terça-feira, fevereiro 03, 2026

Quando o senador quis atuar como um delegado, mas o delegado deu ‘xabu’

 em 3 fev, 2026 3:00

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Quando o senador quis atuar como um delegado, mas o delegado acabou dando ‘xabu’ no desempenho do senador. Entenda

Por AndersonsBlog

Se há algumas semanas alguém perguntasse ao senador Alessandro Vieira (MDB) qualquer coisa referente a relatoria da CPI do Crime Organizado, veria surgir no rosto quase sempre sisudo dele um esboço de sorriso.

É que, naquele momento, na ‘crista da onda’, tanto ele como muita gente acreditava que se carimbava ali um passaporte pra uma reeleição fácil, fácil.

Mas aí teve um ‘Garotinho no meio do caminho’. Sim, o ex-governador do Rio de Janeiro, Antony Garotinho foi convidado pra falar na CPI. E aí o caldo entornou!

É que o ex-gestor do Rio é figura carimbadíssima em maus-feitos administrativos e em crimes contra o patrimônio público, somando ‘só’ 5 prisões.

E na sua oitiva, Garotinho citou ‘n’ vezes que havia conversado na noite anterior com o senador Alessandro. E tome caldo entornado de vez e de novo: como assim um ‘useiro e vezeiro’ de atividades extremamente condenáveis na vida pública fica de ‘papo’ na noite anterior com quem deveria relatar uma CPI voltada para combater o crime?

Mas a coisa só piora: Garotinho lançou um monte de ilação contra André Moura, pré ao Senado na mesma chapa de Alessandro. E, nesse caso, sem apresentar nenhuma prova. Daí que, na semana passada, sentindo a dor do ‘tiro no pé’ que havia dado, Alessandro disse que contra André nada havia sido provado e por isso ele não seria convocado pra CPI.

Ok, tudo bem, tudo certo. Mas isso ele, Alessandro, já devia ter dito sobre André lá atrás, quem sabe até na própria oitiva de Garotinho, pois isso mostraria que ele, enquanto delegado, sabia discernir uma fala quando ela apontava para a verdade ou, como foi o caso, se limitava apenas a servir de ‘joguete’ politiqueiro seja no Rio de Janeiro, seja aqui em Sergipe.

Ao final e ao cabo, o que restou provado desse episódio todo é que o senador, ao querer incorporar o delegado, não percebeu que o delegado, pra realmente funcionar com uma figura como Garotinho, no mínimo teria que ter trabalhado no Rio, que, como se sabe, ‘não é para amadores’.

Portanto, a mea culpa de Alessandro na semana passada realmente comprova que André foi injustamente atacado.

Mas, ato contínuo, não é capaz de livrar o próprio Alessandro Vieira de ter dado ‘palco e palanque’ pra um político que, como a política carioca crava, é ‘mais sujo do que pau de galinheiro’. É complicado, viu?

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/quando-o-senador-quis-atuar-como-um-delegado-mas-o-delegado-deu-xabu/


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