BRASÍLIA - A antecipação do debate para a campanha presidencial de 2010 já produz faíscas entre o PT e o PSDB. Irritado com as críticas do assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, que o chamou de "picolé" sem charme, o ex-governador Geraldo Alckmin decidiu entrar na briga. "O PT tem urticária quando a discussão é sobre ética e eficiência no gasto público", reagiu.
Candidato derrotado do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Alckmin rebateu as afirmações de Garcia, que ironizou o "choque de gestão" adotado em sua administração à frente do Palácio dos Bandeirantes (2001 a 2006) ao criticar o governador de Minas, Aécio Neves.
"O governo Lula não aproveitou o bom momento da economia para fazer as reformas e colhe os frutos do que o PSDB plantou", atacou. As estocadas na direção do PSDB marcaram o encontro de sexta-feira do Diretório Nacional petista, que decidiu apressar a "construção" da candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Palácio do Planalto.
Convencida de que é preciso aumentar a polarização com Aécio e com o governador de São Paulo, José Serra - os dois pré-candidatos tucanos à Presidência -, a cúpula do PT renovou os ataques ao "choque de gestão" e às privatizações defendidas pelo PSDB.
No intervalo da reunião, Garcia afirmou que Aécio "não disse a que veio" e repete "com mais charme" o choque de gestão levado a cabo por Alckmin. "Até porque com menos charme seria impossível", alfinetou. Para Garcia, que também é vice-presidente do PT, Alckmin "acabou" quando foi confrontado com a "campanha substantiva" do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
"O picolé derreteu", resumiu, numa referência ao apelido do tucano. "A solução dos problemas nacionais não é questão de charme, é de seriedade", devolveu Alckmin. "Princípios, valores e eficiência devem ser tratados com seriedade, e não com deboche."
Em reunião com tucanos, Aécio disse não ter tido a intenção de atacar o presidente quando afirmou, na quarta-feira, que o governo "pôs a ética debaixo do tapete" e que "seria perverso para o Brasil mais quatro anos disso que está aí". Foram as declarações de Aécio que provocaram as reações de Garcia.
Alckmin, porém, jogou mais combustível na briga: disse que "o PT começa perdendo" o debate sobre o enfrentamento da crise financeira ao insistir no bombardeio ao choque de gestão. "Para reduzir a carga tributária, melhorar a saúde, a educação e evitar os desperdícios, é preciso eficiência."
Fonte: Tribuna da Imprensa
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