terça-feira, julho 20, 2010

Advogados de defesa vão tentar impedir júri popular no caso Amanda Rossi

Defensores irão recorrer no Tribunal de Justiça. Eles alegam falhas na investigação policial e a falta de provas que coloquem os suspeitos na cena do crime

19/07/2010 | 11:49 | daniel costa

Os advogados de defesa de Alan Henrique e Luiz Vieira da Rocha, suspeitos de assassinar a estudante Amanda Rossi, encontrada morta dentro da casa de máquinas da Universidade Norte do Paraná (Unopar) em 27 de outubro de 2007, irão recorrer da decisão da Justiça que determina a realização de um júri popular.

O recurso será encaminhado ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ). Os defensores alegam falhas na investigação policial e falta de provas que coloquem os acusados na cena do crime. O julgamento deve ser realizado somente em 2011.

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Suspeitos de matar estudante irão a júri popular
Pai de Amanda diz que júri popular "é o ínicio da justiça"

Para o pai da estudante Amanda Rossi, Luiz Carlos Rossi, a decisão da Justiça de levar os três suspeitos do assassinato da filha a júri popular é “o início da justiça”. Ele revelou que essa notícia era esperada.

Rossi disse que conversou com Dayane, quando ela já estava presa, e ela revelou detalhes que conferem com a investigação policial. “Eles devem ir mesmo a julgamento, e acredito que eles serão condenados a pena máxima. Não tenho dúvidas de que foram os três que fizeram essa barbaridade com a minha filha”, declarou.

Luiz Carlos Rossi também revelou acreditar que os suspeitos revelem o nome do mandante do assassinato durante o julgamento. No entanto, a falta do autor intelectual do homicídio e o motivo crime ainda provocam muita dor.

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O JL teve acesso ao pronunciamento da juíza Elizabeth Kather, da 1ª Vara Criminal, que classificou o crime como triplamente qualificado, por motivo torpe (mediante promessa de recompensa), cruel (mediante esganadura) e dissimulado (sem chances de defesa da vítima). A pena máxima pode chegar a 30 anos.

Dayane de Azevedo, que é ré confessa, também irá a júri popular. O depoimento dela é a prova mais contundente utilizada pela acusação contra Rocha e Henrique. A moça apontou os dois como executores do assassinato da estudante. A reportagem não conseguiu falar com o advogado que defende Dayane.

Para o defensor de Alan Henrique, citado como o executor direto do homicídio, Laércio dos Santos Luz, a decisão já era esperada.

O advogado diz que as prisões, que ocorreram no final de 2008, foram “precipitadas” e tanto a polícia quanto o Ministério Público não quiseram voltar atrás desta decisão. Luz ressaltou que, com esta medida, as “autoridades jogaram para o júri a decisão”. “Com certeza absoluta meu cliente será absolvido no Tribunal. Não há nenhum elemento para condená-lo”, argumentou.

Luz destacou que as investigações ficaram “pela metade”, pois, em depoimento, Dayane revelou o nome de uma professora como a mandante do crime. “Contudo, nada foi feito contra ela. Já o meu cliente está preso injustamente”, disse. Ele ainda acrescentou que Henrique não apareceu em nenhuma das imagens das câmeras de segurança da universidade gravadas no dia do crime. “As imagens mostram a Amanda na quadra, mas não mostram o Alan. Como ele pode ter matado a estudante se ele não estava lá?”, questiona.

O novo defensor de Luiz Vieira da Rocha, que teria dado cobertura a Henrique, Jeferson da Cruz Costa, afirmou que há vários elementos a serem explorados pela defenda, mas “que ainda não podem ser revelados”. Porém, ele afirmou que não há provas materiais que o coloquem na cena do crime.

Promotoria acredita na condenação

Em entrevista ao JL, na semana passada, a promotora criminal Suzana Lacerda afirmou que as provas contra os três suspeitos são consistentes e a condenação deles é possível. Ao ser questionada sobre a falta de uma prova material que ligue os suspeitos ao crime, ela citou como exemplo o caso do goleiro Bruno. “Este caso [o da Amanda] é um crime que ninguém viu. Então não vamos ter uma cidade de testemunhas. A partir do depoimento da Dayane foi montado um quebra-cabeça com todas as dificuldades de investigação”, afirmou.

Suspeitos devem continuar presos

Na sentença, a juíza Elizabeth Kather declarou que Dayane Azevedo, Luiz da Rocha e Alan Henrique devem continuar presos até a realização do julgamento. Segundo ela, “os réus são pessoas perigosas, haja vista a gravidade do delito, em tese, cometido pelos mesmos, sendo que foram protagonistas de um crime de gravidade indiscutível, mostrando-se nocivos ao meio social. (...) É oportuno esclarecer que os réus em liberdade representam verdadeiro descrédito à Justiça, assim como, geram comoção e insegurança na população.”

Brasil é 12º país mais feliz do mundo, segundo pesquisa

Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia e Holanda lideram. Brasil está empatado com o Panamá e logo à frente dos EUA e da Áustria

19/07/2010 | 13:41 | G1/Globo.com

O Brasil é o 12º país mais feliz do mundo, segundo uma pesquisa Gallup feita pela revista Forbes em 155 países e publicada na semana passada.

O ranking tem a Dinamarca como líder, seguida de Finlândia, Noruega, Suécia e Holanda.

Ele foi feito a partir de entrevistas realizadas entre 2005 e 2009.

As perguntas, segundo a revista, levavam os entrevistados a avaliar sua satisfação geral com suas vidas.

Depois, fazia perguntas específicas a respeito do passado recente. As perguntas levavam a classificar os entrevistados em três graus de satisfação, indo da felicidade ao sofrimento.

No Brasil, 58% dos entrevistas disseram-se felizes, 40% disseram estar "na batalha" e apenas 2% disseram estar sofrendo. A "nota geral" ficou em 7,5. O país ficou empatado com o Panamá e logo à frente dos Estados Unidos.

Os pesquisadores chegaram à conclusão, segundo a revista, que a resposta no que diz respeito à satisfação geral estão relacionadas com a riqueza do país. Mas, no que diz respeito ao passado recente, ela reflete mais a satisfação das necessidades psicológicas e sociais, e não necessariamente o bem estar econômico. Clique para ler o ranking, em inglês, no site da Forbes.
Fonte: Gazeta do Povo

O amigo do Zorro

Carlos Chagas

Pelo antigo Código Civil de Clóvis Bevilacqua, índio era considerado incapaz. Carecia de direitos políticos. Ressurgindo do passado, eis aí um exemplo de incapacidade total do Índio da Costa, feito candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra, sabe-se lá porque desígnios da Providência, da tucanagem ou dos salvados do PFL.

O indigitado silvícola acaba de definir Dilma Rousseff como “atéia e esfinge do pau oco”, acusando também o PT de “ligado às Farcs e ao narcotráfico, o que há de pior”.

Convenhamos, no nome o personagem lembra o amigo do Zorro, o Tonto. No comportamento, ultrapassa qualquer medida de bom-senso. Se denunciado e chamado a comprovar as acusações em juízo, acaba parando na cadeia.

Ignora-se a reação de José Serra diante de seu parceiro. Uma forma de interromper essa cascata de aleivosias seria mantê-lo afastado da campanha, mas como ninguém poderá garantir o seu silêncio, melhor a iniciativa oposta: amarrá-lo ao candidato presidencial, mas amordaçado, com direito apenas a abanar a mão para as platéias.

A gente se pergunta como o PSDB aceitou a indicação de Índio da Costa e, pior ainda, como o DEM ousou indicá-lo. Há quem suponha a vingança dos Maia, César e Rodrigo…

Arca de Noé

Na atual fase da campanha, José Serra obriga-se a construir e navegar numa Arca de Noé, reunindo nela cobras, escorpiões, ovelhas, coelhos e sardinhas. Para enfrentar os efeitos do dilúvio desencadeado pelo presidente Lula, outra saída não haverá senão tentar conciliar o inconciliável. Não pode rejeitar o apoio dos neoliberais, muito menos a legião dos que recebem o bolsa-família. Deve dar razão aos estatizantes e aos privatizantes. Precisa tecer loas ao capital e ao trabalho. Até para com os fumantes deve ser condescendente, para não falar nas exigências dos nordestinos, dos amazônidas e dos gaúchos.

O problema, para o ex-governador de São Paulo, é evitar o sentido plebiscitário das eleições, ou seja, não pode insurgir-se contra Jeová e maldizer as águas que ainda sobem. Melhor continuar navegando e esperar que no segundo turno alguma pombinha retorne com uma planta no bico, prenunciando o fim da tempestade. Nem a História nem a Bíblia particularizam como Noé reconstruiu a civilização, mas a verdade é que a Humanidade sobreviveu. São as esperanças do candidato.

Livro-bomba

Em Brasília, não apenas os políticos andam perdendo o sono e os cabelos. Empresários também, dos grandes. Até figuras exponenciais do society demonstram pavor, sem falar de jornalistas.

Tudo por conta do livro que o ex-governador José Roberto Arruda já escreveu e aguarda o momento de ser editado, contando a sua versão sobre os escândalos que o despacharam do poder para a prisão.

Imaginou-se o texto vindo a público antes das eleições de outubro, para prejudicar muita gente, mas a vingança de Arruda parece mais sutil. Publicar depois das posses o envolvimento de tanta gente nas trapalhadas aqui verificadas será bem mais letal. O ex-governador está para a capital federal mais ou menos como os trabalhadores da Europa estavam para o Manifesto Comunista de Marx e Engels: não tem nada a perder…

Fonte: Tribuna da Imprensa

Duas delegadas são afastadas após vídeo de Bruno vazar

Agência Estado

A Polícia Civil de Minas Gerais informou na segunda-feira, 20, que foi afastada do caso a delegada Ana Maria Santos, da Delegacia de Homicídios de Contagem, onde foi instaurado o inquérito sobre o desaparecimento de Eliza Samudio. Mais cedo, havia sido divulgado o afastamento da delegada Alessandra Wilke, do mesmo setor. O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação, passar a presidir o inquérito. A decisão foi anunciada pelo chefe da Policia Civil de Minas Gerais, Marco Antonio Monteiro.

A medida foi tomada em função do vazamento e da divulgação de um vídeo na TV Globo em que o goleiro Bruno Fernandes Souza faz comentários sobre o caso e, inclusive, diz desconfiar que seu amigo Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, estaria envolvido no desaparecimento de Eliza, ex-amante do atleta. O vídeo foi gravado durante a transferência de Bruno e Macarrão do Rio de Janeiro para Belo Horizonte em uma aeronave da polícia. "Determinei à Corregedoria-Geral de polícia a instauração de sindicância para apurar, em no máximo 24 horas, com todo rigor o referido fato", disse o chefe da Policia Civil.

Macarrão e Bruno foram levados na segunda da penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, para o Departamento de Investigação, onde permaneciam até o início da noite. Mais uma vez, a orientação dos advogados era que eles não respondessem nenhuma pergunta. Apontada como amante do jogador e também investigada no inquérito, Fernanda Gomes Castro chegou à capital mineira no sábado e deverá ser ouvida ainda nesta segunda-feira. Em vários depoimentos, Fernanda é citada.

Advogados - Em depoimento prestado na última sexta-feira, Dayanne Souza, mulher do goleiro Bruno Fernandes, afirmou que viu Eliza Samudio no sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG), no dia 7 e no dia 10 de junho, segundo informouna segunda o promotor Gustavo Fantini, do Ministério Público Estadual (MPE). A afirmação de Dayanne, que constituiu uma nova defesa, pode mudar o rumo das investigações, já que a policia trabalha na hipótese de Eliza ter sido assassinada no dia 9. Dayanne disse ainda que o próprio Bruno, no dia 10, entregou o bebê - suposto filho do jogador com a jovem - para ela alegando que precisava voltar ao Rio e em seguida viajar.

Segundo o MPE, Dayanne resolveu prestar depoimento antes de falar em juízo após conversar com familiares. Com o argumento de que não tem participação no desaparecimento e possível morte da ex-amante do marido, ela resolveu se pronunciar e também contratou outro escritório de advocacia, dispensando Ércio Quaresma - que defende Bruno e outros cinco suspeitos. Conforme Walquer Azevedo, um dos novos advogados de Dayanne, a mudança foi necessária por conflito de interesses. "A partir deste momento (em que trocou os advogados), ela teve orientações da defesa respeitando sua vontade. E qual é a vontade dela? Falar, até onde sabe", disse. Quaresma disse que irá tentar retomar a defesa da ex-cliente, que, segundo ele, teria sido coagida pelo delegado Edson Moreira a contratar nova defesa.

O advogado também denunciou na segunda que seu cliente, o Macarrão, foi agredido com um tapa no peito no interior do Departamento de Investigação. Segundo ele, além do tapa, Macarrão foi jogado no chão. Quaresma disse que seu cliente foi agredido pelo delegado Julio Wilke, quando perguntado se queria trocar de advogado. A assessoria da Polícia Civil negou a acusação.
Fonte: A Tarde

segunda-feira, julho 19, 2010

Disparidade entre o (des)governo municipal de Jeremoabo, com falcatruas em uma centena de processos de corrupção e improbidades. A charge traduz tudo!


STJ absolve ladrão de galinha avaliada em R$ 10

Um homem condenado pela Justiça mineira a um ano de prisão e pagamento de 10 dias-multa por furtar uma galinha foi absolvido pela 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.

De acordo com os autos, em fevereiro de 2006, o acusado invadiu o quintal do vizinho e furtou a galinha, levando-a debaixo do braço. Alertada por um telefonema anônimo, a Polícia Militar foi até o local e prendeu o denunciado em flagrante delito, ainda de posse da galinha.

Com alegação de atipicidade material da conduta, valor ínfimo, avaliado pelo polícia em R$ 10, do bem subtraído e irrelevância do fato, a Defensoria Pública entrou com pedido de Habeas Corpus no STJ para pedir a suspensão do mandado de prisão e a absolvição do acusado.

De acordo com o relator, ministro Jorge Mussi, não há como reconhecer a tipicidade material, já que o animal furtado foi infimamente avaliado e não há notícia de prejuízo sofrido pela vítima. Assim, por unanimidade, a Turma acolheu o pedido da Defensoria e absolveu o acusado, com base no artigo 386 do Código de Processo Penal. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

Revista Consultor Jurídico,

Quem confia em liminar para disputar assume risco

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, tem esperança de que o projeto Ficha Limpa seja mantido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para as eleições deste ano. As informações foram concedidas aos repórteres Diego Abreu e Leonardo Cavalanti, do jornal Correio Braziliense.

“Toda lei apresenta lacunas, mas, no geral, o Ficha Limpa milita no sentido de propiciar a moralização dos costumes políticos”, disse, em entrevista ao Correio na tarde da última quarta-feira (14/7), em seu amplo gabinete. Na manhã daquele dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia elogiado a candidata do PT ao Planalto, Dilma Rousseff, em evento oficial. Na plateia, Lewandowski observava de forma atenta. O magistrado reiterou que a lei eleitoral não permite que governantes façam campanha em horário de expediente. “Certamente ele responderá, eventualmente, pelos excessos que cometeu”, disse o ministro.

Por conta repercussão das declarações feitas por Lula em favor de Dilma, optou-se por publicar as respostas sobre os elogios do presidente na edição de quinta-feira. Outros temas de relevância urgente para o eleitor, como o próprio Ficha Limpa e a reforma política.

Leia a entrevista concedida ao Correio Braziliense.

O senhor está esperançoso em relação a Lei da Ficha Limpa?
A lei está em pleno vigor. É possível que um ou outro aspecto dela venha a ser questionado futuramente, não apenas no STF, mas também no TSE. Isso é normal, porque nenhuma lei é perfeita. Toda lei apresenta lacunas, mas no geral é uma lei que milita no sentido de propiciar a moralização dos costumes políticos.

Há o risco de o STF entender que a lei não poderia entrar em vigor já em 2010?
Teoricamente, esse risco sempre existe, mas essa lei foi examinada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e do Senado, pelo TSE e pela presidência da República. Portanto, quatro órgãos de grande expressão político-institucional já se manifestaram pela constitucionalidade. O STF vai dar a última palavra em termos de constitucionalidade.

Quem foi condenado por órgão colegiado, cassado pela Justiça Eleitoral ou que tenha renunciado não poderá se candidatar de maneira alguma?
Se tiver enquadrado em um dos dispositivos da lei nesses termos está impedido de se candidatar. Esse é o entendimento do TSE.

As liminares então não fazem sentido?
As liminares são dadas quando há uma plausibilidade, quando o candidato corre o risco de sofrer uma injustiça. Agora, no TSE e no Supremo o número de liminares negadas foi muito maior que o de concedidas.

Um candidato "ficha suja" que hoje tem uma liminar que garante que ele participe da eleição corre o risco de, se eleito, ter o diploma logo cassado?
Sem dúvida nenhuma. Se concorrer com uma liminar, ele pode se registrar, faz toda a campanha, mas por sua conta e risco. Se, futuramente, em uma decisão definitiva, chegar a uma conclusão de que ele não teria o direito de concorrer, ele perderia o seu mandato. A Lei da Ficha Limpa aumentou o número de candidatos que podem correr esse risco.

Como vai ficar a regra da verticalização dos presidenciáveis na propaganda dos estados?
Houve uma primeira consulta do PPS, respondida num determinado sentido, mas existem outras protocoladas aqui na Casa. Essa questão terá de ser examinada em agosto, sob os seus múltiplos aspectos, porque é complexa. Por enquanto, não há nenhum pronunciamento definitivo do TSE sobre a propaganda no que tange à verticalização, até porque as consultas são perguntas formuladas abstratamente e respondidas numa sessão administrativa. Elas não têm a mesma força que uma decisão proferida numa sessão jurisdicional, num caso concreto. Teoricamente, entendo que a verticalização é algo que imprime uma certa lógica e coerência ao processo eleitoral, pois permite que o eleitor balise seu voto, segundo uma ideologia. Mas temos que reconhecer que houve uma emenda constitucional que acabou com a verticalização. Inclusive, contrariando entendimento assentado da Justiça Eleitoral. Se não há mais verticalização obrigatória com relação às coligações, é possível exigir-se a verticalização da propaganda eleitoral. É a questão que o TSE vai responder em agosto.

Depois de dada a resposta a consulta do PPS, houve muita reclamação dos partidos e advogados eleitorais. O senhor vê disposição dos outros ministros em mudar a decisão inicial e por que rever essa questão, já que o tema já foi respondido?
Foi respondida em termos muito abstratos, e não em casos concretos. Como existem outras consultas pendentes, entendemos que, dada a complexidade da questão e a repercussão que a resposta do TSE pode ter, seria conveniente respondermos todas as questões em conjunto.

Seria incoerente a Dilma não participar da propaganda eleitoral no estado de um petista ou o Serra não participar da propaganda de um tucano?
Uma coisa é responder isso em tese. Outra coisa é responder isso a luz da legislação. O TSE ainda não respondeu isso definitivamente. Eu me permito apenas me pronunciar após a resposta do plenário. Eu tenho uma opinião isolada, que não representa a opinião do plenário, que é composto por sete ministros.

Três governadores eleitos em 2006 acabaram cassados só no fim do mandato. O que se pode fazer para a Justiça Eleitoral se tornar mais ágil?
Penso que a nossa legislação processual, de modo geral, e a processual eleitoral está muito defasada. São regras esparsas que permitem que o processo se prolongue por um espaço de tempo muito grande. Há um excesso de recursos. Muitas vezes a cassação ocorre no final do mandato do político, o que gera uma frustração muito grande para a cidadania e para a Justiça Eleitoral. Existe uma comissão montada no Senado para rever a legislação eleitoral e nós estamos na nossa escola eleitoral fazendo estudos para contribuir com o Congresso Nacional no sentido de reformar essa legislação.

Qual o próximo desafio para o Congresso em relação à reforma política?
Temos que disciplinar melhor a questão das doações para as campanhas. Num primeiro momento, me inclinei no sentido de entender que fosse o momento de adotarmos o financiamento público. Mas me deparei com o fenômeno representado pelas doações individuais na campanha presidencial norte-americana, que foram feitas por cidadãos que foram absolutamente cruciais para o sucesso e a vitória do presidente Obama.

Isso mudou a cabeça do senhor?
Isso realmente mudou o meu pensamento no sentido de entender que as doações dos indivíduos, do cidadão, dos eleitores, representam um direito político. Talvez possamos eveluir no sentido de admitir as doações privadas, mais de pessoas físicas e não de pessoas jurídicas. Complementada com um percentual de dinheiro do fundo partidário.

Esse seria o principal ponto, para o senhor, na reforma política?
Há outras questões importantes. Sou favorável ao voto distrital misto. É importante. O eleitor debate com o seu candidato numa circunscrição eleitoral menor. É possível uma aproximação maior do candidato, um debate de ideias, projetos e programas. Este é um modelo que deu certo nos países mais avançados em termos democráticos. É preciso discutir também a questão do voto facultativo. Eu não sou absolutamente favorável ao voto obrigatório, acho que não deve ser uma obrigação permanente. É algo transitório. Nesse momento histórico em que estamos numa democracia ainda em fase de amadurecimento, o comparecimento dos eleitores de forma maciça às urnas é muito importante para dar legitimidade aos eleitos.

Mas aí teria um momento em que não seria mais necessário o voto obrigatório?
É possível, se o Brasil atingir tal nível de conscientização do eleitor, que isso se torne desnecessário. No momento em que tivermos partidos mais ideológicos, mais programáticos, que atraiam o eleitor às urnas, é possível que nós possamos dispensar o voto obrigatório, no futuro.

Qual o principal desafio para essas eleições de 2010?
O grande desafio é que tenhamos uma campanha em alto nível, sem agressões pessoais, sem transgressões mais graves à legislação, onde se debata ideias, programas e projetos.

Qual a avaliação do senhor dessas duas primeiras semanas de campanha?Estou surpreendido pelo fato de que não tivemos incidentes mais graves. Estou antevendo uma eleição relativamente tranquila?

Mesmo com esse discurso do presidente Lula?
Pode haver uma ou outra provocação de parte a parte, mas isso faz parte do jogo.

Como o senhor vê o voto biométrico?
Esse é um grande avanço. Temos um milhão de eleitores registrados pelo sistema biométrico. Em 2017, segundo as nossas previsões, todo o eleitorado estará cadastrado biométricamente. Isto vai dispensar a exigência que foi introduzida pela minirreforma eleitoral, de uma dupla identificação do eleitor. Agora, a lei prevê que além do título de eleitor, ele deve apresentar também uma cédula de identidade com foto.

Essa exigência não vai confundir o eleitor e prejudicar as eleições?
Isto sem dúvida nenhuma é um fator de complicação. Essa exigência não existia, mas o Congresso Nacional, considerando a dimensão do país, o número de eleitores, entendeu que isso é uma forma de evitar fraudes, equívocos, burlas. Então, é uma exigência que não é da Justiça Eleitoral, mas do Congresso Nacional.

O Congresso, ao avaliar isso, está colocando em dúvida as últimas eleições?
Talvez nos rincões mais remotos do país, é possível que tenham acontecido alguns problemas. E o Congresso Nacional deve ter querido evitar esses problemas. Mas pela evolução natural do nosso sistema tencológico, isto vai desaparecer completamente.

Reportagem recente do Correio Braziliense mostrou que mesmo com a identificação biométrica, a migração eleitoral continua de uma forma muito expressiva. Em Timbaúba dos Batistas (RN), município de 2 mil eleitores, houve 100 contestações do Ministério Público depois da revisão, que considerou como migração eleitoral fraudulenta…
Quando o sistema estiver todo completado, não será mais possível haver dois votos por eleitor, porque o sistema rejeitará. Dois eleitores com a mesma identificação biométrica, com a mesma impressão digital, um desses votos será anulado ou os dois.

Mas essa migração continua…
Quando o sistema estiver aperfeiçoado essas eventuais lacunas serão superadas. Mas é claro que a Justiça Eleitoral, eu sempre digo, não age. Ela reage. É preciso que haja a fiscalização por parte do eleitorado, dos partidos políticos, dos candidatos e por parte dos Ministério Público. É claro que em cada comarca há um juiz eleitoral, mas ele não está onipresente. Precisamos da colaboração da sociedade como um todo para apreferçoar o nossos sistema político. Se fraudes existem é porque existe de certa maneira a cultura da fraude em determinados locais do país. Isso precisa ser eliminado, é um problema sócio-cultural. Não é só um problema jurídico-eleitoral.

Como o senhor vê as regras para as eleições na internet neste ano?
A internet é um grande avanço não só a nível nacional, mas a nível internacional, porque é um instrumento para aperfeiçoar a liberdade de expressão do cidadão. Temos hoje regras que permitem uma utilização bastante generosa da internet. A lei proíbe apenas o anonimato, a propaganda paga, a propaganda feita a partir de órgãos governamentais ou de pessoas jurídicas. No mais, a internet está liberada. E claro que existem também aquelas limitações previstas nas lei civil e penal, que diz que não se admitirá ofensas pessoais.

Nas cidades atingidas pela chuva em Alagoas e Pernambuco, as eleições correm risco?
Estive na semana passada em Pernambuco, visitei as regiões alagadas, conversei com as autoridades, inclusive as militares. E temos assegura a plena colaboração de todos. (Depois da entrevista, o ministro também visitou municípios alagoanaos). Se for necessário, serão montadas barracas para substituir os locais de votação distruídos pelas inundações. A situação está sob controle. Em Pernambuco, teremos a reimpressão de todos os títulos eleitorais que foram perdidos. As autoridades estaduais também colaborarão para expedir a segunda via das cédulas de identidade. E o mesmo vai ocorrer em Alagoas.

O que fazer com os processos que foram destruídos pela chuva?
Existe na legislação processual um expediente chamado restauração dos autos. Vamos procurar restaurá-los na medida do possível. Isso é muito comum. Às vezes os processos se perdem, mesmo sem ser por força de calamidade.

Já existe denúncia do MP contra candidatos oferecendo cestas básicas para essas pessoas que evidentemente precisam de ajuda...
Isso será coibido com muito rigor. Isto é captação ilícita de sufrágio. O TSE e a Justiça Eleitoral têm sido extremamente rigorosos com essa prática que é proibida, é ilícita. Gerará consequências gravíssimas para aqueles que praticaram essa conduta.

Dentro da minirreforma eleitoral, também foi aprovada a impressão dos votos, que entra em vigor só em 2014. Como o senhor vê essa obrigação?
Considero o voto impresso um retrocesso muito grande. É algo que preocupa a Justiça Eleitoral, porque pode levar a identificação do eleitor, quebrando o princípio constitucional do sigilo do voto. Outro aspecto muito grave é que em algumas regiões do país, onde há maior umidade, como no Norte, o rolo em que são impressos os votos costumam embolar na máquina. Aí é preciso abrir a máquina, quebrando definitivamente o sigilo.

Há tempo para reverter isso?
Isso depende do Congresso Nacional ou de eventualmente esse dispositivo ser questionado no STF quanto a sua constitucionalidade. É como acoplar um instrumento a vapor em um avisão a jato.

Por que seria possível identificar o voto do eleitor?
Porque cada voto tem um código.

E o voto em trânsito vai pegar?
Essa é uma novidade positiva. Aqueles que estiverem fora de seu domicílio eleitoral, desde que se registre nos cartórios eleitorais (até 15 de agosto), poderão votar para presidente da República em trânsito.

Revista Consultor Jurídico

Tapar o sol com a peneira

Se a intenção dos nobres deputados é realmente fazer com que pobres e ricos paguem impostos em patamares mais próximos, então se deve buscar a reforma tributária. Mais um imposto é simplesmente tapar o sol com a peneira"

Luciano Medina Martins*

É surpreendente ver como o cidadão contribuinte é permanentemente tratado como um idiota desinformado e sem capacidade crítica. A proposta de imposto sobre grandes fortunas da Deputada Luciana Genro (PSOL/RS), relatado pelo Deputado Régis Oliveira (PSC/SP), vem justificado por uma lógica que parece ignorar que o Brasil é reconhecidamente um dos mais confusos, pesados e tirânicos sistemas tributários do mundo.

No Brasil, os pobres pagam muitíssimo mais impostos que os ricos, e dificilmente uma situação como esta pode ser minimizada ou revertida com um imposto progressivo que aplicaria alíquotas de 1% a 5% sobre fortunas acima de R$ 2 milhões. Cobrar mais impostos dos ricos sob a justificativa da “igualdade social” é um atentado à inteligência do cidadão. Ao se cobrar mais um imposto sobre supostos ricos, não se está diminuindo a carga tributária sobre os pobres, só se está cobrando mais um imposto.

Os pobres pagam mais impostos por uma razão muito simples. Os produtos que mais têm impostos embutidos em seus preços são justamente os de necessidade básica, ou seja, aqueles sem os quais não se vive: alimentos, vestuário, transporte público, tarifas de energia e telefonia. Todos esses itens são altamente tributados, e no caso dos alimentos, eles são gerados em cadeias de valor que a cada etapa embutem mais e mais impostos ao seu preço final.

Por exemplo, o leite e seus derivados: o dono da vaca paga imposto sobre a terra, sobre as vacinas, sobre a energia elétrica para o maquinário que tira e resfria o leite. O intermediário paga impostos no salário do motorista do caminhão, sobre o caminhão, o combustível, os pneus, o uso da estrada, sobre a energia para resfriar o leite. O embalador e distribuidor de leite paga impostos sobre a matéria prima da embalagem, sobre o prédio que ocupa, para a previdência dos funcionários, e assim segue, até chegar na gôndola de um supermercado ou pequeno comércio. A cadeia de valor que leva o leite até o consumidor final é relativamente longa, por isso os laticínios, em geral, têm alto percentual de seu valor gerado nos impostos. O governo não tem sequer um projeto para estabelecer uma metodologia oficial e confiável para informar o consumidor final de quanto do valor do leite é constituído de impostos. Não deve ficar em menos de 60% do valor. Portanto, bem mais da metade do preço do leite é composto por impostos.

O mesmo acontece para os outros alimentos, para as roupas, remédios, entre outros gêneros de primeiríssima necessidade. Como a maior parte da renda de uma família pobre é destinada a cobrir os gastos com gêneros de primeira necessidade, podemos tranquilamente afirmar que bem mais da metade da renda de uma família de classe média baixa vai para os cofres do governo, depois que esta família gastou seu dinheiro. Portanto, é completamente absurdo acreditar que iremos ter mais “igualdade social” cobrando 1% a 5% sobre algumas fortunas. Se a intenção dos nobres deputados é realmente fazer com que pobres e ricos paguem impostos em patamares mais próximos, então se deve buscar a reforma tributária e o Código de Direitos do Contribuinte. Mais um imposto é simplesmente tapar o sol com a peneira e tentar ludibriar o cidadão contribuinte de baixa renda em um período eleitoral.

*Jornalista e vice-presidente do Instituto de Estudos dos Direitos do Contribuinte

Leia outros textos do autor já publicados na seção Fórum:

Não sou idiota!

Brasil, ainda um república de bananas?

Quando o absurdo vira prática corriqueira

Fonte: Congressoemfoco

Um semestre muito além do ficha limpa

Aprovação da lei que amplia os casos de inelegibilidade é o ponto alto de um período de alta produção legislativa

Rodolfo Stuckert/Câmara
A aprovação da Lei do Ficha Limpa foi o ponto alto de um semestre em que foi grande a produção legislativa do Congresso

Rodolfo Torres e Fábio Góis

O primeiro semestre de 2010 entrará na história como um divisor de águas na política brasileira. Nesse período, o projeto de lei (PL) conhecido como ficha limpa (leia tudo sobre o assunto aqui) foi aprovado na Câmara e no Senado, com implicações eleitorais que farão do pleito de outubro o mais judicializado da história e que poderão o princípio da moralização da vida política brasileira. Sancionada sem vetos pelo presidente Lula em 4 de junho, a proposição teve seu teor validado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já para as eleições deste ano, e já preocupa muito político com pendências judiciais.

A pressão popular foi fundamental para que vingasse a proibição da eleição de políticos condenados por órgãos colegiados da Justiça. Mas, ainda que não tenha sido do Congresso a iniciativa da lei mais importante que aprovou, foi rica a produção legislativa do primeiro semestre.

Resíduos sólidos e Previdência

Após 21 anos tramitando no Congresso, finalmente foi aprovado o projeto de lei que cria a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A intenção da proposta é criar regras para o destino do lixo produzido no país. Entre as disposições do PL, fica proibida a criação de lixões e define-se como obrigatória a responsabilidade compartilhada de empresas, governos e cidadãos na gestão do lixo produzido.

Deputados e senadores também aprovaram uma medida provisória que beneficiou milhões de brasileiros ao reajustar em 7,72% as aposentadorias acima de um salário mínimo, quando a área econômica do governo queria um reajuste de 6,14%. Essa diferença foi produzida no Congresso, assim como o fim do fator previdenciário (índice que funciona como redutor de aposentadorias).

A diferença do projeto Ficha Limpa para a Medida Provisória (MP 475/2009) dos Aposentados é que o primeiro foi sancionado na íntegra, enquanto a medida provisória foi sancionada parcialmente (o presidente vetou o fim do fator previdenciário). O Congresso ainda pode derrubar o veto presidencial.

Carreiras e privilégios

No entanto, na contramão das matérias bem recebidas pela opinião pública, os planos de carreira dos servidores da Câmara e do Senado também foram lembrados pelos parlamentares em ano eleitoral. Ambos foram aprovados nas duas Casas de maneira rápida e discreta, com forte pressão do sindicato da categoria (Sindilegis – Sindicato dos Servidores do Legislativo).

Enquanto o plano de cargos e salários do Senado representará impacto anual, já a partir de 2011, de R$ 464 milhões, com direito a gratificações que podem mais que dobrar remunerações, a Câmara aplicou reajuste médio de 15% (o dobro do que foi concedido aos aposentados) para seus servidores. Em alguns casos, o percentual sobre para 40%.

PEC 300 e Pré-sal

A proposta de emenda à Constituição que dispõe sobre reajuste salarial de policiais e bombeiros militares e civis (leia aqui tudo sobre a chamada PEC 300) foi outro destaque do semestre, evidenciando uma das mais articuladas mobilizações classistas ocorrida no Congresso nos últimos tempos. Após a intensa pressão de parlamentares e de categorias diretamente interessadas na matéria, a proposta foi aprovada em primeiro turno na Câmara.

Originalmente, a proposta previa o piso salarial provisório a policiais e bombeiros civis e militares, de R$ 3,5 mil para praças e R$ 7 mil para oficiais.

Pela proposta aprovada por unanimidade por deputados, não haverá valor do salário na Constituição. Além disso, o piso salarial e o fundo que vai garantir o benefício serão definidos em lei complementar, a ser enviada ao Congresso em até 180 dias após a promulgação da emenda.

A matéria ainda terá de ser analisada num segundo turno da Câmara, para depois seguir ao Senado. A segunda etapa de votação dos deputados está prevista para o esforço concentrado de agosto, após o recesso parlamentar (17 de julho a 1º de agosto).

Royalties

A redistribuição dos royalties do petróleo também está em análise no Congresso. Após ser aprovado na Câmara e no Senado, o Projeto de Lei da Câmara 7/10 – que cria o Fundo Social do pré-sal – voltará à Câmara, uma vez que a matéria foi modificada por senadores (leia mais).

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) apresentou emenda ao projeto que altera radicalmente o atual sistema de repasse desses recursos, ao tomar por base para esse fim os critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

A diferença primordial da emenda elaborada por Simon para a emenda apresentada na Câmara pelo deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) é que a primeira prevê que a União deve arcar com os prejuízos dos estados produtores.

Contudo, a medida vai de encontro ao interesse dos estados produtores de petróleo, notadamente Rio de Janeiro e Espírito Santo, que passarão a perder recursos. Estima-se que apenas o Rio perderá mais de R$ 7 bilhões, anualmente, com as mudanças de distribuição.

Comissões

É comum achar que a atividade dos congressistas se resume às votações em plenário. Entretanto, a produção do Congresso é, costumeiramente, mais intensa nas comissões das duas Casas legislativas.

Exemplo disso é o projeto que modifica o Código Florestal Brasileiro. Depois de muito embate entre ambientalistas e ruralistas, a medida foi aprovada no âmbito da comissão especial designada para a reformulação do código, cujo texto está pronto para ser votado no Plenário da Câmara.

Entre os pontos críticos do substitutivo, de autoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), os ambientalistas apontam a anistia concedida a crimes de desmatamento cometidos até o dia 22 de julho de 2008, a dispensa de reserva legal para propriedades com até quatro módulos fiscais (pequenas propriedades) e a dispensa de recomposição da vegetação de áreas desmatadas ilegalmente.

Outra comissão especial, instalada para analisar mudanças no Código Brasileiro de Aeronáutica, aprovou o aumento da participação estrangeira nas empresas aéreas nacionais. A proposta, que segue ao plenário da Casa, determina que estrangeiros poderão ter até 49% de capital, com direito de voto, nas companhias nacionais. Atualmente, esse limite é de 20%.

De acordo com o relator da proposta, deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), o consumidor será beneficiado com a mudança. Isso porque, com a ampliação dos aportes de recursos do exterior para as empresas aéreas brasileiras, a tendência é aumentar a competitividade no setor e, por consequência, diminuir os preços cobrados pelo serviço.

Grandes fortunas

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisa a constitucionalidade das matérias antes de elas seguirem ao plenário, também aprovou diversas matérias importantes. Dentre elas, está a que cria o imposto sobre grandes fortunas (ou seja, todo patrimônio acima de R$ 2 milhões poderá ser taxado).

O colegiado ainda aprovou a proposta de emenda à Constituição que retira do Ministério Público o poder de controle sobre as atividades policias civis e repassa esse controle a um conselho que será composto, em sua maioria, por delegados de polícia.

Hoje cabe ao MP, por exemplo, agir no sentido de prevenir e corrigir ilegalidades e abuso de poder cometido pelas polícias. A matéria será analisada por uma comissão especial.

A CCJ da Câmara também aprovou projeto que libera o governo a fazer doações humanitárias para outros países sem a autorização do Congresso (leia mais). Atualmente, essa autorização é obrigatória. A matéria vai ao Senado.

Quase 500

A CCJ do Senado foi a recordista de proposições votadas em colegiados temáticos das duas Casas: 473 proposições apreciadas no primeiro semestre, entre as quais o projeto Ficha Limpa, o Estatuto da Igualdade Racial e a PEC do Divórcio. Os três – bem como grande parte dos demais – foram avalizados pelo Plenário da Casa.

Ao aprovar por unanimidade, em 16 de junho, o Projeto de Lei 213/2003 (Estatuto da Igualdade Racial), os membros da CCJ criaram polêmica ao excluir do texto o sistema de cotas (estímulo para que instituições de ensino superior públicas e privadas criem reserva de vagas para negros em programas de pós-graduação). “Não é o projeto ideal”, resumiu o senador Paulo Paim (PT-RS), autor do substitutivo aprovado.

Outra matéria polêmica aprovada na CCJ foi a PEC 86/04, que estabelece, entre outras disposições, o fim do voto secreto em processos de perda de mandato parlamentar (cassação). Além do fim da votação sigilosa, a proposta também define o voto aberto em vetos presidenciais, indicação de embaixadores, e para presidentes e diretores do Banco Central e de agências reguladoras. Apreciada no colegiado em 2 de junho, a matéria aguarda votação em plenário.

PEC do Divórcio

Depois de aprovada pela CCJ, a chamada PEC do Divórcio foi confirmada pelo plenário em dois turnos, no dia 7 de julho. Promulgada na última terça-feira (13) pelo Congresso (leia mais), a emenda permite que a separação seja rapidamente formalizada, liberando imediatamente o casal para se casar novamente. Além de eliminar o tempo de espera para a confirmação da separação, a mudança simplificará o processo de divórcio, reduzindo gastos com advogado e custas judiciais.

A emenda reduz a burocracia, suprimindo do processo o requisito de separação judicial prévia. De acordo com as regras anteriores, um casal que se separava era obrigado a esperar, pelo menos, um ano de separação judicial ou dois anos da separação de fato até conseguir o divórcio. Um novo casamento só seria autorizado depois de concluído o processo.

Já a PEC da Juventude, aprovada e promulgada nas mesmas datas que a PEC do Divórcio (leia mais: seis PECs em uma noite), reserva atenção especial ao jovem no artigo 227 da Constituição. Já em vigor, a emenda define que será “dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à educação” e a outros direitos.

Apresentada pelo deputado Sandes Júnior (PP-GO), a PEC também estabelece que os jovens estejam protegidos de “toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. Na prática, a emenda amplia a possibilidade de o poder público estabelecer políticas públicas destinadas diretamente aos jovens.

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou o Projeto de Lei 194/2009, que permite às empregadas domésticas a dedução, no Imposto de Renda, dos pagamentos relativos a planos de saúde. Aprovada em caráter terminativo (sem precisar passar pelo plenário), a matéria foi encaminhada para a apreciação da Câmara.

Em 6 de abril, outra matéria de viés trabalhista foi aprovada pela CAE: o Projeto de Lei 238/2005, que promove a criação do seguro-desemprego para pescadores de caranguejos, mariscos e algas em épocas de proibição da pesca, em razão do chamado “tempo de defeso” (período de reprodução das espécies). A matéria foi encaminhada para a Comissão de Assuntos Sociais, onde aguarda deliberação.

Também virou lei

Além da proposição que exige a ficha limpa de candidatos, a produção legislativa foi responsável por enviar à sanção outras propostas que já foram convertidas em lei. Uma delas é o monitoramento eletrônico de presos. Caberá agora ao Ministério da Justiça definir se o rastreamento será feito por meio de pulseira ou tornozeleira.

Outro reflexo da atividade legislativa no semestre foi a sanção da lei que obriga as instituições de ensino do país, públicas ou privadas, a manter uma biblioteca escolar.

O presidente Lula também sancionou nesse período a lei que cria novas regras para a contratação de serviços prestados por agências de publicidade a órgãos públicos. O texto foi proposto pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), no auge da crise do mensalão, com o objetivo de dar mais transparência ao processo e reduzir as ingerências políticas nas contratações das agências por órgãos federais, estaduais e municipais.

A norma determina a divulgação de despesas na internet e proíbe, por exemplo, que empresas de assessoria de imprensa e relações públicas sejam contratadas em conjunto com serviços de publicidade (saiba mais).

Confira mais algumas matérias importantes aprovadas pelos congressistas:

Câmara aprova novo modelo de intervenção federal

Emenda à MP pode acabar com fator previdenciário

Câmara reduz tempo de contribuição para aposentadoria de deficientes

CCJ aprova carga de 30 horas para fonoaudiólogo

CCJ retira punição para eleitor que não votar

Câmara muda ordem de candidatos na urna eletrônica

Fonte: Congressoemfoco

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Veja como será treinamento de concurso do IBGE Carol Rocha

do Agora

Começa hoje o treinamento dos 209.826 candidatos classificados para a segunda etapa da seleção dos recenseadores que vão trabalhar no Censo 2010. São 191.972 vagas no país. No Estado, serão contratados 43.634.

Os candidatos terão aulas presenciais até sexta-feira e farão uma prova no sábado. Para serem admitidos, é preciso acertar, no mínimo, 40% da prova. A contratação deverá ocorrer a partir de 26 de julho, e a coleta de dados começará no dia 1º de agosto.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora

Aposentado já pode ver novo benefício

Carolina Rangel e Ana Magalhães
do Agora

Os cerca de 8,2 milhões de aposentados e pensionista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que ganham mais do que um salário mínimo (hoje, R$ 510) já podem consultar na internet o novo valor do benefício, com o reajuste de 7,7% sancionado pelo presidente Lula em junho.

Também é possível ver o valor da diferença a ser paga, já que o novo aumento é retroativo a janeiro deste ano, quando foi concedido o reajuste de 6,14%. Os valores podem ser vistos por meio do extrato do pagamento do mês de julho, que já está disponível no site da Previdência Social.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora

STF é esperança de barrados por Lei da Ficha Limpa

Políticos impugnados afirmam que a lei seria inconstitucional por impedir a candidatura de políticos que não foram condenados em definitivo pela Justiça

18/07/2010 | 13:46 | Agência Estado

As últimas esperanças dos políticos atingidos pela Lei da Ficha Limpa estão fundadas em quatro argumentos que dependerão necessariamente do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles afirmam que a lei seria inconstitucional por impedir a candidatura de políticos que não foram condenados em definitivo pela Justiça, que não poderia ampliar a punição imposta pela Justiça e que o eleitor deveria ter o direito de votar em quem quiser, mesmo que o candidato tivesse a ficha suja.

Até a última quarta-feira, cerca de 2.500 pedidos de impugnação de candidaturas haviam sido apresentados à Justiça Eleitoral - parte deles relacionados a restrições impostas pela Lei da Ficha Limpa. Em 2008, ministros do STF, por 9 votos a 2, manifestaram-se contra a possibilidade de barrar candidaturas sem que houvesse condenação irrecorrível. Na ementa do julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental o relator do caso, ministro Celso de Mello, deixou expressa a “impossibilidade constitucional” de estabelecer como causa de inelegibilidade uma condenação criminal ou por improbidade passível de recurso.

Alguns ministros deixaram claro que seria impossível barrar candidaturas apenas pela existência de denúncia ou condenação, mesmo que por órgão colegiado. Naquele caso, não havia lei específica que impedisse a candidatura dos chamados fichas suja. O que os ministros discutiam era se os juízes eleitorais poderiam, mesmo assim, barrar as candidaturas com base apenas nos princípios da probidade administrativa e da moralidade para exercício de mandato.

Um dos mais veementes críticos dessa tese foi o ministro Ricardo Lewandowski, que agora defende, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a aplicação da Lei da Ficha Limpa. Em seu voto, o ministro lembrou que, de 2006 a 2008, o Supremo acatou 25,2% dos recursos contra condenações em tribunais inferiores e deu ganho parcial a outros 3,3%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Gazeta do Povo

Bruno fala sobre desaparecimento de Eliza em voo do Rio para MGFantástico teve acesso a vídeo da transferência de Bruno após prisão. Na gravação, gole

Fantástico teve acesso a vídeo da transferência de Bruno após prisão. Na gravação, goleiro se diz chocado com o amigo Macarrão

18/07/2010 | 21:25 | G1/Globo.com atualizado em 18/07/2010 às 21:31

O goleiro Bruno falou sobre sua versão para o desaparecimento de Eliza Samudio durante o voo em que era transferido do Rio de Janeiro para Minas Gerais. O Fantástico teve acesso ao vídeo, que mostra as declarações do ex-jogador do Flamengo sobre o caso. Nas imagens, Bruno ri do relacionamento sexual que ele teve com a modelo e diz que ficou chocado com as atitudes tomadas pelo amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.

Na gravação, Bruno disse que ficou assustado quando viu o filho de Eliza com Macarrão e teria chamado a ex-mulher, Dayanne de Souza, para ajudaá-lo com o bebê. "O que é isso, o que está acontecendo? Aí, ele me disse que tinha dado um dinheiro para ela e que ela tinha deixado a criança com ele [Macarrão]". Depois da conversa informal durante o voo, o advogado do jogador o orientou a não falar mais sobre o ocorrido.

A declaração contraria as conclusões da Polícia Civil de Minas Gerais até agora e os depoimentos coletados na investigação.

No vídeo, ele tenta desqualificar Eliza. "Ela estava com quatro amigas. Eu e meus amigos. Nesse dia, ela ficou comigo e com meus amigos também. Só fiquei com ela uma vez, vinte minutos", disse o jogador no vídeo.

Nas imagens, ele relatou uma conversa com Eliza, dando sinais de que pretendia reconhecer a paternidade da criança. "Eliza, onde come um comem dois. Onde comem dois comem quatro. Se o filho for meu... Pra mim, era tranquilo."

Bruno contou que chegou a pensar em uma armação de Eliza. "Fiquei com medo. Ela já tinha armado contra mim no Rio de Janeiro", disse o jogador no vídeo.

Sobre o sumiço e as investigações que apontam para a execução de Eliza, ele disse que a polícia deve perguntar para o amigo Macarrão. "Não sei o que deu na cabeça dele [Macarrão]. Hoje, diante de todos os fatos que existem, é difícil acreditar nele. Estou chocado."

Fonte: Gazeta do Povo

Crescimento do PIB deve ser o maior em 24 anos

Antonio More/ Gazeta do Povo / Amaury Branco Belem: com  hiperinflação era difícil planejar o futuro Amaury Branco Belem: com hiperinflação era difícil planejar o futuro Macroeconomia

PIB tem retomada histórica

Retomada de investimentos, consumo em alta e inflação sob controle devem fazer país crescer 7,2% neste ano

Publicado em 19/07/2010 | Cristina Rios

A combinação de crédito e consumo em alta, retomada de investimentos depois da crise de 2008 e inflação sob controle prometem fazer com que o Brasil registre um dos cinco maiores índices de crescimento mundiais em 2010. Se confirmado, o aumento de 7,2% no Produto Interno Bruto (PIB) será o maior desde 1986, quando foi lançado o Plano Cruzado. Quase 60 milhões de pessoas – o equivalente à população de um país como a Itália – vão conhecer, pela a primeira vez, um avanço tão robusto da economia.

“É a primeira vez em que o Bra­­sil cresce nessa proporção com uma inflação de apenas um dígito”, diz Marcio Cruz, o professor de economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O Brasil de hoje é muito diferente do de 86. Na­­quela época, o país era assolado pelos efeitos da hiperinflação, que superava os 200% ao ano, responsável por comprometer a vida financeira de toda uma geração. O ano de 1986 ficou marcado pelo lançamento do Plano Cruzado, umas das tantas tentativas fracassadas da década de 80 de tentar domar o dragão da inflação. O plano, criado pelo então ministro da Fazenda Dilson Funaro combinou congelamento de preços, mudança da moeda de cruzeiro pra cruzado, e aumento real dos salários. O resultado foi uma forte onda de consumo, interrompida logo depois pelo fracasso do plano em conter a alta dos preços.

Freio - Risco está no déficit externo

Para economistas, a principal fragilidade do Brasil, que pode frear um desenvolvimento de longo prazo, é o déficit em transações correntes (o que o país compra e vende de produtos e serviços com o exterior). Para este ano, é esperado um déficit de US$ 50 bilhões e para o próximo, US$ 100 bilhões. Não há consenso se o déficit seria capaz de causar uma nova crise econômica em um cenário de escassez de recursos externos, mas a maioria diz que esse é um risco que precisa ser levado em consideração. “No passado esse déficit foi responsável por provocar várias crises econômicas. “É preciso lembrar que um dos motivos de o Brasil ter conseguido passar pela crise de 2008 foi o fato de ter reservas próprias e ter tido superávit em transações correntes em anos anteriores”, diz Marcio Cruz, professor da UFPR.

Passado marcado por filas e hiperinflação

Os anos de estabilidade parecem ter apagado da memória dos curitibanos os tempos de hiperinflação e a prática de estocar produtos. Nas ruas da cidade poucos se lembram do que aconteceu durante a implantação do Plano Cruzado, em 1986, durante o governo de José Sarney e muitos confundem a medida com outras implantadas no país – como o Cruzado Novo ou o Plano Real.

Leia a matéria completa

Um dos principais problemas foi o fato de o congelamento não ter permitido que os preços sujeitos à sazonalidade se ajustassem. Com o tabelamento abaixo dos custos de produção, as empresas deixaram de vender no mercado, levando ao aparecimento do ágio para compra de produtos escassos, como carne, leite e automóveis. Aliado a isso, a manutenção dos altos gastos do governo ajudou a afundar o plano, que foi seguido pela volta da hiperinflação. Em novembro daquele ano o governo lançou uma segunda versão, o Plano Cruzado 2, que foi um movimento de recuo em relação ao plano anterior e, a partir daí a inflação recrudesceu. Chegou a 363% ao ano em 1987.

Bola da vez

O Brasil de 2010, por outro lado, é considerado a “bola da vez”, de­­pois da crise, com bases macroeconômicas sólidas, amplo acesso ao mercado de capitais internacional e, principalmente, uma inflação baixa e estável, lem­­bra o professor José Luís Orei­­ro, professor da Universi­­dade de Brasília (UnB). A onda de consumo atual vem sendo pavimentada graças à oferta de crédito, aumento da renda, e ascensão de milhões de pessoas para a classe C. O consumo das famílias e o crescimento dos investimentos – que crescem a um ritmo três vezes maior do que a economia – vão puxar o PIB no ano.

Além da estabilidade na inflação, outra diferença entre os dois períodos é a sustentabilidade do crescimento. Logo depois de crescer 7,45% naquele ano, o Brasil afundou em uma crise de crédito que o levou a declarar moratória, dando início a um período de avanço magro. As dificuldades recorrentes fizeram os anos 80 serem considerados “a década perdida”. “Agora o Brasil tem a chance de crescer de maneira sustentável por pelo menos dois, três anos”, afirma Oreiro.

O crescimento brasileiro na história recente foi pautado pelo chamado “voo da galinha”, em que anos de crescimento são sucedidos por outros de menor avanço ou até mesmo desaceleração.

Economistas calculam que crescimento sustentável na casa dos 7% poderia levar o Brasil a aumentar em 5,5% a renda per capita ao ano, levando-se em conta o aumento populacional anual de 1,5% . “Trinta anos de crescimento dessa ordem levariam o Brasil a alcançar um PIB per capita equivalente hoje a um país como Estados Unidos”, calcula Marcio Cruz.

Apesar de forte, o avanço de agora ainda está longe das taxas registradas durante o “milagre econômico”, que vigorou na década de 70, quando o Brasil conseguiu crescer ao “ritmo chinês” – até 13% ao ano. Mas ao contrário do que ocorre agora, pouco desse avanço foi sentido na vida da po­­pulação. O período, em meio ao regime militar, ficou marcado por uma forte concentração de renda, aumento da pobreza e da desigualdade social.

Fonte: Gazeta do Povo

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