domingo, fevereiro 15, 2026

Bloco dos Sujos é liderado em Brasília pelos ministros Moraes e Dias Toffoli

 

Bloco dos Sujos é liderado em Brasília pelos ministros Moraes e Dias Toffoli

Tribuna da Internet | Toffoli deu “presente” a Moraes, mas também ganhou  “presente” de Gonet

Charge reproduzida de Tixanews

Malu Gaspar
O Globo

A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, depois que o diretor-geral da PF entregou a Edson Fachin o relatório sobre as conexões entre Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, na segunda-feira, pavimenta o caminho para a etapa seguinte: o avanço das investigações sobre conexões de Vorcaro e o material apreendido com os executivos do Banco Master sobre Alexandre de Moraes.

A equipe da coluna apurou que Moraes, que tinha relação próxima com Vorcaro, trocava mensagens com o banqueiro e é citado diversas vezes em diálogos do celular do controlador o Master apreendido pela PF, inclusive em conversas sobre pagamentos à mulher do ministro.

R$ 129,6 MILHÕES – Como publicamos em dezembro, a mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato com o Master que previa o pagamento de R$ 129,6 milhões em três anos para a defesa dos interesses do banco em diversos órgãos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Até hoje, porém, não foram encontradas evidências de que ela de fato prestou serviços correspondentes a honorários tão vultosos. Nem Viviane nem o ministro explicaram até hoje a que se refere o contrato.

Sob Toffoli, um relatório com achados sobre Moraes, semelhante ao que foi feito sobre ele mesmo, muito provavelmente acabaria arquivado.

DOBRADINHA – Não é por acaso que Moraes e Toffoli têm feito uma dobradinha em público e nos bastidores do Supremo. Nos últimos dias, o marido de Viviane foi o maior defensor do ministro na Corte, apesar de todas as evidências de que a situação do colega se tornara insustentável.

Na reunião fechada dos ministros que discutiu o caso e acabou com o afastamento de Toffoli do caso, a pedido, Moraes foi quem mais defendeu o colega.

Com a saída de Toffoli da relatoria, a coisa muda de figura. O caso foi distribuído para um novo relator, André Mendonça, por sorteio. Portanto, Moraes tem razões para estar preocupado, porque suas chances de escapar ileso das investigações diminuem a cada dia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Toffoli e Moraes tornaram-se uma espécie de irmãos siameses da impunidade. Ambos são altamente irresponsáveis e levaram o Supremo por caminhos tristonhos, como diria o genal Ary Barroso. Hoje, tanto Toffoli quanto Moraes já podem ser considerados folhas mortas. O futuro dos ex-poderosos ministros não vale uma nota de três dólares. E viva a imprensa livre! (C.N.)

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