sábado, fevereiro 14, 2026

Itália conclui análise e a decisão sobre extradição de Zambelli se aproxima

 


Corte poderá anunciar a decisão nos próximos dias

Rafaela Gama
O Globo

A Justiça italiana finalizou na última quinta-feira a análise do pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, presa desde julho do ano passado. A Corte de Apelação de Roma, onde o processo transcorre, terminou de examinar o mérito do caso hoje e deverá anunciar a sentença nos próximos dias.

A decisão, no entanto, ainda poderá ser alvo de recurso que tende a ser apresentado pela defesa de Zambelli e pelo Ministério Público do país. Antes, a análise do caso foi adiada quatro vezes e também interrompida ontem, após a defesa alegar que a audiência foi “exaustiva”.

PEDIDO NEGADO – Na terça-feira, a Justiça também negou o pedido feito pelos advogados de Zambelli para a troca dos juízes responsáveis pelo processo, em função de alegações de falta de imparcialidade do colegiado. Segundo eles, os magistrados já teriam um posicionamento favorável à extradição pelas decisões proferidas ao longo do processo.

O pedido, no entanto, não foi bem recebido por integrantes do Judiciário brasileiro, como informou o colunista Lauro Jardim. Do lado do governo brasileiro, a avaliação é de que se tratou de uma “medida desesperada” e que o “cerco” contra a ex-deputada “está se fechando”.

CONDENAÇÃO – Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e fugiu para a Itália após a decisão, passando a ser considerada foragida no Brasil. Em dezembro, a Corte também ordenou a cassação do mandato dela, revogando uma decisão contrária da Câmara. Ela entregou uma carta de renúncia à Casa três dias depois.

A ex-deputada, que tem cidadania italiana, deixou o Brasil em maio, passando pelos Estados Unidos antes de se mudar para a Itália. Após a prisão, Zambelli disse que quer ser julgada no país europeu e que provaria que não tem envolvimento na invasão do sistema do CNJ.

A Justiça italiana decidiu mantê-la detida na penitenciária feminina de Rebibbia, na capital do país, durante o julgamento por entender que há risco de fuga. Segundo o governo brasileiro, caso seja extraditada, a ex-parlamentar ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.


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