Renata Camargo
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) relembrou neste domingo (26) os 25 anos da rejeição da emenda constitucional que instituiria o voto direto para presidente da República em um período em que o Brasil era dominado pela ditadura. Por uma margem de 22 votos, a emenda do deputado Dante de Oliveira, conhecida como emenda da diretas-já, foi recusada no Congresso.
“Foi um dos dias mais tristes da minha vida. Estava na praça Cardoso, em Aracaju, onde havia sido realizado o comício das diretas-já e, ao lado de amigos, acompanhei pela televisão voto a voto dos parlamentares no Congresso Nacional em Brasília. Ao final da votação ficamos arrasados com o resultado. Foi um chororô geral”, disse o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, relembrando aquela madrugada do dia 26 de abril de 1984.
Meses depois, a pressão da sociedade civil faria com que as diretas-já se consolidassem. A campanha para que a escolha do líder da nação fosse feita pelo povo começou em janeiro daquele ano e reuniu cerca de 60 mil pessoas em um comício em Curitiba. Após o golpe militar de 1964, os brasileiros viviam cada dia mais sobre a repressão da ditadura, o que levou tempos depois à concretização da maior mobilização popular já vista na história do Brasil.
Britto relembra que a campanha pelas diretas teve apoio da OAB e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Na época, se destacaram no apoio às diretas-já os políticos Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Franco Montoro, Mário Covas, Teotônio Vilela, Leonel Brizola e Miguel Arraes.
Fonte: Congressoemfoco
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