terça-feira, fevereiro 10, 2026

Rodrigo Pacheco articula saída do PSD e deve se filiar ao União Brasil


Migração é atribuída a uma articulação tocada por Alcolumbre

Rafaela Gama
O Globo

O senador Rodrigo Pacheco (PSD) deverá deixar o PSD e se filiar ao União Brasil nas próximas semanas. A articulação acontece em meio à constatação de que o parlamentar não deverá permanecer no mesmo grupo político que o vice-governador Matheus Simões (PSD), pré-candidato ao governo do estado. O parlamentar também tem sido descrito como o candidato ideal do presidente Lula (PT) para disputar o Executivo estadual, mas tem deixado a decisão sobre o caminho que deve seguir neste ano em aberto.

Prevista para acontecer após o carnaval, a migração do senador para o União é atribuída a uma articulação tocada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União). Segundo interlocutores, ele disponibilizou a estrutura da sigla para que o aliado fortaleça a bancada do partido no Congresso ou concorra ao governo. O cargo em que ele deverá concorrer depende de uma decisão pessoal que deverá ser tomada pelo próprio senador, afirmam aliados. Além disso, nas próximas semanas, o comando do diretório em Minas também deverá ser transferido para o deputado Rodrigo de Castro (União), também aliado próximo de Pacheco.

“INSUSTENTÁVEL” – A migração do senador era esperada desde o ano passado, quando a permanência de Pacheco no PSD se tornou “insustentável” após a filiação e o lançamento de Simões para concorrer ao governo do estado. O vice-governador foi escolhido como sucessor do governador Romeu Zema (Novo), que se coloca como pré-candidato à presidência e adversário de Lula. Dentro do União, interlocutores afirmam que Pacheco poderá se manter alinhado ao projeto político do petista, que já expressou em mais de uma ocasião que gostaria de tê-lo na disputa pelo comando do estado.

Em meio à indefinição sobre a posição de Pacheco dentro da chapa majoritária, há alas do PT que têm defendido um plano B, que envolve o apoio à candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). A construção da aliança chegou a ser confirmada pelo presidente do PDT, Carlos Lupi, em uma publicação feita nas redes sociais sobre um encontro entre ele e Edinho Silva, que comanda o diretório nacional do PT.

Na legenda do post, além de dizer que havia “reafirmado a aliança do PDT para reeleger o presidente Lula”, Lupi escreveu que recebeu “a confirmação do compromisso petista de apoiar as candidaturas ao governo de Juliana Brizola no RS; de Alexandre Kalil em MG, e de Requião Filho no PR”. “Com a formalização interna do PT, nos próximos dias, avançaremos para vencer nesses estados estratégicos“, acrescentou.

NOTA – Em seguida, no entanto, o diretório do PT divulgou uma nota dizendo que a reunião aconteceu entre os dirigentes partidários para “um diálogo de alto nível sobre a reeleição do presidente Lula”, mas “não teve como objetivo a definição dos palanques eleitorais nos estados”.

“As definições sobre as candidaturas seguem em debate e serão construídas em acordo com os diretórios estaduais”, encerrou o comunicado. O atrito provocou reação de Kalil, que fez um post em seu perfil no X no qual escreveu que “eleição é um saco”. “No meu palanque só sobe quem eu quiser”, acrescentou.


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