SÃO PAULO - As concessionárias de telefonia fixa Brasil Telecom, CTBC Telecom, Embratel, Oi (ex-Telemar), Sercomtel e Telefônica terão até 180 dias para implantar 46 conselhos de usuários, conforme determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicada ontem no "Diário Oficial" da União.
Segundo comunicado do órgão regulador, os conselhos terão a atribuição de avaliar os serviços e a qualidade do atendimento e propor soluções para conflitos entre prestadoras e usuários. Essa é mais uma providência da Anatel para reduzir as queixas dos usuários contra as empresas de telecomunicações, líderes de reclamação nos rankings dos órgãos de defesa do consumidor.
Como se tratam de órgãos consultivos, segundo a Anatel, a prestadora não terá a obrigação de acatar as sugestões. "Apesar disso, a Anatel acompanhará a ação das assembléias e poderá incorporar as contribuições aos regulamentos do setor", diz a agência, em nota publicada na sua página na internet.
Os conselhos serão compostos por seis usuários e seis associações ou entidades de defesa do consumidor. Com participação voluntária e não remunerada, os integrantes terão mandato de três anos sem recondução. É vedada a participação de qualquer empregado, dirigente ou representante da prestadora, exceto para o exercício do cargo de secretário.
Fonte: Tribuna da Imprensa
terça-feira, janeiro 29, 2008
Cristina começa a mostrar suas "garras"
"Presidenta! Comecem a se acostumar. Presidentaaa...e não presidente!". Desta forma, esticando a letra "a" para destacar a feminilidade da palavra, a então candidata à presidência Cristina Fernández de Kirchner deixava claro, em seu comício de lançamento de campanha, em julho passado, que faria questão de ser chamada "presidenta", no feminino, e não na forma tradicional, se vencesse as eleições presidenciais.
Políticos e funcionários públicos consideraram, na época, que a insistência de Cristina Kirchner não passava de uma brincadeira de campanha eleitoral ou apenas um desejo sem maiores conseqüências.
Após sua vitória nas urnas em outubro e a posse em dezembro, esta firme decisão a ser chamada com o "a" final fez que a Casa Rosada - o palácio presidencial - rejeitasse mais de 300 documentos no último mês e meio, em cujo cabeçalho e texto aparecia a palavra "presidente" (com "e" final), e não sua versão feminina.
Os gramáticos indicam que "presidente" está correto, embora, por questões de costume, nos últimos anos, a palavra "presidenta" tenha se tornado totalmente aceitável. Analistas políticos afirmam que a insistência fora do normal de Cristina com a letra "a" final em seu título é uma amostra do autoritarismo do casal Kirchner, mais do que uma preocupação gramatical.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Políticos e funcionários públicos consideraram, na época, que a insistência de Cristina Kirchner não passava de uma brincadeira de campanha eleitoral ou apenas um desejo sem maiores conseqüências.
Após sua vitória nas urnas em outubro e a posse em dezembro, esta firme decisão a ser chamada com o "a" final fez que a Casa Rosada - o palácio presidencial - rejeitasse mais de 300 documentos no último mês e meio, em cujo cabeçalho e texto aparecia a palavra "presidente" (com "e" final), e não sua versão feminina.
Os gramáticos indicam que "presidente" está correto, embora, por questões de costume, nos últimos anos, a palavra "presidenta" tenha se tornado totalmente aceitável. Analistas políticos afirmam que a insistência fora do normal de Cristina com a letra "a" final em seu título é uma amostra do autoritarismo do casal Kirchner, mais do que uma preocupação gramatical.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Site oferece mais de 25 milhões de músicas gratuitas
Qtrax fez parceria com grandes gravadoras, que serão pagas conforme o número de acessos
CANNES - Após passar uma década tentando combater a pirataria de músicas pela internet, parte da indústria fonográfica decidiu liberar, desde ontem, o acesso gratuito a mais de 25 milhões de canções pela internet. O serviço de música online Qtrax anunciou, no domingo, uma parceria com grandes gravadoras, incluindo EMI, Sony BMG, Universal Music e Warner Music, que vai possibilitar que usuários baixem de graça títulos dos mais variados gêneros, desde grandes hits da atualidade até clássicos e raridades.
Como parte do acordo, artistas e gravadoras serão pagos conforme o número de acessos às suas músicas e ainda receberão uma fatia do que for arrecadado com os anúncios publicitários feitos na página da Qtrax. Empresas como Microsoft, Mc Donald's e Ford já revelaram que serão alguns dos anunciantes.
O anúncio foi feito pela empresa americana durante a abertura da 42ª edição do Midem (Mercado Internacional do Disco e da Edição Musical), a feira mundial da música, em Cannes, na França.
Para acessar as músicas, o usuário terá de ir ao site da Qtrax e baixar um software específico. Atrelada à nova ferramenta, está o software Digital Rights Management (gerenciamento de direitos digitais, em tradução livre), que permitirá às gravadoras checarem quantas vezes suas músicas foram baixadas e tocadas. O serviço será disponibilizado por meio de uma rede "peer-to-peer" (P2P) de compartilhamento de arquivos pela internet.
Ipod
As músicas que poderão ser baixadas pelo Qtrax não serão compatíveis - pelo menos em um primeiro momento - com o iPod. Mas a empresa, que passou os últimos cinco anos desenvolvendo a nova ferramenta, já anunciou que está estudando uma "solução para o iPod", a ser disponibilizada em 15 de abril. Cerca de US$ 30 milhões (R$ 53 milhões) foram investidos pela Qtrax na nova tecnologia.
O chefe-executivo da empresa, Allan Klepfisz, disse que os consumidores "agora poderão compartilhar música legalmente pela internet". "Nós queremos poder disponibilizar música de graça num ambiente de total legalidade que permitirá que os artistas sejam pagos".
Fonte: Tribuna da Imprensa
CANNES - Após passar uma década tentando combater a pirataria de músicas pela internet, parte da indústria fonográfica decidiu liberar, desde ontem, o acesso gratuito a mais de 25 milhões de canções pela internet. O serviço de música online Qtrax anunciou, no domingo, uma parceria com grandes gravadoras, incluindo EMI, Sony BMG, Universal Music e Warner Music, que vai possibilitar que usuários baixem de graça títulos dos mais variados gêneros, desde grandes hits da atualidade até clássicos e raridades.
Como parte do acordo, artistas e gravadoras serão pagos conforme o número de acessos às suas músicas e ainda receberão uma fatia do que for arrecadado com os anúncios publicitários feitos na página da Qtrax. Empresas como Microsoft, Mc Donald's e Ford já revelaram que serão alguns dos anunciantes.
O anúncio foi feito pela empresa americana durante a abertura da 42ª edição do Midem (Mercado Internacional do Disco e da Edição Musical), a feira mundial da música, em Cannes, na França.
Para acessar as músicas, o usuário terá de ir ao site da Qtrax e baixar um software específico. Atrelada à nova ferramenta, está o software Digital Rights Management (gerenciamento de direitos digitais, em tradução livre), que permitirá às gravadoras checarem quantas vezes suas músicas foram baixadas e tocadas. O serviço será disponibilizado por meio de uma rede "peer-to-peer" (P2P) de compartilhamento de arquivos pela internet.
Ipod
As músicas que poderão ser baixadas pelo Qtrax não serão compatíveis - pelo menos em um primeiro momento - com o iPod. Mas a empresa, que passou os últimos cinco anos desenvolvendo a nova ferramenta, já anunciou que está estudando uma "solução para o iPod", a ser disponibilizada em 15 de abril. Cerca de US$ 30 milhões (R$ 53 milhões) foram investidos pela Qtrax na nova tecnologia.
O chefe-executivo da empresa, Allan Klepfisz, disse que os consumidores "agora poderão compartilhar música legalmente pela internet". "Nós queremos poder disponibilizar música de graça num ambiente de total legalidade que permitirá que os artistas sejam pagos".
Fonte: Tribuna da Imprensa
segunda-feira, janeiro 28, 2008
JANGO FOI MORTO PELA DITADURA E CIA
Por FOLHA DE SÃO PAULO 27/01/2008 às 18:51
O TORTURADOR FLEURY NÃO PODERIA ESTAR LONGE DESTE CRIME.
27 DE JANEIRO DE 2008 - 14h26 Ex-agente diz que Jango foi morto a pedido do regime militar O regime militar (1964-1985) não só espionou João Goulart, o Jango, durante anos como também ordenou a morte do ex-presidente em 1976. É o que afirma Mario Neira Barreiro, um ex-agente do serviço de inteligência do governo uruguaio, preso desde 2003 na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (RS). Jango morreu em 6 de dezembro de 1976, na Argentina, oficialmente de ataque cardíaco. Ele governou o Brasil de 1961 até ser deposto por um golpe militar em 31 de março de 1964, quando foi para o exílio. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Barreiro, de 54 anos, deu detalhes da operação da qual participou e declarou que ele próprio se encarregou da espionagem durante quatro anos. Segundo o ex-agente, Jango não morreu de ataque cardíaco ? mas envenenado ?, após ter sido vigiado 24 horas por dia de 1973 a 1976. Barreiro disse que Sérgio Paranhos Fleury (que morreu em 1979), à época delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, era a ligação entre a inteligência uruguaia e o governo brasileiro. A ordem para que Jango fosse morto partiu de Fleury, em reunião no Uruguai com dois comandantes que chefiavam a "equipe Centauro" ? grupo integrado por Barreiro que monitorava Jango. As escutas, feitas e transcritas por Barreiro, teriam servido de motivo para matar Jango. Mas, segundo o ex-agente (que tinha o codinome de tenente Tamúz), o conteúdo das conversas não era grave: tratavam da vontade de Jango de voltar ao Brasil, de críticas ao regime militar e de assuntos domésticos. Barreiro afirmou que interpretações "erradas e exageradas" do governo brasileiro levaram ao assassinato. Segundo o uruguaio, a autorização para que isso ocorresse partiu do então presidente Ernesto Geisel (1908-1996) e foi transmitida a Fleury,. A partir disso, o delegado acertou com o serviço de inteligência do Uruguai os detalhes da operação, chamada Escorpião ? que teria sido acompanhada e financiada pela CIA (agência de inteligência americana). O plano consistia em pôr comprimidos envenenados nos frascos dos medicamentos que Jango tomava para o coração: o efeito seria semelhante a um ataque cardíaco. As cápsulas envenenadas eram misturadas aos remédios no Hotel Liberty, em Buenos Aires, onde morava a família de Jango, na fazenda de Maldonado e no porta-luvas de seu carro. À Folha, Barreiro não exibiu provas e disse que o caso era discutido pessoalmente. Qual era o interesse do Uruguai em vigiar Jango? Após o golpe no Brasil, o serviço de inteligência do governo do Uruguai se viu obrigado a cooperar porque era totalmente dependente do Brasil. Goulart, para nós, era uma pessoa que não tinha nenhuma importância. Quando passou a vigiá-lo? Eu o monitorei de meados de 1973 até sua morte, em 6 de dezembro de 1976. Monitorei tudo o que falava através do telefone, de escuta ambiental e em lugares públicos. O sr. colocou microfones na casa? Como ouvia as conversas? Estive na fazenda de Maldonado para colocar uma estação repetidora que captava sinais dos microfones de dentro da casa e retransmitia para nós. Esta estação repetidora foi colocada numa caixa de força que havia na fazenda. Aproveitamos essa fonte de energia para alimentar os aparelhos eletrônicos e para ampliar as escutas. Isso possibilitava que ouvíssemos as conversas a 10, 12 km de distância. Ficávamos no hipódromo de Maldonado ouvindo o que Jango falava. Alguma vez falou com ele? Sim. Eu e um colega estávamos vigiando a fazenda, fingindo que um pneu da camionete estava furado. Ele nos viu e veio até nós caminhando e fumando. Perguntou se precisávamos de ajuda. Estava frio e ele nos convidou para tomar um café. Eu pensei: "Ou ele é muito burro ou muito bom". Ele me convidou para entrar na fazenda. Meu colega não quis ir. Depois que fiz um lanche e tomei o café, eu disse: "Desculpa, senhor, qual é o seu nome?". Ele me olhou e disse: "Mas como, rapaz, tu não sabes quem sou eu? Tu estás me vigiando. Acha que sou bobo? Fui presidente do Brasil porque sou burro? Estou te convidando para minha fazenda porque não tenho nada a esconder. Sei que estão me vigiando, mas não sou inimigo de vocês". Eu disse que ele estava enganado, me fiz de bobo, mas ele era inteligente. Como foi decidido que Jango deveria ser morto? O que levou à morte foram interpretações erradas, exageradas do que ele falava. Fleury foi quem deu a palavra final. Em uma reunião no Uruguai, disse que Jango era um conspirador e que falaria com Geisel para dar um ponto final no assunto. Depois, em outra reunião no Uruguai, disse ? não para mim, mas para um major e um general ? que tinha conversado com Geisel dizendo que Jango estava complicando e que ele sabia o que deveria ser feito. E ele (Geisel) disse: "Faça e não me diga mais nada sobre Goulart". A morte não foi decidida pelo governo uruguaio, mas pelo governo do Brasil, influenciado pela CIA. Qual foi o papel da CIA? A CIA pagou fortunas para saber o que Jango falava e foi responsável por muita coisa, mas não quero falar sobre isso porque tenho medo. Como Jango foi morto? Foi morto como resultado de uma troca proposital de medicamentos. Ele tomava Isordil, Adelfan e Nifodin, que eram para o coração. Havia um médico-legista que se chamava Carlos Milles. Ele era médico e capitão do serviço secreto. O primeiro ingrediente químico veio da CIA e foi testado com cachorros e doentes terminais. O doutor deu os remédios e eles morreram. Ele desidratava os compostos, tinha cloreto de potássio. Não posso dizer a fórmula química, porque não sei. Ele colocava dentro de um comprimido. Como as cápsulas eram colocadas nos remédios de Jango? Ele era desorganizado. Abria um frasco, tomava alguns, na fazenda abria outro. Tinha sete, oito frascos abertos. E colocávamos (referência ao grupo que monitorava Jango) um remédio em cada frasco. Colocamos os comprimidos em vários lugares: no escritório na fazenda, no porta-luvas do carro e no Hotel Liberty. O sr. concordava com a operação para matá-lo? Era contrário, mas era um simples serviçal. Passei a simpatizar com ele. Goulart era um homem bom. Mas se tivessem me pedido para eliminar Brizola, eu mataria: ele era um conspirador nato. Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo
Fonte: CMI Brasil
O TORTURADOR FLEURY NÃO PODERIA ESTAR LONGE DESTE CRIME.
27 DE JANEIRO DE 2008 - 14h26 Ex-agente diz que Jango foi morto a pedido do regime militar O regime militar (1964-1985) não só espionou João Goulart, o Jango, durante anos como também ordenou a morte do ex-presidente em 1976. É o que afirma Mario Neira Barreiro, um ex-agente do serviço de inteligência do governo uruguaio, preso desde 2003 na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (RS). Jango morreu em 6 de dezembro de 1976, na Argentina, oficialmente de ataque cardíaco. Ele governou o Brasil de 1961 até ser deposto por um golpe militar em 31 de março de 1964, quando foi para o exílio. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Barreiro, de 54 anos, deu detalhes da operação da qual participou e declarou que ele próprio se encarregou da espionagem durante quatro anos. Segundo o ex-agente, Jango não morreu de ataque cardíaco ? mas envenenado ?, após ter sido vigiado 24 horas por dia de 1973 a 1976. Barreiro disse que Sérgio Paranhos Fleury (que morreu em 1979), à época delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, era a ligação entre a inteligência uruguaia e o governo brasileiro. A ordem para que Jango fosse morto partiu de Fleury, em reunião no Uruguai com dois comandantes que chefiavam a "equipe Centauro" ? grupo integrado por Barreiro que monitorava Jango. As escutas, feitas e transcritas por Barreiro, teriam servido de motivo para matar Jango. Mas, segundo o ex-agente (que tinha o codinome de tenente Tamúz), o conteúdo das conversas não era grave: tratavam da vontade de Jango de voltar ao Brasil, de críticas ao regime militar e de assuntos domésticos. Barreiro afirmou que interpretações "erradas e exageradas" do governo brasileiro levaram ao assassinato. Segundo o uruguaio, a autorização para que isso ocorresse partiu do então presidente Ernesto Geisel (1908-1996) e foi transmitida a Fleury,. A partir disso, o delegado acertou com o serviço de inteligência do Uruguai os detalhes da operação, chamada Escorpião ? que teria sido acompanhada e financiada pela CIA (agência de inteligência americana). O plano consistia em pôr comprimidos envenenados nos frascos dos medicamentos que Jango tomava para o coração: o efeito seria semelhante a um ataque cardíaco. As cápsulas envenenadas eram misturadas aos remédios no Hotel Liberty, em Buenos Aires, onde morava a família de Jango, na fazenda de Maldonado e no porta-luvas de seu carro. À Folha, Barreiro não exibiu provas e disse que o caso era discutido pessoalmente. Qual era o interesse do Uruguai em vigiar Jango? Após o golpe no Brasil, o serviço de inteligência do governo do Uruguai se viu obrigado a cooperar porque era totalmente dependente do Brasil. Goulart, para nós, era uma pessoa que não tinha nenhuma importância. Quando passou a vigiá-lo? Eu o monitorei de meados de 1973 até sua morte, em 6 de dezembro de 1976. Monitorei tudo o que falava através do telefone, de escuta ambiental e em lugares públicos. O sr. colocou microfones na casa? Como ouvia as conversas? Estive na fazenda de Maldonado para colocar uma estação repetidora que captava sinais dos microfones de dentro da casa e retransmitia para nós. Esta estação repetidora foi colocada numa caixa de força que havia na fazenda. Aproveitamos essa fonte de energia para alimentar os aparelhos eletrônicos e para ampliar as escutas. Isso possibilitava que ouvíssemos as conversas a 10, 12 km de distância. Ficávamos no hipódromo de Maldonado ouvindo o que Jango falava. Alguma vez falou com ele? Sim. Eu e um colega estávamos vigiando a fazenda, fingindo que um pneu da camionete estava furado. Ele nos viu e veio até nós caminhando e fumando. Perguntou se precisávamos de ajuda. Estava frio e ele nos convidou para tomar um café. Eu pensei: "Ou ele é muito burro ou muito bom". Ele me convidou para entrar na fazenda. Meu colega não quis ir. Depois que fiz um lanche e tomei o café, eu disse: "Desculpa, senhor, qual é o seu nome?". Ele me olhou e disse: "Mas como, rapaz, tu não sabes quem sou eu? Tu estás me vigiando. Acha que sou bobo? Fui presidente do Brasil porque sou burro? Estou te convidando para minha fazenda porque não tenho nada a esconder. Sei que estão me vigiando, mas não sou inimigo de vocês". Eu disse que ele estava enganado, me fiz de bobo, mas ele era inteligente. Como foi decidido que Jango deveria ser morto? O que levou à morte foram interpretações erradas, exageradas do que ele falava. Fleury foi quem deu a palavra final. Em uma reunião no Uruguai, disse que Jango era um conspirador e que falaria com Geisel para dar um ponto final no assunto. Depois, em outra reunião no Uruguai, disse ? não para mim, mas para um major e um general ? que tinha conversado com Geisel dizendo que Jango estava complicando e que ele sabia o que deveria ser feito. E ele (Geisel) disse: "Faça e não me diga mais nada sobre Goulart". A morte não foi decidida pelo governo uruguaio, mas pelo governo do Brasil, influenciado pela CIA. Qual foi o papel da CIA? A CIA pagou fortunas para saber o que Jango falava e foi responsável por muita coisa, mas não quero falar sobre isso porque tenho medo. Como Jango foi morto? Foi morto como resultado de uma troca proposital de medicamentos. Ele tomava Isordil, Adelfan e Nifodin, que eram para o coração. Havia um médico-legista que se chamava Carlos Milles. Ele era médico e capitão do serviço secreto. O primeiro ingrediente químico veio da CIA e foi testado com cachorros e doentes terminais. O doutor deu os remédios e eles morreram. Ele desidratava os compostos, tinha cloreto de potássio. Não posso dizer a fórmula química, porque não sei. Ele colocava dentro de um comprimido. Como as cápsulas eram colocadas nos remédios de Jango? Ele era desorganizado. Abria um frasco, tomava alguns, na fazenda abria outro. Tinha sete, oito frascos abertos. E colocávamos (referência ao grupo que monitorava Jango) um remédio em cada frasco. Colocamos os comprimidos em vários lugares: no escritório na fazenda, no porta-luvas do carro e no Hotel Liberty. O sr. concordava com a operação para matá-lo? Era contrário, mas era um simples serviçal. Passei a simpatizar com ele. Goulart era um homem bom. Mas se tivessem me pedido para eliminar Brizola, eu mataria: ele era um conspirador nato. Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo
Fonte: CMI Brasil
Outras páginas
José Aparecido Miguel
Corrupção e loteamento
A Veja desta semana traz na capa a emblemática fotografia do funcionário Maurício Marinho recebendo propina nos Correios, em maio de 2005, no episódio que detonou o esquema do mensalão. O Supremo Tribunal Federal processou 40 pessoas, entre as quais o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o deputado cassado e presidente do PTB, Roberto Jefferson. A reportagem Autópsia da corrupção mostra que os partidos usam os cargos públicos para desviar dinheiro e abastecer campanhas eleitorais, segundo relatório da Polícia Federal. A Veja Rio volta a tratar do boicote ao IPTU, tema de série de reportagens do JB desde o dia 4. Sua manchete é A revolta dos contribuintes, sobre a luta dos cariocas para exigir bons serviços públicos pelos altos impostos que pagam.
Riscos no ar
A Época tem a manchete Preocupe-se, revelando situações de alto risco no espaço aéreo brasileiro e mostrando que as falhas no controle aéreo permanecem acima do normal. Documentos da Aeronáutica mostram também que há falhas graves de equipamentos - caso de um radar que informa posição e velocidade erradas de avião. A revista recorda promessas não cumpridas, como o reembolso aos passageiros nos casos de atraso de vôos. E as derrubadas na Amazônia voltam à baila. Segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), em menos de seis meses foram destruídos 7 mil quilômetros quadrados de floresta - o reaquecimento da agricultura impulsiona nova onda de destruição.
Desastroso governo
A IstoÉ tem o presidente dos Estados Unidos, George Bush, como "O culpado" pela recessão da economia americana - ele tomou as decisões mais temerárias de todos os tempos. As bolsas de valores perderam no mundo, na crise atual, US$ 9,1 trilhões. No Brasil, a sombra da crise divide o governo. "O presidente Lula oscila entre as idéias do ministro da Fazenda, Guido Mantega - que defende o Estado como promotor do desenvolvimento e o controle do fluxo de capitais - e as do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que quer cortar gastos do governo para indicar segurança aos investidores externos. "Estamos assistindo ao início do fim do Império Americano", avalia o economista Paulo Guedes.
Tormenta americana
Carta Capital, com capa de um gafanhoto simbolizando os Estados Unidos e uma nota de 100 reais, traz a manchete O Brasil e a crise. Recorda-se que o Banco Central americano baixou as taxas de juros, incendeia os mercados, "mas desta vez o Brasil pode resistir à tormenta". O único risco para o país, na opinião do economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria, Flávio Castelo Branco, é o de o quadro de crise se prolongar por muito tempo. Os setores produtivos continuam sob o efeito do crescimento no ano passado. A revista considera que o conservadorismo na política monetária tende a se fortalecer. "O presidente Lula vai se fiar mais nas avaliações de Henrique Meirelles, que rouba a cena quando o assunto é estabilidade".
Fonte: JB Online
Corrupção e loteamento
A Veja desta semana traz na capa a emblemática fotografia do funcionário Maurício Marinho recebendo propina nos Correios, em maio de 2005, no episódio que detonou o esquema do mensalão. O Supremo Tribunal Federal processou 40 pessoas, entre as quais o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o deputado cassado e presidente do PTB, Roberto Jefferson. A reportagem Autópsia da corrupção mostra que os partidos usam os cargos públicos para desviar dinheiro e abastecer campanhas eleitorais, segundo relatório da Polícia Federal. A Veja Rio volta a tratar do boicote ao IPTU, tema de série de reportagens do JB desde o dia 4. Sua manchete é A revolta dos contribuintes, sobre a luta dos cariocas para exigir bons serviços públicos pelos altos impostos que pagam.
Riscos no ar
A Época tem a manchete Preocupe-se, revelando situações de alto risco no espaço aéreo brasileiro e mostrando que as falhas no controle aéreo permanecem acima do normal. Documentos da Aeronáutica mostram também que há falhas graves de equipamentos - caso de um radar que informa posição e velocidade erradas de avião. A revista recorda promessas não cumpridas, como o reembolso aos passageiros nos casos de atraso de vôos. E as derrubadas na Amazônia voltam à baila. Segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), em menos de seis meses foram destruídos 7 mil quilômetros quadrados de floresta - o reaquecimento da agricultura impulsiona nova onda de destruição.
Desastroso governo
A IstoÉ tem o presidente dos Estados Unidos, George Bush, como "O culpado" pela recessão da economia americana - ele tomou as decisões mais temerárias de todos os tempos. As bolsas de valores perderam no mundo, na crise atual, US$ 9,1 trilhões. No Brasil, a sombra da crise divide o governo. "O presidente Lula oscila entre as idéias do ministro da Fazenda, Guido Mantega - que defende o Estado como promotor do desenvolvimento e o controle do fluxo de capitais - e as do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que quer cortar gastos do governo para indicar segurança aos investidores externos. "Estamos assistindo ao início do fim do Império Americano", avalia o economista Paulo Guedes.
Tormenta americana
Carta Capital, com capa de um gafanhoto simbolizando os Estados Unidos e uma nota de 100 reais, traz a manchete O Brasil e a crise. Recorda-se que o Banco Central americano baixou as taxas de juros, incendeia os mercados, "mas desta vez o Brasil pode resistir à tormenta". O único risco para o país, na opinião do economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria, Flávio Castelo Branco, é o de o quadro de crise se prolongar por muito tempo. Os setores produtivos continuam sob o efeito do crescimento no ano passado. A revista considera que o conservadorismo na política monetária tende a se fortalecer. "O presidente Lula vai se fiar mais nas avaliações de Henrique Meirelles, que rouba a cena quando o assunto é estabilidade".
Fonte: JB Online
Informe JB - Governo prepara pacote para rodovias
Leandro Mazzini
O sangue derramado no asfalto das estradas chegou às portas do Palácio do Planalto. O governo federal está elaborando um grande projeto para a segurança das rodovias brasileiras. Nas entrelinhas, um trabalho interministerial envolvendo as pastas de Transportes, Cidades e Justiça. Um grupo de discussão para as ações vem se reunindo desde dezembro, e a Casa Civil espera o projeto para o mês que vem. O governo pretende anunciar o pacotão ainda no primeiro trimestre, com uma turma de peso nas rodovias.
A verdade é que o governo cansou de fazer campanhas milionárias na mídia pedindo precaução e quer partir para uma fiscalização mais rigorosa. Por mais recado que se mande pela imprensa, ano após ano, a imprudência atropela a sensatez. Os números da Polícia Rodoviária Federal (PRF) comprovam que a maioria dos acidentes são causados por excesso de velocidade, em estradas boas e à luz do dia. O carro-chefe é o Programa de Redução de Acidentes nas Estradas (Pare), que envolve ação direta de agentes do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres e da PRF. Como? Ainda não se sabe. Quando? Depois do carnaval, um período sempre traumático para este tipo de estatística.
A herdeira
A advogada Juliana Brizola, neta do saudoso caudilho, tomou as rédeas do PDT no Rio Grande do Sul. Seguindo os passos do avô, não só entrou para a política como também estreou nas artimanhas das articulações. Recém-nomeada secretária municipal de Porto Alegre, aproxima-se do ex-governador Germano Rigotto (PMDB). Os dois tratam da reeleição do prefeito José Fogaça (PMDB) com o apoio do PDT.
Tasso manda
O líder do PR, deputado Luciano Castro, está furioso com o Planalto. Não se conforma com a atitude do ministro das Relações Institucionais, José Múcio, de declarar que o ex-governador Lúcio Alcântara não vai mais presidir a elétrica Chesf - foi vetado pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB) e por seu irmão, o governador Cid Gomes. A mágoa maior do PR é que a proibição para nomear Lúcio foi, na verdade, uma imposição do senador cearense Tasso Jereissati (PSDB), inimigo mortal do presidente Lula.
Meu garoto
Ao vetar Alcântara, Ciro faz o jogo de Tasso que, aparentemente, não teria força para impedir a nomeação do ex-governador. Mas, ao usar seu velho amigo Ciro, Tasso confirma as previsões de que Alcântara, desafeto desde a campanha eleitoral de 2006, não terá direito a cargo algum no governo Lula.
Meu garoto 2
O ex-governador Alcântara reagiu ao veto. Decidiu ser candidato a prefeito de Fortaleza, complicando e muito a reeleição da petista Luizianne Lins. Assim, Ciro, ao vetar o nome de Alcântara, acabou favorecendo Tasso e o PSDB nas suas brigas com Luizianne. Depois da repercussão negativa, Ciro tem dito que retirou o veto.
Cartão de trabalho
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, prepara para 1º de maio o anúncio de um projeto inédito. Quer adotar, em alguns Estados, como teste, o cartão de trabalho magnético em lugar da tradicional carteira. O departamento de tecnologia do ministério faz o estudo.
Baixada ferve
O deputado federal Rogério Lisboa (DEM) e o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), andam de beicinho. Os aliados brigaram depois que Lindberg ofereceu a vaga de vice na chapa à reeleição ao filho de Nelson Bornier (PMDB), Felipe. Assim, Lindberg tira do caminho o pai, seu adversário.
Baixada ferve 2
No contra-ataque, Lisboa articulou com o prefeito do Rio, Cesar Maia, e o presidente do DEM, Rodrigo Maia, a candidatura própria. Lisboa vai dividir as aparições nos programas de TV do DEM com Solange Amaral, a candidata na capital.
Apoio particular
O Consórcio Brasileiro de Acreditação vai iniciar a capacitação de 100 funcionários das unidades assistenciais da Fiocruz, como parte de um investimento de R$ 750 mil proveniente do Hospital Samaritano de São Paulo. A iniciativa segue a Lei 5.895, que prevê o apoio privado ao desenvolvimento institucional do SUS.
Fonte: JB Online
O sangue derramado no asfalto das estradas chegou às portas do Palácio do Planalto. O governo federal está elaborando um grande projeto para a segurança das rodovias brasileiras. Nas entrelinhas, um trabalho interministerial envolvendo as pastas de Transportes, Cidades e Justiça. Um grupo de discussão para as ações vem se reunindo desde dezembro, e a Casa Civil espera o projeto para o mês que vem. O governo pretende anunciar o pacotão ainda no primeiro trimestre, com uma turma de peso nas rodovias.
A verdade é que o governo cansou de fazer campanhas milionárias na mídia pedindo precaução e quer partir para uma fiscalização mais rigorosa. Por mais recado que se mande pela imprensa, ano após ano, a imprudência atropela a sensatez. Os números da Polícia Rodoviária Federal (PRF) comprovam que a maioria dos acidentes são causados por excesso de velocidade, em estradas boas e à luz do dia. O carro-chefe é o Programa de Redução de Acidentes nas Estradas (Pare), que envolve ação direta de agentes do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres e da PRF. Como? Ainda não se sabe. Quando? Depois do carnaval, um período sempre traumático para este tipo de estatística.
A herdeira
A advogada Juliana Brizola, neta do saudoso caudilho, tomou as rédeas do PDT no Rio Grande do Sul. Seguindo os passos do avô, não só entrou para a política como também estreou nas artimanhas das articulações. Recém-nomeada secretária municipal de Porto Alegre, aproxima-se do ex-governador Germano Rigotto (PMDB). Os dois tratam da reeleição do prefeito José Fogaça (PMDB) com o apoio do PDT.
Tasso manda
O líder do PR, deputado Luciano Castro, está furioso com o Planalto. Não se conforma com a atitude do ministro das Relações Institucionais, José Múcio, de declarar que o ex-governador Lúcio Alcântara não vai mais presidir a elétrica Chesf - foi vetado pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB) e por seu irmão, o governador Cid Gomes. A mágoa maior do PR é que a proibição para nomear Lúcio foi, na verdade, uma imposição do senador cearense Tasso Jereissati (PSDB), inimigo mortal do presidente Lula.
Meu garoto
Ao vetar Alcântara, Ciro faz o jogo de Tasso que, aparentemente, não teria força para impedir a nomeação do ex-governador. Mas, ao usar seu velho amigo Ciro, Tasso confirma as previsões de que Alcântara, desafeto desde a campanha eleitoral de 2006, não terá direito a cargo algum no governo Lula.
Meu garoto 2
O ex-governador Alcântara reagiu ao veto. Decidiu ser candidato a prefeito de Fortaleza, complicando e muito a reeleição da petista Luizianne Lins. Assim, Ciro, ao vetar o nome de Alcântara, acabou favorecendo Tasso e o PSDB nas suas brigas com Luizianne. Depois da repercussão negativa, Ciro tem dito que retirou o veto.
Cartão de trabalho
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, prepara para 1º de maio o anúncio de um projeto inédito. Quer adotar, em alguns Estados, como teste, o cartão de trabalho magnético em lugar da tradicional carteira. O departamento de tecnologia do ministério faz o estudo.
Baixada ferve
O deputado federal Rogério Lisboa (DEM) e o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), andam de beicinho. Os aliados brigaram depois que Lindberg ofereceu a vaga de vice na chapa à reeleição ao filho de Nelson Bornier (PMDB), Felipe. Assim, Lindberg tira do caminho o pai, seu adversário.
Baixada ferve 2
No contra-ataque, Lisboa articulou com o prefeito do Rio, Cesar Maia, e o presidente do DEM, Rodrigo Maia, a candidatura própria. Lisboa vai dividir as aparições nos programas de TV do DEM com Solange Amaral, a candidata na capital.
Apoio particular
O Consórcio Brasileiro de Acreditação vai iniciar a capacitação de 100 funcionários das unidades assistenciais da Fiocruz, como parte de um investimento de R$ 750 mil proveniente do Hospital Samaritano de São Paulo. A iniciativa segue a Lei 5.895, que prevê o apoio privado ao desenvolvimento institucional do SUS.
Fonte: JB Online
Senado - A República dos sem-voto
Weiller Diniz Brasília
As denúncias de corrupção envolvendo o filho e primeiro suplente do ministro Edson Lobão (PMDB-MA), Edson Lobão Filho (MA), além da questão ética, ressuscitaram no Congresso Nacional o debate sobre a necessidade de eleição também para os reservas de senadores, proposta que se arrasta há uma década. Do time de 81 senadores, quase 20% do plenário - 15 senadores - alcançaram o paradisíaco salão azul do Congresso com a responsabilidade de decidir o futuro do país sem terem tido um voto sequer. Só para se ter uma idéia, cinco suplentes votaram contra a CPMF e foram decisivos no resultado da votação mais importante de 2007.
- Esta regra anômala expressa bem a indigência moral do sistema político brasileiro. São senadores clandestinos que precisam ser extintos na reforma política. São tão biônicos quanto àqueles criados pelo pacote de Abril da ditadura militar - criticou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Brito.
Morte ou renúncia
Pela lei, um candidato a senador só é registrado com dois suplentes que assumem em caso de impedimento definitivo ou temporário do titular mesmo sem serem votados. Há suplentes já efetivados no cargo porque o titular renunciou ou faleceu e há aqueles que são provisórios em função do afastamento temporário do dono da camisa como os suplentes de ministros. Nove já assumiram definitivamente - a maioria com quatro anos de mandato - e outros seis estão esquentando o banco. Normalmente os suplentes são parentes ou financiadores de campanha:
- O sistema atual desloca a fonte de legitimidade do voto do cidadão para as relações pessoais, de parentesco e, mais grave, às vezes, para o caixa da campanha - ressalta o professor de Ciências Políticas Paulo Kramer, da Universidade de Brasília e da Kramer e Ornelas Consultoria.
As deformações
O Rio tem o caso raro de um segundo suplente - espécie de regra três - Paulo Duque (PMDB), ser içado ao cargo depois da eleição do titular Sérgio Cabral (PMDB) ao governo do Estado e a nomeação do primeiro suplente, Regis Fichtner, como secretário de Estado. Os recordes de reservas no time principal estão no Distrito Federal e no Pará onde dois senadores - de um total de três por Estado - estão no exercício do mandato.
O microempresário Adelmir Santana (DEM) deixou o balcão da botica e vestiu a camisa de titular depois que o empreiteiro Paulo Octávio (DEM) foi eleito vice-governador de Brasília e renunciou ao Senado. O senador Gim Argello (PTB) é outro felizardo. Envolvido no mesmo rolo de corrupção que provocou a renúncia de Joaquim Roriz (PMDB-DF), escapou da ressaca da cassação e agora tem mais quatro anos pela frente sem ter obtido um voto. Exatamente como ocorreu com o ex-senador Valmir Amaral (DF) que herdou sete anos de mandato depois que o empresário Luis Estevão foi cassado por denúncias de irregularidades nas obras superfaturadas do TRT paulista.
No Pará, o empresário Flexa Ribeiro (PSDB) também ganhou o posto de senador por seis anos depois que Duciomar Costa (PTB) venceu a prefeitura de Belém. Mesma sorte teve José Nery (PSOL) que herdou um mandato longo depois da vitória da petista Ana Júlia Carepa ao governo do Pará.
Fonte: JB Online
As denúncias de corrupção envolvendo o filho e primeiro suplente do ministro Edson Lobão (PMDB-MA), Edson Lobão Filho (MA), além da questão ética, ressuscitaram no Congresso Nacional o debate sobre a necessidade de eleição também para os reservas de senadores, proposta que se arrasta há uma década. Do time de 81 senadores, quase 20% do plenário - 15 senadores - alcançaram o paradisíaco salão azul do Congresso com a responsabilidade de decidir o futuro do país sem terem tido um voto sequer. Só para se ter uma idéia, cinco suplentes votaram contra a CPMF e foram decisivos no resultado da votação mais importante de 2007.
- Esta regra anômala expressa bem a indigência moral do sistema político brasileiro. São senadores clandestinos que precisam ser extintos na reforma política. São tão biônicos quanto àqueles criados pelo pacote de Abril da ditadura militar - criticou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Brito.
Morte ou renúncia
Pela lei, um candidato a senador só é registrado com dois suplentes que assumem em caso de impedimento definitivo ou temporário do titular mesmo sem serem votados. Há suplentes já efetivados no cargo porque o titular renunciou ou faleceu e há aqueles que são provisórios em função do afastamento temporário do dono da camisa como os suplentes de ministros. Nove já assumiram definitivamente - a maioria com quatro anos de mandato - e outros seis estão esquentando o banco. Normalmente os suplentes são parentes ou financiadores de campanha:
- O sistema atual desloca a fonte de legitimidade do voto do cidadão para as relações pessoais, de parentesco e, mais grave, às vezes, para o caixa da campanha - ressalta o professor de Ciências Políticas Paulo Kramer, da Universidade de Brasília e da Kramer e Ornelas Consultoria.
As deformações
O Rio tem o caso raro de um segundo suplente - espécie de regra três - Paulo Duque (PMDB), ser içado ao cargo depois da eleição do titular Sérgio Cabral (PMDB) ao governo do Estado e a nomeação do primeiro suplente, Regis Fichtner, como secretário de Estado. Os recordes de reservas no time principal estão no Distrito Federal e no Pará onde dois senadores - de um total de três por Estado - estão no exercício do mandato.
O microempresário Adelmir Santana (DEM) deixou o balcão da botica e vestiu a camisa de titular depois que o empreiteiro Paulo Octávio (DEM) foi eleito vice-governador de Brasília e renunciou ao Senado. O senador Gim Argello (PTB) é outro felizardo. Envolvido no mesmo rolo de corrupção que provocou a renúncia de Joaquim Roriz (PMDB-DF), escapou da ressaca da cassação e agora tem mais quatro anos pela frente sem ter obtido um voto. Exatamente como ocorreu com o ex-senador Valmir Amaral (DF) que herdou sete anos de mandato depois que o empresário Luis Estevão foi cassado por denúncias de irregularidades nas obras superfaturadas do TRT paulista.
No Pará, o empresário Flexa Ribeiro (PSDB) também ganhou o posto de senador por seis anos depois que Duciomar Costa (PTB) venceu a prefeitura de Belém. Mesma sorte teve José Nery (PSOL) que herdou um mandato longo depois da vitória da petista Ana Júlia Carepa ao governo do Pará.
Fonte: JB Online
Geddel rebate acusações publicadas na ‘Isto É’
Ministro e secretário afirmam que não há licitação manipulada para coleta de lixo em Salvador
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), repudiou ontem o teor da matéria da revista Isto É desta semana em que o vereador Jorge Jambeiro (PSDB) o acusa de estar “por trás” de uma articulação que visa manipular a licitação que definirá os responsáveis pela coleta de lixo da capital pelos próximos 20 anos, renováveis por igual período, no valor estimado de R$4 bilhões. De acordo com o ministro, “estão querendo transformar questões políticas naquele lixo de matéria”. “Até porque, não existe licitação”, acrescentou. Geddel afirmou ainda que está “estudando as vias jurídicas cabíveis para acionar os verdadeiros culpados por ela”.
Apontado como o “mentor da proposta”, o secretário municipal de Serviços Públicos, Fábio Motta, disse que a reportagem “não passa de politicagem barata”. O gestor informou que o edital da licitação sequer foi publicado. “Portanto, as regras do jogo não foram colocadas”. De acordo com ele, foi desenvolvida uma minuta do edital – que está à disposição da população no site da Limpurb há 60 dias – que será submetido ao crivo do Ministério Público do Estado (MPE).
“Só assim, após manifestação do MP, é que publicaremos a licitação. Por isso, posso assegurar que está tudo dentro da maior transparência possível e com base na legislação em vigor, que é a Lei do Saneamento”. A estimativa do secretário é que o edital possa ser publicado ainda esta semana, mas que não existe essa confirmação. “Tudo depende do pronunciamento do Ministério Público”.
Segundo a reportagem da Isto É, intitulada de O ministro e o lixo, do repórter Sérgio Pardellas, até que o processo licitatório seja finalizado, através da concessão por meio de parceria público-privada (PPP), houve necessidade de firmar um contrato emergencial com as empresas responsáveis hoje pelo serviço (Vega, Jotagê e Torre) no valor anual de R$150 milhões. No entanto, o secretário Fábio Motta afirma que esse valor será de R$14 milhões por mês, por um período estimado de três meses. “O contrato vai expirar dia 2 de fevereiro, em pleno Carnaval. Por isso, vamos precisar estabelecer um, em caráter emergencial, por até 180 dias”. Ele descartou ainda que exista qualquer manobra “que privilegie quem quer que seja”.
Outro ponto rebatido pelo secretário da Sesp foi o fato de o processo licitatório prevê apenas um lote, que será executado por uma empresa-consórcio, pelo prazo de 20 anos. “São Paulo realmente teve que dividir a licitação em mais lotes porque tem uma população cinco vezes maior que a de Salvador. Além do mais, não vamos poder licitar o lote do aterro sanitário, já que foi licitado pela administração passada para o período de 20 anos e estamos apenas no quinto”.
Fonte: Correio da Bahia
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), repudiou ontem o teor da matéria da revista Isto É desta semana em que o vereador Jorge Jambeiro (PSDB) o acusa de estar “por trás” de uma articulação que visa manipular a licitação que definirá os responsáveis pela coleta de lixo da capital pelos próximos 20 anos, renováveis por igual período, no valor estimado de R$4 bilhões. De acordo com o ministro, “estão querendo transformar questões políticas naquele lixo de matéria”. “Até porque, não existe licitação”, acrescentou. Geddel afirmou ainda que está “estudando as vias jurídicas cabíveis para acionar os verdadeiros culpados por ela”.
Apontado como o “mentor da proposta”, o secretário municipal de Serviços Públicos, Fábio Motta, disse que a reportagem “não passa de politicagem barata”. O gestor informou que o edital da licitação sequer foi publicado. “Portanto, as regras do jogo não foram colocadas”. De acordo com ele, foi desenvolvida uma minuta do edital – que está à disposição da população no site da Limpurb há 60 dias – que será submetido ao crivo do Ministério Público do Estado (MPE).
“Só assim, após manifestação do MP, é que publicaremos a licitação. Por isso, posso assegurar que está tudo dentro da maior transparência possível e com base na legislação em vigor, que é a Lei do Saneamento”. A estimativa do secretário é que o edital possa ser publicado ainda esta semana, mas que não existe essa confirmação. “Tudo depende do pronunciamento do Ministério Público”.
Segundo a reportagem da Isto É, intitulada de O ministro e o lixo, do repórter Sérgio Pardellas, até que o processo licitatório seja finalizado, através da concessão por meio de parceria público-privada (PPP), houve necessidade de firmar um contrato emergencial com as empresas responsáveis hoje pelo serviço (Vega, Jotagê e Torre) no valor anual de R$150 milhões. No entanto, o secretário Fábio Motta afirma que esse valor será de R$14 milhões por mês, por um período estimado de três meses. “O contrato vai expirar dia 2 de fevereiro, em pleno Carnaval. Por isso, vamos precisar estabelecer um, em caráter emergencial, por até 180 dias”. Ele descartou ainda que exista qualquer manobra “que privilegie quem quer que seja”.
Outro ponto rebatido pelo secretário da Sesp foi o fato de o processo licitatório prevê apenas um lote, que será executado por uma empresa-consórcio, pelo prazo de 20 anos. “São Paulo realmente teve que dividir a licitação em mais lotes porque tem uma população cinco vezes maior que a de Salvador. Além do mais, não vamos poder licitar o lote do aterro sanitário, já que foi licitado pela administração passada para o período de 20 anos e estamos apenas no quinto”.
Fonte: Correio da Bahia
7 mil quilômetros quadrados de crime hediondo na
Por: Helio Fernandes
Amazônia desmatada e devastada
A Amazônia brasileira é sempre atração internacional, motivo de cobiça de todas as potências. Pelo que vale em riquezas inimagináveis e incalculáveis, e pela nossa displicência, imprudência, inconsciência. Pesquisadores e cientistas já garantiram há muito tempo e repetidamente: as maiores riquezas do mundo, ainda não exploradas, estão no fundo do mar, nas montanhas, na Antártida e na Amazônia.
Não ouvimos, não percebemos, não tomamos providências, embora três desses "territórios" de enriquecimento estejam no Brasil. Essa avalanche motivada pelas denúncias a respeito do colossal desmatamento provocou a natural reação, até mesmo dos insensíveis e insensatos. Alguma coisa tem que acontecer, deve acontecer, acredito que vai acontecer. (VAI?)
Durante dezenas de anos ("nos tempos de eu menino"), se retumbava que a Amazônia seria invadida por exércitos estrangeiros, dse aventureiros-mercenários, ou de potências se aproveitando desses mesmos chamados sempre de "soldados da fortuna". Não fizemos nada, ou melhor, fizemos o contrário do que deveria ser feito.
Todas as providências dos mais diversos governos foram desastrosas. Até mesmo os militares, quando tomaram o Poder, abandonaram a Amazônia, o que é surpreendente, pois as maiores denúncias a respeito da Amazônia vieram (e continuam vindo) dos generais de 4 Estrelas que comandaram a região. Desprezando a possibilidade de invasão militar, tomaram duas providências criminosas, que facilitaram a posse e o domínio por países ou grupos.
1 - A doação aos índios de regiões imensas, maiores do que muitos países da Europa. (Ou de todos eles.) Os índios não têm o que fazer com tanta terra, nem sabem como aproveitá-las. Então, vendem a quem oferecer mais. É um leilão permanente. Só na Amazônia existem 100 mil ONGs negociando essas terras, comprando de índios que já nem se lembram mais de suas origens. E já começam a querer até indenização na ONU, inacreditável.
2 - Estrangeiros falando todas as línguas compram terras na Amazônia, pagam com dinheiro vivo e recebem documentos de posse. No futuro (quando será esse futuro?), seremos acusados diante de tribunais internacionais por termos vendido terras e nos recusarmos a entregá-las. Os exércitos do pesadelo da nossa infância serão substituídos por donos de cartórios. (Deixamos para discutir depois a indenização colossal que os índios já começam a cobrar).
Agora, em boa hora surge a denúncia sobre o desmatamento. A visão aérea dessa vastíssima região completamente destroçada e vazia provoca medo, calafrio, a certeza de que uma das nossas maiores formas de nos transformarmos em potência está totalmente abandonada e desprezada. O governo tomou algumas providências apressadas, que não surtirão efeito.
Começou a guerra de interesses, três grupos se defendendo ou se atacando. Com a exceção do governo, esses três grupos são obrigatoriamente os grandes criminosos da exploração.Pecuaristas ou agropecuaristas.Plantadores e exportadores de soja.Madeireiros. Sem querer livrar ou salvar os outros dois grupos, todas as evidências recaem sobre os madeireiros.
Milhares (milhares mesmo) de caminhões transitam pela área, dia e noite, carregados de madeiras. Só eles têm serras gigantes, a televisão se farta de mostrar essas árvores caindo sobre os nossos corações, nossas mentes e nosso orgulho. É evidente que gozam de formidável proteção, têm cúmplices poderosíssimos, "corre dinheiro" de forma avassaladora.
PS - Esta é apenas uma "tomada" de posição, à espera de medidas eficientes, importantes, que contribuam para mostrar que a Amazônia é nossa, ao contrário da relação de personalidades que dizem que "A AMAZÔNIA PERTENCE AO MUNDO".
PS 2 - Pela forma como têm agido, os próprios governos brasileiros parecem acreditar nisso.
Marina Silva
5 anos perdidos num ministério importante. Agora que Lula resolveu que ele é que decidirá, por que não aproveita e troca de ministro?
O que está sussurrado mas não confirmado, embora comentado. A Vale pagaria dividendos de 2 BILHÕES e 500 MILHÕES aos acionistas. Não se sabe qual a moeda, ainda não foi oficialmente comunicado. Mas pelas potências que transitam pela Vale, deve ser em dólar. E os acionistas, serão muitos? O BNDES, que emprestou 243 milhões de dólares ao Bradesco-Bradespar, estará entre os felizardos dos dividendos?
Não deve estar, nem o BNDES nem o Bandespar. Empréstimo fabrica lucros fantásticos para uns poucos e recebe juros ainda menores. Mas receber dividendos fabulosos como esses que sussurram? Ha! Ha! Ha!
O BNDES emprestar para criar empresas, forjar riquezas, produzir empregos, estimular consumo, maravilha.
Mas tirar do contribuinte uma mineradora próspera e entregá-la a emrpesários espertíssimos não é nem devia ser o objetivo.
Além do mais, se alguns desses espertos vinham de um banquinho praticamente falido, que credencial é essa?
O senador Garibaldi-Garibaldi já se movimenta para ser candidato a governador do Rio Grande do Norte. Foi e não fez nada. Agora, precisa do apoio do filho de Aluizio Alves, líder.
Nada surpreendente que prévias dos EUA se travassem em torno do problema racial. Mas Obama está perdendo excelente oportunidade, pelo menos até agora não representa os negros. Terá que mudar muito.
Além de negro, realmente em ascensão nos EUA, Obama ainda teve a sorte de enfrentar uma representante da elite mais desapiedada com o destino dos pobres. Se tivesse 30 por cento da liderança de Luther King, Obama já estaria na Casa Branca.
O Fluminense perdia para o modesto Cardoso Moreira por 2 a 0, ganhou, 3 a 2. Perdia por 2 a 1 para o Macaé (rico em petróleo mas não em futebol), empatou penosamente por 2 a 2. Se não fosse gaúcho, o treinador Renato poderia até falar na "reação republicana" de Nilo Peçanha. Há 85 anos.
Manchete do Jornal do Commercio, que errou por uma letra: "Tensão derruba bolsa". O digitador poderia ter errado, saído tesão, mais certo.
Rodrigo Maia, filho de Cesar Maia (que só o chama de "meu garoto"), afirmou publicamente: "A culpa é do governo que não fez". Não devia falar assim do próprio pai, que lhe deu vida confortável.
Elogiei o presidente Bush por ter feito o tal "pacote" de 150 bilhões de dólares para estimular o consumo. Lamentei que gastasse 2 trilhões com a guerra do petróleo, perdão, do Iraque, e para o comsumo interno apenas uma parte mínima.
Agora, constatado que Bush é incapaz de andar em linha reta por algum (pouco) tempo, ele muda o trajeto e o projeto, vai distribuir esses 150 bilhões entre os ricos ou os que não precisam. Ficará longe do combate à recessão, nem 1 dólar irá para o consumo.
O corregedor da Polícia Militar, coronel Ricardo Paul, foi sincero, correto, atingiu o alvo, mesmo estando desarmado: "O policial mal pago fica imune e sensível à corrupção". Perfeito.
Por causa disso foi injustamente "demitido", passou ao serviço burocrático. Um só exemplo: em Nova Iorque, um policial fardado, que trabalha nas ruas, ganha 42 mil dólares-ano, lá tudo é assim.
Significa mais ou menos 3.500 dólares-mês. Mais plano de saúde, direitos vários, aposentadoria integral. O mesmo na França, Inglaterra, Alemanha. Quase 7 mil reais, razoável.
A confissão de Delúbio, "todo o partido sabia do que acontecia dentro do PT, incluindo Marta Suplicy, Jorge Bittar e Mercadante", não é surpreendente, mas explodiu o que restava do PT.
Diga-se a bem da verdade: no agora PT-PT, se sabia de "ciência certa" que isso aconteceria. É até "humano" que todos queiram se salvar. Por que alguns (poderosos) ficariam de fora?
Quanto ao Silvio (Silvinho) Pereira, que fez acordo com a Justiça, isso é obrigatório. Como a pena prevista para ele é de menos de 1 ano, a lei manda fazer acordo. Isso foi feito, houve economia de tempo e dinheiro. Não quero nem defendê-lo.
Hoje, em Brasília, o Tribunal Superior do Trabalho deve homologar o acordo entre Furnas e o Sindicato dos Empregados.
Com isso, vale a decisão do Tribunal de Contas da União, que mantém os funcionários até dezembro de 2009. Demolida a juíza substituta.
Enquanto isso, os funcionários do Tribunal de Justiça do Estado do Rio perderam mais uma vez. Não tiveram reajuste de salário.
Agora reivindicaram o auxílio-transporte, NEGARAM. Uma boa parte do que recebem vai para a condução, indispensável.
Como ninguém liga para o trabalhador-funcionário, o mesmo acontece na Alerj. Picciani fez a proposta: pagar em parcelas o que Supremo Tribunal, em 2002, mandou pagar IMEDIATAMENTE. Em assembléia geral o sindicato rejeitou o absurdo.
O presidente da Alerj foi fazendo outras propostas imorais. Norval Valerio, advogado do Sindalerj, considerou as propostas de Picciani "ofensas ao presidente Murta Ribeiro".
Essa questão começou em 1995 com Sérgio Cabral, presidente da Alerj. Perdeu em todas as instâncias e fez carreira. Que República.
XXX
Seria injustiça completa se Sharapova não ganhasse o primeiro Grand Slam, o Aberto da Austrália. Veio até a final sem perder um set sequer. Depois de meses parada por causa de contusão no ombro, jogou admiravelmente, fulminando as adversárias.
No primeiro set contra Ivanovic, só cometeu duas duplas faltas no mesmo game. A sérvia passou à frente, Sharapova reagiu, venceu. Nas 7 vitórias, indispensáveis para conquistar o título, não perdeu um set sequer, sempre 2 a 0. Deve aparecer hoje, no ranking, como a número 2 ou até mesmo número 1.
A final masculina foi monótona, irritante pelos erros,pela presunção de Djokovic, pelo quase desinteresse de Tsonga. O sérvio ganhou seu primeiro título, os 2 milhões correspondentes, imerecidos. Pela fragorosa derrota no tiebreak, Tsonga não merecia o milhão de dólares que recebeu.
XXX
Carol, grande realidade do vôlei de praia, 20 anos, a mais jovem a disputar o título de rainha da praia, não conseguiu. Filha da campeoníssima Isabel e do esportista Ruy Solberg, perdeu, a rainha é Talita. Mas a parceira da campeã, Maria Elisa, foi a melhor do jogo.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Amazônia desmatada e devastada
A Amazônia brasileira é sempre atração internacional, motivo de cobiça de todas as potências. Pelo que vale em riquezas inimagináveis e incalculáveis, e pela nossa displicência, imprudência, inconsciência. Pesquisadores e cientistas já garantiram há muito tempo e repetidamente: as maiores riquezas do mundo, ainda não exploradas, estão no fundo do mar, nas montanhas, na Antártida e na Amazônia.
Não ouvimos, não percebemos, não tomamos providências, embora três desses "territórios" de enriquecimento estejam no Brasil. Essa avalanche motivada pelas denúncias a respeito do colossal desmatamento provocou a natural reação, até mesmo dos insensíveis e insensatos. Alguma coisa tem que acontecer, deve acontecer, acredito que vai acontecer. (VAI?)
Durante dezenas de anos ("nos tempos de eu menino"), se retumbava que a Amazônia seria invadida por exércitos estrangeiros, dse aventureiros-mercenários, ou de potências se aproveitando desses mesmos chamados sempre de "soldados da fortuna". Não fizemos nada, ou melhor, fizemos o contrário do que deveria ser feito.
Todas as providências dos mais diversos governos foram desastrosas. Até mesmo os militares, quando tomaram o Poder, abandonaram a Amazônia, o que é surpreendente, pois as maiores denúncias a respeito da Amazônia vieram (e continuam vindo) dos generais de 4 Estrelas que comandaram a região. Desprezando a possibilidade de invasão militar, tomaram duas providências criminosas, que facilitaram a posse e o domínio por países ou grupos.
1 - A doação aos índios de regiões imensas, maiores do que muitos países da Europa. (Ou de todos eles.) Os índios não têm o que fazer com tanta terra, nem sabem como aproveitá-las. Então, vendem a quem oferecer mais. É um leilão permanente. Só na Amazônia existem 100 mil ONGs negociando essas terras, comprando de índios que já nem se lembram mais de suas origens. E já começam a querer até indenização na ONU, inacreditável.
2 - Estrangeiros falando todas as línguas compram terras na Amazônia, pagam com dinheiro vivo e recebem documentos de posse. No futuro (quando será esse futuro?), seremos acusados diante de tribunais internacionais por termos vendido terras e nos recusarmos a entregá-las. Os exércitos do pesadelo da nossa infância serão substituídos por donos de cartórios. (Deixamos para discutir depois a indenização colossal que os índios já começam a cobrar).
Agora, em boa hora surge a denúncia sobre o desmatamento. A visão aérea dessa vastíssima região completamente destroçada e vazia provoca medo, calafrio, a certeza de que uma das nossas maiores formas de nos transformarmos em potência está totalmente abandonada e desprezada. O governo tomou algumas providências apressadas, que não surtirão efeito.
Começou a guerra de interesses, três grupos se defendendo ou se atacando. Com a exceção do governo, esses três grupos são obrigatoriamente os grandes criminosos da exploração.Pecuaristas ou agropecuaristas.Plantadores e exportadores de soja.Madeireiros. Sem querer livrar ou salvar os outros dois grupos, todas as evidências recaem sobre os madeireiros.
Milhares (milhares mesmo) de caminhões transitam pela área, dia e noite, carregados de madeiras. Só eles têm serras gigantes, a televisão se farta de mostrar essas árvores caindo sobre os nossos corações, nossas mentes e nosso orgulho. É evidente que gozam de formidável proteção, têm cúmplices poderosíssimos, "corre dinheiro" de forma avassaladora.
PS - Esta é apenas uma "tomada" de posição, à espera de medidas eficientes, importantes, que contribuam para mostrar que a Amazônia é nossa, ao contrário da relação de personalidades que dizem que "A AMAZÔNIA PERTENCE AO MUNDO".
PS 2 - Pela forma como têm agido, os próprios governos brasileiros parecem acreditar nisso.
Marina Silva
5 anos perdidos num ministério importante. Agora que Lula resolveu que ele é que decidirá, por que não aproveita e troca de ministro?
O que está sussurrado mas não confirmado, embora comentado. A Vale pagaria dividendos de 2 BILHÕES e 500 MILHÕES aos acionistas. Não se sabe qual a moeda, ainda não foi oficialmente comunicado. Mas pelas potências que transitam pela Vale, deve ser em dólar. E os acionistas, serão muitos? O BNDES, que emprestou 243 milhões de dólares ao Bradesco-Bradespar, estará entre os felizardos dos dividendos?
Não deve estar, nem o BNDES nem o Bandespar. Empréstimo fabrica lucros fantásticos para uns poucos e recebe juros ainda menores. Mas receber dividendos fabulosos como esses que sussurram? Ha! Ha! Ha!
O BNDES emprestar para criar empresas, forjar riquezas, produzir empregos, estimular consumo, maravilha.
Mas tirar do contribuinte uma mineradora próspera e entregá-la a emrpesários espertíssimos não é nem devia ser o objetivo.
Além do mais, se alguns desses espertos vinham de um banquinho praticamente falido, que credencial é essa?
O senador Garibaldi-Garibaldi já se movimenta para ser candidato a governador do Rio Grande do Norte. Foi e não fez nada. Agora, precisa do apoio do filho de Aluizio Alves, líder.
Nada surpreendente que prévias dos EUA se travassem em torno do problema racial. Mas Obama está perdendo excelente oportunidade, pelo menos até agora não representa os negros. Terá que mudar muito.
Além de negro, realmente em ascensão nos EUA, Obama ainda teve a sorte de enfrentar uma representante da elite mais desapiedada com o destino dos pobres. Se tivesse 30 por cento da liderança de Luther King, Obama já estaria na Casa Branca.
O Fluminense perdia para o modesto Cardoso Moreira por 2 a 0, ganhou, 3 a 2. Perdia por 2 a 1 para o Macaé (rico em petróleo mas não em futebol), empatou penosamente por 2 a 2. Se não fosse gaúcho, o treinador Renato poderia até falar na "reação republicana" de Nilo Peçanha. Há 85 anos.
Manchete do Jornal do Commercio, que errou por uma letra: "Tensão derruba bolsa". O digitador poderia ter errado, saído tesão, mais certo.
Rodrigo Maia, filho de Cesar Maia (que só o chama de "meu garoto"), afirmou publicamente: "A culpa é do governo que não fez". Não devia falar assim do próprio pai, que lhe deu vida confortável.
Elogiei o presidente Bush por ter feito o tal "pacote" de 150 bilhões de dólares para estimular o consumo. Lamentei que gastasse 2 trilhões com a guerra do petróleo, perdão, do Iraque, e para o comsumo interno apenas uma parte mínima.
Agora, constatado que Bush é incapaz de andar em linha reta por algum (pouco) tempo, ele muda o trajeto e o projeto, vai distribuir esses 150 bilhões entre os ricos ou os que não precisam. Ficará longe do combate à recessão, nem 1 dólar irá para o consumo.
O corregedor da Polícia Militar, coronel Ricardo Paul, foi sincero, correto, atingiu o alvo, mesmo estando desarmado: "O policial mal pago fica imune e sensível à corrupção". Perfeito.
Por causa disso foi injustamente "demitido", passou ao serviço burocrático. Um só exemplo: em Nova Iorque, um policial fardado, que trabalha nas ruas, ganha 42 mil dólares-ano, lá tudo é assim.
Significa mais ou menos 3.500 dólares-mês. Mais plano de saúde, direitos vários, aposentadoria integral. O mesmo na França, Inglaterra, Alemanha. Quase 7 mil reais, razoável.
A confissão de Delúbio, "todo o partido sabia do que acontecia dentro do PT, incluindo Marta Suplicy, Jorge Bittar e Mercadante", não é surpreendente, mas explodiu o que restava do PT.
Diga-se a bem da verdade: no agora PT-PT, se sabia de "ciência certa" que isso aconteceria. É até "humano" que todos queiram se salvar. Por que alguns (poderosos) ficariam de fora?
Quanto ao Silvio (Silvinho) Pereira, que fez acordo com a Justiça, isso é obrigatório. Como a pena prevista para ele é de menos de 1 ano, a lei manda fazer acordo. Isso foi feito, houve economia de tempo e dinheiro. Não quero nem defendê-lo.
Hoje, em Brasília, o Tribunal Superior do Trabalho deve homologar o acordo entre Furnas e o Sindicato dos Empregados.
Com isso, vale a decisão do Tribunal de Contas da União, que mantém os funcionários até dezembro de 2009. Demolida a juíza substituta.
Enquanto isso, os funcionários do Tribunal de Justiça do Estado do Rio perderam mais uma vez. Não tiveram reajuste de salário.
Agora reivindicaram o auxílio-transporte, NEGARAM. Uma boa parte do que recebem vai para a condução, indispensável.
Como ninguém liga para o trabalhador-funcionário, o mesmo acontece na Alerj. Picciani fez a proposta: pagar em parcelas o que Supremo Tribunal, em 2002, mandou pagar IMEDIATAMENTE. Em assembléia geral o sindicato rejeitou o absurdo.
O presidente da Alerj foi fazendo outras propostas imorais. Norval Valerio, advogado do Sindalerj, considerou as propostas de Picciani "ofensas ao presidente Murta Ribeiro".
Essa questão começou em 1995 com Sérgio Cabral, presidente da Alerj. Perdeu em todas as instâncias e fez carreira. Que República.
XXX
Seria injustiça completa se Sharapova não ganhasse o primeiro Grand Slam, o Aberto da Austrália. Veio até a final sem perder um set sequer. Depois de meses parada por causa de contusão no ombro, jogou admiravelmente, fulminando as adversárias.
No primeiro set contra Ivanovic, só cometeu duas duplas faltas no mesmo game. A sérvia passou à frente, Sharapova reagiu, venceu. Nas 7 vitórias, indispensáveis para conquistar o título, não perdeu um set sequer, sempre 2 a 0. Deve aparecer hoje, no ranking, como a número 2 ou até mesmo número 1.
A final masculina foi monótona, irritante pelos erros,pela presunção de Djokovic, pelo quase desinteresse de Tsonga. O sérvio ganhou seu primeiro título, os 2 milhões correspondentes, imerecidos. Pela fragorosa derrota no tiebreak, Tsonga não merecia o milhão de dólares que recebeu.
XXX
Carol, grande realidade do vôlei de praia, 20 anos, a mais jovem a disputar o título de rainha da praia, não conseguiu. Filha da campeoníssima Isabel e do esportista Ruy Solberg, perdeu, a rainha é Talita. Mas a parceira da campeã, Maria Elisa, foi a melhor do jogo.
Fonte: Tribuna da Imprensa
O Prêmio Pinóquio, lá e cá
Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - Nos Estados Unidos, o Centro para a Integridade Pública acaba de divulgar que no espaço de dois anos o governo George W. Bush produziu 935 mentiras, entre elas a de que Saddam Hussein dispunha de armas de destruição em massa, além de estar construindo uma bomba atômica. No Brasil, felizmente sem concorrermos com números tão altos, o governo Lula também participa da disputa pelo Prêmio Pinóquio.
Realizou-se quinta-feira, no Palácio do Planalto, reunião de emergência convocada pelo presidente, com seis ministros debatendo fórmulas de estancar as crescentes queimadas na floresta amazônica. O diabo é que ao comparecer à Assembléia Geral das Nações Unidas, em agosto do ano passado, o presidente disse o contrário, ou seja, que as queimadas haviam diminuído consideravelmente. O mesmo sustentou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em Bali, em novembro, na Conferência Sobre o Aquecimento Global. Será que tudo mudou em poucos meses? Que os vândalos depredadores foram tão rápidos assim?
De repente, é o próprio governo a reconhecer contundentes índices de desmatamento verificados em 2007. Em vez de diminuir, aumentou a devastação da floresta.
Trata-se apenas do último exemplo de verdades não verdadeiras, mas quantos outros poderiam ser alinhados? "Não haverá aumento de impostos." "Não lotearemos cargos e funções públicas." "O PIB crescerá mais de 5%." "O mensalão não aconteceu." "A inflação encontra-se sob controle." "Não aumentaram os preços de gêneros de primeira necessidade." "Inexiste surto de febre amarela." "A hipótese de apagão energético está afastada."
É bom o presidente Lula tomar cuidado, porque tem sido levado por seus auxiliares a dizer coisas que depois acontecem ao contrário.
Missão impossível
Quando a situação aperta, o governo retira as Forças Armadas do fundo do baú, apesar de relegadas e desmanteladas desde os tempos do sociólogo. Os donos do poder apelam para Exército, Marinha e Aeronáutica sempre que se encontram em sinuca, como tentaram até na questão da insegurança pública.
Agora, defrontando-se com o desmatamento crescente da Amazônia, realidade faz pouco negada pelo próprio Lula, nas Nações Unidas, e pela ministra Marina Silva, em Bali, é hora de mais uma vez o governo voltar-se para os militares. Já que quem deveria fiscalizar e punir não pune nem fiscaliza, a solução parece esperar que soldados, marinheiros e aviadores realizem milagres.
O problema é que em terminologia castrense funciona regra fundamental: "Quem dá a missão, dá os meios". Se é para as Forças Armadas vigiarem a Amazônia, impedindo queimadas e dilapidação da floresta, que tal recuperar e ampliar o número de helicópteros do Exército, para não falar na preparação de contingentes capazes de agir?
Como a Aeronáutica conseguirá plotar as regiões onde maus empresários derrubam árvores para plantar soja e criar gado, se metade da frota aérea encontra-se no chão, por falta de peças de reposição? De que maneira a Marinha, sem navios, conseguirá patrulhar o litoral Norte e impedir a saída de milhares de toneladas de madeira para o exterior, responsabilizando não apenas os exportadores, mas os compradores?
Muitas vezes reuniões de emergência tornam-se necessárias, até imprescindíveis, mas se ficarem apenas na retórica, nada feito...
Por que as goelas estão abertas?
Recomeçou semana passada a canibalesca corrida dos partidos da base do governo atrás de presidências e diretorias de empresas estatais. A posse de Edison Lobão no Ministério de Minas e Energia parece haver assanhado apetites obscenos, que caberá ao senador tentar conter e controlar. Como não são apenas as empresas energéticas, apesar delas ocuparem a pole-position nessa abominável disputa, vale prospectarmos as razões de apetites tão virulentos.
E as razões intestinas revelam-se mais podres do que as goelas. Os partidos, ou melhor, certos caciques dos partidos, lançam-se na conquista desenfreada de funções que dispõem de verbas para investimentos e, em especial, para pagamento de empreiteiras.
Não é preciso dizer mais nada. Atrás de cada fatura que vai ser liberada pode estar uma "contribuição" da iniciativa privada para pagar dívidas de campanha ou, mais provável ainda, para preparar as próximas eleições. Isso, aqui para nós, para dizer o mínimo.
O pior nessa história é que a avenida possui mão e contramão. As empreiteiras também nadam de braçada em mar tranqüilo, superfaturando obras e garantindo o seu futuro...
A Santa Ceia
Continua motivo para comentários e especulações aqui em Brasília a referência alegre do presidente Lula, na recente reunião ministerial, a respeito dela assemelhar-se ao quadro da Santa Ceia, de Leonardo da Vinci.
Alguns supõem que o presidente andou lendo o maior best-seller do ano passado, de Dow Brown, o "Código da Vinci", mas alguns constrangimentos fluíram. Quem será o Judas, entre os 38 ministros presentes à reunião? Tomara que não seja o encarregado das finanças dos grupos dos apóstolos. Por outro lado, à direita de Jesus (perdão, do Luiz Ignácio) estava o vice-presidente José Alencar. Teria ele algo a ver com Maria Magdalena-João Evangelista? Ou, feito nas máquinas fotográficas, a imagem terá saído invertida, com a ministra Dilma Rousseff, à esquerda?
A ninguém será dado censurar o presidente por conta de uma jovial observação feita para desarmar espíritos temerosos da bronca que, apesar de tudo, acabaram levando. Fica, porém, uma sugestão para a próxima reunião ministerial: que tal o presidente compará-la ao quadro de Pedro Américo, da proclamação da Independência do Brasil? Quem será o carreiro que comboiava bois, no cantinho inferior da tela?
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Nos Estados Unidos, o Centro para a Integridade Pública acaba de divulgar que no espaço de dois anos o governo George W. Bush produziu 935 mentiras, entre elas a de que Saddam Hussein dispunha de armas de destruição em massa, além de estar construindo uma bomba atômica. No Brasil, felizmente sem concorrermos com números tão altos, o governo Lula também participa da disputa pelo Prêmio Pinóquio.
Realizou-se quinta-feira, no Palácio do Planalto, reunião de emergência convocada pelo presidente, com seis ministros debatendo fórmulas de estancar as crescentes queimadas na floresta amazônica. O diabo é que ao comparecer à Assembléia Geral das Nações Unidas, em agosto do ano passado, o presidente disse o contrário, ou seja, que as queimadas haviam diminuído consideravelmente. O mesmo sustentou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em Bali, em novembro, na Conferência Sobre o Aquecimento Global. Será que tudo mudou em poucos meses? Que os vândalos depredadores foram tão rápidos assim?
De repente, é o próprio governo a reconhecer contundentes índices de desmatamento verificados em 2007. Em vez de diminuir, aumentou a devastação da floresta.
Trata-se apenas do último exemplo de verdades não verdadeiras, mas quantos outros poderiam ser alinhados? "Não haverá aumento de impostos." "Não lotearemos cargos e funções públicas." "O PIB crescerá mais de 5%." "O mensalão não aconteceu." "A inflação encontra-se sob controle." "Não aumentaram os preços de gêneros de primeira necessidade." "Inexiste surto de febre amarela." "A hipótese de apagão energético está afastada."
É bom o presidente Lula tomar cuidado, porque tem sido levado por seus auxiliares a dizer coisas que depois acontecem ao contrário.
Missão impossível
Quando a situação aperta, o governo retira as Forças Armadas do fundo do baú, apesar de relegadas e desmanteladas desde os tempos do sociólogo. Os donos do poder apelam para Exército, Marinha e Aeronáutica sempre que se encontram em sinuca, como tentaram até na questão da insegurança pública.
Agora, defrontando-se com o desmatamento crescente da Amazônia, realidade faz pouco negada pelo próprio Lula, nas Nações Unidas, e pela ministra Marina Silva, em Bali, é hora de mais uma vez o governo voltar-se para os militares. Já que quem deveria fiscalizar e punir não pune nem fiscaliza, a solução parece esperar que soldados, marinheiros e aviadores realizem milagres.
O problema é que em terminologia castrense funciona regra fundamental: "Quem dá a missão, dá os meios". Se é para as Forças Armadas vigiarem a Amazônia, impedindo queimadas e dilapidação da floresta, que tal recuperar e ampliar o número de helicópteros do Exército, para não falar na preparação de contingentes capazes de agir?
Como a Aeronáutica conseguirá plotar as regiões onde maus empresários derrubam árvores para plantar soja e criar gado, se metade da frota aérea encontra-se no chão, por falta de peças de reposição? De que maneira a Marinha, sem navios, conseguirá patrulhar o litoral Norte e impedir a saída de milhares de toneladas de madeira para o exterior, responsabilizando não apenas os exportadores, mas os compradores?
Muitas vezes reuniões de emergência tornam-se necessárias, até imprescindíveis, mas se ficarem apenas na retórica, nada feito...
Por que as goelas estão abertas?
Recomeçou semana passada a canibalesca corrida dos partidos da base do governo atrás de presidências e diretorias de empresas estatais. A posse de Edison Lobão no Ministério de Minas e Energia parece haver assanhado apetites obscenos, que caberá ao senador tentar conter e controlar. Como não são apenas as empresas energéticas, apesar delas ocuparem a pole-position nessa abominável disputa, vale prospectarmos as razões de apetites tão virulentos.
E as razões intestinas revelam-se mais podres do que as goelas. Os partidos, ou melhor, certos caciques dos partidos, lançam-se na conquista desenfreada de funções que dispõem de verbas para investimentos e, em especial, para pagamento de empreiteiras.
Não é preciso dizer mais nada. Atrás de cada fatura que vai ser liberada pode estar uma "contribuição" da iniciativa privada para pagar dívidas de campanha ou, mais provável ainda, para preparar as próximas eleições. Isso, aqui para nós, para dizer o mínimo.
O pior nessa história é que a avenida possui mão e contramão. As empreiteiras também nadam de braçada em mar tranqüilo, superfaturando obras e garantindo o seu futuro...
A Santa Ceia
Continua motivo para comentários e especulações aqui em Brasília a referência alegre do presidente Lula, na recente reunião ministerial, a respeito dela assemelhar-se ao quadro da Santa Ceia, de Leonardo da Vinci.
Alguns supõem que o presidente andou lendo o maior best-seller do ano passado, de Dow Brown, o "Código da Vinci", mas alguns constrangimentos fluíram. Quem será o Judas, entre os 38 ministros presentes à reunião? Tomara que não seja o encarregado das finanças dos grupos dos apóstolos. Por outro lado, à direita de Jesus (perdão, do Luiz Ignácio) estava o vice-presidente José Alencar. Teria ele algo a ver com Maria Magdalena-João Evangelista? Ou, feito nas máquinas fotográficas, a imagem terá saído invertida, com a ministra Dilma Rousseff, à esquerda?
A ninguém será dado censurar o presidente por conta de uma jovial observação feita para desarmar espíritos temerosos da bronca que, apesar de tudo, acabaram levando. Fica, porém, uma sugestão para a próxima reunião ministerial: que tal o presidente compará-la ao quadro de Pedro Américo, da proclamação da Independência do Brasil? Quem será o carreiro que comboiava bois, no cantinho inferior da tela?
Fonte: Tribuna da Imprensa
Lobão: "Não vou fazer desordem"
PMDB e Planalto disputam cargos no setor elétrico
BRASÍLIA - Uma nova rodada de conversas para definir as nomeações do setor elétrico será feita hoje no Palácio do Planalto, com a participação dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), e de Relações Institucionais, José Múcio (PTB), além dos líderes do PMDB na Câmara e Senado. A expectativa de Lobão é fechar esta semana os nomes, mas ele disse que não tomará nenhuma decisão precipitada.
"Não vou chegar ao setor e fazer uma desordem", afirmou, procurando não entrar em confronto com a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, que trabalha nos bastidores para manter sua influência no setor. A reunião servirá para "acertar as arestas" da área elétrica, como definiu o próprio Lobão.
O principal alvo da disputa travada entre o PMDB e o PT é a presidência da Eletrobrás, que vem sendo ocupada interinamente, há mais de um ano, pelo petista Valter Cardeal, homem da confiança de Dilma. A pedido do senador José Sarney (PMDB-AP), a bancada peemedebista do Senado indicou Evandro Coura, presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE).
Apesar de Coura ter apoio do mercado, o sinal vermelho, como definiu um influente senador do PMDB, já foi acionado no gabinete de Dilma e seu nome estaria perdendo fôlego até mesmo dentro do PMDB. Um parlamentar ligado à chefe da Casa Civil disse que o próprio Sarney já não estaria tão empenhado na nomeação de Coura.
Mesmo assim, ficou irritado com a reação da ministra. Diante dessas divergências, o nome que voltou a ganhar força nos bastidores é o do ex-presidente da Eletronuclear Flávio Decat, que também é ligado ao PMDB. Segundo um interlocutor da ministra, ele teria a simpatia de Dilma para ocupar o cargo.
A ministra manifestou sua resistência a Coura e, segundo interlocutores do Planalto, discutiu longamente o assunto com José Múcio. Na avaliação de peemedebistas, Dilma Rousseff, estaria, na verdade, tentando articular a permanência de Cardeal à frente da principal estatal do setor elétrico, que controla importantes geradoras como Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul.
Depois de declarar, na semana passada, que Evandro Coura era o nome mais forte de sua lista, o ministro de Minas e Energia assumiu uma postura mais cautelosa ao dizer que o executivo ainda tem chance, mas fez suspense. "É um nome posto, mas pode ser ele ou não", afirmou, acrescentando que não recebera objeções de Dilma nem de setores do PMDB.
Petrobras
Frente às incertezas das cadeiras no setor elétrico, deverá ser adiada também a eleição, inicialmente prevista para hoje, do gerente-geral de engenharia da Petrobras, Jorge Zelada, para o cargo de diretor internacional da empresa.
O nome é um pleito da bancada federal do PMDB, mas também em relação a Zelada começam a pairar dúvidas. É que parte do PMDB do Senado apóia a manutenção do atual ocupante do cargo na Petrobras, Nestor Cerveró. Outro motivo para o adiamento dessa decisão: Edison Lobão ainda não assumiu seu lugar no Conselho de Administração da Petrobras, que é presidido por Dilma Rousseff.
Para a presidência da Eletronorte, o nome cogitado é de Lívio de Assis, ligado ao deputado Jader Barbalho (PMDB-PA). Sarney pediu também que seja nomeado para a diretoria financeira da Eletrobrás, o atual diretor financeiro da Eletronorte, Astrogildo Quental.
Em meio à essa disputa por cargos nas estatais, Quental é o único nome que, por enquanto, é dado como certo na troca de cadeiras. Já a definição da presidência da Eletronorte só deve sair depois que forem concluídas as negociações em torno do comando da Eletrobrás.
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Uma nova rodada de conversas para definir as nomeações do setor elétrico será feita hoje no Palácio do Planalto, com a participação dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), e de Relações Institucionais, José Múcio (PTB), além dos líderes do PMDB na Câmara e Senado. A expectativa de Lobão é fechar esta semana os nomes, mas ele disse que não tomará nenhuma decisão precipitada.
"Não vou chegar ao setor e fazer uma desordem", afirmou, procurando não entrar em confronto com a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, que trabalha nos bastidores para manter sua influência no setor. A reunião servirá para "acertar as arestas" da área elétrica, como definiu o próprio Lobão.
O principal alvo da disputa travada entre o PMDB e o PT é a presidência da Eletrobrás, que vem sendo ocupada interinamente, há mais de um ano, pelo petista Valter Cardeal, homem da confiança de Dilma. A pedido do senador José Sarney (PMDB-AP), a bancada peemedebista do Senado indicou Evandro Coura, presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE).
Apesar de Coura ter apoio do mercado, o sinal vermelho, como definiu um influente senador do PMDB, já foi acionado no gabinete de Dilma e seu nome estaria perdendo fôlego até mesmo dentro do PMDB. Um parlamentar ligado à chefe da Casa Civil disse que o próprio Sarney já não estaria tão empenhado na nomeação de Coura.
Mesmo assim, ficou irritado com a reação da ministra. Diante dessas divergências, o nome que voltou a ganhar força nos bastidores é o do ex-presidente da Eletronuclear Flávio Decat, que também é ligado ao PMDB. Segundo um interlocutor da ministra, ele teria a simpatia de Dilma para ocupar o cargo.
A ministra manifestou sua resistência a Coura e, segundo interlocutores do Planalto, discutiu longamente o assunto com José Múcio. Na avaliação de peemedebistas, Dilma Rousseff, estaria, na verdade, tentando articular a permanência de Cardeal à frente da principal estatal do setor elétrico, que controla importantes geradoras como Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul.
Depois de declarar, na semana passada, que Evandro Coura era o nome mais forte de sua lista, o ministro de Minas e Energia assumiu uma postura mais cautelosa ao dizer que o executivo ainda tem chance, mas fez suspense. "É um nome posto, mas pode ser ele ou não", afirmou, acrescentando que não recebera objeções de Dilma nem de setores do PMDB.
Petrobras
Frente às incertezas das cadeiras no setor elétrico, deverá ser adiada também a eleição, inicialmente prevista para hoje, do gerente-geral de engenharia da Petrobras, Jorge Zelada, para o cargo de diretor internacional da empresa.
O nome é um pleito da bancada federal do PMDB, mas também em relação a Zelada começam a pairar dúvidas. É que parte do PMDB do Senado apóia a manutenção do atual ocupante do cargo na Petrobras, Nestor Cerveró. Outro motivo para o adiamento dessa decisão: Edison Lobão ainda não assumiu seu lugar no Conselho de Administração da Petrobras, que é presidido por Dilma Rousseff.
Para a presidência da Eletronorte, o nome cogitado é de Lívio de Assis, ligado ao deputado Jader Barbalho (PMDB-PA). Sarney pediu também que seja nomeado para a diretoria financeira da Eletrobrás, o atual diretor financeiro da Eletronorte, Astrogildo Quental.
Em meio à essa disputa por cargos nas estatais, Quental é o único nome que, por enquanto, é dado como certo na troca de cadeiras. Já a definição da presidência da Eletronorte só deve sair depois que forem concluídas as negociações em torno do comando da Eletrobrás.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Frente fria impede retorno de parlamentares da Antártica
SÃO PAULO - A chegada de frentes frias impede a volta ao Brasil de uma expedição oficial à Antártica com 13 parlamentares brasileiros desde a última sexta-feira. Se o tempo estiver bom hoje, o grupo, que chegou à Antártica na última quinta-feira, deve voltar ao Brasil apenas amanhã, ante uma previsão inicial de chegada na noite de ontem.
O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), um dos integrantes da Comissão Mista Oficial de Mudanças Climáticas, que viajou ao continente antártico à convite da Marinha, disse que o tempo fechado atrasou a volta da missão, mas acabou ajudando os parlamentares a conhecerem melhor o trabalho dos cientistas brasileiros que trabalham na Estação Comandante Ferraz.
Os parlamentares visitaram também a estação chilena Eduardo Frei. "Era para ficarmos apenas duas horas na Estação Comandante Ferraz, e já ficamos quase duas noites. Visitamos os laboratórios e conhecemos pesquisas nas áreas de meteorologia, ventos e marés, sobre a camada de ozônio, baleias aves e peixes", disse ele.
"Mesmo após um inverno bastante rigoroso, estudos dos cientistas brasileiros apontam que a temperatura tem aumentado nos últimos 50 anos na Antártica e comprovam o fenômeno do aquecimento global", acrescentou. Na manhã de ontem, mesmo com temperaturas próximas de zero e sensação térmica de - 2 ºC, os parlamentares caminharam nas proximidades da base chilena, conheceram a estação russa e visitaram as igrejas Católica e Ortodoxa no continente.
Os parlamentares não passam frio, pois receberam roupas especiais da base da Marinha em Pelotas (RS), mas, apesar disso, estão ansiosos para voltar, assegura Teixeira. "Todos nós temos uma agenda para cumprir nesta semana, e os compromissos de segunda e terça-feira já tiveram de ser cancelados", disse o deputado petista. Caso o tempo amanheça aberto hoje de manhã, os parlamentares viajarão de avião da estação chilena até Punta Arenas, no Extremo Sul do Chile. Somente depois disso é que eles poderão retornar em um vôo para o Brasil.
Além de Teixeira, fazem parte da missão os deputados Ricardo Trípoli (PSDB-SP), Moreira Mendes (PPS-RO), Wellington Coimbra (PMDB-ES), Colbert Martins (PMDB-BA), Edmilson Valentin (PCdoB-RJ), Jorge Maluly (DEM-SP), Maria Helena (PSB-RR), Fábio Ramalho (PV-MG), Luciano Pizzato (DEM-PR), Fernando Chucre (PSDB-SP) e Vinicius Carvalho (PTdoB-RJ) e o senador Renato Casagrande (PSB-ES). Acompanham também assessores parlamentares, membros do Ministério de Ciência e Tecnologia, CNPQ, Banco Central, Casa Civil, Aeronáutica e Marinha.
Fonte: Tribuna da Imprensa
O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), um dos integrantes da Comissão Mista Oficial de Mudanças Climáticas, que viajou ao continente antártico à convite da Marinha, disse que o tempo fechado atrasou a volta da missão, mas acabou ajudando os parlamentares a conhecerem melhor o trabalho dos cientistas brasileiros que trabalham na Estação Comandante Ferraz.
Os parlamentares visitaram também a estação chilena Eduardo Frei. "Era para ficarmos apenas duas horas na Estação Comandante Ferraz, e já ficamos quase duas noites. Visitamos os laboratórios e conhecemos pesquisas nas áreas de meteorologia, ventos e marés, sobre a camada de ozônio, baleias aves e peixes", disse ele.
"Mesmo após um inverno bastante rigoroso, estudos dos cientistas brasileiros apontam que a temperatura tem aumentado nos últimos 50 anos na Antártica e comprovam o fenômeno do aquecimento global", acrescentou. Na manhã de ontem, mesmo com temperaturas próximas de zero e sensação térmica de - 2 ºC, os parlamentares caminharam nas proximidades da base chilena, conheceram a estação russa e visitaram as igrejas Católica e Ortodoxa no continente.
Os parlamentares não passam frio, pois receberam roupas especiais da base da Marinha em Pelotas (RS), mas, apesar disso, estão ansiosos para voltar, assegura Teixeira. "Todos nós temos uma agenda para cumprir nesta semana, e os compromissos de segunda e terça-feira já tiveram de ser cancelados", disse o deputado petista. Caso o tempo amanheça aberto hoje de manhã, os parlamentares viajarão de avião da estação chilena até Punta Arenas, no Extremo Sul do Chile. Somente depois disso é que eles poderão retornar em um vôo para o Brasil.
Além de Teixeira, fazem parte da missão os deputados Ricardo Trípoli (PSDB-SP), Moreira Mendes (PPS-RO), Wellington Coimbra (PMDB-ES), Colbert Martins (PMDB-BA), Edmilson Valentin (PCdoB-RJ), Jorge Maluly (DEM-SP), Maria Helena (PSB-RR), Fábio Ramalho (PV-MG), Luciano Pizzato (DEM-PR), Fernando Chucre (PSDB-SP) e Vinicius Carvalho (PTdoB-RJ) e o senador Renato Casagrande (PSB-ES). Acompanham também assessores parlamentares, membros do Ministério de Ciência e Tecnologia, CNPQ, Banco Central, Casa Civil, Aeronáutica e Marinha.
Fonte: Tribuna da Imprensa
STF aplica lei que permite análise imediata de Adin
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso têm dez dias de prazo para prestarem informações ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o artigo 5º da Lei Complementar 105/2001, que dá ao Executivo o poder de disciplinar as situações em que os bancos devem repassar informações dos contribuintes à Receita Federal.
A decisão foi tomada pela presidente do STF, ministra Ellen Gracie, em despacho na ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentou na última sexta-feira contra o assunto. Agora a Adin terá o mérito analisado diretamente pelo Plenário do STF.
No despacho assinado na sexta-feria e publicado na página do STF no sábado, Ellen Gracie aplicou procedimento estabelecido no artigo 12 da Lei 9.868, de 1999, que trata das Adins. A legislação permite que, dependendo da relevância da matéria, o julgamento de liminar seja suprimido e o STF analise diretamente o mérito.
No início do ano, a Receita Federal editou uma instrução normativa que estabelece o envio semestral de informações pelas instituições financeiras de pessoas físicas que movimentem mais de R$ 5 mil a cada seis meses - para pessoa jurídica, esse limite é de R$ 10 mil.
Segundo o governo, o objetivo da medida é fiscalizar a movimentação dos correntistas com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Na Adin, a OAB considera que qualquer quebra de sigilo, seja bancário, fiscal ou telefônico, sem prévia ordem judicial, é inconstitucional.
Para a entidade, o repasse de informações sobre as operações financeiras dos contribuintes, sem ordem judicial, desrespeita o processo legal e atinge a intimidade e a vida privada das pessoas, protegidas pelo artigo 5º da Constituição.
Fonte: Tribuna da Imprensa
A decisão foi tomada pela presidente do STF, ministra Ellen Gracie, em despacho na ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentou na última sexta-feira contra o assunto. Agora a Adin terá o mérito analisado diretamente pelo Plenário do STF.
No despacho assinado na sexta-feria e publicado na página do STF no sábado, Ellen Gracie aplicou procedimento estabelecido no artigo 12 da Lei 9.868, de 1999, que trata das Adins. A legislação permite que, dependendo da relevância da matéria, o julgamento de liminar seja suprimido e o STF analise diretamente o mérito.
No início do ano, a Receita Federal editou uma instrução normativa que estabelece o envio semestral de informações pelas instituições financeiras de pessoas físicas que movimentem mais de R$ 5 mil a cada seis meses - para pessoa jurídica, esse limite é de R$ 10 mil.
Segundo o governo, o objetivo da medida é fiscalizar a movimentação dos correntistas com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Na Adin, a OAB considera que qualquer quebra de sigilo, seja bancário, fiscal ou telefônico, sem prévia ordem judicial, é inconstitucional.
Para a entidade, o repasse de informações sobre as operações financeiras dos contribuintes, sem ordem judicial, desrespeita o processo legal e atinge a intimidade e a vida privada das pessoas, protegidas pelo artigo 5º da Constituição.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Filho de Jango reafirma convicção de envenenamento
SÃO PAULO - João Vicente Goulart, filho do ex-presidente João Goulart, o Jango, deposto em 1964 por um movimento militar, afirmou ter certeza que uma investigação sobre a morte de seu pai comprovaria que ele foi envenenado por substâncias colocadas nos medicamentos que tomava por militares uruguaios, a pedido da ditadura brasileira. Depois de muitas suspeitas, em novembro de 2006 João Vicente ouviu do uruguaio Mário Neira Barreiro, preso em Charqueadas (RS), a revelação de que participara da vigilância a Jango e do seu assassinato.
Esse depoimento foi o principal elemento para um pedido de reabertura das investigações da morte de Jango, através de uma Ação Civil Pública, entregue por João Vicente à Procuradoria Geral da República, em novembro de 2007. Até ele arrancar em primeira mão, há 14 meses, a revelação de Neira Barreiro, apenas se suspeitava do suposto assassinato de Jango.
Mas o pedido se ancorou, também, em documentos secretos liberados nos EUA, em uma entrevista do ex-embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon, e no depoimento do ex-governador Leonel Brizola a uma CPI da Câmara, em 2000. Em sua ida à CPI, Brizola relatou suspeitas de que Jango tinha sido fulminado por substâncias letais colocadas nos remédios que habitualmente tomava para seus problemas cardíacos.
A João Vicente, Neira Barreiro confessou que fez parte de um grupo militar uruguaio montado para vigiar Jango em sua fazenda La Villa, no município de Mercedes. O pedido para assassinar Jango teria sido transmitido a militares uruguaios pelo delegado Sérgio Fleury, que teria atribuído a decisão ao então presidente Ernesto Geisel.
Infiltração
No depoimento gravado por João Vicente em novembro de 2006, Neira Barreiro disse: "Não me lembro se colocamos no Isordil, no Adelpan ou no Nifodin (medicamentos que Jango tomava à época)". A forma escolhida para matar Jango teria sido colocar uma drágea com cloreto desidratado num esterilizador em meio aos comprimidos dos remédios que Jango tomava,importados da França, que simularia um enfarte.
A substância letal, disse Neira Barreiro, teria sido preparada pelo médico legista uruguaio Carlos Milles, depois morto em Montevidéu como queima de arquivo. A operação de cerco a Jango tinha o nome de Escorpião, uma pequena fração da Operação Condor, revelou Neira Barreiro a João Vicente na época.
O ex-agente uruguaio relatou que, para ter acesso aos remédios de Jango, um agente foi infiltrado entre os funcionários do Hotel Liberty, onde o ex-presidente ficava quando estava em Buenos Aires. João Vicente contou que começou a acreditar na veracidade das informações passadas pelo uruguaio quando ele lhe perguntou: "Não te acordas, Vicente, 27-3321?"
Logo se deu conta de que este era o número do telefone de La Villa. Por último, o uruguaio contou que se o corpo de Jango fosse necropsiado nas primeiras 48 horas, o veneno seria detectado. Mas a necropsia foi proibida pelos militares brasileiros.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Esse depoimento foi o principal elemento para um pedido de reabertura das investigações da morte de Jango, através de uma Ação Civil Pública, entregue por João Vicente à Procuradoria Geral da República, em novembro de 2007. Até ele arrancar em primeira mão, há 14 meses, a revelação de Neira Barreiro, apenas se suspeitava do suposto assassinato de Jango.
Mas o pedido se ancorou, também, em documentos secretos liberados nos EUA, em uma entrevista do ex-embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon, e no depoimento do ex-governador Leonel Brizola a uma CPI da Câmara, em 2000. Em sua ida à CPI, Brizola relatou suspeitas de que Jango tinha sido fulminado por substâncias letais colocadas nos remédios que habitualmente tomava para seus problemas cardíacos.
A João Vicente, Neira Barreiro confessou que fez parte de um grupo militar uruguaio montado para vigiar Jango em sua fazenda La Villa, no município de Mercedes. O pedido para assassinar Jango teria sido transmitido a militares uruguaios pelo delegado Sérgio Fleury, que teria atribuído a decisão ao então presidente Ernesto Geisel.
Infiltração
No depoimento gravado por João Vicente em novembro de 2006, Neira Barreiro disse: "Não me lembro se colocamos no Isordil, no Adelpan ou no Nifodin (medicamentos que Jango tomava à época)". A forma escolhida para matar Jango teria sido colocar uma drágea com cloreto desidratado num esterilizador em meio aos comprimidos dos remédios que Jango tomava,importados da França, que simularia um enfarte.
A substância letal, disse Neira Barreiro, teria sido preparada pelo médico legista uruguaio Carlos Milles, depois morto em Montevidéu como queima de arquivo. A operação de cerco a Jango tinha o nome de Escorpião, uma pequena fração da Operação Condor, revelou Neira Barreiro a João Vicente na época.
O ex-agente uruguaio relatou que, para ter acesso aos remédios de Jango, um agente foi infiltrado entre os funcionários do Hotel Liberty, onde o ex-presidente ficava quando estava em Buenos Aires. João Vicente contou que começou a acreditar na veracidade das informações passadas pelo uruguaio quando ele lhe perguntou: "Não te acordas, Vicente, 27-3321?"
Logo se deu conta de que este era o número do telefone de La Villa. Por último, o uruguaio contou que se o corpo de Jango fosse necropsiado nas primeiras 48 horas, o veneno seria detectado. Mas a necropsia foi proibida pelos militares brasileiros.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Pílula do dia seguinte: Temporão critica Igreja
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, criticou ontem a postura da Arquidiocese do Recife, que ameaça entrar na Justiça para proibir a distribuição de anticoncepcionais de emergência, conhecidos como pílulas do dia seguinte, pela prefeitura da capital pernambucana. "A prefeitura está certa e a Igreja está equivocada", afirmou o ministro, em entrevista após o lançamento da campanha de prevenção à Aids, que vai distribuir quase 20 milhões de preservativos durante o Carnaval.
"É uma questão de saúde pública, não uma questão religiosa. Lamentavelmente a Igreja, cada vez mais, se afasta dos jovens com esse tipo de postura", afirmou Temporão. Segundo o projeto da prefeitura de Recife, as pílulas serão entregues às mulheres que declararem, a médicos de plantão, que tiveram relações sexuais e que suspeitam de falhas nos métodos contraceptivos normais.
A Arquidiocese do Recife classificou a proposta como "aberração". "O Ministério da Saúde apóia e suporta a medida", reforçou o ministro. Este ano, o programa de prevenção à Aids terá foco em mulheres com idades entre 13 e 24 anos, grupo que é hoje mais suscetível às doenças sexualmente transmissíveis, segundo avaliação do ministério.
Segundo Temporão, pesquisa recente detectou que 80% dos homens nessa faixa etária declararam usar preservativo. Já no caso das mulheres, apenas 40% disseram exigir que o parceiro use camisinha. A campanha é estrelada pela rapper Negra Li, com filme publicitário que começou a ser veiculado ontem.
Temporão disse não concordar com pesquisa divulgada esta semana pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que põe em dúvida a eficácia de uma campanha restrita ao período do Carnaval. "Essa campanha é quase um paradigma, é um momento de conscientização, com importante papel pedagógico", opinou. Segundo ele, há hoje cerca de 600 mil pessoas infectadas com o vírus HIV no País.
Fonte: Tribuna da Imprensa
"É uma questão de saúde pública, não uma questão religiosa. Lamentavelmente a Igreja, cada vez mais, se afasta dos jovens com esse tipo de postura", afirmou Temporão. Segundo o projeto da prefeitura de Recife, as pílulas serão entregues às mulheres que declararem, a médicos de plantão, que tiveram relações sexuais e que suspeitam de falhas nos métodos contraceptivos normais.
A Arquidiocese do Recife classificou a proposta como "aberração". "O Ministério da Saúde apóia e suporta a medida", reforçou o ministro. Este ano, o programa de prevenção à Aids terá foco em mulheres com idades entre 13 e 24 anos, grupo que é hoje mais suscetível às doenças sexualmente transmissíveis, segundo avaliação do ministério.
Segundo Temporão, pesquisa recente detectou que 80% dos homens nessa faixa etária declararam usar preservativo. Já no caso das mulheres, apenas 40% disseram exigir que o parceiro use camisinha. A campanha é estrelada pela rapper Negra Li, com filme publicitário que começou a ser veiculado ontem.
Temporão disse não concordar com pesquisa divulgada esta semana pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que põe em dúvida a eficácia de uma campanha restrita ao período do Carnaval. "Essa campanha é quase um paradigma, é um momento de conscientização, com importante papel pedagógico", opinou. Segundo ele, há hoje cerca de 600 mil pessoas infectadas com o vírus HIV no País.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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