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Morre ministro aposentado do STJ Felix Fischer

 

Morre ministro aposentado do STJ Felix Fischer

Por Folhapress

25/02/2026 às 12:40

Foto: Sérgio Lima/Arquivo/STJ

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Félix Fischer

O ministro aposentado e ex-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Felix Fischer morreu, aos 78 anos, em Brasília. O velório vai ser realizado no tribunal nesta quinta-feira (26) a partir das 9h30. O sepultamento será às 14h30, no cemitério Campo da Esperança, na capital do Distrito Federal.

Fischer estava internado no Hospital Sírio-Libanês para acompanhamento médico, segundo o tribunal, que não divulgou a causa da morte.

Ele se aposentou da corte em agosto de 2022, data precedida por sessão de homenagem no mesmo mês. O juiz foi celebrado pela carreira prolífica e pela citação constante na jurisprudência e em livros de direito penal do país.

Fisher foi relator da Operação Lava Jato no STJ e votou pela condenação do presidente Lula (PT) no processo que levou o petista à prisão sob a acusação de corrupção em 2018.

Ele também conduziu processos na operação Têmis, contra uma quadrilha que negociava a venda de sentenças judiciais com o objetivo de fraudar a Receita Federal e, em menor escala, permitir o funcionamento de bingos.

Naturalizado brasileiro, Fisher nasceu na Alemanha, na cidade de Hamburgo, em 30 de agosto de 1947. O direito foi a segunda graduação, concluída em 1972 pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Na mesma instituição, formou-se em ciências econômicas.

Em 1974, ele iniciou a carreira como promotor substituto do Ministério Público do Paraná, onde alcançou, em 1990, o cargo de procurador de Justiça.

A ida ao STJ se deu no fim de 1996, como membro do Ministério Público. Fisher foi presidente da Quinta Turma e da Terceira Seção até alcançar a presidência do tribunal, o mais alto posto destinado a naturalizados brasileiros, já que a Constituição destina a ocupação no STF (Supremo Tribunal Federal) a brasileiros natos.

Segundo o tribunal, ao longo de mais de 20 anos de carreira, Fischer alcançou a marca de mais de 100 mil processos julgados. Foi também ministro e corregedor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados. Também foi membro da Academia Paranaense de Letras Jurídicas e Cidadão Honorário do Paraná.

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