sexta-feira, fevereiro 20, 2026

A velha mentira travestida de moral: o uso do preconceito para dividir o Brasil

A velha mentira travestida de moral: o uso do preconceito para dividir o Brasil


* Por José Montalvão

Não é de hoje que setores da política brasileira recorrem à mentira, ao preconceito e ao medo como instrumentos eleitorais. A polêmica criada em torno do desfile que homenageou Luiz Inácio Lula da Silva não passa de mais um capítulo dessa velha cartilha: distorcer fatos, criar escândalos artificiais e atacar valores familiares e religiosos para tentar desgastar quem governa olhando para o povo.

A acusação de que o desfile teria “desrespeitado famílias” ou “atacado a fé cristã” é não apenas falsa, mas profundamente preconceituosa. Trata-se de uma tentativa deliberada de dividir o povo brasileiro, colocando uns contra os outros com base em mentiras repetidas à exaustão — na esperança de que, repetidas mil vezes, se tornem “verdades”.

Essa tática já está mais do que manjada. Só acredita quem vive enclausurado na própria bolha ideológica ou quem, conscientemente, prefere ser enganado para se agarrar a qualquer discurso que ataque o adversário político. É o vale-tudo eleitoral em sua forma mais rasteira, especialmente às vésperas de eleições, quando candidatos e pré-candidatos sem propostas recorrem ao medo e à desinformação para tentar conquistar votos.

Liberdade religiosa: fatos contra a mentira

É importante lembrar: Lula, em toda a sua trajetória política, nunca atacou religiões. Ao contrário, seu governo sempre garantiu e respeitou a liberdade religiosa, princípio assegurado pela Constituição. Católicos, evangélicos, espíritas, religiões de matriz africana e todas as demais crenças sempre tiveram espaço e proteção institucional durante seus mandatos.

O que incomoda não é um desfile cultural — que é expressão artística e popular —, mas o fato de o governo Lula ter recolocado o Estado a serviço da maioria da população, especialmente dos mais pobres. E quando faltam argumentos contra resultados concretos, inventam-se escândalos morais.

A reciclagem de mitos antigos

A história se repete. Entre os mitos mais antigos usados para atacar a esquerda está a absurda ideia de que “comunistas comem crianças”. Um delírio tão grotesco que hoje chega a ser risível, mas que, no passado, já foi usado com sucesso para espalhar pânico e justificar perseguições políticas.

O problema é que alguns ainda tentam reciclar esses fantasmas, agora com novas roupagens: ataque à família, à religião, aos costumes. Tudo para esconder o vazio de propostas e o histórico de votações contra o trabalhador, contra o salário mínimo, contra programas sociais e contra direitos básicos.

Resultados falam mais alto que fake news

Vivemos na era da internet. Hoje, mentiras são rapidamente desmentidas, discursos são confrontados e fatos ficam registrados. O eleitor já não é o mesmo de décadas atrás. A maioria sabe que não se vence eleição com ódio, mas com votos conquistados a partir de benefícios reais para a população.

E é exatamente isso que explica a força política de Lula: programas de combate à fome, valorização do salário mínimo, Bolsa Família fortalecido, Farmácia Popular, acesso ao gás de cozinha, políticas de inclusão social, investimentos em educação, saúde e infraestrutura. São ações concretas, não discursos vazios.

No fim das contas, a regra é simples e democrática: vence quem tem voto. E voto se conquista mostrando trabalho, compromisso social e respeito ao povo — não espalhando mentiras, preconceitos e divisões artificiais.

A velha estratégia do medo pode até enganar alguns, mas já não convence a maioria. O Brasil aprendeu, e quem aposta na mentira como projeto político está ficando para trás.

BlogDedeMontalvao: Onde a verdade não tem mordaça.


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