sábado, novembro 06, 2021

Bolsonaro xingar Moraes foi apenas “arroubo de retórica”, alega o vice-procurador

 


Apesar do discurso agressivo do presidente no 7 de Setembro, Humberto Jacques minimizou a conduta do chefe do Executivo - (crédito: Roberto Jayme/ Ascom /TSE)

Vice-procurador ‘passa um paninho’ e inocenta Bolsonaro

Deu no Correio Brazilense

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou, nesta sexta-feira (6/11), ao Supremo Tribunal Federal (STF), que não vê crime do presidente Jair Bolsonaro pelos discursos agressivos no feriado de 7 de Setembro. O parecer é assinado pelo vice-procurador-geral Humberto Jacques de Medeiros, para quem a conduta do presidente não passou de “arroubo de retórica”.

“Não tendo havido o emprego de violência ou de ameaça, limitando-se o noticiado à imprecação verbal, ou quaisquer outras atitudes e comportamentos que não sejam aptos a anular ou dificultar significativamente a capacidade de atuação do poder constitucional, não há crime”, escreveu no documento enviado ao STF.

ACUSAÇÃO GRAVE – A manifestação foi enviada em uma notícia-crime movida pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que imputa a Bolsonaro os delitos de atentado contra a ordem constitucional, o Estado democrático de direito e a separação dos Poderes.

O vice-presidente da CPI da Covid também pediu uma investigação sobre o financiamento das manifestações organizadas em São Paulo e em Brasília no feriado da Independência. A relatora é a ministra Cármen Lúcia.

Ao discursar para apoiadores, Bolsonaro deu um ultimato ao presidente do STF, Luiz Fux, para que “enquadrasse” o ministro Alexandre de Moraes, ameaçou descumprir decisões judiciais e pedir a destituição de ministros e levantou suspeitas sobre a urna eletrônica.

NO CALOR DO MOMENTO – No dia seguinte, recuou dos ataques e, aconselhado por seu antecessor, o ex-presidente Michel Temer (MDB), disse que as declarações foram feitas no “calor do momento”.

Além do pedido ao STF, existe uma frente de apuração em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que investiga se políticos e empresários financiaram as manifestações antidemocráticas convocadas pelo governo federal no 7 de Setembro.

A decisão foi do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Luís Felipe Salomão. O objetivo é apurar se houve pagamento de transporte, diárias, quem participou da organização e se teve conteúdo de campanha eleitoral antecipada.

INQUÉRITO – Foi um primeiro desdobramento relevante pós-feriado. O procedimento foi convertido em inquérito, ampliando o objeto de apuração para englobar: possível abuso de poder econômico e político; uso indevido dos meios de comunicação social; corrupção; fraude; e propaganda antecipada.

A investigação foi aberta após vídeos viralizarem nas redes sociais e despertarem a suspeita de que grupos apoiadores do chefe do Executivo teriam sido pagos para incitar atos antidemocráticos no país.

DINHEIRO E CAMISETA – As imagens, que tiveram ampla divulgação na internet, mostram bolsonaristas que foram em caravana até a capital para manifestar apoio ao chefe do governo.

O material mostra um homem de camiseta amarela, dentro de um ônibus, distribuindo R$ 100 a cada um dos passageiros.

Outra pessoa filma a ação e diz: “Olha isso, cara, eu achei que era brincadeira. Uma camiseta para cada um, mais o ônibus e mais R$ 100 para alimentação. Deus abençoe!”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O vice-procurador-geral Humberto Jacques de Medeiros é um homem do bem, que não vê maldade na alma dos outros. Chamar u ministro do Supremo de “canalha” em ato público, desmoralizar decisão judicial, conclamar claramente o povo ao descumprimento da lei, convocar falsa greve de caminhoneiros para semear o caos no país e justificar um golpe de estado, nada disso, para o bondoso vice-procurador-geral Humberto Jacques de Medeiros, significa ilegalidade, é só passar um paninho e fica novo. Sinceramente, é muito triste saber que meus impostos pagam altíssimo salário a esse tipo rasteiro de servidor público. (C.N.)

Nota da redação deste Blog -É por esse motivo que costumo escreve que no Brasil  "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros".
"Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros" é a adulteração do sétimo mandamento do Animalismo, no romance satírico "A Revolução dos Bichos" (ou "Triunfo dos Porcos"), publicado em 1945 pelo escritor inglês George Orwell. (Henrique Burgos)
Vá qualquer cidadão comum, menos igual, chamar um Juiz ou um Promotor de canalha confiando que não passou de  um simples arroubo.
Como exemplo temos um serventuário do foro de Jeremoabo, que apenas porque transcrevemos uma Portaria do Corregedor de Justiça do TJ-BA, determinando apuração de supostas ilicitudes concernente a esse mesmo servidor, já quer processar quem transcreveu respaldado na liberdade de expressão

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