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Virou gincana: Dino entra em cena e desfaz decisão de Mendonça
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Página 1 de 16, texto completo desbloqueado Não é um trecho, José Dantas Martins Montalvão — é o artigo inteiro: A Relativização da coisa julgada: Um conflito entre a Segurança Jurídica e a Justiça da DecisãoBethsaida de Sá Barreto Diaz Gino · Id on Line REVISTA DE PSICOLOGIA, 2016
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André Mendonça recebe mais críticas que apoio nas redes pela primeira vez na crise, mostra monitoramento
André Mendonça recebe mais críticas que apoio nas redes pela primeira vez na crise, mostra monitoramento
Por Mônica Bergamo/Folhapress
09/09/2026 às 09:43
Foto: Antonio Augusto/Arquivo/STF
André Mendonça
Relatório da Ativaweb DataLab mostra que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça passou a receber, pela primeira vez, mais críticas do que elogios nas redes sociais desde o começo da disputa dele com Alexandre de Moraes, que mergulhou a Corte em uma crise interna sem precedentes.
O monitoramento do ambiente digital na terça (8) identificou 3,6 milhões de novos registros e mostra que Mendonça "passou a concentrar maioria crítica" nas interações que o citam, com 52,8% de manifestações negativas contra 33,5% de apoio e 13,7% de interações neutras.
A Ativaweb considera que esse foi o "dado mais relevante do dia" por mostrar uma inédita "mudança de comportamento" em relação ao magistrado.
As reações negativas se intensificaram depois que ele afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, do cargo. Mendonça diz que sofreu arapongagem por parte do policial.
O ambiente digital, no entanto, "não substituiu um alvo por outro": o ministro Alexandre de Moraes segue aparecendo como o campeão da rejeição, com 88,4% de postagens críticas a ele em ambientes como Facebook, Instagram, X, TikTok e Youtube.
Segundo a empresa, as redes ampliaram "o número de personagens submetidos a desgaste".
O debate nas redes, antes concentrado nas mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, agora foi ampliado _e os atos de Mendonça passaram a ser também mais questionados.
O cientista de dados Alek Maracajá, que analisa as postagens, afirma que, "do ponto de vista científico e estratégico, o 8 de setembro marca uma transição importante: a conversa deixou de girar apenas em torno de escândalo, mensagens e personagens e passou a incorporar de forma crescente termos relacionados a poder, competência, autonomia, investigação, plenário, PF, PGR, AGU e Presidência do STF".
Segundo ele, "a presença simultânea de ministros atuais e aposentados, Lula, Andrei Rodrigues, Jorge Messias [advogado-geral da União], Paulo Gonet [procurador-geral da República], Daniel Vorcaro, Marco Aurélio de Carvalho [advogado e coordenador da campanha de Lula em SP] e outros atores mostra que a crise ganhou densidade institucional e capilaridade narrativa".
"No começo, a nuvem de palavras tinha personagens. Hoje ela tem instituições inteiras. A crise começou falando de dinheiro; agora fala de poder", afirma o executivo da Ativaweb DataLab.
No acumulado, já são mais de 66 milhões de menções desde que a crise se intensificou, com citações ao STF, Banco Master, Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes, André Mendonça, PF, PGR (Procuradoria-Geral da República) e Executivo.
Lula perde a folga, Flávio cresce e eleição de 2026 entra em território de alto risco
Publicado em 9 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

Quaest: Lula e Flávio empatam em 41% no 2º turno
Pedro do Coutto
A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (7) e repercutida por O Globo nesta terça-feira, produz um número capaz de mudar a temperatura da eleição: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados em 41% num eventual segundo turno. Mais do que uma igualdade estatística, o resultado revela que a vantagem que o presidente mantinha sobre o principal nome do bolsonarismo praticamente desapareceu justamente quando a disputa começa a ganhar contornos mais decisivos.
No primeiro turno, Lula ainda lidera, com 36% das intenções de voto contra 29% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury aparece com 8%, enquanto os demais candidatos permanecem distantes de uma pontuação capaz de ameaçar a passagem dos dois para a segunda rodada. A fotografia, portanto, é clara: Lula continua na frente, mas já não pode transformar essa liderança em sensação de segurança.
IMPORTÂNCIA DA PESQUISA – É justamente aí que está a importância política da pesquisa. O segundo turno passou a apresentar uma disputa aberta. A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre 3 e 6 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais. O 41% a 41%, portanto, representa um empate dentro da margem de erro, e não uma vantagem efetiva de qualquer dos candidatos.
Mais importante que o número isolado é observar a trajetória. A vantagem de Lula sobre Flávio no segundo turno vem diminuindo. Agora, desapareceu. Flávio Bolsonaro conseguiu transformar a força eleitoral do sobrenome Bolsonaro em uma candidatura competitiva própria, ocupando o espaço deixado pela inelegibilidade do pai e mobilizando o sentimento de oposição ao governo Lula.
Isso não significa, porém, que sua vitória esteja desenhada. Flávio ainda precisa demonstrar que consegue ser mais do que o filho de Jair Bolsonaro. Seu desafio é transformar a transferência de votos do pai em identidade política própria. A estratégia de confronto com o governo, o Supremo Tribunal Federal e a defesa da anistia pode fortalecer sua base, mas também pode dificultar a conquista do eleitor moderado.
VANTAGEM – Para Lula, o problema é diferente. O presidente não perdeu a liderança no primeiro turno, mas perdeu algo politicamente valioso: a percepção de que teria uma vantagem relativamente confortável contra o candidato bolsonarista numa eventual segunda rodada.
A avaliação do governo será decisiva. A pesquisa mostra uma eleição ainda fortemente polarizada, na qual os eleitores que não estão definitivamente comprometidos com nenhum dos dois polos podem decidir o resultado. E é justamente esse eleitor que ambos precisarão conquistar.
Também seria precipitado decretar a morte eleitoral dos demais candidatos. Embora os números indiquem uma forte concentração da disputa entre Lula e Flávio, fatos novos, desempenho econômico, alianças, crises ou erros de campanha podem alterar o cenário. A eleição ainda está sujeita a movimentos capazes de deslocar votos.
CONTROLE – A contradição central da pesquisa é, portanto, reveladora: Lula lidera, mas não controla a eleição. Flávio empata no segundo turno, mas ainda precisa demonstrar que pode vencer. Os demais candidatos, por sua vez, continuam sem força suficiente para romper a estrutura bipolar da disputa. O dado mais importante da Quaest não é apenas o 41% a 41%. É o fato de que Flávio Bolsonaro chegou ao mesmo patamar de Lula no momento em que a corrida entra em sua fase decisiva. Isso muda o cálculo dos dois lados.
Para o governo, significa que não basta administrar a vantagem do primeiro turno. Será necessário disputar intensamente o eleitor que ainda não escolheu seu lado. Para o bolsonarismo, significa que existe uma oportunidade real, mas também uma enorme responsabilidade: transformar a força herdada de Jair Bolsonaro em uma candidatura capaz de ampliar sua base.
A eleição de 2026, enfim, entrou em uma zona de imprevisibilidade. Lula continua favorito a chegar ao segundo turno. Flávio Bolsonaro já demonstrou que pode chegar em condições de tornar a decisão muito mais difícil. E, diante de um empate na simulação final, qualquer sensação de vitória antecipada pode se transformar em um erro político de grandes proporções.
Flávio Dino atende a recurso e reintegra Andrei Rodrigues à Polícia Federal
Ministro afirmou que afastamentos prejudicavam investigações sob sua relatoria e disse que decisão se submete exclusivamente à autoridade do plenário do STF.
Da Redação
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Atualizado às 09:30
O ministro Flávio Dino, do STF, determinou nesta quarta-feira, 9, a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa à Diretoria de Inteligência Policial da corporação.
A decisão neutraliza, na prática, os efeitos da ordem proferida na terça-feira, 8, pelo ministro André Mendonça, que havia determinado o afastamento preventivo dos dois delegados.
Dino também determinou, em caráter preventivo, que não sejam impostas a Andrei e Almada novas medidas cautelares de natureza pessoal fundadas exclusivamente em atos praticados no regular exercício de suas atribuições funcionais, em cumprimento a determinações judiciais. O ministro ressalvou eventuais apurações disciplinares, de competência dos respectivos superiores hierárquicos.
Ao decidir, o ministro fez críticas à medida adotada pelo colega e afirmou que investigações urgentes sob sua relatoria estavam sendo prejudicadas pelo afastamento dos dirigentes e pela suspensão de atividades de inteligência.
Dino afirmou que a decisão se submete exclusivamente à autoridade do plenário do STF. Determinou ainda que, após o cumprimento integral das medidas, seja dada vista dos autos ao procurador-Geral da República e, em seguida, o processo volte concluso para nova decisão.
Leia a decisão.
Flávio Dino atende a recurso e reintegra Andrei Rodrigues à Polícia Federal.(Imagem: Gustavo Moreno/STF | Andressa Anholete/Agência Senado)
Pedido de Andrei
A manifestação de Dino ocorreu após pedido apresentado por Andrei em processo no qual foi autorizado o acesso da PF a material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo em investigação relacionada a emendas parlamentares federais destinadas a empresas que, supostamente, também seriam responsáveis pelo filme "Dark Horse".
Segundo o diretor-geral da PF, seu afastamento prejudicaria as apurações em andamento, uma vez que interferiria na organização da equipe responsável pelas investigações, retardaria o acesso ao material já disponibilizado e comprometeria a atuação célere da instituição.
Ao conceder a tutela, Dino apontou, em análise preliminar, a "manifesta ilegitimidade" do Partido Novo para requerer medida cautelar pessoal em processo penal e a competência do plenário do STF para apreciar a matéria. Também considerou concreto o risco de prejuízo a investigações sob sua relatoria e à continuidade das atividades de direção e inteligência da Polícia Federal.
Com isso, determinou ao presidente da República, autoridade competente para a nomeação do diretor-geral da PF, que assegure a imediata reintegração de Andrei e Almada, com o restabelecimento integral de suas atribuições.
Dino também determinou o restabelecimento do regular funcionamento da Diretoria de Inteligência Policial da PF, com o pleno exercício de suas atribuições legais e administrativas, inclusive para o cumprimento de decisões judiciais.
"Medida inédita"
Na decisão, Dino afirmou estar diante de uma situação em que outro ministro do Supremo determinou a paralisação da produção de relatórios de inteligência da Polícia Federal, providência que classificou como "inédita na história da corporação".
Segundo ele, a medida passou a afetar procedimentos urgentes conduzidos em outros processos. Dino acrescentou, porém, que tais direitos não poderiam servir de fundamento para uma "decisão em causa própria" capaz de paralisar investigações e trabalhos policiais.
"Compreende-se que o digno Ministro André Mendonça tenha suas divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal e possa defender os seus direitos perante a instância própria. Mas tais direitos — inerentes a qualquer parte que se sinta prejudicada — não podem converter-se em fundamento para a prolação de decisão em causa própria, com o efeito de paralisar investigações e os trabalhos policiais."
O ministro também criticou os efeitos mais amplos da decisão de Mendonça sobre o funcionamento da corporação.
"Enquanto o Plenário do STF não for chamado a se manifestar, não é cabível que investigações urgentes e com diligências em curso, deferidas nestes autos, e em outros, sejam interrompidas em face de caos administrativo imposto externamente à Polícia Federal, com a demissão de todo o seu corpo diretivo."
Dino prosseguiu afirmando ser ainda mais grave a suspensão de atividades de inteligência da PF, "como se houvesse um único Inquérito e um único julgador a envergar a toga do STF".
Afastamento
Na terça-feira, 8, André Mendonça havia determinado o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e Leandro Almada da cúpula da Polícia Federal.
A medida foi tomada no contexto da apuração sobre relatórios de inteligência produzidos pela corporação envolvendo autoridades e os desdobramentos dos casos Master e INSS.
Mendonça apontou suspeitas sobre a forma de elaboração e utilização desses documentos e também impôs restrições à produção e ao compartilhamento de relatórios de inteligência relacionados à atuação funcional de autoridades.
https://www.migalhas.com.br/quentes/464120/flavio-dino-atende-a-recurso-e-reintegra-andrei-rodrigues-a-pf
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