sexta-feira, maio 08, 2020

Agatha Christie chega ao Planalto para desvendar o mistério do vídeo dourado


MaisPB • Bolsonaro cancela readmissão de Santini e transfere PPI
Bolsonaro disse que ia divulgar a gravação, mas depois desistiu
Pedro do Coutto
São tantas as versões, as confirmações e as negativas da existência do vídeo focalizando a reunião ministerial que colocou frente a frente o presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Sérgio Moro, que os avanços e recuos conduzem a uma situação de mistério. Por isso recorri a grande figura da literatura policial para tentar chegar a uma conclusão.
Os personagens são vários e assim dei o título deste artigo a uma obra bastante representativa da situação em que caminha o caso. Um enigma.  Enigma esse capaz de concluir não apenas por um responsável mas sim por vários deles.
FALSAS NEGATIVAS – Reportagem de Júlia Chaib, Folha de São Paulo desta quinta-feira, apresenta os vários estágios percorridos por negativas sucessivas e que conduzem a que se possa supor que no caso do vídeo haja uma semelhança com o Oriente Express.
A reportagem começa pela determinação do ministro Celso de Mello, ao determinar que o governo forneça o vídeo daquele encontro ministerial no qual o presidente da República teria afirmado interesse em acompanhar investigações que corre na Superintendência do Rio de Janeiro. O ex-ministro da Justiça narrou esse episódio no depoimento que fez à Polícia Federal. Tal versão deixaria Bolsonaro muito mal.
Entretanto setores do Palácio do Planalto revelaram haver incerteza quanto a gravação e se essa gravação seria integral ou apenas focalizando uma parte do encontro.
ASSESSOR NEGOU – O chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, Célio Faria Jr. negou que esteja com o vídeo em nota a Folha de São Paulo. Disse que a gravação dos vídeos são questões eventuais. Celso Faria negou também não estar de posse do cartão de memória. Passou a bola para a Secretaria de Comunicação. Mas esta, por sua vez negou a realização da tarefa. Fábio Wajngartem que chefia o órgão não está com a gravação. A estrada a ser percorrida desviou-se para a empresa Brasil de Comunicação, particular, que possui contrato com a Secom.
A empresa tirou o corpo fora e o gabinete da Presidência da República negou-se a comentar o assunto.
RECURSO REVELADOR – Após as voltas circulares em torno do tema, as quais deixaram em dúvida quanto a existência integral do vídeo, um fato restabeleceu a lógica. A Advocacia Geral da União na tarde de ontem ingressou com recurso ao STF no sentido de modificar o despacho do ministro Celso de Melo.
Portanto, a iniciativa da AGU revela tacitamente que o vídeo existe, pois não pode haver recurso contra algo que não existe. A iniciativa, por outro lado, demonstra a preocupação em que o vídeo termine por não ser divulgado em face das marchas e contramarchas que marcaram as respostas vagas do gabinete presidencial.
BOLSONARO PREOCUPADO – Fica claro que Jair Bolsonaro revelou a preocupação para com os trabalhos da Superintendência da PF no Rio de Janeiro. Na minha opinião, dificilmente o plenário do STF vai atender a manutenção do sigilo do vídeo, contida no recurso, que pede apenas liberação parcial.
O desencadeamento dos vários capítulos podem terminar assinalando um conjunto de informações prestadas ao vídeo em questão. Vídeo dourado é apenas uma expressão que acrescentei a consagrada obra de Agatha Christie.
Somente isso. E agora espero pela confirmação de se os suspeitos são vários ou recai em uma só pessoa.

‘Destacar trechos importantes não pode ficar a cargo do investigado’, diz Sérgio Moro

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Sergio Moro se demite do governo de Bolsonaro
Moro conseguiu fazer Jair Bolsonaro também ser investigado
Paulo Roberto Netto e Fausto MacedoEstadão
A defesa do ex-ministro Sérgio Moro rebateu pedido de ‘reconsideração’ apresentado pela Advocacia-geral da União na tarde desta quinta, 7, para enviar somente trechos da reunião ministerial citada por Moro em depoimento à Polícia Federal. No encontro, o ex-juiz alega que Bolsonaro o teria pressionado para trocar o comando da superintendência da PF no Rio.
 “Destacar trechos que são ou não importantes para a investigação é tarefa que não pode ficar a cargo exclusivo do investigado”, afirmou a defesa do ex-ministro.
ARGUMENTOS ÓBVIOS – Em petição enviada a Celso de Mello, o advogado Rodrigo Sánchez Rios, que defende Moro, afirma que ‘com todo o respeito’, os argumentos da AGU para negar o envio dos documentos porque se trata de reunião ministerial sobre temas ‘sensíveis’ de Estado é algo ‘que parece óbvio’.
“Contudo, tal circunstância não é suficiente para que o registro do encontro possa ser colocado integralmente a salvo do exame judicial e policial a ser realizado nesta investigação, notadamente em razão de sua importância para o deslinde dos fatos”, afirma a defesa de Moro.
De acordo com os advogados do ex-ministro, ‘eventuais colocações constrangedoras’ de Bolsonaro, passíveis de constatação durante a reunião, ‘não são motivos aptos a impedir o atendimento de determinação judicial pois não se trata de ‘segredo de Estado’.
VIDEO FOI ESCONDIDO – Reportagem do Estadão antecipou na quarta que o Palácio do Planalto não planejava entregar a íntegra da reunião, que gera preocupação ao governo. Além da suposta pressão que o presidente Jair Bolsonaro teria feito sobre Moro para trocar o comando da Polícia Federal, o vídeo também conteria o registro de um desentendimento entre os ministros da Economia, Paulo Guedes, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.
Diante dos colegas de Esplanada, os dois divergiram sobre gastos públicos para incentivar a retomada da economia após o fim da pandemia da coronavírus. Neste mesmo encontro, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, teria feito críticas ao ministro do STF.
PRIMEIRA VERSÃO – O governo inicialmente alegou na noite de quarta, 6, que a reunião tratou de ‘assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado’, e pediu a reconsideração do decano para enviar a gravação.
Nesta tarde de quinta-feira, 7, a AGU enviou novo pedido em que ‘roga’ ao decano para enviar ‘apenas e tão-somente a eventuais elementos que sejam objeto do presente inquérito’ da gravação –  ou seja, as conversas entre Moro e o presidente.
A ordem de Celso de Mello cobra o envio da íntegra da reunião, sem edições ou alterações. “As autoridades deverão preservar a integridade do conteúdo de referida gravação, em ordem de impedir que os elementos nela contidos possam ser alterados, modificados ou, até mesmo, suprimidos”, determinou o ministro.
COM A SECOM – A gravação da reunião está sob posse do chefe da Secretaria Especial de Comunicação (Secom), Fabio Wajngarten.
O chefe da assessoria especial da Presidência, Célio Faria Junior negou informações de que teria apagado o vídeo da reunião e reforçou que a gravação se trata de uma atribuição da Secom.
Em depoimento à Polícia Federal, o ex-ministro Sérgio Moro relatou à Polícia Federal que Bolsonaro anunciou, durante o encontro com o seu primeiro escalão de governo, que iria ‘interferir em todos os ministérios‘ e que, caso não conseguisse trocar o comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro, ele trocaria o diretor-geral da corporação e o próprio ministro da Justiça.

nquérito contra Moro já virou uma investigação sobre o presidente Bolsonaro

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Guerra de versões sobre vídeo de reunião do Planalto mostra que ...
Celso de Mello está buscando a verdade com muita obstinação
Carlos Newton
Como todos sabem, o ponto-chave do inquérito/processo contra Sérgio Moro é o vídeo da reunião ministerial do dia 22, que pode confirmar as principais acusações que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública fez contra o presidente Jair Bolsonaro. As requisitar a gravação, na quarta-feira, dia 6, o relator Celso de Mello citou os responsáveis pela manutenção do tape e deu 72 horas para o Planalto entregar o vídeo.
Os intimados foram o chefe da assessoria especial da Presidência, Célio Faria Júnior, o secretário de Comunicação Social, Fábio Wanjngarten, e o ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência.
“GABINETE DO ÓDIO” –  Quem comanda a maior parte da assessoria. conhecida como “Gabinete do Ódio”, é o vereador Carlos Bolsonaro. Diante da decisão judicial, ele agiu exatamente como seria de se esperar de um elemento de sua índole, e logo ordenou que dessem sumiço ao vídeo  com que o presidente Bolsonaro até ameaçara “desmascarar” Sérgio Moro.
E o esquema de Carluxo seguiu em frente. Primeiro, o Planalto vazou para o site “O Antagonista” que Célio Faria Júnior, responsável pelo vídeo, teria ficado com o cartão de memória e só devolvido nesta terça-feira, sem nenhuma gravação.
Procurado pelo Estadão, o servidor do “Gabinete do Ódio” se assustou e tentou tirar o corpo fora: “Não é da minha competência gravar, manter, ou trabalhar qualquer tipo de mídia na Presidência da República. Essa competência é da Secom (Secretaria Especial de Comunicação)”, disse Faria Júnior. “Se existe ou não o vídeo, quem pode responder é a Secom”, disse.
SILÊNCIO TOTAL – Também assediado pela imprensa, Fábio Wanjngarten, chefe da Secom, foi procurado pelo Estadão, mas não se pronunciou nem respondeu aos questionamentos sobre existência do vídeo e protocolos sobre gravação e armazenamento das reuniões ministeriais.
Somente depois que o Estadão publicou no seu site uma explosiva reportagem é que Faria Júnior enviou uma nova mensagem ao jornal dizendo que a Secom faz “registros curtos e pontuais” com a finalidade de divulgar a agenda presidencial.
“As reuniões realizadas na Presidência da República são eventualmente gravadas pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), com a única finalidade de divulgar as imagens da agenda Presidencial, na sua maioria registros curtos e pontuais”, escreveu Célio, enfatizando “que não compete à Assessoria Especial do Presidente da República o registro de imagens de reuniões, tampouco o arquivo de eventuais registros.”
ERA OUTRA MENTIRA – A informação era ardilosa. Na verdade, acontece exatamente o contrário, A Secom sempre filma toda a reunião. depois extrai pequenos trechos para divulgação ou distribuir aos ministros como subsídios a novos debates.
Como não dava para manter tamanha manipulação, no final da tarde o Planalto jogou a toalha e o chefe da Advocacia-Geral da União, José Levi, pediu ao ministro Celso de Mello que cancele o pedido do vídeo na íntegra, porque estava gravadas declarações “delicadas” sobre política interna e externa.
Na tarde desta quinta-feira, dia 7, a derradeira tentativa, com a AGU pedindo que seja apresentado apenas o trecho da gravação mencionado pelo ex-ministro Moro. Ou seja, o vídeo existe na íntegra.
FALTAM OS DEPOIMENTOS – O arremate serão os depoimentos de três ministros do núcleo duro do Planalto – generais Braga Netto (Casa Civil), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).
No vídeo da reunião do dia 22, o mais importante é que Augusto Heleno aparece dizendo a Bolsonaro que ele não tem direito de acompanhar os inquéritos da Polícia Federal do Rio de Janeiro.
Moro está confiante de que eles falarão a verdade. É claro que isso acontecerá. No Planalto quem mente é Bolsonaro e o pessoal do “Gabinete do Ódio”. 
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P.S. 1 – Ontem, o Jornal Nacional mostrou uma cena triste, com o general Braga Netto (Casa Civil) corroborando a linha  anterior de defesa que o “Gabinete do Ódio” até já abandonou. Disse ele que as reuniões não são gravadas na íntegra, às vezes sim, às vezes não. Foi deprimente assistir a essa  cena. Espera-se que Heleno, Braga e Ramos não se omitam . Aliás, os três generais sabem que o Brasil sempre espera que cada um cumpra o seu dever, como dizia o almirante Francisco Barroso. (C.N.) 

Ministros veem marcha de Bolsonaro, Guedes e grupo de empresários ao STF como interferência indevida

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Bolsonaro levou empresários para relatarem impactos do isolamento
Julia Chaib e Matheus Teixeira
Folha
Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) ficaram incomodados com a ida do presidente Jair Bolsonaro à Corte nesta quinta-feira, dia 7, com um grupo de empresários para pressionar pela reabertura da economia. Integrantes do Supremo viram o gesto como interferência indevida do Palácio do Planalto no Poder Judiciário.
Em outra frente, nos últimos dias, a proximidade do presidente da corte, Dias Toffoli, com Bolsonaro passou a ser alvo de críticas no tribunal. Nos bastidores, a principal irritação dos magistrados foi com a tentativa de Toffoli de buscar entendimentos com o governo enquanto um membro da Corte, Alexandre de Moraes, era alvo de ataques do presidente por ter barrado a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da Polícia Federal.
STF FRAGILIZADO – Na visão de alas distintas da Corte, o gesto de Toffoli deixou o STF fragilizado num momento em que era necessário demonstrar força e teria aberto espaço, por exemplo, para atitudes de Bolsonaro, como a visita desta quinta-feira. Diante da insatisfação com os acenos ao Planalto em meio ao fogo cruzado entre os Poderes, Toffoli recuou e procurou endurecer o discurso contra o chefe do Executivo.
Mais de uma semana depois de Bolsonaro atacar Moraes, o presidente do STF resolveu dar uma resposta nesta quarta-feira. Além disso, três dias depois de militantes bolsonaristas agredirem jornalistas, no último dia 3, Toffoli saiu em defesa da imprensa e criticou o comportamento dos manifestantes.
RESPONSABILIDADES – A avaliação de integrantes do STF é de que a ida de Bolsonaro soou como uma tentativa de dividir responsabilidades com o Judiciário num cenário de piora na economia. Para ministros, o Supremo não pode ser culpado por eventual recessão, uma vez que o papel do Judiciário não é de avaliar de antemão os gestos do presidente, mas julgar atos dele caso provocado.
De surpresa e fora da agenda das autoridades, Bolsonaro levou um grupo de empresários ao Supremo para relatar a Toffoli os impactos do isolamento social na iniciativa privada. O ministro da Economia, Paulo Guedes, estava na comitiva. Um dos integrantes do grupo de empresários chegou a comparar a situação da indústria com os efeitos da Covid-19 na saúde ao dizer que haverá mortes de CNPJs (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas).
PROVOCAÇÕES – O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, criticou a frase. “A população não pode mais cair em provocações que opõem dois valores e colocam o brasileiro para brigar”, escreveu nas redes sociais. “Raciocínios pobres, argumentos rasos, metáforas incabíveis. CNPJ na UTI? Já são mais de 8.000 CPFs perdidos, sem chance de recuperação! Não validemos este debate lunático”, afirmou.
Diante da visita, Toffoli adotou tom duro. O presidente do Supremo disse que cobrou coordenação do governo com os Poderes e os entes da federação. Ele disse que é necessário fazer um planejamento para a volta do funcionamento das indústrias.
COMITÊ DE CRISE – “Talvez [seja necessário] um comitê de crise para, envolvendo a federação e os poderes, exatamente com o empresariado e trabalhadores, [tratar da] necessidade que temos de traduzir em realidade esse anseio, que é o anseio de trabalhar, produzir, manter a sociedade estruturada.”
Os discursos de Toffoli nos últimos dias, quando ressaltou que divergências não podem levar a “agressões ou ameaças ao STF”, foram lidas no Supremo como uma reação ao isolamento a que ele estava sendo submetido por se manter próximo de Bolsonaro. Em conversas reservadas, ministros chegaram a dizer que Toffoli estava perdendo as condições de liderar o tribunal e que a relação com Bolsonaro havia passado do limite.
EM DEFESA DE MORAES – Na semana passada, Bolsonaro disse que Alexandre de Moraes só entrou na Corte por ser amigo do ex-presidente Michel Temer.  Publicamente, ministros do STF e até mesmo Toffoli saíram em defesa do colega depois que Bolsonaro subiu o tom.
Mas incomodou uma ala da corte as informações de que o presidente do STF tentava costurar um meio-termo com Bolsonaro que pudesse derrubar a decisão de Moraes e eventualmente liberar a nomeação de Ramagem para o comando da PF.

quinta-feira, maio 07, 2020

Sem comentários, isso porque cresce como rabo de cavalo, para trás e para baixo!!!



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Nota da redação deste Blog - Se é o entre os dez piores, nada tenho a comentar, apenas dizer que é uma vergonha!!!

Número de casos de coronavírus em Sergipe chega a 1.214. Nas últimas 24 horas foram 216 casos

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde. Este é o maior número de casos registrados no estado no intervalo de 24hs.

O Ministério da Saúde divulgou às 19:10 de hoje, 07, o número atualizado de casos de coronavírus no Brasil. São 135.106 casos confirmados e 9.156 mortes.
De acordo com o balanço do ministério, Sergipe registrou nas últimas 24hs, um total de 216 casos, totalizando 1.214. O número de mortes subiu de 23 para 25.
Este (216) é o maior número de casos registrados no estado no intervalo de 24hs. O maior até então era 129, registrado entre os dias 02 e 03 de maio, e os números de hoje são quase que o dobro.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) deve divulgar nas próximas horas de quais cidades são estes novos casos. Os dois óbitos já haviam sido divulgados pela SES, um idoso de Frei Paulo e uma idosa de São Cristóvão.

Brasil confirma mais 610 vítimas e nº de mortes por coronavírus passa de 9,1 mil

Ainda segundo o Ministério da Saúde, país tem 135.106 casos confirmados da doença https://glo.bo/3bdBunB #G1

TRE nega embargos e decide afastar prefeito e vice de Ilha das Flores

em 7 Maio, 2020 18:17







 Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) determinou imediato afastamento do prefeito e da vice-prefeita de Ilha das Flores, Christiano Cavalcante e Eleni Lisboa, eleitos em 2016. O julgamento dos embargos de declaração ocorreu nesta quinta-feira, 7 de maio, e atendeu os pedidos do Ministério Público Eleitoral. Com o afastamento imediato deles, o presidente da Câmara de Vereadores assume o comando do Poder Executivo Municipal até a decisão sobre novas eleições.
Em outubro de 2019, o TRE-SE já tinha cassado os mandatos de Christiano Cavalcante e Eleni Lisboa. No mesmo julgamento, a Justiça Eleitoral determinou o afastamento dos gestores e declarou a inelegibilidade de Christiano por oito anos. O prefeito foi acusado de abuso de poder pelo uso de recursos públicos ao realizar pinturas, nas cores da coligação, de diversos bens públicos da cidade, durante todo o seu mandato e alguns às vésperas da realização do pleito. Trinta e dois bens públicos foram pintados nas cores verde e laranja, usadas na sua campanha.
A conduta da coligação é vedada pela legislação eleitoral e configura abuso de poder político e econômico. Para a Procuradoria Regional Eleitoral, a pintura dos prédios públicos foi extremamente abusiva e feriu a igualdade do certame. Além disso, foram afixadas imagens do prefeito no interior dos prédios, ratificando a promoção pessoal e o abuso de poder político do então prefeito e candidato à reeleição.

No caso que mais chamou a atenção do Ministério Público, uma escola municipal teve as aulas suspensas por uma semana, na proximidade das eleições, para que fosse feita nova pintura na cor laranja. “Em uma cidade pequena, em que as crianças vão à escola não só para estudar, mas também para ter acesso à merenda, suspender as aulas por uma semana por interesse pessoal e político, já justificaria a cassação”, enfatizou o recurso da PRE/SE.
Segundo a PRE/SE, “o erário municipal foi desvirtuado e direcionado para uma campanha espúria. Não houve minimamente igualdade no pleito, até porque dificilmente alguém conseguiria competir com o Poder Público”. A situação se agrava devido à pequena população da cidade, que tem menos de 9 mil habitantes, o que contribuiu para interferência ainda maior no pleito.
Portal Infonet entrou em contato com a assessoria de comunicação do prefeito que informou que ele ainda não foi notificado da decisão e que só vai se manifestar quando dor notificado.
Fonte: Ascom Ministério Público Federal em Sergipe
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