sexta-feira, maio 23, 2008

Câmara de Vereadores de Jeremoabo, órfã de pai e mãe!

Diante dos fatos desonrosos que vem acontecendo em Jeremoabo/Bahia, patrocinado por uma minoria de Vereadores na luta pelo poder, e pelas benesses da viúva, só me resta transcrever os dois tópicos abaixo, para não descobrir ainda mais o lamaçal ali existente, pois tá todo mundo é:




Esculhambação

por João Ubaldo Ribeiro

Tive de enfrentar um certo trauma de infância, para conseguir usar o título acima. Sou do tempo em que essa palavra era chula mesmo e, como diz o Houaiss, tabuísmo. Menino que a pronunciasse na frente de senhoras estava arriscado a ter a boca lavada com sabão. Agora se escreve e publica em jornal praticamente qualquer coisa e ela já faz parte do vocabulário cotidiano. Assim mesmo, sou obrigado a evitar os olhares de reprovação dos fantasmas de meu pai e meu avô, ambos eméritos xingadores de jornal, mas xingadores finos, que raspavam palavrões polissilábicos em textos barrocos e nunca escreveriam nada com o título que escolhi hoje.

Mas, honestamente, que outra palavra pode ser usada para a sensação que nos acomete, diante do que vem sucedendo no Brasil? Só esculhambação mesmo. Desgoverno também, mas desgoverno é pouco, esculhambação é mais plurívoca, mais conotativa, mais colorida. Acho que basta qualquer um ligar a tevê para ver o noticiário ou abrir o jornal e a sensação de esculhambação é avassaladora, nos engolfa por todos os lados.

.Observação; Onde tem Brasil, leia-se Câmara de Vereadores de Jeremoabo.

Diante de tamanha nulidade, tanta irresponsabilidade e humilhações, só nos resta ouvir ou meditar ás:

Palavras da Madre Teresa de Calcutá:

O mais belo dia? Hoje
O maior obstáculo? O medo
O maior erro? O desânimo
A raiz de todos os males? O egoísmo
A distração mais bela? O trabalho
A pior derrota? A tristeza
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
O que nos faz mais felizes? Ser útil aos outros
O maior mistério? A morte
Existe outro maior? A vida
O pior defeito? O mau humor
A pessoa mais perigosa? O mentiroso
O sentimento mais ruim? O rancor
O presente mais belo? O perdão
O lugar mais necessário? O lar
O caminho mais rápido? O caminho da retidão


Hoje a Câmara de vereadores de Jeremoabo, se encontar sem pai e sem mãe, pois o ex-Presidente foi destituido pela Justiça, e o atual se encotra foragido.

Governo exonera 1,7 mil servidores federais por corrupção

Agentes públicos, como diretores dos Correios e da Infraero, foram punidos após investigações da CGU

SÃO PAULO - O trabalho realizado pela Controladoria Geral da União (CGU) para combater a corrupção no governo resultou na expulsão de 1.711 funcionários do serviço público federal por envolvimento em práticas ilí-citas. O número foi apurado de 2003 a abril deste ano. Segundo o ministro Jorge Hage (Controladoria Geral), a punição foi aplicada a agentes públicos de diversos níveis, inclusive diretores, superintendentes e assessores de empresas estatais, auditores e fiscais da Receita e da Previdência. “Já se foi o tempo em que só os pequenos eram punidos”, disse.


Para combater a impunidade, em 2007 foi consolidado o processo de implantação do Sistema de Correição da Administração Pública Federal, que conta atualmente com uma unidade em cada Ministério e é coordenado pela CGU. A Controladoria Geral também lançou um programa de capacitação em processo disciplinar, que já treinou quase cinco mil servidores em todo o país desde 2003.


Jorge Hage explicou que entre as penalidades aplicadas aos que foram expulsos do serviço público estão 1.485 demissões; 127 destituições de cargo em comissão e 99 cassações de aposentadorias. “E não é só bagrinho não. É gente de nível alto, diretores dos Correios, da Infraero e até secretários de orçamento”, afirmou o ministro.


Hage ressaltou ainda que os números não revelam aumento na corrupção mas sim da investigação e do combate aos desvios de dinheiro público. “A maioria dos casos que temos descoberto e investigado em conjunto com a Polícia Federal são esquemas antigos de corrupção”, disse o ministro, ao lembrar que várias operações da PF começaram na década de 90 e só foram concluídas no a-tual governo. (Folhapress)


***


Projeto que cria CGE se arrasta na Assembléia


O projeto do Executivo que cria a Controladoria Geral do Estado (CGE) se arrasta desde o final de 2007 na Assembléia. Apesar de não ter recebido emendas de governistas nem oposicionistas, o projeto foi embargado em março, às vésperas de ser votado em plenário. Integrantes das bancadas do PMDB e do PR alegaram que a proposta deveria ser mais debatida na Casa.


De volta à Comissão de Finanças e Orçamento, começou a ser analisado por representantes da sociedade civil organizada. Além dos presidentes do Tribunal de Contas do Estado e dos Municípios, e da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Bahia, o ex-controlador geral da União, Waldir Pires, analisou o projeto.


Polêmica - Um dos pontos mais polêmicos que recaem sobre a matéria diz respeito à sua competência. Os deputados alegam que não há clareza quanto à sua atuação junto aos municípios, já que no Artigo 5º, o governo coloca como membro do Conselho de Prevenção e Combate à Corrupção um representante do TCM. “Esse é o ponto nevrálgico do projeto. O estado não deve ser o fiscalizador dos recursos dos municípios. E isso não está claro no projeto”, analisou o presidente da Comissão de Finanças, deputado Arthur Maia (PMDB).


Outro ponto que gera impasse é a criação de 42 cargos comissionados. Para Arthur Maia, essa contratação é inconstitucional. “Não há por que em uma estrutura técnica ter tantos cargos de comissão, quando na verdade tem que ser feito concurso público”, critica.


Competências - Uma das principais competências da Controladoria Geral do Estado é prevenir e combater a corrupção. Além disso, o órgão quer incentivar a transparência na administração pública e fomentar o controle social, como tratar com técnicas de inteligência as informações estratégicas, retroalimentando as ações de auditoria e fiscalização.


Segundo o parlamentar do PMDB, o projeto prevê ainda que a CGE vai ficar responsável por executar as atividades de auditoria sobre a gestão dos recursos públicos estaduais, sob a responsabilidade de órgãos e entidades públicos e privados.


Outra atribuição do novo órgão será fiscalizar e avaliar a execução dos programas de governo, do cumprimento de acordos, convênios e contratos firmados pelo estado quanto à execução das metas, dos objetivos estabelecidos e da sua correta execução orçamentária. A expectativa do líder do governo, deputado Waldenor Pereira (PT), é que a peça seja votada na Assembléia nas próximas duas semanas. (Da redação)


Fonte: Tribuna da Imprensa

Opinião - Falta governo no Planalto

Villas-Bôas Corrêa

No primeiro tempo do segundo mandato do presidente Lula, uma das gabolices dos improvisos e declarações de todos os dias era a afirmação categórica, com a ênfase das sentenças para a eternidade, que "a inflação acabou, não se fala mais em inflação".

Meses depois, na virada azarenta deste meado de ano, a velha, temida e odiada inflação assusta os sábios economistas e mostra as garras no desfile de índices assustadores: o IG-M deste maio atípico ameaça chegar a 1,80%, empurrando o acumulado de 12 meses para o buraco de 12%. O fantasma da inflação ronda os gabinetes do Palácio do Planalto, na dança das bruxas soltas.

O forró das feiticeiras entoa o refrão do caiporismo nos resultados da estatística fechada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que 40 milhões de jovens, quase metade da população brasileira entre 15 e 24 anos está desempregada. Do total, 12,5 milhões não concluíram o curso fundamental e 1,4 milhão forma o bloco dos analfabetos. O desemprego da faixa pesquisada é 3,5 maior entre adultos com mais de 24 anos e a proporção dispara para os quintos do inferno, saltando de 2,8 em 1990 para 2,9 em 1995.

No Congresso, a maioria montada com os métodos aperfeiçoados na era lulista do mensalão para a compra do passe de oposicionistas disponíveis no mercado, do caixa 2 para o financiamento das muitas campanhas, das ambulâncias superfaturadas e demais habilidades do governo recordistas em CPIs que não deram em nada, a bagunça baixou à sarjeta do cinismo.

Como não há dinheiro que chegue para a gastança oficial e o governo não preza a palavra empenhada, arma-se a arapuca para ressuscitar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) mais conhecida na intimidade como o imposto do cheque – que Lula e o PT sempre malsinaram nos tempos de oposição, desde a Constituinte.

Mas com dengues de comover, o governo não quer se expor em público em trajes menores, participando da manobra. E o fandango vai sendo tocado com o presidente lavando as mãos e os deputados metendo os gadanhos no acordo para ressuscitar o imposto do cheque com a alíquota de 0,1 % para acudir a saúde, exposta na indigência das filas do SUS, com velhos, crianças, grávidas varando a madrugada para mendigar uma vaga nos hospitais e postos de saúde superlotados.

Ora, dinheiro não falta; o que falta é governo. E esta é uma evidência que se denuncia na sucessão de lambanças de cada dia.

O escândalo do vazamento do dossiê dos gastos com o cartão corporativo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua esposa, dona Ruth, dá cambalhotas na CPI na gandaia do despudor. O ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires credenciou-se a ganhar o troféu de tartufo do ano com a versão retificada da sua participação na trama para a entrega do banco de dados ao assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Fernandes. Tudo não passou de um erro de digitação. Explica: "Minha intenção era apenas anexar o arquivo "hoje". Se anexei a planilha "excel" ( a do dossiê) não houve dolo ou má fé, foi por descuido, erro humano".

Para quem usa o computador com um mínimo de facilidade a desculpa é um escárnio.

O presidente Lula necessita trocar algumas peças do seu gabinete. Antes que a ministra-candidata Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil seja convocada pela CPI dos Cartões para explicar o desvio do dossiê, com a lista dos envolvidos chegando à porta do seu gabinete.

Fonte: JB Online

Leandro Mazzini Imbassahy vai às portas da prefeitura

O PSDB baiano , num acordo muito bem costurado com o PRB – ligado à Igreja Universal e à TV Record – levou o candidato tucano em Salvador, Antonio Imbassahy, às portas do Palácio Thomé de Souza, a sede da prefeitura. Esse acarajé com cheiro de vitória cantada foi servido ontem, mas era cozinhado desde a semana passada.

O caso é que o líder nas pesquisas, o radialista Raimundo Varella (PRB), declinou do projeto por três motivos. Não tem experiência política; encontrou resistências para uma coalizão – uma peculiaridade do PRB enquanto ligado à Universal – e teria pouco tempo de TV; e, um motivo pessoal mas decisivo, Varella vive uma delicada situação de saúde. Conforme adiantou a coluna, não restaria saída para o PRB senão rifar a candidatura. Viram a saída honrosa com vice de Imbassahy, ex-prefeito em segundo nas pesquisas e aliado do governador Jaques Wagner (PT) no plano estadual. A chapa isola ACM Neto, do DEM, que surge em terceiro, e o futuro candidato do PT, Walter Pinheiro.

Fonte: JB ONLINE

Só a reforma ampla resolverá

BRASÍLIA - Uns entendem que uma Kombi bastaria. Outros sustentam a necessidade de um ônibus. Tanto faz, mas deveria o presidente Lula, no mais breve espaço de tempo possível, colocar num desses veículos todos os ministros hoje em litígio, uns contra outros, determinando ao motorista, que poderia ser a ministra Dilma Rousseff, não desembarcar ninguém antes que chegassem a um entendimento. Quantas voltas dariam em todo o território nacional o ônibus ou a Kombi mesmo obrigado a trafegar em rodovias esburacadas?

Mangabeira Unger, do Futuro, Carlos Minc, do Meio Ambiente, Reinhold Stephanes, da Agricultura, Márcio Fortes, das Cidades, Nelson Jobim, da Defesa, Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, Guido Mantega, da Fazenda, Henrique Meirelles, do Banco Central, Tarso Genro, da Justiça, Edison Lobão, das Minas e Energia, Paulo Bernardo, do Planejamento, José Temporão, da Saúde, Miguel Jorge, do Desenvolvimento Industrial, e Alfredo Nascimento, dos Transportes, são todos fortes candidatos a passageiros. Como falam línguas diversas, poderia ser providenciada uma tradução simultânea, mas como em conflitos assim sempre prevalece a linguagem universal dos gestos e dos palavrões, não haveria perigo.

Falta espaço, aqui, para cotejarmos os temas que, apenas de quinze dias para cá, colocam o ministério em conflito, ou melhor, em conflitos diversos, entrelaçados.

O importante a registrar é que o presidente Lula dá de ombros diante desses entreveros, ainda que não os resolva, ou seja, jamais deu ganho de causa a qualquer um de seus auxiliares. Estimula todos, quando nas conversas em separado, ignora os embates, quando em reuniões conjuntas.

Não vamos cometer o exagero de supor o chefe do governo praticando a arte de dividir para reinar, até porque, todos os ministros são demissíveis por uma simples canetada. Mas é quase isso, na medida em que a essa administração falta um mínimo de unidade. O próprio presidente funciona como um singular amálgama, daqueles que cola em público e separam em particular.

O clima só tende a piorar, daqui para frente, e não se trata apenas de divergências em torno do meio ambiente e da agricultura. Cada projeto, cada proposta de um determinado auxiliar começa feito aquele lusitano foguete interestelar que, ao ser lançado, engastalhou no coqueiro.

Imaginou-se que o Programa de Aceleração do Crescimento servisse para superar a confusão, tendo o presidente Lula reunido planos e propostas de todos os ministérios num único pacote, que chamou à própria colação. Não deu certo, porque os personagens continuam os mesmos, ou quase.

Agora, oportunidade melhor não há para uma reformulação completa no ministério, com a escolha dos melhores em cada setor, independentemente de origens partidárias, amizades sindicais, pressões políticas e tudo o mais. Seria a forma de se completar o segundo mandato com a seleção ideal, quaisquer que sejam seus craques. O diabo é que o tempo se escoa. Será sempre bom lembrar que um de seus antecessores, Fernando Collor de Mello, optou por essa saída, mas atrasado.

Formou o maior ministério de toda a História da República quando a crise já se alastrava. De Célio Borja a Hélio Jaguaribe, do dr. Jatene a José Goldemberg, de Jarbas Passarinho a Marcílio Marques Moreira, com o pedido de perdão aos demais, igualmente brilhantes, jamais se viu conjunto tão preparado para tirar o Brasil da crise. Desafortunadamente, não houve mais tempo. Por enquanto, ainda há.

A necessidade de virar o jogo
Encontram-se, no passado, os melhores exemplos para balizar o futuro. O presidente Lula inscreve-se no rol dos governantes com maior popularidade em toda a crônica da República. Perde apenas para Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, mesmo assim, no olho mecânico. Deveria, no entanto, prestar atenção no que aconteceu aos dois antecessores.

Vargas reuniu tantos adversários em torno dele, certamente por suas qualidades e não por seus defeitos, enquanto JK descuidou-se do que acontecia ao seu redor, tão certo estava do retorno. Não retornou, um, e acabou deposto, o outro. Torna-se sempre necessário saber o que fazer com a popularidade. Deixá-la guardada no armário nunca deu certo.

Cabeça dura
No ninho nacional dos tucanos, aqui em Brasília começa a crescer a impressão de que está na hora de o governador José Serra ceder. Porque poderá, com muito esforço, levar o PSDB paulistano a apoiar Gilberto Kassab para a prefeitura, afastando Geraldo Alckmin. O problema é que se ganha na costura, perde na venda do produto. Alckmin tem condições de bater Marta Suplicy. Kassab, dificilmente. Valeria a pena rachar o partido e perder a eleição ou engolir um sapo monumental, mas preservar sua unidade e, ainda por cima, eleger o novo prefeito?
Fonte: Tribuna da Imprensa

Roraima: governo pede "solução jurídica"

BRASÍLIA - Emissários do Planalto e do Ministério da Justiça estão procurando os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e pedindo uma solução jurídica "que não configure uma vitória política dos arrozeiros sobre os índios". O governo defende a manutenção da demarcação, no formato continuo e no tamanho (1,7 milhão de hectares), mas está centrando sua argumentação no fato de que os pequenos agricultores deixaram a reserva, e "só os grandes fazendeiros mantiveram a postura de confrontar os índios".

Na prática, o que o governo quer é que, seja qual for a decisão do Supremo sobre o tamanho e o formato, os ministros decidam, também, que os arrozeiros devem deixar a área demarcada. O Planalto vai considerar uma vitória se a decisão do STF for na linha de não permitir o compartilhamento da terra da reserva, mesmo que "em ilhas", entre arrozeiros e índios.

"É o trunfo que teremos para acalmar os índios", disse um assessor do presidente Lula, pedindo anonimato sob o argumento de que o assunto está oficialmente sendo coordenado pela Advocacia Geral da União (AGU).

Depois da demissão da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e da violência da líder caiapó, a índia Tuíra, que, no início da semana, agrediu com um facão o engenheiro Paulo Fernando de Souza, da Eletrobrás, o governo avalia que precisa de "uma sentença que não aprofunde o conflito em Roraima".

Questionamentos
A agressão dos caiapós aconteceu durante uma audiência pública em Altamira (PA) para explicar às populações indígenas como será construída a usina de Belo Monte, no rio Xingu. A reserva Raposa Serra do Sol fica no Norte de Roraima, fazendo fronteira com a Guiana e a Venezuela.

Há questionamentos, no STF, sobre o tamanho da reserva e a forma contínua. Alguns setores do próprio governo, como as Forças Armadas, defendem que as etnias ganhem pedaços de terra, as tais "ilhas", em vez de um espaço que configura um território dentro do Estado de Roraima.

Os militares também defendem que os 150 quilômetros da área que corre junto à fronteira fiquem de fora da reserva, seja ela contínua ou em ilhas. O Supremo deve julgar os recursos sobre a reserva dentro de algumas semanas. O ministro-relator do processo é Carlos Ayres Britto.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Operação Gabiru: TRF aceita denúncia contra oito prefeitos

MACEIÓ - O Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, com sede em Recife (PE), aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra oito prefeitos alagoanos, acusados de desvio de recursos federais destinados à compra de merenda escolar. Os prefeitos foram denunciados com base na investigação feita pela Polícia Federal, durante a Operação Gabiru, em maio de 2005. Eles são acusados do desvio de cerca de R$ 1,8 milhão em verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundef), lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Os denunciados foram os prefeitos de Matriz do Camaragibe, Marcos Paulo (que renunciou recentemente); Igreja Nova, Neiwton Silva; São Luiz do Quitunde, Cícero Cavalcante; São José da Laje, Paulo Roberto Pereira, o Neno; Porto Calvo, Carlos Eurico Beltrão, o Kaíka; Marechal Deodoro, Danilo Dâmaso; Feira Grande, Fábio Lira; e Canapi, José Hermes.

Apenas o deputado estadual Cícero Amélio (PMN) teve denúncia negada pelo TRF, mas foi indiciado pela PF na Operação Taturana, que investiga o desvio de R$ 280 milhões da Assembléia Legislativa de Alagoas. Após o indiciamento, Amélio foi afastado do legislativo por determinação da Justiça. Os demais denunciados na Operação Gabiru ainda podem recorrer da decisão do TRF.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Maluf é multado pelas Justiças da Suíça e Jersey

GENEBRA - O deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi obrigado a pagar US$ 20 mil à Justiça da Suíça e 320 mil libras esterlinas à Justiça da Ilha de Jersey por ter tentado, sem sucesso, bloquear o envio de seus extratos bancários ao Brasil. Desde 2006, Maluf iniciou uma série de disputas legais nos dois paraísos fiscais para tentar impedir que os documentos fossem liberados para promotores estaduais e procuradores federais brasileiros.

Apesar de insistir que nunca teve contas na Suíça ou em Jersey, versão que mantém até hoje, Maluf foi condenado a pagar penas impostas pelos tribunais dessas duas praças financeiras. Só na Suíça, o Tribunal Federal confirmou que US$ 20 mil foram cobrados do ex-prefeito de São Paulo (1993-1996).

Isso diante de três processos que iniciou, e perdeu, para tentar impedir a abertura de seu dossiê. O Ministério Público paulista sustenta, em ação civil de improbidade, que Maluf movimentou US$ 446 milhões em instituições financeiras de Genebra.

Em Jersey, para onde ele teria transferido parte desse dinheiro, a Corte Real confirmou que o ex-prefeito entrou com uma série de ações para impedir o envio dos documentos às autoridades brasileiras. Perdeu todas as demandas. No total, Maluf e suas empresas abriram nove casos contra o Ministério Público de Jersey entre 2006 e 2007.

Tracy Fitzgerald, representante da Corte, não divulgou o valor da conta de Maluf com o tribunal. "Mas de fato há o pagamento", afirmou. No Brasil, fontes da Justiça apontam que o valor pago por Maluf alcança 320 mil libras (cerca de US$ 630 mil), a título de sucumbência - cobertura de despesas da outra parte nas ações.

"Evidência"
A Justiça da Ilha, em documento de 2007, concluiu que "há evidência de que um ou mais membros da família Maluf são culpados de fraude contra a prefeitura (de São Paulo) e há suspeitas suficientes de que o dinheiro dessa fraude passou por contas na Suíça e, de lá, para contas em companhias em Jersey".

Tanto o Citibank como o Deutsche Bank, instituições que manteriam contas de Maluf, foram notificados dessa decisão e não tiveram outra saída senão abrir seus arquivos. A Procuradoria do paraíso fiscal confirmou que o dinheiro já está bloqueado.

"Há evidências de que o sr. Maluf e outros cometeram fraude, de que a Prefeitura de São Paulo foi fraudada em grandes montantes, de que uma proporção substancial do dinheiro foi pago à Suíça e a outros lugares fora do Brasil e de que uma parte desses recursos chegou até contas de companhias em Jersey", afirma o documento da Corte Real de Jersey.

O relatório recomenda: "A Prefeitura de São Paulo precisa descobrir onde estão os recursos em que foi fraudada". Quinta-feira, por meio de sua assessoria, Maluf, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, reiterou declaração que adotou desde o início do caso Jersey, em 2001: "Maluf nunca teve contas no exterior". O advogado Maurício Leite, que o defende, disse que só se manifestará quando tomar ciência da decisão.
Fonte: Tribuna da Imprensa

quinta-feira, maio 22, 2008

QUEM GANHOU E QUEM PERDEU COM A BAGUNÇA DA CÂMARA DE VEREADORES DE JEREMOABO


Por: J. Montalvão



Agora a Câmara de Vereadores de Jeremoabo/Bahia, chegou ao pico da irresponsabilidade, e a coisa está tão preta que ficou indiretamente sob a intervenção da Justiça e da Polícia.

A que ponto chegou às instituições e os políticos “representantes” do povo jeremoabenses.

Quando digo que está praticamente sob intervenção é o mínimo que poderemos informar. Vemos uma Câmara capenga e acéfala sem Presidente.

Antes existia um presidente provisório ou um depositário como dizia o vereador Carlos Dentista.

Fica aqui a pergunta: depositário de quem? Será que o Vereador considera seus colegas como “coisa” ou “bens” para precisar de depositário? Se assim ele entende, quem somos nós para desmentir?

O comentário generalizado aqui na cidade de Jeremoabo, é que foi decretada a Prisão do Presidente por desobediência a ordem judicial, ficando assim um dos poderes do município, capenga e acéfalo, pois o presidente desapareceu, e com certeza não aparecerá enquanto não sanar sua situação perante a Justiça.

Nessa briga pelo poder, e pelo cascalho da viúva paga o justo pelo pecador, pois nem todos vereadores se encaminharam por tamanha irresponsabilidade e desmoralização para a nossa Jeremoabo, porque queiram ou não isso não passa de falta de competência, irresponsabilidade e falta de respeito ao eleitor.

A verdade deve ser dita, se o Carlos Dentista não atropela a Lei, e procura a todo custo permanecer na Presidência, nada disso teria acontecido, pois com os presidentes que ali passaram, houve irregularidades, porém, nunca de tamanha profundidade e dimensão.

Só espero que o eleitor tome esse desrespeito como exemplo, e nas próximas eleições não venda o seu voto, a sua consciência e a sua personalidade, e vote em quem defende os interesses da população e tem ideal, porque de mercenários e aventureiros nada de bom se espera.

A IGREJA EM JEREMOABO.



A Igreja católica foi marcante na formação dos povos. Tendo como seu centro a Europa, exatamente em Roma, no estado do Vaticano, se expandiu especialmente na época do mercantilismo, a partir da colonização dos países da América e da África. Na descoberta do Brasil pelos colonizadores portugueses, a Igreja fincou o seu pé entre nós, contribuindo para a nossa formação sócio-cultural, especialmente na área da Educação.

Em Jeremoabo não foi diferente. Em nossa história recente e ainda um pouco recente, tivemos o Pe. Magalhães, português de origem, que teve um papel marcante na formação da juventude. Todos de minha geração lembram dele, especialmente no catequismo dos domingos.

Depois do Monsenhor Magalhães, por décadas, a nossa Igreja foi dirigida pelo Monsenhor Francisco, hoje padecendo dos males da velhice. Marcou também muito profundamente Jeremoabo. Com o Monsenhor, eu, Tita, Rui, Luda e outros, estivemos como coroinha.

Dele, conto uma estória. No início de minha juventude, freqüentando o Colégio São João Batista, hoje Colégio Municipal São João Batista, do qual fui um dos alunos fundadores, comecei a fumar cigarros. Na época era moda. Como meu pai, João Montalvão que nunca fumara e odiava cigarros, me mantinha com rédeas curtas no dinheiro. Naquela época, década de 1960, não havia mesada. Sem dinheiro, depois do jantar ia eu, Tita meu irmão, Luda e quando de férias, os primos Avelar, Walter e outros que aparecessem, fazia uma visita quase diária e sempre depois do jantar ao Monsenhor. A visita diária escondia os fins, fumar. Monsenhor Francisco fumante inveterado nos oferecia cigarros, Minister. Moral da história. Cada rodada ia embora uma carteira de cigarros.

Vamos ao que interessa. Jeremoabo sempre foi uma sociedade fechada e era tão fechada que Escola de 1º Grau existia apenas uma na cidade, o Grupo Escolar Duque de Caxias, hoje Escolas Reunidas Cel. João Sá. Escola para a elite, para alguns poucos. Na política, a história era a mesma. O controle era exercido pelo Cel. João Sá, primo carnal de meu avô, Manoel Martins de Sá, primeiro Prefeito da cidade (não era coronel).

Como Jeremoabo tinha uma sociedade fechada e altamente conservadora, a Igreja católica também era fechada, conservadora e assim se manteve até agora. Monsenhor Francisco era avesso aos fogos de São João. Com o passar dos tempos, em face da expansão dos meios de comunicação e o avanço das Igrejas Pentecostais, a Igreja Católica perdeu fieis, se encolheu, olhando para o próprio umbigo, sem capacidade de enxergar que a caravana do tempo passava. Era uma Igreja muito distante da Igreja de Dom Helder Câmara e outros mais.

Exceto alguns avanços, como a criação dos Vicentinos e o trabalho de algumas freiras, a Igreja não se voltava para o povo, pagando um alto preço. Ainda com monsenhor Francisco e depois dele, entrava Padre e saia Padre e nada mudava. Felizmente a Igreja mudou e mudou para melhor. Chegou o Pe. Ramos. Um bom pregador e pessoa espetacular. O conheci por intermédio do meu colega Dr. Luiz Netos, neto da Pisante.

Pe. Ramos é um tanto temperamental pela sua própria maneira de ser. Não sabe ficar parado. Não se alheia aos fatos e tem uma opção ímpar pelos pobres. Também tem isso, pela sua própria independência, tem uma língua apimentada, não poupa ninguém. Os políticos locais que o digam. Se entender que está havendo omissão por parte de quem quer que seja, nos sermões dos domingos, o cancão pia.

Ramos na se resguardou em ficar no altar esperando fiéis. Foi para as ruas, ao encontro do povo. Na missa de Natal, da passagem de ano e na 4ª feira de cinzas, retirou a missa da parte interna e colocou na parte externa, em missa campal. A praça ficou lotada. Bom sinal dos tempos. Recuperou, ainda que parcialmente, a Igreja Matriz e partiu para um projeto ousado, construir ou refomar para alcançar um 36 Templos (Igrejas ou Capelas com capacidade para reunir pessoas) em todo Município.

Dir-se-á que a Igreja de Jeremoabo agora tem seu próprio rumo e identidade, desapegada do Poder e altamente solidária. Porquanto tenha causado impacto para alguns suas primeiras medidas, carreou em razão delas muito mais pessoas para a Igreja. O que Ramos tem de muito positivo, é o sentimento de solidariedade. A família que tenha ele perto de si não se sentirá só.

Como as novenas de São João se aproximam, é tempo de lembrar que a pintura da Igreja Matriz ainda pende de ultimação na parte superior. Por outro lado, como a Igreja se abriu e sua opção, embora aberta a todos, é pelos pobres, é muito importante manter os serviços prestados. O dízimo, uma pequena parcela mensal de dinheiro, seja qual for o valor, será importante para dar sustentação ao trabalho de Ramos. Enfim, no Jeremoabo de todas as mazelas, o que mais se precisa é de fé.

Em tempo. Em fevereiro me obriguei no dízimo, me reservo ao valor. Não é que me atrasei pagamento e eu acho que Deus já me puniu. Na próxima viagem a Jere irei procurar Ramos e saldar com minha obrigação de pagar.

Paulo Afonso, 21 do mês de Maria de 2008.

Fernando Montalvão.
www.montalvao.adv.br

MONTALVÃO. Fernando. A IGREJA EM JEREMOABO. Montalvão Advogados Associados. Paulo Afonso-BA, 21 de maio de 2008. Disponível em: http://www.montalvao.adv.br/plexus/artigos_temas_gerais.asp

Presidir com omissão e desobediência não combinam


Por: J. Montalvão


O atual Presidente da Câmara de Vereadores de Jeremoabo, ao assumir aquela casa desacreditada e no fundo do poço, tinha tudo para permanecer até o final do seu mandato e sair como um bom comandante, todavia, pagou caro por ser omisso e jogar para baixo do tapete as falcatruas ali encontradas, preferindo o corporativismo.

Desde o começo eu sempre alertava através deste Blog: quem não faz gol leva, houve várias oportunidades de golear não teve coragem, pagou caro.

Contou com o apoio da população que estava cheia de apreciar baixaria e briguinhas, disse me disse, e nada de produtividade em prol da comunidade, no entanto, acobertou as coisas erradas do seu inimigo político e opositor (vinte e quatro horas por dia), e terminou pagando um preço muito caro, pois a coisa pública cedo ou tarde alguém prestará conta.

Se der bobeira irá se hospedar por algum tempo num dos apartamentos cinco estrelas da rua Duque de Caxias.

Que sirva de exemplo para os que estão com muita cede para ir ao poço, pois quem não sabe rezar sempre termina xingando a Deus.

Vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos para maiores informações e detalhes.

Entenda o projeto sobre guarda compartilhada

Da Redação, com informações do G1

A Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (20), projeto de lei que prevê a guarda compartilhada de filhos de casais divorciados, de uniões estáveis ou de relações eventuais. Para esclarecer o que muda na relação entre pais e filhos com essa lei, que aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a deputada Cida Diogo, relatora do projeto falou sobre o assunto.

De acordo com a deputada, a opção pela guarda compartilhada será preferencial a partir da aprovação da lei. O juiz, neste caso, assume o papel de mediador na relação entre o casal a fim de favorecer o bem-estar da criança. “O juiz deve tentar trabalhar com o casal um acordo no qual, mesmo que a criança more na casa do pai ou da mãe, o outro possa visitar livremente e participar do convívio dessa criança, o que é muito importante”, afirma Cida.

Com a guarda unilateral, que é atualmente a mais comum no Brasil, aquele que fica com a criança é o responsável por tomar todas as decisões referentes a sua educação e dia-a-dia. A guarda compartilhada, no entanto, prevê a participação de ambos os pais em todas as decisões sobre a vida da criança.

“A guarda compartilhada prevê que o pai e a mãe decidam juntos a melhor escola para o filho, que os dois acompanhem as notas da criança e que as visitações não fiquem presas a datas e horários preestabelecidos, mas que aconteça de forma natural, de acordo com a saudade que o filho tem dos pais e vice-versa”, explica.

Mudanças - Para a deputada, a aprovação da lei deve trazer mudanças no comportamento e na cultura do país. “Acho que será um passo importante para que se mudem alguns valores, como o que é ser pai e o que é ser mãe. Essa lei deve trazer mais reflexão e fazer com que o processo de amadurecimento em separações avance”, afirma.

Já para o advogado Pedro Lessi, especialista em Direito de Família, a lei não muda nada na prática. “A Lei do Divórcio não fala expressamente sobre a guarda compartilhada, mas deixa bem claro que o que os cônjuges acordarem sobre a guarda será feito, ou seja, se acordassem que ela fosse compartilhada, ao juiz só caberia a sua homologação”, afirma.

No caso das determinações em torno do pagamento da pensão alimentícia, de acordo com Cida, os valores, bem como quem será o responsável por seu pagamento, serão definidos com base nas necessidades da criança e nas condições dos pais. “Essa é uma decisão que não deve depender de com quem a criança vai ficar, mas, mais uma vez, deve prevalecer o bem-estar da criança e o diálogo e acordo entre os pais”, diz.

Lessi, no entanto, acredita que a lei pode ser um artifício para novos problemas com relação à pensão. “Imagine você um pingue-pongue, um jogo de leva e traz onde o filho, que é a parte mais importante de tudo, é usado como chantagem, como cabide de emprego, como meio para se conseguir uma pensão alimentícia que muitas vezes não se precisa”, diz.

Em outros países a lei da guarda compartilhada já existe. No Brasil, apesar de não ser ainda um direito previsto em lei, alguns juízes já trabalham com esse propósito por iniciativa própria.

Tipos de guarda - Atualmente, além da guarda compartilhada, existem outros três tipos de guarda: a guarda alternada, a guarda dividida e o aninhamento.

Guarda alternada: caracteriza-se pela possibilidade de cada um dos pais deter a guarda do filho alternadamente, segundo um ritmo de tempo que pode ser um ano, um mês, uma semana ou qualquer outro período acordado. Durante esse período, o responsável pela guarda detém de forma exclusiva os “poderes” e deveres com relação à criança. No término do período, os papéis invertem-se.

Guarda dividida: Apresenta-se quando o filho, menor de idade, vive em um lar fixo e recebe a visita periódica do pai ou da mãe que não tem a guarda.

Aninhamento: É um tipo de guarda raro, no qual os pais se revezam mudando-se para a casa onde vivem as crianças em períodos alternados de tempo.

Guarda compartilhada: Refere-se a um tipo de guarda onde os pais e mães dividem a responsabilidade legal sobre os filhos ao mesmo tempo e compartilham as obrigações pelas decisões importantes relativas à criança.

Fonte: iBahia

Raio Laser

Tribuna da Bahia e equipe


Alianças


Depois da aliança celebrada entre o PMDB e o PTB pela qual o renomado tributarista Edvaldo Brito se tornou candidato a vice na chapa do prefeito João Henrique, o lance mais importante da sucessão em Salvador é possível acordo entre Antonio Imba ssahy, do PSDB, e Raimundo Varela, do PRB.


Chapa


Imbassahy e Varela viajaram ontem para São Paulo a fim de dar prosseguimento às tratativas iniciadas na segunda-feira à noite em Salvador entre articuladores tucanos e o PRB a fim de formalizar uma aliança, tendo o primeiro como cabeça-de-chapa e o apresentador da Record como candidato a vice.


Muito atrás


Enquanto PMDB e PTB e PSDB e PRB entram em entendimento com vistas à sucessão municipal, quem vai ficando muito para trás é o PT, que ainda faz neste domingo suas prévias para a escolha do candidato oficial entre Nelson Pelegrino e Walter Pinheiro sob clima de guerra fratricida.


Debate


Tem tudo para pegar fogo o debate entre Nelson Pelegrino e Walter Pinheiro, marcado para esta sexta-feira, na Faculdade de Arquitetura da UFBa, às 19h. O evento estava previsto para o Espaço Cultural da Câmara Municipal, mas teve que ser mudado por mudança na pauta do cada v ez mais disputado espaço.


Concursados da pm


A deputada Maria Luiza Laudano (PTdoB), da base governista na Assembléia Legislativa, discordou da posição da Polícia Militar de excluir candidatos aprovados em concurso porque passaram dos 30 anos, embora, na época da inscrição, não tivessem ainda atingido essa idade. “É inaceitável que uma pessoa a partir de 30 anos esteja inapta a exercer a função de policial”, argumentou a parlamentar, em reunião da Comissão dos Direitos da Mulher que discutiu o Pronasci – Programa Nacional d e Segurança Pública com Cidadania.


Aleluia de novo


Auxiliar da ministra Dilma Rousseff, José Aparecido diz que não sabia que tinha passado o dossiê forjado na Casa Civil para André Fernandes, assessor do senador oposiconista Álvaro Dias (PSDB-PR). - É a escolinha do cappo Lula. A única do planeta em que o aluno entra e sai sem saber de nada, ironiza o vice-presidente do Democratas, depu tado José Carlos Aleluia (BA)


Denúncia


O deputado Tarcízio Pimenta (DEM), denunciou ontem, no plenário da Assembléia, a grave crise por que passa a Segurança Pública em Feira de Santana. Por determinação da Vara da Fazenda Pública do município, acatando solicitação do Ministério Público, as cadeias do Complexo de Delegacias não podem mais receber presos. Isso porque, a delegacia local tem capacidade para 35 presos e atualmente abriga 94. Caso os delegados efetuassem qualquer prisão extra, eles poderiam responder judicialmente, pois estariam desrespeitando decisão judicial de não colocar nas celas superlotadas um único preso sequer, bem como a Segurança Pública pagaria multa de R$2 mil por cada excedente. De acordo com Pimenta, as multas já chegam a R$20 mil. Além disso, os delegados continuam registrando autos de flagrante.


Ações


O vice-líder da Oposição, deputado Paulo Azi (PFL), destacou ontem os do PT quando fazia oposição ao governo do PFL - hoje Democratas - votando contra os projetos de incentivos fiscais que eram encaminhados à Assembléia. “Hoje, vemos o secretário da Fazenda, Carlos Martins comemorando a implantação de um programa que nada mais faz do que dar incentivos fiscais a grandes grupos econômicos. Não vamos discutir a importância destes incentivos a estes grandes grupos, mas a demora para o governo Wagner criar um programa que é uma cópia daquilo que se fazia no governo passado. Passou o ano de 2007 inteiro de braços cruzados a espera da Reforma Tributária que não v eio e perdeu tempo”, disse.


Apoio


O Partido Trabalhista Nacional (PTN) realiza na sexta-feira, às 18h, no auditório da Associação Baiana de Supermercados (Abase - Rua Gilberto Amado, 276, Jardim armação, atrás do supermercado Bompreço) ato em que confirmará o apoio da legenda à pré-candidatura do deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto, do Democratas. “Era uma tendência natural o PTN firmar este apoio ao candidato do Democratas, uma vez que o partido já atua junto com o partido na Assembléia Legislativa, integrando a bancada de Oposição, e na Câmara Municipal, ficando também no bloco da Minoria. O PTN é um partido relativamente novo, que está se estruturando, que tem suas propostas também e que devem ser incorporadas ao programa de governo do pré-candidato democrata”, afirmou o deputado estadual João Carlos Bacelar, presidente estadual do PTN.


Sem convite


Em entrevista ao vivo, à Rádio Clube de Valença, o deputado Walter Pinheiro estranhou não ter recebido ao menos um convite do prefeito do município para inauguração da praça, que saiu graças a uma emenda de sua autoria no valor de R$ 500 mil. “Não quero criar nenhuma celeuma, mas poderia ter sido convidado; continuarei ajudando Valença, pois minha obrigação é com a cidadã e o cidadão”, afirmou o parlamentar, que também destinou R$ 1,7 milhão para o matadouro do município.


PSB


Eleger o maior número possível de prefeitos e vereadores além de reeleger os atuais 11 prefeitos, é a principal tarefa do PSB após a realização do Congresso, realizada no último sábado. O partido vai lançar candidatura própria em mais de 80 municípios e mais de mil candidatos a vereador. A idéia da nova Executiva é de que os candidatos a vereador utilizem a campanha de filiação partidária que está em curso, para motivar o debate político nos municípios


Distanciamento


Surpreendeu a comunidade jurídica o fato de o Ministério Público ter convidado a figura política mais importante do Estado, o governador Jaques Wagner, para proferir a aula inaugural de um curso que está lançando em convênio com a PM sobre segurança. Até entre procuradores, a iniciativa foi encarada como mais político do que a devida a um órgão com o Ministério Público.


CGE I


O ex-governador da Bahia e ex-controlador geral da União, Waldir Pires, comparece hoje,às 10 horas, na Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Arthur Maia (PMDB), para expor sua experiência à frente da Controladoria Geral da União - CGU, uma vez que o colegiado vem discutindo o projeto de lei que cria a Controladoria Geral do Estado - CGE que deverá ser votado no plenário nas próximas semanas.


CGE II


Já debateram o assunto na Comissão a Auditoria Geral do Estado - AGE, Ministério Público, OAB, TCE e TCM e todos propuseram várias alterações ao projeto enviado pelo governo do Estado. De acordo com o deputado Arthur Maia tudo será devidamente encaminhado ao relator do projeto, ainda não definido, pa ra que todas as sugestões sejam analisadas.


Parcial


A assinatura de Rui Costa no manifesto preparado por Walter Pinheiro para demonstrar que conta com prestígio na cúpula do PT baiano mereceu resposta de Edísio Nunes, ex-candidato a presidente do PT de Salvador e aliado de Nelson Pelegrino: “Como coordenador político do governo, ele deveria trabalhar na construção do consenso até o último momento e não manifestar opção”, disse à coluna Nunes.


Cadê?


Petistas graduados sentiram falta da rubrica do secretário estadual Carlos Martins (Fazenda) e do líder do PT na Assembléia, Paulo Rangel, dois pesos pesados do governo, no manifesto de apoio que Walter Pinheiro fez distribuir ontem como demonstração de seu favoritismo na cúpula petista.


Fonte: Tribuna da Bahia

Sucessão esquenta: Varela será vice de Imbassahy

A informação de que as decisões na sucessão municipal de Salvador andam a passos largos se confirmaram ontem no inicio da noite com o anúncio da aliança entre o apresentador Raimundo Varela (PRB) e o ex-prefeito Antônio Imbassahy (PSDB). Notícias veiculadas na imprensa local e vindas do Sudeste davam conta de que Varela teria viajado para São Paulo com Imbassahy e o deputado Marcelo Nilo, presidente da Assembléia Legislativa, para se reunir com a cúpula da Rede Record e o PRB para definir o acerto da aliança. O provável substituto de Varela na apresentação do programa Balanço Geral no rádio e na TV, Zé Eduardo, também anunciava o fato na Rádio Transamérica FM.
A senha de que a sucessão municipal teria novidades ontem foi dada pelo próprio Varela, que disse no ar que “o quadro político de Salvador mudaria hoje” e que ele estaria no processo. De dentro da TV Record, aqui na Bahia, também veio a informação de que o seu diretor Fabiano Freitas vinha conversando muito nos últimos dias com o prefeiturável Antônio Imbassahy. A notícia vazou no início desta semana, justamente quando o tucano era vítima de fogo cruzado vindo dos seus adversários. Calado, o tucano arquitetava.
Caso o casamento Imbassahy x Varela se confirme, o quadro da sucessão de Salvador sofre nova mudança. Na segunda-feira, o prefeito João Henrique anunciou o professor Edvaldo Brito (PTB) para ser o vice na sua chapa. Desta forma, além do cenário da sucessão ir se definindo, também reduz o número de pré-candidatos colocados.
No início da semana o nome de Miguel Kertzman, do PPS, chegou a ser anunciado como provável vice de Imbassahy, mas a informação foi logo desmentida pelo vereador Virgilio Pacheco, que admitiu apenas conversas entre os partidos. Assim, Kertzman continua na disputa, provavelmente aguardando novos desdobramentos.
Não só pelas suas condições de saúde e trabalho, ou talvez por causa destes dois fatores, principalmente, a pré-candidatura do apresentador Raimundo Varela não era levada a sério por muitas pessoas. Certamente pelas mesmas razões que aconteceram em 2004, quando ele vinha bem posicionado nas pesquisas, mas desistiu antes mesmo das convenções homologarem o seu nome. Agora, as condições eram praticamente iguais, já que ele há muito tempo vinha liderando as principais pesquisas divulgadas pelos partidos.
Ainda assim, nunca Varela levou tão a sério a sua pré-campanha. A sua primeira decisão no sentido de disputar com vontade a sucessão do prefeito João Henrique foi a troca do PTC, um partido pequeno, pelo PRB, um partido novo, em crescimento, e que tem em seus quadros o vice-presidente da República, José Alencar. Varela também passou a ser um freqüentador assíduo de Brasília, numa luta árdua para tentar ampliar uma aliança que pudesse viabilizar o seu nome no cenário da sucessão.
Outro lance que dava uma conotação firme na pré-candidatura de Varela foram os constantes encontros políticos que ele passou a ter, inclusive participando de seminários, como o organizado pelo PRB recentemente, que tinha como pano de fundo alavancar a sua pré-campanha em Salvador. No rádio e na tv, Varela também dava sinais de que levaria a sério o seu projeto político. Além de jogar para a “galera”, ele também criticava os seus principais opositores, distribuindo farpas para todos, conforme as suas conveniências.
Com a retirada da pré-candidatura de Varela e o acordo para ele formar chapa com o ex-prefeito Antonio Imbassahy, o quadro da sucessão muda significativamente. Além da aliança proporcionar mais tempo de tv e rádio para Imbassahy, também dará um novo perfil à sua candidatura, já que Varela possui grande penetração nas classes C e D, enquanto o tucano é forte nas classes A e B.
Isso, sem esquecer das conquistas sobre novos espaços na mídia, coisa que faltava a Imbassahy há um bom tempo. (Por Evandro Matos)


PTB sonha manter projeto com a reeleição de JH



A mudança de rumo do PTB baiano, que desistiu de lançar candidato próprio ao Palácio Thomé de Souza para apoiar a reeleição do prefeito João Henrique (PMDB), emprestando o nome do professor Edvaldo Brito para vice, não significa abdicar de um projeto para se inserir em outro, segundo afirmam os principais dirigentes da legenda na Bahia. Ontem os petebistas, comandados por Jonival Lucas e Benito Gama, se reuniram na sede do partido para avaliar os efeitos da decisão anunciada ontem.
Jonival Lucas, que preside a executiva estadual, disse que o projeto do PTB continua o mesmo e, agora, com a aliança, pode até ser facilitado. “Nós estamos trabalhando para fazer o partido crescer na Bahia e achamos que a composição com o PMDB viabiliza as condições para implementar os projetos que o professor Edvaldo Brito tem para Salvador”, explicou. “Víamos o cenário da sucessão com quatro candidaturas fortes e sabíamos que era difícil para o professor fazer valer as suas idéias diante das condições em que o processo estava se encaminhando”, completou.
A decisão em compor chapa com o prefeito João Henrique atinge as expectativas que o partido vinha tendo em relação à eleição deste ano. Lucas disse que o fato de disputar uma eleição com o candidato a vice numa chapa não impede de o partido crescer.
“Entramos numa aliança que pudesse viabilizar os projetos que o partido defendia e a eleição dos nossos candidatos a vereadores. Precisamos fazer um partido forte, mas não precisa ser de imediato. Isso faz parte de um projeto nacional”, reforçou.
Benito Gama, presidente do diretório municipal do PTB, concorda com a tese de Jonival Lucas afirmando que “a avaliação foi feita com muito cuidado diante do quadro que se apresentava na sucessão, com cinco nomes fortes”, disse. “Isso é como Fórmula-Um. Para um carro ultrapassar em Montecarlo é muito difícil”, comparou.
Com relação à forma de coligação com o PMDB, Lucas disse que o partido vai levar em discussão com os pré-candidatos à Câmara para eles decidirem se vão seguir de forma independente ou numa coligação proporcional. “Precisamos dar a chance de eleição para eles”, disse. (Por Evandro Matos)


Tucano quer cancelar liminar que tirou propaganda do ar



O pré-candidato à prefeitura de Salvador pelo PSDB, Antônio Imbassahy, declarou que não há nada de irregular na propaganda que foi retirada do ar por uma liminar na semana passada. Disse também que, apesar de respeitar a decisão da Justiça, vai recorrer. A retirada da peça publicitária deixou de ser veiculada a pedido do PMDB - partido do prefeito e candidato à reeleição, João Henrique Carneiro - que impetrou uma ação solicitando a suspensão imediata da propaganda.
A juíza Cíntia Rezende, corregedora do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), concedeu no sexta-feira (16) uma liminar determinando a retirada imediata da propaganda do PSDB que estava sendo veiculada nas emissoras de televisão do Estado. Segundo entendimento da magistrada, a peça - em que o partido mostra recortes de jornais com elogios à administração do ex-prefeito Antônio Imbassahy, pré-candidato da legenda à prefeitura de Salvador - “se configura como uma propaganda eleitoral extemporânea”.
A ação, impetrada pelo PMDB, pedia que o TRE retirasse dos tucanos - no horário destinado ao partido em 2009 - o mesmo tempo utilizado nas propagandas atuais. Em sua decisão, a juíza Cíntia Resende se respaldou no Artigo 798 do Código do Processo Civil, concedendo a ordem liminar acautelatória “determinando aos representados que se abstenham de veicular, por qualquer meio de divulgação, a propaganda partidária, no DVD referido na peça inicial”.
Ontem à tarde Imbassahy disse que não via nada de irregular na propaganda, acrescentando que irá sim, recorrer da decisão da Justiça. (Por Carolina Parada)


PTN oficializa apoio ao deputado ACM Neto



O Partido Trabalhista Nacional (PTN) realiza depois de amanhã, às 18h, no auditório da Associação Baiana de Supermercados (Abase), Jardim Armação, ato em que confirmará o apoio da legenda à pré-candidatura do deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto, do Democratas.
“Era uma tendência natural o PTN firmar este apoio ao candidato do Democratas, uma vez que o partido já atua junto com o DEM na Assembléia Legislativa, integrando a bancada de Oposição, e na Câmara Municipal, ficando também no bloco da Minoria. O PTN é um partido relativamente novo, que está se estruturando, que tem suas propostas também e que devem ser incorporadas ao programa de governo do pré-candidato democrata”, afirmou o deputado estadual João Carlos Bacelar, presidente estadual do PTN.
Para o ato de apoio dos trabalhistas ao democrata, o PTN está convidando deputados federais, estaduais, vereadores da capital, presidentes de partidos, lideranças comunitárias, políticas e empresariais de Salvador. “Estarão presentes todos aqueles que simpatizam com as nossas propostas de trabalho, os diversos partidos que se integraram em torno da pré-candidatura do deputado ACM Neto que vem com propostas novas para Salvador”, enfatizou Bacelar.



Fonte: Tribuna da Bahia

Nova vacina contra câncer

Produto da GSK começa a ser vendido no Brasil

Cristine Gerk

A vacina para prevenção do câncer do colo do útero da GlaxoSmithKline (GSK), Cervarix, começou a ser vendida ontem no Brasil. O produto proporciona proteção contra quatro tipos de HPVs causadores de câncer – 16, 18, 31 e 45 – responsáveis por aproximadamente 80% dos casos da doença, a segunda maior causa de morte por câncer entre mulheres, atrás apenas do tumor de mama.

– Esta vacina é a primeira desenvolvida especificamente contra o câncer de colo do útero. Temos no Brasil quase 20 mil casos por ano da doença – diz Pedro Lima, gerente médico de vacinas da GSK.

O preço de fábrica de R$ 216,55 foi aprovado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos e terá acréscimo de taxas de serviço nas clínicas. Para a proteção total são necessárias três aplicações, com intervalos de um e seis meses, o que eleva o preço do tratamento. A vacina chega ao mercado com preço menor do que o da concorrente Gardasil, da Merck, com custo estipulado de R$ 346,16.

Um estudo com mais de 700 mulheres de 15 a 25 anos, conduzido no Brasil, Canadá e EUA, demonstrou 100% de eficácia na prevenção das lesões pré-cancerosas devidas aos tipos virais 16 e 18 causadores de câncer por cerca de seis anos e meio. Mas modelos matemáticos prevêem proteção de até 20 anos, que ainda precisa ser confirmada.

No Brasil, a indicação da agência reguladora é para mulheres de 10 a 25 anos. A vacina pode ser encontrada nos principais serviços e clínicas de vacinação do país.

– O produto é contra-indicado para quem tenha alguma reação aos componentes da vacina. Não há efeito colateral significativo – diz Lima. – A vacinação não exclui a necessidade de fazer regularmente o exame de Papanicolau.

Fonte: JB Online

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