quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Bolsa Família chega a 18,84 milhões de beneficiários do país a partir desta quinta (12)

 TRANSFERÊNCIA DE RENDA

Bolsa Família chega a 18,84 milhões de beneficiários do país a partir desta quinta (12)
Investimento do Governo do Brasil para atender 5.570 municípios é de R$ 13 bilhões. Valor médio de repasse no país é de R$ 690,01

 

Programa do Governo Federal chega a todos os municípios brasileiros - Foto: Lyon Santos / MDS

 

Os beneficiários do Bolsa Família recebem o segundo repasse de 2026 a partir desta quinta-feira, 12 de fevereiro. Serão 18,84 milhões de famílias atendidas nos 5.570 municípios do país, com valor médio de benefício de R$ 690,01. O investimento do Governo do Brasil no programa de transferência de renda é de R$ 13 bilhões neste mês. O cronograma de pagamentos leva em conta o fim do Número de Identificação Social (NIS) e segue até o dia 27 (veja calendário).
 

Calendário de pagamento do Bolsa Família/Fevereiro de 2026

 

Dentro das ações de enfrentamento a desastres previstas no programa de transferência de renda para situações como secas, enchentes, inundações e eventos climáticos extremos, 171 municípios recebem o pagamento de maneira unificada, no primeiro dia do calendário. Entre eles, 122 cidades do Rio Grande do Norte, 14 da Bahia, 12 no Paraná, além de 11 em Sergipe, seis em Roraima, três no Amazonas, duas no Piauí e uma em Santa Catarina.
 

PRIMEIRA INFÂNCIA — No pacote de benefícios incluídos na retomada do programa desde 2023, 8,3 milhões de crianças de zero a seis anos recebem neste mês o Benefício Primeira Infância. Isso significa um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento é de R$ 1,2 bilhão.
 

COMPLEMENTARES — O Bolsa Família também prevê outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50, que chegam a 13,8 milhões de crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 654,4 mil gestantes e 339,5 mil nutrizes. Para esses pagamentos, o investimento supera R$ 699,8 milhões.
 

ESPECÍFICOS — Neste mês, o Bolsa Família alcança, em seu grupo prioritário e específico, 258,4 mil famílias com pessoas em situação de rua, 247,6 mil com pessoas indígenas, 291,2 mil com quilombolas, 3,6 mil com crianças em situação de trabalho infantil, 56,5 mil com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 401,7 mil com catadores de material reciclável.
 

PERFIL — Como costuma ocorrer no Bolsa Família, 84,38% dos responsáveis familiares são mulheres: 15,8 milhões. As pessoas de cor preta/parda representam a predominância entre os beneficiários e somam 36,1 milhões (73,29%).
 

PROTEÇÃO — Outra criação da nova versão do Bolsa Família, a Regra de Proteção permite aos beneficiários permanecerem no programa por até um ano, mesmo depois de conseguirem emprego com carteira assinada ou aumento de renda. Nesse caso, a família recebe 50% do valor. Esse parâmetro atinge, em janeiro, 2,51 milhões de famílias.
 

REGIÕES — No recorte por regiões, o Nordeste reúne o maior número de contemplados em fevereiro. São 8,79 milhões de beneficiários, a partir de um investimento de R$ 6 bilhões. Na sequência aparece a região Sudeste (5,33 milhões de famílias e R$ 3,68 bilhões em repasses), seguida por Norte (2,43 milhões de famílias e R$ 1,75 bilhão), Sul (1,27 milhão de beneficiários e R$ 864,1 milhões) e Centro-Oeste (991,6 mil famílias e R$ 690,5 milhões).
 

ESTADOS — Na divisão por unidades federativas, o maior número de contemplados em fevereiro está na Bahia. São 2,3 milhões de famílias beneficiárias no estado, a partir de um aporte de R$ 1,57 bilhão. São Paulo aparece na sequência, com 2,2 milhões de contemplados. Em outros seis estados há mais de um milhão de integrantes do programa: Pernambuco (1,47 milhão), Minas Gerais (1,42 milhão), Rio de Janeiro (1,4 milhão), Ceará (1,34 milhão), Pará (1,26 milhão) e Maranhão (1,15 milhão).
 

VALOR MÉDIO NOS ESTADOS — Roraima é o estado com maior valor médio de repasse aos beneficiários em fevereiro: R$ 743,97. Amapá (R$ 734,64), Amazonas (R$ 723,35), Pará (R$ 719,83), Acre (R$ 719,36) e Maranhão (R$ 709,89) completam a lista das seis maiores médias.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

 

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Nota da Redação Deste Blog -  Enquanto uns condenam, outros sentem na pele: o olhar social do presidente Lula


Por José Montalvão

Em meio às críticas que partem, em sua maioria, dos setores mais privilegiados da sociedade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma linha política que sempre marcou sua trajetória: o olhar voltado para os mais pobres. Enquanto parte da elite econômica aponta erros, questiona medidas fiscais e critica programas sociais, milhões de brasileiros enxergam no governo uma oportunidade concreta de sair da miséria, da fome e da exclusão histórica.

O debate é antigo no Brasil: qual deve ser o papel do Estado? Para uns, o governo deve ser mínimo, interferindo o menos possível na economia. Para outros, especialmente em um país com desigualdades profundas como o nosso, o Estado precisa ser indutor de justiça social, garantindo o básico para quem nunca teve quase nada.

É nesse contexto que se inserem programas como o Bolsa Família, que voltou fortalecido, com critérios mais rígidos e foco na saúde e educação das crianças. Para muitas famílias do Nordeste e do interior do país, inclusive em cidades como Jeremoabo, o benefício representa não luxo, mas comida na mesa. É o feijão, o arroz, o leite das crianças.

O vale-gás, popularmente chamado de “gás gratuito”, é outro exemplo. Pode parecer pequeno para quem tem renda confortável, mas para quem vive com orçamento apertado, o valor de um botijão pesa no bolso. Garantir esse auxílio é assegurar que a família possa cozinhar dignamente.

A Farmácia Popular ampliada permite que milhões tenham acesso a medicamentos gratuitos ou com grande desconto. Para o idoso hipertenso, o diabético, a mãe que precisa de remédio contínuo para o filho, isso significa saúde e dignidade. É política pública que salva vidas de forma silenciosa.

No semiárido, programas de cisternas continuam sendo fundamentais. Água é vida, é autonomia para o pequeno agricultor, é segurança hídrica para quem vive em regiões castigadas pela seca. Da mesma forma, o Luz para Todos (e suas atualizações) levou energia a áreas antes esquecidas, promovendo inclusão produtiva e melhor qualidade de vida.

Já o Minha Casa, Minha Vida representa mais do que paredes e telhado. Representa estabilidade, endereço fixo, segurança para criar os filhos. Para quem já viveu de favor ou em moradia precária, conquistar a casa própria é um marco que muda gerações.

Os críticos afirmam que programas sociais geram dependência. Os defensores respondem que não há como falar em meritocracia quando milhões largam da linha de partida em condições desiguais. Combater a fome e a extrema pobreza não é esmola: é pré-condição para que o cidadão possa estudar, trabalhar e empreender.

É evidente que políticas públicas precisam de responsabilidade fiscal, transparência e eficiência. O debate democrático é saudável e necessário. Mas também é preciso reconhecer que, em um país que voltou ao mapa da fome há poucos anos, colocar o combate à miséria no centro das prioridades não é ideologia — é urgência.

Enquanto os ricos condenam, muitos dos mais pobres agradecem. A história julgará os acertos e erros de cada governo. Mas uma coisa é fato: para quem estava à margem, invisível aos olhos do poder, qualquer política que leve comida, remédio, casa e dignidade não é discurso — é transformação concreta na vida real.

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