Na meia-folga do fim de semana de previsão de sol e chuva na dança da indecisão, pelo menos a nossa embaraçada política mostra a dupla face das preocupações com longos períodos de alívio a curtição das escorregadelas oficiais e em outros flagrantes cômicos.Para começar, somos uma república com dois imperadores de faz-de-conta. O imperador Adriano dos gramados da seleção e dos tropeços do Flamengo vive a duplicidade do excelente desempenho da Seleção de Dunga, classificada para a Copa com cinco vitórias seguidas e voltou a treinar na Gávea com o entusiasmo e a alegria de quem recomeça dando a volta por cima, merecendo do técnico Andrade o registro estimulante da frase curta : “Ele voltou alegre e confiante. Tenho certeza de que vai fazer uma grande partida contra o Sport.”O outro imperador também não tem sangue azul estufando as veias. Mas, fala, age, decide como se estivesse sentado no trono e a arrogância de dono do país. Não foi o êxito da subida do PIB, que deixou para trás a recessão, o estimulante único da recaída no nunca na história deste país. No salto do PIB depois de dois trimestres de queda, o Produto Interno Bruto cresceu 1,9% entre abril e junho. O consumo das famílias foi decisivo na recuperação.E Lula subiu ao trono, na irritação mal dissimulada, com as críticas ao açodamento da sua decisão de bater o martelo sem ouvir ninguém, nem tomar conhecimento do relatório técnico da Força Aérea Brasileira (FAB) para a compra de 6 caças da França, em acerto direto com o presidente da França, Nicolas Sarkozy.A reação do presidente não mediu palavras: “Fico vendo a imprensa (vendo ou lendo?) e fico às vezes achando engraçado como as coisas são colocadas: quem vai escolher se é fulano ou se é beltrano. Ora, a FAB tem conhecimento tecnológico para fazer a avaliação, e preciso que faça.” Uma pausa antes da conclusão majestática: Agora, a decisão é política e estratégica, e essa é do presidente da República e de ninguém mais. Eu decido quando quiser. É isto.”.Enquanto o presidente repisa as bravatas, a Câmara dos Deputados, sob a pressão de milhares de suplentes de vereadores, aprovou a emenda constitucional que cria mais 7.700 vagas nas câmaras municipais, com a marcha-a-ré para retroagir às eleições de 2008. Com a mais cínica e esfarrapada das desculpas, os candidatos à sinecura sustentam que haverá economia para os municípios com a fixação de limites de despesa. Ora, um vereador não custa apenas o subsídio, dependendo da arrecadação do município. Mas, a despesa vai à lua com os gabinetes, assessores, vantagens, os extras e a penca de mordomias, vantagens e outras muambas. Só não tem como justificar passagens aéreas para o fim de semana com a família. A mamata terá que ser aprovada pela Câmara.Mas, francamente, alguém já sentiu falta de vereadores? E de deputados federais e estaduais? Pois até dos 81 senadores, um terço são os sem votos, eleitos na garupa do candidato para valer.Sejamos justos, o imperador Lula não tem nada a ver com isto. E não se mete com o Congresso, a não ser quando tem interesse em aprovar ou rejeitar projetos da iniciativa da oposição.
Fonte: Villas Bôas-Corrêa
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