quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Política Governo envia ao Legislativo reajuste salarial dos servidores

O Governo do Estado encaminhou, ontem, à Assembleia Legislativa, o projeto de lei que define o reajuste salarial para o funcionalismo público. O índice de 5,91% se estende ao vencimento dos 268 mil servidores estaduais, entre ativos, inativos e pensionistas, e será aplicado de forma retroativa ao mês de janeiro, data-base definida pelo Estatuto dos Servidores Públicos Estaduais. O reajuste salarial terá impacto de aproximadamente R$ 447 milhões na folha de pessoal do Estado em 2011.

O percentual definido para o reajuste do funcionalismo público foi estabelecido em consonância com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com o novo valor do salário mínimo e com a destinação de recursos orçamentários estabelecida pela Lei Orçamentária Anual (LOA).

Além do reajuste geral, os servidores ocupantes das carreiras que foram reestruturadas nos últimos três anos perceberão ganhos no transcorrer do ano, decorrentes de acordos firmados com as categorias do funcionalismo estadual. Os reajustes, incorporações e aumentos de gratificações foram estabelecidos a partir dos acordos fechados nas mesas setoriais de negociação. O mesmo se aplica aos proventos de inatividades e pensões, que serão reajustados para o exercício de 2011.

O aumento previsto se aplica aos vencimentos dos cargos de carreira, bem como às funções comissionadas, funções gratificadas e cargos em comissão da administração direta, autárquica e fundacional do Poder Estadual.

Fonte: Tribuna da Bahia

Senado aprova salário mínimo de R$ 545

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr / Manifestantes protestam no plenário do Senado contra o salário mínimo de R$ 545 proposto do Executivo Manifestantes protestam no plenário do Senado contra o salário mínimo de R$ 545 proposto do Executivo
Votação

Todas as emendas apresentadas pela oposição foram rejeitadas. Projeto será remetido para sanção pela presidente Dilma Rousseff

23/02/2011 | 22:20 | G1/Globo.com atualizado em 24/02/2011 às 01:11

O Senado aprovou integralmente no final da noite desta quarta (23) o texto do projeto do governo de valorização do salário mínimo. Com a decisão do Senado, que não alterou o texto remetido pela Câmara, o projeto vai para sanção da presidente da República, Dilma Rousseff, e o mínimo para este ano será fixado em R$ 545.

Assista ao vídeo com os comentários dos jornalistas Rogério Galindo e Ricardo Medeiros da Gazeta do Povo

Os senadores rejeitaram três emendas que alteravam o projeto original do governo - as que modificavam o valor do salário mínimo para R$ 600 e R$ 560 e a que pedia a retirada do projeto do artigo que estabelece o uso de um decreto projeto - como instrumento para o governo determinar, ano a ano, até 2015, o valor do mínimo.

Com a aprovação do projeto, o governo terá de calcular anualmente o valor do mínimo com base em dois critérios: recomposição do valor do salário pela inflação do período e aumento com base na variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Determinado o valor com base nesses critério, o governo editará o decreto com o valor.

Depois de aprovado o texto-base do projeto, os senadores passaram a votar as emendas em forma de destaques. A do PSDB, que previa um mínimo de R$ 600, foi derrotada por 55 votos contra, 17 a favor e 5 abstenções.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse, na defesa da proposta de seu partido, que o valor era "viável" e "factível". A proposta de R$ 600 para o salário mínimo era uma bandeira defendida pelos tucanos desde a campanha de José Serra para a Presidência da República em 2010.

O segundo destaque rejeitado foi o apresentado pelo DEM, de R$ 560 para o salário mínimo. A proposta tinha o apoio das centrais sindicais. A proposta foi rejeitada por 54 votos contra, 19 a favor e 4 abstenções.

“Temos argumentos de que a proposta pode ser alcançada. O governo não está atingindo nem as perdas da inflação com esta proposta", disse o senador Agripino Maia (DEM-RN), durante a defesa da proposta na tribuna do Senado.

O último destaque a ser votado foi o que pedia a retirada do artigo que permite a fixação do valor do mínimo por meio de um decreto editado pelo Executivo com base nas regras para o reajuste previstas no decreto (correção pela inflação e reajuste pelo PIB de dois anos antes). A emenda caiu, com 54 votos contra, 20 a favor e 3 abstenções.

Fonte: Gazeta do Povo

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Infidelidade cresce entre as mulheres, aponta pesquisa

Fabiana Cambricoli
do Agora

O número de mulheres que admitem ter traído seu parceiro aumentou em nove anos. É o que mostra uma pesquisa sobre sexualidade realizada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc. Em 2001, 7% das entrevistadas declararam ter tido relação sexual fora do casamento. Já no ano passado, o índice subiu para 12%.

O número de mulheres que disseram ter traído o parceiro mais de uma vez dobrou no período --passou de 3% para 7% das entrevistadas.

Apesar do aumento de traições entre as mulheres, elas ainda estão longe de alcançar os parceiros no quesito infidelidade. Segundo a pesquisa, que também entrevistou homens, 45% deles admitem a traição.

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78 mil podem ter correção do INSS

Luciana Lazarini
do Agora

No país, 77.760 segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aguardam uma resposta do pedido de concessão ou de revisão do benefício há mais de 45 dias. Por conta dessa demora, os que tiverem direito à revisão ou à correção pedida no posto previdenciário receberão a grana com correção monetária.

Assim, quem tiver direito ao benefício, mas esperar muito, receberá os valores sem as perdas da inflação, que é medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Os dados são de janeiro e foram divulgados pelo Ministério da Previdência. Do total de segurados com espera acima de 45 dias, 10.184 estão na fila do Estado de São Paulo. Em mais da metade desses casos (6.639 pedidos) a demora ocorre por conta de alguma pendência do INSS.

  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quinta

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Concursados farão greve de fome na porta da prefeitura de Paulo Afonso/Ba

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(Imagem ilustrativa)

“Não dá mais para ficar esperando a boa vontade de Anilton” disse um dos coordenadores da categoria

No ano de 2008 o ex-prefeito Raimundo Caires realizou um concurso público para a prefeitura de Paulo Afonso na Bahia. O objetivo a época era fazer com que as vagas fossem preenchidas por funcionários de carreira e não mais por cabos eleitorais. Uma boa ação que só não foi colocada em pratica ate o momento porque o atual prefeito Anilton Bastos vem hora recorrendo de todas as decisões jurídicas favoráveis aos aprovados no concurso. Mesmo ele tendo dito, segundo Júnior um dos aprovados, que acataria qualquer decisão favorável aos aprovados, o que na realidade não aconteceu.

Passados mais de dois anos da realização do concurso, os aprovados vão tentar marcar uma reunião com o prefeito e levaram uma proposta ao mesmo e caso lhes sejam negados novamente os seus direitos eles já tomaram uma decisão, vão acampara em frente da sede da prefeitura e fazerem uma greve de fome ate que o prefeito se sensibilize com a situação deles.

“Mesmo a justiça nos dando ganho de causa o prefeito recorre das decisões e como não temos um advogado em Brasília para acompanhar o processo, estamos ficando em desvantagem. Tudo por Anilton cismou em nos prejudicar” disse um dos manifestantes na noite de terça-feira ao Notícias do Sertão.

Com a decisão da radicalização os concursados podem estar colocando no colo do prefeito Anilton a decisão de vida ou morte de alguns deles

Santa Brígida: Padre Teles paga serviço não realizado


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Credito: Divulgação

Foi solicitada a formulação de representação ao Ministério Público

Santa Brígida – O pleno julgou procedente a denúncia contra o prefeito de Santa Brígida, José Francisco de Souza Teles, também pelo pagamento de serviços não prestados, no exercício de 2009.

Foi solicitada a formulação de representação ao Ministério Público, com multa de R$ 2 mil e determinação de ressarcimento ao erário no valor de R$ 72.325. O gestor pode recorrer da decisão.

Consta que a administração pública licitou, mediante o pregão presencial nº 004/2008, o serviço de manutenção, limpeza e operação dos poços artesianos do município, tendo como vencedora a empresa CNL – Construtora Nacional Ltda., por R$ 82.214, enquanto o custo apurado do serviço foi de R$ 73.184, resultando em um sobrepreço de R$ 9.030

Prefeito de Chorrochó deve ser afastado do cargo

O prefeito do município de Chorrochó, Humberto Gomes Ramos, deve ser imediatamente afastado do cargo. A determinação foi dada pelo juiz Antônio Henrique da Silva, que atendeu pedido liminar formulado pelo Ministério Público estadual em ação cautelar proposta pelo promotor de Justiça Alex Santana Neves. Além do prefeito, também serão afastados os servidores públicos municipais Tereza Cristina Lima de Sá Cruz e Walney Elpídio da Silva. De acordo com a decisão judicial, eles ficarão afastados até o final do processo instaurado pelo MP para apurar irregularidades identificadas na prestação de contas de recursos municipais, dentre as quais a alteração ilícita de processos de pagamento e destruição de provas. Nesse período, o vice-prefeito do município deve assumir o cargo.

Na ação que pediu o afastamento do prefeito, o promotor de Justiça Alex Neves explica que, em maio de 2010, um vereador noticiou ao MP que, após análise nos documentos de despesas do exercício financeiro de 2009 feitas pelo Município à 22ª Inspetoria de Controle Externo/Paulo Afonso do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), constatou inúmeras irregularidades, dentre as quais um contrato de locação de veículo tipo caminhonete celebrado com Celestino Pires do Nascimento – falecido desde 04 de setembro de 2005 – com recibo de pagamento assinado por ele em 07 de janeiro de 2009. Um outro contrato apontava a locação de veículo tipo motocicleta com Antônio Carlos dos Santos Nery, com recibo de pagamento datado de 13 de janeiro de 2009. Ocorre que, neste caso, o contratado afirmou nunca ter firmado o referido contrato.

Posteriormente, quando colocados à disposição dos cidadãos e autoridades para o exercício do controle popular das contas públicas – nos dias 12, 16, 21 e 24 de maio de 2010 –, os referidos processos de pagamentos teriam sido alterados para, respectivamente, um contrato de locação de um veículo tipo automóvel com Everaldo José dos Santos e um contrato de locação de veículo tipo motocicleta com Antônio Carlos Alves dos Santos. Diante da denúncia, o MP enviou ofício ao TCM solicitando alguns documentos, entretanto, o tribunal informou que a documentação da receita e despesa referente ao exercício financeiro de 2009 já havia sido devolvida à Prefeitura. A Promotoria de Justiça encaminhou, então, ofício solicitando a referida documentação à Prefeitura, que respondeu solicitando prorrogação do prazo, sob a alegação de que a documentação se encontrava no Tribunal, fato que “causou estranheza à Promotoria, vez que, o próprio TCM já havia informado que a documentação solicitada já havia sido devolvida à Prefeitura”, explica Alex Neves.

Após o prazo estipulado, os documentos solicitados foram entregues à Promotoria de Justiça, que verificou que os processos de pagamento estavam efetivamente em nome de Edvaldo dos Santos e Antônio Carlos dos Santos. Entretanto, informa Alex Neves, o MP solicitou ao Banco Bradesco as microfilmagens dos cheques nº 1720 e nº 2658, utilizados para efetuar o pagamento dos serviços, quando foram constatadas sérias irregularidades: um cheque foi emitido em favor de terceiro, Walney Elpídio da Silva, controlador interno da contabilidade do município, e o outro foi sacado por Eugênia Sena dos Santos, funcionária pública municipal na função de mensageira. “Tais fatos já são suficientes para a constatação de irregularidades na administração municipal, vez que os cheques de pagamentos de despesas públicas não podem ser emitidos em nome de terceiros, o que burla a fiscalização contábil”, observa o promotor de Justiça.

O representante do MP informa, ainda, que novos ofícios foram enviados ao TCM que, em 8 de fevereiro, respondeu confirmando que na relação de pagamentos de janeiro de 2009 apresentada do Município constava pagamento efetuado em 08 de janeiro em nome de Celestino Pires do Nascimento e pagamento efetuado em 13 de janeiro a Antônio Carlos dos Santos Nery, confirmando a denúncia apresentada ao MP. “Logo, desta clara informação, infere-se que efetivamente os processos de pagamento foram alterados”, salienta o promotor de Justiça, que solicitou o afastamento dos acionados dos cargos públicos que exercem para evitar a destruição de provas. Segundo Alex Neves, o Ministério Público deverá ajuizar uma ação civil por improbidade administrativa contra os acionados.

Fonte: Tribuna ad Bahia

Nos jornais: oposição tenta barrar ''mínimo por decreto''

O Estado de S. Paulo

Oposição tenta barrar ''mínimo por decreto''

O governo deverá aprovar hoje, com ampla maioria, o valor de R$ 545 para o salário mínimo. Dos 63 senadores aliados ao governo, apenas três devem ficar contra o projeto e votar por um mínimo de R$ 560 ou R$ 600. A possibilidade de reajuste por decreto pode provocar mais resistências, mas mesmo assim o governo deve obter mais de 55 votos nessa disputa. A vitória esmagadora do governo Dilma Rousseff poderá ser creditada em parte ao seu antecessor e padrinho Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2010, ele decidiu priorizar a eleição de uma forte bancada no Senado, sacrificando candidaturas do PT a governos estaduais. Por diversas vezes, o então presidente reclamou das dificuldades que teve na Casa, como a derrota na tentativa de prorrogar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) em dezembro de 2007.

Dilma mantém correção da tabela do IR em 4,5%

Após consultar a equipe econômica, a presidente Dilma Rousseff decidiu manter a proposta de correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda. Nas últimas semanas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, analisava a possibilidade de um porcentual maior, atendendo a pedido das centrais sindicais, que esperavam uma correção de pelo menos 5% - apesar de estarem reivindicando 6,46%. A decisão de Dilma foi informada ontem aos líderes do governo durante reunião da coordenação política, no Palácio do Planalto.Mulher de presidente do TCU ganha cargo no PR, que comanda Transportes

Maria Lenir Ávila Zymler, mulher do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler, foi nomeada assessora do PR no Senado, partido de Alfredo Nascimento, ministro dos Transportes - o órgão com o maior número de obras com irregularidades graves apontadas pelo TCU. A nomeação foi para o cargo de assistente parlamentar 2, informa a edição de segunda-feira do Diário Oficial da União. O posto tem salário bruto mensal de R$ 8.168 e rende líquidos R$ 6.959, já considerado o pagamento do auxílio-alimentação. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) consultados pelo Estado classificaram a nomeação da mulher do presidente do TCU para um cargo no Congresso de nepotismo.

Relatório assinado por Zymler elogia ''melhoras'' do DNIT

Relatado por Benjamin Zymler, o mais recente balanço da fiscalização anual de obras do governo faz elogios ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), autarquia vinculada ao Ministério dos Transportes, apesar de as rodovias ainda registrarem o maior número de obras com indícios de irregularidades graves. "Merece registro o fato de que o DNIT, a despeito da atual estabilidade na sua situação entre 2009 e 2010, já vinha registrando melhoras, em anos anteriores, no seu desempenho relativo dentre as unidades orçamentárias fiscalizadas", diz o relatório, aprovado em novembro de 2010.

Posse é suspensa após questionamentos

Num telefonema pouco antes do meio-dia de Benjamin Zymler à mulher, Maria Lenir Ávila Zymler, ficou resolvido que ela não tomaria posse no cargo de assistente parlamentar da liderança do PR. O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) acabara de receber o questionamento do Estado sobre a nomeação, publicada no Diário Oficial da véspera. Por meio de sua assessoria, Zymler informou que Lenir "não tinha interesse" em assumir o posto, com remuneração superior a R$ 8 mil mensais. Não deu detalhes também sobre como ocorreram o convite e a nomeação, assinada pela direção do Senado na quarta-feira passada.

OAB cobra mais transparência em lista de carros do Judiciário

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, cobrou ontem mais transparência do Poder Judiciário em relação à frota de carros oficiais utilizados por desembargadores e juízes. Ao comentar reportagem publicada ontem pelo Estado, que revelou que a maioria dos Tribunais de Justiça nos Estados não publica na internet dados sobre sua frota de veículos, desrespeitando determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Cavalcante avaliou que há resistências de fundo cultural.

Segundo Tempo paga a empresa fantasma no RJ

Contratada para vender R$ 4,6 milhões em alimentos para o Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, a empresa JJ Logística Empresarial Ltda. ME tem como sede um galpão abandonado há mais de quatro anos numa área rural do pequeno município de Tanguá, na Região Metropolitana do Rio. A empresa foi usada por uma ONG de Santa Catarina, comandada pelo PC do B, para comprar merenda oferecida pelo programa. A firma forneceu kits lanches que abasteceram núcleos esportivos atendidos pelo programa em Santa Catarina a partir de convênio estabelecido com o Instituto Contato, conforme revelou o Estado ontem. O instituto é controlado por dirigentes do PC do B no Estado, partido do ministro Orlando Silva.

''Muita dor de cabeça e pouco lucro''

Insatisfeito com o retorno financeiro resultante da parceria entre sua empresa e órgãos públicos, o proprietário da JJ Logística, João Batista Vieira Machado, informou ao Estado que não pretende mais trabalhar com empresas públicas. "Dá muita dor de cabeça e pouco lucro." Machado afirmou que o fornecimento dos produtos e os pagamentos ocorreram sempre na data combinada e que não houve problema algum para a execução do contrato. Questionado sobre quais outros serviços prestou e para quais órgãos públicos já trabalhou, o empresário desconversou. Disse apenas que o contrato com o Instituto Contato para fornecimento de alimentos para o Programa Segundo Tempo havia sido sua primeira experiência com "entes estatais".

Dilma enxuga Autoridade Olímpica

A presidente Dilma Rousseff decidiu enxugar a estrutura da Autoridade Pública Olímpica (APO), entidade que vai planejar os jogos e supervisionar as obras da Olimpíada de 2016. A medida provisória que institui a APO será votada hoje na Câmara com a previsão de criação de 171 cargos - na versão original eram 484. "Basicamente, haverá um enxugamento da estrutura da APO", resumiu o relator da MP, deputado Daniel Almeida (PC do B-BA). Além da diminuição do número de cargos, o conselho de governança também sofrerá redução - de 7 para 11 integrantes.

Cobrado pelo Planalto, ministro abre sindicância

Cobrado pelo Planalto, o ministro do Esporte, Orlando Silva, informou ontem que vai abrir sindicância para apurar suspeitas de irregularidades no programa Segundo Tempo reveladas em reportagens do Estado desde o último domingo. Em entrevista no Palácio do Planalto após encontro para discutir a proposta da criação da Autoridade Pública Olímpica (APO) com o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, Orlando Silva disse estar seguro de que não ocorreram danos aos cofres públicos. "Determinamos que uma equipe do ministério investigue todas as denúncias", afirmou o ministro. "Eu diria que merecem a atenção todas as informações divulgadas na imprensa e nosso papel é apurar e punir", ressaltou.

Dilma usa episódio para enquadrar PC do B

A presidente Dilma Rousseff aproveitou as denúncias de fraude envolvendo programas do Ministério do Esporte para enquadrar o PC do B, que comanda a pasta, e conter o apetite do partido por cargos. No Palácio do Planalto há crescente insatisfação com os comunistas, que passaram a dar estocadas no governo após terem perdido o comando da Autoridade Pública Olímpica (APO) para o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles (PMDB). Dilma mandou o ministro do Esporte, Orlando Silva, dar entrevistas para explicar as acusações, publicadas pelo Estado desde domingo, que revelam esquema de desvio de verba e cobrança de "comissão" por políticos do PC do B. As denúncias atingem vitrines do Ministério do Esporte, como o Programa Segundo Tempo, e foram consideradas graves pelo Planalto.
Folha de S. Paulo

Preocupação com obras atrasa definição de cortes

O governo definiu o tamanho do corte de gastos que pretende fazer em mais um ministério, o do Esporte, mas ainda encontra dificuldades para chegar ao prometido bloqueio total de inéditos R$ 50 bilhões na Esplanada. Duas semanas após ter anunciado o valor, numa tentativa de debelar a piora das expectativas para a inflação, a equipe econômica ainda não conseguiu detalhar como o ajuste será feito. O decreto com o detalhamento foi prometido para a semana passada, ficou para ontem e agora fala-se em até o início da próxima semana. O desafio é preservar, ao menos no papel, compromissos e prioridades assumidos nos últimos anos, como obras de infraestrutura e programas sociais, o que reduz o universo de despesas passíveis de redução.

Governo tenta garantir aprovação do mínimo no Senado

A exemplo do que foi feito na Câmara, a presidente Dilma Rousseff e ministros pressionaram ontem os senadores para que aprovem hoje o salário mínimo de R$ 545. Dilma entrou nas negociações para manter o artigo do projeto que permite ao governo reajustar automaticamente, por meio de decreto presidencial, o valor do salário mínimo a partir de 2012 -como previsto no projeto do Executivo enviado ao Congresso. A presidente se reuniu com líderes aliados para pedir pressa na votação, marcada para o final da tarde. Ela quer sancionar o projeto de lei neste mês para que o valor entre em vigor em março. A ordem do Planalto ao relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), é derrubar todas as emendas com mudanças no texto -que forçariam o retorno do projeto para nova votação na Câmara.

Ministro pede verbas, mas evita apoiar volta da CPMF

Em visita ao Congresso ontem, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse haver um consenso de que o setor precisa de mais recursos, além de um aperfeiçoamento no atual modelo de gestão. Questionado se a solução seria a volta da CPMF, afirmou que esse debate cabe a deputados e senadores. O ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais) e o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), negaram que o governo planeje votar a criação de um novo imposto. Em encontro com governadores do Nordeste anteontem, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o Palácio do Planalto discute uma forma de aumentar os recursos para a área.

Políticos divergem sobre janela para a troca de legenda

Nem partidos que têm tradição de seguir uma estratégia da ordem unida nos debates políticos, como o PT, têm uma posição comum sobre a criação de uma janela para a troca de partidos. A discordância ficou evidente na festa dos 90 anos da Folha, realizada anteontem na Sala São Paulo (centro). Enquanto petistas como a senadora Marta Suplicy (SP) e o deputado federal Jilmar Tatto rechaçam a medida, o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, e o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) são favoráveis, com alguns senões, à criação de um prazo em que os políticos poderiam trocar de partido sem serem penalizados -hoje eles podem perder o cargo.

Dilma convida FHC para conversar, e ele solicita audiência para líderes mundiais

Depois de um caloroso cumprimento na área vip e de uma troca de beijinhos em pleno auditório da Sala São Paulo, a presidente Dilma Rousseff convidou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para uma conversa. Ao se despedir da presidente, FHC sussurrou no ouvido de Dilma pedido de audiência do grupo The Elders (Os anciãos, em português). Fundada por Nelson Mandela em 2007, o The Elders reúne líderes mundiais para promoção da paz. Além de FHC, inclui o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter e o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan. Segundo FHC, o grupo organiza uma visita ao Brasil. "Será uma honra contar com tão qualificada companhia", respondeu Dilma, com as mãos sobre o braço do ex-presidente. Dilma sugeriu que FHC agendasse o encontro com o grupo e deixou aberta a hipótese de um outra reunião, ao acrescentar: "Mas vá [também] sozinho".

Receita cobra R$ 8 bilhões por remessas irregulares

Levantamento da Secretaria da Receita Federal revela que, até 31 de dezembro de 2010, foram feitas autuações fiscais de R$ 8,2 bilhões, atingindo contribuintes que movimentaram ilegalmente recursos no exterior em operações através do antigo Banestado. Foram realizados 1.938 procedimentos fiscais. Trata-se de resultado das investigações realizadas de 2003 a 2006 pela Força-Tarefa do Banestado, o maior rastreamento internacional já realizado por Ministério Público Federal, Polícia Federal e Receita Federal. A CPI do Banestado estimou que houve uma evasão de divisas de US$ 30 bilhões. O total de autuações fiscais corresponde aos tributos federais lançados sobre o dinheiro rastreado no exterior, acrescidos de multas e juros.

Procuradoria cobra de Lula gasto com promoção de empréstimos

O Ministério Público Federal entrou com uma ação na Justiça Federal pedindo que o ex-presidente Lula e o ex-ministro da Previdência Amir Lando sejam condenados a devolver R$ 9,5 milhões sob a acusação de improbidade administrativa. A Procuradoria pede que bens e o patrimônio de Lula sejam congelados até a decisão da Justiça. Segundo o Ministério Público em Brasília, Lula e Amir Lando teriam utilizado entre outubro e dezembro de 2004 a máquina pública para realizar promoção pessoal e favorecer o banco BMG, envolvido no esquema do mensalão.

OAB pede lista de beneficiários para anular passaportes especiais

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediu ontem que o Itamaraty "individualize" os 328 beneficiários de passaportes diplomáticos que receberam o documento em caráter excepcional por "interesse do país" de 2006 a 2010, no governo Lula. A entidade argumenta que, a partir da identificação das pessoas, vai avaliar a motivação da liberação dos documentos para decidir se vai requerer na Justiça a anulação de passaportes emitidos irregularmente pelo Itamaraty.

Investigação busca vítimas da ditadura

O Ministério Público Militar do Rio abriu investigação sobre desaparecimentos de pessoas durante a ditadura (1964-1985) com a participação de agentes das Forças Armadas ou que tenha ocorrido dentro de suas unidades. O foco da investigação, instaurada no último dia 10, são casos ocorridos no Rio e no Espírito Santo, área de atuação da 1ª Circunscrição Judiciária Militar. A tese defendida pelo promotor Otávio Bravo, responsável pelo procedimento, é que casos de desaparecidos devem ser considerados sequestro em andamento até a localização de eventual resto mortal ou de "evidências verossímeis" de que as vítimas foram soltas ou mortas.

Procuradoria aciona 4 ex-governadores da Paraíba na Justiça

Quatro ex-governadores da Paraíba foram acionados na Justiça pelo Ministério Público Federal para devolver parte do dinheiro recebido do governo do Estado como aposentadoria especial. Cícero Lucena (PSDB), José Maranhão (PMDB), Ronaldo Cunha Lima (PSDB) e Wilson Braga (PMDB) recebem o mesmo salário do atual governador -R$ 18.371 por mês- por já terem ocupado o cargo.

O Globo

Por mínimo, pressa nos cargos para aliados

Na véspera da votação no Senado do projeto de lei que estabelece o salário mínimo de R$ 545, o Palácio do Planalto sinalizou para partidos aliados, inclusive ao PMDB, que vai agilizar os pleitos para o loteamento político dos cargos de segundo e terceiro escalões. Isso consolidou o clima de vitória do governo. Avaliação feita ontem pela manhã, em reunião comandada pela presidente Dilma Rousseff, indicava uma maioria folgada que pode oscilar entre 54 e 59 votos. Os líderes trabalharão até o último minuto para reverter a tendência de votos contrários no PMDB dos senadores Roberto Requião (PR), Luiz Henrique (SC) e Pedro Simon (RS). Jarbas Vasconcelos (PE) é tido como caso perdido.

Empresas de Furnas demitem aliado de Eduardo Cunha

Uma semana após a posse do novo presidente de Furnas Centrais Elétricas, Flávio Decat, na qual ele prometeu uma gestão marcada pela ética e pela transparência, a estatal anunciou ontem o afastamento do engenheiro Aluízio Meyer de Gouvêa Costa, apadrinhado político do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dos cargos de diretor-técnico das empresas Transenergia Renovável, Transenergia São Paulo e Transenergia Goiás.

Troca de partido é a 1a. polêmica da reforma política

Num ato político que contou com a presença do vice-presidente Michel Temer, do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) , José Antonio Dias Toffoli, foi instalada nesta terça-feira em sessão no plenário do Senado a comissão encarregada de elaborar uma proposta de reforma política, tema que vem sendo adiado há anos. A comissão, formada por 15 senadores e presidida por Francisco Dornelles (PP-RJ), pretende fechar uma proposta, com um mínimo de consenso, dentro de, no máximo, 45 dias. A primeira polêmica da comissão deve ser a criação de uma janela para permitir o troca-troca partidário. O vice-presidente Michel Temer defende uma autorização para a troca de partidos nos seis meses que antecedem cada eleição, como forma de permitir que detentores de mandato insatisfeitos possam se filiar a outra legenda.

Com Dilma, um Dia da Mulher especial

Primeira presidente mulher do Brasil, Dilma Rousseff acompanha de perto os preparativos especiais para eventos que marcarão as comemorações do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. A menina dos olhos de Dilma é a exposição de artistas plásticas brasileiras do século XX que ela mesma idealizou para os espaços do Palácio do Planalto. As homenagens às mulheres também serão feitas com a volta da presidente a programas das apresentadoras Ana Maria Braga, da TV Globo, e Hebe Camargo, na Rede TV!

Correio Braziliense

Pressão pelos R$ 545

Os governistas chamam de poder de convencimento, a oposição reclama de rolo compressor, mas ambos são unânimes ao prever a vitória avassaladora do Planalto na votação de hoje que estabelecerá o salário em R$ 545 e criará regra de reajuste do mínimo. Sem esforço, o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), conseguiu ontem a aprovação do requerimento de urgência que levará a proposta diretamente a plenário. O governo repetiu no Senado a estratégia usada na Câmara de evitar que o projeto passasse pelas comissões.

Emenda da oposição

Depois que o PT enquadrou o senador Paulo Paim (PT-RS) para votar com a base pelos R$ 545, as entidades trabalhistas ficaram órfãs de representantes no Senado e tiveram que recorrer aos tucanos para apresentar proposta contrária ao governo na votação de hoje. O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), informou que apresentará hoje no plenário emenda criando política de reajuste da aposentadoria de quem ganha mais de um mínimo, a exemplo da regra estabelecida pelo Planalto para o vencimento-base. A emenda de Dias, no entanto, prevê que o índice de reajuste seja calculado levando em conta a inflação mais a média de 80% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. O tucano apresentará também emenda questionando o dispositivo “desconexo” do artigo 6º do texto — que permitiu a votação por urgência — e do artigo 3º, que prevê o reajuste por decreto e proporá mudança para estabelecer o salário em R$ 600.

Projeto sem o aval da AGU

Em meio à batalha pela aprovação do mínimo de R$ 545 no Senado, o governo ainda não tem uma avaliação jurídica a respeito da constitucionalidade do projeto de lei que regulamenta o novo salário. A Advocacia-Geral da União (AGU) não foi consultada sobre a proposta em tramitação no Congresso. Durante a elaboração do projeto, os ministérios envolvidos manifestaram-se apenas sobre o impacto do novo valor nas contas federais. Com isso, a AGU seria consultada apenas depois da sanção da presidente Dilma Rousseff à proposta. No entanto, diante da polêmica provocada pela oposição, o órgão responsável pela defesa jurídica vai preparar um parecer detalhado com o apoio dos advogados dos quatro ministérios envolvidos na discussão — Fazenda; Planejamento; Previdência; Trabalho e Emprego — para subsidiar o posicionamento federal numa possível ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF).

Correção do IR será de 4,5%

Para não correr nenhum risco no que chama de “batalha” do salário mínimo, desta vez no Senado, o governo pretende intensificar os diálogos com os parlamentares até o último minuto, assim como fez na Câmara na semana passada. De acordo com o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ainda ficou de conversar com alguns senadores pessoalmente para garantir a aprovação do mínimo de R$ 545 e da regra baseada no crescimento econômico mais a inflação. Luiz Sérgio ainda reafirmou que a correção da tabela do Imposto de Renda não está vinculada à apreciação do mínimo. “Assim que o projeto de lei do mínimo for sancionado, o governo vai mandar ao Congresso a medida provisória de correção da tabela do IR, de 4,5%, que é a meta inflacionária.”

Código com alterações

O Ministério do Meio Ambiente fez cinco sugestões pontuais ao projeto de Código Florestal que deve ser votado até o fim de março pela Câmara dos Deputados. As propostas de alterações ao relatório elaborado por Aldo Rebelo (PCdoB-SP) incluem o fim da anistia aos produtores em situação irregular e regras mais rígidas para o cálculo das áreas que devem ser destinadas à preservação em propriedades rurais. Ontem, entidades científicas anunciaram em fórum que também devem apresentar em 15 dias novas sugestões para o Código Florestal.

CPMF, não. Por enquanto

A presidente Dilma Rousseff tem sido muito clara nas conversas sobre a necessidade de ampliação dos recursos do sistema público de saúde: antes de o governo bater o martelo sobre qualquer projeto que represente aumento de impostos — como, por exemplo, a volta de uma taxa semelhante à extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) —, é preciso acabar com os desperdícios e melhorar o gerenciamento do setor. “Há um dever de casa a ser feito em vez de se falar em CPMF”, disse a presidente, segundo relatos de governadores e de outras autoridades que conversaram com ela sobre o tema.

Os novos rolos do Trabalho

Seis entidades suspeitas de favorecimento pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em convênios de R$ 12,2 milhões voltados à capacitação profissional, continuam a receber dinheiro da pasta. Rés na Justiça Federal no Distrito Federal (DF), essas instituições foram alvo do Ministério Público Federal (MPF), que moveu uma ação civil pública contra a União e as seis organizações sem fins lucrativos, em setembro do ano passado, por considerar que houve direcionamento na seleção dessas entidades. Na ação, o MPF pede a interrupção imediata dos repasses — já foram liberados R$ 9 milhões — e a devolução do dinheiro ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), fonte dos recursos utilizados pelo MTE. Mesmo assim, a pasta comandada por Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, continuou a irrigar as entidades em novos convênios. O valor desses contratos, assinados depois do suposto favorecimento identificado pelo MPF, chega a R$ 14,5 milhões.

Fonte: Congressoemfoco

Foco no mínimo desvia atenção sobre os demais salários

Pedro do Coutto

É o que está acontecendo no país há vários anos. Discute-se intensamente o nível do salário mínimo, ele gerou até uma lei específica a partir da medida Provisória 474 de dezembro de 2009, mas esquece-se dos demais salários. Em primeiro lugar, a inflação sobe para todos. Em segundo, o mínimo abrange 27% da mão de obra efetiva, de acordo com o IBGE. Cerca de 30 milhões de pessoas. Mas os demais salários, portanto, envolvem 80 milhões de trabalhadores, incluindo os servidores públicos civis e militares.

Muito debate em torno do piso básico lança uma sombra a respeito da ausência de uma política trabalhista efetiva entre nós. Uma política que cumprisse a Constituição Federal que, no item 6 do artigo 7º, sustenta a irredutibilidade de todos os salários, salvo disposto em convenção ou acordo coletivo. Inclusive, sempre vale assinalar que uma das formas de se reduzir os vencimentos de muitos é não reajustá-los pelo menos na escala do índice inflacionário. Correção anual nunca deveria ficar abaixo da inflação. Tal dispositivo teria que constar do corpo permanente da Carta de 88. Mas não consta. Vai daí uma série de contradições e maneiras disfarçadas de rebaixar os valores do trabalho. Como aconteceu ao longo do governo FHC.

Por falar em Constituição, os partidos oposicionistas têm razão em recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso o Senado mantenha o dispositivo aprovado pela Câmara permitindo à presidente Dilma Rousseff, a partir de 2012, revisar o mínimo por decreto. Em condições normais será fixado em lei (não decreto), com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. Este dispositivo é perfeito, porém incompleto. A regra não deveria aplicar-se ao mínimo. Mas sim a todos os salários. Aumentar o mínimo em percentuais acima dos demais, através de duas décadas, é tentativa de implantar o marxismo às avessas, no país. Quase todos, exceto os que obtivessem elevações espontâneas de remuneração, acabariam ganhando apenas o mínimo. O que traduziria uma injustiça absurda, uma vez que nivelaria todos por baixo, independentemente de capacidade, competência, complexidade do trabalho. Isso de um lado.

De outro, o sistema contido na lei de conversão decorrentes da MP 474 aplicado ao salário mínimo deveria – por que não ? ser estendido a todos ao demais vencimentos. Todos trabalharam para o PIB. O produto Interno Bruto de dois anos atrás somado ao índice inflacionário localizado pelo IBGE. Assim, o salário mínimo a entrar em vigor em 2012, mantida a legislação atual, será aumentado em torno de 13 a 14%. Crescimento do PIB de 7%, ou 7,5, mais a inflação deste ano que não será nunca inferior a 6 ou 7 por cento. Temos aí, portanto, uma estimativa que provavelmente será confirmada com pouca variação.

Por falar em variação, não se sabe bem qual o motivo de o governo preocupar-se tanto com o valor do piso. No Serviço Público Federal, ele quase não existe para o funcionalismo. Relativamente ao INSS, o executivo não leva em conta que, quando ele sobe, sobe também a arrecadação do INSS, já que esta incide sobre a folha de salários. O governo não é afetado pela questão. Falei do INSS. Na verdade, a majoração do mínimo eleva a receita, já que os empregadores contribuem com 22%, sobre os salários que pagam e os assalariados a média de 10%. Subiu o mínimo, sobe a despesa do instituto. Mas a receita cresce ainda mais. Chega de farsa.

A moda da perseguição ao funcionalismo está na ante-sala de Dilma Rousseff

Carlos Chagas

Nos tempos modernos, a moda começou com Jânio Quadros. Depois, contagiou Ernesto Geisel, Fernando Collor, Fernando Henrique e agora aguarda na ante-sala de Dilma Rousseff, sem saber se será convidada a entrar ou a escafeder-se. Fala-se da perseguição aos funcionários públicos, há muito injustamente considerados exploradores, sanguessugas, inoperantes e supérfluos.

Jânio, além de proibir brigas de galo e desfiles de biquíni, inventou a dupla jornada para o funcionalismo, obrigado a trabalhar pela manhã, ir para casa almoçar e voltar à tarde. A produtividade começou a cair e ele cedeu parcialmente: no Rio, trabalhariam em dois expedientes os funcionários que morassem até Cascadura, Madureira e subúrbios afins. Do outro lado da rua, mantinham o horário corrido…

Geisel era tido como ministro de todas as pastas, diretor de todos os departamentos e chefe de todas as seções do serviço público. Assim, vigiava até o horário dos garçons que serviam cafezinho no Planalto. Apesar da inflação, negou reajustes aos servidores e inaugurou a deletéria prática da terceirização.

Fernando Collor chegou vestindo o terno da modernidade, para ele a transformação dos funcionários públicos em empregados de empresas privadas, isto é, sem regalias de espécie alguma. Suprimiu os ônibus que os conduziam às repartições aqui em Brasília, cidade das longas distâncias e da ausência de transportes públicos. Também extinguiu uma série de estabelecimentos públicos, da Embrapa à Portobrás.

Fernando Henrique sublimou, chamando os servidores do estado de vagabundos, em meio à febre privatizante responsável pela demissão de montes de funcionários. Impôs reformas na Constituição para retirar direitos adquiridos da categoria e colaborou para a queda do nível e da performance do serviço público, precisamente o que desejava.

Acaba de assumir Dilma Rousseff, depois do interregno de oito anos do Lula, onde as maldades, pelo menos, foram interrompidas. Em seus primeiros atos, no bojo do anúncio do corte de gastos, a presidente da República congelou não apenas os concursos para o serviço público, mas até a posse dos concursados já aprovados. Também mandou seu ministro da Fazenda divulgar que este ano não haverá reajuste de espécie alguma para os servidores. É cedo para saber se seguirá o curso dos antecessores acima referidos, mas as primeiras iniciativas levaram a moda da perseguição ao funcionalismo a acampar na porta de seu gabinete. Será que vai entrar?

DIA DECISIVO PARA PAIM

Entre os quinze senadores do PT, Paulo Paim é o único cuja decisão ainda parece desconhecida, na votação de hoje do projeto de reajuste do salário mínimo. Apesar de pressionado pelos companheiros e pelos líderes de seu partido para selar a unanimidade em favor dos 545 reais, o representante do Rio Grande do Sul ainda hesitava, ontem.

Pode ser sintoma de que cederá aos apelos em nome da unidade partidária, mas é bom aguardar as próximas horas. Afinal, o senador tem sido o grande defensor dos interesses do trabalhador, no Congresso.

TOLERÂNCIA DESMEDIDA

De repente, os Estados Unidos resolveram fazer exame de consciência e reconhecer terem sido tolerantes durante décadas com os ditadores do Oriente Médio e adjacências. Indagam-se, contritos, como foi possível tanta complacência? Por décadas aceitaram Mubarak, Kadafi e quantos outros sheiks de nomes impronunciáveis, sem esquecer no passado o Xá da Pérsia e Saddam Hussein, enquanto aliado.

Trata-se de puro farisaísmo, porque esses montes de ditadores fizeram o jogo econômico e político dos americanos, sendo não apenas tolerados, mas cortejados e estimulados. Mais ou menos como aconteceu na América do Sul e na América Central no tempo dos generais-presidentes.

Se é para valer esse arrependimento, então torna-se preciso que sigam adiante, se tiverem coragem, que não tem sempre que estão em jogo seus interesses. O que é a China, senão uma ditadura, em certos aspectos até mais dura do que nas areias do deserto? A própria Rússia, onde Wladimir Putin age como csar, ora presidente, ora primeiro-ministro. O Paquistão é aliado? Então o seu general deve permanecer em Karachi.

Convenhamos, não há meio arrependimento, como não há meia gravidez.�

POR QUE NÃO FORAM?

Na celebração dos 90 anos da “Folha de S. Paulo”, além da presidente Dilma Rousseff, compareceram os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. Faltaram dois: Itamar Franco e o Lula. Teriam sido convidados? Nesse caso, por que não foram?

Fonte: Tribuna da Imprensa

Conheça a proposta que o advogado Luiz Nogueira, em nome da Tribuna da Imprensa, está fazendo à Advocacia-Geral e à Procuradoria-Geral da União, para concluir o processo de indenização movido pelo jornal.

Carlos Newton

Para que os comentaristas e leitores da Tribuna da Imprensa possam ter uma ideia mais precisa a respeito da situação em que se encontra o processo de indenização movido contra a União, estamos publicando abaixo a proposta enviada pelo advogado Luiz Nogueira à Advocacia-Geral e à Procuradoria-Geral da União, com conhecimento do Palácio do Planalto.

Com essa proposta, foi dado início a uma importante negociação, que objetiva pôr fim ao processo, com expressiva economia de recursos para a União, possibilitando que Helio Fernandes possa colocar de novo a Tribuna da Imprensa nas bancas de todo país, no prazo mais curto possível.

*** *** ***

LUIZ NOGUEIRA Advogados Associados

São Paulo, 7 de fevereiro de 2011

Advocacia-Geral da União
Procuradoria-Geral da União

EXMO. SR. MINISTRO LUIZ INÁCIO ADAMS

Na condição de advogado da S/A EDITORA TRIBUNA DA IMPRENSA, nos autos da Ação de Indenização que move contra a UNIÃO FEDERAL, que tramita na 12ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro e TRF/2ª. Região, tendo em vista o disposto no parágrafo 1º do artigo 1º da Lei nº 9.469/97, peço vênia para dirigir-me a V. EXA. e expor questão relevante e extra-autos.

1 – Depois de longos 30 anos, caminha para seu deslinde final a Ação de Indenização proposta pelo jornal Tribuna da Imprensa, em setembro de 1979, contra a UNIÃO FEDERAL, objetivando o recebimento de reparação por conta da indescritível perseguição e censura prévia que sofreu, nos chamados anos de chumbo, por parte dos ditadores que se apossaram do comando deste país e em nome da União praticaram, entre 1968 e 1978, atrocidades contra os mais elementares direitos dos cidadãos e de empresas jornalísticas, em especial da TRIBUNA DA IMPRENSA, que sem se vergar, ousou noticiar diariamente seus explícitos malfeitos que feriam mortalmente o nosso estado democrático de Direito e os direitos humanos mais elementares.

2 – Há poucos meses, o Juiz Rafael de Souza Pereira Pinto, da 12ª. Vara Federal, em procedimento de LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA, proferiu decisão fixando o valor relativo À PARTE ILÍQUIDA DO JULGADO e contra a qual a Procuradoria-Regional da União no Rio de Janeiro, pontualmente, externou seu inconformismo, assim como os procuradores da Autora, mediante respectivos agravos.

A questão é complexa e merece exame acurado. Porém, considerando a morosidade com que tramitou esse feito, a idade de mais de 90 anos do diretor-controlador da S/A Editora Tribuna da Imprensa, jornalista Hélio Fernandes, que dedicou 65 anos de sua vida profissional em defesa da democracia e dos legítimos interesses nacionais, pondo em risco seu patrimônio pessoal e a sua segurança e até de seus familiares, não tergiversando e nem se submetendo à pressão e à perseguição movidas pelos ditadores de plantão, assim pois, em busca da eficácia da decisão, a final prolatada, gostaria de, respeitado o indiscutível direito de recurso da Executada, assim como o da Autora, buscar o caminho do diálogo com a AGU a fim de viabilizar o apressamento do desfecho desse processo, MEDIANTE NEGOCIAÇÃO ABERTA E TRANSPARENTE.

3 – Justifica tal iniciativa o fato de, seguidamente, ter a Advocacia-Geral da União externado por meio de seus líderes, o propósito de dar solução mais rápida a boa parte dos milhares de feitos que hoje assoberbam o Judiciário Federal, em prejuízo da própria União e daqueles que contra ela litigam.

Por outro lado, considerando as peculiaridades que cercaram a ação em questão, sua repercussão política e expressão pecuniária, pode-se admitir que a fundamentação da reparação buscada no Judiciário e por ele assegurada, nada fica a dever aos milhares de pleitos administrativos requeridos por cidadãos profissionais LIBERAIS E SERVIDORES PÚBLICOS, que se sentiram prejudicados pelo regime militar e que foram rapidamente satisfeitos pela UNIÃO. Noticia-se que mais de quatro bilhões de reais já teriam sido liberados a título de indenização, sem falar em reconhecimento do direito à aposentadoria. Recentemente, até a brava UNE foi atendida pelo governo federal que lhe liberou mais de R$40 milhões para a reconstrução de sua sede.

4 – Nesse quadro, por que não se debater o pagamento da indenização devida à S/A Editora Tribuna da Imprensa, que por sentença transitada em julgado, depois de 30 anos, teve seus direitos reconhecidos, mas ainda não satisfeitos, vez que ainda pendentes de agravos?

Aí vem a calhar a lapidar conclusão do MM Juiz da 12ª Vara Federal na mencionada liquidação de sentença: “Ademais, se espantosa é a quantia devida, ao menos abstratamente considerada, NÃO MENOS ATERRADORES, DECERTO, PARECEM TER SIDO OS ATOS DE CENSURA EXPERIMENTADOS PELO JORNAL TRIBUNA DA IMPRENSA, AO LONGO DO NADA DESPREZÍVEL PERÍODO DE QUASE 10 ANOS NARRADO NA INICIAL.

É dizer: A IMPORTÂNCIA INDENIZATÓRIA REVELA-SE PROPORCIONAL AOS DANOS OCASIONADOS À AUTORA, OS QUAIS, NÃO CUSTA REMEMORAR, RESTARAM DEVIDAMENTE RECONHECIDOS EM SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO. HÁ QUE SE PRESTIGIAR, PORTANTO, O LAUDO PERICIAL, NESSE PARTICULAR”.

5 – Nesse caminhar, se de vulto a indenização devida e estabelecida pelo Poder Judiciário, com irretocável fundamentação, com data retroativa a setembro de 2009, muito maior ela se mostrará com o passar dos anos, à vista da incidência da atualização monetária e de juros de mora.

Compreensível e de direito o apelo interposto pela União, mas de não se esquecer que em diversos itens do laudo pericial, o Louvado do Juízo, a pretexto de mostrar-se razoável, passou também ao largo de alguns direitos da Autora.

6 – O JORNAL MAIS CENSURADO DO PAÍS FOI, INDUVIDOSAMENTE, A TRIBUNA DA IMPRENSA. Foram dez anos de censura, SEM INTERRUPÇÃO. Sofreu dezenas de apreensões e seu proprietário, Hélio Fernandes, foi mantido preso em Fernando de Noronha e Pirassununga, processado e cassado. FOI O MAIS VISADO E PERSEGUIDO JORNALISTA DE TODOS OS QUE, COMO ELE, OUSARAM RESISTIR.

Como assinalado na sentença cognitiva e não refutado pelos procuradores da União que, ao longo de 30 anos, se revezaram em sua defesa, PACÍFICO QUE O JORNAL TRIBUNA DA IMPRENSA, entre 23.10.68 e 9.6.78, FOI VÍTIMA DA MAIS FORMIDÁVEL, ARBITRÁRIA, IGNOMINIOSA E INDISCRIMINADA CENSURA, DURANTE O REGIME MILITAR, COM O OBJETIVO DE INVIABILIZAR A SUA VIDA ECONÔMICO-FINANCEIRA, DESACREDITANDO-O PERANTE LEITORES E ANUNCIANTES A PONTO DE LEVÁ-LO AO FECHAMENTO. AO TODO, FORAM IMPLACAVELMENTE CENSURADAS 3.050 EDIÇÕES JORNALÍSTICAS.

7 – Indiscutivelmente, o jornal sofreu censura prévia, com a supressão de informações jornalísticas que, vetadas, adulteravam totalmente a edição do jornal, desde a primeira página até as colunas dos comentaristas. Sofreu também a censura de qualidade que era a eliminação de informações que constituiriam a matéria mais importante do jornal.

8 – Com a permanente presença de militares e de censores não identificados, em sua redação, pode-se dizer que o jornal perdeu cara e feição. Centenas de edições tiveram até a primeira página censurada com a retirada de matérias, que, em outros jornais, saiam, normalmente, SEM RESTRIÇÃO ALGUMA, o que denota o desiderato de sufocar o veículo de comunicação, diminuindo sua tiragem, suas vendas em bancas e, consequentemente, sua ATRATIVIDADE PUBLICITÁRIA. TINHAM POR ESCOPO CONTAMINAR E DESTRUIR A MARCA TRIBUNA DA IMPRENSA, ENTÃO, SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA, INDEPENDÊNCIA E QUE OSTENTAVA INEGOCIÁVEL COMPROMISSO COM A LIBERDADE DE IMPRENSA, COM A LIVRE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO E COM A VERDADE.

Senhor Ministro Advogado-Geral da União,

Para o Supremo Tribunal Federal, em julgamento do recurso extraordinário da União Federal, a Ré deve, sim, indenizar o jornal TRIBUNA DA IMPRENSA por censura, perseguições e prejuízos morais e materiais sofridos durante a ditadura militar. De acordo com o ministro-relator CELSO DE MELLO, restou público e notório que o jornal TRIBUNA DA IMPRENSA sofreu pertinaz censura que impediu que divulgasse notícias que outros IGUALMENTE EXCELENTES ÓRGÃOS DE IMPRENSA VEICULAVAM, comprovando que o Estado naquela oportunidade, “NÃO RESPEITOU OS PRÓPRIOS LIMITES LEGAIS QUE SE IMPUSERA, AINDA QUE ESTA LEGALIDADE RESULTASSE DE ATOS INSTITUCIONAIS”.

Por essas e outras razões é que, respeitosamente, estamos procurando a Advocacia-Geral da União para abrirmos um canal de negociação (sem prejuízo dos recursos interpostos), objetivando o pagamento da indenização devida e o que, por certo, se implementado, poderá levar a União a realizar expressiva economia em defesa do Erário público e possibilitando, ao mesmo tempo, o pronto retorno do jornal TRIBUNA DA IMPRENSA às bancas do Rio e das principais capitais dos Estados, sob o comando do intrépido jornalista Hélio Fernandes, hoje, com mais de 90 anos e que há 30 espera o ressarcimento dos incomensuráveis prejuízos sofridos entre 1968 e 1978, pela implacável censura prévia, e em 1981 com a destruição total das máquinas, instalações, arquivos e contabilidade da S/A Editora Tribuna da Imprensa.

No aguardo de manifestação de Vossa Excelência, reitero os protestos de elevada consideração,

LUIZ NOGUEIRA OAB/SP 75.708

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