segunda-feira, janeiro 06, 2020

Governo chama de 'irresponsável' reportagem sobre delação premiada contra Rui Costa

Governo chama de 'irresponsável' reportagem sobre delação premiada contra Rui Costa
Foto: Divulgação
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo chamou de "irresponsável" a nota da coluna Radar, da revista Veja, sobre uma delação premiada que promete trazer uma "informação pesada" contra o governador da Bahia, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, ambos do PT (saiba mais aqui).

Segundo a Secom, a notícia apresentada não tem "nenhuma informação concreta em sua versão original". "A Secretaria de Comunicação acrescenta que o governador Rui Costa está tranquilo em relação a qualquer tipo de delação, sobre qualquer que seja o tema", emendou, em nota.

De acordo com a publicação, a delação premiada envolve a construção da sede da Petrobras em Salvador. A coluna informa ainda que a "bomba" deve estourar nos próximos meses. O nome do delator não foi divulgado.

Eleição 2020 tem mais de 200 pré-candidatos a prefeituras de capitais


por Ranier Bragon | Folhapress
Eleição 2020 tem mais de 200 pré-candidatos a prefeituras de capitais
Foto: Wesley Almeida / Canção Nova
A menos de dez meses da eleição municipal de outubro, a lista de pré-candidatos às prefeituras das capitais brasileiras já ultrapassa a marca de 200 postulantes.

O número pode aumentar, uma vez que ainda não há certeza sobre a criação da Aliança pelo Brasil, nova legenda proposta pelo presidente Jair Bolsonaro, nem sobre os candidatos que serão apoiados por ele, que abandonou o PSL.

A reportagem consultou líderes e presidentes de partidos nas últimas semanas, chegando a 224 nomes, isso sem contar as legendas nanicas. Nem todos terão suas pretensões confirmadas, sendo que outros devem surgir nos próximos meses. As candidaturas só serão oficializadas nas convenções partidárias realizadas de 20 de julho a 5 de agosto.

O primeiro turno da eleição municipal (prefeitos e vereadores) é em 4 de outubro; o segundo, em 25 do mesmo mês.

Eleito pelo PSL, Bolsonaro tenta cumprir a burocracia legal - o que inclui o recolhimento e validação cartorial de 492 mil assinaturas de apoio - para colocar de pé a Aliança pelo Brasil até o início de abril, data limite para a nova agremiação disputar a eleição. O presidente ainda não se manifestou claramente sobre quais candidatos apoiará nos estados.

Em São Paulo, tenta fechar acordo com o apresentador José Luiz Datena (hoje sem partido). No Rio, pode apoiar um de seus fiéis escudeiros, o deputado federal Helio Negão, ou o deputado estadual Rodrigo Amorim. Em Belo Horizonte, as chances maiores, hoje, apontam para o deputado estadual Bruno Engler. Todos esses foram eleitos pelo PSL e devem migrar para a Aliança.

Todos os 14 prefeitos de capitais que podem tentar a reeleição - 12 já cumpriram dois mandatos - devem de fato ser candidatos a um novo mandato, incluindo os mandatários das três maiores cidades do Sudeste: Bruno Covas (PSDB) em São Paulo (a depender de seu estado de saúde, pois está em tratamento contra um câncer na região do estômago), Marcelo Crivella (Republicanos) no Rio e Alexandre Kalil (PSD) em Belo Horizonte.

Entre as cidades em que certamente o prefeito será diferente do atual, estão Salvador - ACM Neto (DEM) deve apoiar seu vice, Bruno Reis (DEM) - e Recife - o prefeito Geraldo Julio (PSB) deve apoiar a candidatura de João Campos (PSB), filho mais velho do ex-governador Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em 2014.

Um fator contribui, nessas eleições, para a tendência de aumento no número de candidatos. Trata-se da entrada em vigor da proibição de coligações entre os partidos para a disputa de cargos legislativos proporcionais.

Isso tende a provocar nas médias e grandes cidades uma pulverização de candidatos a prefeito que buscarão não necessariamente a eleição, mas o fortalecimento da chapa de vereadores de seus partidos.

O fim das coligações entre partidos nas eleições proporcionais - ou seja, para a disputa de vagas nas Câmaras Municipais, Assembleias e Câmara dos Deputados- corrige uma das distorções no atual sistema eleitoral.

Pela regra que vigorou até a disputa de 2018, a distribuição das cadeiras era feita levando em conta a votação dada a todos os candidatos e partidos que compunham a coligação.

Com isso, muitas vezes o voto dado a um candidato de esquerda ajudava também na eleição de um defensor de propostas de direita, e vice-versa, desde que as siglas de ambos estivessem coligadas para fins eleitorais, uma situação comum.

Agora, cada sigla terá de disputar isoladamente as cerca de 58 mil cadeiras de vereador em todo o país. Isso representa uma dificuldade a mais para as médias e, principalmente, as pequenas legendas. Isso porque elas têm, isoladamente, mais dificuldade de atingir votação suficiente para eleger seus candidatos.

No "cada um por si", as grandes legendas levam vantagem. Nas eleições municipais de São Paulo em 2016, por exemplo, PSDB e PT, os principais partidos na ocasião, elegeram 20 vereadores, mas emplacariam 3 a mais caso não houvesse coligação com outras siglas. Eles se coligaram com as menores em troca do apoio aos seus candidatos a prefeito - que ganhavam mais tempo na TV e no rádio.

Para tentar minimizar o impacto da mudança, muitos partidos planejam ampliar o número de candidatos a prefeito, mesmo que eles tenham mínima chance de vitória. O objetivo é reforçar o pedido de votos na chapa de vereadores e o número da sigla (continua valendo a possibilidade de o eleitor votar na legenda, não em um candidato específico).

"Em um município, o partido que não tenha candidato a prefeito é praticamente um partido que não existe", diz o ex-ministro Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD.

"Nas grandes e médias cidades, a maioria dos partidos vai lançar candidato não para vencer, mas para fazer nome, fazer chapa", afirma o presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva (SP).

O presidente do PV, José Luiz de França Penna, diz que a sigla procura nomes competitivos, mas, se não conseguir, terá de ir com o que tiver mesmo.

Maior legenda da oposição, o PT também afirma que tem como diretriz lançar o máximo possível de candidatos, mas irá negociar alianças com os demais partidos de oposição. No Rio, por exemplo, há chance de a sigla retirar a pré-candidatura de Benedita da Silva para apoiar Marcelo Freixo (PSOL).

"Essa história de que o PT quer hegemonizar é papo furado", diz o deputado José Guimarães (PT-CE), um dos coordenadores das pré-campanhas. Segundo ele, uma das diretrizes da legenda será nacionalizar as disputas, defendendo a gestão petista no país de 2003 a 2016 e se contrapondo ao bolsonarismo.

Em 2016, data das últimas eleições municipais, foram 16.568 candidatos a prefeito, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), uma média de 2,98 por cidade. Para vereador, houve 463.405 candidatos, média de 8 por vaga. A sigla que mais lançou nomes foi o MDB (8,95% do total), seguida do PSDB (7,9%).

O fim das coligações é uma das alterações promovidas em 2017 com o intuito de enxugar o fragmentadíssimo cenário partidário brasileiro - hoje são 33 siglas, naquele ano eram 35.

A outra medida é a cláusula de desempenho, que começou a valer em 2018 e retirou direitos - dinheiro público, tempo de propaganda eleitoral na TV - de 14 siglas que não conseguiram um resultado mínimo nas urnas.

Esta diplomacia irresponsável ameaça colocar o Brasil no roteiro do terrorismo islâmico


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Mourão não concorda com o posicionamento hostil ao Irã
Carlos Newton
Na gestão do chanceler Ernesto Araújo, o Ministério das Relações Exteriores vive uma fase de altíssima irresponsabilidade, com o Brasil voluntariamente se transformando em país-satélite dos Estados Unidos, sem que haja qualquer consequência benéfica, conforme já ficou claro nas posições do presidente americano Donald Trump.
Ao invés de dar reciprocidade e apoiar interesses do Brasil, que tenta se filiar à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Trump fez exatamente o contrário, preferindo recomendar o ingresso da Argentina e da Romênia. Além disso, costuma ameaçar com sobretaxas as exportações brasileiras, sem dar qualquer satisfação a Bolsonaro.
NOTA DO ITAMARATY – Sobre o ataque que matou o general iraniano Qassim Suleimani, o Itamaraty emitiu uma nota oficial que exibe despudoradamente a submissão do governo brasileiro aos Estados Unidos.
“Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo”, afirmou o Itamaraty nesta sexta-feira, classificando o Irã como uma de sedes do terrorismo islâmico, sem lembrar que se trata de um país amigo, parceiro comercial do Brasil.
O presidente Jair Bolsonaro também criticou abertamente o Irã, ao destacar que “países que dão cobertura a terroristas ficam cada vez mais para trás”.
BOLSONARO CONFIRMA – Sem entender que a melhor política externa é defender os interesses do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro se precipitou e deu inacreditáveis declarações contra o Irã, chegando a afirmar que o general iraniano Qassim Suleimani foi responsável pelo atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que deixou 85 mortos em 1994.
“Do que levantamos até agora da vida pregressa dessa autoridade iraniana que perdeu a vida no dia de ontem, segundo informações aqui, pessoa que estaria envolvida em ataques à entidade judia que existia na Argentina”, disse sobre a carreira militar de Suleimani, considerado o maior herói do Irã, na atualidade.
MAIS BOBAGENS… – Bolsonaro falou bobagens, porque jamais ficou provado que o Irã tivesse sido responsável pelo atentado, porque naquela época o governo de Teerã estava negociando com a Argentina o prosseguimento de  importantes acordos de cooperação nuclear. Em função do atentado, houve pressão dos Estados Unidos e os acordos foram cancelados.
Em entrevista à Rede Bandeirantes, Bolsonaro defendeu o presidente americano, Donald Trump. “Acho que o Trump não está fazendo campanha política em cima disso, não. Quando o Bin Laden deixou de existir se aventou essa possibilidade, mas o americano tem uma linha muito séria no tocante ao combate ao terrorismo”, disse, infantilmente.
SURGE UMA PERGUNTA – A quem interessa esse tipo de posicionamento oficial do governo brasileiro? Na verdade, não interessa a ninguém, porque abala as relações brasileiras com o Irã e outros países árabes que importam produtos brasileiros. Aliás, essa atitude do governo brasileiro – bajuladora, vergonhosa e servil – não interessa nem mesmo aos Estados Unidos, pois Trump está pouco ligando para o Brasil, o objetivo dele é agradar aos eleitores norte-americanos e ponto final.
O pior de tudo, conforme o vice-presidente Hamilton Aragão alertou quando Bolsonaro e o Itamaraty passaram a prestigiar Israel e hostilizar os palestinos, é que essa política diplomática irresponsável ameaça incluir o Brasil no roteiro do terrorismo islâmico, uma possibilidade que jamais existiu de fato, em função da tradição de não-alinhamento do Itamaraty, desde a independência do país.
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P.S. –
 Como se vê, ao invés de calçar as luvas da diplomacia, Bolsonaro prefere as ferraduras da cavalaria. É uma rima rica, mas nunca será uma solução proveitosa. (C.N.)

Ex-esposa de Bolsonaro, investigada por “funcionários fantasmas” de Carlos, é convocada a depor

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Em dezembro, Ana gravou um vídeo negando ser investigada
Juliana Dal Piva
João Paulo Saconi
Marlen Couto
O Globo
O Ministério Público do Rio (MP-RJ) decidiu convocar para depor a segunda ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, lotada como chefe de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) entre 2001 e 2008.
Embora tenha gravado vídeo em dezembro dizendo que não era investigada, Ana Cristina é sim alvo de uma investigação por uso de funcionários fantasmas e eventual prática de “rachadinha”, como é conhecida a devolução de salários, no gabinete de Carlos.
CONVOCAÇÃO – Magnum Roberto Cardoso, advogado de Ana Cristina, reconheceu ao O Globo que sua cliente foi convocada para depor na capital. Ele, no entanto, solicitou que o depoimento fosse prestado em Resende, no Sul do Estado, onde ela possui residência e trabalha como assessora de Renan Marassi, vereador daquele município.
A primeira convocação foi feita em novembro e a expectativa é de que ela seja ouvida ao longo do mês de janeiro. O caso tramita sob segredo de Justiça no MP-RJ. Durante seus mandatos como vereador, Carlos Bolsonaro nomeou sete parentes de Ana Cristina.
NOMEADOS – Parte deles, no período em que ela viveu em união estável com o presidente Jair Bolsonaro, entre 1998 e 2008. Dois familiares da ex-mulher do presidente admitiram para a revista Época nunca ter trabalhado para o vereador, embora estivessem nomeados. Ambos viviam em Minas Gerais. O MP ainda apura suspeitas de que, pelo menos, outros três profissionais nunca deram expediente na Câmara.
Em dezembro do ano passado, logo depois da busca e apreensão em endereços ligados a outros nove parentes seus devido às investigações sobre o senador Flávio Bolsonaro, Ana Cristina gravou um vídeo no qual dizia que não era investigada.
“O MP veio a Resende, fez algumas buscas e apreensões em familiares meus, mas o mais importante que eu quero dizer para vocês é que eu, Ana Cristina Siqueira Valle, não estou sendo investigada. Isso é fato. Então eu acredito que isso seja uma estratégia da mídia para atingir o nosso presidente Jair Bolsonaro”, afirmou, na ocasião, sobre as medidas que envolviam o procedimento sobre Flávio, irmão de Carlos.

ALVO – Um dos principais alvos da investigação do MP é a situação de Marta Valle — professora e cunhada de Ana Cristina. Moradora de Juiz de Fora (MG), ela passou sete anos e quatro meses lotada no gabinete de Carlos, entre novembro de 2001 e março de 2009.
Segundo a Câmara de Vereadores, ela não teve crachá da Casa. Além disso, abordada por Época, disse que não havia trabalhado no gabinete. Outro caso descoberto foi o de Gilmar Marques, ex-cunhado de Ana Cristina e morador de Rio Pomba (MG). Questionado, também disse não se recordar da nomeação.
SEM CRACHÁ – A situação se repetiu em relação ao advogado Guilherme Henrique de Siqueira Hudson, que constou como assessor-chefe de Carlos por dez anos — entre abril de 2008 e janeiro de 2018. Guilherme é primo de Ana Cristina e, apesar de todo o tempo em que ficou lotado na chefia do gabinete, jamais teve crachá. Desde 2012, possui residência fixa em Resende e um escritório de advocacia na cidade.
Quando Hudson era assessor-chefe, Ananda Hudson, sua mulher, foi nomeada no gabinete entre 2009 e 2010. Ao mesmo tempo, porém, ela cursava Letras em Resende. Depois, Monique Hudson, cunhada de Guilherme e igualmente estudante, em Resende, também foi nomeada. Procurado por meio de seu chefe de gabinete, Carlos Bolsonaro não retornou.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Por mais que o clã Bolsonaro negue as suspeitas que recaem sobre Carlos e Flávio e os “supostos” esquemas de rachadinhas e funcionários fantasmas, fica difícil provar uma situação contrária. A tal estratégia da mídia para atingir o presidente, conforme alegado por Ana Cristina, desmorona diante de tantos indícios. Simpatizantes dirão que a prática, se comprovada, não é exclusiva e que, em vários gabinetes pelo Brasil, a situação é a mesma. Vergonhosa da mesma forma e deve ser extirpada, ainda mais se tratando de recursos públicos. (Marcelo Copelli)

domingo, janeiro 05, 2020

'Moro: O herói sem nenhum caráter' - o estigma que o ex-juiz carregará para sempre, por todos os seus crimes

'Estado não foi feito para dar lucro, mas para atender as necessidades do cidadão' Para colunista, a sobra de recursos nos cofres da União, estados e municípios também é um sinal de má administração.


CBN.GLOBORADIO.GLOBO.COM
Para colunista, a sobra de recursos nos cofres da União, estados e municípios também é um sinal de má administração.

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