Os partidos PSDB, DEM e PPS, que compõem a oposição à atual gestão do governo federal, divulgaram nota repudiando os grampos telefônicos ilegais supostamente realizados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Os partidos afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "recebia relatórios periódicos baseados nesses grampos". O Palácio do Planalto informou que não fará comentários sobre as declarações da oposição.
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O PSDB, o DEM e o PPS afirmaram que o Brasil vive uma "grave crise institucional" e manifestaram "sua extrema preocupação com violações tão graves e declaram sua indignação diante da reação frouxa do presidente da República".
A nota também afirma que o episódio dos grampos foi um atentado à Democracia e cita a proximidade da Abin ao presidente da República. "É preciso buscar nas próprias instituições o antídoto contra o veneno do autoritarismo. Neste momento, porém, é preciso que se diga claramente: cai a zero nossa confiança na capacidade do Poder Executivo de se auto-investigar. O que nos leva a apelar com toda força ao Judiciário", completa o comunicado.
O grampoDe acordo com reportagem da revista Veja, a Abin teria gravado conversa telefônica do ministro Gilmar Mendes com o senador Demóstenes Torres. A reportagem traz a transcrição do diálogo e diz que teve acesso aos documentos por meio de um servidor da agência, que pediu anonimato.
O diálogo telefônico de pouco mais de dois minutos entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) teria ocorrido no fim da tarde do último dia 15 de julho. A revista diz que, mesmo sem ter relevância temática, o diálogo prova a ilegalidade da espionagem.
No telefonema, Demóstenes pede ajuda a Gilmar contra a decisão de um juiz de Roraima que teria impedido o depoimento de uma importante testemunha na CPI da Pedofilia, da qual é relator. Mendes agradece a Demóstenes por ter criticado, na tribuna do Senado, o pedido de impeachment do presidente do STF feito por um grupo de promotores descontentes com o habeas-corpus concedido ao banqueiro Daniel Dantas. Na época, a Polícia Federal acabara de concluir a Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro duas vezes. A assessoria de Mendes confirma a conversa com o senador.
Redação Terra
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