A presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu as condições de governar o Brasil. É com pesar que esta Folha chega a essa conclusão. Enquanto Dilma permanecer no cargo, a nação seguirá paralisada.
Embora existam motivos para o impedimento, até porque a legislação
estabelece farta gama de opções, nenhum deles é irrefutável. O
impeachment tenderá a deixar um rastro de ressentimento. Já a renúncia
traduziria a consciência de que condições alheias à sua vontade a
impedem de se desincumbir da missão.
A mesma consciência espera-se do seu vice, Michel Temer (PMDB), que tampouco dispõe de suficiente apoio na sociedade.
A
bancada da bactéria, formada por deputados que tramam fugir da votação
do impeachment alegando problemas de saúde, agora tem um novo nome:
bancada da Folha de S. Paulo.
No
artigo de hoje, falo de um importante mecanismo da nossa democracia,
para garantir o cumprimento das leis, a estabilidade democrática e o
equilíbrio entre os poderes: o processo por crime de responsabilidade,
que é diferente do processo por crime comum, e que pode levar ao
impedimento.
Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura
sobre
Reinaldo Azevedo, jornalista, escreve este blog desde
2006. É autor dos livros “Contra o Consenso” (Barracuda), “O País dos
Petralhas I e II”, “Máximas de Um País Mínimo — os três pela Editora
Record — e “Objeções de um Rottweiler Amoroso” (Três Estrelas).