sexta-feira, novembro 13, 2020

Estudo demonstra que a Covid-19 deveria ser dividida em vários subtipos, sugerem pesquisadores

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Informações e recursos sobre a COVID-19 nos Manuais MSD - Manual MSD Versão  Saúde para a Família

As diferenças explicam por que há casos menos graves

Paloma Oliveto
Correio Braziliense

Oito meses depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a pandemia da covid-19, ainda não se sabe ao certo o porquê de pacientes apresentarem sintomas e progressões da doença tão diferentes. Mesmo na versão leve, alguns podem precisar de internação, enquanto outros sofrem os mesmos incômodos de um resfriado comum. Nem todos perdem olfato e paladar, ao mesmo tempo em que determinadas pessoas apresentam problemas gastrointestinais, mas nenhum no sistema respiratório.

Devido à variação de sinais associados ao Sars-CoV-2 pesquisadores da Universidade Médica de Viena, na Áustria, sugerem, em um artigo publicado na revista Allergy, dividir em sete as formas menos graves da covid-19.

QUADROS DIFERENTES – O estudo, feito com 109 indivíduos em recuperação, acompanhados por 10 semanas, e 98 pessoas saudáveis (controle), dividiu a doença em grupos, conforme os sintomas apresentados pelos pacientes. Com base nesse critério, foram estabelecidos sete formas da covid-19 leve. A primeira caracteriza-se por sinais semelhantes aos da gripe, como febre, fadiga, tosse e calafrios. A segunda, mais branda, é marcada por uma sensação de resfriado comum: rinite, espirros, garganta seca e congestão nasal.

No terceiro caso, estão as dores articulares e musculares. O quarto grupo inclui inflamação ocular e na mucosa. O quinto envolve os problemas pulmonares, como pneumonia e falta de ar; o sexto refere-se aos sinais gastrointestinais (diarreia e náusea, além de dor de cabeça) e, por último, está a perda de olfato e paladar. Cada forma da doença foi associada ao tipo de resposta imunológica desencadeada pelo organismo.

IMPRESSÃO DIGITAL – “Os objetivos do estudo foram identificar a ‘impressão digital’ da infecção por covid-19 em células presentes no sangue, e nos níveis de anticorpos. Estávamos especialmente interessados em saber se mudanças diferentes nos parâmetros das células ou dos anticorpos separaria os pacientes convalescentes da covid-19 de indivíduos saudáveis, e se poderíamos definir parâmetros associados ao curso da doença”, explica o imunologista Winfried F. Pickl, principal autor do estudo.

“Assim, fizemos um estudo para investigar a distribuição dos tipos de leucócito no sangue, com interesse principal nos linfócitos T e B, 10 semanas depois de serem diagnosticados com covid-19. Essas amostras foram comparadas às de indivíduos saudáveis, cujos exames para detecção da doença deram negativo”, relata o especialista

No caso dos doentes cuja principal característica é a perda de olfato e paladar, por exemplo, os pesquisadores descobriram que, na maior parte deles, a migração dos linfócitos T para o timo, glândula especializada onde essas células amadurecem diante da ameaça de um fator externo, foi recente. Isso indica, segundo Pickl, um sistema imunológico jovem.

NA FEBRE ALTA – Ao mesmo tempo, quanto mais alta a febre dos pacientes ao longo da forma leve da covid-19, maior a quantidade de células imunes produtoras de anticorpos no sangue.

Outra constatação dos pesquisadores foi que, independentemente dos sintomas apresentados pelos pacientes, o número de granulócitos (responsáveis pelo combate a patógenos bacterianos) é significativamente menor, comparado ao que se mediu no grupo de controle. Pickel diz que os cientistas também encontraram um número alto de células de memória ativadas mesmo depois de 70 dias da infecção inicial. Ao mesmo tempo, as células regulatórias, que, como sugere o nome, regulam a ação imunológica, são “notavelmente diminuídas”.

AUTOIMUNIDADE – Segundo o cientista Winfried F. Pickl, trata-se de uma “mistura perigosa, que pode levar à autoimunidade”. Isso porque, mesmo curados da infecção, os pacientes ainda têm um sistema imunológico em alerta e pouco controlado. Assim, é possível que essas células ativas possam continuar produzindo substâncias inflamatórias, para combater o vírus (que, todavia, não está mais presente), o que acaba prejudicando o organismo.

De acordo com o cientista da Universidade Médica de Viena, ao destacar biomarcadores a características clínicas da doença, é possível predizer melhor o prognóstico do paciente e monitorá-lo melhor. “Conhecer mais profundadamente a reação do sistema imunológico também nos fornece melhores ferramentas para a produção de futuras vacinas superpotentes”, acredita.

O estudo vienense vai de encontro a outra pesquisa, do King’s College de Londres, divulgada no fim de julho. Os cientistas ingleses também agruparam os diferentes sintomas da covid-19 em seis grupos, para prever a evolução da doença nos pacientes.

OS SEIS GRUPOS – O tipo 1 incluiu sinais semelhantes ao da gripe, mas sem febre. O segundo, sintomas da gripe com febre. O terceiro, problemas gastrointestinais associados a dor de cabeça, no peito e na garganta, além de perda de olfato. O quarto subtipo caracteriza-se por fadiga severa, além de cefaleia, perda de olfato, tosse, febre, rouquidão e dor no peito. O quinto inclui confusão mental, dor de cabeça, perda de olfato e apetite, tosse, febre, rouquidão, fadiga e dor de garganta, no peito e muscular.

Por fim, o grupo de pessoas com falta de ar, diarreia e dor abdominal além de dor de cabeça, perda de olfato e apetite, tosse, febre, rouquidão, dor de garganta, dor no peito, fadiga, confusão e dor muscular. Os três últimos grupos foram considerados os de pior prognóstico.

RISCOS FUTUROS – Os dados mostraram que 20% das pessoas com subtipo 6 e 10% dos pacientes com subtipo 5 eventualmente necessitaram de suporte respiratório, em comparação com apenas 1,5% daqueles do grupo 1. O estudo também descobriu que os indivíduos categorizados nas formas 4, 5 e 6 da doença eram mais velhas, mais propensas a estar acima do peso e mais a ter doenças preexistentes.

Os subtipos 5 e 6 sinalizam um alto risco hospitalização futura.                                                                                                         Em nota, o principal autor, Tim Spector, lembrou que a classificação dos sintomas é importante não só para monitorar a evolução da enfermidade, mas para mostrar que nem sempre a infeção por Sars-CoV-2 inclui os sintomas clássicos, e que muitas pessoas podem acabar infectando outras por não saber que têm Covid-19.

Denúncia da “Tribuna” faz Polícia Federal acelerar processo sobre crimes fiscais da Rede Globo

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TRIBUNA DA INTERNET | Procuradoria investiga irmãos Marinho por usarem  empresas de fachada na Globo

Charge do Nico ( Arquivo Google)

Carlos Newton

O genial Ruy Barbosa estava  corretíssimo ao defender, intransigentemente, a liberdade de imprensa. Disse o jurista: “A imprensa é a vista da nação. Por ela é que a nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam”.  

E podemos dizer que foi graças a uma denúncia exclusiva da “Tribuna da Internet” que a Polícia Federal do Rio de Janeiro decidiu tirar da gaveta e tocar a ação criminal movida em 2019 contra os três filhos de Roberto Marinho.

EMPRESAS DE FACHADA – Trata-se do processo  5096780-78.2019.4.02.5101, aberto em São Paulo pelo juiz Gustavo Pontes Mazzocchi, por petição do procurador da república Luís Eduardo Marrocos de Araújo, tendo como investigados os empresários Roberto Irineu Marinho, seus irmãos João Roberto e José Roberto, além do advogado  Eduardo Duarte, especialista na criação de empresas de fachada.

O magistrado paulista remeteu o processo para o Rio de Janeiro, porque a sede da Rede Globo é nesta cidade e os três irmãos Marinho também moram aqui.  E assim a competência passou a ser da 2ª Vara Federal Criminal do Rio, desde  4 de dezembro de 2019.

Estive pessoalmente várias vezes na 2ªVara Federal Criminal e na Polícia Federal, no Centro do Rio, e constatei que o processo simplesmente havia desaparecido. Ou seja, caíra num buraco negro entre São Paulo e Rio de Janeiro e nem mesmo a Ouvidoria da Polícia Federal conseguia localizá-lo.

DENÚNCIA DA TI – No dia 3 de setembro, publicamos aqui na “Tribuna da Internet” uma reportagem a respeito, sob o título “PF descumpre ordem judicial e engaveta inquérito sobre crimes fiscais da Rede Globo”. Como dizia Ruy Barbosa, era a imprensa fazendo seu papel de ser “a vista da nação” ao enxergar “o que lhe malfazem” e devassar “o que lhe ocultam e tramam”.  

E nesta quinta-feira, dia 12, o editor-chefe da TI foi surpreendido com a informação de que a Polícia Federal havia encontrado o processo e num prazo de apenas um mês e meio já tinha até concluído seu parecer sobre as fraudes contábeis da Rede Globo.

Fomos informados também que o Dr. Luiz Nogueira, um dos advogados mais respeitados de São Paulo, já enviou petição ao procurador da república Paulo Henrique Ferreira Brito, que juridicamente passou a funcionar como autor da notícia-crime, e lhe  comunicou ter encaminhado documentos e petições à Justiça Federal e à Polícia Federal, visando oferecer mais provas que possam fortalecer o novo parecer do Ministério Público Federal.

DISSE A PROCURADORIA – No relatório anterior, a Procuradoria da República concluíra que “as empresas relacionadas no Decreto Presidencial de 23 de agosto de 2005, quais sejam, GLOBOPAR (Globo Comunicação e Participações S/A) e CARDEIROS PARTICIPAÇÕES S/A (antiga 296 Participações S/A) teriam realizado manobras societárias com o intuito de não recolher tributos, ocultando os verdadeiros nomes, a composição societária, o capital social, os objetivos e as atividades operacionais, bem como exercido, de forma simulada, a exploração de serviços públicos de radiodifusão sem o devido ato autorizador do governo”…

Portanto, só falta aguardar o parecer do procurador Paulo Brito, que está trabalhando em home office junto com sua equipe.

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P.S. –
 Assim que recebermos o documento, vamos publicá-lo em absoluta primeira mão, pois esse assunto do processo contra os irmãos Marinho é divulgado com exclusividade aqui na TI, pelo simples fato de que nenhum outro órgão de imprensa se interessa por isso(C.N.)

No país dos maricas, Bolsonaro é o pior inimigo de si mesmo para ridicularizar sua autoridade


Os ataques de Bolsonaro à imprensa

Jair Bolsonaro fala demais e só consegue dizer asneiras

William Waack,
Estadão

Era óbvio e esperado que, ao perder a aposta feita em Donald Trump, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro fosse incluído na coluna “perdedores” em todas as listas de governantes que se deram mal com a vitória de Joe Biden. Não são poucos, e incluem países tão diferentes entre si como Israel, Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido e Hungria. Mas o que a língua solta do presidente está produzindo é uma rápida perda da própria autoridade

A popularidade que resulta de auxílios emergenciais é tão efêmera quanto a duração desses auxílios, e até aqui o governo não conseguiu dizer como vai incluir uma renda básica no Orçamento do ano que vem (que, aliás, não foi votado). Sim, é popularidade que pode ser reconquistada, ainda que a custo literalmente alto para os cofres públicos – e enquanto a economia não sofrer desarranjos maiores, fantasma que o próprio ministro Paulo Guedes anda alimentando.

SEM MEDO DO RIDÍCULO – Com autoridade é diferente. Um presidente não precisa necessariamente ter grande autoridade para ser popular, mas precisa ser levado a sério para governar. A autoridade de Bolsonaro está sendo diluída por ele mesmo ao cair no ridículo, um ácido capaz de corroer qualquer pedestal. Personagens que dizem coisas “folclóricas”, toscas, ofensivas, desvinculadas da realidade, abusivas ou mentirosas avançam até o ponto em que afundam nas próprias palavras.

A briga de Bolsonaro com a vacina “chinesa” conseguiu gerar desconfiança em qualquer vacina, justamente quando os especialistas alertam para o fato de que o Brasil provavelmente enfrentará uma segunda onda de covid-19, tal como acontece no momento na Europa e nos Estados Unidos. E a politização afeta a confiança em duas instituições essenciais para saúde pública: as que produzem a vacina (como o Instituto Butantan) e as que regulam sua aplicação (como a Anvisa). O resultado geral é péssimo para todos os governantes e causou séria apreensão nos governadores.

REFORMAS PARALISADAS – Da mesma maneira, pode-se argumentar indefinidamente sobre quem atrasa mais a aprovação das reformas que lidem com a questão fiscal, se é o Congresso ou se é a equipe do Ministério da Economia.

Mas, no sistema político brasileiro, é o presidente quem tem o poder de ditar a agenda política, e a pergunta cada vez mais pesada no ar é se alguém sabe o que Bolsonaro pretende além de manter popularidade a um custo que a passagem do tempo só torna mais caro do ponto de vista fiscal.

O grau de isolamento internacional do Brasil por conta das apostas de Bolsonaro é inédito, ainda que lhe reste o consolo de estar na companhia de países como China, Rússia e México, que até aqui se recusam a parabenizar Joe Biden pela vitória nas eleições presidenciais. Ocorre que esses três países tem contenciosos importantíssimos com os Estados Unidos, enquanto Bolsonaro está aparentemente ávido para encontrar um: a Amazônia.

MOVIDO A PÓLVORA – Biden mencionou US$ 20 bilhões de possível ajuda, o agronegócio tecnológico e nossa matriz energética têm tudo para ganhar num impulso rumo à economia “verde”, mas o presidente prefere falar de “pólvora” quando esgotar a diplomacia em relação à pressão americana em questões ambientais. No caso brasileiro, nossa diplomacia esgotou-se ao exercer a ridícula opção preferencial de se subjugar a Donald Trump. Os que realmente possuem “pólvora”, como China e Rússia, não ficam falando disso.

De qualquer forma, faltou Bolsonaro esclarecer como pretende usar eventualmente pólvora para enfrentar os malandros de olho nas nossas riquezas, se ele considera que preside um país de maricas.

Após bronca de Bolsonaro, Mourão recua sobre proposta de expropriação e se ‘penitencia’ por vazamento


Declaração evidenciou o mal-estar entre Bolsonaro e Mourão

Emilly Behnke
Estadão

O vice-presidente Hamilton Mourão lamentou nesta quinta-feira, dia 12, a divulgação da proposta em discussão do Conselho Nacional da Amazônia Legal que prevê a expropriação de propriedades em caso de crime ambiental:  “Eu me penitencio”, disse ele. A intenção de criar um mecanismo como forma de conter o desmatamento e as queimadas ilegais, revelada nesta quarta-feira, dia 11, pelo Estadão, foi alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro, que chamou de “delírio” e ameaçou demitir os responsáveis.

“Eu me penitencio por não ter colocado um grau de sigilo nesse documento, se eu tivesse colocado um grau de sigilo a pessoa que vazou o documento estaria incorrendo em crime previsto na nossa legislação”, afirmou o vice-presidente no Palácio do Planalto.  “(Isso) não é decisão. Já é publicado como se fosse decisão, aí gera um incômodo para o presidente.”

“DELÍRIO” – Mais cedo, pelas redes sociais e depois em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro negou que a proposta estivesse sendo considerada pelo governo e a classificou como um “delírio”. “Não existe nenhuma hipótese nesse sentido. E se alguém levantar isso aí, eu simplesmente demito do governo. A não ser que essa pessoa seja indemissível”, declarou Bolsonaro na manhã desta quinta-feira. A proposta consta em documentos do Conselho Nacional da Amazônia Legal, colegiado presidido por Mourão. Eleito na chapa de Bolsonaro em 2018, o vice não pode ser demitido.


A ideia discutida pelo grupo é estabelecer que a expropriação de terras ocorrerá no caso de quem incorreu em “culpa” em crimes ambientais em área própria ou pública. Além disso, sinaliza viabilizar o confisco “de todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do crime de grilagem ou de exploração de terra pública sem autorização”. Segundo o planejamento do conselho, o objetivo é enviar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso com estas medidas em maio de 2021.

De acordo com o vice, a proposta é apenas um estudo e que “estudo não tem intenção”. Ele evitou opinar se concorda ou não com a medida. “Isso é um estudo. Então, o ministério que é responsável por isso, que no caso é o Ministério da Agricultura por meio do Incra, vai dizer ‘isso aqui não cabe, não concordo'”, afirmou para jornalistas em frente à sede da vice-presidência.

“FORA DE CONTEXTO” – Com a divulgação da proposta, Mourão afirmou não saber se ela continuará a ser analisada.  “(O documento) é algo que está totalmente fora de contexto e eu se fosse o presidente (Jair Bolsonaro) também estaria extremamente irritado porque isso é um estudo, é um trabalho que tem que ser ainda finalizado e só depois poderia ser submetido a decisão dele”, disse.

Segundo Mourão, as ideias contidas no documento ainda seriam debatidas pelos ministérios, para só então serem submetidas ao presidente. “(Ideias) passam pelos ministérios e o ministério vai chegar e dizer ‘isso pode, isso aqui não pode, isso aqui tem que ser uma nova legislação, isso aqui nós não temos condições de fazer’ e aí depois que se fecha todo esse ciclo se submete ao decisor que é o presidente da República, que ainda pode chegar e dizer ‘não quero isso, não quero aquilo'”, afirmou.

MAL-ESTAR – A declaração de Bolsonaro evidenciou o mal-estar entre o presidente e seu vice. Na segunda-feira, Bolsonaro afirmou em entrevista à CNN Brasil que não tem falado com Mourão, em resposta a um comentário do vice sobre o silêncio do presidente em relação à vitória de Joe Biden nas eleições americanas. “O que ele (Hamilton Mourão) falou sobre os Estados Unidos é opinião dele. Eu nunca conversei com o Mourão sobre assuntos dos Estados Unidos, como não tenho falado sobre qualquer outro assunto com ele”, disse Bolsonaro horas após o vice ter dito que o presidente aguardava o fim das contagens de votos para só então se manifestar.

Em entrevista ontem, Mourão disse ter uma relação “ética e de lealdade” com o chefe do Executivo e negou que não esteja falando com Bolsonaro. “Eu falei com o presidente na segunda-feira, pô. Vocês não viram na cerimônia que estávamos os dois lado a lado conversando?”, perguntou aos jornalistas. Na segunda, 9, os dois estiveram juntos em evento no Planalto relacionado ao Programa Pátria Voluntária.

quinta-feira, novembro 12, 2020

Entre Rios: Zona Eleitoral lança 'WhatsApp' para receber denúncias de crime eleitoral


por Francis Juliano

Entre Rios: Zona Eleitoral lança 'WhatsApp' para receber denúncias de crime eleitoral
Foto: Reprodução / Muita Informação

Um número de WhatsApp poderá ser usado por eleitores para fazer denúncias de crimes eleitorais. A ferramenta foi elaborada em parceria da 144ª Zona Eleitoral com o Ministério Público. Segundo o juiz José Brandão, responsável pela zona eleitoral, o objetivo é fazer o combate a infrações eleitorais. O modo de operação consiste da seguinte forma.

 

O eleitor deve identificar o ato criminoso, como oferecer qualquer vantagem em troca do voto. Nesse caso nem é preciso receber o benefício. Basta que se ofereça qualquer vantagem. Depois, o eleitor deve reunir provar para que se possa comprovar o ato ilegal. Pode ser testemunhos, fotos, filmagens, gravações e material impresso. O terceiro é passo é o encaminhamento da denúcia através dos números 75- 99253-2094 ou n° 75 99811907.

 

O juiz informou que se estuda a possiblidade de recompensar quem faça denúncias. De acordo com o magistrado, a justificativa é que o termo "whisteblower" é previsto no art.4° da Lei 13.608/18, alterada pela Lei 13.964/19 - Pacote annticrime. No entanto, o benefício ainda depende de regulamentação para ser implementado. 

Sesab emite alerta após registro de casos da 'doença misteriosa da urina preta'.

 

Sesab emite alerta após registro de casos da 'doença misteriosa da urina preta'
Foto: Jade Coelho/Bahia Notícias

O registro de pelo menos 12 casos da Doença de Haff desde agosto deste ano na Bahia acendeu um alerta na Secretaria da Saúde do estado (Sesab). A doença causa rigidez muscular súbita, dor muscular, torácica, dificuldade para respirar, dormência e perda de força no corpo e deixa a urina escura.  A doença pode evoluir com insuficiência renal e, se não tratada, levar a morte.


Entre os sintomas ainda está a elevação sérica de creatinofosfoquinase (CPK), uma enzima que atua principalmente nos tecidos musculares, no cérebro e no coração. A doença de Haff está associada a ingestão de crustáceos e pescados e já é conhecida pelos baianos. 

 

Pode haver quem não se lembre, mas há quatro anos Salvador registrou um surto da doença de Haff. Na época ela ainda não era chamada dessa forma, e antes de ser identificada era conhecida e estampada no noticiário como "doença misteriosa que causa urina preta" (lembre o fato aquiaquiaqui e também aqui). No período, um alerta epidemiológico chegou a ser emitido orientando buscas ativa e retrospectiva de casos.

 

Na semana passada, em 3 de novembro, a Sesab emitiu um alerta direcionado a profissionais de saúde do estado para a ocorrência de casos de Haff. Uma nota técnica com informações sobre a doença, sintomas, possíveis causas e os casos já registrados foi publicada no site da pasta.

 

CASOS REGISTRADOS
O documento traz a informação de que três casos de Haff foram diagnosticados em Entre Rios no mês de agosto desse ano. Os casos do município localizado no Litoral Norte baiano aconteceram entre integrantes de uma mesma família após a ingestão de um peixe conhecido como "olho de boi". Na ocasião, cinco pessoas comeram o pescado. Aproximadamente sete horas depois o primeiro paciente manifestou os sintomas. Se tratava de uma pessoa de 53 anos, que apresentou fortes dores no corpo, tontura, náuseas e fraqueza. O paciente foi levado ao hospital do municipio, onde foi submetido aos primeiros atendimentos. De acordo com a nota, posteriormente mais dois membros da família apresentaram os mesmos sintomas.

 

A Secretaria da Saúde registra casos também na capital baiana. Em Salvador, nos meses de setembro e outubro. duas unidades hospitalares notificaram a ocorrência de casos da doença de Haff, informou a pasta. A cidade soma 6 ocorrências. Desses, três casos foram hospitalizados e realizaram exames laboratoriais que apresentaram elevação de CPK. 

 

Na noite desta quinta-feira (12) a secretaria confirmou mais três casos em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, também relacionados ao consumo de pescado.

 

A secretaria esclarece que as principais manifestações clínicas dos pacientes se caracterizaram por início súbito de fortes dores em região cervical, seguido por dores musculares intensas nos braços, dorso, coxa e panturrilhas e urina turva e escura, com cor semelhante a  café. Nenhum dos pacientes apresentou febre, sintomas respiratórios ou gastrintestinais e todos fizeram ingestão de peixe em menos de 24 horas.

 

ALERTA EPIDEMIOLÓGICO
Sob o entendimento de que a doença de Haff é rara e com base nas evidências do surgimento de casos e aumento das notificações, o Centro de Informações e Estratégias em Vigilância em Saúde (Cievs) da Bahia e de Salvador emitiram de forma conjunta um alerta epidemiológico com recomendações de condutas e orientações para as equipes de saude da rede pública e privada, para que os profissionais da saúde possam identificar a ocorrência de novos casos e investigar.

 

Entre as orientações está a de que os profissionais de saúde realizem exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK) e TGO para observação de alterações dos valores normais nos exames; que observem a cor da urina e em caso de ser escura entendam como sinal de alerta, pois neste caso o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 ou 72 horas. 

 

Segundo a Sesab, a doença não possui tratamento específico, mas não é indicado o uso de antiinflamatórios. 

 

A pasta destaca ainda que os profissionais de saúde devem orientar a população a buscar uma unidade de saúde no caso de aparecimento dos sintomas; e ainda identificar outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença. 


O fim melancólico de uma gestão incompetente




O debate hoje no rádio  foi a mais clara demonstração do melancólico fim de uma mal sucedida administração pública..

O governo Deri do Paloma diante de tantos desmandos,  é um desastre e envergonha os jeremoabenses perante o mundo.’

 Uma administração marcada pelo descaso: atraso no pagamento dos salários dos servidores, falta de medicamentos, falta de merenda nas escolas, falta de apoio ao homem do campo, falta de estradas, falta d'água, sem atendimento médico, falta de estradas, porém a improbidade abundou.

Como diz a maioria do povo: «Foi uma das piores administrações que o Jeremoabo já viu». Uma administração marcada pelo favorecimento e privilégio de poucos e a grande maioria da população sem absolutamente nada.

Até perante os garis, com todo respeito que os garis merecem, o prefeito perdeu a autoridade e o respeito.

Mas não fica só nos garis, o esporte também, o prefeito usou o debate para afirmar que  pagou todos os prêmios da copa rural, porém de imediato o cidadão Marcos do Itapicuru usou das redes sociais para desmentir, afirmando que até a presente data não recebeu um centavo, e que mais uma vez o prefeito falta com a verdade.

Como pode um homem nessas circunstâncias presidir o município?

Vovozinha usa redes sócias para em nome da sua honra desmentir o prefeito de Jeremoabo


Que o prefeito de Jeremoabo e candidato a reeleição use de métodos rasteiros e condenáveis em debate político de rádio  contra a candidata a prefeita Anabel   explica; agora sem prova usar de subterfúgios para injuriar uma senhora humilde de idade avançada, além de covardia, é o cumulo da ignorância e desrespeito ao ser humano.

Uma  "autoridade" que não respeita uma vovozinha perante um programa de rádio ao vivo e a cores ainda precisando de votos, é de se esperar o que mais?

Cabe a você eleitor de Jeremoabo analisar sem paixão, mas com o coração e a razão, o que for de melhor para todos.

Não surpreendam-se se ainda daqui para a vésperas das eleições, apareça algum politico para divulgar que a Nativile ira estocar vendo em Jeremoabo


Para começar, só em comparecer nessa solenidade o prefeito já está mais uma vez desrespeitando a legislação eleitoral.
Vocês que gostam de ser enganados, não tomem por surpresa se até a véspera das eleições aparecer algum politiqueiro anunciando que a Nativile irá estocar ventos em Jeremoabo. 
Aproveito para avisar aos que estão entregando propostas de emprego devido as promessas, que ao entregarem a documentação solicitem recibo, sabe porque?

Dano moral pelo não cumprimento de promessa de emprego

Publicado por José Augusto Duarte

Promessa é dívida. Inclusive em se tratando de promessa de emprego, aonde o candidato chega a fazer exames, abrir conta em banco para recebimento de salário e até mesmo entregar a documentação para ser registrado.

Em casos assim, não é raro que o entrevistador, depois de ter “garantido” que a vaga seria do candidato, simplesmente “desista” da contratação alegando um “detalhezinho” – como o momento do mercado que mudou, ou a autorização (que era dada como certa) que não veio.

E o candidato fica sem o emprego e sem ter o que fazer, certo?

Errado.

Pedir que o candidato abra conta em banco, faça exames médicos e até entregue a documentação para a contratação cria expectativa do emprego garantido; faz com que o candidato deixe de participar de outras seleções e até mesmo recuse outras propostas de emprego.

Não dá pra negar, então, o abalo que o “ex-futuro-empregado” sofre ao receber a notícia de que não seria mais contratado. Frustração, humilhação, baixa na auto-estima, sofrimentos que podem acarretar até mesmo quadros de depressão em casos mais graves.

Essa humilhação, esse sofrimento – o dano moral – pode e deve ser cobrado da empresa que quebrou a promessa de emprego.

Como em todo processo, é preciso provar que houve a promessa de emprego não cumprida, o que pode ser feito através de documentos (como a abertura da conta), e-mails, mensagens telefônicas, gravações e até mesmo pelo depoimento de testemunhas que tenham conhecimento dos fatos.

Provada a promessa quebrada, a Justiça reconhece o direito à indenização.

O Tribunal do Trabalho de Campinas reconheceu, em pelo menos dois processos recentes, o direito dos trabalhadores a receber indenização.

No primeiro deles, em decisao de julho/2013, uma empresa de logística e locação de veículos foi condenada a pagar R$ 10 mil como indenização pelos danos morais pela quebra da promessa de emprego.

Em outro processo, decidido em fevereiro/2013, a empresa condenada foi do ramo de telecomunicações, também em R$ 10 mil. Veja a decisão:

“PROMESSA DE EMPREGO – FASE PRÉ-CONTRATUAL - PROCESSO SELETIVO CONCLUÍDO – DANOS MORAIS - INDENIZAÇÃO DEVIDA

O dano sofrido pelo trabalhador está relacionado à fase pré-contratual, decorrente de uma relação de trabalho prometida. Trabalhador que se submete a todas as fases do processo seletivo, inclusive com a entrega de documentação à empresa, fica na expectativa e ansiedade pela contratação, sentimentos que se estendem para toda a família. No caso a ofensa se caracterizou, pois o Réu não contratou o Autor, apesar do Obreiro ter sido aprovado no exame seletivo e admissional, sendo que também entregou sua CTPS ao Reclamado. Frustrados estes sentimentos, o dano moral aflora e, por isso, deve ser corretamente indenizado.”

Se você ou alguém que você conhece passou por essa situação, procure orientação com um advogado trabalhista de sua confiança.

José Augusto Duarte é advogado e sócio do escritório

Duarte e Poli Advogados em Campinas/SP,

f.: (19) 2512-6336,

e-mail: duartepoli.adv@gmail.com.




CNMP pode penalizar promotor baiano por não investigar questões ambientais em Barreiras

 Quinta, 12 de Novembro de 2020 - 14:40


CNMP pode penalizar promotor baiano por não investigar questões ambientais em Barreiras
Promotor de Justiça Eduardo Bittencourt | Foto: Sigi Vilares

O processo administrativo disciplinar contra promotor de Justiça Eduardo Antônio Bittencourt, do Ministério Público da Bahia (MP-BA), foi prorrogado por mais 90 dias pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O processo contra o membro do MP-BA foi aberto em agosto deste ano, por falta de observância dos deveres funcionais. O promotor, que atua em Barreiras, no oeste baiano, pode ser penalizado com uma pena de censura. O relator é o conselheiro Silvio Roberto. 

 

Segundo o corregedor nacional do Ministério Público, ao propor a abertura do processo, o promotor, de maio de 2016 a agosto de 2018, se omitiu de adotar providências para impulsionar inquéritos para apurar a existência de reserva legal na Fazenda Rio de Janeiro. Eduardo Bittencourt atuava na Promotoria de Meio Ambiente da região.  

 

O corregedor aponta que, pela inércia do promotor, houve um atraso na investigação ambiental, com prejuízo à razoável duração do procedimento, “denotando falta de zelo no atuar”. O corregedor ainda destacou que, entre abril de 2018 e março de 2019 o promotor Eduardo Bittencourt ajuizou apenas uma ação civil pública e duas ações de execução de termos de ajustamento de conduta na promotoria onde é titular. No mesmo período, ele não celebrou acordos, não expediu recomendações e não realizou audiências públicas ou extrajudiciais, tendo feito apenas intervenção em seis casos, como fiscal da ordem jurídica, sem interposição de recursos. Ele também não participou de nenhuma audiência judicial. 

 

O CNMP também abriu um processo administrativo disciplinar contra o promotor de Justiça Ricardo José André Rabelo, por prestar informações falsas relativas à instauração de reclamação disciplinar contra o promotor Eduardo Bittencourt. De acordo com o corregedor nacional do MP, Rinaldo Reis, em março deste ano, Ricardo Rabelo, como promotor corregedor do MP-BA, informou de forma falsa sobre o promotor de Barreiras. 

 

Rinaldo Reis afirmou que a Corregedoria detectou irregularidades e baixa produtividade na atuação de Eduardo Bittencourt e solicitou informações a Corregedoria do MP-BA, se havia existência de procedimentos extrajudiciais sob a responsabilidade do promotor de Barreiras. Por meio de ofício, o promotor corregedor da Bahia, informou que não havia qualquer inquérito a cargo de Eduardo com atraso nas movimentações superiores a 90 dias, até o dia 23 de agosto de 2019. As irregularidades foram constatadas em correições realizadas pelo CNMP. O corregedor pediu a aplicação de pena de censura a Ricardo Rabelo por violar o dever legal de praticar atos de ofício, cumprir e fazer cumpri disposições legais, com independência, serenidade e exatidão. 

Bahia Notícias

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