obra de uma ponte sobre o rio Guaíba e, depois, a duplicação de um trecho de 27 km da BR-116. Ele acenou para os motoristas por 10 minutos, com transmissão ao vivo na TV controlada pelo governo.

O país aprendeu a não esperar ações concretas de Bolsonaro para contornar a longa crise aberta pela pandemia. Ele mesmo já desistiu de manter as aparências. O presidente preferiu desperdiçar mais uma semana no cargo com propaganda pessoal e medidas para seus apoiadores.

EXALTAÇÃO – O ciclo começou na segunda-feira, quando Bolsonaro reuniu ministros na inauguração de uma vitrine com o terno que vestiu na posse. No discurso, ele soltou elogios para o alfaiate que fez o traje, mas ninguém escondeu que a cerimônia havia sido organizada para exaltar o capitão.

No dia seguinte, enquanto seus auxiliares tentavam explicar por que podem faltar seringas para as vacinas do coronavírus, Bolsonaro tinha outros assuntos na cabeça. Num evento do Ministério da Saúde, soltou uma frase inútil sobre a imunização: “Ninguém vem falar comigo sobre vacina sem que antes passe pelo senhor Eduardo Pazuello”. E só.

A semana continuou com uma comemoração nas redes pela decisão do governo de zerar a alíquota de importação de revólveres e pistolas, na manhã de quarta-feira, dia 9. Mais tarde, num encontro com apoiadores no Palácio da Alvorada, ele celebrou a nomeação de um amigo para o Ministério do Turismo.

“FINALZINHO” – Antes da sessão de tchauzinho na beira da estrada, na quinta-feira. Bolsonaro ainda encontrou tempo para soltar mais uma mentira. “Ainda estamos vivendo um finalzinho de pandemia”, disse o presidente. Nos últimos quatro dias, o Brasil acumulou quase 3 mil mortes por Covid-19. O presidente já tem compromisso para encerrar a semana de trabalho: nesta sexta-feira, dia 11, ele voa para Itaguaí (RJ) e participa de uma cerimônia do Dia do Marinheiro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É inquestionável a capacidade de Bolsonaro criar factoides e mentir descaradamente em rede nacional para toda a população. E é intrigante a sua permanência no poder diante de tanta incompetência e ignorância. Para alguém vindo não de outro país, mas de outro planeta, ao ouvir o clamor da sociedade e compará-lo aos vazios e mentirosos discursos do ainda presidente, certamente acreditará que se trata de realidades opostas.

Bolsonaro descreve um mundo inexistente, criado pela sua imperativa necessidade de encobrir fatos explícitos. Sem prova, argumento ou pudor, tenta desconstruir as demandas com cortina de fumaça e alucinações. Mas, até para isso, é preciso um mínimo de inteligência e estratégia. (Marcelo Copelli)

No desfile do carnaval da política, o bloco Mascarados do Planalto sai em busca de novos serviçais


Charge do Kacio (Portal Metrópoles)

Vicente Limongi Netto

Sem carnaval, por causa da pandemia, foliões engravatados começaram a esquentar as canelas para o baile das eleições na  Câmara e no Senado. O deputado  Rodrigo Maia lidera  o bloco dos independentes, que desfilam fantasiados de Legislativo Valorizado. Sem dobrar a espinha para o Palácio do Planalto. 

O bloco adversário, com o deputado Arthur Lira, promete brincar o carnaval com a original fantasia de sabujos. Bordada com paetês, cristais, plumas  e confetes, para  agradar Bolsonaro. 

REI MOMO ALCOLUMBRE – No Senado, o Rei Momo Davi Alcolumbre bate tambor, no  barracão dos fantoches. Para ver quem  será o serviçal  escolhido para servir de pasto, na presidência da Câmara Alta, aos interesses da reeleição de Bolsonaro.  Nas arquibancadas virtuais, o povo vaia a colossal pantomima.

Ao mesmo tempo, chegam a ser descarados  e assustadores  os lances de idas e vindas do governo, através do Ministério da Saúde e da Anvisa,  visando atrapalhar e atrasar a anunciada decisão do governador de São Paulo, João Doria, de  iniciar no próximo dia 25 de janeiro a inédita e aguardada vacinação contra o coronavirus.

O objetivo de Bolsonaro, usando  a vacina como palanque eleitoral e inacreditável jogo politico baixo, é fragilizar e   desmoralizar a campanha de Dória rumo ao Palácio do Planalto.

HISTORIADORES FELIZES – Têm farto material sobre as patetices e grosserias de Bolsonaro.  Por insensibilidade e falta de bom senso, chamou a Covid-19 de “gripezinha”. Não admitiu ser advertido pelos governadores que a pandemia era grave e se espalhava diariamente. Desfila pelo Brasil sem máscara. Faz questão de afrontar as normas sanitárias. As trapalhadas do “mito” são infindáveis. Para enumerar todas elas, precisaria usar várias máscaras de uma vez. Para me proteger das parlapatices do chefe da nação e minha própria saúde.

Agora, outra descomunal tolice. Bolsonaro declarou, com a maior cara de pau, que “o Brasil está no finalzinho” da pandemia”. É de pasmar. O vírus está matando brasileiros mais do que antes. A situação beirando o caos. Hospitais lotados. Infectados nos corredores. Lamento, isto sim, que o desastrado governo dele é que não esteja no “finalzinho”.

CORREIO BOBEOU – O Correio preferiu não acreditar na minha análise sobre o caso Davi Alcolumbre, na qual previ o que aconteceria no Supremo e analisei a trajetória desse estranho personagem saído ninguém sabe de onde.

O jornalão de Brasília jogou fora informações seguras e isentas. Pelo jeito, leitores e colaboradores não pode antecipar fatos que “pertencem” aos colunistas do jornal.

Morro de rir. Isso é patético, medonho e inacreditável. E não é jornalismo, conforme faz a Tribuna da Internet, que publicou com grande destaque o meu artigo, sob o título sugestivo de “Manobra para reeleger Davi Alcolumbre no Senado é intromissão indevida que cheira mal”

Relatórios da Abin orientaram Flávio Bolsonaro a como anular caso das rachadinhas, diz revista


Relatórios da Abin orientaram Flávio Bolsonaro a como anular caso das rachadinhas, diz revista
Senador Flávio Bolsonaro | Foto: Vitor Soares / Fotos Públicas

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi usada para tentar auxiliar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) a conseguir provas que anulem o caso das rachadinhas no seu gabinete, na época em que era deputado estadual pelo Rio. 

 

Matéria publicada pelo colunista Guilherme Amado, da revista Época, mostra que o órgão produziu pelo menos dois relatórios de orientação para Flávio e seus advogados sobre como obter documentos que embasassem um pedido de anulação do processo. A autenticidade e procedência dos documentos foram confirmados pela defesa do parlamentar. 

 

Segundo a publicação, os relatórios detalham o funcionamento de uma suposta organização criminosa dentro da Receita Federal, que teria vasculhado ilegalmente seus dados fiscais para produzir o relatório que gerou o inquérito das rachadinhas. 

 

A denúncia sobre o suposto esquema foi levada pela defesa do senador ao presidente Jair Bolsonaro, ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e ao diretor da Abin, Alexandre Ramagem, em reunião no dia 25 de agosto. 

 

Um dos documentos, define o colunista, é “autoexplicativo” ao definir a razão daquele trabalho. Em um campo intitulado “Finalidade”, cita: “Defender FB no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB”. Os dois documentos foram enviados por WhatsApp para Flávio e por ele repassados para sua advogada Luciana Pires.

 

Na reunião do dia 25, Ramagem recebeu o material com a denúncia da defesa do filho de Bolsonaro, fez cópia e o devolveu no dia seguinte a advogada Luciana Pires, que voltou ao Palácio do Planalto para pegar o documento, recebendo a orientação de que o protocolasse na Receita Federal. A participação da Abin, a partir daí, seguiria por meio desses relatórios, enviados a Flávio Bolsonaro, com orientações sobre o que a defesa deveria fazer.

 

A reportagem mostra que, em um dos relatórios, o que revela a finalidade de “defender FB no caso Alerj”, a Abin diz qual seria o caminho para cumprir com a missão. “Obtenção, via Serpro, de ‘apuração especial’, demonstrando acessos imotivados anteriores (arapongagem)”, diz trecho do documento. 

 

O relatório fala em “estrutura criminosa” dentro da Receita e aponta servidores do órgão que fariam parte dela. “A dificuldade de obtenção da apuração especial (Tostes) e diretamente no Serpro é descabida porque a norma citada é interna da RFB da época do responsável pela instalação da atual estrutura criminosa — Everardo Maciel. Existe possibilidade de que os registros sejam ou já estejam sendo adulterados, agora que os envolvidos da RFB já sabem da linha que está sendo seguida”, diz o relatório, referindo-se a José Tostes Neto, chefe da Receita.

 

A Abin recomenda que, para “tratar o assunto FB e principalmente o interesse público”, seria necessário substituir servidores da Receita, sem entrar em detalhes sobre a questão. Outra sugestão para dar seguimento aos trabalhos trazida pelo órgão de inteligência envolveria a Controladoria-Geral da União (CGU), o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a Advocacia-Geral da União (AGU).

 

“Com base na representação de FB protocolada na RFB (Tostes), CGU instaura sindicância para apurar os fatos no âmbito da Corregedoria e Inteligência da Receita Federal; Comissão de Sindicância requisita a Apuração Especial ao Serpro para instrução dos trabalhos. Em caso de recusa do Serpro (invocando sigilo profissional), CGU requisita judicialização da matéria pela AGU. (...) FB peticiona acesso à CGU aos autos da apuração especial, visando instruir Representação ao PGR Aras, ajuizamento de ação penal e defesa no processo que se defende no RJ”, recomenda o texto, resumindo qual é a estratégia: “Em resumo, ao invés da advogada ajuizar ação privada, será a União que assim o fará, através da AGU e CGU — ambos órgãos sob comando do Executivo”.

 

No primeiro documento, a Abin acusa outros dois servidores federais: o corregedor-geral da União, Gilberto Waller Júnior, e o corregedor da Receita, José Barros Neto.

 

“Existem fortes razões para crer que o atual CGU (Gilberto Waller Júnior) não executar(ia) seu dever de ofício, pois é PARTE do problema e tem laços com o Grupo, em especial os desmandos que deveria escrutinar no âmbito da Corregedoria (amizade e parceria com BARROS NETO)”, diz trecho citado na reportagem.

 

Neste ponto, a Abin sugere que o "01" - identificado na reportagem como o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), embora seja a forma com que o chefe do Executivo se refira a Flávio, seu primeiro filho - simplesmente demita Waller Júnior. “Neste caso, basta ao 01 (Bolsonaro) comandar a troca de WALLER por outro CGU isento. Por exemplo, um ex-PF, de preferência um ex-corregedor da PF de sua confiança”.

 

Conforme a reportagem, em outro relatório, também enviado a Flávio e repassado por ele a sua advogada, a Abin dá orientações para uma “manobra tripla” pela qual seria possível conseguir os documentos que a defesa espera. “A dra. Juliet (provável referência à advogada Juliana Bierrenbach, também da defesa de Flávio) deve visitar o Tostes, tomar um cafezinho e informar que ajuizará a ação demandando o acesso agora exigido”, diz a primeira das três ações, chamadas pela Abin de “diversionária”.

 

Procurado pela reportagem, o GSI negou a existência dos documentos, mesmo informado que a autenticidade de ambos havia sido confirmada pela defesa de Flávio Bolsonaro, e manteve a versão de que não se envolveu no tema. A advogada Luciana Pires confirmou a autenticidade dos documentos e sua procedência da Abin, mas recusou-se a comentar seu conteúdo.

 

A Abin não respondeu aos questionamentos sobre a origem das acusações feitas nos relatórios nem se produziu mais documentos além dos dois obtidos pela coluna.

Bahia Notícias

Beto Freitas: Polícia indicia seis pessoas por morte de homem negro no Carrefour

Beto Freitas: Polícia indicia seis pessoas por morte de homem negro no Carrefour
Foto: Reprodução/Youtube

Seis pessoas foram indiciadas Polícia Civil do Rio Grande do Sul por homicídio triplamente qualificado no caso de Beto Freitas, o João Alberto Silveira Freitas, homem negro morto em um supermercado de Porto Alegre no mês passado. 

 

Beto foi espancado por dois seguranças brancos no dia 19 de novembro. A cena foi filmada, o caso repercutiu pelo Brasil e pelo mundo, levantou discussões sobre racismo e gerou reações. 

 

As pessoas indicadas são: os seguranças Giovane Gaspar da Silva e Magno Braz Borges; a funcionária que tenta impedir gravação Adriana Alves Dutra; o funcionário da empresa de segurança Vector Paulo Francisco da Silva; os funcionários do mercado Kleiton Silva Santos e Rafael Rezende. 

 

As informações foram apuradas pelo G1. De acordo com a reportagem, está prevista para a manhã desta sexta-feira (11), que a polícia Civil finalize e entregue o inquérito sobre a morte de João Alberto.

 

"Seis indiciados por homicídio triplamente qualificado, três pessoas que já eram de conhecimento da imprensa, e que já estão presas, e outras três, que no final do relatório, são apontadas. Então, ao total, são seis pessoas indiciadas pelo homicídio triplamente qualificado", disse a chefe da Polícia Civil, Nadine Anflor.

 

A matéria traz a informação de que aqueles que estão presos desde o dia do crime em flagrante são os seguranças Giovane Gaspar da Silva, de 24 anos, e Magno Borges Braz, de 30 anos. Além deles, a agente de fiscalização do mercado, Adriana Alves Dutra, 51 anos, que acompanhou a ação dos seguranças, também foi presa

Bahia Noticias

Arthur Lira contratou na Câmara servidor envolvido no esquema de rachadinhas em Alagoas


Arthur Lira

Um dos objetivos de Lira é revogar a Lei da Ficha Limpa

Breno Pires
Estadão

Um integrante do esquema da “rachadinha” da Assembleia Legislativa de Alagoas denunciado pelo Ministério Público despacha, desde maio, no gabinete do deputado federal Arthur Lira (Progressistas-AL). O secretário parlamentar Djair Marcelino é citado na acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República como um dos envolvidos no “grupo criminoso” apontado como responsável por desviar R$ 254 milhões dos cofres públicos.

Líder do chamado Centrão, Lira é o favorito do Palácio do Planalto para comandar a Câmara dos Deputados nos próximos dois anos. Após as revelações de que ele é acusado de liderar esquema de “rachadinha” em Alagoas, no entanto, aliados afirmaram que o presidente Jair Bolsonaro deve ser mais “cauteloso” no apoio à candidatura.

DECISÃO JUDICIAL – Na quinta-feira passada, o juiz Carlos Henrique Pita Duarte, da 3.ª Vara Criminal de Maceió, invalidou as provas e absolveu Lira sumariamente — quando não há análise do mérito da ação — das acusações de peculato e lavagem de dinheiro. Ou seja, o magistrado não analisou se o réu é culpado ou inocente, mas sim que as provas apresentadas na denúncia não poderiam ter sido utilizadas.

A sentença foi dada horas após o Estadão revelar detalhes da denúncia que apontou o então deputado estadual e atual líder do Centrão como chefe do esquema. O Ministério Público vai recorrer da decisão do magistrado.

Na época, como chefe de gabinete de Lira no Legislativo estadual, Marcelino chegou a sacar pelo menos dez cheques de servidores e transferiu os valores para a conta dos parlamentares envolvidos, segundo a denúncia. O esquema teria beneficiado ao menos 12 deputados estaduais. A Procuradoria-Geral da República aponta o assessor como um dos “entrepostos financeiros” da organização.

DUROU SEIS ANOS – O esquema de desvios de recursos da Assembleia de Alagoas durou de 2001 a 2007, afirmam os investigadores. Na íntegra da denúncia apresentada em 2018, obtida com exclusividade pelo Estadão, os ex-assessores da casa Eudásio Gomes e George Melo também são apontados como “entrepostos financeiros” de Lira. Os dois movimentaram R$ 12,4 milhões apenas entre janeiro de 2004 e dezembro de 2005.

A denúncia da PGR registra que Arthur Lira recebeu depósitos que totalizam R$ 468 mil de Melo e R$ 216,6 mil de Eudásio Gomes. Além deles, Eduardo Rocha, então financeiro da Assembleia, indicado por Lira, segundo a PGR, repassou R$ 380 mil ao então deputado estadual. Só dos três, somados os valores, foram R$ 1.066.314,09.

DESVIOS DA FOLHA – Dos R$ 254 milhões apontados como prejuízo aos cofres da Assembleia alagoana, 82% correspondem a desvios da folha de pagamento de servidores. Do restante, outros R$ 19,32 milhões foram desviados da verba de gabinete e R$ 22,02 milhões de recursos previdenciários de servidores públicos que não foram pagos. A polícia ainda identificou despesas não autorizadas por lei que somam R$ 4 milhões.

Atualmente, Marcelino recebe da Câmara um salário mensal de R$ 7.509,50, mais R$ 982,29 de auxílios como secretário parlamentar. Em consulta ao TSE, há um registro de filiação de Djair Marcelino ao PP desde 2003.

Além do período em que trabalhou nos gabinetes parlamentares, Djair Marcelino é conhecido no meio político alagoano como alguém de extrema confiança do deputado, um braço-direito. Em um processo trabalhista que tramita contra Lira, Djair Marcelino foi citado por um ex-funcionário de uma empresa do deputado como “uma espécie de secretário geral” que cuida da “parte burocrática”.

CONDENAÇÕES – O deputado já foi condenado por esse caso em segunda instância na esfera cível, por improbidade administrativa. Ele só conseguiu concorrer nas eleições gerais de 2018 após obter uma liminar do Tribunal de Justiça.

No Twitter, Lira comemorou a decisão que invalidou as provas do caso na semana passada. “A vida do homem público é um livro aberto e quem está nela precisa ter serenidade. Nada como um dia depois do outro”, publicou ele na ocasião.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Lira quer presidir a Câmara é uma de suas metas é amaciar a Lei da Ficha Limpa. Pretende combater o lava-jatismo e quer voltar a abastecer os sindicatos e centrais com recursos públicos. Como se vê, age como se fosse representante do Comando Vernelho ou do Primeiro Comando da Capital. (C.N.) 

Péssima notícia! Ministério confirma o primeiro caso de reinfecção por Covid-19 no Brasil


Testes para Covid-19: entenda a situação no Brasil e tire dúvidas sobre os exames diagnósticos | Coronavírus | G1

A Covid-19 é mutante e pode infectar novamente as pessoas

Deu no Correio Braziliense
Agência Brasil

Em meio à nova alta do número de casos confirmados de Covid-19 em diversos estados do Brasil, o país acaba de entrar para o mapa mundial de locais em que foi confirmada reinfecção pelo novo coronavírus. O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (10/12) que a paciente, uma profissional da área de saúde de 37 anos teve diagnóstico da Covid-19 confirmado pela segunda vez, quatro meses após a primeira infecção.

A mulher reside em Natal e testou positivo em outubro. Passaram-se 116 dias desde que ela foi considerada curada, em junho deste ano.

TESTE CONFIRMADO – Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que foi informado do caso nesta quarta-feira (9/12), a partir de relatório do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Foram processadas duas amostras clínicas para que a confirmação fosse anunciada, após testes RT-PCR em tempo real.

Segundo a conclusão do laboratório, a profissional foi infectada por tipos diferentes da doença. “As análises realizadas permitem confirmar a reinfecção pelo vírus SARS-CoV-2, após sequenciamento do genoma completo viral que identificou duas linhagens distintas”.

O ministério disse ainda que o resultado reforça a necessidade da adoção do uso contínuo de máscaras, higienização constante das mãos e o uso de álcool em gel.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 A notícia é gravíssima e importantíssima. Mostra que o coronavírus se assemelha à gripe não somente na facilidade do contágio, como também na capacidade de se modificar e depois voltar a infectar as pessoas que já se julgavam imunes. Isso significa que as vacinas terão curto prazo de validade e não poderão garantir imunização perene. Ou seja, daqui para a frente, a humanidade terá de usar máscaras eternamente. Será? (C.N.)

Rodrigo Maia ironiza candidatura de Lira e diz que “sair em primeiro não significa nada”

Publicado em 10 de dezembro de 2020 por Tribuna da Internet

Maia diz que não aceitará ataques do Executivo contra Legislativo

Maia: “Lira repete Russomano: sai na frente e depois perde”

Deu no Correio Braziliense

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), amenizou nesta quinta-feira (10/12) a suposta demora dele e de seus aliados para indicar um candidato à eleição da nova presidência da Casa. A manifestação ocorre um dia após o líder do Centrão, Arthur Lira (PP-AL), oficializar seu nome na disputa.

De acordo com Maia, “sair em primeiro não significa nada”. Ao comentar a situação, o atual presidente da Câmara citou a situação do deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP), que acumula três derrotas na disputa à Prefeitura de São Paulo após largar sempre na frente nas pesquisas de intenção de votos.

PROJETO POLÍTICO – “Você acompanha as eleições em São Paulo, não acompanha? Há quantas eleições o Celso Russomanno sai na frente e termina em último? Ou em quarto ou terceiro? Sair em primeiro não significa nada. O que significa é a construção de um projeto político que fique de pé”, afirmou Maia.

No dia anterior, quarta-feira (9), Rodrigo Maia lançou uma frente de partidos composta por DEM, PSL, MDB, PSDB, Cidadania e PV para formar uma candidatura. Esse bloco soma cerca de 157 deputados.

Existia uma expectativa de que o nome fosse definido ainda esta semana, contudo, o democrata ironizou a demora ao ser questionado pela imprensa. “Se fizermos amanhã [sexta], o jornal de sábado é o que tem menos audiência. Hoje [quinta], já não dá mais tempo”, brincou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro comprou uma briga com a maior liderança do Congresso. Rodrigo Maia vai entregar a presidência da Câmara em fevereiro, mas não deixará de influenciar um número enorme de parlamentares, não somente na Câmara, mas também no Senado. Se tivesse cultura e conhecesse a obra de Carlos Drummond de Andrade, o presidente Bolsonaro perderia o hábito de colocar pedras em seu próprio caminho. (C.N.)

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