segunda-feira, outubro 12, 2020

Não compartilhe que é Fake Newa, apelaram para métodos fascistas

 

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Nota de repúdio: Em campanha eleitoral, chefe de Gabinete do Prefeito de Jeremoabo espalha fake news pelo whastapp


NOTA DE REPÚDIO 

A candidata a prefeita de Jeremoabo Anabel de Tista vem tornar público que sua campanha vem sendo atingida lamentavelmente com mais uma fake news. 

Em uma montagem grosseira, um  fake news envolvendo a candidata Anabel de Tista foi compartilhado em um grupo de whatsapp pelo Chefe de Gabinete do Prefeito de Jeremoabo, Antonio Jadson Nascimento.

Na publicação espalhada no Grupo de Whatsapp “Jeremoabo Verdade” pelo chefe de gabinete do prefeito, há uma tentativa clara de tentar prejudicar a campanha vitoriosa de Anabel:

Vale ressalta que a Lei 13.834/19  pune com dois a oito anos de prisão quem divulgar notícias falsas com finalidade eleitoral e que diante do exposto, serão tomadas medidas judiciais para combater todos os envolvidos nessa trama ardilosa de macular o nome da candidata Anabel de Tista.

Ressalta-se ainda que a coligação não tem nenhuma peça publicitária com artistas e que pautamos nossa campanha com honradez sempre respeitando os demais candidatos, onde não utilizamos de forma alguma meios escusos  para difamar e/ou denegrir a imagem de ninguém.

Felizmente o povo de Jeremoabo tem os pés no chão e por respeito a eles, iremos às últimas consequências para fazer com que a lei se imponha e que os culpados dessa barbárie eleitoral sejam punidos



Nota da redação deste BlogO político fascista é o maior hipócrita de todos', diz filósofo de Yale.

E ainda tem maníacos que defendem o inominável.

O problema com a mentira e o engodo é que só são eficientes se o mentiroso e o impostor têm uma clara ideia da verdade que estão tentando esconder. Neste sentido, a verdade, mesmo que não prevaleça em público, possui uma primazia inerradicável sobre qualquer falsidade. (ARENDT, 2004: p.35)

Fake news, nada! O nome disso é MENTIRA!

Em ano de eleição, em vez do debate de ideias e projetos, já podemos contar como certo que a mentira vai correr solta. Principalmente agora, que inventaram um nome “bonitinho” para a lorota contada pra enganar o eleitor: “Fake News”.

Ano eleitoral vai trazer falsificações a três por quatro e as pessoas vão mentir descaradamente para defender seus políticos de estimação

Fica parecendo que foi sem querer, que a pessoa que está contando aquele absurdo é quase uma vítima também. Disfarce. O nome disso é mentira, mesmo. E mentira não se conta com boa intenção.
Existem muitas formas de mentir. Geralmente se usa a mentira para atacar o adversário, apresentando como erros atitudes que espelham decisões de governo, por exemplo, ou acrescentando uma interpretação a um fato. (https://diariodovale.com.br/colunas/fake-news-nada-o-nome-disso-e-mentira/) -Paulo Moreira



Brigas marcam mini-carreata de Deri do Paloma em Jeremoabo

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Brigas generalizadas foi a marca da mini-carreata realizada neste final de semana pelo candidato Derisvaldo José dos Santos, conhecido como Deri do Paloma.

Em um dos vídeos recebidos pela nossa equipe de reportagem, é possível ver uma das brigas ocorridas durante o evento promovido pelo candidato a reeleição:

Nossa equipe de reportagem, procurou a coordenação da campanha eleitoral da equipe do Prefeito Derisvaldo para comentar sobre as constantes brigas nos eventos realizados, mas infelizmente não fomos atendidos. (https://www.chicosabetudo.com.br/)

Nota da redação deste Blog - "A violência é o fim da política, sem ser sua finalidade. Ou seja, a violência se instala exatamente quando não são desenvolvidas condições políticas, em sentido amplo, para equacionar conflitos. Daí que, o ponto de relação entre violência e política está exatamente na possibilidade de serem construídas condições políticas para intermediar conflitos, de tal forma a criar mecanismos para que estes não se desdobrem em violência.

Marilena Chauí define a violência como sendo “um ato de brutalidade, sevícia e abuso físico ou psíquico contra alguém e caracteriza relações intersubjetivas e sociais definidas pela opressão e intimidação, pelo medo e pelo terror. A violência se opõe à ética porque trata seres racionais e sensíveis, dotados de linguagem e de liberdade, como se fossem coisas, isto é, irracionais insensíveis, mudos, inertes ou passivos”[3]A definição de Chauí é ampla e moderna. Ela incorpora à idéia de violência a dimensão física e psíquica – acrescentaria espiritual. Além disso, entende ações que comportam humilhação, vergonha, discriminação, como sendo condutas violentas. Em outro aspecto, incorpora ao conceito a violência interpessoal e a violência social – dimensão estrutural e institucional da violência." (Paulo César Carbonar)


"A violência não é o rugido dos vencedores. É o suspiro dos derrotados" Matheus Pichonelli... - 

 

Os dez mandamentos do eleitor honesto e inteligente

 

“A política é uma das mais altas expressões da caridade cristã”. O exercício da cidadania deve  levar  o eleitor à consciência de que o sujeito da autoridade política é o povo considerado na sua totalidade como detentor do poder e da soberania.

Seus representantes têm o compromisso e a obrigação de um governo limpo, ético e transparente. Um representante público que não honra a cadeira que ocupa deve ser julgado e cassado e por isso não deve contar com a confiança dos eleitores.

 

Antes de votar, é preciso estudar o perfil do candidato, seus trabalhos antecedentes, sua honestidade a toda prova, seus serviços prestados com transparência administrativa e financeira, e sua competência para o cargo.

O eleito deve estar a serviço do povo e não de si mesmo ou do seu partido ou de algum grupo e também não pode deixar-se dominar pelo poder econômico. Como todos sabem, a corrupção e a decorrente impunidade constituem grandes ameaças ao sistema democrático.

Os políticos sejam pessoas dotadas de virtudes sociais, com competência, retidão, transparência e espírito de serviço, sendo os primeiros responsáveis pela ordem justa na sociedade. A superação da corrupção exige pessoas e partidos com perfil íntegro para o exercício do mandado público.

 

O eleitor consciente e responsável deve observar estes 10 mandamentos:

 

1 - Tomar consciência da importância da política e do valor do seu voto.

“Voto não tem preço, tem consequências”.

 

2 - Verificar se o candidato ama o povo o qual ele deve servir.

Em primeiro lugar deve se olhar o projeto político do partido, se visa o bem do povo, de modo bem concreto; pois o político deve ser um servidor, um empregado do povo, que respeita o projeto político de seu partido.

Justificativa da mudança: A interpretação gramatical do texto original indica uma generalização para o lado da desesperança. A frase iniciada com a palavra NÃO, desvaloriza totalmente as instituições democráticas, ao passo que afirmar que é preciso primeiro olhar o projeto político valoriza o projeto coletivo em detrimento do interesse e projeto pessoal do candidato.

 

3 - Examinar se o candidato assume verdadeiramente o compromisso social.

Só se deve votar num político comprometido com o povo, não apenas com seu discurso na campanha eleitoral, mas, sobretudo, com suas atitudes, demonstradas por seu passado limpo, honesto e envolvido com as causas populares. Suas propostas políticas e sociais devem ser concretas, com possibilidade de serem executadas e totalmente voltadas para o bem do povo.

 

4 - Observar se o político respeita seu adversário.

O político que só sabe atacar e desrespeitar a imagem dos colegas de outro partido, em seus comícios, não merece o nosso voto. Política verdadeira não se faz na base do ataque pessoal e sim a partir de propostas e programas concretos. É preciso acabar com a politicagem dos ataques pessoais, tratando os adversários como se fossem inimigos.

 

5 - Não considerar nenhum político como representante da Igreja.

A Igreja não tem partido. O compromisso da Igreja é com a vida, a dignidade humana, a justiça,  o bem comum e com a ética na política.

 

6 - Não votar em candidato, cujos projetos atentam contra a família ou contra a dignidade da vida humana.

Por isso é indispensável ver a relação do candidato com a defesa da dignidade e a promoção da pessoa humana e da vida, em todas as manifestações, desde a sua  concepção até o seu fim natural com a morte. Aqui se deve lembrar, sobretudo, do que diz respeito à legalização do aborto e da eutanásia.

 

7 - Exigir e fiscalizar aqueles que foram eleitos quanto à sua absoluta transparência administrativa.

O eleitor deve acompanhar o desempenho daqueles que foram eleitos, pois, o voto é uma espécie de procuração para que o eleito aja em nome daqueles que o elegeram.

 

8 - Colocar em prática a Lei n. 9.840 de 1999, que altera o Código Eleitoral contra a corrupção eleitoral.

Eleitor consciente não vende e não troca de seu voto. É preciso quebrar o círculo vicioso de candidatos que corrompem eleitores, e eleitores que corrompem candidatos. Quem vende o voto está vendendo a sua própria dignidade. Quem compra voto, compra a consciência do eleitor. Quem compra e quem vende voto está se degradando em sua dignidade.

 

9 - Levar em conta a Lei da Ficha Limpa já em vigor.

Substituir ou acrescentar:

Não se trata de uma Lei para alterar a Lei 9.840/99, que já existe, mas sim de incluir novos critérios de inelegibilidades, baseados na vida pregressa dos candidatos.

Agora, com a Lei da Ficha Limpa poderemos evitar que candidatos sujos com a justiça ou que não tiveram suas contas aprovadas concorram às eleições e venham a ocupar cargos públicos.

 

10 - Não anular seu voto nem votar em branco.

Se fizer isto, você poderá estar beneficiando um candidato que não merece o seu voto.

 

 

FONTE:

Dom Emanuel Messias de Oliveira, Bispo de Caratinga

Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo de Mariana

Dom Odilon Guimarães, bispo de Itabira-Cel. Fabriciano

Político bom é aquele que tem palavra e que honra compromissos com aqueles que o elegeram!

 Tenho observado nossos políticos, governantes, parlamentares, o trabalho, atuação, representatividade enfim a postura de cada um que foi eleito e agora se tornou um representante do povo, que nós elegemos.

Tenho observado que, poucos estão fazendo jus a confiança depositada nas urnas. Nas eleições de 2014, por exemplo, elegemos nossos representantes em nível de governo estadual, deputados estaduais e federais e presidente da República. E poucos apresentaram um balanço de seu mandato, poucos apresentaram projetos e propostas inovadoras, ou simplesmente  defenderam os cidadãos.

Em meio a tantos escândalos, corrupção e mentiras a classe política vem tentando sobreviver e nós estamos perseverando para acreditar que tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Mas aqui fica uma alerta: “O gigante acordou e até os mais preguiçosos vem abrindo os olhos.”

O bom político é aquele ético e honesto, que lutas pelos anseios da população, que está presente na sociedade que o elegeu, que da respostas a todos de seu trabalho, que não abandona suas bases e justifica o salário e benesses que ganham sendo funcionários do povo.

Frisa-se, características que devem ser inerentes a qualquer bom cidadão, quem quer cobrar honestidade, eficiência e reconhecimento devem observar a conduta de todos os candidatos para então depositar a confiança, através do voto. Aqui suplico que não podemos deixar nos levar por qualquer conversinha ou promessas mirabolantes.

Na antiga política, ou politicagem barata, o bom político era aquele que sentava em um bar para beber com seu eleitorado ou ainda aquele cara simpático e brincalhão, que aparece na véspera das eleições com uma cesta básica para aquela família que pobre e sofrida, ou que promete um empreguinho fácil, depois de eleito. Não acreditem em facilidades.

Nesse contexto da antiga politicagem, o bom político é aquele que promete um novo mundo, e quando se elege nem se lembra do nome daquele que entregou  seu santinho ou percorreu na feira do bairro ao seu lado. Triste realidade.

Ou, do líder comunitário que o  acompanhava em caminhadas para apresentar o candidato e depois é esquecido literalmente em suas demandas. Precisamos acabar com essa cultura medíocre, ineficiente, mentirosa e intragável.

Nós, cidadãos, precisamos nos posicionar, aprender que é preciso participar, discutir, apresentar idéias e apoiar candidatos que não nos darão as costas no pós campanha. Que caminharão conosco, dando vez e voz, sendo amigo daqueles que contribuíram para seu mandato. Atendendo uma coletividade, grupos e trazendo vários benefícios.

Temos que interagir com nossos representantes, buscando informações, cobrando soluções para os problemas sociais, acompanhando o mandato, requerimentos, pedidos, e reivindicações populares. Saber escolher, reconhecer o que é bom de verdade.

O papel do político é ser um representante da sociedade, é constituir-se em advogado de causas comunitárias e sociais, todo agente político é mero funcionário do povo repito, somos nós que pagamos seus excelentes salários e grandes mordomias.

A nova política, adotada atualmente principalmente pela juventude, defende que a roupagem do político deve ser alguém aberto a receber permanentemente demandas vindas da sociedade, sejam individuais ou coletivas. Que defenda a luta social, de classes, de entidades, que atue com vontade para melhorar a vida dos brasileiros com senso de justiça e coerência.

A principal característica que faz de um  cidadão um bom político é sua capacidade de colocar o interesse público acima dos seus próprios interesses. E olha que está difícil nossos representantes não colocar interesses ocultos acima de tudo e todos.

Todo bom político deve ter um intenso e verdadeiro sentimento por aquilo que faz. Esta é a principal característica de um político e é isto que faz a diferença. A simplicidade, a humildade, as atitudes… as máscaras sempre caem depois da eleição, isto é fato. Aquele que andava nas periferias, agora frequenta lugares requintados e luxuosos, onde grande parte da plebe não faz parte do tal mitiê.

Um bom gestor é aquele que sabe focar no que é necessário para a maioria, a mesma maioria que o elegeu. Aqui vou citar o conceito de liderança contida no livro O Monge e o Executivo, de James C. Hunter, “liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente, visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum”.

A política é fundamental estar aberto às mudanças, quebrando paradigmas. O papel do líder é servir constantemente ao povo, que não tem este perfil pede pra sair. Acredito em mudanças e vamos juntos na construção de um mundo igualitário e justo.

(Lorena Ayres, advogada, articulista, comendadora e diretora na Aciag e AJE Aparecida de Goiânia)

https://www.dm.jor.br/


Maia defende Marco Aurélio e culpa Ministério Público por soltura de chefe do PCC

 Segunda, 12 de Outubro de 2020 - 07:20


por Danielle Brant | Folhapress

Maia defende Marco Aurélio e culpa Ministério Público por soltura de chefe do PCC
Foto: Reprodução/ Fotos Públicas

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu na noite deste domingo (11) a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), de utilizar artigo da lei anticrime para soltar um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital) e afirmou que o procurador responsável é quem deveria ser cobrado pela soltura do traficante.

 

Maia fez as declarações em entrevista à emissora GloboNews e comentou o dispositivo incluído pelo grupo de trabalho que analisou o pacote anticrime do ex-ministro Sergio Moro (Justiça) e do ministro Alexandre de Moraes (STF).

 

O artigo 316 do Código de Processo Penal foi usado pelo ministro Marco Aurélio na decisão de soltar André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, na sexta (9). O dispositivo determina que, a cada 90 dias, seja revista a decisão de manter a prisão preventiva de um acusado de crime. Para Maia, sempre que a lei é aplicada em um caso simbólico, há uma tentativa de se transferir o desgaste para os políticos.

 

"Eu acho engraçado, sempre se transfere para a política o desgaste e a polêmica. Por que a gente não cobra o procurador, independente de ser na primeira ou na segunda instância?", questionou. "Por que ele não cumpriu o papel dele? Porque ele é pago para isso, fez concurso para isso, jurou a constituição para isso. Por que é sempre a política?"

 

O deputado não descartou rediscutir o tema e afirmou que o artigo pode ser um caso a ser avaliado com "muito cuidado', mas sem a pressa de "alguns que querem sempre aproveitar um motivo para ter uma primeira página de jornal, uma boa entrevista num telejornal".

 

"Mas vamos cobrar também do procurador. Ele não tem responsabilidade sobre a decisão? Ele não conhecia a lei? Ele não é obrigado a conhecer as leis? Ou apenas nós políticos e a sociedade somos obrigados a conhecer a lei?", continuou. "O congresso pode? Pode. O procurador está devendo uma explicação de por que em 90 dias ele não cumpriu a lei."

 

O presidente da Câmara reiterou que a lei deve ser respeitada por todos, inclusive por quem pediu a prisão e por quem acatou a decisão do pedido feito pelo Ministério Público. "Se o procurador tivesse, no prazo de 90 dias, respeitado a lei, certamente o ministro Marco Aurélio não teria liberado o traficante", disse.

 

Maia lembrou que há muitos casos de pessoas presas por um longo período sem oferecimento de denúncia, "apenas com uma prisão preventiva". "Será que é o certo? Você oferecer uma prisão preventiva e num prazo curto você não oferecer pelo menos a denúncia?", contestou. "Acho que a lei tem uma preocupação: não dá para uma pessoa ficar presa por tantos meses, tanto tempo, por uma prisão preventiva sem nem denúncia."

 

A decisão de Marco Aurélio opôs deputados neste domingo (11) e foi considerada despropositada pelo Palácio do Planalto. No Congresso, um grupo ligado ao presidente Jair Bolsonaro e defensor da Operação Lava Jato articula a apresentação de projetos de lei para retirar do Código de Processo Penal o dispositivo que determina que, a cada 90 dias, seja revista a decisão de manter a prisão preventiva de um acusado de crime.

 

No campo contrário, deputados defendem o dispositivo e argumentam que o objetivo fundamental do texto é impedir que pessoas pobres presas injustamente passem longos períodos encarceradas sem julgamento. O artigo 316 do CPP foi usado pelo ministro Marco Aurélio na decisão de soltar André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap.

 

O traficante estava preso desde o final de 2019 sem uma sentença condenatória definitiva, excedendo o limite de tempo previsto na legislação brasileira. Ele foi solto na manhã de sábado (10) e é considerado foragido pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo).

 

O episódio provocou reações inflamadas de congressistas que defendem um endurecimento do sistema penal brasileiro. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP), ex-vice-líder do governo na Câmara, afirmou que vai apresentar projeto de lei para retirar do CPP a "obrigação do juiz de reavaliar a prisão preventiva a cada 90 dias." "Contamos com o apoio da população e dos profissionais da segurança pública", escreveu em uma rede social.

 

Relator do texto elaborado pelo grupo de deputados que analisou o pacote anticrime do ex-ministro Sergio Moro (Justiça) e do ministro Alexandre de Moraes, o deputado Capitão Augusto (PL-SP) criticou o dispositivo. "Lutei muito contra isso, eu avisei que daria problema. Fui vencido no grupo de trabalho e incluíram no relatório contra minha vontade", afirmou o congressista.

 

Capitão Augusto, coordenador da frente parlamentar da segurança pública, afirmou que vai protocolar, no Senado, um pedido de impeachment contra o ministro Marco Aurélio. "Não pode ficar barato. Que sirva de lição para os demais", disse. Moro também criticou a inclusão do dispositivo na lei anticrime. "O artigo que foi invocado para soltura da liderança do PCC não estava no texto original do projeto de lei anticrime e eu, como ministro da Justiça e Segurança Pública, me opus à sua inserção por temer solturas automáticas de presos perigosos por mero decurso de tempo", afirmou.

 

Neste domingo, Marco Aurélio defendeu sua decisão de soltar André do Rap. "O juiz não renovou, o MP não cobrou, a polícia não representou para ele renovar, eu não respondo pelo ato alheio, vamos ver quem foi que claudicou", disse o ministro à Folha. Para Marco Aurélio, a decisão do presidente da corte de revogar o habeas corpus concedido ao traficante é "péssima" para o Supremo. O ministro afirma que a ação de Fux "é um horror".

 

Fux, ao suspender a determinação de seu colega no STF, destacou que a soltura do chefe do PCC compromete a ordem pública e que se trata de uma pessoa "de comprovada altíssima periculosidade".

Bahia Notícias

O ex-decano pode perder, no caso do depoimento de Bolsonaro, mas a votação será apertada


prorroga inquérito que apura interferência de Bolsonaro na  PF - ISTOÉ Independente

Celso de Mello vota a favor do depoimento presencial

José Carlos Werneck

O julgamento a respeito do próximo depoimento do presidente Jair Bolsonaro no inquérito sobre supostas “interferências” na Polícia Federal é imprevisível. No entanto, reportando-se às decisões anteriores dos integrantes do Supremo Tribunal Federal pode-se concluir,que o resultado será apertado, mas favorável ao depoimento de forma escrita.

A suspensão da votação, após o voto do relator, ministro Celso de Mello, nesta quinta-feira, atraiu para o decano o foco de sua última sessão no tribunal e objetivou também poupá-lo de uma eventual derrota.

DEPOIMENTO PRESENCIAL – Como de hábito,o ministro Celso de Mello deu um voto longo e literalmente exaustivo objetivando  demonstrar que, segundo o artigo 221 do Código de Processo Penal, Bolsonaro é investigado e não testemunha. Por isso, seu depoimento deve ser presencial.

Além do agora decano, Marco Aurélio Mello, que é contrário ao depoimento presencial, vários ministros já decidiram,em outras oportunidades, pela oitiva de forma escrita.

Se mantiverem suas decisões anteriores favoráveis  ao depoimento por escrito do então presidente da República, Michel Temer, os ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin também devem  divergir de Celso Mello.

TOFFOLI E GILMAR – A exemplo de Dias Toffoli, outros ministros,igualmente podem alinhar-se ao entendimento do voto pelo depoimento prestado  por escrito.

Gilmar Mendes respeita muito seu ex-colega Celso de Mello, e era um dos mais emocionados nas despedidas do ministro paulista. mas, tido como garantista, Gilmar deverá alinhar-se aos ministros favoráveis ao depoimento por escrito.

Ex-decano da Lava Jato rebate ataques à força-tarefa e diz que Bolsonaro se tornou submisso às vontades do Centrão

 

Carlos Fernando diz que Bolsonaro “repete o caminho de Lula”

Pepita Ortega, Rayssa Motta e Fausto Macedo
Estadão

O ex-procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que já foi o integrante mais antigo da Lava Jato até sua aposentadoria em março de 2019 e e representou o núcleo duro da força-tarefa, considera que a fala do presidente Jair Bolsonaro, de que acabou com a operação pois ‘não há mais corrupção no governo’, indica que o chefe do Executivo se tornou ‘submisso às vontades do Centrão‘.

“A fala de Bolsonaro sobre ter matado a Lava Jato é apenas a confirmação de que seu governo realmente merece o selo de ética que lhe foi conferido por Renan Calheiros”, afirmou o ex-procurador ao Estadão.

HISTÓRIA DE REPETE – “O que Bolsonaro e seus aliados desejam é a dominação completa e definitiva do orçamento público pelas velhas lideranças do sistema político corrupto revelado pela Lava Jato. Ele repete o caminho de Lula, que vendeu a ética que ostentava na oposição em troca da manutenção no poder. São ambos as faces da mesma moeda, mas a mão que joga o coração ou coroa é a da política corrupta”, completou Lima.

A indicação de Lima faz referência aos elogios que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) teceu ao presidente em entrevista à CNN na noite de terça, 6. “Eu entendo que o Jair Bolsonaro, para além das diferenças que nós temos, ele pode deixar um grande legado para o Brasil, que é o desmonte desse estado policialesco que tomou conta do País. E ele já encadeou várias medidas, desde o Coaf, a questão da Receita, a nomeação do Aras para a chefia do Ministério Público, a demissão do Moro. Agora, a nomeação do Kassio”, disse o parlamentar na ocasião.

A fala de Bolsonaro sobre a Lava Jato, no dia seguinte aos elogios de Renan, foi uma resposta às críticas de lavajatistas por ter se aproximado de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que se posicionam contrários à operação tocada pelo ex-juiz Sérgio Moro.

CRÍTICAS – O presidente tem sido criticado pela indicação do desembargador Kassio Nunes para a vaga do decano Celso de Mello. O nome do magistrado foi chancelado por Gilmar Mendes e Dias Toffoli, que mantém posicionamentos críticos à Lava Jato, e tem o apoio de parlamentares do chamado Centrão, atingido pela força-tarefa nos últimos cinco anos.

“É um orgulho, é uma satisfação que eu tenho, dizer a essa imprensa maravilhosa que eu não quero acabar com a Lava Jato. Eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo. Eu sei que isso não é virtude, é obrigação”, disse o presidente no Palácio do Planalto na tarde de quarta, 7, quando discursava no lançamento do Programa Voo Simples, do Ministério da Infraestrutura, que promete modernizar as regras de aviação no País.

A afirmação de Bolsonaro também se deu momentos depois de os ministros do STF decidirem alterar o regime interno para que ações penais e inquéritos voltem a serem analisados pelo plenário e não mais pelas duas turmas de julgamento. A mudança foi proposta pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux, e é vista como uma reação para blindar a Lava Jato.

REAÇÃO – Os integrantes da força-tarefa reagiram à fala do presidente, apontando que o discurso do chefe do Executivo indica ‘desconhecimento sobre a atualidade dos trabalhos e a necessidade de sua continuidade’, mas mais que isso ‘reforça a percepção sobre a ausência de efetivo comprometimento com o fortalecimento dos mecanismos de combate à corrupção’.

“Os procuradores da República designados para atuar no caso reforçam o seu compromisso na busca da promoção de justiça e defesa da coisa pública, papel constitucional do Ministério Público, apesar de forças poderosas em sentido contrário”, registrou a nota divulgada pelo Ministério Público Federal do Paraná.

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro, que foi juiz titular da Lava Jato até deixar a magistratura para entrar no governo Bolsonaro também se manifestou sobre a declaração de Bolsonaro. “As tentativas de acabar com a Lava Jato representam a volta da corrupção. É o triunfo da velha política e dos esquemas que destroem o Brasil e fragilizam a economia e a democracia. Esse filme é conhecido. Valerá a pena se transformar em uma criatura do pântano pelo poder?”, afirmou Moro em seu perfil no Twitter.

Jair Bolsonaro teve sua primeira grande chance de piorar o Supremo e não perdeu a viagem…

 

Toffoli diz que Bolsonaro jantou em sua casa porque “ele se sente bem aqui”  – Hora do Povo

Bolsonaro e Toffoli celebram a escolha do jurista desconhecido

J.R. Guzzo
Estadão

A reação mais notável à decisão do presidente Jair Bolsonaro de indicar para a vaga ora aberta no STF um advogado do Piauí que foi nomeado para a magistratura federal por Dilma Rousseff, é contra a prisão de criminosos depois de condenados em segunda instância e teve a torcida pública de um senador do seu Estado oficialmente denunciado pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, foi um silêncio de cemitério, do Oiapoque ao Chuí.

É verdade que ninguém teve a coragem de elogiar – a não ser o próprio Bolsonaro, é claro, e as gangues que fazem do Congresso brasileiro um dos mais desprezados corpos legislativos do planeta.

NÃO HOUVE PROTESTOS – Mas onde foram parar os protestos, a ira e a indignação que se levantam quase automaticamente, desde o primeiro dia do seu governo, a cada vez que o presidente abre a boca ou decide alguma coisa? Não houve nem protesto nem ira nem indignação.

Por que será? É provável que Bolsonaro nunca tenha criado uma calamidade tão maligna quanto essa – nem tão duradoura, visto que o seu preferido vai ficar decidindo o que é certo e o que é errado para o Brasil pelos próximos 27 anos.

Mas o que houve, de Lula e da extrema esquerda até a bancada “da bala” e a extrema direita, foi um dos mais intensos movimentos que já se viu neste país em matéria de olhar para o outro lado e fazer de conta que não aconteceu nada demais.

PLAGIADOR JURAMENTADO – Nem a constatação de que o novo ministro copiou e colou na sua “tese” trechos inteiros escritos por um advogado amigo – incluindo os erros de português – sem dar um pio sobre o nome do verdadeiro autor, provocou maiores objeções.

Para um presidente que é diariamente acusado de genocídio para baixo, fora o pouco-caso com os quilombolas, os incêndios no Pantanal e a sua participação em milícias do crime organizado, trata-se de uma vitória e tanto.

A passividade com que os inimigos de Bolsonaro receberam a indicação do dr. Kássio para o STF, para não ficar enrolando a questão com considerações superiores de ciência política, tem uma explicação bem simples: ninguém falou nada porque todo mundo gostou – ou, se não gostou, engoliu com casca e tudo.

HOMEM DOS SONHOS – O novo ministro, quando se pensa um pouco, é o homem dos sonhos do mundo político brasileiro de hoje – agrada ao PT, ao “Centrão”, à OAB, ao ministro Gilmar Mendes, aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, às empreiteiras de obras públicas, aos refugiados da Lava Jato, aos escritórios “top de linha” da advocacia criminal, aos defensores das “instituições democráticas”, à classe intelectual, ao presidente Bolsonaro, à família do presidente Bolsonaro e por aí vamos. O leitor se lembrou de alguém mais? Pode colocar na lista.

O fato é que ninguém que viaja nesse bonde pode admitir, de jeito nenhum, que o STF melhore, por pouco que seja. Pode tudo – mas melhorar, não. Eis aí o maior risco que todos eles podem correr hoje em dia.

AMEAÇA AOS CORRUPTOS – Um Supremo menos ruim que esse é uma ameaça direta ao seu bem-estar; é ali que os “garantistas” garantem que os acusados de corrupção sejam deixados em paz, e a garantia dessa impunidade não tem preço para os proprietários da vida pública do Brasil.

Uma Justiça mais decente obrigaria a classe política e o resto da massa que hoje vive à custas da máquina do Estado a se comportarem melhor do que se comportam. E quem está querendo se comportar melhor nesse povo? Bolsonaro teve a sua primeira grande chance de piorar o Supremo. Não perdeu a viagem.

É a “governabilidade” – todo o mundo se ajeita, a “resistência” continua fazendo discurso, mas deixa Bolsonaro em paz nas coisas que de fato importam, e o público pagante fica no papel de otário.

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