Por José Montalvão
O presidente Lula anunciou a criação e o aperfeiçoamento de um programa de incentivo e apoio às pessoas que necessitam de tratamento contra o câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa fortalece mecanismos já existentes dentro da política nacional de assistência oncológica e amplia o suporte para pacientes que, além de enfrentarem a doença, lidam com a dificuldade de acesso aos grandes centros de tratamento.
O câncer não é apenas um desafio médico. É um drama humano, social e econômico. Quem mora na zona rural ou em municípios do interior sabe o que significa receber um diagnóstico e precisar se deslocar para cidades como Salvador ou Aracaju em busca de atendimento especializado. Muitas vezes, a viagem acontece em ônibus antigos, com longas horas de estrada, imprevistos no caminho e, ao chegar ao destino, o sofrimento continua: dias esperando retorno, despesas com alimentação, hospedagem improvisada e, em casos mais dramáticos, pessoas sem ter onde ficar.
Essa sempre foi uma realidade dura para famílias de baixa renda. E é justamente sobre essa realidade que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu agir ao ampliar o auxílio transporte para o paciente e seu acompanhante, além de garantir apoio para hospedagem e alimentação durante o período de tratamento fora do domicílio.
Não se trata de favor. Trata-se de política pública. Trata-se de reconhecer que saúde não é apenas consulta e remédio, mas também acesso digno ao tratamento. O SUS é um patrimônio do povo brasileiro, criado para garantir universalidade, integralidade e equidade. E quando o governo aperfeiçoa programas que reduzem o sofrimento de quem já está fragilizado, está cumprindo seu papel constitucional.
Quando alguns políticos e politiqueiros de Jeremoabo afirmam que Lula “não faz nada pela pobreza”, é preciso perguntar: desconhecimento ou má-fé? Porque quem acompanha a realidade do interior sabe que a pobreza não é discurso, é vivência diária. É a mãe que acompanha o filho em quimioterapia sem saber onde vai dormir. É o trabalhador rural que vende o pouco que tem para custear passagens. É o idoso que depende da solidariedade para não abandonar o tratamento.
Criticar é legítimo. Mas negar avanços concretos que beneficiam os mais vulneráveis é fechar os olhos para a verdade. Ou é fanatismo ideológico, ou é interesse próprio — muitas vezes travestido de discurso político para manipular consciências e tentar transformar a dor alheia em moeda eleitoral.
Jeremoabo já viveu situações em que pacientes precisavam enfrentar verdadeiras peregrinações por falta de estrutura e apoio. Hoje, ao menos no âmbito federal, há um esforço claro de reduzir esse sofrimento. O auxílio transporte, hospedagem e alimentação para paciente e acompanhante não é luxo — é dignidade.
A política deve servir para melhorar a vida das pessoas. E quando uma ação pública alcança justamente quem mais precisa — o cidadão fragilizado, seja da zona rural ou da própria cidade — ela precisa ser reconhecida com responsabilidade.
Afinal, quem já viu de perto o sofrimento de um paciente oncológico sabe: cada quilômetro percorrido com segurança, cada refeição garantida, cada noite dormida com dignidade fazem parte do próprio tratamento. E isso, sim, é política voltada para o povo.
* BlogDedeMontalvao: Onde a verdade não tem mordaça.
* José Montalvão - Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025