sábado, abril 09, 2011

Família de menina baiana morta no Rio pretende processar Estado

Luiz Tito/Ag. A TARDE/Reprodução
Milena não teve mesma sorte de suas irmãs, Helena e Tainá, que conseguiram escapar

Ana Cristina Oliveira l Sucursal de Itabuna

Com apenas seis meses de nascida, Milena dos Santos Nascimento, deixou a cidade baiana de Ubatã (a 379 km de Salvador) para ir morar com os pais e as irmãs no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro. Um bebê prematuro, que nasceu de seis meses, ela precisou lutar pela vida para se tornar a “princesinha” da família. Mas, na quinta-feira, teve a vida ceifada.

O corpo de Milena foi sepultado nesta sexta-feira, 8, no Cemitério do Murundu. “Milena teve sorte de vingar. Sobreviveu por milagre e foi arrancada de nós por este homem louco”, diz, emocionada, a tia Marta Nascimento.

Milena, de 14 anos, não teve mesma sorte de suas irmãs, Helena, de 12, e Tainá, de 16, que estavam na escola mas escaparam. Ela morreu com um tiro na cabeça. Tainá estava na sala ao lado e escapou porque o professor conseguiu trancar a porta. Helena estava no terceiro andar, onde o atirador não chegou.

“A vida vai ficar difícil sem minha filha. Vou juntar dinheiro e voltar para minha cidade”, disse chorando o pedreiro Valdir dos Santos Nascimento, 44, pai de Milena.

Ele quer processar o Estado. “Minha filha estava na mão dele e morreu”. A mãe Joseane Bispo dos Santos, 34, está sob efeito de calmantes.

Veja especial sobre segurança nas escolas na edição impressa do Jornal A Tarde deste sábado,

Em destaque

TJ-BA institui Sistema de Integridade para reforçar ética, transparência e controle interno

  TJ-BA institui Sistema de Integridade para reforçar ética, transparência e controle interno Por  Política Livre 29/01/2026 às 10:18 Foto: ...

Mais visitadas