sexta-feira, maio 06, 2022

Língua portuguesa é a quarta mais falada no mundo




Idioma é usado por 260 milhões de pessoas

Lisboa - O Instituto Camões informou hoje (5), Dia Mundial da Língua Portuguesa, que 260 milhões de pessoas (3,7% da população mundial) falam o idioma, o quarto mais usado, depois do mandarim, inlês e espanhol.

O português é a língua oficial de nove países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e de Macau.

Este ano, as comemorações oficiais da data ocorrem no Brasil, onde está o presidente da Assembleia da República de Portugal, Augusto Santos Silva.

Para ele, o futuro da língua portuguesa depende de cada cidadão que fala e escreve o idioma.

Antes de viajar para o Brasil, Silva gravou vídeo em que homenageia a data e fala dos seus significados.

Comemorações

A terceira edição do Dia Internacional da Língua Portuguesa será marcada por 139 ações em 52 países, com Angola e o Brasil a assumirem os principais destaques.

Boa parte das iniciativas é organizada em cooperação com os países da CPLP.

A data, instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em novembro de 2019, é comemorada este ano de forma mais organizada, já que as edições anteriores foram limitadas pelas restrições impostas pela pandemia de covid-19.

Além de Angola, que assume a presidência rotativa da CPLP e organiza, entre outros eventos, um festival em Luanda com o nome da comunidade lusófona, Moçambique e Cabo Verde destacam-se na África como países com maior número de atividades programadas.

RTP - Rádio e Televisão de Portugal

Agência Brasil

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Museu da Língua Portuguesa celebra o idioma com atrações especiais

Programação envolve apresentações, debates, livros e poesias

Por Camila Maciel 

São Paulo - Começou hoje (5), em São Paulo, a programação especial do Museu da Língua Portuguesa para celebrar o dia internacional em homenagem ao idioma. Com atividades presenciais e gratuitas, shows, performances, mesas de debate, lançamentos de livros e leituras de obras literárias ocuparam vários espaços da instituição, que fica na Estação da Luz. O evento terá apresentações também no saguão central da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), interagindo com o público circulante. A programação vai até sábado (7).

“Foi composta uma programação que reflete vários assuntos que envolvem a língua portuguesa brasileira. Tanto no aspecto de formação, quanto em questões de filologia, de antropologia, mas também políticas. Os encontros da língua portuguesa e o seu exército colonizador em relação às línguas africanas, as línguas nativas, tudo que nós temos que compreender melhor até para similar o que é esse país”, conta Felipe Hirsch, convidado para criar uma programação inspirada na peça teatral “Língua Brasileira”.

Lia de Itamaracá, Ailton Krenak, Pilar del Río, Juçara Marçal, Milton Hatoum e Kiko Dinucci são alguns dos convidados do evento.

“Essa programação faz isso: a gente vai falar sobre lideranças indígenas femininas, a gente vai falar sobre falares africanos dentro da nossa cultura, enfim, todos esses encontros que fazem do Brasil um lugar esplendoroso, mas também um lugar que é acometido de várias tragédias humanitárias”, acrescenta o curador. Ele destaca que, além da dimensão política, a programação contempla a “ordem criativa desses pensadores, artistas, que passarão por lá”.

No segundo dia de evento, a programação começa, às 12h, no saguão central da CPTM, com a performance “Zion Gate Sound System e Batalha do Santa Cruz – Ritmo e Poesia na Gare da Luz”. Às 14h, a mesa “Experimentos com Linguagem” reúne a escritora Veronica Stigger e o filósofo Juliano Pessanha. Às 17h30, o ativista de defesa dos direitos indígenas Ailton Krenak apresenta seus pensamentos sobre a vida das comunidades ribeirinhas e indígenas no Brasil contemporâneo na mesa “A ideia de nação”. 

Para encerrar o evento na sexta-feira, tem apresentação de Lia de Itamaracá com o show “Ciranda Sem Fim”. A apresentação contará com a participação de DJ Dolores, na Praça da Língua.

No sábado (7), as atividades começam às 11h com a abertura da instalação “O Conto da Ilha Desconhecida”. Às 12h, tem show da Orquestra Mundana Refugi no saguão da CPTM. Às 13h, a performance “Ciranda do Gatilho: Caixa Preta” será apresentada no mini auditório. Ao longo da tarde, debates vão discutir as diversas línguas portuguesas e o glotocídio, que é a difusão de uma nova língua em um espaço, enfraquecendo a natural da área. A noite termina com um show das cenas e músicas da peça “Língua Brasileira”, de Felipe Hirsch em colaboração com o coletivo Ultralíricos.

Para participar das atividades, que são gratuitas, é necessário retirar ingresso antecipadamente na bilheteria do Saguão B a partir de 12h de cada dia. É obrigatória a apresentação do passaporte da vacina contra a covid-19 antes de entrar no museu para todas as pessoas com cinco anos ou mais.

As mesas terão transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook do Museu da Língua Portuguesa, com interpretação em Libras.  

Agência Brasil

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