sexta-feira, fevereiro 22, 2019

Mourão “acha” que Bolsonaro demitirá o ministro do Turismo, se houver provas


O vice-presidente Hamilton Mourão, durante entrevista Foto: Ueslei Marcelino / Reuters
Mourão apenas diz o óbvio, que Bolsonaro até agora não enxergou
Eduardo BrescianiO Globo
O vice-presidente da República, Antonio Hamilton Mourão, disse nesta quinta-feira achar que o presidente Jair Bolsonaro vai demitir o ministro do Turimo, Marcelo Álvaro Antônio, se a denúncia sobre a existência de um laranjal em candidaturas do PSL de Minas Gerais forem comprovadas.
— Sobre o ministro do Turismo, eu creio que a solução é a que eu já falei: uma vez comprovada que as denúncias são consistentes e que realmente ocorreu o fato, acho que o presidente vai demití-lo — disse Mourão.
CASO BEBIANNO – Bolsonaro demitiu na segunda-feira Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência e vem sendo cobrado a se posicionar sobre o caso do ministro do Turismo. Bebianno entrou no alvo por ter sido presidente nacional do PSL e assinado atos que liberaram recursos para candidatas que seriam “laranjas”.
A situação do ministro piorou depois que ele disse ao Globo ter falado três vezes por WhatsApp com Bolsonaro após a denúncia. O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, desmentiu o ministro e foi corroborado pelo pai. Após a demissão, a revista Veja publicou áudios que comprovaram a versão de Bebianno.
MAIS GRAVE – No caso do ministro do Turismo, ele teria se beneficiado de um esquema em Minas Gerais no qual candidatas do PSL receberam recursos públicos dos fundos eleitorais, mas sem disputar o pleito “pra valer”. Os recursos foram gastos em empresas ligadas ao ministro. 
Marcelo Álvaro Antônio se reuniu com Bolsonaro nessa quarta-feira e o Planalto não informou o tema da reunião. Um agenda que ele teria com Mourão na sequência acabou cancelada.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Nada de novo no front ocidental, diria Erich Maria Remarque. O capitão demitiu Bebianno porque ele bateu de frente com os filhos e não aceitava a interferência deles no governo. Qualquer motivo serviria para a demissão. No caso do ministro do Turismo, que é gravíssimo, a demissão deveria ter sido imediata, mas a diferenç é que Marcelo Álvaro Antonio nunca criticou a atuação dos filhos. Quanto a Mourão, apenas disse que “acha”, porque desde que recebeu o presidente da CUT e o embaixador da Palestina, demonstrando ter personalidade e vida própria, foi escanteado por Bolsonaro, que nunca mais trocou ideias com ele. Este é o clima do Planalto, acredite se quiser.(C.N.)

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