sábado, fevereiro 21, 2026

Editorial — Civilidade que fortalece a democracia em Jeremoabo

 

                                    Foto Divulgação

Editorial — Civilidade que fortalece a democracia em Jeremoabo


* Por José Montalvão

Hoje, em conversa com um leitor deste blog, ouvi uma observação que merece registro público: a atual presidência da Câmara Municipal implantou um novo ritmo de trabalho, no qual oposição e situação, mesmo com pontos de vista distintos, passaram a conviver com civilidade e respeito mútuo. Acabou — ou ao menos diminuiu sensivelmente — aquele clima de “ringue”, de baixarias e ataques pessoais que em nada contribuíam para o avanço do município.

Sob a condução do vereador Neguinho de Lié, a Casa Legislativa vem resgatando um princípio básico da democracia: divergência não é inimizade. O debate pode — e deve — ser firme, mas precisa ser respeitoso. Quando há urbanidade, quem ganha é o povo.

É preciso lembrar o papel fundamental do Poder Legislativo municipal. O vereador não é despachante de favores, nem intermediador de privilégios. Ele é representante da população, criador de leis e fiscal do Poder Executivo. Atua como elo entre o cidadão e a administração pública. Quando essa função é compreendida com clareza, o mandato se fortalece.

A voz da comunidade deve estar acima de interesses pessoais ou de grupos. Um vereador comprometido prioriza o conjunto dos moradores, não apenas sua base eleitoral. Ética e transparência não são opcionais: são deveres. Prestar contas, comunicar ações com clareza e manter o diálogo constante são práticas que aproximam o povo da política e reduzem a desconfiança histórica.

Outro ponto essencial é a fiscalização. Cabe à Câmara verificar se o orçamento está sendo aplicado corretamente, se as obras não estão superfaturadas ou atrasadas, se a saúde e a educação estão funcionando como deveriam. Para isso, existem instrumentos legítimos: solicitação de documentos, visitas técnicas, convocação de secretários . Fiscalizar não é perseguir; é cumprir a lei.

No campo legislativo, a responsabilidade é igualmente grande. Criar leis municipais sobre transporte, educação, saúde, habitação, zoneamento urbano e tributos como IPTU e ISS exige estudo e compromisso. A aprovação da Lei Orçamentária Anual e do Plano Diretor define os rumos da cidade. É nesse momento que se decide onde investir, quais prioridades adotar e como planejar o futuro.

Importante também reconhecer os limites: o vereador deve atuar sobre assuntos de interesse local. Quando o debate foge dessa competência e se transforma em palanque ideológico nacional, perde-se tempo e energia que deveriam estar voltados aos problemas concretos da cidade.

Se a atual presidência conseguiu reduzir tensões e elevar o nível do debate, isso já representa um avanço institucional significativo. A política municipal não precisa ser palco de espetáculos constrangedores. Ela pode — e deve — ser espaço de construção coletiva.

Trabalhar com respeito e representar com dignidade não é slogan; é obrigação. E quando a Câmara assume essa postura, demonstra maturidade democrática. Que esse novo ritmo não seja exceção, mas regra permanente. Porque a população não espera gritos — espera resultados.

BlogDedeMontalvao: Onde a verdade não tem mordaça.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

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